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- Park Jimin: Conheça a carreira do cantor de BTS, marcada por talento e conquistas
Veja alguns momentos marcantes da trajetória do artista, desde sua fase como trainee, até os dias atuais (Reprodução / HYBE) Hoje já é dia 13 de outubro na Coréia do Sul, portanto, o dançarino principal e lead vocal do grupo BTS, completa 26 anos - 27 na idade coreana. Para comemorar seu dia, o Café Com Kimchi selecionou alguns de seus feitos para conhecer um pouco mais de sua essência particular, e para aqueles que já conhecem, relembrarem um pouco de quem é Park Jimin. Ao contar sua história, Jimin ressalta que se interessou pela dança no 2º ano do fundamental e passou a frequentar uma escola de dança. Ele sempre praticava com muita dedicação, e participava de grandes performances. Conforme foi crescendo percebeu que gostaria de ter a dança como profissão. Leia também: Run BTS entrará em pausa: Relembre 5 melhores momentos do programa de entretenimento "Enquanto eu ponderava sobre meu futuro, pensei que gostaria de um emprego em que pudesse estar em cima do palco". Afirmou em entrevista para revista do fã clube oficial japonês. Jimin foi o último integrante a ingressar no grupo, e para se equiparar aos outros, ele trabalhou duro e persistiu muito em seu sonho, dormindo poucas horas de sono por noite e passando grande parte do tempo acordado treinando. Por isso, os outros membros do grupo o reconhecem como uma pessoa aplicada e rigorosa. Leia também: Namjoon: conheça alguns dos hobbies do líder do BTS A essência em seus solos (Reprodução / HYBE) Em 2016, através do álbum WINGS de BTS, Jimin lançou Lie, um pop autêntico e eletrizante que ressalta bem suas habilidades como cantor. A faixa possui uma letra bem madura, ele canta em seus versos sobre querer se afastar de alguém e retornar para sua essência mais pura. Ao apresentar Lie, o cantor entrega uma performance impecável, dando seu melhor como vocalista e dançarino. Leia também: 5 anos de ‘WINGS’: o disco que definiu a carreira de BTS Em 2018 Jimin lançou Promise, sua primeira música solo, uma faixa bastante significativa composta pelo próprio cantor. A letra é bem paupável e também foi dedicada para os fãs, abordando em seus versos a importância de ser a própria luz e força, frisando uma das temáticas mais expressivas tratadas pelo BTS, que é muito admirada por quem os acompanha, o autocuidado e amor próprio. "Eu quero que você seja sua própria luz, baby / Você deveria ser sua própria luz / Para não se machucar novamente" (Promise, Jimin) Ouça abaixo a faixa completa: Carisma e relevância Todo o esforço de Jimin durante seus anos como trainee foi reconhecido, além das realizações como parte do BTS, um dos maiores grupos de k-pop da 3ª geração e da atualidade, Jimin também tem grandes conquistas individuais e um retorno encantador vindo de seus fãs. Além disso, ele foi escolhido em 2018 e 2019, como ídolo favorito pelo público geral coreano, levando em consideração seu carisma e talento. Tal escolha se deu através de uma votação realizada no relevante site Gallup, voltado para pesquisas e análises de tendências. Para seu aniversário desse ano, a PARK JIMIN BAR, um de seus fansites chineses divulgou que um de seus projetos de celebração, serão publicadas promoções nos jornais New York Times e The Times, o tornando o primeiro ídolo coreano a receber tal feito. Leia também: "Euphoria": Saiba mais sobre o solo de Jungkook do BTS, do lançamento ao recorde no Spotify
- Mr. Handy, Mr. Hong: a comédia romântica que inspirou Hometown Cha-Cha-Cha
Conheça a história que serviu como base para o dorama que acabou de chegar na Netflix Brasil e as similaridades entre as duas obras (Divulgação) A dramaland já está familiarizada com Hometown Cha-Cha-Cha por sua repercussão e seu casal principal impecável, composto pelo queridinho Kim Seonho e Shin Mina. O k-drama estreou em agosto nas telinhas coreanas, e é uma das estreias no catálogo na nossa Netflix no mês de outubro. O que muitos não sabem é que a história, na verdade é o remake da comédia romântica Mr. Handy, Mr. Hong. O longa de 2004 é protagonizado por Kim Joohyuk e Uhm Junghwa, e bem como no dorama, interpretam um faz-tudo charmoso e uma dentista cabeça-dura. O cenário é uma cidade litorânea no interior da Coreia, com poucos moradores. Assim como grande parte dos k-dramas, existe uma mistura de vários gêneros, dessa vez, os que predominam são o romance e o drama com resquícios de humor na dose certa, formando um filme bem atraente, embora passe a impressão de que cada cena corre muito rápido. Leia também: Hometown Cha-Cha-Cha: drama chega ao final com recorde de audiência Leia também: Hometown Cha-Cha-Cha: Produtores pedem que os fãs parem de visitar casa onde o dorama foi gravado O que mudou? Levando em conta as impressões passadas por Mr. Hong, podemos esperar que a adaptação não tenha cenas tão sucintas como no filme. Mas o que também pode ser levado em consideração é o intervalo de tempo entre a obra original e o remake, enquanto um se passa em 2004, o outro se passa duas décadas depois. Principalmente em termos socioculturais, embora a Coreia ainda trate grande parte de suas produções de forma conservadora, seria interessante que alguns aspectos do filme sejam explorados com mais atenção. O casal de Hometown é bem carismático e atraente, como abordagem da trama, o faz-tudo e a dentista merecem cenas mais intensas e detalhadas. Enquanto o filme trata o passado dos personagens de forma bem sintética, o k-drama poderia abusar da imaginação para explorar esse âmbito da vida deles, bem como os coadjuvantes que os contornam podem ganhar mais vida e participação, como não é proposto no filme. Hometown Cha-Cha-Cha ainda está em exibição na emissora coreana, e os episódios serão lançados semanalmente pelo serviço de streaming brasileiro. Muitos dorameiros já acompanham através de fansubs, porém, comparando as duas obras, podem gerar muitas expectativas de como uma trama de poucas horas foi desenvolvida para se tornar um dorama com 16 episódios. O que será que foi acrescentado a narrativa para se sustentar e conquistar o público sem perder a essência da história original? Leia também: Hometown Cha-Cha-Cha: Gostou do Kim Seonho? Conheça 4 outros doramas com o ator
- COLORS from Ars: Youngjae mostra suas cores em primeiro mini álbum solo
Cantor de GOT7 debuta como solista e entrega toda sua essência em um projeto leve e confortável (Divulgação / Sublime Ent.) COLORS from Ars, o próprio nome do álbum carrega muita originalidade e diz tudo sobre a aura que o projeto oferece. Para aqueles que não sabem, ars significa arte em latim, mas também é o nome Youngjae usa para assinar suas composições, sendo assim, ele exerceu liberdade criativa e está envolvido na letra e arranjo de cada música do disco. Desde a saída do GOT7 da JYP Entertainment, cada um dos sete integrantes do grupo seguiu um caminho diferente, e desde então, estão se dedicando a projetos solo nos mais diversos conceitos, mas prometem se reunir no futuro. Youngjae, agora associado a Sublime Artist Agency, até então era o único membro sem um disco inteiramente cantando por ele, além das várias OSTs em sua discografia. Leia também: Colors from Ars: Antes do lançamento do álbum, relembre as melhores OSTs da carreira do Youngjae Em entrevista para a revista L'Officiel, o cantor conta de onde tem se inspirado para compor suas músicas: "Pensei no dia a dia, tudo foi inspirado na minha rotina. Trabalhei pensando nas emoções que tive acerca de situações boas ou ruins". Com base nessa afirmação, era de se esperar que fosse um projeto bastante palpável e nada enigmático, por ser inspirado em situações rotineiras que podem ser vividas por qualquer pessoa. Todas as canções entregam essa energia, causam leveza, conforto através de um álbum mais íntimo, capaz de expressar diversas sensações. Para a faixa título, o cantor escolheu Vibin, um pop dançante com um videoclipe animado repleto de coreografia e dançarinos de apoio, o conjunto remete bem uma música de verão. A letra é um tanto quanto romântica e o refrão fica preso na cabeça. Além da título, Youngjae escolheu duas b-sides para performar em seu primeiro showcase. Tasty tem algumas semelhanças com Vibin, é bem animada e dançante, ele apresenta com dançarinos uma coreografia bem animada, o que difere é a pegada de R&B e a letra sensual. Eternal por sua vez é bastante emotiva e expõe a estabilidade vocal impecável do cantor. Leia também: Sugar: Youngjae mostra o lado mais dócil de si em novo álbum Diferentes cores são sinônimos de versatilidade Youngjae mostra que sua essência não se dá apenas em uma única cor, tendo em vista que o álbum perpassa por diversos estilos e cada canção contém uma personalidade. No final, todas são as cores de Ars, 7 faixas impecáveis passíveis de agradar todos os humores e naturezas, passeando entre o pop dançante, a balada emocional e romântica e até mesmo um R&B sexy. O conceito de utilizar cores para demonstrar diversidade em seu estilo, faz pensar que Youngjae tem interesse em explorar sua versatilidade, e leva a acreditar que sempre irá perpassar por diversos gêneros, e todos poderão estar presentes em suas canções. COLORS from Ars é uma pequena prova de que ele tem habilidade para explorar qualquer campo musical. Apesar de serem faixas bem diferentes entre si, são todas muito bem estruturadas e formam um conjunto completo. Mostrando que é um artista versátil, Youngjae não deixou nada a desejar, entregou um bom conteúdo para um projeto solo inicial e gerou expectativas para imaginarmos como serão os diferentes tons de suas cores, e como elas serão exploradas futuramente. Leia também: ‘BAD LOVE’: viaje pelo incrível universo de Key Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- Colors from Ars: Antes do lançamento do álbum, relembre as melhores OSTs da carreira do Youngjae
Confira algumas das trilhas sonoras que estão na voz do cantor, enquanto aguarda pelo seu álbum solo, que será lançado no dia 5 de outubro (Reprodução / Sublime Artist Agency) Após saída da JYP Entertainment, Youngjae do GOT7 anuncia seu primeiro disco solo, intitulado COLORS from Ars, que será lançado no dia 5 de outubro. Apesar de ser seu primeiro projeto como solista, o cantor possui uma discografia repleta de trilhas sonoras para k-dramas, e por isso, o Café Com Kimchi selecionou algumas faixas para relembrar enquanto aguardamos seu projeto estreante. Leia também: Idols em cena: 7 doramas com cantores de K-pop para assistir na Netflix Seus trabalhos mais recentes entre as OSTs está You & I, uma colaboração com Soyeon do grupo feminino (G)-IDLE, para o dorama My Roommate Is a Gumiho, estrelado por Jang Kiyong, Lee Hyeri e Kang Hanna. A música é uma faixa bem animada com bastante presença de violão, sua voz harmoniza bem com a da artista feminina presente. É uma canção que assimila ao gênero de Pop Star, trilha sonora de So I Married The Anti-fan, que estreou também este ano, desta vez Youngjae canta sozinho. A primeira música OST na voz de Youngjae, foi lançada em 2018, com o nome de At The Usual Time para o drama Wok of Love. Essa conta com uma pegada bem diferente puxada para o rock, com som predominante de guitarra. O trio Junho, Jang Hyuk e Jung Ryeowon são os protagonistas dessa trama. Por sua vez, Fall In Love, uma parceria com Choi Jungyoon, é a trilha sonora mais reproduzida em seu perfil no Spotify. A faixa para o k-drama When My Love Blooms tem uma natureza bem romântica e agradável. Leia também: Novos K-dramas na Netflix: veja 5 doramas que chegarão em outubro no streaming Expectativas para o solo É a primeira vez que o artista terá um projeto bem autêntico para mostrar sua essência pessoal, bem além das trilhas sonoras ou dos álbuns do GOT7. COLORS from Ars, promete mostrar um Youngjae além do que conhecemos, em termos de gênero musical e também de conceito. O teaser da faixa título Vibin entrega algo dançante e cheio de energia, a coreografia eletrizante e os vocais dóceis merecem atenção. O mini álbum contará com 7 faixas e será lançado no dia 5 de outubro às 6h AM, no horário de Brasília. Confira o teaser de Vibin. Leia também: Cherry Blossoms After Winter: Drama de BL coreano sairá no fim do ano; saiba mais
- Red Velvet dá vida a obras de arte em Feel My Rhythm; veja as referências que aparecem no MV
Novo mini álbum do grupo da SM acerta com vibe primaveril e traz b-sides surpreendentes, confira a crítica completa (Divulgação / SM Ent.) O Red Velvet está de volta! O grupo feminino retornou nesta segunda-feira (21) com The Reve Festival 2022 - Feel My Rhythm, mini álbum com seis faixas inéditas. O lançamento chega para acalentar o coração dos fãs que, na semana passada, receberam a notícia que a Irene, a Yeri e a Joy testaram positivo para COVID-19; mas, mais do que isso, a novidade traz um frescor inigualável para o K-Pop. Com Feel My Rhythm (faixa título), o Red Velvet apresenta um universo único e autêntico. Quem esperava referências à Kwangya — se é que alguém realmente torcia por isso — se frustrou. Ao invés de um mundo selvagem e tecnológico, o grupo apostou no clássico e no requinte, levando até obras de arte para o videoclipe. O resultado? Um estética belíssima e exclusiva. Confira abaixo (a crítica continua após a publicidade). O clima primaveril combina com a estação que chegou à Coreia no último domingo e transporta o espectador para uma atmosfera leve, ainda que um pouco confusa. A produção também acerta ao propor algo refrescante, um contraste com o conceito girl-crush que vem bombardeando (e por vezes poluindo) o pop sul-coreano. Só neste trimestre, vimos o debut do NMIXX, o retorno ousado do (G)I-dle e o Weeekly investido na imagem mais hardcore. Leia Mais: NMIXX, o novo grupo feminino da JYP: o que já sabemos das integrantes? O videoclipe também se destaca por trazer obras de arte na fotografia. Quadros de artistas como Claude Monet, Hyeronimus Bosch e Sandro Botticelli ganharam vida através das integrantes, e as referências podem ser captadas mesmo sem um olhar minucioso ou um conhecimento profundo sobre arte. Os fãs, é claro, se apressaram para nomear todas as obras que são retratadas no vídeo, e o tweet abaixo mostra um pouco desse esforço. Se pelo lado visual a faixa titular é apaixonante, a parte musical deixa a desejar. Com refrão morno e momentos irregulares de impacto, Feel My Rhythm só não é inteiramente apática porque se reinventa na segunda metade. As adições dão cor e personalidade à música que se apaga quando olhamos para o conjunto do EP. No entanto, é preciso fazer uma ressalva — o timing pode ter desfavorecido a impressão sobre o lançamento. Feel My Rhythm apela para o uso de uma sample clássica no momento em que estamos tentando nos acostumar com releases agitados e que beiram o barulhento; afinal, quantas vezes você usou a expressão "bate-panela" para descrever uma música de K-pop no último ano? A faixa titular do RV, embora tediosa, está longe de ser desagradável ou agressiva neste nível, e é melhor pecar pela falta do que pelo excesso. Leia mais após a publicidade. As b-sides se sobressaem. Elas quebram a monotonia da title com bom gosto e são fieis à sonoridade inconfundível do grupo. Rainbow Halo é um bom exemplo disso; a segunda faixa supera a primeira já à primeira escuta. Com um ritmo mais marcado, uma mistura de R&B, hip-hop e pop, a música se torna envolvente sem muito esforço. Destaque para o sax que integra o instrumental já no finalzinho da música. Sensacional! Beg For Me, a terceira faixa, é divertida e instigante desde os segundos iniciais. Começa leve, mas logo o R&B aliado ao pop toma conta. O refrão é surpreendente, e a faixa consegue se manter dançante até nos trechos em que registra um instrumental mais tímido. O rap no minuto final, ainda que curto, dá uma cara nova à música. É também uma música sensual — percepção que transborda do arranjo e contempla também a composição (letra). BAMBOLEO tem uma pegada retrô, com elementos de funk music perceptíveis já nos primeiros segundos. A volta ao passado é outra tendência dos lançamentos recentes de K-Pop. O refrão divertido combina com a proposta da faixa e, apesar da produção exagerar nos efeitos em diversos momentos, é uma boa oportunidade para apreciar os vocais do Red Velvet — sempre um ponto positivo do grupo que completa oito anos em agosto. Good, Bad, Ugly tem um quê de jazz para além do R&B já muito bem trabalhado até aqui. É uma faixa bem equilibrada, os vocais são novamente o destaque e a canção exprime bom gosto. E este mesmo bom gosto é repetido — se não amplificado — na última faixa do EP. In My Dreams alia o R&B a uma boa dose de classicismo, que complementa perfeitamente o conjunto. Sedutora, nostálgica e emocionante, é uma boa pedida para encerrar álbum. Em uma palavra, The Reve Festival 2022 é encantador. É uma prova de como o Red Velvet consegue se manter autêntico mesmo em uma empresa que insiste em arrastar o grupo para projetos mirabolantes — como o SMCU Express —, e de como o quinteto sabe aproveitar o que dá certo para agradar os fãs. O álbum é tão bom visualmente quanto na sua sonoridade, e representa mais uma grande entrega deste grande grupo. Leia também: Em nome de Kwangya: 5 Referências bíblicas no universo de grupos da SM
- Em "Glitch Mode", NCT Dream entrega comeback maduro, mas parecido com contemporâneos
Álbum de onze faixas contém altos e baixos, mas unit do NCT consegue fortalecer crescimento (SM Entertainment/Reprodução) Dentro do K-Pop, um grupo se torna duradouro caso ele passe por uma progressão de conceito, e amadureça musicalmente. E em quase cinco anos de existência, o NCT Dream evidentemente cresceu tanto em imagem quanto em altura; eles não são mais os mesmos de Chewing Gum. Contudo, mesmo que Glitch Mode seja um comeback forte e com músicas interessantes, há alguns fatores que fazem o álbum não alcançar a nota máxima. O disco lançado no dia 28 de março contém 11 faixas, que intercalam o já conhecido bubblegum pop do NCT Dream com tentativas curiosas de mudança. Nesse sentido, tais "mudanças" tem a ver com o fato de que a SM Entertainment, neste comeback, cautelosamente aproxima o Dream das demais units do projeto com mais de 20 rapazes — uma sonoridade mais parecida com seus contemporâneos. O álbum começa com as estrondosas Fire Alarm e Glitch Mode (faixa-título), promessas de um trabalho totalmente upbeat e que lembram um pouco alguns lançamentos do NCT 127, por exemplo, como Sticker e Kick It. E sobre a própria música Glitch Mode, é curioso o fato dela progredir conforme o número de ouvidas: o blueprint do NCT Dream de cantar em uníssono no refrão aparece aqui. É uma title divertida e que não cansa, complementada com um bridge banhado no pop rock. Em seguida, a música Arcade não apresenta nenhuma diferença em relação às anteriores, e a mudança palpável aparece a partir de It's Yours. A quarta canção de Glitch Mode trás uma sensação de nostalgia em relação aos trabalho passados do NCT Dream, e fica evidente nela que o grupo detém dos vocais mais doces e "juvenis" entre as units (grandes créditos para o integrante Haechan, inclusive). Com isso, Teddy Bear aparece como uma das melhores, senão a melhor, música do comeback: a SM mais uma vez dá aula de produção e sobre como usar bem das influências do r&b. Ainda, vale ressaltar que Mark está presente na composição de algumas faixas, e o cantor continua como a força motriz de todo o NCT desde seu debut. E Teddy Bear é tão diferente na tracklist que salta aos ouvidos. Facilmente seria uma música do SHINee, que são mestres em ter trabalhos neste estilo. Para completar a primeira parte do disco, Replay dá uma complementada na vibe 90s que o comeback pretende entregar (mas que fica, na maior parte do tempo, mais nas roupas dos meninos do que nas músicas). Leia também: O que é Kwangya? Conheça o multiverso da SM que engloba grupos como aespa, EXO e NCT Segunda parte do álbum Glitch Mode dá escorregada, mas termina com vontade de "quero mais" Passadas as seis primeiras músicas de Glitch Mode, a segunda metade do comeback é um tanto quanto questionável. Se o começo do álbum pode ser visto como o início de uma montanha-russa antes da descida, as últimas cinco canções são altos e baixos no projeto inédito do Dream. Saturday Drip é a música mais esquecível do CD, e este ponto será retomado mais adiante na resenha. Em contrapartida, Better Than Gold é animada e completamente influenciada pelo soul e funk americano, algo que os produtores da SM também são bons em fazer. Entretanto, entra Drive logo depois e o carrinho da montanha-russa permanece no platô outra vez até o final de Never Goodbye. Ambas são músicas que poderiam estar encaixadas em outro lugar da tracklist. Rewind, para concluir Glitch Mode, consegue unir a miscelânea de alturas e ritmos com certo respiro: não é inovadora, mas cumpre o trabalho de terminar o álbum. Nota que o comeback do NCT Dream é como um gráfico que ascende ao topo do início ao meio, e que depois treme na base para se manter acima? Felizmente o boygroup consegue finalizá-lo com estabilidade (e uma leve vontade de uma versão deluxe, parecida com as primeiras seis faixas). O principal conflito que o autor da resenha encontrou no álbum foi, justamente, a vontade da SM de querer transformar o NCT Dream em todos os outros grupos da geração. Fire Alarm, Arcade e Saturday Drip são pedras no sapatos desse comeback, que combinariam com outro boygroup, e não o Dream. Mesmo que em menor quantidade se comparadas às outras canções reluzentes do CD, as três músicas apontadas são exemplos do que a SM Entertainment não precisa repetir. (SM Entertainment/Reprodução) Alguns podem dizer que a própria Glitch Mode é parecida com as canções lançadas por outros grupos recentemente — a mistura de tecno com pop-rock é a tendência do K-Pop para 2022. Porém, ela é a faixa promocional do projeto, e foi feita para vender. A discografia de um grupo vai muito além do que se torna um videoclipe para vendas, e engloba todas as b-sides e músicas que serão lembradas nos anos seguintes. Não é ideal que o NCT Dream, com uma lista de canções tão ímpar se comparado ao 127 e o NCT U, entre na mistura duvidosa que grupos masculinos da atual geração estão fazendo em outras empresas. Leia também: Samples no K-pop: Entenda o que é e conheça músicas de grupos que já utilizaram O Dream não precisa seguir as tendências de outros boygroups. Ele deve ser o NCT Dream, e ponto final, sem tirar nem por. Os membros formam uma aliança harmoniosa, e sinceramente, seria um desperdício por parte da SM se os integrantes perdessem toda a essência "jovem" que demarca a identidade da unit. Mesmo crescidos, eles ainda são aqueles que carregam a essência dreamy de não envelhecer e se tornar igual a todos os outros. Glitch Mode é um comeback com pinceladas do que o grupo pode fazer a seguir. Caso a SM foque nos pontos fortes que já é detentora, o NCT Dream pode se dar melhor do que se fosse pelo caminho oposto de imitar aqueles que não devem ser imitados. No K-Pop, há exemplos péssimos a serem seguidos atualmente, e um experimentalismo exacerbado não é a cara dos Dreamies. A progressão e amadurecimento citados no início da review devem ser feitos com cuidado, e Lee Soo-man precisa ficar esperto. Ouça Glitch Mode do NCT Dream logo abaixo:
- SUHO do EXO reencontra suas cores em Grey Suit, seu segundo mini-álbum
Após dois longos anos de espera pela dispensa militar de SUHO, líder do EXO, finalmente o comeback está entre nós (Fonte / SM Entertainment) Desde seu primeiro mini-álbum – Self-Portrait, SUHO indicava que seguiria para o lado do pop-rock em sua carreira solo, o que se findou ainda mais com o lançamento de sua segunda obra que estreou na última segunda-feira (04). Intitulado Grey Suit, com faixa título homônima, foi um álbum tão aguardado por todos seus fãs, os EXOLs. O álbum contém 6 músicas intensas e que mostram muito o estilo do cantor, um pop-rock progressivo que harmoniza muito bem com a banda que o acompanha. O conceito do comeback é “tempo”, trazendo uma mensagem muito bela sobre seu tempo afastado do que mais ama fazer. Em Grey Suit, SUHO finda mais ainda o apelido de “rei das emoções” que ganhou da mídia coreana. Leia também: 10 anos de EXO! Relembre alguns momentos emocionantes da carreira do grupo Não contente em trazer um vocal potente e tocante, SUHO também apresenta em sua obra seus próprios pensamentos já que ele participou ativamente da escrita de todas as faixas do disco, mostrando mais ainda o quão profundo e pessoal é esse trabalho. O vocalista comentou em uma entrevista para a rádio Youngstreet que: “A faixa 1 e 2 falam sobre mim. O tempo que passei por esses 2 anos. A 3ª e 4ª faixa trazem expressões de amor. Já as duas últimas, 5 e 6, são relacionadas ao tempo de outras pessoas, momentos em que eu não estou incluso”. Dando cor ao próprio mundo (Fonte / SM Entertainment) O disco começa com Morning Star, uma escolha ótima para iniciar um álbum tão intrínseco e profundo proposto por SUHO. A melodia que se apresenta como um rock dos anos 80 já inicia energética com o vocal potente e cheio de emoção do artista. A letra fala sobre o sentimento de poder voltar a fazer o que se ama depois de ficar um tempo preso em uma “nebulosa”. O artista compartilha pensamentos sobre o tempo em que passou longe da carreira como vocalista e líder do EXO por conta do serviço militar obrigatório. A letra que diz “Você não pode ver, do jeito que eu acredito, o dia em que eu pintei de longe, lentamente ele se encheu, meu coração está se enchendo. Eu quero mais, mais, mais…” representa muito essa felicidade de estar de volta ao que se conhece, ao que se ama. Dá um ar bem forte de esperança de que tudo voltará a ser como era antes – ou melhor. A segunda faixa é a título Grey Suit, que tem mesmo nome do mini-álbum, é uma balada soft-rock que apresenta pegadas de um rock progressivo bem forte. Ela inicia calma, devagar, como se estivesse conhecendo o caminho e então explode em emoção ao chegar no refrão. SUHO traz uma potencia vocal incrível na música e que casa muito bem com o instrumental da banda ao fundo melodia. O cantor explorou seus melhores pontos como vocalista e, como esperado, emociona com a mensagem que traz. Leia também: EXO-L de primeira viagem? Confira 6 programas para conhecer melhor o EXO A letra, escrita pelo artista, fala sobre como ele está saindo de um mundo cinza e finalmente consegue ver cores. No refrão diz “Com você, o mundo inteiro está brilhando. Eu rezo, você é luz. De repente os minutos congelados derretem como um milagre. No momento em que te encontro, ele se transforma em cores. Juntos novamente, não mais cinza”. Ele faz uma analogia ao ter se sentido vazio nesse tempo longe da carreira e que, finalmente, agora ele se sente feliz por estar de volta. E nós também, Suho! O MV de Grey Suit mostra mais claramente o que ele quer dizer na canção. O vídeo é muito bem trabalhado e tem um cenário bem expressivo que mostra os dois lados da vida de Suho: o cinza e o colorido. O tempo também congela em alguns momentos, simbolizando como a vida passa lentamente enquanto se aguarda o momento em que se quer finalmente chegar. É uma produção audiovisual bem melancólica e representa muito bem a mensagem que o artista quis passar. Quando chega na terceira canção, Hurdle, se escutam sons de uma cidade ao fundo e logo já anima ao som do baixo junto do vocal suave de SUHO. A faixa pop-rock com pegada anos 90 é bem dançante, dá um sentimento muito bom ao ouvi-la. Com certeza é uma das melhores canções lançadas pelo artista – arrisca-se dizer de 2022. A letra fala sobre como o tempo é um obstáculo, mas se tem um desejo muito forte de alcançar algo, como escuta-se no refrão “O tempo é parado, é como um obstáculo. Você não está ao meu lado, mas estou correndo agora. Por que está meu coração com pressa? O amor é como um obstáculo. Não podemos fazer nada, ainda estou correndo agora”. SUHO estreou videoclipe de Hurdle nesta quinta-feira (07) que superou todas as expectativas! Casou perfeitamente bem com a música e é super divertido, com cores vibrantes e a vibe dos anos 90. Inclusive, o vídeo conta com a participação especial dos produtores de Let’s Love, Morning Star e da própria Hurdle. Gila, Park Moon Chi, Lee Ah-Il e No Day são representados pelos guardiões que o salvam no clipe. Seguindo pelo álbum, encontramos a quarta música chamada Decanting. SUHO utiliza o significado da palavra “decantação” – processo de separação de misturas heterogêneas, como por exemplo transferir um líquido de um recipiente para outro sem retirar a parte sólida – para representar a transição entre o seu mundo cinza para finalmente entrar no mundo colorido. As cores estão fortemente presentes no conceito do comeback. A música tem uma vibe mais sensual, como um rock puxado para o jazz. Junto do vocal suave e gostoso demais de ouvir de SUHO, a faixa é uma das b-sides favoritas dos fãs – e da autora também. O artista canta “Oh, graciosamente ainda selvagemente com a ponta da sua língua, com ousadia e gentilmente me arruine”, fazendo com quem escuta Decanting se envolva profundamente na atmosfera sexy e apaixonada. Temos então Bear Hug, a quinta música da obra de SUHO. A melodia começa calma e suave com sons de piano, trazendo uma sensação de conforto – de lar. O artista passa a mensagem de que reencontrar seu mundo colorido é um abraço caloroso e também é muito terno – o que explica o uso do caractere “溫”, que significa “terno” e “suave”. Fechando seu segundo mini-álbum, SUHO apresenta Moment, a sexta faixa da obra, com mais uma letra profunda e com uma mensagem muito bonita. A canção é calma e conta com o vocal tranquilo, mas repleto de emoções do artista. É possível sentir o que ele quer passar ao longo da música. Ele conta como sua vida passa em câmera lenta, mas que mesmo o tempo sendo longo e parecendo eterno, é algo que se precisa passar pela vida, é um momento que é necessário para que coisas maiores – e melhores – venham. A espera acabou Vemos que o comeback, que já vinha sendo “anunciado” desde sua dispensa do exército, foi feito com muito carinho e pensado minuciosamente. SUHO colocou todo seu coração e personalidade nessa obra. Fica claro como o artista se dedica e se entrega por completo em todos os seus trabalhos e isso se faz notório ao ouvir o disco – a emoção está 100% presente em cada canção. “Eu quero compensar aqueles que esperaram por mim [nesse tempo de hiatus]. [Grey Suit] é um álbum cheio das minhas próprias cores e de histórias que quero compartilhar sobre esses últimos dois anos. Por favor, escutem [o álbum] e deem muito amor.” - Suho em sua conferência de imprensa. Após o lançamento de seu primeiro solo, Self-Portrait, SUHO vem com Grey Suit que pinta perfeitamente sua imagem como solista. Ele volta com personalidade ainda mais forte e mostrando muita paixão pelo o que ama fazer. O cantor finda então sua carreira como cantor e compositor de suas obras, com mais maturidade e achando um meio de se redescobrir e reinventar a si por este meio. Conseguindo, por fim, atingir seu objetivo.
- PSY volta ainda melhor em "9th", seu novo álbum de estúdio
Repleto de participações especiais em comeback, o cantor coreano prova que é uma fábrica de hits (Reprodução / Twitter) Há 10 anos, o mundo inteiro dançava ao som de Gangnam Style, música que se tornou um fenômeno global. O cantor Psy fez com que o K-pop conquistasse ainda mais público e atenção, acendendo o alerta de que o gênero estava se expandindo cada vez mais. Atualmente, o clipe já conta com mais 4 bilhões de visualizações no YouTube, sendo um dos vídeos mais vistos da história da plataforma. Passada uma década da explosão de Gangnam Style e cinco anos desde seu último trabalho, Psy está de volta com seu nono álbum de estúdio, 9th, repleto de colaborações de peso. 9INTRO, que tem como função preparar o terreno para o que teremos em seguida, é uma faixa que exala tudo aquilo que esperamos e conhecemos do Psy: um rap contagiante que empolgará o ouvinte logo de cara. Então, temos That That, música que foi escrita e composta por Suga do BTS e desde que essa colaboração foi anunciada, a expectativa em torno dela se tornou ainda maior. A canção já nasceu com cara de hit, é divertida, dançante e nela temos o que de melhor o Psy e o Suga poderiam nos dar; garantindo aos dois mais um sucesso para a conta. A música Celeb contém aquela estranheza divertida que só o dono de Gangnam Style poderia nos dar, sendo este o principal fator por tornar essa faixa tão boa. Então, em You Move Me, temos uma ótima combinação das vozes do Psy e do Sung Si Kyung, numa faixa que conta com a composição do Tablo do grupo Epik High. Em mais uma ótima parceria, Sleepless é uma das faixas mais bonitas e reflexivas de 9th. Num dueto com a cantora Heize, há uma letra que pondera sobre a vida, sobre as contradições da própria vida adulta e todos os questionamentos que fazemos todos os dias: se ainda podemos fazer sempre mais, e se o tempo que ainda temos é o suficiente. Depois do momento de reflexão, Jessi e Psy surgem na canção Ganji para afirmar que apesar das críticas, ninguém tem o estilo e a vibe deles. É uma música explosiva e perfeita para os momentos de autoafirmação. Leia também: Samples no K-pop: Entenda o que é e conheça músicas de grupos que já utilizaram Now é provavelmente uma das melhores surpresas do comeback. Totalmente inspirada na disco e na atmosfera dos anos 80, o feat com a Hwa Sa é o ponto mais alto do álbum. Automaticamente irá entrar na lista de melhores do ano, sem sombra de dúvidas. Assim, Happier com o cantor Crush é mais uma parceria que funcionou muito bem, numa música que fala, de uma maneira muito bonita, sobre a dificuldade de se alcançar a felicidade. Depois temos Hello Monday, que em relação as faixas anteriores não é tão interessante, porém está longe de comprometer a qualidade do disco. Já Everyday é um EDM que pode soar um pouco datado às vezes, mas com certeza irá agradar o fãs do estilo. O Tablo do Epik High participou também da composição de forEVER, onde também aparece fazendo um dueto com Psy, e a combinação do estilo de rap dos dois ficou muito boa. O disco finaliza com Dear Me, em mais uma composição que reflete sobre a vida e sobre si mesmo, mas trazendo um clima de otimismo. Psy provou mais uma vez que é muito mais do que apenas o cantor dos vídeos engraçados e das coreografias divertidas. Em 9th, podemos perceber que cada colaboração não foi escolhida à toa, e que todas estão ali de maneira certeira em cada música. Isso faz desse álbum um dos melhores da carreira do Psy, mostrando que ele está sempre pronto para nos entregar não só um, mas diversos hits.
- O rock está em alta no novo álbum do Woodz
O gênero é o principal destaque em Colorful Trauma, trabalho mais recente do solista (Reprodução / Twitter) Que o rock está sendo o gênero em que o pop anda se inspirando atualmente, não é novidade. No último ano, o que não faltou foi artista revisitando o gênero, em especial a sonoridade dos anos 90 e 2000, como o grunge, pop punk e emo. Com a nostalgia em alta, essa volta ao passado está tendo um forte apelo na música, na moda e até nas redes sociais, uma vez que o retorno do Orkut vendo sendo aguardado com bastante entusiasmo. E é dentro dessa premissa que Woodz está de volta com o EP Colorful Trauma, sucessor do ótimo Only Lovers Left, lançado ano passado. O novo trabalho do solista conta com cinco novas músicas, todas embaladas por essa aura nostálgica, com uma forte influência do pop punk e do emo dos anos 2000. A ótima Dirt On My Leather abre o disco com toda a energia do hard rock dos anos 80, trazendo toda aquela rebeldia do Aerosmith ou do Guns 'N Roses. Em seguida, temos Hijack, em que podemos observar uma mistura muito interessante entre rap e guitarras, o que a torna uma das faixas mais interessantes do álbum. I Hate You é a música de trabalho, com uma sonoridade nostálgica, que evoca os tempos áureos do emo. Não é tão interessante quanto as duas anteriores, talvez por todos os clichês que andam sendo usados repetidamente estarem presentes nessa faixa, o que a faz soar um pouco genérica. Aqui, Woodz canta sobre um relacionamento tóxico, em que ele diz a pessoa, mas principalmente pra ele mesmo, que conseguirá viver sem aquele amor. O clipe parece ter saído diretamente da MTV dos anos 2000 e irá agradar a todos aqueles que são entusiastas do estilo. Better and Better é a parte emotiva de Colorful Trauma, uma música dedicada aos fãs, onde o cantor diz que eles o fazem ser alguém melhor e que os melhores momentos ainda estão por vir. Alguns assovios marcam o início de Hope To Be Like You, balada com uma atmosfera contagiante, que te faz ficar com o refrão na cabeça por um bom tempo. Uma boa maneira de fechar o disco. Colorful Trauma começa de maneira explosiva e com a energia lá no alto, mas, aos poucos, vai desacelerando. É interessante ver um novo lado do Woodz, provando que ele é um artista bastante versátil, capaz de transitar entre diversos estilos. Infelizmente, dessa vez ele nos deixou com a sensação de que faltou algo a mais.
- TXT nos convida à inconsequência juvenil com 'Good Boy Gone Bad'
O grupo masculino fez seu comeback na segunda-feira (09); confira o que achamos do álbum (Reprodução / HYBE) Não havia nome melhor para dar à canção de retorno. Conhecidos pelo público por terem a imagem de boys next door, a mudança visual e conceitual que o TXT entrega em seu novo mini álbum, minisode 2: Thursday's Child, pode ser entendida pela title. Apesar de não serem o primeiro grupo a exibirem um conceito mais maduro, os juniores da HYBE se deixaram levar por completo pela proposta do lançamento. Os integrantes já haviam flertado com a imagem da rebeldia em LO$ER=LO♡ER e 0X1=LOVESONG (I Know I Love You), mas o single mais recente é um completo mergulho nessa reviravolta. A colaboração PS5, com salem ilese e Alan Walker, um dos diversos feats de cantores de K-pop com artistas ocidentais, também se manteve na linha da adolescência. Agora, porém, o grupo está pronto para romper com tudo que foi construído previamente. Todos já quiseram se rebelar um dia (Reprodução / HYBE) O TXT não erra na hora de desenvolver canções com letras de fácil identificação. Opening Sequence, canção que abre o álbum, é mais uma para esse grupo: a partir de uma analogia entre um relacionamento que já acabou e um filme antigo, a faixa desenvolve um dinamismo dramático, mesmo com um instrumental simples, e nos faz viajar pelas nossas próprias memórias. Ela ganhou uma coreografia e performances em music shows, mostrando que foi muito aprovada pelo público e fandom. É uma excelente forma de começar os quinze minutos que seguem. Se Opening Sequence tem um instrumental mais calmo, Good Boy Gone Bad é o contrário. Desde o primeiro segundo, as guitarras dignas do pop punk e rock, junto aos “woah, woah!” entoados, formam um ataque muito bem armado. Diferente de lançamentos anteriores, em que os membros cantavam sobre corações partidos e tristeza por não conseguirem seguir em frente, nesse, eles pegam todos esses sentimentos e transformam em raiva. É uma adição que combina perfeitamente com a nova direção que o K-pop está indo; em 2021 o retrô era a moda, e em 2022, o pop rock vai tomar seu lugar. O ritmo desacelera a partir de Trust Fund Baby. Com a ajuda de uma melodia mais calma e melancólica, eles cantam sobre não se sentirem confiantes por não terem nascido num berço de ouro. “Eu queria que tudo fosse uma mentira” faz parte do refrão que traz referências à LO$ER=LO♡ER. Lonely Boy (The tattoo on my ring finger) é cantada por apenas dois membros, Yeonjun e Huenking Kai. O rapper e o vocalista carregam a canção muito bem, mesmo ela sendo uma midtempo que, sendo cantada por qualquer outro, talvez não funcionasse dessa forma. Os dois, porém, entregam de forma convincente a história do eu lírico solitário, e a faixa tem um fator replay altíssimo. Para encerrar o álbum, temos a segunda música de unit: Soobin, Beomgyu e Taehyun entram de corpo e cabeça no retrô eletrônico de Thursday's Child Has Far To Go. Os constantes acordes de teclado fazem você sentir como se estivesse em um videogame, parecendo pertencer à trilha sonora de algum jogo. Enquanto o trio canta que precisa correr para ir embora, o ouvinte passa pela mesma sensação de liberdade. Apesar de todas as cinco músicas se sustentarem muito bem quando ouvidas em ordem, elas acabam por perder um pouco do brilho se reproduzidas separadamente e de forma aleatória. minisode 2: Thursday's Child é um trabalho muito bem amarrado, que traz consigo um senso de identidade conceitual e musical forte, mas que enfraquece, ainda que muito pouco, se for independente. O TXT se entregou ao novo conceito e o vendeu muito bem. Para a sorte deles, as faixas que os acompanham nessa jornada são tão boas quanto o próprio grupo. É impossível não sentir vontade de sair correndo junto deles. Ouça minisode 2: Thursday's Child abaixo e aproveite para contar para o Café o que você achou do álbum nas redes sociais!
- TNX: novo boygroup da Pnation esbanja atitude em um debut sólido
Primeiro grupo masculino da empresa de K-pop traz faixas cheias de atitude e aposta em conceito forte (Reprodução/ Pnation) Depois de muita espera, o primeiro grupo masculino da PNATION teve sua estreia no dia 17 de maio. TNX, que significa The New Six, foi formado pelo reality show LOUD da mesma empresa em parceria com a JYP, que durou cerca de 3 meses na emissora SBS. A divulgação da estreia do grupo foi super elaborada, com teasers individuais, story films e conteúdos conceituais que deixaram o público ansioso. O mini álbum de debut do grupo se chama WAY UP e traz 5 músicas: a faixa título MOVE e as 4 b-sides, sendo duas delas creditadas e compostas por Eunhwi, um dos integrantes. Confira o que achamos do lançamento! A primeira faixa do álbum já expõe um pouco da personalidade do grupo. We on possui um ritmo que se repete durante boa parte da música e tem poucas alterações, e o som do sintetizador utilizado guia o desenvolver da canção. Sua estrutura é mais simples e traz uma batida que lembra o hip-hop; algumas das características presentes aqui que são vistas nas outras músicas do álbum. Na sequência temos 180초 (180 sec) com um ritmo mais agitado, e uma base com instrumentos de corda que deixa a música contagiante e fácil de ouvir. Esse estilo é comumente encontrado em outros grupos masculinos, mas o TNX conseguiu destacar muito bem os vocais dos integrantes, mostrando suas particularidades. A música começa mais leve e vai se transformando até chegar em uma espécie de anti-drop, um refrão mais agressivo e com a presença de sons graves, surpreendendo o ouvinte com a mudança. Leia também: PSY volta ainda melhor em '9th', seu novo álbum de estúdio MOVE é a faixa-título do álbum e foi uma boa escolha para um debut. Apesar de possuir uma construção muito parecida com a maioria das músicas de grupos masculinos, é uma música que gruda na mente facilmente. O refrão é forte, cheio de atitude e possui uma sonoridade eletrônica. A presença marcante dos rappers ajuda a prender o ouvinte durante boa parte da música. As poucas transições de ritmo são feitas de forma sutil, deixando o hit fluido. Para quem gosta de um refrão dançante, essa é a música certa! Batida contagiante! 벌써 (Burst Up) faz uso de muita percussão e um som de flauta viciante que conduz a música. O baixo também está presente na faixa e o trecho final quebra a expectativa do ritmo anterior trazendo um quê de eletrônico. E por fim 작은 노래 (Your Favorite Melody) fecha o álbum com uma melodia super alegre. O instrumental com violão deixa a música leve, ajudando a destacar os vocais e apesar do ritmo mais lento não deixa de fora os rappers que estavam tão presentes nas faixas mais agitadas. Apesar de não trazer algo surpreendentemente inovador, com estilos de refrão vistos muito comumente no gênero, o TNX conseguiu demonstrar bem as cores individuais e os vocais de seus integrantes, além de possuir uma rapline forte e que se destaca. Em uma indústria que está cheia de lançamentos e novos grupos, conseguir mostrar suas particularidades é muito importante, a PNATION apostou em artistas que com certeza irão desenvolver ainda mais seus talentosos, podendo trazer mais originalidade e impacto para seus ouvintes futuramente.
- 'NANANA': Fora da JYP, GOT7 exibe sua melhor fase em novo álbum
Novo EP que carrega o nome do grupo foi lançado nesta segunda-feira; confira a nota do projeto ao final da crítica (Divulgação/GOT7) Um dos "come backs" mais aguardados de maio — e do ano — finalmente está entre nós. O GOT7 divulgou na manhã desta segunda-feira (23) o EP que leva o nome do grupo com cinco faixas inéditas além de NANANA, a title do projeto. O álbum registra a participação dos membros JB (Def), Yugyeom, Jinyoung e Youngjae (Ars) na composição, letra e arranjo das faixas; mas não é só isso o que torna o lançamento especial. A novidade é o primeiro movimento do grupo desde que todos os integrantes encerraram o contrato com JYP Ent. no início de 2021. Os membros conseguiram manter os direitos sobre o nome, a marca e a discografia do GOT7, porém, o foco até então estava na carreira individual de cada um, como o debut solo do Youngjae e a parceria de sucesso do BamBam com a Seulgi (Red Velvet). Apesar da pausa nas atividades coletivas, o futuro do GOT7 nunca foi incerto — nem para os fãs, os Ahgases, e nem para os membros, que continuaram interagindo e apoiando um ao outro publicamente, tanto em lançamentos musicais quanto em trabalhos de atuação. E agora o GOT7 está oficialmente de volta, por sinal em uma de suas melhores fases, provando que o grupo não se resume a um contrato com uma "Big Three" do K-pop. Confira a crítica após a publicidade. GOT7, o EP, começa com TRUTH, cuja introdução constrói uma grande expectativa não só para a faixa em si como para todo o álbum. Ela faz um bom trabalho de lembrar ao ouvinte — ou apresentar, para o caso dos novatos — os vocais potentes e a energia inconfundível do grupo veterano, com mais de oito anos de carreira. O ritmo flerta com elementos de funk e eletrônico, mas sem se entregar completamente, criando uma sonoridade ímpar. Já Drive Me To The Moon não brinca em serviço. Na segunda faixa, a vibe retrô pautada em bases de funk e soul fica evidente logo nos segundos iniciais. Todavia, o GOT7 sabe entregar essa proposta de um jeito suave e nostálgico, nada similar ao já saturado conceito Disco que dominou os lançamentos de K-pop nos últimos anos. Não soa como uma adição forçada à tracklist; soa como um saudosismo genuíno. NANANA, a faixa título, está presente aqui como a terceira música do álbum. É primorosa; possui influências bem claras de R&B e promove uma viagem aos sentidos — que também é a intenção do MV. O videoclipe oferece um passeio quase psicodélico à audiência, através de cores, formas e cenários que não deixam nada a desejar. A estética é impressionante e lindíssima. Confira abaixo. Two, a quarta faixa, é mais um exemplo de como o GOT7 pode estar vivendo sua melhor fase. É uma música com a construção lenta, que vai se formando aos poucos e sem pressa. As nuances de hip-hop e R&B são nítidas pela marcação do ritmo e também das palavras, cantadas pausadamente. Este artifício ajuda a tornar a música mais sensual, o que parece ser intencional nesta segunda metade do álbum. Don't Care About Me é levemente mais agitada, mas é difícil não se encantar por ela. A quinta faixa é ousada e une elementos de trap ao hip-hop, eletro pop e outros ritmos já listados aqui. Também exprime uma parcela de sensualidade e é viciante do jeito certo como uma música deve ser; não apenas em trechos específicos como o refrão, mas por completo. A vontade é deixar a função no-repeat ativada e ouvir a faixa por horas. Por fim, a última faixa intitulada Don't Leave Me Alone coroa o álbum como um projeto sem skips. Suavidade parece ser a palavra-chave para descrever esta música que conclui o EP e deixa um gostinho de quero mais. Aqui, o destaque é certamente o vocal emocionante do Youngjae — uma voz já conhecida nas OSTs de doramas —, que traz um sensação de aconchego para o ouvinte, como um caloroso abraço. Não há jeito melhor de encerrar o EP. GOT7 é um álbum perfeito, que tem todo o direito de levar o nome deste grupo sensacional. Ele exprime lindamente como a sonoridade do ex-ato da JYP amadureceu durante os anos, mas sem nunca deixar de encantar os fãs mais antigos — e de quebra, ainda conquistando novos admiradores. De fato, vale a pena esperar pelos próximos trabalhos do grupo agora "órfão", especialmente quando a espera é tão recompensadora assim.

















