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- BLANK2Y traz um pouco mais do mesmo em debut com "Thumbs Up"
Debut não surpreende e o boygroup precisa seguir por caminho contrário para se destacar entre outros artistas da geração (Divulgação/Keystone Entertainment) Maio tem sido um mês movimentado para o K-pop, especialmente, em relação a estreia de novos artistas. Após os debuts de LE SSERAFIM e TNX, chegou a vez de BLANK2Y se apresentar para a indústria com os integrantes DK, Louis, Donghyuk, U, Siwoo, Mikey, Youngbin, Sungjun e So Dam. A estreia aconteceu na última terça-feira (24), com o EP Thumbs up, composto por cinco faixas, entre elas, uma versão em inglês do single principal. Sob a administração da Keystone Entertainment, os novos membros foram apresentados ao público através de um reality show, que teve início em 20 de março. Apesar do programa servir como uma forma das pessoas os conhecerem melhor, os nove membros não eram anônimos antes de serem anunciados no BLANK2Y. Muito pelo contrário, entre os nove há aqueles que debutaram anteriormente em outros grupos e participantes de survival shows, como Produce X e I-LAND. Devido as participações em programas de sobrevivência conhecidos, as expectativas para a estreia do grupo eram altas. Porém, o grupo ficou longe de atendê-las. Leia também: 'NANANA': Fora da JYP, GOT7 exibe sua melhor fase em novo álbum Thumbs Up é a faixa-título, que carrega o mesmo nome do álbum, e além da versão coreana, recebeu uma versão em inglês. Ao ouvir Thumbs Up, o ouvinte encontra uma sonoridade familiar, a mesma fórmula utilizada por vários boygroups: a união de trap e sintetizador. Essa mistura torna a música repetitiva e ao mesmo tempo monótona, por sabermos o que esperar durante os quase quatro minutos. A mensagem da música também não é inovadora, "nós somos os melhores", não é nada mais do que muitos grupos sempre tentam transmitir em suas canções de debut. Para os que gostam de uma boa produção audiovisual, Thumbs Up não conseguiu entregar uma grande Music Video, novamente um pouco mais do de sempre: cenários aleatórios, compostos por uma paleta de cores escuras para encaixar com a tentativa de passar um conceito forte. Pelo menos um ponto positivo, os membros demonstram atitude para sustentar o conceito apresentado. Além do single principal e da versão em inglês, o mini-álbum é composto por uma intro e duas bsides. Diferente do que muitos artistas usam, por exemplo, a solista Yuju em Bad Blood, a intro, chamada de Intro (R), possui apenas um instrumental agitado, sem a presença das vozes dos integrantes do grupo. Leia também: Dose de amor próprio: Músicas de K-pop inspiradoras para te encorajar A faixa Touch segue pelo caminho contrário ao da title; para aqueles que não ficaram satisfeitos com Thumbs Up, talvez a b-side agrade mais. A letra conta a história entre duas pessoas e como um simples toque muda tudo em um momento. Dessa vez, é possível ouvir com mais clareza os vocais dos integrantes e o ritmo energizante encaixa bem com a voz de todos. A faixa poderia ter sido uma alternativa mais agradável de title, principalmente, pelo refrão cativante e com um potencial interessante. A música destinada aos fãs, Costellation, é também um dos acertos do EP. A ballad trás acordes de violão que, ao longo da faixa, se integra a outros instrumentos, apresentando uma melodia leve, que novamente encaixa bem com as vozes dos membros. Na letra, eles comparam-se a uma estrela e expressam o desejo de apagar tudo no passado para valorizar cada momento brilhante que será criado no futuro. Leia também: Novo álbum do BTS: Tudo o que já sabemos sobre "Proof", comeback que chega em junho No geral, o grupo trouxe um pouco mais do mesmo e se manteve em uma zona de conforto. O ideal para o primeiro comeback do grupo é escapar desse fluxo, que já esta mais do que saturado e não vem agradando mais boa parte dos fãs de K-pop. Muitos artistas já vem se arriscando em diferentes estilos musicais e o BLANK2Y deve fazer o mesmo para impor o seu diferencial em meio a tantos boygroups.
- Seventeen brinca com fogo em "HOT" e acaba se queimando
O novo álbum Face The Sun traz um retorno enérgico e arriscado; confira a nota para o lançamento no fim da crítica (Divulgação/ PLEDIS) Quando um grupo talentosíssimo como o SEVENTEEN anuncia um come back, é natural que exista uma certa expectativa, e essa expectativa é maior ainda se considerarmos o último trabalho do grupo, o triunfal Attacca. O que não é natural, porém, é um grupo deste calibre desapontar, e embora o novo álbum não seja uma decepção, ele falha na missão de encantar completamente o ouvinte. Divulgado na última sexta-feira (27), Face The Sun possui 9 faixas, entre as quais a title HOT e o pré-lançamento Darl+ing. A novidade tem todos os requintes de uma super produção, incluindo teasers individuais para todos os 13 membros. Um dos come backs mais esperados de maio realmente se apresenta ao público como tal, mas o que funcionou e o que não deu certo no 4º álbum do grupo? Confira após a publicidade. Darl+ing, single lançado há cerca de um mês e que "abre" o álbum, é cantado inteiramente em inglês. Ele deveria empolgar, mas não o faz; o ouvinte pode esperar para sempre um clímax que nunca chega. Apesar disso, é uma faixa que preserva algumas qualidades intrínsecas do grupo. É criativa, harmoniosa e com a devida repetição, a depender do mood de quem a escuta e outras variáveis, pode se tornar interessante. Um trunfo certamente é o videoclipe, que abraça a leveza e refrescância da música. Leve e refrescante, todavia, são adjetivos que não cabem à HOT. A faixa titular, como o próprio nome sugere, é quente em níveis alarmantes. Não há nada de fresco aqui; há uma sensação de calor sufocante, acentuada pelas cores quentes no Music Video e outros elementos como carros, motos, armas de fogo e o cenário desértico. Tudo é árido, abafado e violento — o que orna com a proposta sonora da música. HOT é agitada e potente, cheia de personalidade, mas não necessariamente uma boa faixa. Com refrão e artifícios repetitivos — e, sim, estamos falando da irritante sirene no fundo —, é uma obra que levanta bandeiras vermelhas na discografia do grupo. O Seventeen já se aventurou por águas perigosas em outras titles como Hit e Left and Right, mas agora o mergulho parece ser ainda mais arriscado. Não é o que o grupo faz de melhor, ainda que conquiste uma parcela dos fãs mais devotos. Em certa medida, o álbum ao qual HOT está atrelado ameniza o impacto da faixa-título. Não é o melhor trabalho do grupo, mas está longe de ser descartável, e há preciosidades escondidas entre as b-sides. É o caso de March, que evoca uma nostalgia muito bem-vinda em meio à turbulência. É uma música agitada, porém, que consegue ganhar o ouvinte pela coerência. Shadow também merece destaque. Ela possui as cores ímpares do Seventeen, o que é um elogio imenso. Original e deliciosa, é uma faixa que intercala momentos lentos com o ritmo bem marcado, uma receita infalível de hit. 'bout you é outra das grandes escolhas para integrar a tracklist. A música surpreende com um refrão alternativo e rap sólido, e tem um potencial para atrair até não fãs do grupo. IF you leave me é uma faixa lenta que, à primeira impressão, não parece pertencer ao álbum; mas ela faz o bom trabalho de romper o pique da coletânea. Ela emociona com o piano e os vocais incorrigíveis, naturalmente o ponto forte aqui. No espectro oposto à sua delicadeza está Ash, uma música forte e magnífica, que mostra o melhor do hip-hop que o grupo tem a oferecer. A tracklist ainda conta com DON QUIXOTE e domino, faixas que não encantam, mas há de se convir que não acoem o ouvinte da mesma forma que a title. Enfim, é preciso destacar a versatilidade do Seventeen, sua irreverência e ousadia. Este álbum e, especialmente, esta faixa-título talvez não sejam as melhores aplicações de tais qualidades, mas é elogiável que o grupo procure formas de sair da sua zona de conforto, mesmo com uma carreira consolidada. Nem sempre dá pra acertar, e apesar dos pesares, Face The Sun não é um erro — é apenas um lembrete dos perigos de brincar com fogo.
- LIGHTSUM te chama para reviver a adolescência com "Alive"
Girlgroup novato da Cube Entertainment está de volta com seu primeiro mini álbum após sete meses; confira o que achamos do comeback (Reprodução / CUBE Entertainment) Estreando em junho de 2021, o LIGHTSUM, nova aposta da Cube Entertainment, finalmente entregou seu primeiro mini álbum após uma longa espera dos fãs. As membros Sangah, Chowon, Nayoung, Hina, Juhyeon, Yujeong, Huiyeon e Jian — algumas já sendo experientes no mundo idol, tendo aparecido em programas como o Produce 48 e The Unit — têm a missão de expandir ainda mais o universo colegial do grupo por meio das cinco faixas. Como descrito pela empresa, o EP Into The Light representa a vontade da geração Z de ser mais honesta com os sentimentos acerca da pessoa de que se gosta e do desejo de querer aproveitar tudo que é apresentado a ela. Essa proposta dialoga com o nome do grupo: LIGHTSUM faz referência ao número de "luzes" — as integrantes — que se unem com a intenção de "somar" e trazer esperança e boas energias para quem as ouve. Entretanto, é sempre difícil dizer de primeira se o grupo conseguiu concluir com êxito a missão. Confira após a publicidade nossa crítica e o que o Café Com Kimchi achou do retorno do LIGHTSUM! Hora do recreio: música e diversão descuidada (Reprodução / CUBE Entertainment) O EP abre diretamente com a title Alive. A letra aborda a sensação de finalmente se sentir vivo depois de se apaixonar, deixando de viver uma vida sem cores e tediosa, e tudo isso é refletido pelo clipe: as cores vivas com alta saturação e o cenário escolar conversam com o conceito jovial do grupo, que busca falar sobre as paixonites adolescentes. A canção, entretanto, não é tão boa quanto poderia ser. Ela lembra o K-pop antigo, do início da terceira geração, mas traz a sensação constante de que há algo faltando. Apesar dessa pequena falha, é divertida de se ouvir e uma forma bem sólida de se apresentar o grupo, continuando com o mesmo conceito e sonoridade de Vanilla, o debut. A segunda canção na tracklist é i, um dance contagiante e gostoso de se ouvir. A narrativa dos amor jovial segue presente, mas dessa vez ela vem acompanhada de um instrumental que se aproxima do house e que te transporta diretamente para a cena de mudança de visual de um filme coming of age. Chega perto dos três minutos e não passa deles, sendo uma faixa até que curta mas com um fator de reprodutibilidade muito grande. Good News pode ser definida em uma palavra: fofa. Ela mistura um riff que se parece com uma canção de ninar com um pouco de trap, chegando a lembrar After School do Weeekly, que também transmite essa sensação juvenil e colegial. Apesar de Good News não ser muito memorável, ela funciona melhor que sua sucessora, Q, que não é agradável aos ouvidos e traz uma imagem agressiva demais para a coesão do EP. Chegamos ao fim com Bye Bye Love, que poderia ser uma clássica canção de final de álbum, melancólica e um pouco entediante, mas que sabe balancear o encerramento da tracklist com uma melodia interessante de ser ouvida, ainda que básica. Esse é o momento em que os vocais das integrantes podem brilhar e, se o mini álbum tem como intenção fazer nós sentirmos como se estivéssemos na escola, Bye Bye Love é o acompanhamento perfeito para tocar enquanto você caminha até o ponto de ônibus. Into The Light é um pouco daquele mais do mesmo, não inovando e nem trazendo novidades para o conceito ou sonoridade do LIGHTSUM, mas é algo que funciona. Em meio à tantas inovações, como multiversos englobando grupos e solistas e canções de introdução que frustram, o arroz-com-feijão pode fazer bem. Mas, em vez de trazer uma renovação do básico, o LIGHTSUM só faz uma repetição, acabando por causar um impacto ínfimo. Seria interessante de ver o grupo — que tem um grande potencial — trilhar um caminho parecido com o de suas colegas de empresa; a adolescência é o momento de experimentar coisas novas.
- The Story: Kang Daniel conta a própria história enquanto mostra seus diferentes lados
Primeiro Full Album do solista passa por vários gêneros musicais e se destaca pelo pop da faixa-título Upside Down (Reprodução/Konnect) Maio rendeu muitos lançamentos para os fãs de solistas, depois de WOODZ, B.I e Hyo, Kang Daniel fechou o mês com seu primeiro Full Album. No dia 24, o ex-center do Wanna One apresentou o seu tão aguardado álbum completo, chamado The Story, composto por 10 faixas. Mais uma vez o solista, marcado por conceitos fortes, trouxe um comeback que mantém sua discografia em alta, mas dessa vez, com um toque diferenciado dos anteriores. No dia 1 de maio, a conta oficial do solista informou seu retorno com o trailer de The Story. O cronograma foi marcado por diversas divulgações de fotos conceituais, revelação da capa digital, informações sobre o álbum físico e trailers. As promoções foram intensas durante todo o mês até o lançamento oficial do comeback. O disco de 10 faixas trás parceria com os artistas Jessi, Chancellor, sokodomo e Dbo na tracklist. As expectativas dos fãs eram altas, já que The Story é o primeiro comeback de Daniel desde Yellow, em abril de 2021. Além de ser o primeiro álbum completo do artista, que debutou solo em 2019. Leia também: Girls: Tudo o que já sabemos sobre o comeback do aespa marcado para julho A história contada por Kang Daniel Upside Down é a faixa-título do The Story, um single com pop bem animado e contagiante, que mistura diversos instrumentos: piano, guitarra, sintetizador e bateria. O refrão é, sem dúvidas, um dos pontos fortes da canção pela mudança de ritmo e letra marcantes. O ouvinte consegue ficar com o trecho na cabeça logo após ouvir uma ou duas vezes. Com Upside Down, Daniel mostrou uma certa versatilidade ao comparar com seu último lançamento, Paranoia. Enquanto o single do EP Yellow é um conceito mais inclinado para a sensualidade, Upside down segue pelo caminho contrário, sendo um pop brilhante. O Music Video acompanha a sensação de "cabeça para baixo", filmando diferentes ângulos de Daniel. A produção possui elementos simples, o cenário é composto por salas e terraços de prédios, em certos momentos, o solista ainda aparece acompanhado dos back dancers. O MV não é tão atrativo, porém, a canção compensa e parece se encaixar bem a produção. The Story além de ser o nome do álbum também faz parte da tracklist como a canção responsável pela abertura. O solista já acerta ao coloca-la como a primeira música e causa uma boa primeira impressão para quem for ouvir direto o álbum. A canção é agradável, carregando instrumental forte e imerso em um synth-pop. A letra aborda uma história sobre pessoas em meio a incertezas atuais e futuras. Loser une as vozes de Daniel e do rapper Dbo em um R&B a respeita da sensação de solidão na vida adulta, que precisa ser mascara por um sorriso, mas ainda assim há esperança para dias melhores. Em Parade, o cantor retoma o lado mais obscuro de The Story, porém, o ouvinte é logo surpreendido por um ritmo diferenciado no refrão, que rompe com a linha seguida durante o resto da canção. Don't Tell se distância das canções anteriores em sonoridade. Com participação da cantora Jessi, a faixa é um hip-hop com elementos latinos. Ride 4 U se distância da faixa anterior com um ritmo lento, deixando uma atmosfera mais leve, que acompanha uma letra reconfortante sobre não abandonar uma pessoa. How We Live mostra a parceria entre Daniel e o rapper Sokodomo, além de retomar a sonoridade animada do álbum, que harmoniza com a letra otimista. Em Mad, Daniel e o cantor Chancellor mostram sintonia em seus vocais nesse synth-pop, que combina sons de piano, baixo e sintetizadores para uma sonoridade forte e ao mesmo tempo sombria. Em 1000x, Daniel soube entregar a ballad que o álbum precisava, o instrumental começa com uma sonoridade única e o refrão é um dos pontos positivos, que utiliza notas um pouco mais altas do que no restante da canção. Além da bela voz do cantor, a música mostra uma letra sobre gratidão as pessoas que o acompanharam em momentos difíceis. Moment fecha o álbum com uma balada mais calma do que a anterior, com nítidos elementos de piano e acordes de guitarra bem leves. A canção segue a mesma linha até o fim, excluindo elevações no ritmo ou no vocal do artista. A letra também reflete a emoção da canção ao tratar sobre estar lado a lado apesar das adversidades. Leia também: Seventeen brinca com fogo em "HOT" e acaba se queimando Em geral, o The Story teve muitos acertos e se mostrou um álbum coeso, não há músicas que causam estranheza e levam o ouvinte a pensar que deveria estar fora da tracklist. O cantor soube como transitar bem por diferentes ritmos, desde um hip-hop latino a uma ballad emotiva, e se centralizar bem nas canções com elementos de pop. Leia também: Novo álbum do BTS: Tudo o que já sabemos sobre "Proof", comeback que chega em junho
- Proof: Nostalgia em comeback do BTS nos leva para quando "éramos mais felizes"
Apesar de tracklist questionável, grupo respeita o próprio legado que abriu asas para além do que eles mesmos, e os fãs, poderiam comportar (HYBE/Reprodução) Em uma indústria tão autofágica como o K-pop, um grupo fazer aniversário de oito, nove ou dez anos é um grande motivo para se comemorar. E neste mês de junho, o BTS realizou seu tão aguardado comeback com Proof, disco antológico que reúne grandes sucessos da carreira do grupo da HYBE; além de demos e faixas inéditas. Aqui, os artistas homenageiam o próprio trabalho, e uma carreira que alcançou patamares assustadoramente impressionantes; com altos e baixos, claro. Primeiro, é importante dividirmos o disco em duas etapas: as músicas do BTS que já existem e compõem a tracklist, e as inéditas — sejam versões alternativas de sucessos do grupo ou novinhas em folha. E Yet to Come, canção escolhida como a face de todo o comeback, é uma música catchy que apresenta um "até logo" do boygroup. Mas calma, não é como se o BTS fosse pausar a carreira agora: o que é dito na música é como momentos ainda melhores virão para os garotos, ao recapitular a trajetória feita até aqui. Yet to Come é bem diferente se comparada aos releases mais recentes do BTS. Entre 2020 e 2021, os trabalhos do grupo foram norteados por Dynamite, Permission to Dance e Butter, músicas com batidas super marcantes e que flertaram com o disco e o dance-pop; e Yet to Come fica confortável ao permanecer no hip-hop que já estamos acostumados. Como uma faixa criada para homenagear o próprio BTS, seu trabalho e os fãs, ela funciona muito bem com um MV de atmosfera amigável e temperado com easter eggs. Porém, Yet to Come não é o highlight de Proof. Quando olhamos para a lista de músicas presentes e damos atenção às inéditas, estas novidades se tornam muito mais interessantes do que a title track promocional. Primeiro de tudo, há Born Singer: a interpolação de "Born Sinner" do rapper J. Cole que acompanha o BTS há anos, praticamente desde o debut. Essa abertura para Proof é muito bem executada, pois remete aos primórdios do boygroup do qual muitos fãs ou k-poppers no geral (eu incluso) lembram. É animador ver que agora, na intensa era do streaming, o ARMY pode ter acesso à canção que, particularmente falando, com certeza deveria estar nos "melhores momentos" da discografia do BTS. E Run BTS, que seria uma "irmã" para Yet to Come na homenagem à carreira do grupo, é formada por uma letra que rememora a escada do BTS à fama com um toque de rockabillly na batida. Não é uma faixa inovadora, mas é divertida e futuramente poderia entrar para o cânone de lançamentos upbeat do grupo que os fãs amam. Leia também: Em clima de romance: 7 músicas de solistas femininas perfeitas para se declarar para o seu amor Músicas novas do BTS presentes no disco 3 de Proof te fazem entrar num espiral nostálgico As pedras preciosas de Proof continuam quando o ouvinte chega no terceiro disco do comeback. Yet to Come, Run BTS, a nova versão de Born Singer e For Youth, que estão no Spotify, são apenas a ponta do iceberg de nostalgia que o BTS provoca com o álbum. O autor desta resenha, que acompanhou avidamente o boygroup de 2015 a 2017, lembrou-se automaticamente das vezes em que desejou a versão de Tony Montana, com Jimin e Suga, nas plataformas de streaming. A música presente no projeto solo de Yoongi, Agust D, e que ganhou a versão com Jimin nos concertos do BTS, é pesada e feroz; é uma pincelada do que a rap line do grupo é capaz de fazer. E além dela, as versões demo de Boy In Luv, Young Forever (na voz de RM), o acapella de Still With You de Jungkook e todas as outras músicas do CD 3 denotam uma vontade do BTS de levar a experiência dos fãs para uma outra camada. Ter acesso ao acervo do grupo, com canções que tiveram versões preestabelecidas antes das finalizações, é um gesto que estreita a relação quase que simbiótica dos fãs com os artistas. O BTS quer provocar uma explosão de afetuosidade com Proof, que é realizada por meio das versões unreleased ao dizer para o ARMY: "olhe isto. Eu estou te apresentando o que está por trás daquilo que você mais ama, que é o meu trabalho". E é uma sensação tão agridoce de se ter, que me deixou na corda bamba entre as memórias do grupo que ainda mantenho no subconsciente, e o fato do BTS ter assumido um caráter de estranheza e distanciamento após tanto tempo sem acompanhá-los. Nisso, Quotation Mark e Young Love foram o toque na ferida para concluir o espiral nostálgico que nos engole em Proof. Ambas as músicas do estilo r&b, que trazem Jungkook com os rappers do grupo, são o puro suco do BTS que conheci no passado: o que lançou EPs como Dark & Wild, Skool Luv Affair e a "saga" HYYH; que passou das correntes e roupas baggy para o aesthetic romântico pelo qual me apaixonei na época. Estas duas canções levam o ouvinte direto para o túnel do tempo, e nos fazem imaginar em qual trabalho do old BTS se encaixariam. Contudo, a pergunta que fica é: foi o BTS que mudou, ou eu mudei? Antologia do BTS poderia ter algumas alterações, mas escolhas de músicas são justificáveis Fora as unreleaseds e demos, o restante de Proof é formado por várias faixas-título do BTS que fizeram sucesso, incrementadas por b-sides. Algumas das faixas nesta parte do comeback poderiam ser trocadas por outras, tanto de lançamentos recentes do boygroup quanto antigos. Se músicas como Magic Shop, Tomorrow, 2!3! ou Embarrassed, por exemplo, estivessem presentes, o álbum teria tido um toque mais íntimo ainda; mas as músicas escolhidas aqui são justificáveis, ainda mais por terem sido picks dos integrantes. De todo modo, o comeback mais recente do BTS é um soco de reflexão àqueles que passaram a ver o grupo com outros olhos — como eu. É inexplicável o fato do septeto ter mudado tanto, sob uma ótica particular, conforme os anos se passaram; mas o que mudou não foi o boygroup, foi o ouvinte. Se Quotation Mark e Young Love foram tão marcantes num lançamento do BTS de 2022, e trouxeram a áurea que permeava os releases dos artistas de anos atrás, então quer dizer que o grupo continua o mesmo no quesito musical; ele apenas foi aperfeiçoado para atender novos públicos. RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, Jungkook e V, que cresceram tanto dos cantores que conheci há sete anos, ainda têm a mesma faísca que ocasionou meu interesse neles no passado. Porém, não sou mais o mesmo para trilhar esse caminho com eles. (HYBE/Reprodução) O BTS, que já foi um espelho para a minha personalidade, agora é um quadro que analiso num museu por trás de uma vidro à prova de balas. O fandom ARMY foi expandido em ritmos eufóricos e inusitados, e a fama do Bangtan — somado ao legado que o grupo carrega — voou tão alto que ninguém foi capaz de prevê-la. Hoje, nem os integrantes ou os fãs conseguem comportar o que o BTS representa para milhões de pessoas ao redor do mundo, e tal visão macroscópica chega a ser amedrontadora para alguém que viu os rapazes lá na linha de partida, mas não os acompanhou até a linha de chegada. O disco denota a mensagem de que, por trás das celebrações, prêmios e recordes, os artistas não abandonaram os garotos que já foram. Proof é, literalmente, a prova de que o BTS concluiu a missão que pretendia; e ainda há espaço para mais no futuro. Se o objetivo dos cantores é, acima de tudo, impactar a vida das pessoas, então eles podem se orgulhar da legião de ouvintes que já foram, são, e ainda serão tocados por suas canções. Mesmo que a camisa do Bangtan Sonyeondan não sirva mais para mim, é bom ver que outras tantas gerações ainda têm a energia e o entusiasmo de vesti-la. Para o autor desta review, o que fica são memórias de vezes em que "fomos mais felizes". Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- POP: bugAboo transborda atitude em primeiro comeback da carreira
O grupo rookie retornou aos palcos para promover o novo single 'POP' lançado na última semana; leia a crítica (Divulgação/ A Team Ent.) Junho foi certamente um mês agitado para os fãs de K-pop. Entre os lançamentos do período, destacam-se 'Proof', o disco antológico do BTS, o pré-single Illusion do aespa que ampliou as expectativas para o comeback em julho, e o retorno presencial do Dream Concert, o maior show de K-pop da Coreia. Mas no meio dessa agenda cheia, um grupo rookie conseguiu brilhar: o bugAboo. As rookies — ou novatas — apresentaram 'POP' ao mundo na última semana, no dia 13 de junho. O single álbum é composto por duas faixas e tem menos de dez minutos de duração; mas, se alguém esperava um lançamento básico, o grupo feminino da A Team Entertainment com certeza soube surpreender mantendo a mesma qualidade do debut com bugAboo. Confira tudo o que achamos do novo álbum após o anúncio. O primeiro encontro dos fãs com a novidade foi com POP, a faixa-título do novo álbum que ganhou um videoclipe super colorido e divertido. Luzes, arte e cenários urbanos, figurinos criativos e efeitos especiais dão ao music video um visual incrível. Também é preciso exaltar a coreografia que, com movimentos simples, praticamente chama o ouvinte para dançar. Confira na íntegra abaixo. No âmbito sonoro, a faixa é uma agradável surpresa. Há uma dose natural — e aceitável — de experimentalismo, tendência que também é registrada em lançamentos recentes como Savage do aespa e o estrondoso O.O do NMIXX; mas, aqui, o experimental se faz coerente. A música possui uma linearidade e é ótima já na primeira escuta. A compreensão acerca da proposta da faixa só se amplia ao ouvir o instrumental de POP, também incluído no single álbum. Com ele, temos a chance de apreciar a construção da música completamente. Vê-se logo que é uma title poderosa e, apesar de ostensivos, os momentos de impacto são muito bem-vindos. Uma boa pedida para uma playlist de festa! A faixa Easy Move, a segunda do álbum, vai direto ao ponto, assim como a title. À primeira escuta, os segundos iniciais podem intimidar, mas ela melhora — e escala — rapidamente. O ritmo aproxima o pop enérgico a uma batida latina, uma junção que sempre ganha pontos aqui no Café. O ápice, naturalmente, é o refrão: viciante e envolve ao máximo! Leia Mais: K-Pop X Artistas Latinos: 10 'collabs' incríveis que uniram Coreia do Sul e América Latina Para quem teve o último contato com o bugAboo no debut ou com a surpresa de natal das integrantes, o novo álbum é certamente um contraste com os lançamentos anteriores. Porém, é revigorante ver um grupo tão novo já empenhado em apresentar novos lados de si mesmo para a audiência. E no caso do girlgroup, sabemos que os fãs amaram: o MV de POP já passa de 10 milhões de visualizações no YouTube. As expectativas eram altas, já que este é o primeiro comeback na carreira das meninas, mas o sexteto composto por Eunchae, Zin, Choyeon, Cyan, Yoona e Rainie não decepcionou. Elas esbanjaram atitude, serviram muita energia e ainda nos deixaram ansiosos para saber o que mais esse time de garotas vai aprontar por aí. Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- IM NAYEON: "Pop!" prova que carisma prevalece contra a inovação musical
Debut solo da face do TWICE chegou nesta sexta-feira (24); confira nossa resenha crítica do lançamento (Reprodução / JYP Entertainment) Na indústria desde 2015 e dominando-a por grande parte desse período, o TWICE se solidificou como um dos principais grupos do K-pop. Junto a esse reinado, as integrantes tinham uma condição: sem trabalhos solo. Teorias a respeito dessa regra apontavam um possível medo por parte de Park Jinyoung, fundador da JYP Entertainment, de ter um segundo caso miss A na empresa, em que o sucesso de uma integrante em particular ofusca o restante. Assim, as nove membros do TWICE passaram sete anos sem poder ter promoções individuais. Entretanto, os tempos mudaram, e mudanças pequenas, como a abertura de perfis individuais no Instagram, chegaram. A maior dessas foi com certeza o anúncio do debut solo da Nayeon, centro e face do grupo. O mini álbum conta com sete faixas e promete dar à idol não apenas uma senhora estreia, mas também uma identidade para chamar de sua. Podemos dizer que, até agora, 2022 não foi exatamente bonito para os grupos femininos da JYP. Depois da estreia um tanto quanto turbulenta do NMIXX, fãs de idols da empresa ficaram apreensivos com o que seria proposto para seus favoritos. Pop! é agradável e, de certa forma, exatamente o que era esperado da cantora. Confira mais sobre o que o Café com Kimchi achou do álbum após a publicidade! O pop é popular por um motivo (Reprodução / JYP Entertainment) O star quality da Nayeon parece ser unanimidade entre todos que conhecem-na, afinal, deve haver uma razão para ela ter se tornado a integrante central de um dos maiores grupos da Coreia do Sul. Pop! sabe — e muito bem — disso, usando do carisma e capacidade performática dela para desenvolver uma sonoridade que costura tudo isso perfeitamente. “Não importa o quanto você tente esconder / Tudo já está claro: / Eu vejo que você continua flutuando ao meu redor”: ela está ciente do efeito que tem na audiência. É uma pena que a canção não seja dinâmica como sua intérprete. Pop! soa como o número da mocinha de algum musical antigo, apostando alto em um instrumental cheio de clássicos do jazz americano, com destaque especial às guitarras que acompanham a ponte — o destaque da música, com a contagem regressiva. As diferenças entre as estruturas (versos, refrão, ponte e outro) poderiam ser mais claras e menos lineares, mas a música ainda é um ótimo lançamento por não tentar inventar uma nova tendência e ser apenas boa. A verdadeira estrela é o clipe. Com frames exuberantes e uma quantidade significativa de cenários e figurinos diferentes, ele encapsula perfeitamente o conceito popstar que o debut como um todo busca trazer. No Problem tem um convidado especial: o Felix do Stray Kids, grupo também da JYP Entertainment. É uma canção inteiramente em inglês, uma aposta inesperada por parte da Nayeon, e é ótima. Assim como Pop!, No Problem não tenta ser o que não é — desde o primeiro segundo, é bem claro que o ouvinte será levado por uma faixa pop que narra um encontro entre duas pessoas que se gostam. O contraste entre as vozes dos dois cantores funciona muito bem e é o diferencial da faixa. Ela é perfeita para uma performance conjunta... Fiquem de dedos cruzados! Love Countdown, por outro lado, é um feat que poderia funcionar melhor. Dessa vez, temos Wonstein, que trabalhou com o D.O. do EXO em seu álbum, acompanhando a Nayeon numa música que parece ter saído diretamente da discografia de algum artista de K-hip hop, já que bebe diretamente da fonte do R&B. Quando posta em seguida de No Problem, que é dançante e animada, Love Countdown perde um pouco de sua essência, mas é um uma boa pedida quando ouvida separadamente. Apesar do nome doce, Candyfloss não deixa um gosto muito impressionante na boca. Foi co-produzida por Jade Thirwall do Little Mix, que já fez outras faixas para o TWICE e as outras tem aquele algo a mais que Candyfloss não tem. Mesmo com esses percalços, a faixa ainda é uma ótima produção, se destacando mais fora da tracklist do que na ordem, principalmente por vir logo antes de uma que é acima da média. (Reprodução / JYP Entertainment) Estamos de volta ao território do R&B com All or Nothing. Essa tem um apelo comercial grandíssimo, soando como uma faixa de alguma cantora pop estadunidense que tocaria no rádio dia e noite. A voz da Nayeon combina muito bem com a melodia de All or Nothing e a faixa se torna ainda mais apaixonante. Em entrevista, a idol contou um pouco do processo de composição dessa letra: Enquanto eu escrevia as letras para esse álbum, eu estava em turnê [com o TWICE], então eu as escrevi durante voos de cidade para cidade ou em quartos de hotéis, já que eu não podia sair muito devido à COVID. Escrever as letras foi o processo mais demorado do álbum. [...] Para All or Nothing, eu tive mais liberdade. Junto à missão de seguir o conceito da música, eu tentei incluir coisas que eu gostaria de dizer.” As últimas duas canções são como um afago no coração. Happy Birthday to You é fofa e adorável, mas é Sunset que rouba o protagonismo desse encerramento ao nos apresentar uma melodia mais chill e uma letra um tanto de amorosa: “Em meu sonho, eu acabei de te dar minha estrela / Me sinto boba quando olho em seus olhos”. É uma ótima forma de fechar esses 22 minutos de duração bastante proveitosos. Nas sete músicas de seu primeiro mini álbum, Nayeon nos dá um pequeno gosto do que ela quer se tornar a partir de trabalhos futuros, e isso é suficiente para dizer que vai ser um processo delicioso de se acompanhar. Ela não tenta criar tendências ou inovar muito, preferindo se preocupar com fazer músicas boas para serem ouvidas e aproveitadas. Com canções fáceis de digerir, carisma, fotografia bonita e despretensão, IM NAYEON é um ótimo nome para o lançamento que é tão bom quanto sua intérprete. Ouça IM NAYEON, debut solo da integrante do TWICE, logo abaixo: E você, o que achou do debut solo da Nayeon? Conta para o Café aqui e nas redes sociais!
- HOLIDAY: Winner retorna em álbum de verão alegre com atmosfera linear
Depois de uma grande pausa, o boygroup de grandes sucessos mostra seu lado brilhante em seu 4° mini álbum (YG Entertainment) Com a metade do grupo tendo realizado o serviço militar obrigatório, o Winner encontrou um ótimo momento para retornar antes do alistamento dos outros dois membros. O quarteto fez seu comeback nesta terça-feira (05) com o 4° mini álbum HOLIDAY que conta com 6 faixas, seu primeiro lançamento desde 2020. O grupo que possui quase 9 anos de carreira é o dono de sucessos como REALLY REALLY e EVERYDAY, faixas animadas e fáceis de ouvir. Em HOLIDAY essa energia é mantida não só na faixa principal, e mostra que o boygroup apostou em continuar fazendo o estilo que funciona bem sem se arriscar em outros ritmos. Confira o que mais o Café com Kimchi achou do álbum após a publicidade! Durante uma coletiva de imprensa os membros afirmaram que escolheram I Love U como faixa principal deste álbum porque queria trazer um música que não fosse tão séria, com a intenção de mostrar que são leves e ainda brilham mesmo estando em seu nono ano de carreira, como relataram ao portal Kpop-Herald. Em I LOVE U o grupo fez jus ao que desejava entregar, a música é um upbeat divertido e sua estrutura se assemelha um pouco a trabalhos anteriores, como Really Really e Millions. Com um estilo retrô e refrão chiclete, a canção traz elementos de funk pop (mas não o funk que conhecemos). Essa faixa é a típica música de verão que o Winner sabe fazer muito bem e esses aspectos estão presentes no MV que possui muitas transições de cenário e é cheio de momentos engraçados que conversam com a energia alegre dos integrantes enquanto performam. A vibe retrô presente na faixa principal continua, mas fica mais forte em 10 MIN que utiliza sintetizadores que funcionam bem com a música, mantendo o ritmo animado e conversando com a faixa anterior. No entanto é a partir de HOLIDAY que a sensação é de que a atmosfera não muda e que a música é uma mistura do que já havia sido mostrado nas faixas anteriores, mas com uma roupagem diferente. Apesar dessa sensação, HOLIDAY merece um certo destaque pois realmente passa a ideia do álbum de ser algo leve e que remete a férias, feriados e momentos descontraídos. Essa faixa com certeza também funcionaria bem como faixa título. Leia também: "IM NAYEON: "Pop!" prova que carisma prevalece contra a inovação musical." SWEET HOME é a peça que mais se diferencia na tracklist. O início suave com o piano valoriza os vocais marcantes do grupo. A canção impressiona ao ganhar um ritmo mais agitado no refrão e dá espaço para o rap que não havia aparecido tanto nas outras faixas. Um diferencial é o uso inusitado da gaita que acompanha todo o refrão, demonstrando a intenção de testar algo novo aqui. SWEET HOME termina com um coro pra fechar, artifício que foi usado de forma excessiva na maioria das produções. FAMILY parece ser uma carta aos fãs. Com referências a sucessos anteriores do grupo como eles trabalham com uma música alegre mantendo a mesma energia das outras canções. O rap do integrante Mino e a música fala sobre as memórias do grupo e sobre proteger a família que são junto com seus fãs. “Se existe uma relação mais forte que o sangue, provavelmente é a nossa. E por fim LITTLE FINGER fecha o álbum com uma sonoridade mais leve e que se destaca de todas as outras de forma positiva. A influência de R&B é notável e o refrão é melódico, cativando o ouvinte facilmente. Talvez esse seja o maior acerto do grupo neste álbum de verão, o instrumental traz uma nostalgia das músicas antigas do grupo como Sentimental, lançada em 2016. Em geral, HOLIDAY cumpre com o que promete se levarmos em consideração o conceito de ser algo mais leve e alegre. A seleção das músicas faz sentido mas infelizmente não prende o ouvinte durante todo o álbum pois aposta em manter um atmosfera muito linear e que não passeia por outros ritmos. Apesar de ser claro que o grupo trabalha muito bem com esse estilo animado e pop acaba deixando um gostinho de quero mais em pensar que eles com certeza fariam um ótimo trabalho explorando outras sonoridades. Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- Chungha eleva o nível dos lançamentos de verão com "Sparkling"
A solista divulgou o álbum "Bare&Rare, Pt. 1" nesta segunda-feira (11); veja a nota da novidade ao fim da crítica (Divulgação/MNH Entertainment) Ela voltou! Depois de uma espera agonizante para os fãs — os Byulharangs —, a Chungha fez seu comeback com o álbum Bare&Rare, Pt. 1 na manhã desta segunda-feira (11). Este é o segundo álbum de estúdio da cantora e reúne oito faixas inéditas, além de todo o frescor e a vivacidade obrigatória para um retorno em pleno verão sul-coreano. Sparkling, a faixa-título do novo álbum, é uma experiência tanto visual quanto sonora. A title é leve e viciante já na primeira escuta. O pop aliado a uma pegada retrô é muito bem aproveitado aqui, e os efeitos sonoros da faixa ajudam a torná-la ainda mais cativante. No Music Video, a Chung Ha visita um lugar inusitado e nada convencional: o interior de um aquário. Chunga Ha não ostenta uma cauda em nenhum momento, mas fatores como as tranças no cabelo, as cores iridescentes e as conchas e corais sugerem que ela pode ser uma sereia. Outros elementos atestam a a originalidade da produção. Mesmo sem um cenário ao ar livre, com sol, areia, praia ou piscina, há uma a vibe perfeita para um lançamento de verão. Confira após a publicidade. Um álbum de contrastes Se a faixa-título grita aos quatro cantos que nasceu para o verão, as outras músicas exploram um caminho oposto; porém, o contraste funciona divinamente. Vemos isso já em XXXX, faixa que introduz o álbum. O ritmo, um R&B bem marcado, ganha mais destaque com o rap em inglês que comprova a versatilidade da Chung Ha. Impactante e sensual, é um acerto e tanto para abrir o formato. Louder retoma a refrescância da title — afinal, é verão na Coreia do Sul, e a Chung Ha não vai deixar ninguém se esquecer disso. A música alia o pop a um retrô saudoso e nostálgico. A mágica da solista aqui está em não tornar essas referências enjoativas. Dançante e divertida, a faixa só acrescenta no disco, e funcionaria bem também como título do álbum. Crazy Like You, feat com a BIBI, é promissora desde os segundos iniciais e, felizmente, não perde qualidade com o avançar dos minutos. Aliás, muito pelo contrário. É outra faixa que rema contra a maré; não economiza no sex appeal, é sedutora e envolvente de um jeito que não remete ao verão, mas é um grande trunfo do álbum. O refrão em inglês também a torna uma boa indicação para aquele amigo que não é tão fã de K-pop. Leia Mais: Confira 20 Músicas de K-pop em inglês que foram lançadas em 2021 (Divulgação/MNH Entertainment) California Dream é tão marcante quanto o título imponente já sugere, e o refrão se sustenta mesmo sem grandes inovações. É uma aposta segura da Chung Ha e cheia de qualidade, com trechos que valorizam o vocal irretocável da artista. O mesmo pode ser dito de Good Night My Princess, que é a música mais lenta da coletânea. Sua suavidade irrompe o álbum, mas, se não fossem os segundos finais da faixa, seu desenvolvimento seria monótono. Love Me Out Loud é o flerte correspondido e bem sucedido da Chung Ha com o eletrônico. O refrão não entrega o que a construção parece prometer, porém, isso não é um problema e sim uma grata surpresa. Nada de um eletro-pop cru e agitado — aqui, o instrumental é leve e enriquece a faixa. Por fim, Nuh-Uh é o momento em que a Chung Ha opta por correr riscos. É a faixa diferentona, aquela que não pode faltar em nenhum álbum que se preze. Aqui, há um quê de latino — mares que a solista já explorou anteriormente — que se confunde com o eletrônico experimental. Apesar de inusitada, é uma faixa que conquista. Uma música digna de diva pop! Ao fim de Bare&Rare, é um alívio que o álbum tenha o prefixo Pt. 1 (parte um) já no título, porque um lançamento tão bom assim merece uma continuação; uma parte dois, três, e quantas mais a Chung Ha quiser lançar. A solista se superou neste trabalho que reuniu o melhor de todos os mundos, das faixas que exalam Girl Crush às mais coloridas e catchy. E, de quebra, ela ainda elevou o nível do jogo — quem quiser lançar algo para o verão de 2022 vai ter que se esforçar para chegar no patamar da Chung Ha.
- SF9: Comeback do grupo traz mais um MV de verão envolvente que não sairá da sua cabeça
Com refrão chiclete, vibe tropical e com três integrantes a menos, faixa-título do álbum “THE WAVE OF9” marca o retorno do boygroup (Reprodução / FNC Entertainment) Nessa quarta-feira (13), o SF9 lançou o MV de Scream, faixa título do novo mini álbum intitulado “THE WAVE OF9”. Após 8 meses sem um comeback do grupo, o retorno aguardado veio para compor os lançamentos de verão, que estão acontecendo aos montes nesse mês de julho. Um dos destaques da novidade é o videoclipe O MV traz os membros aproveitando um dia de verão. Cores vibrantes, piscina e uma vibe esportiva — o pacote clássico de clipes de verão — são somados a um ritmo alegre e um refrão chiclete. Vale ressaltar: para esse comeback temos apenas 6 membros do grupo: Jaeyoon, Dawon, Zuho, Yoo Taeyang, Hwiyoung e Chani. Já Youngbin e Inseong estão cumprindo o alistamento militar obrigatório. Sobre o Rowoon, no mês passado a agência responsável pelo grupo, a FNC Entertaiment, divulgou que por conflitos de agenda, ele não participaria do comeback. Confira o MV após a publicidade. Leia também: Copycat: CHOBOM | Chung Ha: Sparkling | Girls: AESPA | HOLIDAY: Winner As cores do grupo se mostram diferentes nessa nova fase, contrastando com o conceito sexy — por vezes até dark — que conhecemos. Scream é uma daquelas músicas que você escuta uma vez e depois se pega cantarolando o refrão. O mini álbum ‘THE WAVE OF9’ conta com 6 faixas e todas, com exceção de ‘Driver’, têm a partipação do Zuho e/ou Hwiyoung na composição. Showcase do SF9 em Seoul. (FNC Entertainment/Divulgação) Todas as faixas do álbum, com exceção de 'Butterfly', possuem um ritmo parecido. No geral, é tudo o que esperávamos: o verão ensolarado chegou com tudo para os 6 membros. É interessante ver uma “pegada” diferente do que estamos habituados a outros trabalhos do grupo. Porém, fica uma sensação de “eu já vi isso em algum lugar”, talvez porque, como citado acima, não há muita inovação (cenário tropical, piscina e basquete). As demais tracks do álbum soam como sair de férias. É o tipo de playlist que você deixa salva para ouvir quando for viajar. Em poucas palvras: ‘OK OK’ é um pop contagiante. Como o próprio nome diz, 'Summertime Bounce (Don’t Kill My Vibe)' é o tipo de música que não dá para ouvir parado. Foi dito acima, que o conceito não é sexy, mas, ainda sim, eles flertam conosco através de suas músicas. E isso ocorre também com 'Driver' e 'Crazy Crazy Love', nas quais vemos um lado encantador dos meninos praianos — um “sexy sem ser vulgar”, brincadeiras á parte. Para encerrar, com uma pegada hip-hop, temos 'Butterfly', escrita por Hwiyoung, que conta sobre a trajetória e crescimento dos membros do grupo. Por fim, “THE WAVE OF9” é o tipo de álbum que podemos ouvir para levantar o astral. Além de tudo, não dá para negar: não é fácil manter a consistência com membros a menos. A qualidade que já conhecemos e que os nove integrantes do SF9 vêm nos proporcionando há seis anos continua em seu novo mini álbum. Confira abaixo as músicas: Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- Super Junior retorna contando sua história em "The Road: Keep on Going"
Super Junior voltou em ritmo de verão em seu 11º álbum; confira a nota do lançamento ao final da crítica do Café (Divulgação/ SM Entertainment) Julho está sendo um mês cheio de novidades, em grande parte agitadas e coloridas para combinar com o verão. Foi o caso da Chung Ha, Chobom, SF9 e Winner; e é claro que o Super Junior não ficou de fora . Depois da transmissão do Super Show 8 nos cinemas brasileiros, o grupo veterano que está em seu 17º ano de carreira retornou na terça (12) com o 11º mini álbum chamado The Road: Keep on Going. Este é um projeto divido em duas etapas, e esta primeira parte contém 5 músicas. Os membros descreveram o lançamento como um álbum de verão, para animar as pessoas enquanto o grupo conta sobre sua trajetória e como ainda seguirão. A mensagem aqui é a de uma imagem positiva e alegre para os fãs, e os integrantes relataram esperar que, com esse álbum, os E.L.F.s consigam se livrar de seu estresse. Confira a crítica após a propaganda. Leia Também: Quem fez primeiro? Conheça as tendências no K-pop e os grupos que as criaram O álbum começa com Mango, uma música animada, agitada — mas não barulhenta —, e que combina muito com o grupo. Refrescante como o próprio verão, ela dá a sensação de já termos escutado alguma canção do próprio SUJU parecida com ela. O clipe é bem colorido, com algumas mangas aparecendo no cenário durante o MV. Lembra, um pouco, Red Flavor do Red Velvet, porém com bem menos frutas. Durante a divulgação, os membros disseram que a manga é uma fruta mais doce do que as outras e remete à estação, além de ser uma boa fruta para se dar para a pessoa amada. Por isso, a letra da música é uma declaração de amor, descrevendo a vontade de ser um oasis num deserto quente para a pessoa que ama. O clipe é simples. Ele não possui nada de diferente ou inovador, assim como a música, mas isso não é um ponto negativo. A coreografia é fácil e dá vontade de dançar junto, bom para quem quer se exercitar um pouco ao som de uma playlist de K-pop. Seguimos com a pré-single Don't Wait, lançada quase 2 semanas antes do álbum. Ela é tão energética quanto a título, mas há um estilo rock/disco por trás. A faixa tem aquele quê de Super Junior, e foi a música certa para ser um pré-lançamento. O MV é super divertido e entretém com facilidade. Nele, os membros são divididos em dois grupos completamente opostos e participam de uma competição de dança para impressionar a amada. Atenção: o clipe tem um plot twist inesperado. O ritmo embalado e veranil é um pouco quebrado com My Wish, uma ballad pop que se encaixa muito bem com o álbum. Ela pode ser uma música triste que nos faz preparar os lencinhos, porquê fala sobre seu desejo de encontrar aquele alguém especial que será a sua luz. Seguimos com Everyday, mais uma música agitada que combina com a estação. Com um toque de rock e uma melodia viciante, a canção nos faz dançar ao ritmo dela. É uma faixa boa para se divertir enquanto escuta e cantar junto. Leia Também - Do K-pop à Dramaland: 5 idols que também deram certo na atuação Por último está Always, outra ballad misturada com pop, que trás uma incrível harmonia das vozes dos membros. Ela encerra o álbum com a mensagem dos integrantes de que nada mudará: eles e os fãs sempre estarão ao lado um do outro. Diferente da ballad anterior, essa tem um ar mais positivo e conclui o lançamento com um ar otimista e alegre. Apesar das canções trazerem uma sensação de familiaridade e não seguirem por um caminho de inovação, o Super Junior mais uma vez mostra toda sua experiência em um projeto com o gostinho de verão e que está longe de ser monótono. Você possivelmente vai ter vontade de ouvir o álbum repetidamente, em especial quando sua intenção for se animar. Mal podemos esperar pela 2ª parte do álbum! Leia: Como a cultura negra influencia e está presente no K-pop? Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar da gente, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- Take 1: Conheça o novo variety show da Netflix que traz Rain, MAMAMOO e mais
Se um artista tivesse apenas uma chance para cantar uma única música e subir ao palco pela última vez, qual seria a escolhida? Veja mais sobre o programa (Reprodução/Divulgação) A Netflix estreia seu primeiro music show coreano, “Take 1”, que oferecerá ao público performances de artistas já conhecidos na Coreia. A dinâmica do programa será apresentada em vários gêneros e histórias. À frente do projeto está o diretor Kim Hak-min, já conhecido pelos programas musicais da JTBC “Two Yoo Project: Sugar Man 3” e “Sing Again”, agora assume o comando da primeira série musical do streaming, que estará disponível nesta sexta-feira (14). Leia mais: (G)I-DLE, Stray Kids, MAMAMOO e mais: Confira o calendário de lançamentos de K-pop de outubro Cada episódio terá apresentações ao vivo de sete artistas coreanos: Rain, AKMU, Mamamoo, Yim Jae-beom, You Hee-yul, Park Jung-hyun e Sumi Jo. Os participantes foram autorizados a escolher uma de suas músicas, porém, não sendo um simples single, é preciso escolher a música de suas vidas! Por exemplo, o solista Rain escolheu cantar a icônica "Rainism", a música-título de seu álbum de 2008. Confira o teaser de Take 1 após a publicidade: Vale ressaltar, esse formato dos shows de variedades musicais na Coreia vem se expandindo em todo o mundo. Logo, com a popularização, cada vez mais produtos deste gênero são lançados no país. Ultimamente, o número crescente de participantes internacionais nesses programas também exemplifica a diversidade global e cultural. Como resultado, podemos perceber as empresas de shows sul-coreanas tornando-se mais dispostas a experimentar e desenvolver shows de música. Os participantes Com o anúncio dos artistas, já podemos ver a variedade que esse show nos proporcionará. Entre os participantes temos; solistas, duos e girl-groups. Com gêneros que vão do Pop, ao Folk e até Ópera. Mesmo com a diversidades, todos têm um objetivo em comum: performar o ato de suas vidas. Por aqui já estamos ansiosos para acompanhar o desenrolar de Take 1! Confira após a publicidade, uma amostra do trabalho de cada artista: Rain Rain é um cantor, dançarino, ator e designer sul-coreano. A carreira dele inclui sete álbuns (seis coreanos, um japonês), 19 singles e inúmeras turnês ao redor do mundo. Entre seus sucessos estão Rainism e MAGNETIC, faixa com o cantor Jackson Wang. AKMU AKMU é uma dupla formada pelos irmãos Lee Chanhyuk e Suhyun. Eles ganharam a segunda temporada do reality K-Pop Star em 2012 e assinaram com a YG Entertainment. O duo conta com uma discografia bem versátil, com faixas pop como DINOSAUR e baladas como How Can I Love The Heartbreak, You're The One I Love. Mamamoo Mamamoo é um grupo feminino formado pela RBW Entertainment em 2014. Sua estreia oficial em 18 de junho de 2014 com o single Mr. Ambiguous, sendo considerada uma das melhores daquele ano. Entre os sucessos do grupo você pode ouvir Starry Night e Hip. Yim Jae-beom Yim Jae-beom é um cantor de baladas de rock é amplamente conhecido na Coreia, considerado um dos melhores vocalistas do país. Ele estreou em 1986 como vocalista da banda de heavy metal Sinawe. Após gravar com outras bandas, incluindo Asiana e Rock in Korea, Yim lançou seu primeiro álbum solo em 1991. You Hee-yeol You Hee-yeol é um cantor e compositor sul-coreano, disc jockey de rádio e foi apresentador do programa musical You Hee-yeol's Sketchbook. Ele é o fundador da gravadora Antenna Music e o único membro da banda Toy. Park Jung-hyun Park Jung-hyun, também conhecida como Lena Park, é uma cantora sul-coreana nascida nos Estados Unidos que estreou em 1998 com o álbum Piece. Ela também é amplamente conhecida na Coreia como “fada nacional” devido a sua baixa estatura e voz poderosa. Sumi Jo Sumi Jo, elogiada por sua voz, e por sua musicalidade, a cantora se estabeleceu como uma das sopranos mais procuradas de sua geração. Ela é amplamente reconhecida, tanto pelo público quanto pela imprensa, por suas apresentações nas mais importantes casas de ópera e salas de concerto em todo o mundo. E você, para quem está torcendo? Conta pra gente em nosso Instagram e Twitter! Leia também: Outubro de 2022: Confira o calendário de lançamentos de doramas nas plataformas de streaming

















