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- Que dia e horário o Stray Kids, a Hwasa e o NEXZ vão se apresentar no Rock in Rio? Anote na agenda!
Artistas são destaque no considerado "dia do K-pop" no festival do Rio de Janeiro; fique por dentro (Reprodução) Acalma o coração! O Stray Kids está perto de subir nos palcos do Rock in Rio 2026, bem como a Hwasa e o NEXZ. No segundo final de semana do festival, os artista se reunirão no que foi popularmente chamado nas redes sociais como "o dia do K-pop"; e é importante ficar por dentro da agenda para não perder os shows. Esta é a primeira vez que o RiR traz diferentes artistas do pop sul-coreano para o evento. Inclusive, o Stray Kids aterrisa no Brasil para um marco em sua carreira: o primeiro ato do K-pop a ser headliner na história do Rock in Rio. Por isso, a ocasião será importante não só para os cantores, como para os seus fandoms também. Confira abaixo as demais informações para você curtir os shows do festival do conforto do seu sofá: Que dia e horário o Stray Kids, a Hwasa e o NEXZ se apresentam no Rock in Rio? Como dito acima, o K-pop chega ao Rock in Rio deste ano com uma data própria: dia 11 de setembro, sexta-feira. Nisso, todos os nomes mencionados anteriormente se apresentarão no Palco Mundo, do início da tarde ao final da noite. Confira os horários divulgados oficialmente: 16h40 - NEXZ 19h - Hwasa 00h05 - Stray Kids Além do novo recorde que o Stray Kids conquistará na carreira, a Hwasa também estará com tudo no festival como a primeira artista feminina solo sul-coreana a se apresentar no Palco Mundo. A artista já esteve no Brasil outras vezes com o MAMAMOO, e o Stray Kids pisou por aqui em 2025; no caso do NEXZ, será a primeira vez dos meninos no BR. E outra coisa: o lightstick está liberado! Para quem vai curtir o Rock in Rio presencialmente, a organização do evento permitiu a entrada dos bastões de luz para que os fãs tenham uma experiência mais completa. Leia também: O que significa "Nachimbong"? Conheça a origem e detalhes sobre o lightstick do Stray Kids Como assistir ao Rock in Rio em casa? Quem vai curtir o Stray Kids, a Hwasa e o NEXZ em casa, os canais Globo transmitirão todos os shows pela televisão e pela web. Os canais Multishow e Bis vão transmitir o Rock in Rio em suas programações da TV a cabo a partir das 15h15 e 15h50, respectivamente. Além disso, o Globoplay também fará a cobertura completa do evento em qualidade 4K para assinantes premium. Quem não é assinante ainda poderá ver pelo Globoplay, mas com a transmissão intercalada entre Multishow e Bis. O canal aberto da Globo, por outro lado, transmitirá só os melhores momentos. Multishow: Palco Mundo e Palco Sunset (os shows serão aqui!) Bis: Espaço Favela, New Dance Order e Supernova E atenção: o TikTok e o Instagram oficiais da Globo não transmitem os shows! Você está animado para ver os que os artistas reservam para o Brasil?
- "Quatro Mãos, Duas Sonatas" é um BL? Entenda o drama com Song Kang e Lee Jun Young
Série da tvN exibida na Netflix explora as pressões do mundo clássico e a construção de uma parceria intensa entre dois pianistas opostos Por Bianca Damas Divulgação / tvN Estreada em 29 de agosto como um título original da tvN transmitido globalmente pela Netflix, Quatro Mãos, Duas Sonatas conta com 12 episódios no total, lançados semanalmente aos sábados e domingos. A produção rapidamente liderou o ranking de popularidade na Coreia do Sul, colocando Song Kang e Lee Jun Young nos primeiros lugares entre os atores mais comentados da temporada. O sucesso imediato gerou debates intensos entre os espectadores devido à forte química da dupla nas telas. No entanto, a produção não é um BL (Boys' Love), mas sim uma história focada em um intenso bromance e no amadurecimento de dois jovens de realidades completamente opostas. A narrativa acompanha uma construção detalhada e cuidadosa ao longo de uma década inteira, dos 17 aos 27 anos, mostrando a transição gradual dos personagens entre a fase escolar de descobertas e a vida adulta no exigente circuito internacional de concertos, onde a rivalidade da juventude se transforma em respeito profissional e profunda cumplicidade. Para te ajudar a entender o sucesso da série, o Café com Kimchi separou as informações essenciais e o que esperar dessa história. Música, pressão e o peso das expectativas Ambientada em uma escola de artes de elite para prodígios da música, a série acompanha dois jovens pianistas cujas vidas passam a se entrelaçar profundamente por meio da paixão compartilhada pelo piano, enquanto eles navegam pelas turbulentas águas da amizade, rivalidade e amadurecimento. Ao longo dessa jornada, o enredo explora os contrastes entre a busca pela perfeição técnica e a expressão artística espontânea. De um lado está Kang Pi-o, um pianista prodígio de elite que passou a vida em um caminho constante rumo à perfeição. Impulsionado por uma obsessão inabalável pela música, ele parece impecável e confiante por fora, mas esconde um mundo silencioso de ansiedade e pressão. Em contraste, Choi Jeong-yo é um talento tardio que persegue o sonho de tocar piano apesar de uma infância difícil. Livre, intenso e sem filtros, ele possui uma espontaneidade que dá origem a um tipo de genialidade musical marcantemente diferente. Elenco e Personagens O enredo é conduzido por três personagens centrais: Divulgação / tvN Kang Pi-o: Um pianista prodígio de elite que passou a vida em um caminho constante rumo à perfeição. Impulsionado por uma busca inabalável pela excelência, Pi-o parece impecável e confiante por fora, mas esconde um cenário silencioso de ansiedade, solidão e forte pressão familiar. Leia também: Quem é Song Kang? Saiba tudo sobre o ator mais queridinho da Netflix Divulgação / tvN Choi Jeong-yo: Um talento natural e intuitivo que precisou se afastar da música durante anos devido a severas dificuldades financeiras. Livre, intenso e sem filtros, Jeong-yo possui uma espontaneidade calorosa que dá origem a uma genialidade musical diferente da abordagem tradicional. Leia também: TODOS os dramas coreanos que chegam na Netflix em 2026 Divulgação / tvN Hong Jae-in: Violista de audição extremamente sensível e amiga de infância de Pi-o. Jae-in é quem reconhece o talento cru e negligenciado de Jeong-yo, atuando como a ponte que o incentiva a ingressar na escola de artes e conectando diretamente o destino e os conflitos dos dois pianistas. O que esperar de “Quatro Mãos, Duas Sonatas"? A trama se destaca por ser um projeto 100% original escrito diretamente para a televisão, sem base em webtoons. A construção do enredo faz com que a própria música clássica atue como um segundo protagonista da história, associando cuidadosamente cada peça executada aos sentimentos mais ocultos, dilemas e vulnerabilidades dos personagens em cena. Essa oposição ganha ainda mais força no contraste intencional da fotografia e da paleta de cores da série, as cenas de Pi-o utilizam tons frios, iluminação rígida e enquadramentos simétricos, enquanto Jeong-yo é envolvido por tons quentes, luz natural e câmeras mais livres. Esse cuidado visual simboliza suas diferenças antes que seus estilos se fundam nos duetos. Além disso, a cena de abertura em que Pi-o e Jeong-yo sentam juntos para tocar piano a quatro mãos funciona como o grande ponto de virada da história. Dividir a mesma banqueta e o mesmo teclado carrega um significado profundo, força dois pólos opostos a invadirem o espaço pessoal do outro, abrindo mão do controle solo para construir uma harmonia única.
- [ENTREVISTA] iKON celebra primeira vez no Brasil e revisita trajetória: “Ainda bem que não demoramos mais”
Em coletiva antes da FOUREVER TOUR, integrantes abordaram identidade, liberdade musical e o primeiro encontro com os fãs do brasileiros (Arquivo pessoal/Samara Barboza) O Brasil tem se consolidado como palco de “primeiras vezes” para artistas que ajudaram a construir a história da segunda e da terceira geração do K-pop. Agora, foi a vez do iKON escrever seu primeiro capítulo no país: o grupo incluiu o Brasil na FOUREVER TOUR e se apresentou em São Paulo, no último domingo (30). Responsáveis por uma das músicas mais marcantes da terceira geração do K-pop, Love Scenario, os integrantes também carregam uma extensa lista de hits que ajudaram a definir sua identidade, como Rhythm Ta, Dumb & Dumber, B-Day e Bling Bling. Ao longo da carreira, o iKON ficou conhecido por transitar pelo hip-hop e pelo rap, combinando essa sonoridade mais enérgica com um lado melódico que ganhou destaque em faixas como Goodbye Road, My Type e Airplane. Mesmo após uma década de carreira e diversas turnês internacionais, faltava um encontro na trajetória do iKON: o Brasil. Pela primeira vez, os integrantes ficaram frente a frente com os iKONICs brasileiros, em um momento que reuniu a ansiedade de quem esperou anos para vê-los e a curiosidade de quem finalmente descobria como seria essa conexão. Leiatambém: Neocimento: Relembre os 10 anos de carreira do NCT Durante a coletiva de imprensa, o grupo fez questão de falar sobre a expectativa para o encontro com os fãs. No palco, a resposta veio em forma de gritos, lágrimas e uma energia que mostrou que, para os iKONICs, aquela espera de tantos anos finalmente tinha chegado ao fim. O encontro que os iKONICs brasileiros esperaram por uma década (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Em coletiva de imprensa realizada antes das apresentações, o iKON respondeu ao Café com Kimchi que já desejavam se apresentar no Brasil e estavam ansiosos para encontrar os iKONICs brasileiros. SONG: Nós também queríamos muito ver os fãs brasileiros. Queríamos muito nos apresentar no Brasil e ouvimos de outras pessoas que os fãs brasileiros sabem muito como se divertir. Então, estamos muito animados para nos apresentar na frente de vocês. Nossa apresentação e nossa performance não são feitas apenas por nós. A gente sabe que boa parte dela também é feita pelos fãs. Ao longo da conversa com a imprensa, os quatro integrantes também falaram sobre a longa carreira, FOUREVER TOUR e a cultura do Brasil. O que vocês acham que mais mudou na forma como vocês escrevem músicas e se conectam com o palco? BOBBY: A gente não pensa em fazer um gênero específico. Pensamos em fazer a música que queremos, que sentimos vontade de fazer naquele momento. JAY: Nós começamos com o hip-hop, mas fomos mudando ao longo do tempo, acreditamos em diversos gêneros. Mas o que não mudou foi a liberdade da nossa equipe. Se vocês pudessem voltar no tempo e conversar com a versão mais jovens de vocês atrás, o que diriam? JAY: Durante esse tempo, muitas coisas aconteceram: coisas boas, coisas ruins e muitas dificuldades. Mas sinto que tudo isso acontece por uma razão. Então, eu gostaria de falar para o meu eu de 10 anos atrás: "é só seguir em frente". SONG: Atualmente, eu me sinto muito satisfeito com o meu trabalho e com a minha vida como cantor. Mas sei que, no passado, não foi bem assim. Na época de treinamento, foi muito cansativo e, às vezes, até me desanimava. Mas eu gostaria de falar para o meu eu de 10 anos atrás que isso sempre melhora. Então, é só continuar e aguentar um pouquinho mais, porque as coisas melhoram. E eu também diria que, depois de 10 anos, ele estaria se apresentando no Brasil. [risos] Existe algum gênero brasileiro que vocês gostariam de experimentar no futuro? BOBBY: Pessoalmente, desde novo, tive contato com a bossa nova. Então, até agora, penso que talvez seria interessante experimentar com o ritmo da bossa nova. Ela lembra um pouco o jazz, mas é diferente também. Então, se a gente tentasse colocar uma letra coreana nesse ritmo, talvez ficasse muito legal. SONG: A gente vê muito no TikTok que os brasileiros têm danças muito específicas nas redes sociais. Às vezes, vemos as danças e aprendemos um pouquinho por ali. Mas também gostaríamos de aprender com os próprios brasileiros, essas danças juntos, cara a cara. Queremos saber também se é realmente tão comum fazer essas dancinhas aqui no Brasil. JAY: Achamos os ritmos latinos muito interessantes, então mesclar com o estilo do iKON poderia dar um resultado muito bom. Quando estávamos vindo para o Brasil, escutamos algumas músicas brasileiras, principalmente da Marina Sena. Percebi que ela tem um estilo muito único, com uma identidade muito clara. Então, acho muito interessante ouvir essas músicas e talvez me inspirar nelas para criar futuras músicas para o grupo. O que vocês acreditam que é essencial para manter a identidade, a união e a longevidade do iKON nesses últimos 10 anos? CHANWOO: Nós tentamos manter nossa identidade justamente para nos mantermos livres e nos divertirmos, não só musicalmente, mas entre os membros também. Ter um clima leve e comunicativo, acho que isso faz o iKON continuar sendo o iKON. Tem alguma música no começo da carreira que quando vocês performam atualmente tem um significado diferente comparado a como foi produzida no começo? BOBBY: Em Rhythm Ta tem uma parte da letra em que falamos “UCC”. Na época, parecia muito chique e moderno falar essa sigla, mas agora percebemos que envelheceu. Sinto que o tempo passou, já que a música tem mais de 10 anos. Mas uma coisa que não muda é que, toda vez que cantamos essa música, ficamos muito animados. Depois de tantos anos de carreira, o que mudou na forma como vocês fazem um show hoje comparado ao início do grupo? SONG: O que mais mudou é que não tem mais nervosismo, tem aquela ansiedade de querer fazer o show. Então, no Brasil temos mais expectativas do que nos países que fomos várias vezes. (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Se vocês tivessem que escolher uma música que representasse o iKON para uma pessoa que nunca ouviu K-pop e dissessem “essa música é a gente”, qual música seria? CHANWOO: Existem músicas que tiveram um alcance maior e mais streams, como “Love Scenario”, por exemplo. Mas sentimos que a música que melhor representa o nosso estilo e, principalmente, a nossa aspiração no começo da carreira é “Rhythm Ta”. Vocês construíram uma carreira justamente em um momento em que o K-pop estava crescendo muito internacionalmente. Como vocês se sentem hoje, sabendo que o K-pop se tornou esse fenômeno mundial? BOBBY: Nós percebemos agora que somos artistas globais, mas também reconhecemos a responsabilidade que vem com isso. Então, uma coisa com a qual precisamos ter cuidado é com a influência que podemos exercer, especialmente sobre as gerações mais novas. Queremos ser uma influência positiva. Até na escolha das palavras na hora de criar uma letra, tentamos fazer da melhor forma possível para que, inclusive para as gerações mais novas, possamos ser uma influência boa. Como é estar comemorando pouco mais de 10 anos de grupo principalmente com os fãs brasileiros? BOBBY: Nós demoramos muito para vir, ainda bem que não demoramos mais. Nós queremos sempre encontrar mais iKONICs mundo a fora, então agradecemos a organização que fez esse show acontecer. SONG: Também queremos agradecer as iKONICs que esperaram esses dez anos.
- FOUREVER TOUR no Brasil prova que o iKON ainda carrega aquilo que o tornou especial
Com forte repertório e presença de palco, primeiro show no Brasil também é um reencontro dos fãs com as memórias que construíram com o grupo (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Dez anos depois de sua estreia, o iKON finalmente encontrou os iKONICs brasileiros pela primeira vez, no último domingo (30). Em uma apresentação marcada pela ansiedade do primeiro encontro, a FOUREVER TOUR no Brasil é uma celebração da trajetória do grupo e da conexão com o fandom local, mostrando que mesmo após uma década, a essência que conquistou os fãs permanece intacta. Além disso, revela como é encontrar artistas que amam o que fazem. Com uma formação de quatro integrantes, uma vez que JUNE e DK atualmente cumprem o período de alistamento militar obrigatório, BOBBY, JAY, SONG e CHANWOO assumem a missão de levar o nome do iKON aos diversos países contemplados pela FOUREVER TOUR. Leia também: [ENTREVISTA] KINO revela como turnê FREE KINO representa sua busca por liberdade: “Ainda estou aprendendo” Uma nova formação também exige adaptações. Novas distribuições de linhas, mudanças nas formações das coreografias e ajustes que poderiam fazer a ausência de dois integrantes pesar. Mas o quarteto é capaz de lidar com esse desafio com maestria. A ausência de duas presenças fundamentais não passa despercebida, mas BOBBY, JAY, SONG e CHANWOO sabem como ocupar cada espaço deixado pelos companheiros e não deixam nada a desejar. Um show dentro do show (Arquivo pessoal/Samara Barboza) O primeiro grande impacto veio logo na abertura, com Ah Yeah, seguida por Tantara, Bling Bling e SINOSIJAK, uma sequência de músicas mais agitadas do iKON. A euforia era tanta que, por mais que o público pulasse sem parar, a exaustão parecia estar longe de chegar. Talvez esse seja um dos efeitos de um show do iKON: por algumas horas, eles conseguem transportar o público para o próprio mundo. O repertório contemplou diferentes fases da carreira do iKON. Love Scenario, uma das músicas mais emblemáticas do grupo, rendeu um coro emocionante. E quem estava mais próximo do palco pôde perceber a surpresa e a emoção estampadas nas expressões dos integrantes. Já Bling Bling apareceu nada menos que quatro vezes ao longo da noite, tornando-se praticamente um personagem à parte do concerto. O bloco de solos também merece destaque. Com CHANWOO no teclado, os fãs acompanharam o integrante mais novo em YOU que rendeu elogios do próprio quarteto. Segundo os integrantes, o público brasileiro foi o primeiro a cantar com CHANWOO do início ao fim de seu solo. Mais uma demonstração de que os iKONICs estavam preparados para aquele momento. Na sequência, o clima voltou a esquentar com os solos de JAY e BOBBY. Por fim, SONG proporcionou a muitos fãs a primeira experiência de ouvir Trot ao vivo. Particularmente, foi uma surpresa descobrir como o gênero pode ser tão divertido. Talvez, os próprios integrantes nem imaginem o quanto o gênero parece se encaixar perfeitamente com o animo do público brasileiro. Se a animação tomou conta da arena durante o solo de SONG, não demorou para o show desacelerar. E veio uma sequência que talvez nem os iKONICs mais resistentes conseguissem atravessar sem se emocionar: WAIT FOR ME e Long Time No See, seguidas pelo medley de Welcome Back, álbum de estreia do grupo, e do NEW KIDS, e uma parte fundamental da história. Um Encore que compartilha a saudades de fãs e artistas na mesma intensidade (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Nos instantes finais, o iKON parecia tão longe de querer ir embora quanto os próprios fãs. Vestidos com camisas do Brasil, os integrantes retornaram para um encore de mais de 20 minutos, em um dos momentos mais bonitos e divertidos da noite. Integrantes, dançarinos, banda e fãs estavam completamente em sintonia, em uma energia que parecia não ter hora para acabar. Tantara, Just Another Boy e Rubber Band foram algumas das canções que deram o tom da reta final, com os quatro integrantes se movimentando de um lado para o outro do palco e fazendo questão de interagir com fãs de diferentes setores. BOBBY e SONG chegaram a descer do palco, aproximando-se ainda mais do público. E, como se a temperatura já não estivesse alta o suficiente, os quatro membros ainda jogaram muita água nos fãs, quase uma prévia particular de um Waterbomb. Essa parte do show foi, particularmente, a mais reflexiva, como se todos nós tivéssemos sido transportados de volta às memórias dos primeiros anos do grupo. Eram canções que, por muito tempo, pareciam um sonho distante de ouvir ao vivo e que naquela noite finalmente ganhavam espaço no palco. Leia também: [ENTREVISTA] Em turnê pelo Brasil, NTX celebra crescimento na América Latina Havia algo de nostálgico em escutar aquelas músicas depois de tantos anos e com uma aproximação tão genuína dos quatro integrantes. E, para mim, What's Wrong e Just Another Boy são as músicas que mais permanecem vivas na memória quando penso no encore. Ouvi-las ao vivo, uma década depois, foi como reencontrar algo próximo da sensação do que foi ver o debut do iKON em 2015. Antes de deixar o palco, o iKON prometeu voltar ao Brasil como seis integrantes. Depois de uma década esperando pelo primeiro encontro, fica a sensação de que, para os iKONICs brasileiros, a próxima vez não pode demorar tanto. 10 anos depois, a mesma essência O iKON não apenas entregou o show que os fãs esperaram por tantos anos. O grupo conseguiu superar as expectativas e transformar uma primeira passagem pelo Brasil em uma experiência que dificilmente será esquecida. A experiência de ver o iKON pela primeira vez deixa uma sensação curiosa: eles continuam sendo aqueles mesmos jovens ídolos apresentados ao público em 15 de setembro de 2015. Ainda há neles o mesmo entusiasmo por fazer música, estar no palco e, simplesmente, ser o iKON. Talvez a maior explicação para a fidelidade dos iKONICs esteja justamente aí. A essência que fez tantos fãs se apaixonarem pelo grupo ao longo dos anos continua intacta. Eles amam o que fazem e deixam isso evidente a cada segundo no palco. Mais do que isso, fazem questão de retribuir o amor recebido dos fãs em cada olhar, cada interação e cada música cantada em conjunto. Esse texto também ganha um tom pessoal quando a fã encontra, através da própria profissão, a oportunidade de contemplar o trabalho dos artistas que a acompanharam em sua formação. Estar diante do iKON como jornalista na coletiva foi, ao mesmo tempo, um exercício de profissionalismo e um encontro com uma parte importante da minha adolescência. Afinal, poucas experiências são tão especiais quanto perceber que o caminho construído ao longo dos anos pode nos aproximar daquilo que um dia admiramos à distância. Como alguém que acompanha o grupo desde o MIX & MATCH, sempre me pareceu que a paixão dos fãs brasileiros combinaria perfeitamente com a energia que eles demonstram em cada performance. No dia 30 de agosto, essa impressão finalmente pôde ser comprovada.
- [Resenha] Em "Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz", a emoção e a memória são os maiores trunfos da humanidade
No livro de contos lançado pela Aleph no Brasil, a escritora Kim Cho-yeop faz o ser humano superar os maiores dos obstáculos (Aleph/Divulgação) Afinal, o que é e para que serve a ficção científica? Talvez existam muitas explicações técnicas ou bastante pessoais para a pergunta, dependendo de quem responderá; mas para a escritora sul-coreana Kim Cho-yeop, a razão pode estar na emoção e na vontade do ser humano de triunfar além dos limites terrestres. No livro de contos Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz, lançado no Brasil em 2026, encontramos diversos exemplos de como o sci-fi existe de maneira muito criativa. Publicado pela editora Aleph no nosso país, a obra de Kim Cho-yeop funciona para diferentes públicos: tanto para quem já mergulha em obras de ficção científica há muito tempo, quanto para quem está no início da aventura. E que aventura! Do espaço sideral às trends das redes sociais, e da nostalgia às possibilidades de viagem no tempo, Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz mostra que, independentemente dos cenários e da tecnologia avançada, as emoções sempre tornarão os desafios da humanidade mais espetaculares. Leia também: [Resenha] "Limbo" mostra a delicada jornada de Deb JJ Lee pela identidade e pertencimento Em Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz, conservamos a memória para dar um salto ao futuro O livro de Kim Cho-yeop é composto por sete contos de enredos diversos, mas com uma potencial lição em comum: o coração pode falar mais que a razão. Na história inicial, responsável pelo título da obra, acompanhamos uma inventora que busca se reunir com seus entes queridos há muito tempo em outra parte do universo. Ela quer, mais do que tudo, ser contemplada pela tecnologia de viagens espaciais de alta velocidade, mesmo que isso custe todo o tempo que lhe resta na terceira idade. Este conto já nos prepara para o que virá nas histórias seguintes: o desejo insaciável da humanidade de superar obstáculos, por mais difíceis que sejam. Há mais de um conto no livro que explora o embate do homem contra tecnologias que nós mesmos criamos, e que se tornaram problemas que não foram mapeados anteriormente. É sobre conquistar objetivos e saciar nossos desejos intrinsicamente humanos, mesmo quando o avanço desenvolvido por nós vira uma tremenda dificuldade. Se a tecnologia deveria nos evoluir, por que parecemos cada vez mais separados? Mas, se não podemos viajar à velocidade da luz, que "mesmo universo" é esse? Do que adianta? Por mais que conquistemos nossos lugares, por mais que a humanidade expanda sua presença no espaço, se a cada passo alguém sempre é deixado para trás (...) não estamos apenas aumentando, cada vez mais, o total de solidão espalhado pelo universo? A humanidade é frágil, e isso é abordado de maneira criativa no conto Espectro. Aqui, uma exploradora espacial "naufraga" durante uma expedição, e passa a conviver com uma raça alienígena muito diferente de nós. Contudo, os seres de outra galáxia possuem suas próprias maneiras de expressar companheirismo, ternura e cuidado, e a protagonista da história entende que o amor pode ser uma linguagem universal, apesar das formas ímpares de um alien para demonstrá-lo. Nós somos os parâmetros para o que criamos; mas e para um ser de outro mundo? A saudade que a exploradora de Espectro tem, pautada nos códigos e vivências que adquiriu na Terra, é transformada na saudade que os seres de Hipótese da simbiose têm de seu planeta de origem. Por meio de uma artista humana, as criaturas reproduzem cenários, traços da cultura e características geográficas de seu mundo como forma de passar uma mensagem. E eles estão mais conectados com a humanidade do que os cientistas desse conto podem conceber inicialmente. Leia também: [Resenha] Entre amor e perda, "Um Amor de Despedida" encontra cura e conforto após o luto A memória de um vira a do outro, e os sentimentos se misturam às máquinas e invenções cada vez mais curiosas. Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz não é uma história de "capa e espada" com traços de sci-fi; o livro é um manifesto de como traços básicos dos nossos sentimentos são transponíveis para qualquer outro ser no universo, pois afinal, todos somos capazes de sentir algo. Uma escrita leve e fluida tornam a experiência de leitura ainda melhor Apesar dos plots por vezes mirabolantes dos contos, Kim Cho-yeop torna suas histórias acessíveis por meio de uma escrita muito fluida. Quando há explicações técnicas de como determinadas invenções funcionam, como nos contos Emoção Material e Achados e perdidos, o leitor não encontrará problemas, pois a autora é didática e prática com o que deseja mostrar em cada conto. Contudo, algumas coisas são explicadas até demais e perdem um pouco da "magia" da descoberta, como as emoções encapsuladas em bibelôs e itens colecionáveis virando trend em Emoção Material, que é o conto mais fraco. Porém, a curiosidade é um elemento muito bem utilizado em Por que os peregrinos não retornam?, com facilidade o melhor conto da obra. Na trama, acompanhamos as descobertas da protagonista a respeito da sociedade de onde vem: um mundo superficial e de relações simplistas se comparado à Terra. No desenrolar da história, as pontes entre os humanos e a raça da personagem principal se tornam mais sólidas, e a reviravolta trás uma das melhores passagens de todo o livro sobre conexão, influência e deixar no outro uma parte de nós. E no fim das contas, não queremos ser mais próximos uns dos outros numa contemporaneidade que parece nos afastar cada vez mais? O que ainda é preciso para nos doarmos por inteiros ao que o universo nos reserva no todo e em cada um de nós? Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz não quer reinventar a ficção científica. A obra de Kim Cho-yeop deseja apenas entender um pouco mais o que nos faz tão singulares diante da imensidão do espaço. E talvez a resposta esteja nos nossos gestos cotidianos, e na maneira com que amamos e vivemos em fraternidade: se importar com o outro é o que pode fazer a gente atravessar as dobras do espaço-tempo, assim como a tia da personagem principal de Minha heróina espacial cogitou fazer. Abraçamos a memória para alçar voos inéditos no desconhecido. Não é a tecnologia que importa, mas sim como podemos utilizá-la de forma única para nos manter intrinsicamente humanos. Seja para se reunir com a família do outro lado do universo, ou criar laços com uma nova raça interplanetária, ou até mesmo para fazer as pazes com um ente querido já falecido: a ficção científica existe para se compreender o que, às vezes, a ciência é incapaz de explicar. Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz é uma leitura completa para os novatos e os veteranos do sci-fi, e talvez te faça enxergar os pequenos momentos de forma mais grandiosa.
- [Resenha] O livro "A Incrível Lavanderia dos Corações" mostra que a dor é intrínseca à coragem de viver
Romance de Yun Jungeun, publicado no Brasil em 2024, é indicado a leitores que adoram a "ficção de cura" (Editora Intrínseca/Reprodução) O quanto importa a dor em nossas vidas? Será que é possível viver sem que as dores da nossa história nos influenciem? O livro A Incrível Lavanderia dos Corações, obra da escritora sul-coreana Yun Jungeun, tenta responder a essas e outras perguntas por meio de um romance que mescla a fantasia e o drama, e que acalenta o leitor na luta contra os seus próprios demônios. Lançado no Brasil pela Intrínseca em 2024, o romance integra as diversas publicações que agora fazem parte do subgênero "healing fiction", ou ficção de cura: histórias comuns e "confortáveis" que poderiam acontecer no cotidiano, mas que carregam lições para a vida em cenários pitorescos e com personagens que, em alguns momentos, podem ser arquétipos sociais. E nesse contexto, A Incrível Lavanderia dos Corações traz lições pertinentes a respeito da saúde mental, do zelo pelas nossas emoções e como a vida em comunidade pode transformar o indivíduo. No livro A Incrível Lavanderia dos Corações, uma jovem muito poderosa possui uma grande missão Os acontecimentos do livro são orientados pela vida e decisões de Jieun, uma mulher com habilidades fantásticas de manipulação do próprio envelhecimento e com o poder de apaziguar a tristeza das pessoas. Desde o começo, Jieun tenta lidar com seus dons da melhor forma, mas o suposto desaparecimento dos pais a faz atravessar os séculos para reencontrá-los ainda em vida. Fragilizada e com a esperança do reencontro por um triz, a protagonista decide tomar uma atitude: colocar em prática sua missão de tornar as vidas de outros mais leve. Por isso, ela cria a Lavanderia dos Corações, um estabelecimento montado no topo de uma colina numa cidadezinha do litoral. Mas o que parece ser uma lavanderia qualquer se manifestará como um ambiente de recuperação da alma humana. Neste ponto, os demais personagens de A Incrível Lavanderia dos Corações começam a surgir, com o destaque para alguns deles: Jaeha, um rapaz que sonhava em ser cineasta, mas que desistiu da vontade após sucessivos fracassos de carreira; Yeonhee, uma jovem de coração quebrado após uma desilusão amorosa que mudou tudo para sempre; e Eunbyeol, uma influencer explorada pela família que decide tirar a própria vida. Leia também: [Resenha] "A Inconveniente Loja de Conveniência" é um espaço de cura e reforça o valor da segunda chance A autora dá tridimensionalidade a esses coadjuvantes, que roubam a cena diversas vezes. Para além de contextualizá-los dentro da trama, Yun Jungeun os torna mais palpáveis fornecendo a cada um sua devida personalidade, os conectando com vivências que a sociedade tem no século XXI. Um deles enfrenta as dificuldades do corporativismo e desiste dos sonhos para encaixar-se aos moldes do capitalismo, enquanto outra se sustenta com likes e views não apenas para ganhar dinheiro, mas também para se sentir minimamente viva na própria solidão. O livro A Incrível Lavanderia dos Corações fornece personagens interessantes que nos aflora algo intrínseco à vida em comunidade: a empatia. Uma escrita doce e que abraça a alma Todos querem uma segunda chance para resolver pendências na vida. E na trama de A Incrível Lavanderia dos Corações, as coisas não são diferentes. Os personagens citados acima passam a integrar o ecossistema de Jieun para curar a alma, e a protagonista os auxilia fornecendo camisetas que "sugam" suas dores para que sejam lavadas. Contudo, para além de prestar um serviço, Jieun passa a ser a maior confidente daquelas pessoas e dos seus problemas: um porto-seguro para uma sociedade cada vez mais reclusa e "fechada" em relação aos próprios sentimentos. O ser humano não é uma ilha. Somos o resultado de cada pessoa com quem nos encontramos ao longo da vida, e o livro nos relembra do quão importante é poder contar com o outro, e o que podemos aprender com isso. Jieun não é uma deusa onipresente e perfeita; ela também busca a própria felicidade. (...) essas histórias estavam incrustadas dentro das pessoas, como uma mancha no coração, e o melhor momento era quando ela limpava essa mancha e o coração das pessoas saía purificado. E, ao amansar tantos corações cheios de segredos, ela se perguntava se algum dia o coração dela também seria preenchido. Esperava que sim. Apesar de cada personagem ter o seu respectivo monstro para combater dentro de si, Jieun e sua lavanderia na Vila dos Cravos são as peças-chave para uma mudança de dentro para fora; não só aprender a sumir com a dor, mas a abraçar aspectos dela que te transformam em algo maior, mais experiente e mais feliz consigo mesmo. E Yun Jungeun conta tudo isso por meio de uma escrita simples porém reveladora, num texto cheio de lições para os personagens e ao leitor. As lições de moral não ficam piegas, e a escritora é habilidosa em criar um cenário fantástico e que, ao mesmo tempo, parece tão familiar ao que nossa mente relaciona ao conforto e o bucólico. É com maestria que Jungeun escreve os heróis da história com verossimilhança e franqueza, para que você se sinta representado, mesmo que por uma única característica, em um deles. Você pode gostar de ler: [Resenha] “Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong” é uma agridoce viagem em busca da cura pessoal e coletiva Além disso, a cruzada de Jieun em busca da família não é deixada de lado. A protagonista cresce e também questiona as próprias ações na história, fora os aprendizados com os demais personagens. Por mais que ela tenha criado um espaço em que as pessoas se livrassem das dores, outra figura relevante na obra mostrará a ela que a dor é o que nos torna mais fortes para encarar os desafios do futuro. Era bom estar viva. Ter nascido, viver, respirar. Porém, agora, estava viva por querer viver e, por querer viver, se via feliz (...) Talvez precisasse passar por um longo túnel de infelicidade para entender que ser feliz exigia prática. O livro A Incrível Lavanderia dos Corações mostra que não precisamos deixar de ser quem somos para conseguirmos viver. Entretanto, também é importante olhar para dentro de si e abraçar os nossos defeitos, objetivando uma evolução de espírito. O romance, relativamente curto, nos deixa com vontade de reencontrar amigos que há muito tempo não vemos, ou de enxergar nossas relações sociais de outra forma. O que seria da humanidade sem a empatia, a bondade e a vontade de triunfar? Se grandes poderes trazem grandes responsabilidades, então Jieun fez a escolha certa de expandir o que a torna mais habilidosa para a alma de muitas outras pessoas. A missão havia sido cumprida, e dar a mão ao próximo é o poder que nos falta para atravessar o tempo de um jeito mais feliz e com muito mais coragem.
- Para confortar o coração: Programas e reality shows do SEVENTEEN para quem está com saudade do grupo
De "Going SEVENTEEN" a documentários emocionantes, confira o guia de produções para maratonar enquanto aguardamos o reencontro Por Bianca Damas Divulgação / Pledis Ent. O processo de alistamento militar do SEVENTEEN entra em uma nova fase nos próximos meses. Com Wonwoo, Hoshi, Woozi e Vernon já em serviço, e após Jeonghan concluir suas obrigações, o grupo se prepara para as próximas partidas com DK e Mingyu se apresentando em setembro, seguidos por Seungkwan e Dino em outubro. Esse movimento marca o início de uma pausa nas atividades do grupo completo até que todos se reúnam novamente. Durante esse período, as atividades continuam com os membros ativos, incluindo o líder S.Coups, isento do serviço por conta de uma lesão no joelho, e Joshua, Jun e The8, que, por não possuírem cidadania sul-coreana, não passam pelo alistamento militar obrigatório. Bateu a saudade? O acervo do grupo é imenso e conta com conteúdos perfeitos para maratonar, garantindo horas de entretenimento enquanto o reencontro não chega. O Café com Kimchi separou oito produções essenciais para você incluir na sua lista. Leia também: Para assistir e viciar: K-dramas (e outras coisas) que mais bombaram no VIKI em julho de 2026 Programas com o SEVENTEEN para matar a saudade 1. GOING SEVENTEEN No ar desde junho de 2017, a websérie de variedades acompanha os membros do grupo em diferentes dinâmicas a cada episódio. Embora tenha estreado com formato de vlog centrado nos bastidores das promoções, o programa evoluiu para edições temáticas que variam entre jogos de lógica, desafios físicos, acampamentos e dramatizações, com episódios disponíveis no YouTube e no Weverse. 2. NANA TOUR with SEVENTEEN Comandado pelo produtor Na Yeong-seok (Na PD), o reality show acompanha os integrantes em uma viagem de sete noites pela Itália, iniciada logo após a conclusão de um show no Tokyo Dome. A produção combina roteiros por pontos turísticos durante o dia com sequências de jogos clássicos à noite, disponível para assistir no Viki. 3. IN THE SOOP SEVENTEEN (Temporada 1 e 2) Para quem busca momentos de calmaria e conforto, a série acompanha o grupo em um período de descanso distante da rotina urbana, em áreas isoladas cercadas pela natureza na Coreia do Sul. Ao longo de duas temporadas, a produção registra a convivência diária dos integrantes enquanto praticam novos e antigos hobbies, cozinham e realizam atividades ao ar livre, como canoagem e pesca. As duas temporadas podem ser assistidas no Weverse, com a segunda temporada também disponível no Viki. Leia também: Chefs à Paisana: o variety show de culinária do VIKI com chefs renomados 4. One Fine Day (13 Castaway Boys) Para quem deseja relembrar os primeiros anos da carreira, as duas temporadas de One Fine Day (13 Castaway Boys) são um clássico. A produção usou uma pegadinha ao fingir uma viagem de luxo para a Ilha de Jeju, abandonando os integrantes em Yeosu, uma ilha isolada da Coreia. Sem itens pessoais ou equipe de apoio, os treze membros precisaram cozinhar, pescar, gerenciar recursos e cumprir tarefas diárias para sobreviver por conta própria. Em 2017, o grupo estrelou a segunda temporada, gravada em Akita, no Japão, focada em batalhas e jogos em equipe na neve. O programa, exibido originalmente pela MBC Music, está disponível no YouTube. 5. Game Caterers x SEVENTEEN Comandado pelo produtor Na Yeong-seok (Na PD), o especial solo de variedades reúne os treze membros em uma sequência de gincanas, jogos de adivinhação e missões valendo prêmios. A edição, que destaca a dinâmica de grupo e o ritmo acelerado dos integrantes, está disponível no YouTube. 6. SEVENTEEN ‘Ode to You’ in SEOUL Se a saudade for da presença de palco e dos vocais ao vivo, o registro do show da turnê mundial em Seul é a escolha ideal. A produção foca nas performances do grupo no palco, trazendo coreografias sincronizadas, vocais marcantes e momentos de interação com os fãs. O show está disponível no Viki. 7. SEVENTEEN POWER OF LOVE : THE MOVIE O filme-documentário registra as apresentações do show online "POWER OF LOVE" realizado pelo grupo em 2021, combinando as performances no palco com entrevistas íntimas com os treze integrantes. A produção traz conversas sinceras sobre a trajetória do SEVENTEEN, os bastidores de suas conquistas e reflexões do grupo com os fãs. O filme está disponível no Viki. 8. SEVENTEEN: Hit The Road Primeiro documentário oficial do grupo, a produção acompanha os bastidores da turnê mundial "Ode to You", revelando a rotina intensa na estrada e o lado pessoal dos integrantes longe dos holofotes. A série documental mostra de forma sincera as dificuldades físicas, as emoções e os bastidores das apresentações, estando disponível no Weverse. Qual dessas produções vai ser a sua primeira escolha da maratona? Conta pra gente nos comentários!
- Neocimento: Relembre os 10 anos de carreira do NCT
Ao longo de 10 anos, o NCT construiu um universo expansivo através de quatro units e diversas combinações, em projetos ambiciosos de sonoridades experimentais e conceitos distintos Nota do autor: este texto contém menções a assuntos pesados. Se você possui algum tipo de gatilho, indico não seguir com a leitura. (Reprodução / SM Entertainment) Abra os seus olhos lentamente. Aqui é onde os sonhos se conectam. Um lugar onde a mente de 29 jovens trainees se interliga para dar vida a um grupo multi-facetado distribuído através das mais diversas combinações, envelopado em verde neon e apresentado por uma sonoridade experimental identitária à sua marca. Este é o NCT, para o mundo. NCT: Onde todos se tornam um O acrônimo para Neo Culture Technology, algo como "Nova Cultura Tecnológica", foi introduzido pela primeira vez em 2016 através da unit NCT U, composta por Taeyong, Ten, Doyoung, Winwin, Jaehyun e Mark. The 7th Sense estreou em 8 de abril de 2016, sob a proposta de conectar o sonho dos garotos através da música, em uma faixa de future bass carregada em hip hop, batidas fortes com profundos graves e a combinação entre vocais e rap, algo que viria a ser uma união constante entre as mais diversas produções sonoras do boygroup. [LEIA MAIS] Performances nostálgicas, novas músicas e NCT Tokyo: Os melhores momentos do NCT Nation A primeira de diversas formações deu o pontapé para o conceito de "grupo infinito", permitindo ao NCT não apenas units fixas mas também a experimentação, através do NCT U, de inúmeras combinações de membros, capazes de expandir ainda mais a alçada do ambicioso grupo da SM Entertainment. Ao longo dos meses e anos seguintes, o NCT introduziu o NCT 127, o NCT DREAM, o WayV e o NCT WISH como grupos fixos, enquanto testou não apenas a maleabilidade do conceito U, mas também a empreitada de unir todos os mais de 20 membros em um único projeto a cada dois ou três anos, resultando no Empathy (2018), Resonance (2020), Universe (2021), Golden Age (2023) e a aguardada reunião para celebrar os 10 anos do grupo, até então intitulada NCT 2026. Mas engana-se quem pensa que, por serem parte do mesmo grupo-mãe, o NCT caia na mesmice. Cada unit possui um proposta diferente, voltada a públicos e mercados diferentes. Enquanto o 127 e o DREAM tem foco nas fronteiras coreanas, o WayV expande a marca para a China e o WISH explora melhor o Japão. E com a ruptura global causada pela Onda Coreana, não é de se espantar que os quatro grupos sejam influenciados pela musicalidade estrangeira enquanto também introduzem ao mundo suas respectivas culturas e sonoridades. NCT 127: Deixe-me introduzi-los a algo novo A primeira unit oficial estreou em 7 de julho de 2016 com o mini-album (quase) titular NCT#127, encabeçado pela title Fire Truck, produzida por LDN Noise, e um sonoridade mesclando hip hop e EDM que rendeu à eles o título de Best New Artist/Rookie of the Year no Mnet Asian Music Awards (MAMA), Golden Disc Awards e Seoul Music Awards. Na época, o grupo que carrega as coordenadas geográficas longitudinais de Seul em seu nome era formado por Taeil, Taeyong, Yuta, Winwin, Jaehyun, Mark e Haechan, formação que logo iria sofrer mudanças com o lançamento seguinte. (Divulgação / SM Entertainment) Limitless introduzia, no dia 6 de janeiro de 2017, a formação de nove membros para o 127, com as adições de Doyoung e Johnny à lineup, dando continuidade ao reinado do grupo no topo das paradas de vendas na hoje conhecida como Circle Album Chart. Dessa vez apostando em uma sonoridade mais ligada ao hip hop e R&B, a faixa-título, produzida por Kenzie, entrou para uma das 20 melhores músicas de K-pop de 2017 pela versão digital da revista DAZED. Com Cherry Bomb, o grupo alcançou seu primeiro grande sucesso comercial, além de ser a primeira vez que o 127 colaboraria com o produtor que logo mais viria ser um dos maiores contribuintes para a sonoridade do grupo. Com composição de Dem Jointz, a faixa de hardcore hip hop garantiu ao grupo o primeiro grande viral, apesar do banimento da música em canais de televisão como a KBS, devido seu conteúdo. [LEIA MAIS] REVIEW | NCT 127 recupera o ritmo e prova sua versatilidade sonora com "WALK" A chegada de Regular-Irregular, o primeiro full album da unit, faz o 127 passar por mais uma formação, agora com 10 integrantes, mas prestes a ter sua primeira baixa em prol de uma nova unidade. A entrada de Jungwoo e o retorno de LDN Noise na produção fazem o NCT 127 explorar o mundo real e o dos sonhos através do pop, R&B, hip hop e influências latinas, ainda trazendo o primeiro repackaged do grupo, Regular. We Are Superman marca a primeira vez em que o grupo trabalharia sob a formação em que viria a ser reconhecido, até então com nove integrantes. Sem Winwin, a fusão de gêneros do grupo começa a se expandir mais, introduzindo elementos de funk, electro e dance, adicionando também pop, soul e até elementos da música tradicional coreana em lançamentos futuros, sempre mantendo como base de sua sonoridade o R&B e hip hop e cravando à eles um dos principais representantes do noise music no Kpop. Sempre mantendo-se no topo ou em seus arredores, o NCT 127 acumula mais de 14 milhões de álbuns vendidos, em uma discografia que conta com hits como Kick It, 2 Baddies, Ay-Yo e a recente Walk e uma sonoridade experimental que garantiu-lhes 13 Wins em programas musicais, um Bonsang em 2018, 2020, 2021 e 2022 no Golden Disc Awards, além de ambos Bonsang em 2018, 2020 e 2021 e Daesang em 2022 no Seoul Music Awards. (Divulgação / SM Entertainment) Após a saída de Mark em 2026, com o encerramento de seu contrato exclusivo com a SM e o NCT, e a polêmica expulsão de Taeil em 2024, decorrência a um caso de estupo coletivo no qual foi condenado a três anos e meio de prisão em regime fechado, o grupo hoje atua com sete integrantes. E sob a nova formação fixa, tendo todos os integrantes renovado seus respectivos contratos, o NCT 127 segue empenhado em se posicionar como uma influência visual e sonora do hip hop dentro do Kpop, mantendo a musicalidade viva através de sua experimentação. [LEIA MAIS] Show do NCT Dream no Brasil transportou fãs para um verdadeiro sonho NCT DREAM: A música que apenas nós fazemos Se o NCT 127 aposta na fusão madura do neo com o hip hop e R&B, o NCT DREAM é o encontro do neo com a refrescância e juventude do teen pop. A alta energia do grupo é a parte mais constante da segunda unit a debutar no sistema NCT, estreando no dia 25 de agosto de 2016 com Chewing Gum, que viria ser a title do single-album The First, lançado apenas em janeiro de 2017. Com sete membros, o NCT DREAM viria a introduzir o sistema de graduação tão famoso no Jpop, gênero musical que serviu de base e inspiração para o Kpop contemporâneo que conhecemos hoje. A ideia original era que Mark, Renjun, Jeno, Haechan, Jaemin, Chenle e Jisung viriam eventualmente a se "formar" e deixar a formação, permitindo que novos membros fossem introduzidos a cada geração, expandindo ainda mais a ideia de "grupo infinito" do NCT. Assim, o DREAM realizou três lançamentos, garantindo que a imagem inocente do grupo ficaria conhecida através de Chewing Gum, My First and Last e We Young. We Go Up, faixa-título do terceiro mini-album da unit, daria início a um amadurecimento audiovisual do septeto com a primeira graduação da formação original, a ser feita pelo líder Mark, que atingia a maioridade coreana. Nessa altura, o NCT DREAM se estabelecia no mercado internacional e começava sua jornada para seu primeiro grande sucesso comercial em solo coreano. O terceiro mini, We Boom, apresentou ao público a title Boom, garantindo ao sexteto seu primeiro grande viral através de um som carregado pelo urban hip hop e uma imagem mais amadurecida daquelas jovens crianças dançando em cima de uma hooverboard. Identidade esta que seguiu com o urban trap de Reload, última aparição do grupo como um sexteto. (Divulgação / SM Entertainment) Apesar do sucesso comercial como um grupo de seis integrantes, a graduação de Mark permaneceu como um gosto agridoce entre os fãs, levando pressão à SM, que reintroduziu o líder ao grupo com o fim das promoções do Reload e o lançamento de Hot Sauce, primeiro full album do DREAM. Com influências latinas e de afrobeat, a title Hot Sauce tornou-se um grande divisor de águas para a marca NCT DREAM, sendo o primeiro #1 na Gaon Digital Chart, garantindo também o primeiro álbum #1 do grupo. O lançamento estabeleceu o septeto à marca-mãe e no cenário do pop coreano, levando-os a ficar cada vez mais presente no Top10 das paradas musicais e a vendagem de seus álbuns ingressarem a lista de recordes quebrados com mais frequência. [LEIA MAIS] Em "Glitch Mode", NCT Dream entrega comeback maduro, mas parecido com contemporâneos Com a saída definitiva de Mark da SM e do grupo, com a não-renovação do seu contrato exclusivo, o DREAM segue com seis integrantes ativos em uma trajetória de cinco Bonsang no Golden Disc Awards (2019, 2021, 2022, 2023 e 2024) e quatro no Seoul Music Awards (2019, 2022, 2023 e 2025), além de dois Daesang consecutivos em 2022 e 2023 no Seoul Music Awards. (Divulgação / SM Entertainment) Os 14 Wins graças a hits como Hello Future, Glitch Mode, Beatbox, Candy, ISTJ e When I'm With You são apenas um indicativo do grande sucesso comercial do NCT DREAM, que acumula mais de 22 milhões de álbuns vendidos sob um conceito que amadurece a cada novo lançamento. WayV: Desvende novamente o segredo do tempo A saída de Winwin da formação original do NCT 127 em 2018 abre espaço para o idol dar o pontapé à terceira unit oficial. Apostando no mercado chinês e sob o acronismo de "Nós somos sua Visão" (tradução direta), o WayV debuta no dia 17 de janeiro de 2019 com o single album The Vision, encabeçado pela versão em mandarim de Regular, do 127. Embora hoje seja amplamente considerado como parte do NCT, o grupo até então formado por Kun, Ten, Xiaojun, Lucas, Winwin, Hendery e Yangyang manteve certa distância da marca-mãe até 2020, com jornalistas teorizando como principal motivo as relações tensas entre Coreia e China, que já vivia o banimento de mídias sul-coreanas (conhecida como Hallyu Ban) desde 2016. (Divulgação / SM Entertainment) Nesse meio período, o WayV lançou seu primeiro full album, Awaken the World, assim como dois minis: Take Off e Take Over the Moon, que ainda gerou o repackage Sequel. Os quatro lançamentos foram acompanhados de hits da discografia do grupo como Take Off, Bad Alive e Love Talk. Inicialmente influenciados por uma sonoridade mais carregada de trap, electropop e hip hop misturada ao mandopop, a musicalidade do grupo começa a se transformar com o lançamento de Kick Back, em 2021, que garantiu-lhes o primeiro #1 na Coreia. Este também torna-se o último lançamento com a presença de Lucas, que em 2023 deixaria a formação devido diversas alegações que o idol namorava e traía diversas fãs ao mesmo tempo, demandando dinheiro, bebidas alcóolicas e presentes caros, além de alegações de persuasão forçada por sexo. [LEIA MAIS] O que esperar do debut solo do Ten, um dos integrantes do NCT? Agora como um sexteto, a terceira unit do NCT fez apenas mais dois lançamentos antes de perder mais um integrante: o quarto mini Phantom, em 2022, e o segundo full album On My Youth, em 2023. Além de adicionar à discografia as faixas-títulos, o último trouxe uma das faixas favoritas entre os fãs: Poppin' Love. Com Give Me That (2024), o quinto mini e segundo #1 do grupo, o WayV passa a promover constantemente apenas como um quinteto devido a agenda lotada de Winwin como um ator em ascensão na China. Os anos seguintes trariam os minis Frequency (2024), Big Bands (2025), Eternal White (2025) e o recente Vision Wings (2026), além da primeira turnê do grupo desde o seu debut em 2024, com a On the Way Concert Tour, percorrendo o Japão, a China, Indonésia, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul. Apenas após dois longos anos, com a primeira leva de renovações de contratos do NCT em 2026, a unit chinesa tem a sua segunda baixa, confirmando a saída de Winwin do grupo e da SM, afim de focar integralmente em sua carreira de ator. O temido evento também coloca Ten na berlinda, uma vez que o idol deixa a SM mas segue como membro do grupo, participando do lançamento do recente Vision Wings, mas ficando de fora da vindoura turnê BORN THIS Way, que seguirá apenas com o quarteto Kun, Xiaojun, Hendery e Yangyang. (Divulgação / SM Entertainment) Caminhando para seu oitavo ano, o WayV acumula mais de 2,7 milhões de álbuns vendidos e os prêmios de Favorite Asian Artist (2020) na premiação asiática Mnet Asian Music Awards e Best Dance Performance (2021), People's Choice Awards (2021 e 2023) e Best Group (2024) na premiação chinesa Asian Pop Music Awards. A unit ainda detém três wins em programas musicais coreanos, sendo o primeiro deles em Junho de 2024 com a versão coreana de Give Me That. [LEIA MAIS] Quem é o NCT WISH? Conheça os membros e tudo sobre a ÚLTIMA unit do NCT NCT WISH: Siga em frente, o desejo está completo Desde 2019, as idas e vindas para a formação de nova unit do NCT seguiram constante, mas sem sucesso. A promessa de uma expansão pra Hollywood, Tokyo e até mesmo Indonesia não chegaram a ser concretizadas, e o ambicioso super grupo da SM seguiu sem novidades por cinco anos antes de ganhar sua quarta e última sub-unit oficial. Em 2023, a SM lançou seu primeiro e único programa survival, apresentando ao público os bastidores de sua seleção para formar o novo time do NCT. O reality NCT Universe: LASTART terminou selecionando sete integrantes, que se apresentaram uma única vez sob o nome NCT NEW TEAM antes de debutar oficialmente como o NCT WISH, em 2024, como um sexteto. Sion, Riku, Yushi, Jaehee, Ryo e Sakuya inicialmente focariam sua atividade majoritariamente no Japão, com lançamentos pontuais na Coreia. Mas a surpreendente recepção positiva do grupo em solo coreano colocou os planos da SM de ponta cabeça, levando o grupo a voltar-se para o mercado coreano ao mesmo tempo em que promoviam no Japão. Sob a tutela e direção-criativa da lenda veterana BoA e agregados a um conceito mais jovial, colorido e fantasioso focado em cupidos atrapalhados e o constante apelo da fofura agressiva, o NCT WISH renovou o interesse do público na marca NCT. Reintroduzindo diversos fãs de volta ao grupo enquanto convidava outros que nunca tiveram contato com o verde neon, o sexteto rapidamente cresceu e se popularizou tanto dentro do Kpop quanto Jpop, com suas vendas ultrapassando mais de sete milhões de álbuns vendidos em apenas dois anos e meio. (Divulgação / SM Entertainment) Com duas turnês asiáticas de sucesso, passando por importantes avenidas como a KSPO Dome, a unit já lançou quatro minis (um deles japonês) e dois single albums coreanos e três japoneses, além de um full album coreano e outro japonês. Desde 2024, eles também garantiram grandes prêmios como Best New Artist no Asian Star Entertainment Awards de 2024, o Bonsang de Artists of the Year no Hanteo Music Awards de 2025 e o Bonsang e Best Group no Seoul Music Awards de 2025, e sete Wins em programas musicais espalhados em todas as seis eras do grupo até o momento. [LEIA MAIS] NCT: Entenda como funcionam as sub-units do grupo de uma vez por todas Um neo-universo de muitos NCT Com a continuidade infinita do conceito NCT, não é de se espantar que a marca Neo pararia (ou seria contida) em "apenas" quatro units. Desde o seu lançamento, em 2016, o super grupo apresentou ao público uma expressiva quantidade de formações e unidades (inicialmente) temporárias, além do debut solo de vários de seus integrantes. Na ambiciosa expansão U, o NCT foi capaz de testar as mais diversas combinações através de lançamentos soltos e grandes projetos como o encontro bienal ou trienal dos mais de vinte membros, marcado pelo lançamento de full albums. Em 2018, o Empathy colocou Taeyong, Doyoung, Jaehyun, Winwin, Jungwoo, Lucas e Mark na title Boss, enquanto a primeira parte do Resonance (2020) trouxe Make a Wish (Birthday Song) com a presença de Taeyong, Doyoung, Jaehyun, Lucas, Xiaojun, Jaemin e Shotaro*, e a segunda foi responsável por 90's Love com Ten, Winwin, Mark, Jeno, Haechan, Yangyang e Sungchan*. O marcante lançamento de 2020 ainda apresentou o megamix Resonance, reunindo todas as bsides oficiais do álbum com os 23 membros participantes. [LEIA MAIS] 'Universe': Uma visão do experimentalismo tecnológico e diferencial do NCT Em 2021, com 21 dos 23 membros, o Universe estreou com Universe (Let's Play Ball), testando a combinação entre Doyoung, Jungwoo, Mark, Xiaojun, Jeno, Haechan, Jaemin, Yangyang e Shotaro*. O projeto foi seguido por Golden Age (2023), contando com 20 membros e apresentado pela viral title Baggy Jeans, que marcava o retorno da unit original de The 7th Sense, com cinco dos seis integrantes originais: Taeyong, Doyoung, Jaehyun, Ten e Mark. Além das mais de 50 faixas que compõe os quatro grandes lançamentos testando diversas formações (uma contagem superficial mostra mais de 40 combinações distintas), o NCT U fez outros lançamentos menores composto por lançamentos digitais, como coNEXTion, com vocais de Doyoung, Mark e Haechan e um performance video estrelado por Shotaro*. *Os membros Shotaro e Sungchan, que em 2023 debutariam no RIIZE, foram apresentados ao NCT apenas através dos dois mega projetos. A promessa inicial era que eles viriam a se tornar membros oficial da família através do suposto NCT Tokyo, ao lado de outros integrantes, como seus vindouros companheiros de grupo Seunghan (até a sua sua saída do RIIZE, em 2024) e Eunseok, e o trainee Shohei, cuja única atividade foi como membro do projeto do primeiro grupo de trot MYTRO. O grupo também lançou diversos de seus integrantes em projetos solos. O primeiro deles foi Mark (com dois singles e um full), sendo seguido por quase todos os seus colegas do 127: Taeyong (dois singles, dois mini e um full), Doyoung (dois full e um single), Yuta (dois minis e um full, todos japoneses), Jaehyun (três singles e um full), Jungwoo (um single) e Haechan (um full). Ainda, o trio Doyoung, Jaehyun e Jungwoo debutaram sob a primeira sub-unit do NCT 127, conhecida como NCT DOJAEJUNG, lançando o mini-album Perfume. Embora não tenha feito um debut musical solo, Johnny deu início a uma carreira paralela como DJ, sob o nome JOHNNY BE. [LEIA MAIS] TY Track: Conheça a trajetória solo de Taeyong, o multiartista e líder do NCT No DREAM, além de Mark e Haechan, Renjun e Chenle lançaram projetos solos focados no mercado chinês, ambos com single albums em mandarim. O grupo também deu vida à sub-unit NCT JNJM, composta por Jeno e Jaemin, debutando em 2026 com o mini Both Sides. Enquanto isso, o WayV gerou as sub-units WayV-KUN&XIOAJUN, com o single album chinês Back To You, e WayV-TEN&YANGYANG, com o single em inglês Low Low, ambos em 2021. O projeto em duplas seria completado com o WayV-LUCAS&HENDERY, mas o lançamento do single Jalapeño foi engavetado e futuramente cancelado devido as controvérsias e saída de Lucas. No ramo solo, Ten foi o único com um debut solo oficial, gerando três singles entre 2018 e 2022 antes dos seus dois mini sob a SM, lançados em 2024 e 2025, respectivamente. NCT 2026: TUDO, AO MESMO TEMPO, NEO O aniversário de 10 anos do grupo, iniciado em abril e estendido por julho e agosto, não poderia ficar sem uma grande comemoração. Assim, a SM deu o pontapé às celebrações com o NCT 2026: EVERYTHING, ALL AT ONCE, NEO, um compilado de diversos eventos online e offline que marcariam a década neo. [LEIA MAIS] Review | Jaehyun entrega álbum sofisticado com “J” e mostra contrastes nunca explorados no NCT (Reprodução / 2026nct.com) Entre os anúncios presentes no site especial 2026nct.com, o cronograma offline contou com a loja pop up NEO GROUND, em maio, e uma vindoura exposição imersiva nomeada NEO DIMENSION. Embora não haja mais informações no site, acredita-se que esta última trata-se da parceria com o Seoul Fashion Week. A exposição, a acontecer entre os dias 4 e 6 de setembro, promete revisitar diversos momentos do NCT expondo os figurinos usados pelos membros, além de um desfile especial e o bazar beneficente NCT FLEA MARKET. Para a discografia, o calendário incluiu como parte da celebração os primeiro full album Ode to Love e o single album japonês YO-I-DON! / BOY MEETS GIRL do NCT WISH, o oitavo mini, Vision Wings, do WayV e o sétimo full, BLINGY, do NCT 127. Ainda é esperado para o último trimestre do ano o primeiro full album do NCT DREAM após a saída definitiva de Mark e quarto mini-album coreano do NCT WISH, além do segundo full de Jaehyun e o debut de Xiaojun com um mini. As turnês do NCT WISH (Into the WISH: Our WISH e o fanmeeting Help! All Six Princes Are Trying to Propose to Me), do NCT DREAM (com o fanmeeting de aniversário THE SWEET DREAM HOTEL), do WayV (com a BORN THIS Way Concert Tour) e do NCT 127 (com a quinta turnê NEO CITY: THE REDLINE) entram na celebração, que se estende para 2027 com a promessa do quinto mega projeto envolvendo o grupo completo e rumores de uma nova NCT Nation: To The World, turnê de 2023 que percorreu três cidades (Seul, Osaka e Tókio) e reuniu todos os membros do NCT promovendo o lançamento de Golden Age e apresentações nunca antes vistas focadas nos quatro lançamentos conjuntos. NCT: Ao futuro Com acontecimentos, lançamentos e legados suficiente para preencher um livro ou as muitas horas de uma série documental com vários capítulos, é impossível cobrir toda a história do NCT de forma completa no decorrer de um simples artigo — por mais longo que ele seja, como este. Mas acompanhar toda a jornada, seja desde o primeiro dia ou apenas com lançamentos recentes, ainda é um acontecimento repleto de surpresas. A existência de quatro unidades fixas, a possibilidade infinita do NCT U e a presença de 23 membros ativos garantem a qualquer fã conteúdo suficiente para preencher muitos meses de reconhecimento, em um universo que não deixa de se ampliar mesmo com o ciclo de expansão oficialmente fechado. [LEIA MAIS] NCTzen de primeira viagem? Confira 5 programas para conhecer melhor o NCT (Reprodução / SM Entertainment) Mesmo que seu potencial não tenha sido explorado como muitos gostariam ou certas abordagens ainda não tenham sido testadas, é inegável que o ambicioso neo-grupo da SM é bem sucedido em muitas áreas, abrindo o caminho não só para outros artistas que buscam sonoridades semelhantes, mas também testar conceitos tão grandiosos quanto. Os 10 anos de existência mostram que o NCT ainda tem muito gás pela frente, principalmente como uma unit ainda em seu período rookie crescendo consistentemente a cada lançamento. E a promessa de um quinto full NCT, com ou sem uma Nation 2.0, enquanto três das quatro units se reorganizam mais uma vez para novas eras, é também a promessa que o verde neon ainda brilhará por muito mais tempo. Resta a nós, meros mortais, decidir se essa é uma nova jornada digna de acompanhar.
- Conheça "American Hagwon", novo livro de Min Jin Lee sobre a Crise dos Tigres Asiáticos e a educação coreana
Romance da autora do best-seller "Pachinko" será lançado pela Editora Intrínseca no Brasil; saiba mais da história (Britannica/Hachette Book Group/Reprodução) De tempos em tempos, a escritora Min Jin Lee retorna ao mercado literário para impactar os leitores com suas famílias envolventes e tramas que atravessam fronteiras. E dessa vez, a autora volta em 2026 com American Hagwon, ou Hagwon Americana em português, romance que continuará sua tetralogia a respeito da diáspora coreana; e que sairá no Brasil! Se você já leu Pachinko, história que inclusive foi adaptada pela Apple TV+, então já sabe mais ou menos o que nos aguarda em American Hagwon: uma trama geracional que se entrelaça com a historicidade da Coreia do Sul e sua emigração. Agora, Min Jin Lee usará de contexto um capítulo que marcou não só a Coreia, como também a Ásia e o mundo. Leia também: 6 K-dramas com tragédias e acontecimentos da história da Coreia do Sul em seus enredos Qual é a história do livro American Hagwon? De acordo com a sinopse de American Hagwon, os leitores conhecerão a história da família Koh, formada por John e Helen e seus três filhos, Mido, DH e Bo. O quinteto vive confortavelmente após John e Helen trabalharem duro por muitos anos, e essa realidade engloba também a educação de elite recebida pelos herdeiros. Contudo, a vida dos Koh muda drasticamente por duas razões: John é traído por um amigo de longa data, e a Crise dos Tigres Asiáticos de 1997 atinge a população sul-coreana. Nesse contexto turbulento, os Koh precisarão encontrar formas de se reerguer ao se mudarem para Sydney, na Austrália, e eventualmente para a Califórnia. Com American Hagwon, Min Jin Lee propõe um novo panorama de disparidades entre a cultura coreana e a ocidental, com enfoque nos norte-americanos. Mesmo que os três filhos de Helen e John encontrem novas oportunidades para suas vidas que acabaram de começar, o casal enfrenta desafios para se ajustar a uma nova realidade em que, conforme a sinopse, "a velha sabedoria e as regras para conquistar não se aplicam mais". (Hachette Book Group/Reprodução) O romance se passará ao longo de 16 anos, de 1992 a 2008. Assim, é provável que acompanharemos toda a concepção da família Koh até o momento em que suas vidas são drasticamente mudadas pela crise econômica. A Crise dos Tigres Asiáticos abalou o continente econômica e estruturalmente Por consequência de políticas que influenciaram negativamente o câmbio da moeda tailandesa, ocasionando sua desvalorização, a crise financeira de 1997 causou um efeito dominó no Leste Asiático. O won, moeda utilizada na Coreia do Sul, foi amplamente desvalorizado e o país precisou recorrer ao FMI para conseguir empréstimos, no intuito de não quebrar de vez. Empresários e suas companhias fecharam as portas, e seus empregados foram demitidos em massa. O desemprego cresceu em paralelo à desigualdade social, e a garantia de um "emprego vitalício" deixou de existir para os sul-coreanos. Vale ressaltar que a crise já foi abordada no audiovisual coreano algumas vezes, como no drama de sucesso Vinte e Cinco, Vinte e Um. É nesse contexto turbulento que os personagens de American Hagwon iniciarão suas jornadas. Apesar da educação de ponta recebida pelos filhos, John e Helen precisarão se adaptar a novos horizontes em que um diploma, talvez, não seja o bastante. "Min Jin Lee criou um inesquecível e influente romance em que os menores dos gestos terão enormes repercussões, em que os laços entre a família e a memória torcem e se desgastam, mas raramente acabam, e onde o sacrifício (pelo benefício de entes queridos ou estranhos, até) é um tipo de prece", diz o release oficial da editora norte-americana de Min Jin Lee, aCardinal. Confira também: [Resenha] Entre amor e perda, "Um Amor de Despedida" encontra cura e conforto após o luto Eu queria entender por que a educação é tão importante para os coreanos em todo lugar. Depois que escrevi (o livro), vi que queria saber como viver uma vida mais sábia em um mundo que muda tão rápido. American Hagwon é o livro que mais quis compartilhar com meus leitores, porque como leitora, eu precisava descobrir como viver, lutar melhor e florescer quando as coisas estão contra nós. Min Jin Lee. Romance sairá no Brasil pela Editora Intrínseca Assim como Pachinko, American Hagwon também sairá no Brasil pela Editora Intrínseca com o nome de Hagwon Americana. Até então, Pachinko havia sido o único livro publicado por Min Jin Lee no nosso país, pois seu romance anterior, Free Food for Millionaires, ainda não foi traduzido para o português brasileiro. American Hagwon vai chegar às prateleiras internacionais no dia 29 de setembro de 2026, enquanto a edição brasileira pela Intrínseca chamada Hagwon Americana será lançada no dia 6 de outubro. Se interessou pelo livro? Aqui no Café com Kimchi, publicamos resenhas e outras notícias sobre a literatura e a cultura pop coreana!
- 5 motivos para ler “Olho Por Olho”, trilogia de Jenny Han e Siobhan Vivian
Série de livros mistura drama adolescente, suspense e sobrenatural (Divulgação / Intrínseca) Romance, suspense e drama adolescente tomam as páginas de Olho Por Olho, trilogia de Jenny Han e Siobhan Vivian. A envolvente série, chega às prateleiras das livrarias 13 anos depois de seu lançamento com uma nova revisão, diagramação e capa feitos pela Intrínseca, mas mantém toda sua essência cativante do início ao fim. Para quem não conhece as obras, Olho Por Olho é composta por três livros, sendo o primeiro homônimo, seguido de Dente Por Dente e Fogo Contra Fogo. A história se passa em Jar Island, uma pequena ilha fictícia nos Estados Unidos e tem como ponto central três adolescentes com realidades diferentes, mas conectadas pelo mesmo colégio e amizades. Kat Debrassio, Lillia Cho e Mary Zane se unem para vingarem situações que as machucaram. E é claro que toda vingança tem sua consequência. Confira os principais motivos para ler a série. 5 motivos para ler Olho Por Olho Trio cativante A história é contada sob o ponto de vista de Kat, Lillia e Mary, que são encantadoras e carismáticas, cada uma em sua própria essência e personalidade. Cada uma delas tem temperamentos completamente diferentes e guardam seus próprios segredos que as moldam. Kat é destemida e irreverente, e por mais que tente esconder, é muito sensível e movida por acontecimentos que a marcaram no passado, como a morte de sua mãe e a desilusão com uma amizade que significava muito. Ela vive uma vida comum com o pai e o irmão e se mostra muito empenhada em sair de Jar Island e deixar todas as marcas do passado para trás. Lillia é uma das garotas mais populares da escola, conhecida por fazer parte da equipe de animadoras de torcida. Ela é da família Cho, os ricaços de Jar Island, e está no grupo mais popular do colégio, composto por jogadores de futebol americano e animadoras, como os padrões de filmes americanos. Ela é doce, encantadora e muito leal ao seu grupo de amigos. Mary viveu na ilha quando criança, mas se mudou para o continente. Ela retorna para viver com uma tia em um antigo casarão, unicamente para se vingar de algo horrível que ocorreu no passado envolvendo um dos caras mais populares da escola. Embora guarde traumas de infância, ela se mostra uma garota doce e muito reservada. Durante todo o processo de vingança, vive algumas experiências que nunca teve oportunidade. Autoras de talento Uma série incrível como Olho Por Olho só poderia ser escrita por ótimas autoras. Jenny Han sabe como escrever bons dramas adolescentes, sendo responsável por obras icônicas como O Verão que Mudou Minha Vida e Para Todos os Garotos que Já Amei. E claro que Siobhan também se prova excelente no gênero, criadora de outras histórias infanto juvenis como Nós Somos Os Wildcats, e também envolvida no roteiro de séries de Jenny Han, como Com Carinho, Kitty, O Verão Que Mudou Minha Vida e revisora dos livros Quatro Amigas e um Jeans Viajante, que se tornaram filmes, onde Siobhan trabalhou como assistente de produção. Uma pegada sobrenatural Drama adolescente, romance, suspense, e quando você menos espera, o sobrenatural também começa a aparecer na história de forma bem sútil e vai ganhando espaço até se tornar um aspecto crucial para que a história aconteça. Sem causar medo, os acontecimentos místicos acrescentam ainda mais suspense para a história de forma super intrigante e fazem parte de um dos maiores plot twists da trilogia. Temas sensíveis bem abordados Como um bom drama adolescente, toda a trilogia Olho Por Olho coloca em evidência questões cotidianas que podem fazer parte da vida de qualquer pessoa e tornam a trama mais palpável para quem lê, como dramas familiares, brigas entre amigos e amadurecimento. Mas os livros também abordam temas sensíveis como relacionamentos tóxicos, gordofobia, manipulação, vingança, bullying, abusos e outros traumas e conflitos que cercam a vida das personagens. Apesar do peso que esses temas têm, Jenny e Siobhan retratam com bastante cautela e respeito para que nada seja romantizado ou mal interpretado. Personagens secundários Para além de Lillia, Kat e Mary que são o ponto principal e narram a história, as pessoas que as cercam também dão sustentação para a trama e preenchem bem seus espaços como peças importantes para que tudo aconteça. Mesmo que o trio tenha maior peso e dita o caminho que a história segue, é fácil se apegar aos demais — sendo tanto para amá-los ou para odiá-los. Alex Lind, o garoto bondoso e melhor amiga de Lillia, Rennie Holtz, a melhor amiga e líder de torcida chata e egocêntrica, Reeve Tabatsky, astro do futebol americano de Jar Island são algumas das personalidades que complementam a trilogia Olho Por Olho. Se interessou pela trilogia? Confira mais obras literárias no nosso site e redes sociais.
- "Uma Loja Para Assassinos": O que saber da 1ª temporada antes de ver a 2ª?
Relembre a história de Ji-an e Jin-man, conheça os personagens e descubra o que ficou em aberto para a continuação (Divulgação / Disney+) A primeira temporada de Uma Loja Para Assassinos (A Shop for Killers, em inglês) começa com uma premissa aparentemente simples: Jeong Ji-an, uma jovem órfã criada pelo tio, recebe a notícia de que Jeong Jin-man morreu. O que ela não sabe é que a morte do homem que a criou está longe de ser o único segredo que ele guardava. Ao voltar para casa, Ji-an descobre que o negócio de materiais de construção comandado pelo tio era apenas uma fachada para a Murthehelp, uma operação clandestina que fornece armas, equipamentos e outros recursos para assassinos profissionais. A partir daí, o drama sul-coreano combina ação, suspense, mistério e flashbacks para contar duas histórias simultaneamente. No presente, Ji-an precisa sobreviver aos mercenários que invadem sua casa em busca dos recursos de Jin-man. No passado, a série mostra como o tio se tornou um mercenário da Babilônia, por que rompeu com a organização e como preparou, sem que ela percebesse completamente, a sobrinha para o mundo violento que um dia bateria à sua porta. A primeira temporada teve oito episódios e foi lançada originalmente no Disney+ em 2024. Você pode gostar de saber - Entre ficção e realidade: a romantização de homens coreanos a partir da Hallyu Agora, a história ganhou uma segunda temporada. Portanto, para quem pretende fazer uma maratona, este é o momento ideal para entender como a primeira temporada colocou Ji-an no centro de uma guerra muito maior do que ela imaginava. Quem é Jeong Ji-an e como tudo começou? Interpretada por Kim Hye-jun, Jeong Ji-an é o coração de Uma Loja Para Assassinos. Órfã ainda criança, ela passa a ser criada pelo tio depois de perder os pais em um ataque ligado ao passado dele. Jin-man, entretanto, não é exatamente o responsável convencional que ela poderia esperar. Reservado, rígido e pouco habilidoso para demonstrar afeto, ele cria a sobrinha em meio a treinamentos de sobrevivência, combate e defesa pessoal. O que parece excentricidade durante a infância acaba se tornando fundamental quando a jovem é colocada diante de assassinos de verdade. Kim Hye-jun já tinha experiência em personagens de forte carga dramática antes de assumir Ji-an. A atriz ganhou destaque em produções como Kingdom (2019) e o thriller Inspector Koo (2021). Em Uma Loja Para Assassinos, seu trabalho exige uma mudança gradual: Ji-an começa como uma jovem aparentemente vulnerável e termina a temporada como alguém capaz de tomar decisões estratégicas, lutar contra mercenários e assumir a responsabilidade pelo negócio secreto do tio. A transformação acontece depois da suposta morte de Jin-man. Ao retornar para casa, Ji-an é imediatamente cercada por criminosos. Ela descobre que a Murthehelp funciona como uma espécie de mercado clandestino na dark web, abastecendo clientes envolvidos com atividades criminosas. Quanto mais tenta descobrir quem era realmente seu tio, mais percebe que sua própria infância fazia parte de uma preparação para aquele momento. A grande questão deixa de ser apenas "quem matou Jin-man?" e passa a ser "por que Jin-man preparou Ji-an para sobreviver?". Jeong Jin-man: o tio que escondia uma vida inteira Jeong Jin-man é interpretado por Lee Dong-wook, um dos rostos mais conhecidos do elenco. O ator construiu uma carreira extensa na televisão sul-coreana e ficou especialmente conhecido por trabalhos como Strangers from Hell (2019) e Tale of the Nine-Tailed (2020). (Divulgação / Disney+ / imdb) Em Uma Loja Para Assassinos, Lee Dong-wook interpreta um homem aparentemente comum, mas cuja personalidade ganha novas camadas conforme os flashbacks avançam. Antes de se tornar o responsável pela Murthehelp, Jin-man era integrante da Babilônia, uma organização de segurança militar formada por mercenários altamente treinados. Durante uma missão no Laos, ele entra em choque com Bale, um subordinado que utilizava as operações para matar civis. A rivalidade com Bale muda completamente sua vida. Depois de abandonar a Babilônia, Jin-man tenta proteger a família e especialmente Ji-an, mas o passado volta para cobrá-lo. A vingança organizada pelos antigos companheiros resulta na morte de vários membros de sua família. Para manter a sobrinha segura, ele negocia com a liderança da Babilônia e constrói uma nova vida, transformando sua casa em uma verdadeira fortaleza e criando a Murthehelp como um negócio clandestino. Assim, o tio que Ji-an conhecia como um homem estranho e superprotetor passa a ser compreendido como alguém que estava, o tempo todo, preparando-a para uma guerra que inevitavelmente chegaria. O que era a Murthehelp em Uma Loja Para Assassinos? A grande revelação da temporada é justamente a verdadeira natureza da Murthehelp. Para Ji-an, a propriedade do tio estava relacionada a um comércio convencional. Na realidade, a operação funcionava como um mercado clandestino para assassinos e organizações criminosas, com armas, munições, equipamentos e outros recursos disponíveis para clientes autorizados. A loja também explica por que a morte de Jin-man desencadeia uma caçada. Sem o responsável pela operação, diferentes grupos enxergam uma oportunidade de assumir o controle dos recursos. Ji-an, por ser a herdeira do negócio, transforma-se automaticamente em um alvo. Ela precisa aprender rapidamente a navegar por um sistema que desconhece enquanto tenta descobrir quais das pessoas ao seu redor realmente estavam do lado de seu tio. (Divulgação / Disney+) É nesse ponto que personagens como Min-hye, Pasin e Brother ganham importância. Min-hye, interpretada por Geum Hae-na de Run On (2020), é uma assassina extremamente habilidosa que possui uma ligação anterior com Jin-man. Pasin, vivido por Kim Min de Study Group (2025), é o responsável por ensinar Ji-an a lutar muay thai. Já Brother, interpretado por Lee Tae-young de Rainha das Lágrimas (2024), conhece profundamente o funcionamento da Murthehelp e ajuda a protagonista durante o ataque. Juntos, eles formam parte da rede de proteção deixada por Jin-man. Bale e a origem da guerra Um dos principais antagonistas é Bale, vivido por Jo Han-sun que é conhecido pelo seu trabalho em Possessed (2019). No k-drama do Disney+, ele assume o papel de um mercenário brutal cuja obsessão por Jin-man atravessa décadas. (Divulgação / Disney+) Bale era subordinado de Jin-man na Babilônia, mas os dois tinham visões completamente diferentes sobre os limites de uma missão. Enquanto Jin-man se recusava a aceitar assassinatos indiscriminados, Bale não demonstrava o mesmo escrúpulo. O conflito entre eles chega ao limite durante uma operação no Laos, quando Jin-man protege Min-hye e enfrenta Bale. O confronto termina com Bale gravemente ferido e aparentemente morto. Você pode gostar de saber - Solteiros Nunca Mais: Como estão os casais da 1ª temporada atualmente? Mas Bale sobrevive. Ao voltar para a Babilônia, ele apresenta sua versão dos acontecimentos e consegue transformar Jin-man em um inimigo dentro da própria organização. A partir daí, começa uma vingança que destrói boa parte da família do protagonista e força Jin-man a desaparecer para proteger Ji-an. A falsa morte de Jin-man e a traição de Jeong-min A notícia da morte de Jin-man é o gatilho para toda a temporada. Inicialmente, Ji-an acredita que o tio tirou a própria vida. Porém, conforme as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar, fica claro que alguém manipulou os acontecimentos para fazê-lo acreditar que a sobrinha estava em perigo. Bae Jeong-min, interpretado por Park Ji-bin de Boys Over Flowers (2009), aparece inicialmente como um amigo de infância disposto a ajudar Ji-an mas, Jeong-min não era apenas um aliado inocente: ele estava ligado ao plano que colocou Jin-man contra a parede. (Divulgação / Disney+) A grande revelação é que Jeong-min utiliza suas habilidades de hacker para acessar a Murthehelp e acaba chamando a atenção da Babilônia. Com a ajuda de tecnologia de deepfake, ele consegue reproduzir a voz de Ji-an e fazer Jin-man acreditar que a sobrinha havia sido capturada. Convencido de que sua morte era a única maneira de protegê-la, o ex-mercenário aparentemente tira a própria vida. A reta final da primeira temporada transforma a residência de Jin-man em um campo de batalha. Drones, mercenários, armas pesadas e até um cão-robô são utilizados para invadir a fortaleza. Ji-an, que durante boa parte da vida não compreendia por que o tio insistia tanto em ensiná-la a lutar, finalmente entende a razão de todo aquele treinamento. A protagonista conta com a ajuda de Min-hye, Pasin e Brother para resistir ao ataque. No confronto decisivo, Ji-an assume uma postura de liderança e negocia com os mercenários restantes, oferecendo a possibilidade de manter os negócios da Murthehelp caso eles abandonem a propriedade. É o momento em que Ji-an deixa definitivamente de ser apenas a sobrinha de Jin-man e começa a agir como a nova responsável pela operação. A maior reviravolta: Jin-man está vivo Quando tudo parece encerrado, Uma Loja Para Assassinos apresenta sua maior surpresa. Ji-an está limpando a casa depois do ataque quando um veículo chega à propriedade. Dentro dele está Jeong Jin-man, vivo, embora bastante ferido. A morte que colocou toda a trama em movimento era, afinal, uma farsa. O retorno de Jin-man muda completamente a perspectiva sobre os acontecimentos. Se ele conseguiu sobreviver, surge uma série de perguntas: como conseguiu escapar? Por que decidiu deixar Ji-an enfrentar sozinha uma situação tão perigosa? O que ele pretendia descobrir? E, principalmente, quanto do ataque à Murthehelp fazia parte de um plano maior? Você pode gostar de saber - Solteiros Nunca Mais: Como estão os casais da 1ª temporada atualmente? A resposta para essas questões é um dos principais motivos para assistir à segunda temporada. O reencontro entre tio e sobrinha não representa simplesmente um final feliz, mas o início de uma nova fase. Ji-an agora conhece a verdade sobre a Murthehelp, sabe que foi treinada para sobreviver e, acima de tudo, descobriu que Jin-man ainda está envolvido em uma guerra contra antigos inimigos. A Babilônia continua sendo uma ameaça, enquanto novos personagens ampliam o universo de assassinos e mercenários apresentado no primeiro ano. Entre as novidades estão Q, interpretada por Hyunri de Pachinko (2022), e J, vivido por Masaki Okada de Drive My Car (2021). Os dois chegam para aumentar a pressão sobre Ji-an e Jin-man. A expectativa também era de que a continuação aprofundasse o passado de Jin-man, a relação dele com a Babilônia e os mistérios que ficaram sem resposta na primeira temporada. A produção manteve Lee Dong-wook e Kim Hye-jun nos papéis centrais e trouxe de volta boa parte do elenco original. A segunda temporada foi estruturada em oito episódios e já está disponível na Disney+.
- Para assistir e viciar: K-dramas (e outras coisas) que mais bombaram no VIKI em julho de 2026
"Renascendo como Novato", "Dream to You" e especial de 10 anos de "Goblin" fizeram sucesso no streaming; confira a lista (ENA/Reprodução) Se você curte assistir aos K-dramas disponíveis no VIKI, a plataforma disponibilizou os títulos que mais fizeram sucesso em julho de 2026. E para a nossa surpresa, não só os dramas foram hit no streaming; houve reality shows também! Para ajudar você a escolher a próxima maratona, o Café com Kimchi reuniu as produções que mais bombaram no último mês. Caso esteja buscando um dorama novo para ver, ou um reality para acompanhar, a gente te passa a dica. Confira logo abaixo: Veja também: Confira TODOS os reality shows coreanos que estreiam na Netflix em 2026 Os K-dramas do VIKI de julho de 2026 que valem a pena (re)ver: Um Sonho Até Você Total de episódios: 11 A dupla Hwang In-youp e Hyeri foi protagonista da produção Dream to You, ou como chegou até o VIKI do Brasil, Um sonho até você. No enredo, um diretor de filmes considerado como prodígio reencontra uma repórter que deixou os próprios sonhos para trás. Na atualidade, o rapaz já conquistou o que queria; até tudo mudar quando ele revê a antiga colega, mais de uma década depois de terminarem a escola. O K-drama começou a ser transmitido em julho deste ano, e agora pode ser conferido de maneira completa no catálogo do streaming, com um total de 11 capítulos. Renascendo como Novato Total de episódios: 12 Este não sai do Top 5: Renascendo como Novato, protagonizado por Son Hyun-joo e Lee Jun-young, segue como um dos títulos mais vistos no VIKI. Na trama, acompanhamos a história de Kang Yong-ho (Hyun-joo), presidente de um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul, que desperta no corpo do jovem Hwang Jun-hyeon (Jun-young) após um acidente. Yong-ho inicia uma nova jornada ao esconder sua verdadeira identidade para investigar uma conspiração envolvendo sua família, recuperar o controle do império que construiu e descobrir quem está por trás de tudo o que aconteceu. Goblin: Aniversário de 10 Anos Total de episódios: 4 Essa é para quem curte uma boa nostalgia: o K-drama Goblin completou 10 anos de estreia em 2026! E para celebrar, a emissora tvN lançou um especial em formato de variety show com a presença do elenco principal, disponível hoje no catálogo do VIKI. Kim Go-eun, Gong Yoo, Lee Dong-wook e Yoon In-na realizaram uma viagem para Gangneung, cidade que foi cenário de momentos marcantes da trama de Goblin. E no especial, é possível conferir as visitas deles a locações específicas, relembrando histórias da época de gravação desse enorme sucesso da dramaland. Tá imperdível para quem é fã! Mais sobre o assunto - Lee Dong-wook no Brasil: tímido mas carismático, astro dos K-dramas diverte público com todo o seu charme Family Register Total de episódios: 26 Você gosta de K-dramas longos, com muitos episódios para acompanhar? Então talvez já tenha visto o nome Family Register por aí, com seus 26 episódios no catálogo do VIKI. Na trama, a protagonista Na Ji-ni (Park Se-young) é vista como a responsável pela queda de sua própria família desde que nasceu. Apesar de todo julgamento, Ji-ni ainda possui o sonho de se tornar escritora, mesmo que sua mãe, Se-ri (Han Go-eun), não a apoie de forma alguma. Enquanto isso, as duas conhecem Yeong-ju (Im Ji-eun), que também busca a própria felicidade, e as vidas das três mulheres vão se entrelaçar na hora de encararem seus próprios erros do passado. Heart Signal 5 (reality show) Total de episódios: 15 (VIKI/Reprodução) Você anda viciado em reality shows depois de Solteiros Nunca Mais? Se a resposta for sim, então a quinta temporada de Heart Signal te espera no VIKI. Aqui, os participantes solteiros procuram o amor enquanto vivem juntos na mesma casa, e os jurados famosos deduzem quais casais vão se formar ao longo do programa. Nos episódios atuais, a Tsuki do grupo Billlie e Roy Kim integram o grupo de apresentadores que fazem as previsões de matchs. Qual dos títulos acima você já começou a ver ou terminou? Continue navegando pelo Café com Kimchi para mais listas de dicas!





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