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- BLs coreanos: Confira a lista de lançamentos previstos para 2023
Além dos doramas tradicionais, produções do tipo Boys Love vão encher o ano com conteúdo, para alegria dos fãs do gênero (Reprodução) A Coreia tem lançado cada vez mais K-Dramas Boys Love, tendo séries para todos os gostos. Tem BL para quem gosta de drama, para quem gosta de comédia, fantasia, enfim — para todos os públicos! 2022 foi um ano cheio de novos BLs e 2023 não será diferente; já iniciamos o ano com lançamentos como The Director Who Buys Me Dinner e The New Employee. Muitos desses BLs são adaptados de webtoons, como Heesu In Class 2 e A Shoulder To Cry On, porém, também há obras originais como Unintentional Love Story e Love Is Like a Cat. O Café com Kimchi separou os principais lançamentos que já estão confirmados para o ano de 2023. Leia após a propaganda. Leia Também - O Bonde: Drama aborda escândalo político e tem atriz de "Profecia do Inferno"; conheça 1. Unintentional Love Story (Divulgação) Quando o superior do Jin Won Young (interpretado por Gongchan membro do B1A4) foi demitido por um escândalo de corrupção, ele acabou sendo demitido também — mesmo sendo inocente. Ele tenta desesperadamente conseguir seu emprego de volta e, para isso, vai atrás do artista favorito de seu chefe, que vive em uma cidade remota. Logo fica claro que Yoon Tae Joon (Cha Seo Won, que atuou em Live or Die e 20th Century Boy and Girl) não quer ser encontrado. Jin decide, então, passar um tempo na cidade e reportar secretamente tudo que ele descobre sobre Tae Joon; porém, começam a surgir sentimentos entre os dois, e Won Young começa a questionar sua sexualidade, sua motivação e se ele quer realmente retornar a sua vida antiga em Seoul. O que irá acontecer quando Tae Joon descobrir que Won Young estava o espionando? Unintentional Love Story também conta com um rosto já conhecido pelos fãs de BL: o ator Won Tae Min, que interpretou o Jin Hong Seok no BL You Make Me Dance (2021) 2. Individual Circumstances (Divulgação) O BL teve início no dia 19 de Janeiro e contará com 8 episódios. Ele conta a história de Ha Yeon Woo, que já foi um promissor jovem diretor de cinema — cujo filme de estreia foi um hit na crítica e para os espectadores —, porém, após seu início empolgante, caiu em uma grande depressão. Agora Ha está apático e inseguro, com receio de não se tornar um diretor de alto nível. Um dia, ele reencontra Sung Woo Jae, um famoso autor de ficção que tem seus próprios demônios. Seu primeiro amor terminou de maneira triste, o que lhe trouxe inspiração para escrever, e fez ainda com que se tornasse um grande autor de web novel. Do encontro dos dois se inicia um romance apaixonante. Essa relação irá curar os machucados do Sung Woo e irá conseguir tirar o Yeon Woo de sua depressão? Woo Jae está sendo interpretado pelo Jun.Q, membro do boygroup MYNAME e que já atuou em doramas como Sh**ting Stars (2022). Ha Yeon Woo está sendo interpretado pelo Han Jung Wan, e o BL é seu primeiro trabalho como ator. Leia Também - Dos palcos para as telas: Conheça a trajetória do Rowoon do SF9 no dramaland 3. Heesu in Class 2 (Divulgação) Em 2023 também teremos a adaptação do popular Webtoon da autora Lily Zuzu, que deve conter 10 episódios. Na trama, a vida de Hee Su gira em torno do seu crush e melhor amigo, Chan Young. Ele não se importa em ser conhecido apenas como "Amigo do Chan Young", nem em ouvir até os desabafos amorosos do garoto; porém, tudo mudo quando ele começa a ouvir as pessoas falando seu nome durante o intervalo da escola. O motivo? Um boato estava correndo dizendo que ele era um ótimo conselheiro amoroso, capaz de solucionar qualquer crise em relacionamentos. Com isso, o protagonista se vê no centro das atenções... Mas como ele irá dar conselhos para os outros quando ele nem sabe o que fazer sobre a sua própria vida amorosa? No elenco temos Ahn Ji Ho interpretando Hee Su. Ele atuou em doramas como All Of Us Are Dead (2022) e Nobody Knows (2020). Jo Joon Young interpreta Chan Young, e seus trabalhos mais conhecidos estão em Dear. M (2022) e Live On (2020). 4. Love Is like a Cat (Divulgação) O novo artista Pino, chamado de Mr. Cat (Cat Prince), tem uma imagem fria e distante, e trabalha em um tipo de jardim de infância para cachorros, como um carismático diretor e mais dois funcionários. A sinopse mais detalhada ainda não foi divulgada, mas sabemos que este quarteto irá experimentar conflitos que desenvolverão a sua amizade. O elenco conta com Mew Suppasit, que já é um conhecido das fãs de BL: ele é um ator tailandês e já participou dos BLs Tailandeses What the Duck (2018) e TharnType (2019~2020). Na novidade, ele dará vida a Pino, juntam-se a ele no elenco Geonu, interpretando Ki Min, e JM, interpretando Dae Byeol — ambos fazem parte do grupo JustB. Kim Kyoung Seok dará vida a Joon Hyeok. Leia Também - Viagem no tempo, alienígenas e mais: 10 doramas de ficção científica na Netflix e outros streamings Pretende assistir a algum desses BLs este ano? Conte para o Café com Kimchi nas nossas redes sociais!
- Além de Parasita: Conheça todos os filmes sul-coreanos escolhidos para representar o país no Oscar
Desde 1962 a Coreia do Sul escolhe filmes para representa-la no Oscar; veja a lista completa de submissões sul-coreanas ao longo da história (Reprodução) É indiscutível como Parasita marcou 2019 e estendeu seu peso na indústria cinematográfica, desde a essência da obra até as conquistas que romperam barreiras da hegemonia estadunidense-europeia. O filme vencedor de seis estatuetas do Oscar, fez história ao vencer o prêmio principal da noite, Melhor Filme, se tornando a primeira produção não falada em inglês a conquistar a categoria. O longa de Bong Joon Ho abriu os olhos do ocidente para o cinema sul-coreano, que há anos vinha sendo ignorado por grandes premiações. Desde 1962, na ocasião a 35º edição do Oscar, busca um espaço entre a lista de indicados. Se uma indicação de Melhor Filme já é difícil para um competidor sul-coreano, Melhor Filme Estrangeiro também não é tão simples. Filmes são inscritos, porém, nunca passam pela avaliação. Antes de Parasita, Burning (2018) foi quem chegou mais próximo, mas não passou da pré-lista. Com o impacto de Parasite, esperava-se que o cenário se alterasse positivamente para os sul-coreanos na Academia. Porém, as duas edições seguintes mostram que a realidade é mais dura. The Man Standing Next (2020) e Escape from Mogadishu (2021), ambos com elenco principal renomado, não foram listados. Leia também: De SAG a Globo de Ouro: Todas as vitórias de Round 6 na temporada de prêmios em Hollywood Filmes da Coreia do Sul são facilmente esnobados pela Academia, mas os fãs de cinema conhecem bem o seu valor e o quanto a organização do evento, assim como outros ocidentais, permanece fechada a um determinado centro. Confira a lista de submissões sul-coreanas ao Oscar em cada ano: Mayumi (1990) (Reprodução) Mayumi é baseado no atentado real à bomba do Voo Korean Air 858 em 1987, que matou 115 pessoas. Na história, dois agentes norte-coreanos, portando passaportes japoneses com os nomes "Shinichi" (Lee Hakjae) e "Mayumi" (Jung Sora), planejam explodir um avião com destino a Seul no ar. Quando o avião cai, matando todos a bordo, os dois cometem suicídio. O Shinichi obtém sucesso, mas Mayumi é salva por médicos. 301/302 (1995) (Reprodução) Inspirado no poema 'The Cook and the Anorexic' do poeta e novelista Jang Jung Ill, o filme conduz duas mulheres obsessivo-compulsivas, uma chef e uma escritora anoréxica, vizinhas em um prédio. A chef, Song Hee (Pang Eunjin), mora no apartamento 301 e tenta convencer a vizinha a comer as refeições que ela cozinha. Mas Yun Hee (Hwang Shin Hye), moradora do 302, se recusa. Essa ação inicia um relacionamento turbulento que força as duas mulheres a relembrar seus passados tortuosos. Oasis (2002) (Reprodução) O filme retrata o amor entre um homem deficiente e uma mulher com paralisia cerebral. Hong Jonggu (Sol Kyung Gu) sai da prisão e volta para casa. Porém, os familiares não escondem que preferiam que ele não tivesse regressado. O ex-presidiário decide visitar a família do homem cujo atropelamento mortal o levou à cadeia. Antes de ser escorraçado, conhece Han Gongju (Moon SoRi), uma jovem com paralisia cerebral. Paralelo com a vida de Jonggu, a família dela também a coloca aparte e a abandona. Leia também: Reflexão e desconforto na Netflix: 5 doramas que exploraram temas sociais em 2021 Mother (2009) (Reprodução) 10 anos antes de Parasita, Bong Joon Ho já teve um filme escolhido pelo comitê especial do Conselho de Cinema da Coreia. Mas Mother não avançou para a lista de indicados. No longa, uma mulher viúva (Kim Hye Ja) cuida sozinha de seu filho único, Yoon Do Joon (Won Bin). Aos 28 anos, o homem é ingênuo, infantil e dependente da atenção materna. Um dia, ele é acusado do assassinato de uma adolescente, mas parece não compreender a acusação. Diante da incompetência do advogado de defesa, a mãe parte em busca do verdadeiro assassino, para provar a inocência de seu filho. The Throne (2015) (Reprodução) Seja em K-Dramas ou filmes, a Coreia do Sul gosta de resgatar suas raízes históricas e leva-las para as telas, como qualquer outro país. The Throne é ambientado na Coréia do século XVIII, governada pelo Rei Yeongjo (Song Kang Ho, ator de Parasita), o filme abordar acontecimentos da vida do príncipe herdeiro Sado (Ah In Yoo, protagonista do filme de terror #Alive), considerado impróprio para governar e condenado pelo pai a uma sentença rigorosa. The Age of Shadows (2016) (Reprodução) Em mais uma trama histórica e com atores de peso da indústria, The Age of Shadows reúne Song Kang Ho, Gong Yoo (protagonista da ficção cientifica da Netflix O Mar da Tranquilidade), Lee Byung Hun e Park Hee Soon (ator do K-Drama de ação My Name) na década de 1920, durante a ocupação japonesa na Coreia e na China. Um grupo de agentes secretos pertencentes à resistência coreana embarca em uma missão sigilosa para tentar contrabandear explosivos com o objetivo de destruir parte do exército japonês. Burning (2018) (Reprodução) Antes da obra de Bong Joon Ho, Burning havia sido o primeiro representante sul-coreano a passar para a pré-lista. Mas, mesmo com trama e elenco forte, o filme não avançou mais. Dirigido por Lee Chang Dong, mostra Lee Jong Soo (Ah In Yo, ator que também aparece no K-Drama Profecia do Inferno da Netflix), que reencontra uma antiga amiga, chamada Shin Hae Mi (Jeon Jong Seo). A jovem volta para casa na companhia de Ben (Steven Yeun, ator de The Walking Dead e Minari), um homem misterioso que conheceu em viagem. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos. The Man Standing Next (2020) (Reprodução) O suspense político é ambientado durante a ditadura da década de 1970 na Coréia do Sul. O filme aborda a vida do presidente Park Chung Hee (Lee Sun Min), 40 dias antes de seu assassinato. Kim Kyu Pyeong (Lee Byung Hun) embarca em uma missão aos Estados Unidos para silenciar Park Yong Kak (Kwak Do Won), ex-diretor da Agência Central de Inteligência Coreana (KCIA), que estava prestes a revelar ao mundo segredos da ditadura. Diante das descobertas da conjuntura da Coreia, o atual diretor da KCIA começa a questionar sua lealdade ao presidente. Confira outros filmes coreanos submetidos ao Oscar My Mother and the Roomer (1962) The Dumb Samyong (1964) Rice (1966) Descendants of Cain (1968) The Old Craftsman of Jar (1969) Mute Samyong (1973) Mulleya Mulleya (1984) Eoudong (1985) Eunuch (1986) Life and Death of the Hollywood Kid (1994) Chunhyang (2000)) Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring (2003) Taegukgi (2004) Welcome to Dongmakgol (2005) King and the Clown (2006) Secret Sunshine (2008) Crossing (2009) A Barefoot Dream (2010) The Front Line (2011) Pietà (2012) Juvenile Offender (2013) Haemoo (2014) A Taxi Driver (2017) Parasite (2019) Escape from Mogadishu (2021) Leia também: Lee Jung Jae diz que 2ª temporada de Round 6 'está a caminho'; Netflix deu o sinal verde em janeiro Já assistiu algum dos filmes da lista? Conta para a gente em nosso Twitter e Instagram.
- Coreia do Sul em Cannes 2022: Conheça os filmes coreanos selecionados no festival francês de cinema
Depois do sucesso de A Criada, Park Chanwook está de volta com novo filme, enquanto outras produções listadas contam com IU, Song Kangho e Lee Jungjae (Reprodução/Google) A lista oficial de filmes selecionados para o Festival de Cannes 2022 foi liberada nesta quinta-feira (14). O evento francês é uma das cerimônias mais tradicionais da história do cinema e, além de abrir a porta para produções que podem ser indicadas ao Oscar do ano seguinte, também conta com o prestigioso prêmio Palma de Ouro para o melhor filme da temporada. Neste ano, o festival começa em 17 de maio e vai até dia 28 do mesmo mês. Leia também — Do cinema à música: 20 MVs de K-pop com referências a filmes Este ano, três filmes sul-coreanos estão na lista: Broker, Decision to Leave e Hunt. Os dois primeiros mencionados estão na categoria competitiva e disputam a Palma de Ouro, enquanto o último estará na exibição especial Midnight Screenings. Vale mencionar que, em 2019, Parasita fez história ao vencer o maior prêmio do festival francês. Com as atrações listadas acima, 2022 parece ser um ano tão promissor quanto para o cinema coreano! É um grande feito ter atrações da Coreia do Sul na lista e estes títulos são muito mais importantes do que parecem, portanto, o Café Com Kimchi vai te explicar o motivo! Confira abaixo o enredo de cada um dos longa-metragens e a importância dos nomes por trás deles. Broker Em competição no Festival de Cannes 2022, Broker é especial por muitos motivos! Um deles é o elenco poderoso formado pela cantora IU, Doona Bae (atriz de Sense8), Song Kangho (Parasita), Gang Dongwon (Invasão Zumbi 2: Península) e Kim Youngkwang (Olá? Sou Eu!). Com atores de produções importantes da Netflix e até indicados ao Oscar, já deu para perceber que não é pouca coisa, né? Este é o primeiro filme coreano dirigido pelo cineasta japonês Hirokazu Koreeda e está sendo produzido pela Spackman Entertainment Group, mesma empresa responsável pelo longa-metragem de terror da Netflix, #Alive, lançado em 2020. Vale mencionar também que, por causa de Broker, IU será a primeira atriz sul-coreana a comparecer ao festival francês com uma produção selecionada na categoria competitiva. O enredo de Broker é tão interessante quanto as informações mencionadas nos parágrafos acima. A história acompanha um grupo de indivíduos cujas vidas se entrelaçam em torno de uma misteriosa 'Baby Box', que é uma caixa projetada para permitir que pessoas incapazes de criar filhos depositem seus bebês anonimamente. Decision to Leave Também competindo pela Palma de Ouro, Decision to Leave é dirigido por um dos cineastas mais respeitados da Coreia do Sul — e, dessa vez, não estamos falando de Bong Joonho. Park Chanwook é o diretor do filme, também responsável por grandes sucessos no cinema como A Criada, Old Boy e Lady Vingança. O cineasta não é um novato quando se trata do Festival de Cannes. Em 2003, venceu o Grande Prix por Old Boy e, em 2009, venceu o prêmio do júri com Sede de Sangue, estrelado por Kim Okbin e Song Kangho. Agora, Chanwook está a caminho de mais uma vitória, prestes a estrear seu primeiro filme após A Criada, lançado há seis anos. Decision to Leave conta a história de um detetive da polícia que se sente atraído por uma misteriosa viúva. O problema é que ela também é a principal suspeita em sua mais recente investigação de assassinato. O filme é protagonizado por Park Haeil, Tang Wei, Lee Junghyun, Go Kyungpyo e Park Yongwoo. Hunt Um dos maiores nomes da televisão e do cinema sul-coreano desde os anos 90, Lee Jungjae agora ganha uma nova função. Hunt marca a estreia do artista como diretor. Isso mesmo! O filme selecionado para o Festival de Cannes é dirigido pelo protagonista de Round 6, a série de maior audiência na história da Netflix. Leia também — Round 6: Sabia que atriz da série interpreta personagem LGBTQ+ em filme com Hani de EXID? O ator — e, agora, diretor — comprou os direitos do filme e reescreveu o roteiro. Além de estar por trás das câmeras, também vai protagonizar a história ao lado do veterano Jung Woosung. Em entrevista à revista Variety, Lee Jungjae fez uma afirmação que pode ter tranquilizado a alguns fãs preocupados: “Só porque estou fazendo o trabalho de diretor neste filme não significa que vou desistir de atuar. Eu ainda gosto de atuar melhor e pretendo me concentrar nisso.” Quanto ao enredo do longa-metragem, Hunt se passa nos anos 80 e conta a história de dois agentes especiais do Serviço Nacional de Inteligência da Coréia, responsáveis, de forma independente, por cumprir a mesma missão: encontrar um espião norte-coreano dentro da agência. No decorrer de suas investigações, a dupla se depara com uma surpresa difícil de lidar, mas precisam seguir todas as ordens.
- 5 filmes sul-coreanos baseados em histórias reais que você precisa assistir
Você aprecia tramas inspiradas em fatos? Confira a lista com os melhores longas do gênero (Reprodução / IMDb) Que a indústria audiovisual da Coreia do Sul é muito aclamada, todos nós sabemos. Com um catálogo que vai dos doramas dos mais diversos gêneros, passando pelas lutas bem coreografadas dos de ação até a fofura de derreter corações dos de romance, e que produz filmes que chegam em festivais renomados, o país se estabeleceu como uma referência nesse ramo. Apesar de lançar filmes das mais diversas categorias, alguns dos que mais se destacam são aqueles inspirados em histórias verdadeiras. Se você se interessa por esse estilo, não pode perder o especial que o Café preparou! Cart (2014) Tendo o D.O. do EXO no elenco, Cart é inspirado num acontecimento de 2007. E.Land, uma rede de supermercados, demitiu os funcionários temporários — mulheres, em sua maioria —, e os substituiu com empregados terceirizados para conseguir burlar a lei que obrigava as empresas a efetivarem os funcionários após um período como temporários. Em luz das demissões, os trabalhadores iniciaram uma greve que perdurou por muito tempo. Hope (2013) Narrando o caso Nayoung, Hope conta a história de Sowon, uma menina de oito anos que, no caminho de volta para a casa, é abordada por um homem bêbado e abusada sexualmente. O filme aborda as sequelas físicas e psicológicas que ficaram com a vítima e aborda a questão das leis de crimes sexuais na Coreia do Sul. O caso Nayoung, ocorrido em 2008, traz muita discussão até os dias atuais sobre a impunidade nesses casos, como o do Nth Room. Memórias de um Assassino (2013) Dirigido pelo ganhador do Oscar Bong Joon-ho, Memórias de um Assassino é um clássico do suspense coreano. Durante a ditadura na Coreia, uma mulher é morta e, pouco tempo depois, outras são encontradas mortas com as mesmas marcas que a primeira — é o início dos crimes do assassino em série que ficou conhecido como “o assassino do zodíaco coreano”. O filme narra o processo de busca e descoberta do detetive Park Doo-man. Leia também: Kinnporsche é o BL do momento: Conheça o drama tailandês e confira algumas curiosidades Em Silêncio (2011) Em Silêncio é um dos vários filmes sul-coreanos disponíveis na Netflix. Com base no perturbador caso da Escola de Gwangju Inhwa, o filme conta a história dos vários alunos portadores de deficiência auditiva que foram abusados sexualmente por professores e funcionários. O longa-metragem, que foi produzido pelo criador de Round 6 e que possui Gong Yoo no elenco, causou mudanças na legislação do país, reforçando leis de proteção para crianças e adolescentes na escola. 1987: When The Day Comes (2017) Também se passa na ditadura militar da Coreia do Sul. 1987: When The Day Comes é um dos vários filmes históricos coreanos que foca na luta estudantil por democracia e transparência. Após o assassinato — e a cobertura — de um estudante de faculdade durante uma interrogação policial, um promotor estranha a causa de morte posta no laudo e inicia uma investigação a fundo. Nas cenas pós-créditos, é possível ver vídeos e imagens de pessoas reais que se envolveram no caso. Você já havia assistido ou conhecia algum desses? Não se esqueça de contar nas redes sociais do Café!
- Dia dos namorados: Filmes coreanos de romance para ver agarradinho com seu amor
De Turn In For Love a Amor com Fetiche, o dia 12 é ideal para maratonar filmes de romance ao lado da pessoa amada (Reprodução) No dia dos namorados há os que preferem passear, jantar fora ou ficar em casa agarradinho. Para os casais fãs das produções coreanas, não são só os doramas que possuem romances lindos, com direito a cenas de beijos memoráveis, casais cheios de química e momentos quentes. Desde clichês até dramas emocionantes para aproveitar a semana mais romântica do ano, há vários filmes sul-coreanos de romance para assistir com a pessoa amada. O Café com Kimchi preparou uma lista com 7 filmes de romance ideais para assistir com o seu amor. Solteiros podem assistir também, mas aconselhamos a preparar os lencinhos e abraçar o travesseiro. Confira a lista: Sweet & Sour (2021) A primeira obra da lista aborda assuntos mais maduros e foge do clichê dos romances, mostrando os lados doces e azedos de um relacionamento. Na trama, Jang Hyuk (Jang Ki Yong, ator de Now We are Breaking Up) e Da Eun (Chae Soo Bin, atriz de Rookies e Pirates 2) namoram há anos e começam a sentir o desgaste do tempo de relacionamento. Ambos começam a ser consumidos pelas rotinas exaustivas de seus respectivos trabalhos. A medida que se afastam, novos interesses amorosos surgem, como Bo Yeong (Krystal Jung, atriz de The Heirs), contratada para trabalhar no mesmo escritório de Jang Hyuk, conforme se aproximam, o rapaz se vê em meio a um triângulo amoroso e precisa decidir o que será mais forte, o recente interesse ou o amor de anos. Always (2011) Unindo um romance lindo e que pode levar qualquer um as lágrimas, em Always, Cheol Min (So Ji Sub) é um homem com um passado sombrio e misterioso, que consegue um emprego noturno como um atendente de estacionamento. Um dia, sentado em sua cabine e ele conhece Jung Hwa (Han Hyo Joo). Cheol Min percebe que a mulher é cega e está confundindo-o com o antigo atendente. Apesar da confusão ela continua o visitando para poder assistir aos seus dramas. Com o tempo juntos, os dois rapidamente se apegam um ao outro e se apaixonam, mas a história de amor do casal não será tão fácil e um incidente muda todo o rumo da história. Leia também: Mais que amigos: Conheça celebridades sul-coreanas que já foram ou são um casal Turn in For Love (2019) Em 1994, Mi Soo (Kim Go Eun, atriz de Goblin) conhece Hyun Woo (Jung Hae In, ator de Snowdrop), que acaba de sair de um centro de detenção juvenil. Os dois se conhecem em uma padaria, administrada por Mi Soo e sua irmã mais velha, e logo Hyun-Woo começa a trabalhar meio período na padaria. Apesar de, inicialmente, sentir medo do jovem, Mi Soo começa a se aproximar, e os dois começam a desenvolver sentimentos um pelo outro. Mas a relação não será tão simples, Hyun Woo ainda guarda um segredo: a pesada culpa por um incidente fatal que ocorreu em seu passado. Quando os amigos de Hyun Woo aparecem na padaria, Mi Soo acredita que ele não voltará. O relacionamento deles não termina aí e eles se cruzam várias vezes, lutando contra o tempo e as oportunidades que parecem querer separá-los. Where Your Eyes Linger (2020) Um Boys Love também é ótimo para assistir agarradinho com o seu amor. Em Where Your Eyes Linger, Han Tae Joo (Han Gi Chan) é um estudante do ensino médio e carrega a pressão de ser o único herdeiro do Grupo TB. Por esse motivo, está sob vigilância constante dos pais e possui dificuldades em aproveitar sua liberdade. Apesar dos obstáculos ainda possui um amigo próximo, que age como seu guarda-costas não oficial, Gang Gook (Jang Eui Soo), um aluno de comportamento impulsivo e durão. Porém, o tempo junto começa a fazê-los se questionar se é apenas uma amizade ou algo a mais. A situação se intensifica quando Hye Mi (Choi Gyu Ri) é transferida para o mesmo colégio e passa a ter interesse em Gang Gook, despertando emoções reprimidas em Tae Joo. Leia também: O amor está no ar: Confira os melhores BLs coreanos para assistir Amor com fetiche (2022) Inspirado no webtoon Moral Sense, apresenta os colegas de trabalho Jung Jiwoo (Seohyun, atriz de Private Life e membro do SNSD) e Jung Jihoo (Lee Junyoung). A similaridade dos nomes leva ao ponta pé inicial da trama, Jiwoo que é conhecida no escritório pela sua personalidade durona, é surpreendida por um encomenda para Jihoo que foi enviada a ela por engano. Esse erro faz com que ela descubra o segredo que o "Senhor Perfeito" prefere esconder: Jihoo é adepto ao BDSM. You Make Me Dance (2021) Song Shi On (Chu Young Woo) é um universitário prestes a se formar em dança contemporânea. Porém, não possui qualquer apoio da família, que o expulsa de casa após uma briga. Decidido a investir nos seus sonhos, ele acaba dividindo uma moradia com Jin Hong Seok (Won Hyung Hoon), um cobrador de dívidas da financeira Chachacha Capital. O tempo juntos faz com que Jin Hong Seok muda sua perspectiva de vida sobre sonhos e carreira. Não demora muito para que a dupla construa um vínculo forte e, posteriormente, sentimentos novos sejam despertados. Mas, a vida do casal não será tão simples, quando novas pessoas tentam interferir na relação. Leia também: Em clima de romance: 7 músicas de solistas femininas perfeitas para se declarar para o seu amor A Millionaire's First Love (2006) Não pode faltar um bom clichê com romances com milionários. A Millionaire's First Love trás Jae Kyung (Hyunbin, ator de Pousando no Amor), um jovem de 19 anos, que precisa retornar ao colégio para concluir os estudos e, por fim, colocar as mãos na herança deixada por seu avô. De volta ao ensino médio, ele conhece e passa a se interessar por Eun Hwan (Lee Yeon Hee), sua colega de classe, que esconde um segredo. Qual filme vai escolher para assistir no dia dos namorados? Conta pra gente em nosso Instagram e Twitter.
- Mês do Orgulho: 7 filmes sul-coreanos com temática LGBTQ+
O cinema sul-coreano tem expandido a representatividade em suas tramas, com filmes que abordam questões da comunidade (Reprodução) Junho é marcado por uma celebração muito importante durante todo o mês e que deve ser estender durante todo o ano, o Orgulho LGBTQIA+. Apesar de todos os problemas do conservadorismo já conhecido da sociedade sul-coreana, a representatividade está cada vez mais presente nas telas em todo o país, seja com idols demonstrando apoio a comunidade ou personagens LGBTQ+ em doramas. Nos filmes não é diferente, e o cinema sul-coreano tem expandido a as pautas da comunidade em suas tramas. Confira filmes com temática LGBTQIA+ para maratonar no mês do Orgulho: Young Adult Matters (2021) Se Jin (Lee Yoo Mi, atriz de Round 6 e All of Us Are Dead) é uma adolescente com uma vida turbulenta. Sozinha, a jovem precisa enfrentar o bullying na escola, porém, ela não se importa com os comentários negativos e as perseguições. No geral, Se Jin vive sem qualquer grande perspectiva e dá pouca importância para a vida. Um dia, ela decide fugir e acaba encontrando com Joo Young (Hani), outra adolescente que está vagando pela rua. Logo, Se Jin junta-se um grupo de jovens fugitivos e, com eles, passa a enfrentar uma série de dificuldades inesperadas nas ruas. Enquanto vive a nova vida, Se Jin precisa lidar com outro problema: uma gravidez indesejada. Leia também: 8 doramas com personagens femininas fortes e inspiradoras No Regret (2006) Considerado o primeiro filme sul-coreano com um casal gay, No Regret acompanha o Lee Soo Min (Lee Young Hoon), um jovem sem grandes ambições, mas que deseja estudar Artes. Para isso, dedica-se a dois empregos, motorista de limusine à noite e operário de fábrica de dia. Uma noite seu destino cruza com Song Jaemin (Kim Nam Gil), quando o leva bêbado para casa em seu trabalho como motorista. Logo no primeiro encontro, Jaemin demonstra interesse em Soo Min, que rejeita sua investidas. Porém, as coincidências estavam longe de terminar, principalmente, quando Jaemin é filho do dono da fábrica onde Soo Min trabalha e decide ajudá-lo a não perder o emprego. The Handmaiden (2016) Conhecido no Brasil pelo título em português "A Criada", o filme de 2016 é popular e muito comentado pela sua trajetória repleta de plot twists e muito mistério. A obra está situada em 1930, durante a ocupação japonesa. A jovem Sooke (Kim Tae Ri, atriz de Twenty-Five Twenty-One) é uma vigarista contratada para ser criada de Hideko (Kim Min Hee), uma herdeira que leva uma vida reclusa junto ao seu tio autoritário. O plano de Sooke é conquistar a confiança da patroa para roubar sua fortuna e trancá-la em um hospício. Porém, a estratégia segue por outro caminho quando ambas começam a desenvolver sentimentos uma pela outra. Man on High Heels (2014) Deixando o romance um pouco de lado, o próximo filme mistura muita ação e drama. Ji Wook (Cha Seung Won, ator de Hwayugi) é um detetive de sangue frio que é capaz de tudo para capturar criminosos. No entanto, o que muitos não sabem é que ele deseja fazer uma mudança de sexo. Porém, seus planos são interrompidos quando uma gangue que Ji Wook havia apreendido decide se vingar. O protagonista se vê em um dilema quando sua amiga Jang Mi (Esom) também fica em perigo e ele deve fazer uma escolha. Wish You (2021) Para os que gostam de filmes com idols, Wish You trás Kang In Soo do MYNAME e Lee Sang do IMFACT. Kang In Soo (Kang In Soo) é um cantor de espírito livre, cujo amor pela música o faz se apresentar nas ruas e seu objetivo é um dia construir uma carreira, o que não é fácil. Recusando-se a desistir de seus sonhos, In Soo continua tocando, dia após dia, enquanto seu melhor amigo, Choi Min Sung, grava suas performances e as envia no YouTube. Yoon Sang Yi (Lee Sang) é um tecladista que trabalha em uma grande gravadora e está sempre à procura de novos talentos. Quando Sang Yi encontra um dos vídeos de In Soo fica convencido que ele tem futuro na música. O novato logo recebe o convite de participar do novo projeto da empresa de Sang Yi. À medida que os dois convivem, seu relacionamento cresce e novos sentimentos começam a florescer. Porém, eles precisarão lidar com os obstáculos que interpõem em seu caminho. Leia também: Qual é o futuro dos BLs coreanos? Central Boys Love comenta sobre produções para 2022 [Entrevista] 301/302 (1995) Inspirado no poema 'The Cook and the Anorexic' do poeta e novelista Jang Jung Ill, o filme conduz duas mulheres obsessivo-compulsivas, uma chef e uma escritora anoréxica, vizinhas em um prédio. A chef, Song Hee (Pang Eunjin), mora no apartamento 301 e tenta convencer a vizinha a comer as refeições que ela cozinha. Mas Yun Hee (Hwang Shin Hye), moradora do 302, se recusa. Essa ação inicia um relacionamento turbulento que força as duas mulheres a relembrar seus passados tortuosos. O filme foi a submissão da Coreia do Sul ao Oscar em 1995. House of Hummingbird (2014) House of Hummingbird trata assuntos como a solidão na adolescência e a etapa de descobertas. Em 1994, Eun Hee (Park Ji Hu, atriz de All of Us Are Dead) vive com os pais e os irmãos em uma rotina turbulenta. Cada membro na família busca resolver seus próprios problemas e a convivência não é fácil. A adolescente vagueia pela cidade em busca de amor, tanto em meninos, quanto meninas. Seus horizontes se abrem quando uma nova professora é transferida para sua escola e parece ser o único adulto a entendê-la. Two Weddings and a Funeral (2011) Essa comédia-romântica apresenta dois casais homossexuais, um gay e outro lésbico, que se unem em um plano louco para esconderem seus segredos de suas famílias. Hyo Jin (Ryu Hyun Kyung) é uma obstetra que sonha em adotar um bebê com sua namorada Seo Young (Jung Ae Youn). Colega de trabalho de Hyo Jin e em um relacionamento com Seok (Song Yongjin), Min Soo (Kim Dong Yoon) decide ajudar o casal a realizar o sonho de ter um filho e também a esconder a sexualidade do quarteto de suas famílias. Para isso, Min Soo e Hyo Jin se casam e passam a morar juntos, enquanto Seo Young e Seok se mudam para a casa ao lado. No entanto, os pais intrusivos de Min Soo começam a se envolver um pouco demais com a vida do casal, ameaçando seu esquema. Leia também: Dia dos namorados: Filmes coreanos de romance para ver agarradinho com seu amor O que achou dos filmes da lista? Conta para a gente em nosso Twitter e Instagram.
- Broker: Tudo sobre o filme sul-coreano premiado em Cannes com IU e atores de Parasita e Sense8
Filme do diretor japonês Hirokazu foi aclamado no festival francês de cinema e levou prêmios de Melhor Ator e Melhor Filme (Reprodução/ CJ ENM) Com a expansão do Hallyu, a onda que espalha a cultura sul-coreana pelo globo, temos visto grandes artistas e suas obras ganhando espaço em locais que pouco ou nunca estiveram antes. A indústria musical não é exceção quando se fala nesse fenômeno, e a dramaturgia leste asiática vem mostrando todo o seu potencial com produções premiadas e aclamadas na Ásia e fora dela. Em 2019, o filme vencedor do Oscar, Parasita, impressionou tanto o público quanto os críticos do cinema. A obra-prima do diretor Bong Joon Ho fez história como o primeiro filme de língua não inglesa a vencer maior o prêmio da sétima arte e, desde então, as produções coreanas, vêm recebendo toda a atenção que merecem. Leia também: De SAG a Globo de Ouro: Todas as vitórias de Round 6 na temporada de prêmios em Hollywood Em maio deste ano ocorreu o Festival de Cannes, uma das maiores premiações do mundo do cinema e que reúne grandes artistas todos os anos na França. O filme sul coreano Broker teve sua estreia na premiação no Grande Teatro de Cannes Lumiere, e o longa encantou com elenco de peso, com a presença de Song Kang Ho, figura de destaque internacional por Parasita, Gang Dong Won, ator com longa carreira de filmes e dramas, a cantora e atriz IU e Le Joo Young, também renomada no mundo dos doramas. O diretor do filme, Koreeda Hirokazu, revelou que conheceu Song Kang Ho no Festival Internacional de Cinema de Busan e Kang Dong Won quando o ator foi ao Japão a trabalho. Hirokazu contou que conforme foram se conhecendo melhor surgiu o desejo de trabalharem juntos no futuro, resultando na produção que chegou aos cinemas da Coreia em junho. Broker conta a história de um homem que cria “caixas de bebês”, montadas e deixadas para pessoas que não podem mais sustentar seus filhos e decidem desistir deles anonimamente. Song Kang Ho e Kang Dong Won estrelam como os parceiros “corretores” Sang Hyun e Dong Soo. IU interpreta So Young, uma mãe nova que acaba se juntando à jornada dos corretores ao deixar seu filho em uma das caixas, mas se arrepende e o quer de volta. As detetives Soo Jin (Bae Doona) e Lee (Lee Joo Young) completam a trama. (Reprodução/ CJ ENM) Este é o primeiro filme sul-coreano feito pelo japonês Koreeda Hirokazu, que ganhou o prêmio Palma de Ouro de Cannes com Shoplifters em 2018. Com Broker, o diretor venceu o prêmio do júri ecumênico de Melhor Filme, e também viu, junto ao elenco, o longa ser ovacionado de pé por cerca de 12 minutos — a homenagem mais longa dada a um filme coreano em Cannes desde Thirst (2009) segundo a revista EDaily. Leia também: 5 filmes sul-coreanos baseados em histórias reais que você precisa assistir O júri ecumênico, formado por membros das organizações cinematográficas cristãs Interfilm e Signis, é responsável por selecionar o melhor filme da competição de Cannes desde 1974. O juri afirmou em comunicado que “o filme mostra, de maneira íntima, como família pode ser família sem laços de sangue”. O vencedor do ano passado, Drive My Car do diretor japonês Ryûsuke Hamaguchi, ganhou também o prêmio de melhor roteiro em Cannes e, em seguida, levou o Oscar de melhor filme internacional. A aclamação não acaba por aqui: Song Kang Ho levou o prêmio de Melhor Ator em Cannes, se tornando o primeiro ator sul-coreano a receber tal título. A primeira atriz coreana a vencer foi Jo Do Yeon em 2007 com Secret Sunshine. Song afirmou que não houveram barreiras de linguagem ou cultura no set ao trabalhar com Hirokazu e ainda acrescentou que o cinema japonês é muito familiar para os coreanos. Além disso, IU também teve seu destaque na premiação e foi escolhida pela revista VOGUE como a segunda celebridade mais bem vestida do evento, atrás apenas de Bella Hadid. Fãs da cantora estavam presentes no evento para vê-la, o que deixou sua recepção bem calorosa. (Reprodução/ CJ ENM) Para melhorar, Broker não foi o único filme coreano desta edição de Cannes: Decision To Leave, filme do diretor Park Chan Wook também esteve presente e levou o prêmio de Melhor Diretor pelo longa, sendo assim seu terceiro prêmio em Cannes e o segundo diretor sul-coreano a vencer nessa categoria. A presença dessas produções no festival foi histórica: foi a primeira vez que dois trabalhos coreanos ganharam prêmios na mesma cerimônia. Durante seu discurso, Chan Wook afirmou que a indústria do cinema se deparou com um momento marcado por cinemas vazios (referindo-se à pandemia), mas que também foi uma chance de todos reconhecerem a preciosidade desse lugar. Leia também: Coreia do Sul em Cannes 2022: Conheça os filmes coreanos selecionados no festival francês de cinema.
- Decisão de Partir: Conheça o novo filme de Park Chan-wook escolhido para o Oscar 2023
Produção foi exibida no Festival de Cannes 2022, e será lançado internacionalmente no mês de outubro; saiba mais de "Decision to Leave" (CJ Entertainment/Reprodução) Ao mencionar o cinema sul-coreano e o alcance de suas produções internacionalmente, é difícil não citar o diretor Park Chan-wook. Aclamado pela crítica e responsável por famosos filmes (como A Criada, Oldboy e Sede de Sangue), Chan-wook retornou aos holofotes em junho de 2022 com o longa Decisão de Partir (ou Decision to Leave em inglês) — produção que levou a estatueta de "Melhor Diretor" no Festival de Cannes, e pode concorrer ao Oscar do ano que vem. Mas você sabe qual é a história do filme? Levando em conta que Decision to Leave é um projeto de Park Chan-wook, sua relevância para o cinema coreano deste ano é inegável. Nesse sentido, apenas na Coreia do Sul, a produção atingiu mais de US$ 14 milhões e entrou para o top 10 de filmes mais rentáveis do ano lá. Continue lendo abaixo para conhecer mais sobre Decisão de Partir e descubra qual é o enredo deste ambicioso projeto: No enredo de Decision to Leave, Park Hae-il interpreta um detetive investigando um assassinato Na trama de Decisão de Partir, o ator Park Hae-il interpreta Hae-joon, um detetive de Busan que é famoso por suas boas maneiras; e sua paixão pelo trabalho também não passa despercebida. Assim que Hae-joon começa a investigar a morte de um homem numa região montanhosa, o protagonista coincidentemente (será?) conhece a misteriosa imigrante Seo-Rae: a viúva do morto, feita pela atriz chinesa Tang Wei. Nisso, o detetive transforma Seo-Rae numa das principais suspeitas do crime, pensando que ela pode ter assassinado o marido. Em contrapartida, Hae-joon também desenvolve certo interesse pela personagem, tanto em relação a sua personalidade quanto à ligação da mulher com toda a investigação. Por se tratar de um roteiro de Park Chan-wook, é possível que Decision to Leave surpreenda os espectadores na revelação de seus mistérios. Por que Seo-Rae é do jeito que é? A jovem matou o marido, ou não há ligação entre sua figura e o crime? O que Hae-joon irá descobrir? Tais dúvidas permeiam a trama, e o público deverá conferir as mais de duas horas de filme para descobrir tudo. Leia também - Uma Advogada Extraordinária vai ganhar 2ª temporada! Veja o que já sabemos De acordo com Chan-wook, a química entre Park Hae-il e Tang Wei foi um instrumento importante para a construção da história — e em sua mente, os atores eram as escolhas ideais desde a época em que o roteiro de Decision to Leave estava sendo criado. Em entrevista ao jornal The Korea Times, feita em junho deste ano, Park Chan-wook detalhou: Antes mesmo de terminar o script, eu me encontrei com Tang (Wei) e a ofereci o papel. Os traços da personalidade de Tang, que observei enquanto falava com ela, refletiram na minha reescrita do roteiro. Eu fiz a mesma coisa com Park (Hae-il). O diretor também elogiou a vontade de Tang Wei em aprender coreano, especialmente para sua presença no filme. "Ela não só tentou memorizar as falas do roteiro rapidamente. Ela realmente entendeu as nuances e significados de cada linha", diz. (MUBI/Reprodução) Diferente do longa A Criada, a tensão sexual em Decisão de Partir é minimizada para uma outra abordagem Ainda ao The Korea Times, Park Chan-wook falou que Decisão de Partir tem um plot com múltiplas camadas, na tentativa de fugir do clichê para um longa investigativo. Também segundo o cineasta, seu objetivo com o projeto foi o de fazer algo "classicamente refinado em que as emoções dos personagens são 'um redemoinho' por dentro". A história de Decision to Leave é um romance adulto que "lida com relacionamentos maduros", nas palavras de Chan-wook; e também foi decisão do diretor excluir cenas de sexo mais explícitas. "Conforme envelhecemos, torna-se cada vez mais difícil expressar nossos sentimentos devido a situações e circunstâncias diversas", explica. Depois de vencer em Cannes, Park Chan-wook pode levar Decision to Leave ao Oscar do ano que vem Como dito anteriormente, Park Chan-wook foi vitorioso no Festival de Cannes como "Melhor Diretor", levando o troféu da cerimônia para casa por Decision to Leave. O longa foi escolhido para a seleção de títulos que competiriam este ano, e o projeto estava ao lado de Broker, filme coreano do diretor japonês Hirokazu Kore-eda, na disputa. Vale ressaltar que Chan-wook já havia sido premiado em Cannes duas outras vezes: quando levou o Grand Prix por Oldboy (2003), e a estatueta de Prêmio do Júri por Sede de Sangue (2009) tempos depois. E agora, Decision to Leave terá a chance de concorrer ao Oscar 2023, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. O longa-metragem foi apontado para representar a Coreia do Sul na pré-seleção da categoria, e marca a primeira vez em que Park Chan-wook tem um projeto escolhido para disputar a entrada numa categoria da Academia. Caso consiga, Decision to Leave será o primeiro filme sul-coreano desde Parasita (em 2020) a concorrer no Oscar. Leia também - Não acaba quando termina: Conheça 8 doramas com mais de uma temporada Onde tem Decisão de Partir para assistir no Brasil? O filme está disponível no streaming hoje? Até o momento, não há informações sobre a vinda de Decisão de Partir para os cinemas brasileiros. Fora do país, o serviço de streaming MUBI detém os direitos de distribuição do filme, enquanto que a versão da plataforma no Brasil ainda não tem data para inserir o longa no catálogo. Dessa forma, basta esperar pela chegada (ou não) de Decision to Leave nas telonas daqui, ou que algum outro streaming adquira o projeto. Por enquanto, acompanhamos quais serão os próximos passos do mais novo sucesso de Park Chan-wook. Você está animado para ver o filme? Conte para nós lá nas redes sociais do Café com Kimchi!
- Hunt: Conheça o primeiro filme dirigido pelo protagonista de Round 6, Lee Jungjae
Ao lado de Jung Woosung, ator dirige, produz e co-escreve o filme de espionagem exibido nos festivais de Cannes e Toronto (Divulgação/Magnolia Pictures) Um dos maiores nomes da televisão e do cinema sul-coreano desde os anos 90, Lee Jungjae agora é diretor em seu primeiro longa-metragem, Hunt. O filme foi exibido no Festival de Cannes, em maio desse ano, e também está na seleção de Toronto, um dos maiores termômetros para definir os possíveis filmes indicados ao Oscar. Lee Jungjae fez sucesso em Round 6, ganhando alguns prêmios como SAG Awards e Critics Choice Awards, e agora também concorre à maior prêmio da televisão, o Emmy. Sua projeção internacional como ator, no entanto, não o impediu de se arriscar como cineasta em Hunt e, com isso, os fãs podem ficar tranquilos. Leia também — Decision to Leave: Conheça o novo filme de Park Chan-wook escolhido para o Oscar 2023 Em entrevista à revista Variety, Lee Jungjae fez uma afirmação importante para os amantes de seu ofício como ator: “Só porque estou fazendo o trabalho de diretor neste filme não significa que vou desistir de atuar. Eu ainda gosto de atuar e pretendo me concentrar nisso.” Inclusive, em Hunt, além de dirigir, o astro também faz parte do elenco. Se você está curioso sobre o aguardado lançamento, o Café Com Kimchi separou algumas informações sobre o filme! Qual é o enredo de Hunt? (Divulgação/Magnolia Pictures) Hunt se passa nos anos 80 e conta a história de dois agentes especiais do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia, responsáveis, de forma independente, por cumprir a mesma missão: encontrar um espião norte-coreano dentro da agência. No decorrer de suas investigações, a dupla se depara com um plano dos inimigos que consiste em assassinar o presidente da Coreia do Sul e precisam seguir todas as ordens para que tragédias maiores sejam evitadas. A trama, a princípio, seria ambientada no século XXI. Segundo Lee Jungjae, em entrevista ao site Newsweek, a nossa época atual reflete bem o cenário de Hunt, "onde acreditamos em uma verdade distorcida por notícias falsas e ensinamentos falsos e vemos muitos conflitos entre os oponentes". Ele continuou: "O que nós, que estamos em conflito, ganhamos com tudo isso? Acho que devemos reexaminar continuamente nossas crenças, então eu queria explorar isso tema neste filme." Lee Jungjae reeditou o filme após exibição em Cannes (Divulgação/Magnolia Pictures) O corte final de Hunt acabou não sendo o último. Quando o longa-metragem foi exibido em Cannes, na categoria fora de competição “Midnight Screening”, Lee Jungjae percebeu que a crítica especializada no Ocidente não entendeu o contexto histórico do filme. Por isso, os profissionais da imprensa tiveram interpretações equivocadas (ou, simplesmente, reclamaram por não compreenderem o cenário político retratado na produção). Por este motivo, Lee Jungjae divulgou à agência de notícias Yonhap, no início de agosto, que decidiu mudar algumas partes antes de exibir Hunt no Festival de Toronto e, posteriormente, nos cinemas internacionais. O ator e diretor disse que mudou algumas partes no roteiro, reinventou a abordagem para facilitar a compreensão do público estrangeiro, fez cortes e, com isso, os atores tiveram que voltar ao set para regravar as cenas modificadas. “Ao escrever o roteiro de Hunt, defini como público-alvo as gerações mais jovens na Coreia do Sul que aprendem sobre a época nos livros de história. Achei que os espectadores estrangeiros seriam os mesmos. Mas, em Cannes, cerca de 30% das críticas da mídia estrangeira reclamaram que era difícil para eles acompanhar a história, pois não conheciam a política coreana na década de 1980.” "Eu queria fazer um filme de alta intensidade, com pequenas e grandes reviravoltas no enredo se desenrolando harmoniosamente. É um filme de espionagem de ritmo acelerado, mas também tentei não tornar a história muito complicada de acompanhar. Eu simplesmente espero que o público goste de assistir”, concluiu. Vale mencionar que o corte original já estreou na Coreia do Sul no início de agosto e foi bem recepcionado pelo público nacional. Conforme a agência Yonhap relata, “desde sua exibição na Coreia, o filme recebeu elogios da mídia local por seu enredo bem-arredondado que tece a rivalidade entre os dois protagonistas com incidentes políticos coreanos aa época e o uso eficaz de sequências de ação para um filme de espionagem.” Elenco conta com antigos colegas de trabalho de Lee Jungjae (Divulgação/Festival de Cannes) Além de diretor, produtor e co-roteirista ao lado de Jo Seung Hee (More Than Friends), Lee Jungjae também é protagonista do filme e interpreta o agente Pyong Ho. A trama também é estrelada por Jung Woosung, com quem trabalhou anteriormente no filme City of the Raising Sun, lançado em 1998. Woosung, que também foi o produtor executivo do dorama O Mar da Tranquilidade, dá vida ao outro agente, Jung Do. A química da dupla data um longo tempo, assim como a produção do roteiro, que levou quatro anos para ser escrito. "Nós conversamos muito sobre trabalhar juntos novamente muito em breve. Por anos, tentamos tornar isso possível e até escrevemos um roteiro juntos, mas nunca se materializou em um filme”, disse Lee Jungjae em entrevista ao Newsweek. Leia também — Broker: Tudo sobre o filme sul-coreano premiado em Cannes com IU e atores de Parasita e Sense8 O ator contou também que demorou a entregar o projeto escrito porque estava "focando na história de fundo dos personagens”. Quanto às motivações dos dois protagonistas, ele afirmou: “Acredito que deve haver uma justificativa clara para os personagens para que eles colidam e eu esperava que esse confronto de fogo preenchesse a tela. Queria que eles se vissem um no outro, mesmo que fossem opostos conflitantes. Era importante criar um senso de unidade e solidariedade entre eles.” Além de Lee Jungjae e Jung Woosung, Hunt também é estrelado por Heo Sungtae (o jogador e gângster cruel de Round 6), Jeon Hyejin (Stranger), Jeong Mansik (Retaliação) e o ator alemão Andres Fronk, que já fez participações em Parasita, Carter e nos doramas Vincenzo e My Name.
- Garota do Século 20: O amor sobrevive à virada do século? Filme coreano da Netflix te conta!
"20th Century Girl" é o novo longa da Netflix com Kim Yoojung e Byeon Wooseok, que promete despertar diferentes emoções no público (Divulgação/Netflix) Garota do século 20 é mais uma produção da Netflix, que chegou ao catálogo na última sexta-feira (21). A comédia romântica pode passar despercebida entre aqueles que pensam que é mais uma trama adolescente colegial, mas o filme vai muito além e surpreende ao seguir por um caminho inesperado. 20th Century Girl reúne a nostalgia do final do século 20 e do primeiro amor, junto as incertezas da mudança para os anos 2000. O longa reúne um elenco conhecido entre os fãs de cinema e teledramaturgia sul-coreana. Kim Yoojung dá vida a protagonista Na Bora, a atriz tem na carreira o grande destaque Love in the Moonlight (2016), que a levou recentemente para as gravações do reality show Youth Actors Retreat. Ao seu lado, Byeon Wooseok ganhou visibilidade após interpretar Won Hae Hyo em Passarela dos Sonhos (2020), junto aos astros Park Bogum e Park Sodam. (Reprodução/Netflix) Inspirado em histórias pessoais da diretora Bang Woori, ela revelou que relatava tudo em seu diário. Isso não significa que Garota do século 20 seja baseado em fatos reais, os personagens envolvidos são apenas fictícios. O ponto utilizado pela cineasta para motiva-la a narrar sua obra são as bruscas mudanças tecnológicas de comunicação que rodeavam os últimos anos do século 20, assim como a adolescência faz com a protagonista, Bora. Leia também: Filme "Amor com Fetiche", da Netflix, surpreende expectativas e diverte Em 1999, a estudante Na Bora (Kim Yoojung) encontra seu primeiro amor, assim como sua melhor amiga Kim Yeon Du (Roh Yoon Seo). Para ajuda-la, Bora começa a vigiar um estudante do colégio que frequentam, Baek Hyunjin (Park Jung Woo), por quem a amiga está apaixonada. Para essa missão, Bora conta com a ajuda de Poong Woonho (Byeon Wooseok), amigo de Hyunjin. Porém a situação sai do controle quando os dois se apaixonam por ela. De volta ao último ano do século 20 Garota do Século 20 nos leva para dois momentos, o primeiro em 2022, com a protagonista em sua versão adulta e uma carreira estável em Seul. Até que uma encomenda chega até a casa de seus pais em sua cidade natal e interrompe a sua rotina, trazendo memórias do último ano da década de 90. A segunda parte do filme, o qual é passado a maior parte do tempo, viaja para 1999 e apresenta a jovem de 17 anos. Com um espírito livre, está sempre disposta a ajudar os outros, o que também se torna um problema, que por conta disso não consegue ser 100% sincera, sacrificando os seus desejos pelos das pessoas com quem ela se preocupa. Uma delas é sua melhor amiga, Kim Yeon Du, a adolescente sofre de problemas no coração e precisa viajar para o Estados Unidos para fazer uma cirurgia, mas se recusa a ir até ser convencida por Bora. Yeon Du está apaixonada por um menino que conheceu por acaso na loja de sua mãe. Para estimula-la a seguir com o tratamento no exterior, Bora propõe reunir informações sobre o rapaz em questão, Baek Hyunjin, para que a amiga saiba tudo sobre ele quando retornar. No meio do processo ela conhece Poong Woonho, melhor amigo de Hyunjin, de quem se aproxima quando ambos são aceitos no Clube de Rádio. Woonho concede informações para Bora sobre o amigo e ela as envia para Yeon Du por e-mail. Porém, essas interações constantes entre Bora e o amor de sua amiga faz com que ele se apaixone por ela, acreditando que o sentimento é reciproco, o que coloca a jovem em uma saia justa maior ainda. (Reprodução/Netflix) Mas nada de roubar a paixão da melhor amiga aqui, na verdade quem roubou o coração dela foi aquele que estava silenciosamente sempre ao seu lado, Woonho. Como esperado, ainda assim a situação torna-se complicada quando Yeon Du retorna e Bora é incapaz de ser totalmente sincera com ela. Leia também: 5 filmes sul-coreanos baseados em histórias reais que você precisa assistir O amor sobrevive ou ficará preso ao século 20? [spoilers] Os parágrafos a seguir contém spoilers. Caso queira ter uma experiência completa de Garota do Século 20, aconselhamos ir direto ao próximo tópico da matéria para saber as observações gerais e a nota dada a produção. (Reprodução/Netflix) Woonho, Bora e Hyunjin formam o triângulo amoroso do filme, na verdade, em teoria, mas a dinâmica de Woonho e Bora dificulta as tentativas de Hyunjin de dividir o público. Apesar que de qualquer forma, essa não pareça ser uma intenção da produção, por não mostrar tanto um desenvolvimento para o personagem e permite que o verdadeiro casal roube a cena. Desde o começo a dupla do Clube de Rádio compartilha momentos juntos e uma química indiscutível, como resultado, não tem erro e eles se apaixonam. Bora continua coletando informações sobre Hyunjin e aos poucos deixa em evidente seus sentimentos pelo outro rapaz, ela até chega a escrever um e-mail para Yeon Du para contar que alguém havia roubado seu coração, mas nunca o envia. O primeiro grande plot twist do filme acontece quando Yeon Du retorna para a Coreia do Sul e as duas descobrem que Bora estava observando o estudante errado esse tempo todo. Quem apareceu na loja no dia em questões foi Woonho, mas como ele usava o uniforme com o nome de Baek Hyunjin ela acreditou que esse era seu verdadeiro nome. Mais uma vez se sacrificando em favor dos outros, Bora não consegue revelar a verdade e decide se afastar de Woonho. Provando que a falta de comunicação é um dos maiores inimigos de qualquer relação, Bora deixa caminho livre para Yeon Du se aproximar do seu amor, ao mesmo tempo que sofre com a decisão e também faz com que Woonho sinta o mesmo. Os momentos felizes que a dupla compartilha durante metade do filme é interrompido por conflitos e sentimentos confusos, a situação piora quando ele revela que irá voltar para a Nova Zelândia para morar com a mãe e o irmão. Em meio a essa descoberta, Bora ainda precisa lidar com a reação de Yeon Du ao descobrir toda a verdade. Apesar de uma breve discussão, a amizade prevalece e a amiga é a responsável por ajudar com que a personagem de Kim Yoojung não deixe seu grande amor partir sem um adeus adequado. O último encontro do casal é emocionante e pela primeira vez Bora consegue ser totalmente sincera. A sequência é de partir o coração e os atores conseguem transmitir uma forte carga de emoção na despedida. Mas esse ainda não seria o fim para eles, Woonho promete voltar e o contato entre eles foi mantido. Ambos mantinham a esperança de um reencontro, até que um dia ele sumiu sem explicações. Bora tentou encontrá-lo, sem sucesso, e enfrentou dificuldades para seguir em frente, mostrando os desafios em superar um grande amor. Quando Bora, já adulta, retorna a sua cidade natal para ajudar os pais na mudança de residência, ela decide descobrir o que estava por trás da misteriosa encomenda que havia recebido. O pacote acompanhava uma fita cassete e um convite para um exposição. No local, ela é surpreendida por imagens familiares e aquele momento leve o publico acreditar que o reencontro finalmente aconteceria, até que todos são surpreendidos pelo real motivo do sumiço de Woonho: ele havia morrido. (Reprodução/Netflix) Detalhes são revelados a ela através do irmão mais novo do antigo colega de classe, Joseph (Ong Seongwu). Ao retornar para casa ela assiste o conteúdo da fita cassete e descobre memórias gravadas por ele e uma mensagem final emocionante. Bom, de certa forma o amor sobreviveu a virada do século e nos anos seguintes até 2022, Bora nunca conseguiu esquecer Woonho. Infelizmente, ela só conseguiu conhecer o Garoto do século 20, assim como ele nunca conseguiu ver a Garota do século 21, como gostariam. Leia também: Choro livre: 6 doramas para desidratar de chorar na Netflix Muito além de um clichê adolescente Garota do Século 20 foge do que muitos esperam de mais um filme sobre adolescentes que vivem um amor no ensino médio. A primeiro momento não é uma produção que apenas pela sinopse chame atenção, e nos primeiros minutos parece mais uma comédia romântica de que estamos acostumados e, de certa forma previsível: um triângulo amoroso, dois amigos disputando a atenção da mesma garota, o abalo da amizade das meninas e a descoberta dos sentimentos de Baek Hyunjin por Bora. (Reprodução/Netflix) De certa forma, quem aguarda por esses acontecimentos está certo. Porém, a trama não segue uma linha tênue, com a superação dessas desavenças e um simples final feliz. Na verdade, o filme é firme em levar o público das risadas as lágrimas, ainda surpreendendo com dois grandes plot twists, que mudam o olhar do espectador em relação a história. O equilíbrio entre cenas divertidas e dramáticas são os pontos fortes da trama. A primeiro momento, o público acredita que irá dar mais risadas e os momentos de dificuldades do personagens serão breves para prevalecer a comédia romântica que o filme promete. (Reprodução/Netflix) Esse balanceamento se estende também para a complexidade da protagonista. Bora é sempre gentil e tem momentos divertidos em suas tentativas atrapalhadas de fazer o certo. Mas também tem a sua necessidade de se sacrificar em favor dos outros e não saber se priorizar até os momentos finais. No geral, Garota do século 20 é um filme que merece destaque, ele trás dois protagonistas com uma ótima química e cenas que fazem o público querer estar apaixonado e se empolgar com o processo de aproximação do casal. É um filme que sabe arrancar boas risadas, mas também verdadeira lágrimas. Ele soube mostrar a beleza e nostalgia do século 20, a ansiedade e expectativas das pessoas para a virada de ano e a força de um grande amor. Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, tá tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- Além de Garota do Século 20: Filmes parecidos com a produção da Netflix
Para os apaixonados por 20th Century Girl que anseiam por obras similares, outras produções podem preencher o vazio deixado pelo fim do filme Reprodução/Netflix Garota do Século 20, ou 20th Century Girl, é o novo filme da Netflix estrelado por Kim Yoojung de Love in the Moonlight (2016) e Byeon Wooseok de Passarela dos Sonhos (2020). A produção resgata a nostalgia do final dos anos 90 de forma divertida e dramática. Na trama, a estudante Bora decide descobrir informações para sua melhor amiga com ajuda de Poong Woonho, mas logo se vê no meio de um triângulo amoroso e com sua amizade correndo riscos. O enredo desperta diferentes emoções no público, indo além de apenas uma história colegial. O filme aborda o primeiro amor, os dilemas da adolescência e também as incertezas da virada do século, as mudanças que acompanham o novo milênio e desafios inevitáveis. A comédia romântica consegue encontrar o equilíbrio certo naquilo que propõe e surpreende o público com plot twists. Leia também: 5 filmes sul-coreanos baseados em histórias reais que você precisa assistir 20th Century Girl chegou ao catálogo do streaming na última sexta-feira (21), mas já conquistou o publico. Para os apaixonados pela produção e desejam consumir mais conteúdos parecidos, o Café com Kimchi separou seis filmes similares com Garota do Século 20, confira: Tune in for Love (2019) Em 1994, Mi Soo (Kim Go Eun, atriz de Goblin) conhece Hyun Woo (Jung Hae In, ator de Snowdrop), que acaba de sair de um centro de detenção juvenil. Os dois se conhecem em uma padaria, administrada por Mi Soo e sua irmã mais velha, e logo Hyun-Woo começa a trabalhar meio período na padaria. Apesar de, inicialmente, sentir medo do jovem, Mi Soo começa a se aproximar, e os dois começam a desenvolver sentimentos um pelo outro. Mas a relação não será tão simples, pois Hyun Woo ainda guarda um segredo: a pesada culpa por um incidente fatal que ocorreu em seu passado. Quando os amigos de Hyun Woo aparecem na padaria, Mi Soo acredita que ele não voltará. O relacionamento deles não termina aí e eles se cruzam várias vezes, lutando contra o tempo e as oportunidades que parecem querer separá-los. Leia também: Dia dos namorados: Filmes coreanos de romance para ver agarradinho com seu amor Twenty (2015) Amigos desde o ensino médio, Chi Ho (Kim Woo Bin), Dong Woo (Lee Joon Ho) e Gyung Jae (Kang Ha Neul) possuem agora 20 anos e encaram os desafios da passagem avassaladora para vida adulta, com as responsabilidades, empregos e relacionamentos. Chi Ho namora So Min (Jung So Min), mas fidelidade não é o seu forte. Um acidente faz com que ele passe um tempo com a atriz Eun Hye (Jung Joo Yeon). O sonho de Dong Woo é trabalhar como quadrinista, mas pelas dificuldades financeiras precisa equilibrar vários empregos de meio período. Gyung Jae está no primeiro ano de faculdade e espera conseguir uma grande emprego, e, nesse meio tempo, ele conhece Jin Joo (Min Hyo Rin) e se apaixona. Drama Stage: Anthology (2018) Assim como 20th Century Girl, Athology mostra a volta ao passado e divide-se em duas partes: uma com a protagonista em sua vida atual como adulta e outra com suas memórias da adolescência. Quando So Yi (Shin Eun Soo) decide visitar a casa dos seus avós, ela encontra uma antologia que produziu há 16 anos. So Yi relembra os momentos da juventude na escola, seus dias na casa dos avós, as dificuldades com os pais e a amizade com Jin Hyun. O filme trata de assuntos sensíveis e conseguirá facilmente despertar muitas emoções no público. Pure Love (2016) Seguindo pelo caminho de relembrar o passado caloroso, em 2014, Beom Sil (Doh Kyungsoo) é um DJ de rádio, que recebe uma carta de 23 anos atrás de seu primeiro amor. O presente faz com que ele relembre da sua adolescência, quando cinco amigos passaram o verão juntos em 1991. Na época, Beom Sil era tímido e apaixonado por Soo Ok (Kim Sohyun de School 2015), que sofre de uma lesão na perna que a impede de andar corretamente, então ela sempre é carregada por seu amigo e ele fará de tudo para realizar os sonhos dela. Cheese in the trap (2018) Hong Seol (Oh Yeon Seo) é uma estudante universitário que trabalha em empregos de meio período para pagar suas mensalidades e despesas. Yoo Jung (Park Hae Jin) está em seu último ano na mesma universidade, mas ele vem de uma família rica. Apesar de ser uma pessoa gentil, Hong Seol não se sente confortável com ele, até que Yoo Jung revela que quer ter um encontro com ela. Leia também: Retiro de Jovens Atores: Conheça o reality show coreano do Viki com astros de doramas Virgin Snow (2004) Ao se mudar para o Japão com o pai, Min (Lee Joon Gi) conhece uma garota japonesa chamada Nanae (Aoi Miyazaki) e se apaixona por ela. Logo, ele descobre que foi transferido para a mesma escola do seu novo amor. Apesar das barreiras culturais, os dois se tornam amigos rapidamente e compartilham momentos juntos. Quando a avó de Min adoece, ele precisa voltar para a Coreia do Sul, mas não consegue entrar em contato com Nanae. O jovem retorna ao Japão quando a situação melhora, mas não encontra Nanae, deixando-o na dúvida sobre o motivo que a fez sumir sem dizer nada. Já assistiu algum dos filmes da lista? Conta para a gente em nosso Instagram e Twitter.
- Filme "Stargazer: ASTROSCOPE" coloca fãs do ASTRO em contato com muito amor e saudade
Concerto com documentário foi exibido nos cinemas do Brasil nos dias 27 e 30 de outubro; confira nossas impressões sobre a produção (Fantagio/Divulgação) O concerto STARGAZER: ASTROSCOPE é o primeiro filme do boygroup ASTRO, que chegou às salas de cinema do Brasil, pela Cinemark, no fim de outubro. O longa, com quase duas horas de duração, além de ser um show do grupo também é um documentário de cenas inéditas dos integrantes; com entrevistas e uma visita sincera e inédita aos bastidores. Com relatos da sala de ensaio e o que acontece por trás das câmeras, Stargazer: ASTROSCOPE também mostra o suor e a dedicação do ASTRO nos preparativos de seus concertos, que aconteceram no início de 2022, em meio a suas agendas lotadas e promoções individuais. Todos esses elementos deram para as fãs do grupo (AROHA) um presente inesquecível que mescla saudade, amor e diversão. Leia também: Omega X declara vontade de vir ao Brasil e revela expectativas para o futuro (Entrevista) Músicas como ONE, Moonwalk e MY ZONE estão na abertura do doc, ao que o ASTRO se encontra com seus fãs em seu primeiro show único em mais de três anos. No entanto, por trás da cortina, entrevistas revelam que o período de preparação de ASTROSCOPE teve preocupações e altas expectativas, boas e ruins. O grupo, formado por seis membros (MJ, JinJin, Moonbin, Rocky, Sanha e Cha Eunwoo) estava se despedindo do integrante mais velho, que se preparava para o alistamento militar obrigatório na época. Assim, todas as coreografias do boygroup foram refeitas para cinco pessoas, e tudo isso em pouco tempo; e as entrevistas presentes no filme denotam a saudade que os cantora têm da formação completa. Uma tarefa que, a primeiro momento, poderia ser apenas técnica, se mostrou como um momento de aprendizagem ao ASTRO: a formação original criou raízes de fraternidade e firme aliança no grupo. Apesar da ida ao exército em 2022, MJ pôde dar as caras em Stargazer: ASTROSCOPE Um dos destaques do filme, inclusive, foi a aparição de MJ. Seu alistamento no exército aconteceu em maio deste ano, em meio às gravações de Stargazer: ASTROSCOPE, e o cantor teve a oportunidade de se despedir temporariamente dos demais. MJ não pôde participar do show, mas esteve nas entrevistas com muito carisma. Dessa forma, foi possível matar a saudade do "happy virus" do ASTRO. As imagens editadas e apresentados no filme foram registradas nos dias 28 e 29 de maio, quando ocorreram as apresentações do grupo em Seul. Acompanhar os trabalhos conjuntos e individuais dos meninos foi uma possibilidade com a produção. O concerto, composto por um espectro de performance, cria uma atmosfera intimista e entusiasmada feita especialmente para os AROHA; e o ASTRO é cheio de energia. Leia também - The Rose: Saiba tudo sobre a banda de K-pop que virá ao Brasil em dezembro (Fantagio/Reprodução) Os fãs tiveram a oportunidade de curtir músicas de units do grupo, como WHO de Moonbin & Sanha, e Just Breath de Jinjin & Rocky. Além da grande surpresa de Eun-woo, que apareceu no setlist interpretando o solo de trote do MJ, Get Set Yo. No final de Stargazer, os membros puderam também deixar mensagens para o futuro: quem será o ASTRO daqui dez anos? As falas dos integrantes vieram carregadas de esperança, expectativas e felicidade pelo que conquistaram até hoje, desde o debut em 2016. O ASTRO entra para a lista de atos do K-Pop que têm feito filmes de seus concertos mais recentes, para serem exibidos nas telonas. Nomes como BTS, Seventeen, Super Junior e EXO aderiram ao formato. A iniciativa é uma ótima oportunidade para os fãs sentirem a experiência de um show; e a ideia está começando a pegar nos cinemas do Brasil. Esperamos que, no futuro, mais sessões em solo nacional tenham legendas totalmente em português.














