top of page

1330 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Conheça "Our Dating Simulation", novo dorama BL que se passa em uma start-up de jogos

    Com oito episódios, o mais novo BL coreano está conquistando o público pela boa produção e seus momentos fofos; saiba mais (Reprodução/ Google) O ano de 2023 só está no começo e já está repleto de séries do estilo BLs (Boys Love) — não só na península coreana como em diversos países. Alguns exemplos disso são a 2ª temporada de Utsukushii Kare e The End of the World, With You do Japão, My School President e Moonlight Chicken da Tailândia e também Individual Circumstances da Coreia. E vem mais por aí! Um dos novos BLs coreanos é Our Dating Sim (ou Nossa Simulação de Namoro), que começou a ser exibido em 9 de março e terá 2 episódios semanais lançados pelo Viki Rakuten, totalizando 8 episódios no final. A previsão de término é para o dia 30 de Março. Mesmo em tão pouco tempo, o K-Drama BL já conquistou os telespectadores, e a produção tem sido elogiada nas redes sociais assim como os momentos fofos da série. Leia Também - 5 doramas musicais para quem está assistindo a série Daisy Jones & The Six Qual a sinopse de Our Dating Sim? Em Our Dating Sim, conhecemos a história de Lee Wan (Lee Jong Hyuk) e Shin Ki Tae (Lee Seung Gyu), dois melhores amigos quase inseparáveis na escola e que também estavam sempre juntos fora da sala de aula. Um dia, Lee Wan percebe que se sente atraído por Ki Tae e que deseja começar um relacionamento romântico com ele; mas, quando ele finalmente toma coragem e confessa seus sentimentos ao amigo, o choque de Ki Tae faz com que os dois se separem de uma maneira nada feliz. Sete anos depois, os dois estão tentando iniciar seu caminho no mercado de trabalho. Ki Tae se tornou um gerente intermediário em uma start-up de jogos, sendo um ás da programação. Já Lee Wan se tornou um ilustrador aguçado. Os ex-melhores amigos voltam a se encontrar quando a empresa de Ki Tae abre uma vaga de emprego para ilustrador de um jogo novo com tema de namoro, e Lee Wan se candidata para o trabalho. Como será este reencontro? Só assistindo à série para saber! O elenco e produção de "Our Dating Sim" (Reprodução/ Google) Os atores Lee Jong Hyuk e Lee Seung Gyu estrelam a produção nos papéis principais de Lee Wan e Ki Tae respectivamente. Eles já atuaram juntos anteriormente no webdrama User Not Found (2021). Em um papel menor, como Lee Yeon, está a atriz Kim So Young, que já atuou em The Guest (2018) e em Money Heist: Joint Economic Area (2022), a versão coreana da série La Casa de Papel. Junta-se a ela Yu Seong Yong como o Produtor Ahn; Seong Yong já atuou em Weak Hero Class (2022) e Love in Sadness (2019). Além disso, o drama foi dirigido pela diretora estreante Lim Hyun Hee. Leia Também - Vingança é um prato que se come frio? Conheça "Pandora", novo thriller do Disney Plus Mais lançamentos de K-dramas boys love em março: Unintentional Love Story Unitentional Love Story conta a história do Jin Won Young (Gongchan), que quer conseguir seu emprego de volta e, para isso, vai atrás do artista favorito de seu chefe, que vive em uma cidade remota. Conforme conhece melhor o Yoon Tae Joon (Cha Seo Won), o protagonista passa a a questionar sua motivação. O dorama começou a ser exibido em 17 de março e irá terminar no dia 14 de abril. All the Liquors Han Ji Yu (Kim Jun Hyung) trabalha na equipe de marketing de uma empresa de licor. Um dia, ele é chamado para uma colaboração com o restaurante do Park Ki Hoon (Won Do Hyun), porém, os dois tem ideias muito diferentes de trabalho. Na pegada de enemies to lovers, o BL teve início dia 2 de março e terminará no dia 23 de março. The Eighth Sense The Eighth Sense é um drama de romance universitário que aborda a confusão de sentimentos particulares a este período período da vida, com relação ao amor e a vida em si. Sua estreia está prevista para o dia 29 de março. Com 10 episódios, o elenco é composto por Im Ji Sub e Oh Jun Taek. A Shoulder to Cry On Após o adiamento por conta das polêmicas nos bastidores, o BL protagonizado por membros do grupo de K-pop OMEGA X finalmente ganhou uma nova data de lançamento. A exibição de A Shoulder to Cry On terá início no dia 14 de março, com previsão de término no dia 29 de março. Na trama de enemies to lovers, Jo Tae Hyun (Shin Ye Chan) persegue e perturba Lee Da Yeol (Kim Jae Han). Seria isso uma forma de esconder seus sentimentos? Para qual desses BLs você está mais ansioso pela estreia? Conta para o Café Com Kimchi no nosso Twitter e Instagram! Leia Também - De dietas a tensões no set, como Song Hye-kyo se preparou para o K-drama "A Lição"?

  • [Entrevista] BÉBE YANA fala sobre sua relação com a música pop no lançamento de "64"

    Artista solo retorna neste mês de março após sua ascensão com "Space Mulan", iluminando a cena do hyper pop na Coreia do Sul A música pop sul-coreana é plural como qualquer outro mercado fonográfica no mundo. Para além da primeira camada do K-pop, gêneros se misturam e incorporam o eletrônico, o r&b, o hip hop e mais numa teia de lançamentos; e a solista Bébe Yana faz parte do espectro de artistas que representam uma geração que experimenta, se desafia e leva à audiência projetos que merecem o mainstream. 64, o mais novo single de Bébe lançado nesta segunda-feira (20), é a prova disso. Após estrear no K-pop com o girlgroup EVOL, Bébe passou a trilhar o caminho solo a partir de 2017, desenvolvendo seu estilo que incorpora a new wave, o hyper pop e o drum & bass. E em 2022, a discografia da artista atingiu um novo patamar com o impressionante Space Mulan, EP de cinco faixas que trouxe a cantora ainda mais para os holofotes de novos ouvintes. Se você gosta de nomes como Charli XCX, Shygirl, A.G. Cook e Hannah Diamond, Bébe Yana é a próxima artista que precisa constar em suas playlists — o futurismo de seu trabalho leva para fora da Coreia a cena alternativa da música eletrônica que se faz presente no país. Leia também - XG: Conheça o "Xtraordinary Girls", girlgroup japonês que tem chamado atenção dos fãs de K-pop Agora, a também compositora retorna com um release à altura dos projetos que fez até então, com produção do DJ coreano KHYO, que trabalhou anteriormente com o grupo WayV e solistas do K-hip hop como Woo e Mokyo. Bébe Yana pode ser considerada representante de um novo movimento underground na Coreia do Sul, e o Café com Kimchi falou com a artista a respeito de suas inspirações, gostos musicais e objetivos com sua arte; além de ter tido a oportunidade de ouvir a música 64 de antemão! Veja a capa oficial de 64 a seguir, e confira a entrevista exclusiva com Bébe Yana logo abaixo: Bébe Yana: "meu objetivo principal é criar algo que faça os outros se sentirem livres." Café com Kimchi: Antes de tudo, obrigado por aceitar nosso convite, Bébe. Primeiro, nos conte um pouco sobre quando e como você começou a se interessar por música, tanto em cantá-la quanto criá-la. Quando você percebeu querer ser uma artista? BÉBE YANA: Eu cresci ouvindo diferentes tipos de músicas, influenciada pelos meus pais, e fui introduzida à música ao aprender a tocar violino aos cinco anos. Então acho que sempre fui cercada por música. Até hoje, dançar e cantar são meus maiores prazeres, então a ideia de querer me tornar uma artista veio naturalmente. Adentrar a indústria como membro de um girlgroup de K-pop foi quando aprendi a criar música, e continuo a desenvolver minhas habilidades desde então. Depois que você decidiu ser uma artista solo e continuar a buscar uma carreira, quais objetivos você colocou para si mesma? Que tipo de música decidiu fazer, e o que você quer contar por meio de suas composições? Acho que hoje, eu quero experienciar muitos momentos especiais. Meu objetivo principal é fazer músicas que sejam experimentais, divertidas, e criar algo que faça os outros se sentirem livres, e isso também se aplica às composições. Apesar delas serem mais inspiradas no amor, eu foco mais em fazê-las soarem "livres" e legais. A respeito dos gêneros musicais que você gosta mais, o que você curte ouvir? Quem são seus artistas favoritos hoje, tanto da Coreia do Sul quanto de fora? Eu geralmente ouço mais música eletrônica. Recentemente, eu estou numa vibe mais calma e tenho ficado obcecada com uma artista chamada ELIZA. E onde você consegue inspiração para o seu trabalho? Como você se inspira para moldar sua produção através da música? Acho que sempre é diferente. Eu pessoalmente prefiro focar no momento, nas histórias que tenho no presente, nas emoções pelas quais estou passando. Na maior parte do tempo, a fonte vem do que me cerca. Eu também faço várias anotações que às vezes me ajudam a lembrar de certas memórias. Sobre os gêneros musicais outra vez, nós podemos ver toques de hyper pop, EDM e R&B em suas músicas e visuais. Esses tipos de música te permitem ser mais criativa do que o cenário pop mais genérico? Sim, eu acho. Eu gosto de ouvir canções pop mais usuais também. Mas quando o quesito é me divertir e experimentar com isso ou aquilo, acho que esse é o maior ponto forte que a música eletrônica possui. Leia também esta review - Crítica: TWICE retorna mais potente do que nunca com "SET ME FREE" Depois de seu último EP, Space Mulan, o público espera novas músicas suas! O que podemos aguardar de Bébe Yana em 2023? Meu EP foi uma boa introdução ao que eu quero representar como uma artista. Com base nisso, eu quero tentar novos sons, diferentes tipos de gênero, e só curtir com a música. Você acha que seu novo single, 64, será seu melhor lançamento até agora? Como ele será? Particularmente acho que minha nova canção é a mais dinâmica até então. Eu quis mostrar uma perspectiva diferente, algo mais "sônico". Deixe eu te dar um exemplo. Sabe quando há certas peças de arte que são uma coisa, mas que podem ser algo diferente quando você foca em pontos diferentes delas? Acho que 64 é assim, e quando você sacar o que me refiro, poderá se divertir muito ouvindo ela. E como tem sido para você criar novas músicas este ano? Haverá mais elementos "dinâmicos" introduzidos no meu trabalho agora, e mal posso esperar para mostrar a vocês! E sobre parcerias? Há algum artista com quem você deseja colaborar em algum momento? Na Coreia ou fora. Quando se trata de colaborações, há muitas que sonho em fazer. Se eu tivesse que escolher apenas um músico no mundo, seria Pharrell Williams. Descreva o seu trabalho de três formas, para alguém que acabou de conhecê-lo. Y2K, experimental, e "Space Mulan". E por último, mas não menos importante: o que a música significa, como um conceito e espaço de liberdade e criatividade, para Bébe Yana? Significa "vida" para mim. É a coisa que mais me motiva, que me cerca e que me representa. Escute 64 de BÉBE YANA logo abaixo, no YouTube e no Spotify: Gostou da entrevista? Não se esqueça de acompanhar o Café com Kimchi também nas redes sociais!

  • [Crítica] TXT cai em tentação com álbum "The Name Chapter: Temptation" e mostra que está evoluindo

    Comeback foi lançado na sexta-feira (27), e apresenta o quinteto da HYBE com estilo mais maduro ainda em formação É certo falar que o TXT tem surpreendido a quarta geração do K-pop a cada lançamento. Coreografias bem sincronizadas, músicas que destoam da maioria dos boygroups e visuais que chamam a atenção são itens presentes, e tudo isso retorna agora. No dia 27 de janeiro, o TXT fez seu primeiro comeback de 2023 com The Name Chapter: Temptation, mini álbum que volta a explorar a angústia jovem; dessa vez no que diz respeito a expectativas, sonhos e desejos. O lançamento é mais uma adição ao coming of age do TXT. A cada release, o quinteto formado por Soobin, Taehyun, Beomgyu, Yeonjun e Hueningkai expande os assuntos juvenis abordados em suas canções, e The Name Chapter: Temptation recebeu a função de falar a respeito do medo do futuro, e como abandonamos a inocência e vontades da infância conforme nos deparamos com o mundo real. Em cinco músicas, o TXT é capaz de transmitir tal mensagem. Leia outra review do grupo: TXT nos convida à inconsequência juvenil com "Good Boy Gone Bad" O mini álbum começa com Devil by the Window, faixa que inicia a jornada dos cantores na busca pela realização de seus desejos, mas que logo são enganados por demônios. A canção bebe da água do que o TXT tem feito em seus últimos lançamentos, que foi divulgar trabalhos influenciados pelo pop rock (aqui em menor intensidade). A música pode facilmente se tornar uma fan favorite, além de ter sido escolhida para promoção junto da title. Contudo, a faixa principal de The Name Chapter: Temptation surpreende o ouvinte logo nos primeiros segundos. Sugar Rush Ride, title track que ganhou um MV recheado dos melhores visuais do TXT até então, parece um comeback de verão fora de época; o que não é um demérito. A canção energética possui um refrão que quebra a expectativa de um drop eletrônico potencialmente exagerado, e coloca o quinteto numa maré de olhares sensuais para a câmera e passos mais marcados. Talvez essa não seja a melhor title lançada pelo TXT até hoje, mas cumpre o papel de fazer os fãs caírem na tentação de ficarem obcecados pela quantidade de pele exposta no figurino. Há um salto aparente entre o TXT de poucos anos atrás e o de agora. O estilo hippie chic nas roupas escolhidas para o grupo combina com os cenários paradisíacos do MV, como se o espectador fosse levado para um lugar remoto no qual o boygroup da HYBE é a tentação a ser combatida. Além do mais, as transições entre o ingênuo e o sexy no videoclipe não se tornam enfadonhas, fazendo com que o TXT consiga subir mais um passo na escadaria de um conceito mais maduro e sensual — sem que isso se torne forçado ou "roubado" de grupos que realizam tal concept de maneira mais agressiva. Um pouco de bossa nova e reggaeton também aparecem no comeback do TXT Mas voltando às músicas em si, Happy Fools foi uma ótima escolha para manter o estilo summery de The Name Chapter: Temptation. A parceria com a cantora de hip hop Coi Leray é um acerto do TXT para o disco, e a canção entra para a lista de músicas de K-pop inspiradas no ritmo da bossa nova. Na letra, em contraposição às primeiras duas músicas da tracklist, o eu lírico procura aproveitar o que ainda resta de sua juventude, e ilumina um lado mais positivo de sua vida em constante mudança — mesmo que a maioria das pessoas o enxergue como inconsequente. Quer mais do TXT? Então leia - “Minisode1: Blue Hour”: TXT mostra crescimento musical e oferece esperança em meio a solidão Tinnitus (Wanna be a rock), por outro lado, retorna para as consequências do envelhecimento, sendo uma delas a solidão. Sonoramente, talvez seja a canção mais "fraca" do mini álbum do TXT. Porém, sua batida com base no reggaeton ajuda com uma atmosfera mais dançante e menos melancólica que os lyrics. E por fim, a música Farewell, Neverland surge como a mais diferenciada de todo o comeback, fechando o disco do TXT com chave de ouro. O violão acompanha o fim da jornada do herói proposta em The Name Chapter: Temptation, quando o boygroup deve enfim abandonar o mundo dos sonhos e imaginação e retornar ao mundo real em que todos estão crescendo. Fazendo referências à história de Peter Pan, Farewell, Neverland deixa um gosto de "quero mais" dentro de um mini álbum que poderia ser maior com total facilidade. A HYBE poderia ter pesado menos sua mão de ferro na hora de montar uma tracklist tão curta em um conceito tão interessante para o quinteto. O TXT está crescido, e não estamos preparados para o que está por vir The Name Chapter: Temptation coloca o TXT num patamar acima dentro de sua própria discografia. Claro, será difícil o grupo superar fortes lançamentos como Anti-Romantic e Lovesong (I Know I Love You) tão cedo, mas o disco com a inédita Sugar Rush Ride é perfeito para abordar assuntos além do amor jovem, e colocar sob os holofotes um tipo de angst que tantos adolescentes enfrentam no linear entre a juventude e a maturidade. E o TXT, como já dito acima, está ficando bem diferente. Não só pelos visuais mais avassaladores como também em relação à discografia que está sendo formada, com músicas cada vez mais interessantes e produzidas com bastante qualidade. (HYBE/Reprodução) Agora na casa dos vinte anos, o boygroup parece estar atrás de novos conceitos para explorar, mesmo que o estilo dreamy e boy crush ainda não seja abandonado tão cedo. Pouco a pouco, o TXT fará com que os fãs caiam cada vez mais em tentação — seja pelas músicas que ficam grudadas na cabeça, ou pelos penteados e figurinos cada vez mais ousados e delicadamente conquistadores. E não dá para negar que o TXT é, na quarta geração, um dos atos mais proeminentes e interessantes de se acompanhar entre os grupos masculinos. Leia também - NewJeans: Após impactar o K-pop em 2022, o que esperar de "OMG", o primeiro comeback do grupo & seu futuro? Enquanto os garotos deixam seus sonhos de lado para ingressarem no universo dos adultos, e tentam não cair nas tentações que um mundo de possibilidades pode proporcionar, o público acompanha o TXT em sua caminhada para um conceito amadurecido e, quem sabe, provocativo. O álbum The Name Chapter: Temptation é uma porta de entrada para o crescimento artístico do boygroup, que se desenvolve para coreografias cada vez mais legais e suspiros tirados dos fãs atrás das telas. Se o TXT é o epicentro de alguma terra de sonhos, muitos nunca mais vão querer sair dela. Escute The Name Chapter: Temptation abaixo: Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, tá tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

  • [Crítica] Após sucesso de "Poppy", STAYC retorna com "Teddy Bear" e dose extra de fofura

    Novo álbum repete a fórmula do lançamento anterior e avança na definição da essência do grupo; confira a review (Divulgação/ High Up Ent.) Poucos grupos de K-pop geraram uma expectativa tão grande para o seu próximo comeback quanto o STAYC. Isso porque, no final do ano passado, o ato da High Up Entertainment emplacou um sucesso improvável e gigantesco: o hit Poppy no idioma japonês. Desde então, a volta do grupo feminino foi cercada de especulações que iam das mais otimistas às pessimistas — afinal, como superar uma música que rompeu a barreira do idioma e agradou tanto aos fãs? A resposta é clara: repetindo a fórmula. No single álbum Teddy Bear divulgado na manhã da última terça-feira (14), as meninas do STAYC apostaram em mais fofurices para o videoclipe da title homônima. Na produção, o grupo formado por J, Sieun, Seeun, Isa, Sumin e Yoon disputam biscoitos de ursinho, jogam videogames e bagunçam em uma sala de estudos. Tudo isso, é claro, em meio a muita pelúcia rosa e takes divertidos e cheios de efeitos — uma marca registrada do sexteto desde o debut. Confira o MV abaixo. Leia Mais: We Need Love: StayC reafirma versatilidade e entrega o que o verão precisava Chicletão, no bom sentido Comparações são inevitáveis, então vamos direto a elas: A faixa-título é menos infantil que Poppy, o que é, de certa forma, um trunfo. Por outro lado, ela mas exige do ouvinte um tempo maior para se fazer compreensível. Caímos, portanto, na máxima que vem dominando a indústria — é preciso ouvir a musica mais de uma vez para gostar. Mas Teddy Bear vale o investimento. À segunda escuta, a faixa já conquista e deixa clara sua razão de ser. Apesar da referência mais recente ser o debut japonês, Teddy Bear retoma ainda os pontos fortes de um outro lançamento icônico do grupo: ASAP. O refrão sintetizado e carregado de pop dance traz uma vibe caricata para música. Poderia ser uma cartada enjoativa, mas não quando ela pertence à discografia do STAYC, que sabe brincar com essa pegada chiclete como nenhum outro grupo da sua geração. Leia Mais: RUN2U: Versatilidade e brilho marcam o retorno do STAYC com o novo álbum YOUNG-LUV.COM Em Teddy Bear, vale ainda destacar a coreografia. Apesar de não dominar o MV, ela aparece em momentos precisos e suficientes para encantar os fãs, em especial aqueles mais devotos que adoram aprender os movimentos e reproduzir em casa. Descomplicada e com gestos que reforçam o conceito fofo da faixa (como as orelhas de ursinho), a dança é um charme à parte e um convite para acompanhar as promoções do grupo, tais como stages e dance practice. O álbum Teddy Bear é composto por mais uma faixa: Poppy — sim, Poppy — que foi relançada em coreano e divulgada no formato de performance video. Ela serviu como um esquenta para o single principal, e mesmo quem se acostumou a ouvir a faixa em japonês não estranhou a versão cantada em coreano. Música boa é assim mesmo: não importa o idioma, ela sempre irá cativar. Leia Mais: Um Ano de STAYC Girls: Relembre os principais lançamentos do grupo Sucinto e representativo Afinal de contas, Teddy Bear superou Poppy? Sim e não. Musicalmente, Poppy ainda é superior, mais viciante e ganha pontos por seduzir de imediato, de primeira. Além disso, Teddy Bear peca pela concisão — é um álbum de apenas duas faixas, sendo apenas uma inédita. Por fim, as escolhas que tornam a novidade excelente também expõem uma certa redundância nos lançamentos do STAYC. Não são exatamente "mais do mesmo", mas revelam a preferência por um caminho confortável. Teddy Bear supera o lançamento anterior, porém, ao exprimir a essência do grupo feminino de uma forma direta. Basta olhar uma vez para identificar o crescimento e a capacidade de adaptação do sexteto, que foi de um debut potente para estéticas mais suaves, e agora, mais do que nunca, mostra que se encontrou. Poppy foi uma aposta fofa; Teddy Bear é o STAYC sem tirar nem pôr. Daqui para frente, o desafio será achar o equilíbrio entre essa autenticidade e inovação. Nota: Vale lembrar que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre uma obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, tá tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui! E não esqueça de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

  • [Crítica] TWICE retorna mais potente do que nunca com "Set Me Free"

    A faixa principal de "Ready To Be" ganhou versões em coreano e inglês, e a apresentação de estreia do novo álbum ocorreu na TV americana (Divulgação / JYPE) Para um grupo que está no topo desde 2016 com "Cheer Up" e que ainda tem muito — muito mesmo — para apresentar, é difícil definir é qual a era de maior destaque na carreira do TWICE; porém, a temporada atual é uma forte candidata ao título de ápice do girlgroup. Na última sexta-feira (10), o ato da JYP Entertainment tornou o momento atual ainda mais memorável com o lançamento do álbum "READY TO BE." Antes de falarmos do álbum, vale contextualizar: no início do mês, o grupo recebeu o título de Artista Revelação (Breakthrough Artist) no Billboard Women in Music, tornando-se o primeiro grupo de K-pop a conquistar esse prêmio. Todas as nove membros estiveram presentes na premiação, que ocorreu em Los Angeles, em 1º de março. No evento, o TWICE ainda apresentou o pré single em inglês "Moonlight Sunrise," divulgado em fevereiro. Agora, o single está enfim disponível junto à sua coletânea completa. "Ready To Be" possui sete faixas, das quais são duas assinadas pela membro Dahyun. Este é o primeiro trabalho do grupo desde BETWEEN 1&2, lançado há cinco meses. Quer descobrir o que o Café com Kimchi achou de cada música no novo álbum? Confira a crítica após a publicidade. Dançante e descomplicada SET ME FREE, a faixa título do novo álbum, é impactante tanto no âmbito sonoro como no visual. Na primeira esfera, o destaque vai para a introdução da faixa, com o bass marcado que não permite que o ouvinte divida sua atenção com outros elementos. Há um toque de retrô em toda a construção da faixa, mas nada que ameace a sua fluidez ou a torne saturada. Porém, a falta de rimas fora do refrão incomoda um pouco, mesmo que este artifício não seja tão importante no K-pop como é para outros gêneros. No videoclipe, as integrantes Nayeon, Jeongyeon, Momo, Sana, Jihyo, Dahyun, Chaeyoung, Mina e Tzuyu protagonizam cenas alucinantes, dirigindo carros esportivos, dançando em outro planeta e até explodindo um cinema — um daqueles cinemas antigos, com letreiro neon, reafirmando a pegada vintage na faixa. A coreografia coloca em foco o gesto de romper uma algema imaginária, que combina com a letra da música ("me liberte", em tradução literal). Confira a produção abaixo. Apesar de intensa, a faixa título é uma aposta segura do grupo, sem grandes inovações; até o gesto chave da coreografia já foi usado e reusado diversas vezes no K-pop. A missão de apresentar algo diferente, então, recaiu sobre o pré-single MOONLIGHT SUNRISE, que faz isso com excelência. Mesmo cantada em inglês, a faixa de EDM consegue traduzir muito da essência do grupo. Viciante, sensual e com o melhor rap dentre as sete músicas no álbum, o single explica em si só as mais de 70 milhões de visualizações no Youtube. Confira o MV abaixo. B-sides em evidência Aquele pezinho no retrô volta na introdução de GOT THE THRILLS, a terceira faixa do álbum. O pré-refrão é o ponto alto, com os vocais divinos da Jihyo que ganham realce no trecho com a velocidade reduzida. Na da segunda metade, a música chega perto de pecar pelo excesso de informação; nesse sentido, a ponte iniciada pela Mina seguida do refrão isolado na voz da Nayeon faz um trabalho fundamental para resgatar o equilíbrio e a qualidade melódica do início. BLAME IT ON ME, escrita por Dahyun, rivaliza com a title como a intro mais potente do álbum — e ela leva vantagem por flertar com os acordes do rock. Com o avançar da faixa, é impossível que ela não conquiste mesmo os ouvintes mais exigentes. Os versos instigantes que antecedem o refrão e a repetição da sequência intacta na segunda estrofe trazem uma coerência à sua construção que é muito bem-vinda. Uma b-side para ouvir em loop! WALLFLOWER começa tímida e não se dá muito por ela a princípio, mas, assim como a anterior, temos aqui uma hidden gem, isto é: uma joia escondida no álbum. Com o avançar do instrumental e dos vocais repletos de leveza, a faixa vai ganhando forma — e que forma! Ela brinca com elementos sutis de electro, mas sem descaracterizar o pop mais sóbrio e menos bubblegum no qual o grupo vem se especializando nos últimos anos. Acaba se sobressaindo no conjunto justamente por ser simples e fazer valer a máxima de "menos é mais." Os acordes de rock voltam em CRAZY STUPID LOVE, também escrita pela Dahyun. Aqui é oportuno aclamar a sequência das canções, a minúcia no ordenamento do álbum que soube como valorizar cada música individual e também coletivamente. Esta é outra faixa que poderia ser resumida na expressão impactante, com ritmo bem marcado somado à qualidade no vocal das integrantes. Ela "encerra" o álbum de um jeito melancólico, realocando expectativas para os próximos trabalhos do grupo. A última música do álbum é a versão em inglês da title, SET ME FREE. É preciso dar o braço a torcer: a versão em inglês consegue superar a coreana, pois rimas acertadas fazem toda a diferença no primeiro e segundo trecho da faixa. É difícil fazer essa avaliação em se tratando de um gênero tão singular como o K-pop, que luta contra uma espécie de imperialismo musical por conta de referências externas. Mas, se serve de consolo, o grupo debutou a faixa no programa americano The Tonight Show Starring Jimmy Fallon e cantou a versão coreana. Em suma, READY TO BE honra o nome que estampa suas versões físicas mostrando que o TWICE está "pronto para ser" o que bem entender. Com longos anos na indústria, o grupo feminino já não precisa mais provar nada a ninguém, está livre para trafegar nos conceitos que lhe favorecem e, mesmo na zona de conforto, surpreender pela capacidade de se superar. E você, o que achou do lançamento do TWICE? Conta pro Café com Kimchi nas nossas redes!

  • [Crítica] Ídolo dos ídolos, KAI transborda sensualidade em "Rover"

    Em seu terceiro ato solo, membro do EXO acha o equilíbrio entre inovação com toques latinos e a celebração da sua carreira na indústria (Divulgação/ SM Ent.) Na última segunda-feira (13), o KAI fez seu tão aguardado comeback com o mini álbum "Rover". O lançamento conta com seis músicas inéditas, além de um music video para a faixa principal, também chamada de "Rover." Neste que é seu terceiro ato solo, o membro do EXO mostrou mais das suas cores únicas que lhe renderam o apelido de "ídolo dos ídolos", dada a sua popularidade entre outros artistas de K-pop. No videoclipe para a title, KAI muda de identidade diversas vezes, mas sem perder o gingado! Como de praxe, a coreografia permanece em evidência na produção mesmo com a mudança improvável de cenários — de um salão de beleza retrô ao palco de um teatro luxuoso. Confira o MV abaixo e, após a publicidade, um pouco mais do que o Café Com Kimchi achou da novidade faixa a faixa. Para a faixa principal, Kai trouxe uma salada de referências internacionais. A sample é do produtor romeno Monoir e interpretada originalmente pela cantora búlgara Dara; mas a sonoridade que sobressai é, sem dúvidas, a latina. "Rover" é envolvente do início ao fim, com um refrão que gruda na cabeça e versos dançantes. A faixa ainda exemplifica algo que é cada vez mais tangível no K-pop: os produtores estão de olho na música latina. A segunda música, "Black Mirror", parece ocupar a vaga deixada por Vanilla no álbum Peaches, lançado por KAI em 2021. É a faixa menos coerente à primeira escuta — ou mais diferentona, como preferir —, mas, com o avanço da introdução, sua assimetria se torna um charme à parte, potencializando o KRNB luxuriante no qual as notas se amparam. Ela também complementa a pegada sexy da faixa anterior, mostrando que seu lugar no álbum é estratégico. Em termos de sensualidade, o álbum atinge seu ápice na terceira música: "Slidin'". Novamente com um KRNB lento, KAI explora a suavidade da sua voz nesta faixa que possui momentos de impacto pontuais e extremamente assertivos. Escutando-a na sequência do álbum, o ouvinte pode ter a impressão de "lugar comum", comodidade ou até pouca inovação; porém, descartada das faixas que a antecedem, a música se reveste de um potencial inédito, figurando até entre as melhores faixas do KAI desde o seu debut como solista em 2020. Leia também - 5 anos de debut solo de Lay: Como a carreira do solista evoluiu desde o álbum Lose Control? Mais "latinidades" Desde o seu anúncio, "Bomba" despertou a expectativa e a curiosidade dos fãs na América Latina, e apesar do resultado final dividir opiniões — há quem ame, há quem odeie —, é preciso elogiar o KAI por se jogar de cabeça nesse projeto repleto de referências latinas. Bomba é uma faixa autêntica, carismática e alinhada ao que foi proposto em seu teaser (abaixo). Ela combina com o conjunto do álbum e se prova uma adição valiosa à coletânea na ponte desacelerada. Se até aqui o KAI inovou, em "Say You Love Me" o solista está mais próximo das canções que compõem seu primeiro álbum de estúdio, sobretudo "Amnesia." A faixa desperta nostalgia, é clássica e tem aquele quê de um KRNB raiz e instigante, além de muita sedução. Apesar das inovações serem bem-vindas, é inegável que aqui vemos a imagem do KAI como idol, o que ele faz de melhor e também o que exprime fielmente a sua essência artística. "Sinner" encerra o álbum em um ritmo mais lento e novamente mais familiar ao estilo que o KAI domina. É uma música suave e que, como se brincasse com o próprio título ("pecador" em português), faz uma remissão acerca das músicas mais agitadas. É o timing de se despedir, e o solista faz isso abusando de um timbre melódico que deixará todos morrendo de saudades. Felizmente, essa despedida deve ser curta — a priori, o KAI está confirmado para o comeback do EXO agendado para o verão coreano. Uma viagem a novos destinos (estilos) sem tirar o pé do chão "Rover" parece ser um experimento no qual o KAI prova da sua versatilidade, buscando novos estilos — com destaque para a sonoridade latina — sem abandonar aqueles elementos que já são intrínsecos à sua personalidade artística. De certa forma, ele já havia feito uma viagem similar em "Peaches", porém, resgatando elementos musicais tradicionais da cultura coreana. Agora, KAI aprendeu que dá, sim, para ir mais longe, e este novo álbum é mais um trabalho que justifica o apelido que ele recebeu após dez anos na indústria — ídolo dos ídolos. O que você achou de "Rover" do KAI? Conte para o Café no nosso Twitter e Instagram!

  • [Entrevista] Após impressionar em audição para a HYBE, RIKA brilha em carreira independente

    Também conhecida como Erica Kim, a artista fez audições para a HYBE e JYP, enfrentando o tribunal da internet antes mesmo de lançar seu primeiro EP (Divulgação/RIKA) A música sul-coreana não é apenas feita de pop, embora os menos entendedores tendam a crer que sim. Em uma indústria bilionária, comandada por grandes companhias de entretenimento, talentos jovens e músicos independentes tentam conquistar seu próprio espaço e fazer sua arte chegar ao público geral. RIKA é uma dessas artistas. A cantora e compositora de R&B ganhou notoriedade na internet em 2020, com um vídeo feito para a audição da BE:LIFT, empresa formada pela união da HYBE com a CJ ENM, em 2020, conquistando incríveis 3,4 milhões de visualizações. Apresentando-se com um rap escrito por ela mesma, a artista Erica Kim (ou Kim Sihyun, em seu nome coreano) acabou não sendo aprovada, mas deixou uma boa impressão a quem assistiu. RIKA não se deixou afetar pela negativa e começou a produzir suas músicas autorais, resultando no recente EP intitulado TOXIC. Lançado em 29 de julho, o trabalho conta com quatro canções e se baseia em experiências pessoais. O Café Com Kimchi teve a oportunidade de entrevistar a cantora e descobrir as motivações por trás de sua recente carreira independente, seu amor por música e aspirações para o futuro. “Relacionamentos tóxicos em todas as perspectivas” TOXIC conta com as faixas "Genie", "Motels & Cheap Wine", "Addicted" e "Goodbye", todas escritas e interpretadas por ela. Este é o seu primeiro EP, após ter escrito outros singles como "Playboy" e "baby in blue", abrindo caminho para a expansão de sua carreira independente. Nas letras do álbum, utilizou os dois idiomas que mais domina (inglês e coreano) para expressar suas conflituosas vivências românticas. Antes de tudo, gostaria de saber o que fez você se apaixonar por música e aprender habilidades como cantar e compor? “Acho que sempre amei música desde criança! Eu tenho cantado desde que comecei a falar – embora não tenha sido a melhor. No entanto, sou do tipo que sempre termina as coisas em que me dedico e acho que a música era um desses casos. Eu realmente não tive nenhum treinamento musical formal, mas continuei até que comecei a soar decente. Eu fiz poesia falada (slam) no ensino médio e, eventualmente, acabei combinando meu amor por escrever e pela música. E aqui estamos hoje!” De que forma você preparou o conceito para o seu primeiro EP "TOXIC" e como foi o processo para obter o resultado que você queria? “TOXIC é sobre relacionamentos tóxicos de todas as perspectivas. Às vezes eu sou, às vezes o outro é, e às vezes nós dois somos. Eu tenho uma longa história de namoro e envolvimento romântico com pessoas tóxicas e acho que esse EP foi uma maneira de expressar todos esses sentimentos e experiências.” “Em termos de processo, sou uma grande perfeccionista e trabalhei muito de perto tanto com meu produtor/gerente, Aeon, quanto com meu engenheiro de som, Nomichit, para obter cada detalhe como eu queria. Devo muito a estes dois e todo este projeto não teria sido possível sem eles.” Audições para a HYBE e JYP (Divulgação/RIKA) RIKA tem tentado emplacar a carreira como cantora profissional desde 2019. Sua primeira aposta foi na audição Plus Global Audition, promovida pela HYBE (antiga Bighit), empresa responsável por grupos como BTS e TXT. Ao ser convocada, fez uma viagem de oito horas de Bay Area, onde nasceu na Califórnia, até Los Angeles. Após anos focada apenas em artistas masculinos, a HYBE finalmente estava recrutando meninas para a criação de um novo girlgroup, e essa foi a oportunidade que RIKA encontrou de adentrar à indústria. Nascida em 2002, tinha 17 anos na época e acredita ter sido considerada muito mais velha do que as demais concorrentes, que beiravam entre os 13 e 14 anos. Ao ser reprovada na audição, tentou a sorte no ano seguinte, mas dessa vez na JYP, companhia que emplacou grandes grupos de K-pop como TWICE, 2PM e GOT7. Para a seleção, publicou um vídeo no TikTok, cantando How You Like That, do BLACKPINK, com o rap reescrito por ela mesma. Além de não ter passado, também foi vítima de ataques online, em que pessoas questionaram seu talento e a música escolhida. Sua última e mais recente tentativa aconteceu em 2020, em audição global e virtual para o novo girlgroup da BE:LIFT, também da HYBE e responsável pelo debut do ENHYPEN. O vídeo ganhou muita atenção no YouTube, fazendo com que os espectadores lamentassem pela sua terceira reprovação na seleção para se tornar uma idol de K-pop. O mercado sul-coreano pode ser desafiador para artistas que estão começando de forma independente, sem o apoio de grandes empresas de entretenimento. Como você enxerga sua posição nesse cenário atualmente? “Com a ascensão da mídia coreana no ocidente, a indústria coreana de entretenimento se tornou ainda mais competitiva do que antes. Há tantas pessoas que são artistas independentes neste espaço e eu meio que vejo isso como algo que não está inteiramente em minhas mãos.” “Eu coloco tudo de mim na minha música e adoro conhecer meu público, mas, no fim do dia, não consigo decidir quem gosta ou não da minha música. Apenas confio que o que quer que aconteça deve acontecer e, até então, estou aqui apenas para aproveitar a jornada para me tornar uma artista melhor.” Em 2020, você se tornou viral com um vídeo de sua audição para a BE:LIFT. Naquela época, o que passava pela sua cabeça quando você começou a chamar a atenção de tantas pessoas na internet? Teve alguma consequência negativa? “Quando publiquei aquele vídeo de audição, não levei muito a sério. Eu escrevi o rap apenas algumas horas antes e o filmei às três da manhã. Não fazia ideia que tanta gente iria assistir e muito menos me apoiar. Embora menor em comparação com a quantidade de amor que recebi, também recebi muita atenção negativa.” “Eu tenho feito conteúdo nas redes sociais há muito tempo e acho que acabei me acostumando com a ideia de que nenhuma atenção é má atenção e, se eu tenho haters, significa que eu consegui. Eu criei uma camada protetiva para esse tipo de coisa. Você não precisa que as pessoas gostem de você ou te odeiem, porque, no final do dia, se você está tão na mente delas a ponto de sentirem a necessidade de expressar isso, elas são fãs.” Atualmente, o TikTok tem sido uma importante plataforma para aumentar o alcance de novos artistas e suas músicas. Como você tem usado isso a seu favor? “Na verdade, comecei toda a minha “carreira” online no TikTok. Sou criadora e consumidora ávida de conteúdo desde 2019 e tive a chance de entender como a música tende a ser notada. Graças ao meu empresário Aeon, eu fiz um cronograma de postagem de conteúdo todos os dias até o lançamento do meu EP, para que ele fosse notado pelo algoritmo.” “Eu sabia que meu EP não seria para todos, então fiz muito conteúdo tentando despertar o interesse dessa comunidade especial de amantes do R&B coreano, “sad girls”, e qualquer pessoa que me conhecesse como uma personalidade online.” RIKA está mais interessada na jornada do que no destino (Divulgação/RIKA) “Lembre-se do meu nome e do meu rosto, porque se eu colocar minha mente nisso, posso fazer qualquer coisa.” Esse é um dos trechos mais marcantes de seu vídeo para a audição na BE:LIFT. E, podem acreditar: ela está muito determinada em levar sua música para todo o mundo. Apesar de entender as dificuldades do que é ser uma artista independente, RIKA está criando seu império gradativamente, trabalhando em músicas autorais e colaborando com cantores que compartilham do mesmo sonho que o seu. No R&B, quais foram suas maiores inspirações? “Tenho tantos artistas favoritos dos quais me inspiro. Quanto aos artistas coreanos, eu amo BIBI, Leebada, DEAN e JUNNY, admiro muito eles. Já em relação aos artistas ocidentais, sou uma grande fã de NIKI, SZA e Lolo Zouai.” O que você gostaria de vivenciar em sua carreira no futuro e qual é a sua maior ambição como artista? “Eu sempre digo que tendo a sonhar grande porque sou de Peixes. Astrologia à parte, eu tenho muitos objetivos realmente ambiciosos, como me apresentar em um local cheio de pessoas que ouvem minha música e poder ouvir a multidão cantar junto. Eu adoraria lançar um álbum completo em um futuro próximo também e quero escrever mais em coreano.” “Outro sonho muito grande e meio trivial meu é ter alguém me notando em público ou assinar um autógrafo. Acho que isso seria uma loucura. Outra coisa que eu gostaria de trabalhar como meta de longo prazo é ter sucesso o suficiente para comprar uma casa nova para minha mãe e colocar minha irmãzinha na faculdade.”

  • [Entrevista] Omega X declara vontade de vir ao Brasil e revela expectativas para o futuro

    O grupo promove seu álbum "Story Written In Music" nos Estados Unidos e compartilha em entrevista coletiva o que pretendem alcançar; confira (Divulgação / Spire Entertainment) Com turnê em andamento nos Estados Unidos, Omega X tirou um tempo em sua agenda para uma roundtable em que o Café pôde participar e conversar com os integrantes. Na sexta-feira (21), o grupo rookie contou um pouco sobre sua trajetória durante o primeiro ano em conjunto, como é estar em turnê e suas expectativas para o futuro, incluindo os países que deseja visitar. Conheça mais sobre o boygroup e o que eles têm vivido desde sua estreia. Jaehan, Yechan, Kevin, Xen, Hangyeom, Hwichan, Hyuk, Jehyun,Taedong, Junghoon e Sebin formam o grupo agenciado pela SPIRE Entertainment, e é a junção de integrantes que já fizeram parte da formação de outros grupos ou que participaram de survival shows, agora eles têm uma nova chance na carreira. Os rapazes já estão fazendo seu nome no k-pop e criando memoráveis feitos, como composições próprias e a primeira turnê internacional, que tem sido uma experiência divertida mas também desafiadora. “O processo de se locomover, ir de um lugar para o outro é um pouco desafiador para mim, pois acontece muito rápido, mas quando penso nos amor que os fãs tem por nós, tudo vale a pena”, conta Hwichan. Atualmente o boygroup encerrou sua turnê nos Estados Unidos, passando por 11 cidades. Além do país da América do Norte, os membros mostram animação para conhecer outros países, como foi citado por alguns deles, Paris, Espanha e também o Brasil, que junto com outros países da América do Sul tiveram a presença do grupo cancelada. Os concertos estavam previstos para ocorrer em setembro, e o grupo estaria em São Paulo no dia 28 daquele mês.“Quando descobrimos que nos apresentaríamos no Brasil, ficamos muito animados, principalmente Jaehan que já esteve no país. Estávamos muito ansiosos, infelizmente tivemos que cancelar, espero que possamos ir em breve conhecer e performar para nossos fãs brasileiros”, conta Hangyeom ao Café. A tour Connect: Don’t Give Up promove a discografia do grupo, principalmente seu projeto mais recente, Story Written In Music, um álbum com 12 faixas assinadas por alguns dos integrantes. Compor já é uma atividade que tem se tornado mais comum entre os idols, e isso não tem sido diferente para Omega X, que mesmo completando apenas um ano de lançamento, já estão por trás dos versos das faixas. Leia também: DPR: Grupo coloca Audio a baixo com performance explosiva da "The Regime World Tour"; saiba mais A subunit dos sonhos do Omega X e outros desejos Embora esse seja um feito animador, os membros são bem ambiciosos e também buscam alcançar outros aspectos dos bastidores e produção, tanto dos álbuns quanto dos shows. “No momento de criar o design de um álbum é muito importante focar nas tendências atuais, tenho certeza de que eu poderia fazer isso muito bem, escolher conceitos minimalistas, sustentáveis e simples, eu amaria participar do design dos nossos próprios álbuns”, idealiza Sebin enquanto Hangyeom pensa que gostaria de decidir o que poderia estar por trás do conceito de um álbum e Yechan, deseja fotografar os membros. O grupo valoriza muito a liberdade em poder compor músicas e torcem para dar um passo à frente para desenvolverem as habilidades citadas. Os integrantes também demonstraram muita empolgação com a ideia de se dividirem em subunits, já que alguns já estão familiarizados a produzirem músicas juntos, eles se imaginam em conjunto em sub grupos, onde surgiu várias sugestões de nomes para as subdivisões, levando os sobrenomes dos integrantes. Seja cantando ou compondo, o grupo é muito satisfeito pelas suas conquistas até agora, relembrando que esse ano em junho fizeram o primeiro aniversário de seu debut. Eles afirmam que foi um ano de altos e baixos, em que trabalharam e continuam trabalhando incansavelmente, “são os fãs que nos motivam a seguir em frente, por eles estamos performando, cantando e produzindo sem parar!, conta Junghoon, e os outros membros concordam. É uma oportunidade na vida que nem todos têm a chance de experimentar, então somos muito gratos aos nossos fãs por isso. Nem sempre a vida de uma estrela é fácil, e como qualquer pessoa, os membros do grupo também se sentem cansados, mas também lutam contra alguns momentos difíceis que os deixam a ponto de desistir. Lembrando que o nome da tour é Connect: Don't Give Up, eles respondem em conjunto que além de serem guiados pelo amor dos fãs, ver o trabalho duro um do outro também é motivador. Não desistir um pelo outro é o nosso lema durante a turnê. Muitas expectativas são criadas conforme os corações de mais fãs são conquistados, então o boygroup não deixou de citar o que pretendem alcançar no próximo ano. "Gostaria de viajar o mundo todo, essa é nossa prioridade. Mas ganhar prêmios seria incrível também, claro que temos que trabalhar duro para que isso aconteça", planeja Sebin. Leia também: MAMA 2022: Confira a lista completa de indicados na premiação de K-pop Quem são os membros? (Reprodução / SPIRE Ent.) Cada membro do grupo tem seu passado já como artista antes de se tornarem Omega X, muitos estiveram em outras boybands e chegaram a participar de realities de sobrevivência, outros ainda fazem parte de conjuntos que estão em hiatus, e assim podem se dedicar ao grupo atual. Jaehan e Taedong participaram da 2ª temporada do Producer 101, Hyuk, Junghoon e Kevin fizeram parte do grupo ENOI, que disbandou em janeiro enquanto Xen e Jehyun estiveram no 1TEAM, que teve seu disband anunciado em março. Mas não só na carreira musical, alguns deles estão presentes nas telas. Sebin fez pequenas aparições em filmes como Cart (2014) e Mourning Grave (2014). Além disso, Yechan e Jaehan estão confirmados para contracenar juntos no BL coreano A Shoulder To Cry On, que está previsto para sair esse ano, ainda sem data oficial. Esse é Omega X, que tem seguido à risca o título da turnê Connect: Don't Give Up, e correndo atrás de seus objetivos. Não deixe de acompanhar nossas redes sociais para saber mais sobre o boygroup. Saiba também: Jay B: Saiba tudo sobre a turnê "Tape: Press Pause" do solista e membro do GOT7 no Brasil

  • [Entrevista] Hanuel está mirando sucesso no R&B coreano e sonha em fazer parceria com Jay Park

    O cantor está lançando seu primeiro EP, Run It, e já foi notado por Keshi; conheça! (Divulgação) Quem ama a cultura coreana, principalmente o mundo da música, sabe que além do glamouroso mundo do K-POP, existem diversos gêneros com grande notoriedade no país, como o K-R&B e o K-Hip-Hop. A maioria dos artistas de ambos os gêneros são independentes ou têm muita liberdade artística aprovada pela empresa que são agenciados. No meio disso tudo, muitos destes cantores tentam se destacar entre milhares de artistas talentosos e conquistar seu espaço na indústria da música. Entre eles está Hanuel. Nascido na Coreia do Sul, Hanuel é cantor, compositor e produtor que vive hoje no Canadá. O artista faz sua música com foco nos gêneros R&B e Hip-Hop, inspirado em grandes cantores sul-coreanos como Keshi, DEAN e Jay Park. Hanuel tem o objetivo de influenciar seu público a refletir sobre sentimentos e emoções através de suas canções, por isso ele adiciona seu toque pessoal ao produzir e compor suas faixas. O cantor ganhou certa popularidade depois que o seu cover de somebody de Keshi foi notado pelo próprio artista que elogiou a voz de Hanuel nos comentários do vídeo em seu canal do YouTube. Muitas oportunidades começaram a surgir para ele desde então, como por exemplo, ter sido convidado pelo artista de K-R&B JUNNY para fazer a abertura da sua turnê que passaria por Vancouver, cidade em que mora. Leia também: Omega X declara vontade de vir ao Brasil e revela expectativas para o futuro (Entrevista) No dia 7 de outubro de 2022, Hanuel lançou seu primeiro EP intitulado Run It. A obra contém 4 faixas que falam sobre experiências difíceis em relacionamentos tóxicos e sobre amor. O cantor trabalhou ao lado de Yelloasis e Justin Tecson, da banda DACEY, que o auxiliaram a produzir um compilado de músicas que expressassem da melhor forma a visão de Hanuel sobre o amor de forma melancólica e impactante. O Café com Kimchi teve a chance de entrevistar o artista e saber um pouco mais sobre o que ele busca transmitir com suas canções e quais suas aspirações para a carreira no futuro. Confira a entrevista após a publicidade. Para começar, nos conte um pouco sobre como você descobriu seu amor pela música e pelo gênero em que está trabalhando. “A música sempre foi uma parte de mim, desde criança. Criado em uma igreja, naturalmente comecei a cantar, tocar violão e bateria. Mas foi só ao fim do ensino médio que decidi fazer a minha própria música. Eu me apaixonei pela ideia de poder me expressar para as pessoas sem falar diretamente com eles.” Como foi o processo de produção de seu EP de debut Run It? Como você decidiu o conceito e alcançou seus objetivos com ele? “Foi bastante estressante. Tiveram diversas mudanças enquanto eu fazia esse EP, mas com a ajuda dos meus talentosos amigos eu fui capaz de passar [pelas dificuldades] e finalmente lançá-lo. O produtor executivo do EP foi Justin Tecson que é alguém que me ajudou a chegar até aqui e também a encontrar meu próprio som. Ele faz parte de uma banda chamada DACEY e eles são uma das minhas bandas favoritas. Provavelmente a única que eu escuto com frequência.” “O conceito foi bem fácil de decidir. Eu queria mostrar meus sentimentos, emoções e experiências. Então, depois de ouvir todas as músicas juntas, [o conceito] simplesmente veio. Acho que executamos da melhor maneira que conseguimos com pouco tempo e recursos limitados. Estou orgulhoso da equipe que fez parte dele e orgulhoso do trabalho que pudemos realizar.” (Capa do EP Run It / Divulgação) Você está promovendo o seu EP Run It apenas online? Você está fazendo alguma promoção offline? “No momento, apenas online, mas eu espero conseguir fazer shows num futuro próximo para que eu possa apresentar minhas músicas. O visualizador é minha principal forma de mostrar ao público o que eu pretendia com esse EP.” Qual foi o passo mais importante que você tomou na sua carreira? Quais são suas aspirações daqui em diante? “Eu sinto que gravar covers definitivamente me ajudou a evoluir. Eu aprendi como outros artistas juntam as vozes, harmonias e a forma que eles cantavam para específicas emoções.” “Acho que algo que eu quero alcançar num futuro próximo é fazer mais shows. Eu quero ganhar mais experiência performando e também me colocar lá fora.” (Divulgação) Quais são os tópicos que você mais ama escrever e cantar? O que te inspira? “Eu acho que qualquer coisa que vem na minha cabeça no momento. Eu realmente não escolho um assunto e escrevo. Eu gosto de fazer onde estou e quase que freestyle. Mas algo que me ajuda [a escrever] são minhas experiências. Relacionamentos e outras situações que aconteceram na minha vida. Realmente apenas tentando mostrar quem eu sou. Como você se sentiu quando soube que Keshi assistiu ao seu cover de somebody que viralizou? “Foi definitivamente um momento que eu nunca vou esquecer. Eu trabalhava das nove da manhã às cinco da tarde e estava bem estressado tentando equilibrar a música e o trabalho. Então, ver alguém que eu admiro elogiando minha voz foi uma sensação muito legal. Eu não sei como ele viu meu vídeo, mas eu sou muito grato por ele ter visto.” Nós sabemos o quão desafiador é para novos artistas crescerem no mercado musical da Coreia do Sul, principalmente sem o apoio de grandes empresas; você pretende focar sua música lá, internacionalmente ou em ambos? “Meu sonho é me tornar um artista aqui no Canadá/America. Mas, ao mesmo tempo, a Coreia do Sul seria também muito legal. No momento eu estou focando no mercado internacional, mas nunca se sabe. Estou mantendo a mente aberta para possibilidades.” Agora, conta pra gente, qual colaboração seria a sua collab dos sonhos? “Jay Park e Keshi são dois artistas que eu sonho em colaborar. [Eles são] Duas das minhas maiores inspirações, espero estar em um disco com eles em breve.”

  • [Entrevista] Inspirado por Baekhyun, Choi Suhwan do Produce X 101 trilha carreira solo no R&B

    Ex-participante do survival da Mnet lançou o single Left On Read em 11 de dezembro e compartilha um pouco sobre seu caminho na indústria musical (Divulgação / Studio Persephone) No ano de 2019, o Produce X 101, famoso reality show de sobrevivência da Mnet, teve sua quarta edição, que, ao fim, debutou o grupo X1. Neste programa, um dos participantes foi Choi Suhwan, cantor e letrista sul-coreano, foi eliminado do programa no episódio 11, ficando em 28º lugar na competição. Apesar da eliminação, em 2020, o cantor lançou seu single pré-debut Starry Night, para no ano seguinte debutar com New Hero, iniciando, assim, a carreira solo e independente pela LYNNA Entertainment. Neste ano de 2022, Suhwan lançou dois singles: Chance, em 18 de julho, e Left On Read, no dia 11 deste mês — a última sendo uma faixa R&B, característica do artista na indústria musical sul-coreana. O cantor participou da composição e escrita da música, com o objetivo de criar uma canção que retrata um homem que espera pacientemente que o coração da pessoa amada desenvolva sentimentos românticos por si. Choi Suhwan é um músico extremamente dedicado e talentoso, com múltiplos talentos: ele canta, dança, toca instrumentos, atua e compõe suas próprias canções. Recentemente, participou do Festival Woori na França e chamou muita atenção do público, deixando sua marca no evento. Preparado para dar tudo de si em sua carreira musical, Suhwan conversou com o Café com Kimchi e contou um pouquinho sobre como vem sendo sua experiência na indústria. Confira a entrevista após a publicidade. Leia também: Candy: NCT Dream homenageia a memorável faixa do grupo H.O.T em seu novo mini álbum Antes de tudo, conte-nos um pouquinho sobre você e a importância do Produce X101 para a sua carreira. “Sou Choi Suhwan, um artista solo. Fui trainee individual no programa Produce X 101, onde apresentei-me para o público pela primeira vez, e ainda estou ativo constantemente lançando músicas, tocando e me apresentando. Antes de aparecer no programa, eu era apenas mais um trainee, então acho que foi significativo estar no programa [para minha carreira]. Pude deixar as pessoas saberem quem eu sou e, graças a isso, posso fazer atividades como esta (ou seja, lançar músicas). Se houver uma chance, gostaria de aparecer novamente em um programa de concurso.” Como foi o processo de produção do seu último lançamento Left On Read? O que te inspirou a escrevê-lo e escolher o conceito por trás dele? “Quando recebi o guia de músicas, estava em inglês e a letra ainda não estava completa, mas o título estava lá 'Left On Read'. Dei uma olhada no significado em coreano (읽씹), que significa ler, mas não responder, então pensei que poderia expressar [a canção] com emoções da minha idade. Então escrevi a letra sobre um rapaz que tem um crush por uma garota e cria coragem para convidá-la para sair, mas ele não consegue nenhuma resposta, então está lá esperando ansiosamente por ela. Entre todas minhas canções, apenas esta é sobre amor, então eu não queria falar sobre [o amor] de apenas um ponto de vista. Em termos de amor, acho muito importante respeitar o outro (emoção, sentimento, ideia, etc). Dessa forma, eu não queria retratar um homem que estivesse pressionando a garota para um encontro sem ter respeito por ela, quis mostrar que pode-se esperar calmamente por uma resposta, assim como olhar para trás e analisar seu próprio comportamento a respeito daquilo.” Como estão indo as promoções do seu último lançamento? O que seus fãs devem esperar? “Atualmente, estou promovendo meu álbum principalmente por meio de buskings. Quase não há transmissões de música em dezembro, então estamos tentando fazer essas transmissões e outros conteúdos diversos em janeiro.” (Divulgação / Studio Persephone) Qual é o passo mais importante que você deu em sua carreira? O que mudou para você? “Acho que o maior ponto de virada para mim foi estar no Produce X 101. Por meio desse programa, pude conhecer fãs que gostam de mim e me acompanham até hoje. Caso contrário, teria sido difícil continuar meu sonho de ser cantor, não é mesmo?” Quais são os temas que você mais gosta de escrever e cantar? “Acho que gosto de músicas fáceis de ouvir, em vez de um determinado tema ou tópico particular. Quando escrevo letras, costumo colocar muito significado nelas. Espero que quem escuta minhas músicas possa ser confortado pelas letras que escrevi e espero que [o que escrevi] não machuque ninguém. Acho que [os sentimentos do público] é algo que as pessoas criativas sempre precisam se lembrar [na hora de compor].” Saiba mais: MIRAE: Ingressos, preços e tudo o que você precisa saber sobre a turnê do grupo de K-pop no Brasil Quais são suas esperanças para o futuro de sua carreira solo? “Espero poder aparecer em muitos shows e performar constantemente. Dessa forma, deixo o público saber mais sobre mim e também quero ver meus fãs com mais frequência.” Você tem algum artista solo ou grupo da Coreia do Sul que te inspira? Quem? “Eu gosto de Baekhyun, do EXO, quando se trata de cantar. Como cantor internacional de pop, Justin Bieber tem muitas músicas ótimas. Quanto à dança, eu costumo gostar da dança do Kai, do EXO, e do Jimin, do BTS.” Agora conta pra gente qual é a sua collab "dos sonhos"? Escolheria um artista sul-coreano ou estrangeiro? “Se chegar o dia em que eu puder colaborar com artistas que admiro, acho que será uma situação em que realmente realizarei todos os meus sonhos! [Mas], eu gostaria de poder colaborar com Justin Bieber.” Leia também: 15 anos de KARA: Conheça mais artistas de K-Pop que lançaram álbuns de aniversário

  • O que esperar de "FACE", primeiro álbum solo do Jimin do BTS?

    Projeto que marca o debut solo do vocalista tem estética de dualidade que mostra sua versão mais íntima e vulnerável (Divulgação/ HYBE) O mundo dos ARMYS está mais agitado do que nunca! Após o primeiro álbum individual do integrante J-hope, álbum do líder RM e anúncio de turnê de SUGA, agora Jimin terá finalmente seu debut solo. Depois de muito esperar, o álbum intitulado FACE está com data marcada para o dia 24 de março e o público está ansioso para conhecer um novo lado do vocalista. Seguindo o cronograma que foi divulgado no fim de fevereiro, a HYBE tem liberado imagens e vídeos teaser que revelam um pouco sobre a estética e conceito do lançamento, demonstrando que Jimin irá entregar um projeto marcante e intimista. Além disso, no próximo dia 17, o pré-single Set Me Free part.2 será liberado com direito a MV para dar um gostinho ainda maior do que vem por aí. Com as prévias e entrevistas feitas pelo famoso it-boy, nós mal podemos esperar para conhecer todas as faixas, ver as performances e promoções solo típicas de todo lançamento. A chegada do tão esperado álbum (Divulgação/ HYBE) Já se foi o tempo em que os lançamentos eram feitos apenas em grupo. Os projetos individuais dos integrantes de grupos de k-pop, se tornaram algo recorrente e natural, dando a oportunidade de conhecer melhor os talentos e cores de cada membro. Os rappers do BTS vem explorando esse tipo de lançamento desde 2015 e com isso os ARMYS começaram a esperar por projetos feitos pelos vocalistas. Depois do anúncio da nova fase do grupo, focando em projetos solo e a chegada dos álbuns de RM e J-hope as expectativas em relação a isso só aumentaram. No fim de fevereiro Jimin revelou que estava trabalhando em seu álbum e em seguida foi divulgado com o vídeo teaser conceitual de FACE. Leia também: Crítica: TWICE retorna mais potente do que nunca com "SET ME FREE" FACE irá contar com 6 faixas, incluindo o pré-single Set Me Free part.2, que ganhou teaser essa semana e será liberado no dia 17 de março e a faixa título Like Crazy que também terá uma versão em inglês. O produtor, letrista e compositor Pdogg, que trabalha com o BTS desde o seu debut em 2013, está presente na produção do novo álbum e além disso, duas músicas contam com a participação de RM, fato que deixou os fãs ainda mais empolgados. Tudo indica que a espera vai valer a pena, não é?! Um conceito intimista e sincero Com o anúncio de um lançamento logo pensamos no MV, nas músicas e principalmente no conceito que pode ser usado. No cronograma de FACE foram indicadas duas versões de fotos conceituais para divulgar o projeto, hardware e software. As palavras trazem sentidos opostos que conversam o conceito de dualidade visto nas fotos. Hardware se refere a parte física de um computador, o que é tocável, já o software se trata da parte interna como aplicativos e dispositivos virtuais, algo que precisa ser acessado. Assim como as palavras são opostas, as imagens também enfatizam essa diferença e demonstram como o conceito foi pensado com atenção e entregam dois lados de Jimin, o que é visto de fora e o seu verdadeiro eu, o interior. (Divulgação/ HYBE) Em um comunicado a HYBE informou que “as imagens retratam a resolução de Jimin de seguir em frente após enfrentar a si mesmo por completo." Além disso, o slogan de FACE também complementa o estilo que deve ser visto futuramente e diz que se trata do “reflexo de mentes vulneráveis e feridas expostas” confirmando a teoria dos ARMYS de que o álbum irá entregar um lado mais intimista do vocalista. Nas últimas semanas, a revista Vogue Korea tem liberado vídeos e imagens promocionais para divulgar sua edição especial com Jimin que conta com uma entrevista onde ele fala sobre FACE e confessa que tentou olhar para dentro de si e ser o mais honesto possível com o álbum. “Muito dele é baseado em minhas próprias experiências, mas espero que todos que ouvirem o considerem reconhecível e reconfortante” acrescentou ele. Trabalhos anteriores Apesar deste ser o seu primeiro álbum de estúdio, Jimin já tem um histórico de pequenos projetos e singles liberados ao longo de sua carreira e que vão de música clássica, a um pop mais latino e até mesmo balada romântica, então FACE também pode ser uma caixinha de surpresas. A primeira vez que o público pôde presenciar o vocalista em uma música individual foi com Lie no álbum WINGS do BTS e ele aparece sozinho novamente em Serendipity, intro do álbum Love Yourself Her e em Filter, faixa presente no álbum Map Of The Soul:7. Em 2018 ele presenteou os fãs com Promise, primeiro single composto por ele e com a parceria de RM na composição. Durante entrevista para a Vogue Korea ele confessou “eu escrevi esta música em 2018 como uma promessa a mim mesmo de que nunca esquecerei as inúmeras pessoas que me amam e me apoiam de todas as maneiras que podem.” E não para por aí, Jimin já lançou uma música especial de Natal e também participou de OST de dorama. Christmas Love foi liberada em 2020 e With You feat. Ha Sung Woon é a trilha sonora do drama Our Blues que aconteceu em 2022. E por fim, seu lançamento mais recente é VIBE sua participação na música de Taeyang do BIGBANG em janeiro deste ano e que com certeza ficou no repeat da playlist de muitos fãs. E aí, você também está ansioso para esse lançamento? Então siga o Café com Kimchi nas redes sociais para não perder!

  • Super Junior entende de palco como poucos, e prova que "Super Show" não é só o nome da turnê

    Reis da Hallyu voltaram ao Brasil em fevereiro de 2023 e entregaram um concerto divertido e cheio de energia (Divulgação/SM Entertainment) Após dez anos desde a primeira vez que Super Junior se apresentou no Brasil, os Reis da Hallyu retornaram na última quinta-feira (9) com a turnê Super Show 9: The Road e mostraram como um concerto de K-pop deve ser! O sentimento de estar presenciando um momento histórico para a música sul-coreana em nosso país era percebido desde a fila, composta por pessoas de vários estados e até mesmo de outras partes da América do Sul, como Uruguai e Paraguai. As horas de espera, no entanto, valeram a pena quando o Espaço Unimed, em São Paulo, recebeu um mar azul de E.L.F.s (nome carinhosamente dado aos fãs do grupo), e, graças à longa plataforma central instalada, a sensação era de que todos estavam muito perto do Super Junior, independente do setor indicado no ingresso. O Café Com Kimchi esteve por lá e, como diversas outras testemunhas oculares, viu que os quase 18 anos de carreira deles têm sabor da safra mais nobre de qualquer vinícola. Conteúdo e interação com os fãs Assistir a um concerto é um pacote completo que engloba visuais, apresentações ao vivo e, especialmente nos shows de K-pop, os VCRs. Estes materiais audiovisuais são muito bem construídos com momentos divertidos, alguma história que faz parte do conceito do universo do grupo e, às vezes, um spoiler para o que está por vir. Além disso, também é importante para os cantores conseguirem trocar os figurinos e retocar a maquiagem. Como espectadores, às vezes é um pouco cansativo assistir a tantos VCRs durante o show, mas não foi isso que aconteceu no show do Super Junior. Os vídeos eram mais curtos e objetivos, aparentemente não atrapalhando as diversas trocas de looks do grupo. Isso resultou em um concerto mais fluido e dinâmico, no qual a densidade do conteúdo estava mais concentrada no palco do que em quaisquer outras distrações. Leia também — The Last Man Standing: Pioneiros do K-pop, Super Junior também inventou a definição de "eternos" Inclusive, que palco, hein! A plataforma em formato de T permitiu que todo o Espaço Unimed se sentisse preenchido pela energia do icônico grupo, sendo possível vê-los de perto até nos setores mais afastados. O mérito também é deles, já que Super Junior soube como explorar bem o espaço e se dedicou em interagir com os fãs em tempo integral, graças ao fortíssimo carisma dos integrantes e coreografias adaptadas para unir performance e situações de proximidade com o público. História do K-pop na frente de nossos olhos A setlist do Super Show 9 aqui no Brasil ganhou adições de músicas com pegada mais latina, como a gigante Lo Siento, Otra Vez e a versão completa de Mamacita (que só era tocada em medley em outros países fora da América do Sul). Um aspecto importante sobre a escolha de canções, no entanto, é o compilado digno de uma coletânea Greatest Hits. Além de adicionarem faixas recentes dos álbuns The Road: Keep on Going e The Renaissance, Super Junior fez entregas excelentes dos maiores hits da carreira, como Bonamama, Sorry, Sorry e Mr. Simple. O sentimento, provavelmente coletivo, de presenciar tais performances foi como ver a história do K-pop criar forma física, se materializando na frente de centenas de brasileiros, levando ao frisson qualquer pessoa minimamente apaixonada pelo gênero sul-coreano. Por fim, pernas e vozes cansadas eram apenas as do público. Já o Super Junior manteve a energia no ápice, se divertiam como se fosse o último show de suas vidas e mostraram, ao vivo, o motivo pelo qual se tornaram uma peça essencial nas engrenagens do K-pop. Enquanto muitos grupos infelizmente não têm a sorte de se manterem ativos por mais de uma década, os Reis da Hallyu continuam nos entretendo com a vitalidade e empenho de um rookie — algo que estão longe de ser há, pelo menos, 18 anos.

bottom of page