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[Crítica] Após sucesso de "Poppy", STAYC retorna com "Teddy Bear" e dose extra de fofura

Atualizado: 20 de mar. de 2023

Novo álbum repete a fórmula do lançamento anterior e avança na definição da essência do grupo; confira a review


(Divulgação/ High Up Ent.)

Poucos grupos de K-pop geraram uma expectativa tão grande para o seu próximo comeback quanto o STAYC. Isso porque, no final do ano passado, o ato da High Up Entertainment emplacou um sucesso improvável e gigantesco: o hit Poppy no idioma japonês. Desde então, a volta do grupo feminino foi cercada de especulações que iam das mais otimistas às pessimistas — afinal, como superar uma música que rompeu a barreira do idioma e agradou tanto aos fãs? A resposta é clara: repetindo a fórmula.


No single álbum Teddy Bear divulgado na manhã da última terça-feira (14), as meninas do STAYC apostaram em mais fofurices para o videoclipe da title homônima. Na produção, o grupo formado por J, Sieun, Seeun, Isa, Sumin e Yoon disputam biscoitos de ursinho, jogam videogames e bagunçam em uma sala de estudos. Tudo isso, é claro, em meio a muita pelúcia rosa e takes divertidos e cheios de efeitos — uma marca registrada do sexteto desde o debut. Confira o MV abaixo.




Chicletão, no bom sentido


Comparações são inevitáveis, então vamos direto a elas: A faixa-título é menos infantil que Poppy, o que é, de certa forma, um trunfo. Por outro lado, ela mas exige do ouvinte um tempo maior para se fazer compreensível. Caímos, portanto, na máxima que vem dominando a indústria — é preciso ouvir a musica mais de uma vez para gostar. Mas Teddy Bear vale o investimento. À segunda escuta, a faixa já conquista e deixa clara sua razão de ser.


Apesar da referência mais recente ser o debut japonês, Teddy Bear retoma ainda os pontos fortes de um outro lançamento icônico do grupo: ASAP. O refrão sintetizado e carregado de pop dance traz uma vibe caricata para música. Poderia ser uma cartada enjoativa, mas não quando ela pertence à discografia do STAYC, que sabe brincar com essa pegada chiclete como nenhum outro grupo da sua geração.




Em Teddy Bear, vale ainda destacar a coreografia. Apesar de não dominar o MV, ela aparece em momentos precisos e suficientes para encantar os fãs, em especial aqueles mais devotos que adoram aprender os movimentos e reproduzir em casa. Descomplicada e com gestos que reforçam o conceito fofo da faixa (como as orelhas de ursinho), a dança é um charme à parte e um convite para acompanhar as promoções do grupo, tais como stages e dance practice.


O álbum Teddy Bear é composto por mais uma faixa: Poppy — sim, Poppy — que foi relançada em coreano e divulgada no formato de performance video. Ela serviu como um esquenta para o single principal, e mesmo quem se acostumou a ouvir a faixa em japonês não estranhou a versão cantada em coreano. Música boa é assim mesmo: não importa o idioma, ela sempre irá cativar.




Sucinto e representativo


Afinal de contas, Teddy Bear superou Poppy? Sim e não. Musicalmente, Poppy ainda é superior, mais viciante e ganha pontos por seduzir de imediato, de primeira. Além disso, Teddy Bear peca pela concisão — é um álbum de apenas duas faixas, sendo apenas uma inédita. Por fim, as escolhas que tornam a novidade excelente também expõem uma certa redundância nos lançamentos do STAYC. Não são exatamente "mais do mesmo", mas revelam a preferência por um caminho confortável.


Teddy Bear supera o lançamento anterior, porém, ao exprimir a essência do grupo feminino de uma forma direta. Basta olhar uma vez para identificar o crescimento e a capacidade de adaptação do sexteto, que foi de um debut potente para estéticas mais suaves, e agora, mais do que nunca, mostra que se encontrou. Poppy foi uma aposta fofa; Teddy Bear é o STAYC sem tirar nem pôr. Daqui para frente, o desafio será achar o equilíbrio entre essa autenticidade e inovação.



Nota: Vale lembrar que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre uma obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, tá tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui! E não esqueça de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

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