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- Super Show 9 no Brasil: Ingressos, preços e tudo sobre o concerto do Super Junior em 2023
Após dez anos desde a vinda de Super Junior ao Brasil, o grupo da SM retorna com a turnê Super Show 9: ROAD (Reprodução/SM Entertainment) Nosso aguardado 2023 nem chegou ainda, mas já virou clichê dizer que “será o ano do K-pop no Brasil”. Isso porque, a cada semana que passa, uma nova atração é anunciada aqui em nosso país. Já temos confirmações como NCT 127 e ONEUS no primeiro semestre do ano e, agora, mais um show foi revelado ao público. Estamos falando de Super Junior. Um dos grupos mais antigos da SM Entertainment, os conhecidos como Reis da Hallyu farão um show único em São Paulo, no dia 9 de fevereiro, no Espaço Unimed. O concerto faz parte da turnê “Super Show 9: ROAD” e o preço dos ingressos variam entre R$195 e R$1000. Confira todos os detalhes abaixo! O que você precisa saber sobre o “Super Show 9: ROAD”? (Reprodução/SM Entertainment) Após dez anos desde a primeira e última vez que Super Junior esteve no Brasil (anteriormente com a Super Show 5), o grupo retorna com a turnê Super Show 9: ROAD, intitulada com base no 11º álbum do grupo, The Road: Keep on Going Vol.1 e a recente continuação dele, Celebration Vol.2. As primeiras datas da turnê foram anunciadas a partir de 15 de julho deste ano, em Seoul, apenas três dias após o lançamento de The Road: Keep on Going. Desde então, Super Junior fez shows na Tailândia, China, Malásia, Indonésia e Filipinas. Agora, chegou o momento do Brasil recebê-los. Em seus concertos anteriores, a Super Show 9 contou com uma setlist repleta de hits como Mamacita, Sorry, Sorry, Mr. Simple e Devil, além de canções mais recentes como My Wish, House Party e Don’t Wait. A turnê também teve apresentações solos de Kyuhyun, Ryeowook e Yesung, e performances das sub-units K.R.Y e D&E, formada por Donghae e Eunhyuk. Em outros países, o show teve a duração de cerca de duas horas e meia. Ingressos e preços do Super Show 9 no Brasil As vendas para o show único do Super Junior no Brasil vão acontecer no site da Eventim, começando a partir do dia 22 de dezembro, às 11h da manhã no horário de Brasília. Há duas coisas que os fãs precisam saber antes de comprar os ingressos. Em primeiro lugar, os preços que serão mencionados abaixo estão sujeitos à taxa de conveniência do site — exceto se a operação for feita na bilheteria do Espaço Unimed. Outro detalhe importante é relacionado ao combo “Pista Platinum + Pacote VIP”, que terá um preço único, sem a possibilidade de pagar meia. O fã que comprar esta modalidade de ingresso terá direito a um ingresso na pista mais próxima do palco, entrada especial, pôster e card exclusivos e walk-by no final do show. Para quem não conhece este último benefício, ele significa que você passará por um caminho em que é possível dar um tchauzinho para os integrantes do Super Junior antes de ir embora. Agora, sim, vamos aos preços! Pista Platinum + Pacote VIP: R$ 1.000 (preço único) Pista Platinum: R$ 900 (inteira) | R$ 450 (meia estudante, professor, PCD e idoso) Pista: R$ 450 (inteira) | R$ 225 (meia estudante, professor, PCD e idoso) Mezanino: R$ 790 (inteira) | R$ 395 (meia estudante, professor, PCD e idoso) Serviço — Super Show 9: ROAD Data: 09 de fevereiro (quinta-feira) Local: Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP) Horário: 20h | Abertura da Casa: 18h Classificação etária: 14 anos. Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou do responsável legal Vendas online: Eventim
- MCND no Brasil: Tudo o que rolou no show do grupo de K-pop em São Paulo
Quinteto da TOP MEDIA fez o primeiro show no país no dia 13 de agosto; confira os principais momentos do dia (Reprodução / Café Com Kimchi) MCND é um grupo da empresa TOP MEDIA (responsável por nomes como Teen Top, 100% e UP10TION), que debutou no início de 2020. No sábado do dia 13, o quinteto sul-coreano formado por CASTLE J, BIC, Minjae, Huijun e Win deu inicio à 1st MCND Brazil Tour 2022 em São Paulo, no Carioca Club; e o Café com Kimchi pôde conferir tudo que rolou por lá! O MCND passou pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e encerra a turnê brasileira em Porto Alegre. Veja abaixo o que aconteceu no show do boygroup em São Paulo, e os principais momentos da noite: Leia também - DPR no Brasil: Saiba mais sobre o show da "The Regime World Tour", que acontece em outubro Como foi o concerto do grupo MCND no Carioca Club, que abriu a tour no Brasil Antes mesmo do show começar, os fãs já estavam muito empolgados e aguardavam ansiosamente. O grupo iniciou a noite com #MOOD, seu trabalho mais recente, seguido pelas músicas MOVIN', TOP GANG, REASON e BUMPIN'; apresentando todas as canções com muita energia. Em seguida, para alegria da galera, os meninos se apresentaram falando "Olá, somos o MCND!" em português mesmo, e fizeram a primeira interação com a plateia. (Reprodução / Café Com Kimchi) Como o MCND debutou no começo de 2020, os membros disseram que não puderam vir antes por causa da pandemia do COVID-19, que as 26 horas de viagem foram longas e cansativas; mas os GEMs brasileiros (nome dado aos fãs do boygroup) os energizaram num momento tão especial para eles. Pouco antes da primeira pausa para troca de figurino, O MCND anunciou que tinham um presente especial para o público do Brasil. Mostrando que dominam o português, eles apresentaram um cover da música "Brisa", da cantora IZA, e pediram para os fãs cantarem junto, fazendo uma apresentação linda! Enquanto os cantores trocavam de figurino, foi exibido um VCR dos integrantes fazendo um jogo em que eles tinham que adivinhar qual música de K-Pop tocava. No retorno ao palco, o MCND perguntou se a plateia também conhecia todas as músicas tocadas no vídeo - e a resposta da galera, que dominava o repertório, foi "sim". Os vencedores do jogo mostrado no VCR, Huijun e Minjae, fizeram uma performance especial logo em seguida. Show do MCND foi repleto de carinho e interações com os fãs, além de muito carisma O MCND seguiu com as apresentações, e depois de performarem as músicas BEAUTIFUL e CAT WALTZ, cada membro fez um discurso carinhoso para os fãs em português. Nisso, os garotos disseram que estavam adorando a energia da plateia, e que estavam coletando boas lembranças durante o concerto. O grupo reforçou o quanto cada um queria ver os fãs brasileiros, e pediram para que os GEMS se cuidem e sejam felizes. Uns fofos! (Reprodução / Café Com Kimchi) Durante a faixa Back To You, os fãs ainda fizeram um projeto especial, no qual foram erguidos balões com a lanterna do celular na luz amarela. (Reprodução / Café Com Kimchi) E a bandeira do Brasil não poderia ficar de fora: Castle J disse que o MCND não perde para ninguém no quesito energia, e brincou que ficou um pouco chateado, pois desta vez os meninos perderam para os fãs nacionais. Huijun falou que estava feliz por começar a tour pelo Brasil, e que o fandom brasileiro grita bastante (somos contagiantes demais!). O integrante Win revelou pensar que o quinteto poderia ter poucos fãs fora do Coreia, justamente pelo fato do Brasil ser muito longe. Apesar disso, ele estava emocionado com a recepção da noite, e terminou sua fala com um coração e um "te amo". O MCND seguiu com o momento da foto com a plateia, e mais uma vez a bandeira do Brasil fez sua aparição especial. Rolou até um coro de "MCND, eu te amo". (Reprodução / Café Com Kimchi) A apresentação teve sequência com as performances incríveis de nanana, Ice Age e H.B.C, que tiraram o público do chão! E depois houve uma performance especial da versão em inglês de W.A.T.1. (Reprodução / Café Com Kimchi) Mesmo no final do show, o MCND não deixou a energia e empolgação diminuir, encerrando a noite com a apresentação perfeita de CRUSH. Após se despedirem dizendo "obrigado!" e "eu te amo, Brasil", foram exibidas no telão algumas mensagens dos membros dizendo que se divertiram, agradecendo pela noite. O grupo fez a uma promessa de retornar no ano seguinte, deixando os fãs pedindo por mais; e o Carioca Club foi tomado pelo coro de "MCND, EU TE AMO". (Reprodução / Café Com Kimchi) Durante o show, os cinco membros do MCND interagiram com os GEMs em coreano, inglês e português, mostrando seu esforço nas conversas com o público. Apesar da barreira linguística em alguns momentos, os meninos se comunicaram através da música e dos gritos empolgados. Dessa maneira, as duas horas de concerto foram cheias de energia e empolgação (tanto dos fãs, quanto do MCND). (Reprodução / Café Com Kimchi) Gostou da cobertura? Continue acompanhando o Café nas redes sociais para mais eventos como esse. Leia também: NewJeans é o momento: Grupo da HYBE acumula conquistas e é apontado como promessa do K-pop
- Qual é o futuro dos BLs coreanos? Central Boys Love comenta sobre produções para 2022
Administradores falaram sobre o aumento dos lançamentos, a receptividade dos projetos e o mercado de Boys Love coreanos (Central Boys Love/W Story/Reprodução) Mais do que nunca, o mercado audiovisual e o consumo de produções BL (da sigla em inglês Boys Love) tem crescido significativamente nos últimos anos. Nisso, seriados, webséries e curtas-metragens do leste asiático (como os já conhecidos títulos da Tailândia) estão cada vez mais famosos e recebendo apoio do público ocidental. Agora, é a Coreia do Sul que tem, de certa forma, intensificado o desenvolvimento dos projetos. Mas qual é o objetivo, no que diz respeito a audiência e ao mercado que consumirá os títulos? O que os estúdios sul-coreanos estão buscando com os BLs, e o que foi visto pelos produtores que irá colaborar com a popularidade dos boys love do país? Com estes e outros questionamentos em mente, o Café com Kimchi consultou a página Central Boys Love para ajudar a sanar as dúvidas. Criada em 2018, a Central é uma das mais conhecidas páginas sobre BLs nas redes sociais, e que diariamente atualiza o público com notícias do gênero. O coletivo ajudou a fomentar a comunidade que acompanha os Boys Love, e no Twitter por exemplo, acumula mais de 50 mil seguidores. Dessa forma, continue lendo abaixo para descobrir quais foram as respostas da Central Boys Love para algumas das nossas perguntas. Quais são os BLs mais esperados de 2022? O mercado sul-coreano das produções está crescendo até que ponto? Haverá uma progressão neste cenário? Confira tudo a seguir: Entrevista com a Central Boys Love sobre o mercado de BLs da Coreia do Sul Café com Kimchi: antes de tudo, nos contem um pouco a respeito da Central Boys Love. Quais eram os objetivos principais dos administradores na época da criação? O que os motivou a abrir um espaço nas redes sociais, para reunir conteúdos relacionados a BLs, e como foi a receptividade no começo? Central Boys Love: A ideia surgiu em 2018, quando carecia de páginas que cobrissem exclusivamente o BL live action, e que na época era um nicho bem pequeno do Twitter. O fundador na época, junto a uma amiga, começou a cobrir os lançamentos do período e a recepção foi boa. Não havia grandes contas e todo mundo meio que interagia no começo; não tinha muita briga de ego, tão comum em redes sociais. Dentre os conteúdos que são publicados e noticiados, quais são os mais populares? BLs de quais países recebem maior atenção entre os posts de vocês? Tailândia e Coreia do Sul atraem mais cliques, sem dúvidas. A Tailândia, por ter uma indústria BL de fato: eles (as produtoras dos seriados Boys Love) pegaram o sistema idol do k-pop/j-pop e misturaram com as novels BL do país. E os atores (com os casais que eles formam) se tornam um produto tão ou mais importante que as séries. Por oferecerem muito conteúdo (músicas, performances, varieties), o público acaba ficando fiel a determinados casais de atores. Já a Coreia do Sul é uma indústria recente e bem pequena dentro do país, mas que atrai muita atenção internacional. Pelo estilo de série, das narrativas e de estética já ser conhecido por parte dos jovens (seja através do k-pop, dos doramas, e a tal "onda hallyu") tais fatores acabam por atrair a atenção. Mas como durante/após a série não há o costume de “pós-venda” da Tailândia, acaba que esse calor esfria. Quando idols de grupos de k-pop estrelam (os BLs), também há uma recepção mais intensa. A respeito das produções sul-coreanas, por que vocês acham que o mercado está aquecido para 2022? Será possível ver vários títulos sendo lançados neste ano? A indústria coreana era, antes de 2020, limitada a curtas independentes de produtores gays, que geralmente não tem aquele tom “mágico” de BLs. Porém, inspirada pelo caso de Ossan’s Love no Japão (onde esse especial fez tanto sucesso que acabou desbravando, e criando caminho para diversas adaptações live action no próprio país), a produtora Energedic Company, em parceria com a W Story, fez Where Your Eyes Linger. O financiamento foi um problema, mas a recepção no sudeste asiático e no Japão foi excelente. O BL coreano até hoje tem essa característica: ele é feito pro exterior. Com resultados positivos até domesticamente, com To My Star e outros, várias companhias começaram a investir. Já teve companhia de jogo, editora de livro e plataforma que publica manhwas entrando nos live actions. E pelo formato curto que é usado, eles acabam produzindo em quantidade diversas histórias pequenas. Cada dia mais pequenas companhias e algumas médias tem se interessado em produzir. Teremos bastante BLs neste ano. Até agora (data do dia 13/01, quando foi feita a entrevista), já temos quatro títulos para fevereiro, algo inédito. Mas ainda falta furar a bolha no mercado doméstico. Nenhuma companhia investiu nisso até hoje. Na opinião dos ADMs, quais seriam os motivos para a Coreia do Sul investir mais em produções do gênero? Em nossas conversas com produtores de lá, há motivos variados. Tem os que gostam da demografia e querem contar essas histórias, e há empresas que usam do drama como forma de divulgar a novel/BL game na qual o projeto foi baseado. No fim, eles almejam tornar rentável essas séries. Quando cai nos gostos de alguma audiência, até mídia física é lançada. Apesar disso, acham que as produções sul-coreanas ainda precisam avançar e/ou mudar em algum aspecto? Em qual? Quais são as principais diferenças entre os BLs da Coreia do Sul, para os da Tailândia, por exemplo, e de outras nacionalidades? O BL coreano é um produto de exportação. Isso traz consigo suas vantagens e desvantagens. De bom, temos que a pressão dos costumes é menor, afinal esses conteúdos não são exibidos na TV e não são alvo de grupos contrários (o que é muito comum para mídia LGBTQ+ na Coreia do Sul). O ônus é que o investimento é consideravelmente menor. Por ser uma mídia queer vendida para meninas jovens lá, há preconceito sobre financiar ou adentrar nela. Obviamente isso ocorre em todos os países, mas parece ser mais fechado na Coreia se comparado a Japão, Taiwan ou Tailândia. E a principal diferença, sem dúvidas, é a duração. O formato de web-drama de episódios curtíssimos (às vezes, com menos de 10 minutos) é típico da Coreia. Nos outros países, a menos que seja um projeto pro TikTok, os episódios são de no mínimo 20 minutos. Isso ocorre pois a maioria dos BLs coreanos são, na verdade, filmes fatiados e lançados como série. Ainda, a maior parte das histórias são de roteiro original, sendo poucas adaptações até hoje, mas isso parece que está mudando. Para a Coreia avançar em termos de duração, é necessário investimento de empresas grandes, que até agora têm se mostrado tímidas quanto a isso (apesar de empresas como a KBS já terem tido envolvimento com BLs coreanos). Diversidade de temas e abordagens já há, mas há um foco excessivo em visuais e histórias descomplicadas devido ao curtíssimo tempo disponível. Há algum título entre os BLs coreanos que o público está com mais expectativas para ver em 2022, de acordo com o que vocês já notaram na página? As adaptações de Cherry Blossoms After Winter e Semantic Error, sem dúvidas. Como são novels/manhwas já populares, a ansiedade da audiência pros live actions é grande. (W Story/Bamwoo/Reprodução) A Central Boys Love considera que o número atual de produções na Coreia irá aumentar, manter-se assim ou será apenas algo de momento? A tendência tem sido de aumento. No último trimestre, houve uma quantidade significativa de séries que iniciaram suas produções. Muitas delas ficamos sabendo pelo classificado de vagas para equipe. Com a popularidade estável no exterior, a tendência é que mais companhias se aventurem nisso. E na visão dos ADMs, vocês acreditam que a Coreia do Sul está mais aberta para receber estes produtos no país, em formato audiovisual, além dos já conhecidos manhwas? A questão não é nem se a audiência doméstica quer ver adaptações do seus manhwas, mas sim que há receio das mídias mais tradicionais em distribuir as séries. Enquanto muitos manhwas e novels são autopublicadas pelas autoras em sites específicos para essa audiência, as séries, por moverem mais gente, se tornam mais interessantes financeiramente se distribuídas em mídias maiores. Mas há uma resistência em relação a isso. As companhias passaram a lançar as séries num app específico para BL live action, o Heavenly, mas a audiência principal continua sendo dos estrangeiros. Nos surpreende no caso, de empresas internacionais que investem em conteúdo coreano (como a Netflix), não terem ainda patrocinado um BL. Mas tem ocorrido progresso sim na inserção de tramas na grande mídia, a passos de tartaruga; mas tem. Para conhecer mais sobre o trabalho da Central Boys Love, acesse o site aqui.
- D.P. Dog Day: O quão realista é o dorama? Ex-soldados coreanos têm opiniões divididas
O K-drama da Netflix estrelado por Jung Haein ganhou muita atenção na Coreia do Sul por relatar abuso de poder e tratamento severo no exército (Reprodução/Netflix) D.P. Dog Day foi um dos grandes sucessos de 2021 na Netflix e chamou atenção ao mostrar uma realidade do exército coreano que a audiência ocidental provavelmente não conhecia o suficiente. Mas até onde a história reflete a vida real dos homens que se alistam no serviço militar na Coreia do Sul? Estrelado por Koo Kyohwan e Jung Haein, protagonista de Snowdrop, o dorama acompanha An Junho, um rapaz de origem humilde que trabalha com entregas em restaurantes para guardar dinheiro e sustentar a família enquanto estiver fora, como soldado, por dois anos. Quando chega seu momento de se alistar no exército, tem dificuldades em se adaptar ao ambiente, aos chefes rígidos e aos colegas de serviço. Embora tente seguir e cumprir ordens até o fim de seu período de alistamento, An Junho se torna um dos alvos de bullying em sua base — situação comum e degradante no local, cuja ocorrência é ignorada pelos superiores. Ao reagir a uma provocação causada por um “valentão”, sua estabilidade é afetada, mas um coronel percebe suas boas habilidades em desvendar pistas e o coloca para ir atrás de desertores e trazê-los de volta ao exército. "D.P Dog Day traz um enredo sobre encontrar um desertor mas, ao mesmo tempo, é uma história paradoxal de procurar o infeliz filho, irmão ou amor de alguém", pontuou o diretor Han Junhee, na época do lançamento do k-drama. Ao assistir o dorama, descobrimos que as razões para que os homens fujam do serviço militar são inúmeros: desde depressão até dificuldades financeiras. Durante os seis episódios da primeira temporada de D.P. Dog Day, o público é confrontado com questionamentos morais e se depara com as consequências do bullying e da exigência da masculinidade em um ambiente majoritariamente ocupado por homens. Para entender o quão realista e literal é o enredo de D.P. Dog Day — que já teve a segunda temporada confirmada pela Netflix — o Café Com Kimchi conversou com diversos homens coreanos, entre 20 e 40 anos de idade, que se alistaram no exército em diferentes períodos. Contando sobre seus medos e o modo em que o serviço militar afetou suas vidas por dois anos, os rapazes entrevistados foram além da ficção, desmitificando conceitos e revelando o que mais nos interessa: as experiências da vida real. Hierarquia e superiores que intimidam (Reprodução/Netflix) Há pouco ou nenhum sistema que funcione sem hierarquia, isso é um fato. Para que uma organização funcione, cada um deve ter sua função delimitada e, em uma dessas, há um grupo responsável por fazer com que todos cumpram com suas responsabilidades. No exército, uma das instituições mais tradicionais em diversos países, não seria diferente. Mas qual é o limite para que as pessoas com o poder nas mãos não se tornem um fardo para os subordinados? Para Kim Minseok, de 26 anos, há certa hipocrisia na estrutura dentro do exército. Afinal, apesar da importância da hierarquia, não há como respeitar genuinamente alguém que você não conhece. De acordo com o ex-soldado, haviam chefes que passavam dos limites para justificar suas posições e se tornaram um incômodo para outros recrutas de sua base. "No meu caso, houve muito atrito com meu chefe. Ele executava muitas ações que não eram compreendidas no nosso senso comum em nome de sua missão. Quando penso no comandante da nossa companhia, ele era tão ganancioso pelo poder que causou um trauma generalizado.” “Somos pessoas com culturas, rotinas e emoções antes de sermos convocados para o exército.” Em parte de seus 21 meses de estadia no exército, Minseok trabalhava com a remoção de minas e terras danificadas próximo à fronteira com a Coreia do Norte. O ex-soldado afirmou que o relacionamento com seus colegas do exército era difícil, mas não chegava nem perto das situações ocorridas no drama D.P. Dog Day. "A relação de classe nas forças armadas é realmente a pior. É uma contradição colocar soldados recrutados, que não têm nenhuma conexão, em um só lugar e forçar camaradagem. Mas atos e hierarquias duras como em D.P. Dog Day desapareceram muito devido à inovação da vida militar quando fui um recruta. Não era tão severo." E, de fato, há um movimento para que tais comportamentos nocivos sejam removidos da rotina militar. Semanas antes do lançamento da série coreana, o Ministério de Defesa da Coreia do Sul afirmou à agência de notícias Reuteurs que estão preparando medidas para acabar com o abuso de poder e tratamentos severos. Além disso, também planejam paralisar o sistema que obriga soldados a procurarem por desertores do exército — a mudança entrará em vigor em julho de 2022. A Coreia do Sul mantém um efetivo militar de 550.000 homens, com 2,7 milhões de soldados em reservas, em meio a décadas de tensões com a Coreia do Norte. Todos os homens devem servir por até 21 meses, dependendo do ramo militar e a lei penal militar do país pune a deserção com até 10 anos de prisão. Leia também — Reflexão e desconforto na Netflix: 5 doramas que exploraram temas sociais Ainda segundo o Ministério de Defesa, o abuso e a deserção entre os recrutas caíram bastante desde 2019, quando passaram a permitir que soldados alistados usassem telefones no quartel. Apesar de terem se recusarem a confirmar o número exato de desertores, a mídia sul-coreana informou que 55 casos foram relatados em 2020 e 78 em 2019. As mortes militares por suicídio também caíram de 27 para 15 no mesmo período. Kim Haneum, de 34 anos, se alistou em torno dos 20, quando o sistema militar era um pouco mais rígido do que é atualmente e o tempo de estadia também era maior. Na época, o ex-soldado se preocupava em como passaria dois anos longe de seu emprego, família e amigos. Além disso, também temia o convívio com pessoas desagradáveis. “Eu me sentia intimidado o tempo todo [com meus superiores], mas não era tão sério como em D.P. Dog Day. Durante meu tempo, na minha divisão, não houve fugas, mas um dos rapazes se suicidou. Eu não o conhecia porque era uma pessoa em meio a outras duas mil. Era assim que lidávamos.” “O exército é um lugar onde as pessoas sofrem” (Reprodução/Netflix) Quando recrutados, os homens sul-coreanos precisam deixar vidas pessoais, carreiras, família e relacionamentos para trás por um longo período. Apesar de ser uma obrigação no país e estes cidadãos estarem conscientes disso à vida inteira, toda e qualquer preocupação por parte deles são ignoradas, silenciadas por terceiros ou por eles mesmos — afinal, não há nada a fazer para mudar este destino. Minki, de 31 anos, relatou que o medo é o sentimento mais recorrente para os jovens que estão prestes a se alistar. “Dramas como D.P. Dog Day e histórias contadas por amigos e familiares mostram que, na sociedade coreana, o exército é um lugar onde as pessoas sofrem. Então estava preocupado com isso há alguns anos antes de entrar.” Artilheiro do exército entre novembro de 2008 e setembro de 2010, Inseok, de 32 anos, relata que era difícil ficar longe da família e perder sua liberdade por dois anos, mas estar no exército era ainda mais intimidador que a saudade de estar em casa. O motivo maior de sua preocupação era a hierarquia e o que as pessoas podiam fazer quando tinham poder nas mãos. “Um dos meus veteranos era semelhante a um superior cruel no drama. As Forças Armadas da Coreia do Sul são um legado. Mesmo os veteranos maldosos do drama estão apenas devolvendo o bullying que receberam quando estavam em uma posição inferior para seus sucessores.” Atualmente trabalhando como desenvolvedor de jogos online, um dos entrevistados não quis revelar o nome verdadeiro e pediu para ser citado como HK Kim. Com 34 anos, Kim esteve no exército em 2008 e sua estadia durou 22 meses. Suas dificuldades no exército foram inúmeras, incluindo a falta de espaço pessoal — por dividir quarto com outros 12 soldados —, e, apesar de estar rodeado de pessoas, enfrentou a solidão. “Ninguém nunca realmente se importou com o que os soldados perdem para estar ali. Ninguém ficaria do meu lado se eu tentasse ignorar o serviço militar. Com ou sem violência física, você não consegue se livrar disso.” Durante seu período de alistamento, HK Kim se deparou com muitos colegas que viviam constantemente desanimados e sem força. “Há muitas pessoas tentando ajudar quando alguém está deprimido lá dentro do exército, mas eles não podem lutar contra o sistema hierárquico.” A diminuição salarial também é um problema durante o período militar. Choi Jaehyung, de 28 anos, afirmou que a questão financeira causava ainda mais preocupações do que suas experiências no quartel. “Eu pensava muito sobre o bullying e a solidão, mas sabe o que eu tinha mais medo? O salário. Mensalmente, eu ganho cerca de 5 mil dólares mas, durante meus dois anos de estadia no exército, eu recebi apenas 100 por mês para suprir todas as minhas necessidades lá dentro.” “Todo mundo fica deprimido quando recebe 15 centavos por hora”, relata HK Kim. Afinal, D.P. Dog Day é um dorama realista? (Reprodução/Netflix) A pergunta do milhão poderia ter sido respondida com os relatos acima? Talvez. Mas, a princípio, a trama é baseada em uma webtoon. Além disso, como é possível notar, as experiências diferem ao período em que os entrevistados se alistaram — devido às mudanças sociais e novas regras de convívio instauradas gradualmente à rotina militar. Por isso, nada melhor do que entender, da boca de nossas fontes, se D.P. Dog Day é realista ou reproduz comportamentos que pertencem apenas ao passado. “O pano de fundo de D.P. Dog Day retrata a época em que a consciência dos direitos humanos dos soldados não era muito alta”, conclui Kim Minseok. Minki também concorda e afirma que não viveu nada tão intenso quanto os momentos cruéis mostrados no dorama da Netflix. “O exército em que fiquei nunca teve a mesma situação que D.P. Dog Day. Nós nos respeitávamos como seres humanos e fizemos amizades. Eu era próximo tanto dos subordinados quanto dos chefes. Alguns ainda mantêm contato comigo mesmo depois de 10 anos.” “Há muita mídia sobre os militares na Coreia do Sul, mas só esse drama conquistou a simpatia de muitas pessoas. Até algum tempo atrás, algumas pessoas acreditavam que surras e palavrões eram necessários.” Changmin, de 23 anos, esteve no exército recentemente por um ano e nove meses e relata: “D.P. Dog Day é uma história muito antiga. A punição corporal não é tão severa hoje em dia.” Enquanto Inseok, que vivenciou a experiência há 12 anos, tem memórias mais agressivas de seu alistamento e chegou até mesmo a sofrer estresse pós-traumático (PSPT) depois de assistir ao K-drama estrelado por Jung Haein. “Eu acho que é um drama muito realista e bem feito. Nada parecia irreal. Talvez entre os homens coreanos que serviram nas forças armadas, muitos devem ter tido PSPT depois de assistir ao drama. Eu tive. Porque o exército em que eu estava era muito parecido com a ficção.”
- Jay B no Brasil: Show energético e emocionante marca primeira vez de um membro do GOT7 no país
A turnê mundial “Tape: Press Pause” fez passagem em São Paulo com show único e deixou um gostinho de quero mais para quem compareceu (Divulgação / Ivan Pacheco e Ricardo Matsukawa) No último dia 26, aconteceu o tão esperado show do Jay B no Brasil. A apresentação do líder do grupo GOT7 aconteceu no Vibra, em São Paulo, e faz parte da sua turnê mundial chamada “Tape: Press Pause”. O Café com Kimchi esteve presente nesse dia tão especial e único para os ahgases brasileiros! Após longa espera de um show do GOT7 - ou até mesmo de um membro vindo como solista para o Brasil - finalmente esse dia chegou para os fãs brasileiros do grupo. Desde o início do dia, os nervos estavam à flor da pele e o Vibra já estava lotando de admiradores do Jay B na fila para a entrada do show. O dia estava com a temperatura mais amena, mas isso não desanimou os fãs. Muito pelo contrário, a energia estava tão alta que o que se sentiu foi calor! Ansiosos por uma noite incrível, o público que preencheu a casa foi de jovens adultos, que aproveitaram muito bem as quase duas horas de performance. Abrindo o show da turnê, o cantor Jong Han se apresentou antes do concerto principal. O solista cantou algumas de suas músicas autorais como Rainy Day e You In My Arms. Ele foi recebido com muita energia pelo público e dava para ver que estava super animado e tocado com todo o carinho que estava recebendo. Foi um início de noite empolgante. (Divulgação / Ivan Pacheco e Ricardo Matsukawa) Após a abertura de Jong Han, a parte mais esperada da noite finalmente chega. Jay B sobe ao palco e inicia seu setlist com Switch It Up, que faz os fãs irem à loucura, em uma animação e euforia iminentes ao longo da performance extremamente eletrizante. O cantor segue o concerto com as canções AM PM – feat com Whee In do Mamamoo, e Into You, colaboração com g1nger, duas faixas que foram cantadas em plenos pulmões pelo público. Leia também: ONEUS no Brasil: Ingressos, setores e tudo o que você precisa saber sobre o show do grupo de K-pop Interações calorosas com ahgases Assim que a terceira música chegou ao fim, Jay B cumprimentou a multidão e conversou um pouco com a plateia. O cantor falou sobre ser o primeiro membro do GOT7 a estar no Brasil e que estava muito feliz por estar no país, deixando clara a sua vontade imensa de estar naquele momento com os fãs. Repetidamente, dizia que tinha a sensação de que já esteve em solo brasileiro e que a energia do público o deixava extremamente empolgado. Pediu para que os presentes curtissem a noite e o acompanhassem cantando fervorosamente suas canções. Enquanto conversava com os fãs, o público começou a gritar “Jay B, eu te amo” e o artista perguntou o que significava. Ficou extremamente tocado ao saber do que se tratava. O show então continuou com as faixas Dive into you, Count On Me e Sunrise, acompanhadas pela energia e cantoria do público. Em seguida, Jay B conversou mais um pouco com os fãs e pediu para que eles o ensinassem a falar português. Algumas das frases que o artista aprendeu foram: “Oi Brasil”, “Eu amo vocês”, “GOT7 pra sempre” e “Eu sou gostoso” – essa última levou os fãs à loucura! O cantor chegou a performar faixas como B.T.W – feat com Jay Park, FAME – colaboração com JUNNY, Hush, Fade Away, finalizando a primeira parte da performance da noite com Rainy. A produção audiovisual estava incrível a todo momento, combinando a vibe das canções com o clima da casa. O vocal do artista em todas as músicas, desde o início, estava impecável, demonstrando toda a emoção e técnica presentes em seus anos como vocalista. O MIC do gato estava ON! Fique por dentro: Jay B, The Rose e mais: Shows de K-pop no Brasil confirmados em 2022 e 2023 A segunda parte do concerto começou com a energética go UP, seguida de The Way We Are, ambas as canções que foram cantadas euforicamente pelos fãs que agitavam suas lightsticks verdes com entusiasmo. Entre uma faixa e outra, Jay B ainda fez algumas piadinhas internas do fandom. Comentou que estava um pouco cansado após as duas músicas e ouviu a plateia o chamar de “ahjussi”, o que o fez dar boas risadas e concordar que era mesmo um senhor. Ele pediu que os fãs o ajudassem a cantar a próxima canção, LIVIN’ e teve seu pedido acolhido calorosamente. Jay B continuou a setlist com Fountain of Youth, Break It Down – feat com SIK-K, e Holyday. Homenagem dos fãs brasileiros Jay B foi surpreendido com um vídeo emocionante feito pelos ahgases brasileiros, exibido nos telões do Vibra, com imagens marcantes da carreira dele tanto como solista quanto com seu grupo GOT7. O material mostrou também fotos de fãs em todo o Brasil, indicando os pontos turísticos de cada região do país e uma mensagem de gratidão ao final. Jay B recebeu um buquê de girassóis e rosas azuis que o deixou extremamente tocado. E, como esperado, não deixou de falar sobre os outros membros do GOT7, pedindo para os fãs que apoiassem muito os outros integrantes quando fossem visitar o Brasil também. O cantor pontuou que quer muito voltar ao país com o grupo todo para realizar mais um show incrível. (Reprodução / Café com Kimchi) Dando seguimento ao show, o vocalista cantou, junto aos fãs, a música Rocking Chair, trazendo diversos momentos fofos durante a apresentação. A todo momento o cantor sorria e olhava para o telão enquanto interagia com os fãs. Hits do GOT7 na setlist de Jay B Para voltar a agitar o público, Jay B trouxe para sua setlist um Medley de músicas do GOT7, levando os fãs à extrema euforia. Cantando a recente NA NA NA e Page, o vocalista emocionou a plateia e transferiu um sentimento muito bom de saudade nos fãs. Conhecido também por assinar algumas de suas músicas como Def e Offshore, Jay B também cantou SUNSET WITH YOU e right. O líder do GOT7, por fim, apresentou mais algumas músicas do grupo como Go Higher, Before The Moon Rises, Teenager, Breath e THURSDAY, deixando um gostinho de quero mais na boca da plateia – aquela sensação de que um show do grupo completo no Brasil seria inesquecível! Leia também: Indigo: Álbum de RM abraça sua trajetória com curadoria que registra os vinte anos do cantor A última faixa foi Bounce, da unit JJ Project, formada por Jay B e Jinyoung – também do GOT7 – em 2012. O cantor deixa o palco animado e com os dançarinos o acompanhando até o fim. Estava estampado em sua cara que ele não queria sair do palco! Jay B entregou tudo e muito mais com a ajuda dos fãs brasileiros que, com muito amor e animação fizeram do primeiro show do vocalista no Brasil um momento extremamente memorável. Ele abraçou a felicidade do público e devolveu com uma performance impecável do início ao fim. E uma coisa é verdadeira: se a autora desse texto não era fã do Jay B antes, começou a ser. (Reprodução / Café com Kimchi) O que mais vem por aí? Ao fim do show, a produtora NoiX Entertainment anunciou que o show do Jay B era sua estreia no Brasil e que tinha uma surpresa os esperando em janeiro de 2023. Nos auto-falantes do Vibra, naquela noite, foi informado que um show grande e de cor “verde” irá acontecer no país, o que deixou os fãs completamente extasiados. Muitas especulações em torno desse grande spoiler dado pela produção seguem na mente dos que presenciaram a "Tape: Press Pause" naquela noite. Seria o próprio GOT7 ou algum membro do grupo? Quem sabe, até mesmo outro grupo de K-POP que tenha a cor verde ligada a si? E aí, qual é o seu palpite? Veja também: "Birthday" do Red Velvet: Relembre como a franquia dos álbuns The ReVe Festival começou
- DPR: Grupo coloca Audio a baixo com performance explosiva da "The Regime World Tour"; saiba mais
Coletivo de k-hip hop fez apresentação única em São Paulo; DPR Ian, Live e Cream reacendem performances incríveis da música sul-coreana no Brasil (Instagram/Reprodução/Café com Kimchi) O hip hop é um gênero de música mais do que universal, e o pop é uma fonte para artistas expressarem suas emoções. Estas duas coisas foram constatadas durante o show do coletivo DPR, na apresentação única do grupo em São Paulo. No domingo (16), os músicos tomaram o palco da AUDIO e a energia do Dream Perfect Regime chocou-se com a vibração e histeria dos fãs; fatores que se completaram perfeitamente. Após um longo dia de calor e leves pancadas de chuva na capital, a casa de shows paulistana foi tomada por Dreamers de diversas regiões do país. Da pista ao camarote, a AUDIO foi ocupada por jovens adultos que ansiavam por uma noite incrível. E em praticamente duas horas de show, os músicas DPR Cream, Live e Ian atingiram as expectativas dos "sonhadores" que gritaram em plenos pulmões com a presença dos artistas. A noite da The Regime World Tour em São Paulo começou com DPR Cream apresentando um set que introduziu o público à euforia das próximas horas. Os fãs do artista colaboraram para o hype, gritando seu nome e agindo como uma verdadeira plateia de um concerto de hip hop. Ainda não havia coreografias, ou a presença dos demais membros do DPR; mas a intro de Cream foi colossal para a abertura dos portões do universo do Dream Perfect Regime. E logo após, DPR Live veio ao palco para deixar os fãs ainda mais extasiados. Suas músicas que misturam o r&b, o neo soul e o funk americano manifestaram a sensação de que a festa do DPR havia dominado a AUDIO, e hits como Jasmine, Text Me, Neon e Hula Hoops foram acompanhadas pelo coral generalizado do público. Se você não sabia a letra, estava dançando, e se não estava dançando, ao menos sentia-se numa grande comemoração — centenas de pessoas festejando o fato de que a discografia de DPR Live é universalmente contagiante. Jam & Butterfly, Cheese & Wine, Summer Tights e Know Me eram cantadas (ou no caso, gritadas) por um público que enfim estava realizando um sonho depois de horas numa fila mal organizada pela casa de shows. E não faltou carinho vindo do palco: Hong Da-bin (nome verdadeiro de DPR Live) enrolou-se na bandeira do Brasil, se comunicou com os fãs e entregou sua gratidão com a expressão de quem não esperava tamanho amor em solo BR. A presença de palco importa muito na hora de se expressar com fãs de um país totalmente diferente, que não fala a sua língua. E foi exatamente neste ponto que a apresentação de DPR Live acertou em cheio: a universalidade da performance, misturando coreano e inglês, indo para frente e para trás no palco da AUDIO e não cantando só para os fãs, como também com eles. Após a apresentação contagiante de DPR Live, DPR Ian surgiu como um furacão de emoções O stage dançante e summery de Dabin foi sucedido pelo set de DPR Ian, que transformou a AUDIO num ballroom de dramaturgia e sentimentos. Foi como se o show tivesse entrado num estado generalizado de emoções ricocheteando entre si. Ian (stage name de Christian Yu) é performático na medida certa. O artista te contagia. A parte do artista no concerto mesclou faixas dos álbuns Moodswings In To Order e Moodswings in This Order, e foram explosões atrás de explosões de sensações ao longo da sua permanência no palco. Miss Understood, Avalon, So Beautiful, Dope Lovers e tantas outras canções estavam na boca do povo. A voz de DPR Ian ao microfone se misturava ao estado de exaltação dos fãs espremidos na pista e camarote da casa, enquanto o cantor também se movimentava a todo instante. Ian girava, abria os braços, agachava-se e inclinava-se para trás. Eram diversos movimentos unidos ao seu canto e energia que não pareciam esgotar. E as pequenas montagens no palco da AUDIO também ajudaram a contar a narrativa de MITO, que está intrinsecamente ligada à vivência de Ian. Uma mão gigante apareceu para segurar o cantor e levá-lo para longe; braços brincavam atrás de cortinas; um espelho foi usado para Ian refletir a respeito de sua própria imagem. Tais detalhes serviram para complementar a interação de Christian no palco e com o público, cada vez mais envolvido e louco por estar ali. Como não gostar de um artista que nos entrega Sometimes I'm, Calico e Ballroom Extravaganza? Era impossível não observar Ian no palco dando o seu melhor, mesmo que não estivesse em um de seus melhores dias. A apresentação do DPR transbordou comprometimento e entrega em todos os sets — de emoções, de hits, de movimentos e amor pelo mar de pessoas que estavam presentes na AUDIO. Christian Yu é alguém de tirar o fôlego, ao mesmo tempo em que é um artista de sentimentos palpáveis. Após concerto da The Regime Tour, é de se esperar se as produtores brasileiras atenderão à demanda O concerto do coletivo DPR em São Paulo denotou algo que está presente no público do Brasil: uma demanda por artistas que as pessoas querem ouvir. Apesar do espaço relativamente pequeno para a proporção de talento do DPR, a AUDIO comportou fãs da música sul-coreana que escutam quem estava no palco; não era qualquer um se apresentando. O Dream Perfect Regime é um grupo que combina com o Brasil: não tem medo de errar, quer se conectar com os ouvintes, tem carisma e músicas dançantes do começo ao fim. E ao mesmo tempo, a discografia apresentada no show de 16 de outubro é ímpar, entusiasmada e criativa. Cream, Live e Ian exemplificaram como o DPR é um dos expoentes do k-hip hop, não apenas com suas canções como também a partir do envolvimento dos fãs à arte apresentada. E vale mencionar a dedicação dos fãs, que organizaram projetos com as lanternas dos celulares para deixar a casa de shows mais do que iluminada. Bandeiras do Brasil e do orgulho LGBTQIA+, flores, sorrisos e rostos emocionados fizeram parte do cenário do concerto do DPR em São Paulo. Agora, fica a dúvida a respeito de quando as produtoras do Brasil (principalmente as de K-pop) trarão o "próximo DPR" no quesito performance + carisma. Será que concertos futuros manterão um público gritante, alucinado e envolvido da mesma forma que ocorreu na AUDIO? Quando será que um próximo ato como DPR Ian, por exemplo, estará em solo nacional para esbanjar tamanha simpatia e visão artística, desde a dança até o tom de voz ao conversar com os fãs? Enquanto tais perguntas não são respondidas, os Dreamers ficarão com as memórias de uma noite inesquecível na presença de um coletivo tão avesso à maré comum como o DPR. Se o redator deste texto não era um fã até o concerto de ontem, agora ele é. Confira esta outra cobertura do Café com Kimchi - MCND no Brasil: Tudo o que rolou no show do grupo de K-pop em São Paulo
- Fortes emoções: Músicas de K-pop com significados importantes para os fãs
Disband, homenagens, aniversário de debut, e agradecimentos são alguns dos temas de faixas que marcam diversos fandoms (Reprodução SM Entertainment / YG Entertainment) Alguns lançamentos marcam os fandoms de diversos grupos pela sua profundidade, são faixas que guardam alguma história especial, um momento marcante da carreira, uma comemoração, um pedido para ficar e até mesmo uma promessa. Mas algumas também vem da vontade de homenagear e agradecer seus fãs. Estas músicas costumam marcar e emocionar, e serem algo mais pessoal entre idol e fandom. Por isso, o Café preparou uma listinha especial e cheia de emoção com algumas faixas importantes para alguns fandoms. Leia também: NCT: Entenda como funcionam as sub-units do grupo de uma vez por todas Thank You - GOT7 Faixa do álbum Eyes On You, a música de 2018 é um presente emocionante destinado aos fãs, com um MV cheio de registros do grupo trabalhando duro para entregar o seu melhor aos Ahgases. Na letra, a faixa é pura gratidão e também demonstra a vontade do grupo de retribuir e fazer ainda mais pelos fãs, como se os integrantes sentissem que o que já foi entregue por eles ainda não fosse o suficiente. Forever 1 - SNSD Forever 1 é uma comemoração em dose dupla, pois marca o primeiro comeback do grupo após 5 anos sem lançamentos e também o aniversário de 15 anos do Girls’ Generation. O significado da música é simples de entender, não tem nenhum segredo: SNSD é para sempre, e para sempre um. Leia também: Forever 1: Girls' Generation retorna alegre, colorido e melhor do que nunca We Are Bulletproof: The Eternal - BTS A música do Map Of The Soul: 7 narra a trajetória do boygroup desde seu debut. Sua significância está em retratar os desafios que a banda viveu e sua gratidão pelo fandom army. A faixa é uma carta aberta que representa a conexão entre os membros, mas também com seu fandom. O bônus que deixa tudo ainda mais emocional é o MV, uma animação que contém inúmeras referências significativas de cada um dos lançamentos do grupo. Goodbye - 2NE1 Goodbye é uma das mais dolorosas faixas dessa lista, pois marca o adeus de 2NE1. A balada foi escrita pela atualmente solista CL, dedicada a Minzy que havia deixado o grupo, mas acabou adaptando a letra para dizer adeus aos fãs e também às outras integrantes. A letra pede que não esqueçam, mesmo com os tempos difíceis, e se despedem, até o dia que se encontrarem novamente. Flower Road - BIGBANG Flower Road foi a faixa lançada pelo boygroup BIGBANG quando o grupo anunciou seu hiatus para cumprir o serviço militar. A faixa que conta com G-DRAGON e T.O.P na composição possui versos tranquilizadores que prometem não ser o fim do grupo, indica que iriam retornar e também como os fãs são esperança e conforto para BIGBANG, mas que naquele momento os V.I.Ps deveriam descansar enquanto esperavam seu retorno. Leia também: BIGBANG vai acabar? O que esperar do futuro do lendário grupo após os integrantes saírem da YG? Stay - BLACKPINK Apesar de não ser explicitamente dedicada aos fãs, a faixa do mini álbum Square Two tem uma letra especial, pois é basicamente um pedido para permanecer. Devido aos longos hiatus que o BLACKPINK costuma fazer, muitos dos blinks se sentem inseguros e claro, sentem falta do girlgroup, por isso a mensagem cai como uma luva. É um pedido básico para que eles fiquem, pois o quarteto sempre estará de volta. O que sustenta mais a importância de Stay para os fãs, é o rumor de Jennie ter sido compositora. A rapper já afirmou que a música é muito significativa para o grupo, tanto que já se emocionou com os versos durante um show do grupo. Promise (약속 - EXO 2014) - EXO Em 2014, o grupo que até então era formado por doze membros, teve sua formação alterada para nove, já que três dos chineses resolveram deixar o EXO em um espaço de tempo muito curto. Inseguranças e incertezas era o sentimento que dominava o fandom EXO-L, e por isso Promise (약속 em hangul) foi um presente do grupo para os fãs, firmando um compromisso e promessa de que mas ninguém os deixaria. Vale lembrar que a b-side do álbum Love Me Right conta com a composição e produção do Lay, Chen e Chanyeol. Ainda, vale um bônus para mencionar outras músicas do EXO, porém dessa vez como solistas, Stars do Baekhyun é uma declaração para os Eris, nome carinhoso dado por ele ao fandom. That’s Okay de D.O. é uma música conforto, composição dele e seu single antes do alistamento militar. Leia também: EXO-L de primeira viagem? Confira 6 programas para conhecer melhor o EXO Qual dessas é sua preferida? Conte em nossas redes sociais.
- Dos palcos às telas: Entenda a ascensão do Eunwoo do ASTRO na atuação
K-idol e ator, Cha Eunwoo teve grande destaque em doramas de romance e tem mostrado um novo lado em "Island" (Divulgação/Elle) Cha Eunwoo é um dos exemplos atuais de como um idol pode ascender como ator e se manter estável nesse ramo. É comum que artistas de K-Pop não fiquem restritos apenas a carreira nos palcos, e existem diferentes possibilidades para cantores explorarem suas habilidades na indústria do entretenimento. Muitos investem na atuação, entre eles, Eunwoo, que estrela um título bastante comentado nas últimas semanas, Island. A imagem de Eunwoo tem se espalhado ainda mais desde sua estreia no novo K-Drama da TVING em 30 de dezembro. A trama acompanha três pessoas que lutam contra o mal na Ilha de Jeju. Entre elas está o Padre Yohan, responsável por exorcismo e que deseja proteger a vida e purificar o mal. Com o novo personagem, Eunwoo teve um aumento de popularidade entre o público, que aprovou suas cenas de combate e perseguição. Porém, Island não é seu único trabalho notável. Eunwoo desenvolve sua carreira no cinema e teledramaturgia desde 2017 e, ao que tudo indica, os convites para protagonistas devem continuar recorrentes. Dos palcos de K-pop às telas de K-dramas Membro do Astro desde 2016, fez sua estreia ao lado de MJ, Jinjin, Moonbin, Rocky e Sanha. Um ano antes, o boygroup administrado pela Fantagio foi apresentado ao público com a série To Be Continued. Em janeiro de 2016, o sexteto recebeu um reality show, intitulado de Astro Ok! Ready!, como preparação para o debut. No mês seguinte, eles realizaram sua tão aguardada estreia com o single Hide&Seek, do EP Spring Up!. O grupo teve o conceito fofo e colorido como marca de seus lançamentos, como pelos comebacks: Breathless (2016), Confession (2016) e Baby (2017). Porém, tudo mudou no final de 2017 quando o grupo assumiu uma postura diferente em Crazy Sexy Cool, que serviu como transição para um conceito mais maduro. Astro possui um total de três Full Albums e 10 EPs, sendo Canzy Sugar Pop (2022) o single mais recente. Na atuação, Eunwoo teve um breve papel no filme My Brilliant Life, ao lado de Song Hye Kyo de The Glory, um ano antes de sua estreia com o Astro. Porém, o investimento na atuação teve início realmente a partir de 2017, com Hit The Top. A primeira oportunidade como protagonista surgiu em ID: Gangnam Beauty em 2018, quando deu vida a Doh Kyung Seok, um universitário que se apaixona por Kang Mi Rae (Lim Soo Hyang), uma jovem que sofre com comentários negativos sobre sua aparência. Leia também: Do romance ao apocalíptico, confira 10 doramas ambientados em escolas e universidades No ano seguinte, o ator teve a oportunidade um papel totalmente diferente dos anteriores no drama de época Rookie Historian Goo Hae-Ryung. Como príncipe Lee Rim, se envolve com a historiadora Goo Hae Ryung (Shin Se Kyung). Em 2020, Eunwoo integrou o elenco de True Beauty, inspirado no webtoon Yeoshingangrim de Yaongyi. Durante o período de lançamento dos episódios, o dorama dividiu a dramaland com o triângulo amoroso formado por Im Ju Kyung (Moon Ga Young), Lee Suho (Cha Eunwoo) e Han Seo Joon (Hwang In Yeop). A comédia romântica leve e divertida é ideal para iniciantes em K-Dramas. (Reprodução/TVN) O retorno de Cha Eunwoo ao cinema ocorreu em 2022 com Decibel, junto de Kim Rae Won de School 2 (1999) e Lee Jong Suk de W: Dois Mundos (2016). O filme de ação acompanha um ex-comandante da marinha que busca impedir os ataques terroristas após receber uma ligação misteriosa. Recentemente, a primeira temporada de seu último trabalho, Island, teve o episódio final transmitido em 13 de janeiro. Mais um trabalho na teledramaturgia já está a caminho, com Eunwoo confirmado em A Good Day to Be a Dog, ainda sem data de estreia. Leia também: Setembro Amarelo: 10 doramas que levantam reflexões sobre saúde mental e prevenção ao suicídio Reconhecimento na atuação Eunwoo soube conquistar espaço na indústria com excelência. Recebeu seus primeiros prêmios por atuação em 2018 pela sua performance em Gangnam Beauty, com um total de cinco troféus pelo Asia Artist Awards, Korea Drama Awards e Yahoo! Asia Buzz Awards. No ano seguinte, ao lado da experiente Shin Se Kyung, venceram a categoria Best Couple por Rookie Historian Goo Hae Ryung no MBC Drama Awards, que ainda rendeu prêmio individual para Eunwoo. (Divulgação/Fantagio) Em relação a audiência, K-Dramas estrelados pelo idol recebem bastante atenção do público. ID: Gangnam Beauty terminou com alta audiência, superando a marca de 6%; já Rookie Historian Goo Hae Ryung teve um pico de 7% em um dos episódios. True Beauty sofreu altos e baixos, porém, conseguiu maior audiência do que certos rivais de outras emissoras e seu final fechou com 4,5% — além de ter ocupado o 11º lugar na lista de melhores doramas de comédia romântica da Korean Binge, baseada na audiência e em comentários de usuários do IMDb. Decibel estreou com 81% de aprovação no Rotten Tomatoes e 9.5 pontos na plataforma Naver. Leia também: Sequência de Strong Woman, Alquimia das Almas e mais: Confira os doramas mais esperados de 2023 Lista de filmes e K-Dramas com Cha Eunwoo (Divulgação/TVING) Confira a lista completa de trabalhos de Cha Eunwoo abaixo: My Brilliant Life (2014) Hit The Top (2017) Sweet Revenge (2017) ID: Gangnam Beauty (2018) Rookie Historian Goo Hae-Ryung (2019) True Beauty (2020) Island (2022) Decibel (2022) A Good Day To Be a Dog (2023) Assistiu algum K-Drama ou filme de Eunwoo? Conta para gente em nosso Instagram e Twitter!
- Para recordar: Músicas de K-pop que completam 10 anos de lançamento em 2023
Esses hits estão fazendo aniversário e completam uma década de lançamento este ano; confira a lista de canções (Reprodução / SM Entertainment / HYBE) 2022 foi um ano muito agitado para o K-pop: diversos lançamentos excelentes, uma grande quantidade de artistas fazendo comebacks surpreendentes e voltando a ser ativos. A volta de grupos como o KARA e Girls' Generation mostrou como a segunda geração — e parte da terceira — ainda estão muito em alta e têm o poder de atrair multidões. 2023 promete ser tão bom quanto 2022. Já temos muito a se esperar na indústria do K-pop, com comebacks e debuts acontecendo e idols masculinos voltando do exército. Vários grupos vão fazer aniversário nesse ano, assim como solistas estão comemorando uma década de carreira solo. Nesse clima, vamos falar sobre as músicas de K-pop que estão completando 10 anos em 2023! Confira abaixo após a publicidade: Growl - EXO Dita por muitos como o hino da terceira geração, Growl do EXO é referência para idols até os dias atuais. É difícil encontrar um boygroup que não tenha feito cover da canção, e os próprios idols da SM Entertainment brincam que os lucros de Growl foi responsável por comprar um prédio para a empresa! Leia mais: Gerações do K-pop: Quais são? Onde começa e termina? Entenda a divisão Expect - Girl's Day O hit que trouxe o grande estouro para o Girl's Day também faz aniversário esse ano! Expect foi produzida por um time que já fez canções para o KARA e outros grupos da segunda geração, e ela tem aquele instrumental típico da estética dessa época. Irresistível! 24 hours - Sunmi As colaborações da Sunmi com a JYP Entertainment nos rendeu muitos momentos bons como o Wonder Girls, e 24 hours é um desses momentos. O break dance de tango e o conceito mais sensual não eram comuns em 2013, mas a Sunmi ajudou a dar início ao movimento de sexy concepts no K-pop. Hush - miss A E falando em sexy... Hush, do miss A, com certeza se encaixa nessa categoria. Os vocais mais suspirados e a coreografia ajudam a entregar a intenção da música. Quem nunca dançou essa com a cortina do box? Hush também nos trouxe o icônico cover feito pelo Bambam do GOT7! Leia também: Ela está de volta: Bae Suzy faz comeback com o MV de "Cape" Now - Troublemaker Antes do Triple H e do shipp Hyudawn, o Troublemaker era o espaço que a Hyuna tinha para ousar e explorar tudo que faz dela, hoje, a grande solista que é. Now é apenas um dos exemplos de como o duo funcionava bem juntos, e foi um dos maiores hits de 2013. Rum Pum Pum Pum - f(x) Rum Pum Pum Pum é a faixa-título do Pink Tape, um álbum que é até hoje tido como revolucionário na estética do K-pop graças à Min Heejin. O som mais experimental do f(x) é muito bem representado por essa faixa, que chega a passear até por um pouquinho de samba e bossa nova na hora da ponte. Leia também: NewJeans: Como o grupo da HYBE surgiu? Conheça as integrantes que prometem conquistar a 4ª geração Everybody - SHINee Apesar de não ser o primeiro nome que vem à cabeça quando se ouve o nome do SHINee, Everybody encapsula perfeitamente tudo que o grupo é: inovador, energético e icônico. A coreografia e o conceito têm tudo que é necessário para a música ser considerada um grande sucesso — e ela é! I Got A Boy - Girls' Generation Qual outro grupo além do Girls' Generation lançaria um álbum na virada do ano? 2013 começou, assim que o relógio deu meia noite, com roupas coloridas e uma das músicas mais conhecidas do K-pop. I Got A Boy é muitas coisas ao mesmo tempo, e o "Don't stop! Let's bring it back to 1:40" é um dos momentos mais icônicos do gênero. No More Dream - BTS O debut do BTS precisava ser mencionado. No More Dream é uma canção de protesto contra os padrões da sociedade sul-coreana, e o grupo soube vender esse conceito perfeitamente. No More Dream já anunciava o que o BTS viria a se tornar nos anos seguintes: uma grande potência. Leia também: Proof: Nostalgia em comeback do BTS nos leva para quando "éramos mais felizes" NoNoNo - Apink Se você se lembra da época em que NoNoNo tocava em todo programa de variedade durante o random play dance, você provavelmente já paga suas próprias contas. O Apink tem uma imagem diferente agora, mais madura e com um som menos açucarado, mas NoNoNo deixou um impacto enorme, entrando até nas playlists de homens no exército. Leia também: Idols de K-pop e atores que serão dispensados do exército em 2023 E aí, lembrou de mais alguma música que completa 10 anos? Conta para o Café nas redes sociais! Mais canções de K-pop que fazem 10 anos em 2023: A.D.T.O.Y. - 2PM Give It To Me - Sistar Number 9 - T-ARA Ringa Linga - Taeyang Very Good - Block B One Shot - B.A.P Wolf - EXO Wild - Nine Muses Crooked - G-Dragon
- Viagem no tempo, alienígenas e mais: 10 doramas de ficção científica na Netflix e outros streamings
Exploração espacial e futuro distópico são alguns dos temas do gênero que, embora não seja o favorito do público, tem o seu valor (Divulgação / Netflix) Dentre a enorme variedade de gêneros dos K-dramas, um deles ainda possui uma representação tímida no catálogo de streamings e na programação da TV: sim, estamos falando de ficção científica. Diferente dos enredos dramáticos e das histórias de romance, o gênero da ficção científica não é tão comumente visto nas produções, passando longe de ser o carro-chefe da dramaturgia coreana. Curiosamente, a Coreia se destaca como uma país que consome — e muito — do chamado "Sci-Fi." No final da última década, por exemplo, o fanatismo do país por filmes da Marvel resultou em filmagens in loco para Pantera Negra e Vingadores: Era de Ultron — além da inclusão de atores coreanos vários longas da franquia de heróis. Os projetos coreanos, no entanto, parecem não despertar o mesmo interesse. Leia Mais: Retrospectiva 2022: Os 10 melhores doramas do ano, segundo os leitores do Café Com Kimchi Ainda assim, os doramas do gênero surpreendem pela diversidade de plots e a capacidade de emocionar tão intrínseca às séries coreanas. O Café preparou uma lista com 10 títulos para você começar a se aventurar num universo de viagem no espaço-tempo, robôs e muito mais. Confira a relação completa ao final da matéria. Meu Amor das Estrelas (2013) Provando que não só de suspense vivem os enredos de Sci-Fi, Meu Amor das Estrelas acompanha o romance entre um alien e uma humana. O protagonista é um alienígena que chegou à Terra há mais de 400 anos. Com o passar das décadas, ele passou a nutrir um certo desprezo pela raça humana, mas tudo muda quando ele conhece uma famosa atriz. Com Kim Soo-hyun e Jun Ji-hyun, a série da SBS está disponível no VIKI e no Kocowa. (Divulgação / SBS) O Mito de Sísifo (2021) Este original da JTBC conta a história de um gênio da tecnologia que, de repente, recebe informações sobre a morte do seu irmão, que ocorreu mais de dez anos atrás. Motivado a descobrir a verdade, seu caminho se cruza com o de uma guerreira vinda do futuro. O dorama de viagem no tempo tem Cho Seung-woo e Kang Seo Hae nos papéis principais e está disponível no catálogo da Netflix. Nova Ordem Espacial (2020) O filme Space Sweepers se passa em 2092, período em que o planeta Terra já não é mais habitável e o universo se encontra povoado por humanos, naves e androids. Quatro rebeldes sobrevivem nesta nova ordem em busca de sonhos e lixo espacial, mas acabam se envolvendo em uma aventura improvável ao tentar vender uma humanoide. Com Song Joong-ki, o longa está disponível na Netflix. Yonder (2022) O drama distópico Yonder acompanha a jornada melancólica de um homem que perdeu a esposa para o câncer no ano de 2040. Certo dia, o protagonista recebe uma mensagem da falecida esposa, na qual ela pede que os dois se encontrem em Yonder, uma espécie de dimensão entre a vida e a morte. Com Shin Ha-Kyung e Han Jimin no elenco principal, a série é produzida pela TVing e está disponível no Paramount+. 10 Doramas de Ficção Científica na Netflix, Viki e outros: Yonder (2020) Disponível na Paramount+. Meu Amor das Estrelas (2013) - Disponível no VIKI e Kocowa Alice (2020) - Disponível no VIKI e Kocowa Go Back Couple (2017) - Disponível no VIKI e Kocowa SF8 (2020) - Disponível no Kocowa 365: Repeat The Year (2020) - Disponível no Kocowa I Am Not A Robot (2017) - Disponível no Kocowa Mar da Tranquilidade (2021) - Disponível na Netflix O Mito de Sísifo (2021) Disponível na Netflix JUNG_E (2023) - Disponível na Netflix a partir de 20/01/23.
- NCT: Entenda como funcionam as sub-units do grupo de uma vez por todas
Um dos maiores grupos da SM Entertainment funciona com dinâmica rotativa de integrantes e explora possibilidades com subgrupos (Divulgação/ SM Entertainment) O k-pop é um gênero musical que traz consigo todo um universo que contém termos, tendências de comportamento e até mesmo conceitos específicos, que são utilizados pelos fãs. Não é à toa que quem não conhece muito sobre o gênero costuma ficar um pouco perdido no início. A maioria dos grupos de k-pop segue a ideia de um número fixo de integrantes que cantam e se apresentam juntos, mas o NCT é um grupo que se diferencia dos demais por funcionar com subgrupos e fugir desse modelo convencional, confundindo até mesmo os kpoppers. Um de seus subgrupos irá se apresentar no Brasil este mês e para entender melhor como funciona a dinâmica deste grupo e acompanhar sua passagem em terras brasileiras, o Café Com Kimchi preparou um mini guia. Quem é o NCT? Antes de entender como funcionam as divisões do grupo é importante ressaltar que o NCT não é apenas um nome e sim uma ideia, um conceito. A sigla significa Neo Culture Technology (Nova Cultura da Tecnologia) e se trata de um grupo expansivo com número infinito de integrantes. Isso mesmo, infinito. Lançado pela SM Entertainment em 2016, o NCT foi anunciado durante uma conferência apresentada pelo fundador da empresa. No mesmo ano o grupo debutou sua primeira unit e contava com 6 membros, dando início então ao plano da empresa. Atualmente o NCT possui 23 membros: Taeil, Johnny, Taeyong, Yuta, Kun, Doyoung, Ten, Jaehyun, Winwin, Jungwoo, Lucas, Mark, Renjun, Jeno, Haechan, Jaemin, Chenle, Jisung, Xiao Jun, Yang Yang, Hendery, Shotaro e Sungchan. É dentro desse grupo maior que surgem os subgrupos, que têm bases e conceitos focados em diferentes cidades, começando por Seul, capital da Coreia do Sul e alcançando outras ao redor do mundo. Além disso, os integrantes são de diferentes países: há coreanos, japoneses, chineses, tailandês, taiwanês, coreano-americano e canadense com descendência coreana. Leia também: O que esperar do K-pop em 2023? Confira as principais apostas para este ano NCT U Esta foi a primeira unit/subgrupo do NCT, lançada em 2016 com a presença do Taeil, Taeyong, Doyoung, Ten, Jaehyun e Mark no single The 7th Sense. Responsável por faixas como BOSS e Make A Wish, o NCT U é um subgrupo rotativo em que qualquer outro integrante do NCT pode participar, sendo assim todos os membros já passaram por esse subgrupo pelo menos uma vez. NCT 127 Em seguida veio o NCT 127, que debutou em julho de 2016 com o EP NCT #127 e com a presença dos membros Yuta, Taeyong, Taeil, Haechan, Jaehyun, WinWin e Mark. Este subgrupo é representante da cidade de Seoul – e um fato curioso é que a numeração 127 presente no nome é a indicação da latitude e longitude geográfica da cidade. Em janeiro de 2017, Doyoung e Johnny se juntaram ao grupo. Já Jungwoo foi o último integrante a entrar em 2018. O diferencial do NCT 127 é que se trata de uma unit fixa, ou seja, não há rotatividade de integrantes durante os lançamentos, diferente de como acontece com o NCT U, por exemplo. Essa unit é responsável por músicas como Cherry Bomb, Sticker e Simon Says. Seu comeback mais recente foi com o álbum 2 Baddies que traz o grupo em turnê mundial que passará pelo Brasil este mês, em 3 datas na cidade de São Paulo. NCT DREAM Lançado em agosto de 2016, o NCT Dream inicialmente tinha a intenção de reunir os integrantes menores de idade do NCT, que na época eram: Mark, Jeno, Renjun, Haechan, Jaemin, Chenle e Jisung. O single de debut foi Chewing Gum e a ideia era que os membros passassem por um processo de “graduação”, participando desse subgrupo até atingir a maioridade e assim ter a liberdade para transitar e participar de outro subgrupo. Inclusive, Mark chegou a se graduar e sair da sub-unit. No entanto, em 2020 a empresa anunciou a mudança do funcionamento do grupo e o NCT Dream passou a ter uma formação fixa, como o NCT 127, com os sete integrantes originais. Isso mesmo! Mark retornou ao grupo após ter se graduado. Esse subgrupo é o dono de músicas como We Go Up, Hello Future e Beatbox. Leia também: NCTzen de primeira viagem? Confira 5 programas para conhecer melhor o NCT WAY V Seguindo a ideia de ter grupos representando diferentes cidades e conceitos, surgiu o WAY V. Este grupo conta com a presença de integrantes que fazem parte do NCT, mas seu diferencial é ser baseado na China, sob a direção da Label V, subsidiária chinesa da SM Entertainment. O WAY V debutou com Kun, Lucas, WinWin e Ten e em seguida os membros Xiao Jun, Hendery e Yang Yang se juntaram à unit. A maior parte da promoção dos lançamentos é na China, mas suas faixas também fazem sucesso na Coreia do Sul e ao redor do mundo. Projetos com o NCT completo Apesar das divisões e rotação dos integrantes, o NCT já teve trabalhos com a presença de todos os membros do grupo através de projetos temporários. Em 2018, foi lançado o álbum NCT 2018 Empathy, que tinha os então 18 integrantes e promoveu com as diferentes unidades dentro desse grupo maior. Em 2020, houve mais um projeto temporário que lançou o álbum NCT 2020 Resonance Pt. 1, responsável por unir os atuais 23 integrantes do grupo em um único projeto. Foi nesse comeback que os dois integrantes Shotaro e Sungchan foram anunciados. Depois disso, todos os subgrupos voltam a trabalhar separadamente. Em resumo, por conta do seu formato diferenciado, o NCT consegue abranger e explorar diferentes gêneros, conceitos e estilos, atingindo também um público maior. A própria empresa aponta que a extensibilidade e abertura do grupo são os seus principais pontos positivos, pois permite formações flexíveis, trabalhos solo, em dupla e a possibilidade de explorar os talentos e particularidades de seus artistas. E aí, ficou um pouco mais fácil? Conta para o Café nas redes sociais!
- Decisão de Partir: Filme sul-coreano traz um romance intrigante e complexo no enredo
Mais nova produção policial do diretor Park Chan Wook chega aos cinemas brasileiros pela Diamond Films (Reprodução/ Diamondd Films) Iniciando o ano muito bem, o filme Decision to Leave ou Decisão de Partir em português chegou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (05). A obra coreana que conta com quase 3h de duração está sendo distribuída pela Diamond Films no Brasil, destacando-se por acumular honrarias mesmo antes de estrear por aqui. Vencedor no Festival de Cannes 2022 pela direção de Park Chan-wook, o filme chegou a concorrer ao Palme d'Or, o prêmio mais importante cerimônia. O longa é um dos favoritos da crítica especializada para concorrer ao Oscar de 2023. Park Chan-wook repete a parceria de sucesso com a roteirista Jung Seo Kyung, que também trabalhou com ele em The Handmaiden (2016). Em Decisão de Partir, os dois entregam uma obra intrigante e profunda, mas que contém um toque de leveza e de diversão. Leia Também - A Lição: Conheça o novo dorama de vingança estrelado por Song Hyekyo na Netflix Elenco experiente e inusitado O protagonista Hae Joon é interpretado por Park Hae II, que já participou de filmes como The Host (2006) e Memories of Murder (2003), do diretor Bong Joon Ho. Já a personagem Song Seo Rae é interpretada pela atriz chinesa Tang Wei, que atuou nos longas Desejo e Perigo (2007) e Hacker (2015). Decisão de Partir também conta com os atores Go Kyung-pyo (Reply 88, Private Life e Amor em Contrato), Jung Yi-Seo (É tudo meu, All Of Us Are Dead e Parasita) e da comediante Kim Shin-Young. Vale lembrar que o diretor Park Chan-wook é um dos nomes mais aclamados do cinema sul-coreano — e também fora dele —, tendo dirigido filmes como The Handmaiden (2016) e Old Boy (2003). Romance complexo e intrigante Hae Joon, o protagonista, trabalha como detetive e é empático até com os suspeitos dos casos — o que é motivo de discussões com seu parceiro de trabalho. A trama avança quando ele começa a investigar um caso estranho de morte, em que um homem caiu de uma montanha e deixou uma carta de suicídio, mas nada é o que parece. Enquanto mergulha no caso, Hae Joon conhece Seo Rae, a esposa do homem morto e inicialmente sua principal suspeita; porém as circunstâncias estranhas desse episódio despertam o seu interesse na mulher. A partir daí, o filme adentra as vontades e desejos dos personagens, não tendo a investigação como foco principal. Leia Também - Sequência de "Strong Woman", "Alquimia das Almas" e mais: Veja os doramas mais esperados de 2023 Apresentando um romance complicado, infantil e que beira o impossível, Decisão de Partir ainda encontra tempo para explorar outros relacionamentos, como o da personagem de Tang Wei com seu marido, e do Hae Joon com a esposa e com os colegas de trabalho. Os destaques são a atuação incrível, sobretudo da Tang Wei, e a construção da sua personagem, capaz de deixar a audiência aflita para desvendar se ela é ou não a culpada do assassinato do marido. A bela fotografia do longa também cativa a quem está assistindo, proporcionando paisagens incríveis durante o filme. Leia Também - Luzes interativas em shows: Por que estão atribuindo uma tendência do K-Pop ao Coldplay? O que achou do filme? Comenta com o Café nas nossas redes sociais!














