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  • 'Be like Madonna': extravagância e estilo marcam o retorno da Luna ao cenário musical

    Confira na review como o single Madonna faz referência à Rainha do Pop e porque a Luna acertou em cheio no seu comeback (Divulgação / Grida Entertainment) Depois de dois anos sem novos lançamentos, Luna está de volta ao cenário musical com o single Madonna, divulgado nesta quarta-feira (6). Seu retorno figura entre as novidades do Kpop mais aguardadas do mês de outubro e é especialmente bem-vindo para os MeUs, os fãs do grupo F(x). Madonna é o primeiro trabalho da Luna após a quebra de contato com a SM Entertainment, e também um marco na retomada de inspiração da artista, dona de singles aclamados como Even So e Free Somebody. A própria Luna sinalizou a importância do single nas suas redes sociais: "Conheci MADONNA (a música) quando me senti dolorida por estar no palco, e muitas coisas perderam o sentido e me cansaram do meu trabalho como cantora. (...) Assim que conheci essa música, quis dar o meu melhor no palco novamente e isso me deu a mesma energia que "coragem". Do início ao fim da música, espero que você sinta o significado da música e a aprecie livremente." A letra de Madonna reflete o desejo por empoderamento artístico, um valor fundamental para a artista que, neste ano, fundou a própria empresa de agenciamento: a Grida Entertainment. "Quando eu crescer, quero ser como a Madonna" (refrão), "seja o que quiser ser" e "debaixo dos meus pés há um tapete vermelho" são alguns dos versos que transmitem a ideia de ascensão de um jeito lúdico. A composição também acertou ao usar expressões que reforçam o glamour almejado no conceito, como "OTD [outfit of the day] on fleek" — algo como "look do dia arrasador". Com um ritmo envolvente, Madonna faz claras referências à Rainha do Pop que dá nome ao single. O refrão retoma os clássicos da cantora estadunidense, com uma sonoridade característica dos anos 80 — influência que, por sinal, está dominando o Kpop nos últimos anos. Já as estrofes representam as eras mais atuais da Madonna, muito voltadas ao pop eletrônico. As oscilações de ritmo, porém, não causam desconforto ao ouvinte e nem soam como experimentais. A voz da Luna "costura" a música de maneira impecável, demonstrando mais uma vez a maestria da artista em escolher canções que realçam seus dotes vocais. O MV de Madonna reúne takes de coreografia, close-ups e filmagens em estúdio e externas. O resultado é esteticamente muito bonito e complementa o apelo de grandiosidade e liberdade tão presente na camada da composição. Assim como a letra, o MV também traz referências à rainha do pop, porém, mais suaves. Mais empoderada do que nunca, Luna aparece no vídeo vestindo peças que lembram remotamente o estilo extravagante e inconfundível de Madonna. Destaque para os adereços na cabeça, uma marca registrada da Rainha. O Café com Kimchi fez um paralelo de dois visuais para você! Achou semelhantes? (Reprodução / Grida Entertainment / Google) Em suma, Luna acertou em cheio ao escolher Madonna como o single do seu comeback. Ela inovou com a mistura fluida de ritmos, mas trouxe também tendências já exploradas na indústria, como a vibe anos 80 e uma composição pautada em ostentação e empoderamento — proposta semelhante a Savage, o último lançamento do Aespa. Dá para ver porque essa música inspirou tanto o processo criativo da Luna. Até o momento, não há informações quanto à produção de outros trabalhos, mas é nítido nas redes sociais que a cantora está aproveitando a retomada musical. Esperamos que Madonna seja só o início de uma nova e produtiva fase na sua carreira.

  • (G)I-DLE flerta com o perigo e esbanja atitude no clipe de 'TOMBOY', faixa título do novo álbum

    'I Never Die' é o primeiro full album do grupo feminino que retorna com muito Rock 'n' Roll; veja a nota no fim da crítica (divulgação / CUBE Ent.) Para a alegria dos fãs e de todos que apreciam um conceito único, o (G)I-DLE está volta. O grupo que esteve na 1ª temporada de Queendom fez seu retorno na manhã desta segunda-feira (14) com I NEVER DIE, o primeiro full-album a compor a discografia das meninas. A novidade tem oito faixas — todas com a assinatura da líder Soyeon na composição. E este é só um pequeno atestado da autenticidade do álbum. Depois de um ano retraído e focado em singles — incluindo lançamentos em inglês —, o quinteto feminino voltou com tudo com a faixa título TOMBOY. No videoclipe, Soyeon, Minnie, Miyeon, Yuqi e Shuhua esbanjam moralidade dúbia ao passo que exibem armas de fogo, facas, começam incêndios e até insinuam um assassinato. Apesar das Barbies que figuram em várias cenas, uma coisa é certa: o grupo não está para brincadeira. Confira após a publicidade. A faixa poderosa traz o pop tradicional explicitamente aliado ao rock; uma tendência que tem marcado presença nos últimos lançamentos do gênero. Nuances assim também se destacaram no mini álbum Attacca do Seventeen, na versatilidade do StayC em Young Luv e em Ani, parceria do Ravi com a própria Soyeon. Nenhum desses exemplos, no entanto, consegue capturar tanto a essência Rock 'n' Roll quanto TOMBOY. Descontando os elementos instrumentais, a guitarra constante e a bateria que acompanha as quebras da música, o videoclipe também usa e abusa da pegada roqueira. Além da postura rebelde e nada ortodoxa das integrantes, temos o Rock presente até em detalhes sutis. É possível observar, por exemplo, o nome de bandas como AC/DC, Slipknot e Metallica no figurino. Tudo muito bem pensado! B-sides de Destaque O pop-rock segue inabalável na segunda faixa do álbum, Never Stop Me. A música é gostosa de ouvir e, assim como as demais, conquista à primeira "vista", por assim dizer. O refrão é maduro e bem articulado, e as inferências de rap são precisas — algo muito importante para um grupo que tem como rapper principal a Soyeon. Sua voz, embora mais marcante que as demais, não tende a dominar a faixa, o que é positivo. VILLAIN DIES é a terceira música do álbum. Ela traz elementos de trap music e K-R&B bem executados, que complementam os instantes cirúrgicos de leveza na faixa. O refrão, é claro, rouba a cena. Imprevisível, ele consegue surpreender sem rebaixar a qualidade do que já foi apresentado até aqui. Pode não agradar a todos, é verdade, mas é divertido, refrescante e, na opinião desta crítica, um grande acerto. POLAROID desacelera; é realmente o momento de apresentar os vocais harmoniosos que talvez fiquem tímidos, escondidos atrás das camadas de um conceito tão imponente. A faixa, assim como a anterior ALREADY, nitidamente pertence ao conjunto de músicas. É, sim, contrastante, mas não de um jeito exagerado ou desconexo. Pelo contrário, sua suavidade é pontual e bem-vinda. (Continua após a publicidade). ESCAPE serve um crescendo equilibrado e agradável. É a sexta faixa do full-album com sensação de mini, e novamente uma oportunidade de apreciar as vozes das integrantes isoladas de um instrumental mais agitado. Apesar de não ser a mais lenta do conjunto, a música evoca uma sensibilidade ímpar. É uma b-side para aproveitar sem pressa para chegar no refrão. E, quando chegar, surpreender-se positivamente. LIAR é impactante. Este talvez seja o momento de destacar que o álbum não fere o ouvinte em momento algum. Nesta penúltima música, temos o retorno arrasador do rock na sua essência, mostrando que o gênero permeia todo o lançamento e é intrínseco a ele. Se a comparação é de bom tom, é a música mais próxima do K/DA, projeto do jogo League Of Legends, no qual duas integrantes do (G)I-DLE — Miyeon e Soyeon — fazem parte. MY BAG é a última faixa. Ela traz à tona o hip-hop, que o quinteto executou em lançamentos passados com excelência. A música é inteligente e cheia de artifícios que elevam a sua qualidade. Por exemplo, ela faz uma referência clara a LATATA, trabalho de debut do grupo. É possível identificar o Oh-Oh da Minnie logo de cara; e para quem é fã, é impossível não se sentir abraçado com a lembrança que mostra como o grupo cresceu. Afinal, I Never Die é sobre isso — com o perdão da expressão já saturada. O novo álbum mostra como o (G)I-DLE amadureceu. Suas músicas continuam viciantes mas, agora, de um jeito mais maduro, coerente com a imagem que o grupo construiu. Quatro anos se passaram desde já aclamada estreia com o EP I Am, e as integrantes passaram de rookies a rainhas. Agora, elas são as regentes de um impetuoso Queendom.

  • ‘+ALPHA+’ é a materialização do poder de CL

    Após postergar algumas vezes o lançamento de seu primeiro full-álbum, CL finalmente o apresenta de forma arrebatadora e deslumbrante (Divulgação / Very Chery) No dia 20 de outubro CL lançou seu tão esperado primeiro full-álbum intitulado +ALPHA+, este que tinha previsão de ser estreado em novembro do ano passado, mas que por perceber que haviam diversos aprendizados necessários para lançar o álbum, ela decidiu adiar. Em entrevista para a W Korea a rapper comentou: Depois de trabalhar com uma equipe que criei sozinha, houve muitas coisas novas que aprendi e descobri. (...) O título do [meu] primeiro álbum completo é ‘+ALPHA+’. Significa ‘começar’, assim como ‘Fêmea Alfa’. Desde 2019 CL vem trilhando seu caminho como uma artista independente e os fãs vêm antecipando seu primeiro álbum desde o fim do 2NE1, grupo que foi integrante por 7 anos. Já que, geralmente, os grandes artistas do K-POP são apoiados por grandes empresas multimilionárias e poderosas, a decisão de CL de tornar-se uma artista independente mostrou que as coisas seriam do seu jeito. Algo que é raro de se ver nessa indústria. E quase um ano após adiar sua estreia, CL finalmente se sentiu pronta para voltar à indústria e reivindicar seu lugar no topo dos artistas do K-POP. Isso sou eu saindo da [minha] zona de conforto ao máximo. Esta sou eu lançando um álbum como uma artista independente. (...) Esta é definitivamente uma declaração [de alguém] que vem do mundo do K-POP e também [de] um idol. O brilho de +ALPHA+ (Divulgação / Spotify) O álbum começa com o single SPICY, lançado dia 24 de agosto, que traz uma produção cheia de personalidade e autoconfiança, a vibe da música lembra muito outras canções de CL como, por exemplo, Hello Bitches e The Baddest Female. A música com batida mais pesada, uma pitada de hip-hop, recheada de EDM e letra bem assertiva, CL demonstra seu poder e seu orgulho de ser quem é. Já na primeira estrofe da música ela diz “CL, esta é a líder alfa, corri por todo esse caminho sem parar, mas é apenas o começo agora, se você pensou que acabou, é apenas a ponta do iceberg”, mostrando que não veio para brincar. É uma música que celebra apenas ser você mesmo. Para mim, ser coreano, ser asiático. Estou comemorando tudo isso e essa atitude. Apenas sendo eu mesma. Não obstante, CL traz um MV incrível, com performance e produção surpreendente. SPICY é aquela música que te faz querer aprender a coreografia e gruda na sua cabeça que nem chiclete. Ela fez o experimental e acertou em cheio. Seguindo pelo álbum, temos a segunda faixa Lover Like Me, que foi também um single pré-lançado e completo em inglês. Diferente de SPICY, Lover Like Me foca muito mais nos vocais de CL, traz uma vibe mais pop e com um refrão envolvente. A produção da faixa contou com a colaboração da cantora e compositora britânica Anne-Marie, conhecida por hits como 2002 e FRIENDS. A música traz uma história de amor no qual a cantora repete diversas vezes durante a letra que será impossível encontrar alguém como ela, uma vez que ela é única e verdadeira. Lover Like Me estreou um MV onde a rapper está deslumbrante. A produção, os visuais, a escolha de figurino e de maquiagem, assim como o cenário, tudo ficou extremamente a cara de CL. A terceira faixa Chuck traz majoritariamente rap e hip-hop com batidas fortes que trazem sensação de poder. Foi escrita por CL e mostra claramente a personalidade da rapper em todo seu desenvolvimento, o refrão é extremamente envolvente, não dá vontade de parar de ouvir. Xai, quarta música de +ALPHA+, revela mais uma vez um lado diferente de CL como vocalista, ela que é conhecida pelo rap forte, quando apresenta uma canção desse formato nos surpreende – e da melhor forma possível. A batida mais lenta e com uma pegada mais para o pop nos abraça e nos faz encantar mais ainda por Chaerin. Ela nos apresenta a quinta canção Let It também cheia de vocal, com alguns trechos de rap – marca da artista – e com uma pegada groovy que nos lembra o pop dos anos 2000. (Reprodução / Very Cherry) Conversando com todo o álbum, a sexta faixa é a título Tie A Cherry que foi certeira. Repleta de tons de trap e pop, mesclando o vocal e o rap de CL, a canção demonstra perfeitamente o calibre musical da artista, principalmente por ser a principal compositora da música – como em praticamente todo o álbum. A letra da canção é ousada, com versos como “Eu posso amarrar uma cereja, olha, eu tenho uma língua de ouro, a química neste corpo, supervisão abra seus olhos, eu atiro para as estrelas”. O clipe de Tie A Cherry mostra, mais uma vez, o poder de Chaerin e como ela consegue fazer as escolhas certeiras em suas produções. O visual do MV, a escolha dos cenários e figurinos, a maquiagem e toda a atuação dela durante a produção audiovisual deixam o público de boca aberta. Ela realmente veio para marcar e estabilizar mais ainda seu lugar no topo do K-POP. Paradise, sétima faixa, traz muito trap e um beat bem mais low, assim como o rap bem executado, especialidade de CL. Seguindo na mesma linha, My Way, oitava música de +ALPHA+, vem com trap, rap e batida pesada cheia de atitude combinando com a letra que repete diversas vezes “Meu jeito, vou fazer do meu jeito” e sim, ela fez. A nona faixa do álbum chamada Siren é focada nos vocais da artista, é mais uma nova cor de CL que ela apresenta no compilado. Com uma vibe mais lenta e cheia de emoção, a música te enfeitiça e te faz cair aos encantos de Chaerin, mais uma vez. Leia também: 'Attacca': Seventeen mostra mais uma vez porque é um dos maiores grupos de kpop da atualidade Por fim, +ALPHA+ termina com dois singles previamente lançados por CL: HWA e 5 STAR, que estrearam em 29 de outubro do ano passado, ambos com MVs. Foram incluídos no compilado que deveria ter sido lançado na mesma época, mas como dito antes, a artista adiou a estreia. As duas faixas mostram um lado incrível da rapper, foram muito bem produzidas e fazem você se sentir dominado pelo encanto de CL, finalizando o álbum com chave de ouro. Depois de passar por muitas preocupações, correr atrás de autoconhecimento e de conexão com a própria alma, CL está, definitivamente, em seu auge com +ALPHA+. Consegue-se enxergar todo o esforço e dedicação que a artista colocou em toda a produção e caminhada para a estreia de seu primeiro álbum. Chaerin nos pega pela mão e nos faz viajar junto dela por todas as suas cores enquanto se fortalece e se solidifica como artista. Tendo sua personalidade e originalidade sempre em vista, +ALPHA+ sinaliza uma nova era para CL e com toda certeza a mantém no topo da elite do K-POP.

  • 'Universe': Uma visão do experimentalismo tecnológico e diferencial do NCT

    O novo álbum do mega projeto torna ainda mais polida a imagem da marca, criando uma definição do som NCT (Reprodução / Spotify) Ambicioso, experimental, único: as palavras geralmente utilizadas para descrever o conceito do NCT são as mesmas que conseguem capturar o novo álbum, Universe, em sua mais pura essência. Juntando-se para seu terceiro projeto com todos os membros, o boygroup revela, mais uma vez, uma camada de sua discografia que os ouvintes casuais não conhecem. É seguro dizer que, enquanto marca, o NCT ainda não possui uma imagem concreta. O sistema de units fazia sentido no início, com o NCT 127 apostando no som urbano, o NCT Dream fazendo uso do bubblegum pop e o NCT U servindo como o test drive para conceitos e gêneros; debutando posteriormente, o WayV não deu sorte ao ter como primeira música oficial uma regravação. Entretanto, no primeiro projeto como um grupo só, lançado em 2018, a definição de cada unit foi abandonada — o som urbano do 127 foi trocado pelo pop melódico de Touch, e o Dream abandonou os clipes de tons rosados para se rebelar em Go. Com tantas mudanças e inconsistência, foi natural que o público geral se despedisse e o fandom se tornasse cada vez mais fechado. Aparentemente, o NCT segue na linha definida há meros 3 anos, se aperfeiçoando no gênero experimental e investindo ano após ano na estética cyberpunk, desenhando, de certa forma, sua própria identidade. O full album Universe mostra que, para o bem ou para o mal, a SM Entertainment tem plena sabedoria da direção para a qual está guiando o grupo. (Reprodução / SM Entertainment) O universo do Neo Culture A abertura é New Axis, uma faixa de rap que aposta nos elementos de trap para criar um ritmo que carregue o flow dos rappers Mark (NCT 127, NCT Dream), Taeyong (NCT 127) e Yangyang (WayV). A letra revela o desejo, entoado como se já fosse realidade, de elevar as tendências a um novo patamar, tal como um novo eixo faz. Yangyang é uma boa adição à dupla Mark e Taeyong, que já estão acostumados à dinâmica de trocarem flows e linhas desde o debut do grupo em 2016. Universe (Let's Play Ball), uma das faixas-título, traz uma junção de membros ainda não vista em formações do NCT. O hook “let's play ball, let's play ball” é entoado pelo primeiro verso, volta no segundo e carrega inteiramente a outro, aparecendo até como subtítulo da canção. O refrão é melódico, revisitando o que vimos em Superhuman, por exemplo, e a música encaixa perfeitamente com o que nos acostumamos a esperar do NCT — mas não é para todos os gostos. A estrutura de Universe (Let's Play Ball) é mantida em Earthquake — percussão forte e impactante e refrão cantado —, e a boa experiência do ouvinte é prejudicada ao se colocar duas canções parecidas, uma logo após a outra. Mesmo perdendo seu brilho caso ouvida na ordem do álbum, Earthquake ainda vale a pena. OK! tem uma introdução que chama atenção, especialmente pelo trecho “My baby says she wants to dance with a ghost / She wants to leave me, uh”, que ganhou protagonismo nas redes sociais. Apesar de o refrão ser um pouco monótono, a faixa em sua totalidade é uma que pode crescer no ranking do ouvinte. Birthday Party evoca lembranças de sua irmã Make A Wish (Birthday Song), lançada em 2020, pois se mantém numa batida emprestada do trap durante toda sua duração, apenas algumas batidas por minuto mais acelerada que sua antecessora. “É seu aniversário / Balance, balance, balance” e “Sim, querida / Você vai amar” são trechos que fazem parte da composição e não mudam a experiência. Know Now, com seu título de aliteração, propõe algo mais melódico do que realmente entrega. A mistura de trap — um elemento muito presente no álbum — com os sintetizadores não é exatamente agradável, e a canção não é impactante. A próxima da tracklist, Dreaming, é uma das joias do álbum. Cantada inteiramente pelo NCT Dream, os favoritos do público em termos de discografia, a canção traz um hook de sintetizadores que soam como sinos e ditam o ritmo. O pré-refrão corta a batida, mas ela volta com força durante o refrão, evocando um house que é característico do Dem Jointz, produtor da música. Assim como Universe (Let's Play Ball), Dreaming transforma um conceito em melodia, e faz isso muito bem. Round & Round, a número 8 do álbum, se junta a Dreaming para criar a dupla dos destaques do lançamento. Composta por elementos que sintetizam perfeitamente o cyberpunk que associamos com a marca NCT, o refrão melódico e repetitivo dá voltas e voltas como o título diz, e o ciclo de harmonia das vozes eleva a entrega a outro nível. O final com o “You don't know I need ya” em fade out oferece uma ambientação mais obscura para a música, que se tornaria ainda mais completa com um music video complementando a faixa. Miracle empalidece em comparação às anteriores — apesar da batida lembrar Love Talk, também do WayV, é inegável que sua antecessora é muito mais memorável que a desse ano. A partir da faixa 10, o álbum toma um rumo mais doce, mais lento e menos eletrônico. Vroom começa a diminuir o ritmo outrora incansável, sendo uma canção que soa como o fechamento de um concerto, e Sweet Dream segue o mesmo conceito. Good Night desacelera ainda mais, levada quase que completamente no violão, mas nenhuma das três consegue ser muito marcante. Beautiful é a faixa que encerra o álbum, iniciando com um riff de piano e com um verso falado: “A pessoa mais importante da sua vida deve ser você / Seja bonito”, tentando soar como um encerramento esperançoso de uma viagem de 13 canções. Cantada pelos 23 membros, Beautiful acerta os erros de Black on Black — a primeira música com todos os integrantes, lançada em 2018 — ao tentar colocar um verso para cada um, mas falha por ser uma faixa sem inspiração e esquecível. Um projeto inovador é fadado a ter falhas, e essas podem ser mal vistas dentro de uma indústria perfeccionista como a do k-pop. O NCT, apesar da inconsistência sonora e conceitual, parece estar finalmente se adequando a uma imagem própria, seguindo os lançamentos de 2020 e se mantendo na mesma sonoridade. Os diretores, membros, produtores e criadores têm plena consciência de que é uma marca que pode não agradar a todos, mas seu trabalho é minuciosamente calculado para entreter aqueles que se dispõem a passear pelo emaranhado de units, music videos e introduções de membros. Universe não é perfeito, mas tem fortes elos que o fazem ser um álbum valioso, principalmente na discografia de um grupo que adiciona mais uma camada à sua discografia em cada lançamento. Com canções como Round & Round, Dreaming e Earthquake, o NCT se mostra direcionado a um objetivo mais claro: ser diferente dos outros grupos.

  • Jack In The Box: J-Hope mostra um novo lado artístico e criatividade em álbum conceitual

    Rapper do BTS estreia o lançamento de trabalhos solo do grupo e mergulha em uma versão mais intensa (Reprodução/ HYBE) Este ano, o BTS completou nove anos de carreira e lançou um álbum nostálgico com os grandes sucessos do grupo. Durante uma live de comemoração de aniversário, os integrantes anunciaram que passariam a focar em atividades individuais, o que ocasionou espanto para alguns fãs e insegurança em relação ao futuro do grupo. Felizmente, os membros reforçaram que isso não se tratava do tão temido hiatus, mas sim de uma nova fase. Há um mês o ARMY estava preocupado com tal assunto, mas na última sexta-feira (15) o rapper J-Hope lançou o seu mais novo álbum completo; confirmando que o grupo permanece ativo e produzindo. Jack In The Box, composto por dez faixas, é o primeiro trabalho solo dessa nova fase e trabalha questões como paixão, autoconhecimento, agonias e ansiedades pessoais. No dia 10 de julho, foi lançado o pré-single MORE que impressionou os ouvintes pelo estilo inusitado apresentado pelo rapper, e serviu como uma porta de entrada para o que viria em seu novo álbum. J-Hope apostou no rock, mas sem deixar de fora o hip-hop, e o artista soube conectar bem os dois estilos. A faixa fala sobre suas aspirações pessoais e sobre querer conquistar ainda mais do que já realizou durante seus anos de carreira. J-Hope canta enquanto sua voz disposta com os fortes acordes de guitarra no refrão pesado. Apesar de parecer apenas um novo conceito, seu trabalho inédito trata-se de um desabafo pessoal, algo que o rapper também fez antes em Hope World, sua última mixtape. Apesar disso, dessa vez é mostrado um lado mais sombrio, envolvido pelo peso do rock e do hip-hop. Durante todos esses anos, J-Hope abraçou o seu nome artístico, se apoiando em uma persona alegre, que anima as pessoas ao seu redor; e chegou a ficar conhecido como o “raio de sol” do grupo por sua personalidade brilhante. No entanto, o personagem criado pelo artista em Jack In The Box não representa seu verdadeiro eu — por isso abrir espaço para demonstrar seu outro lado parece ser difícil tanto para o artista quanto para os fãs, que podem estar acostumados com outra atmosfera. A história contada através de um mito em Jack In The Box Jack In The Box faz referência ao mito da Caixa de Pandora: uma caixa misteriosa que, ao ser aberta, libera todos os males do mundo; e a esperança é a única coisa que resta. A ideia é de J-Hope no disco estaria "dentro dessa caixa", algo que está ligado ao seu nome artístico que carrega a palavra "esperança". Esta relação costura o conceito do álbum e reforça o retrato de uma nova face do artista, que revelou em entrevista à revista Rolling Stone que desejava trabalhar com esta alusão há um bom tempo. O álbum se inicia com a INTRO em uma voz feminina lendo trechos sobre esse mesmo mito, e passando de forma sutil em transição para PANDORA'S BOX, faixa que começa com um piano dramático e sofre uma queda brusca com um fundo mais grave. O rap aqui fala sobre a pressão da fama e o esforço mental desgastante de manter uma persona. A música faz transições muito equilibradas com alterações ora sutis, ora repentinas, cortando o fluxo da música, mas ainda assim de forma agradável. Leia também: [Opinião]BTS no Grammy: o que a presença do grupo na premiação representa?" (Reprodução/ HYBE) Em seguida, STOP tem um ritmo linear que se altera apenas em pequenas partes onde entram falas ao fundo do instrumental, um artifício que funcionou bem na faixa. Ainda com fortes elementos de rock que conversam entre si, J-Hope fala sobre o pavor dos males da humanidade e deseja que isso pare, abraçando novamente o conceito do disco A conduta dos homens é pior que a dos animais. Estava muito sujo. Isso é muito difícil. E em seguida, EQUAL SIGN se destaca das anteriores tanto na letra quanto em seu ritmo. Com uma melodia upbeat, o rapper explora seus vocais na música, algo que teria sido interessante de se ver mais em outras faixas. Aqui, J-Hope ainda fala sobre as problemáticas da atualidade, mas com um pouco mais de otimismo, desejando que as pessoas se enxerguem de forma igual e entendendo que o começo de uma mudança pode estar em nós mesmos. O mundo é tão grande e a mente das pessoas é fechada. Na sequência chega MUSIC BOX: REFLECTION como uma transição, uma mistura de uma respiração ofegante junto ao som de uma caixa de música. Todo o conjunto gera ansiedade no ouvinte com a ajuda de um fundo grave, e termina dando espaço para WHAT IF, uma canção cheia de influência do hip-hop dos anos 2000 e que traz a famosa sample de Old Dirty Bastard em Shimmy Shimmy Ya. Aqui, o cantor repete o “e se”, o que denota seus questionamentos e inseguranças como artista. SAFETY ZONE é uma canção comovente que foge completamente da atmosfera das faixas anteriores em um R&B sutil, mas cheio de rap. Esse estilo lembra as músicas presentes na mixtape Hope World, algo que combina muito bem com os vocais do rapper e que de certa forma serviu como respiro para a tracklist escolhida. Na faixa, J-Hope fala sobre a busca de um local seguro onde possa recarregar as forças e descansar. Leia também: "In The Soop: Saiba mais sobre o reality show com o Wooga Squad no Disney Plus" A energia da faixa anterior é mantida em FUTURE. Uma música que soa mais familiar com a personificação de J-Hope e traz uma melodia divertida e leve, com um coral infantil ao fundo. Por fim, ARSON fecha a caixa do rapper de forma agressiva; a música começa com a voz do cantor repetindo palavras, e conforme a melodia se desenvolve, abre-se espaço para o seu rap intenso. ARSON é uma música explosiva e forte que faz jus ao nome, com a presença de elementos do hip-hop old school. O novo trabalho do rapper do BTS é surpreendente, tanto estética quanto musicalmente. J-Hope não se prendeu muito às tendências musicais de hoje, e apostou em um álbum íntimo que expõe suas inseguranças e apresenta um lado mais sombrio de sua persona artística. A escolha de faixas se mantém no universo do hip-hop, mas traz elementos que desafiam sua zona de conforto; e isso é difícil. O rapper foi ousado em algumas faixas que podem não cativar tanto o ouvinte, mas que valorizou o conceito escolhido. Jack In The Box reflete a flexibilidade de um artista completo e que se preocupa em ousar, mesmo que isso não agrade a todos. Ouça Jack In The Box no player do Spotify logo abaixo: Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar da gente, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

  • RUMINATION: comeback do SF9 reúne faixas que definem a identidade do grupo

    Integrantes do boygroup estão envolvidos na composição das músicas de seu 10º mini álbum (Divulgação / FNC Ent.) Na última segunda-feira (22), SF9, grupo da 3ª geração do k-pop, lançou RUMINATION, 10º mini album de sua discografia. Rowoon, Chani, Taeyang, Hwiyoung, Dawon, Zuho, Seong, Jaeyoon e Youngbin entregaram um projeto que representa bem a identidade do grupo, principalmente por estarem por trás das composições. O disco reúne sete canções cheias de energia, embora tenham essa essência descontraída, cada uma caminha com seu próprio estilo. Leia também: O Rei de Porcelana: Saiba mais sobre o dorama inédito com Rowoon do SF9 na Netflix O grupo já está acostumado em se envolver no processo criativo das músicas, já que são sempre creditados como um dos compositores. Tal feito faz com que as características musicais de SF9 sejam bem definidas, formando uma identidade própria, da forma como desejam que seja. Em Rumination não foi diferente, Zuho, Chani, Youngbin e Hwinyoung estão envolvidos na composição das faixas. O projeto sucede Turn Over, lançado em julho deste ano, e ao comparar Trauma, faixa título de Rumination com sua antecedente, Teardrop, é difícil dizer qual é mais envolvente e marcante. Embora sejam muito diferentes entre si, não apenas falando da construção musical, mas também comparando o conceito, é notável que SF9 continua investindo em entregar um conteúdo que pode ser bem coreografado e que esboce um toque de sensualidade. Trauma conta com um videoclipe bem estético, paleta de cores e cenários chamativos. Além disso, as cenas são muito atrativas, já que parecem carregar uma história misteriosa onde cada membro, com expressões faciais sérias, parece ter um conflito individual e estão isolados buscando resolvê-los. E em outros momentos, o mv exibe SF9 reunidos, reproduzindo uma coreografia envolvente, bem sincronizada e elaborada. Ainda, a faixa título é muito memorável, e essa característica é reforçada por seu refrão que se repete muitas vezes. Leia também: ‘Re:T-ARA’ marca o retorno deslumbrante e tão esperado das rainhas do T-ARA Diversidade de estilos Ao analisar Rumination como um todo, é perceptível que as faixas não tem muita conexão entre si, já que cada uma entrega um estilo. Embora sejam bem diversas ao comparar umas às outras e seja visível que cada uma tem essência própria, é perceptível também que o álbum não carrega mudanças desconfortáveis, tornando o projeto bastante linear e agradável para quem ouve, servindo estilos para todos os gostos. A faixa que sucede a título, Memory já quebra um pouco o estilo de Trauma, já que o r&b predomina seus versos. Enquanto isso, On and On, com presença notável de acordes, traz uma sonoridade sexy para Rumination, que se encerra com For Fantasy, música acústica, bem confortável e romântica. Esta parece ter uma carga bem pessoal, já que além dos versos bem sensíveis, é válido lembrar que Fantasy é o nome do fandom de SF9, portanto a canção soa como uma declaração "para Fantasy". Não apenas em Rumination, SF9 entrega qualidade em seus projetos através das músicas, vocais e coreografias. O 10º mini album do grupo demonstra sua identidade que tem como aspecto principal ser bem agradável e conquistar sem precisar que o ouvinte escute inúmeras vezes para conseguir amá-las.

  • "Dimension: Dilemma": Enhypen vai do EDM ao rock em novo álbum e entrega seu melhor

    Comeback do boygroup conta com participação de Yeonjun do TXT, e produção do icônico duo LDN Noise (Belift Lab / Divulgação) É inegável que o K-Pop é intrinsicamente ocupado pela música eletrônica. Principalmente entre os grupos masculinos, o EDM faz parte da discografia de praticamente todos os conjuntos; mas há diferença entre reciclar um gênero, e torná-lo divertido outra vez. No caso do Enhypen, o álbum Dimension: Dilemma traz um ânimo para o cenário dos boygroups, e faz do ato de conhecer a atual geração de idols algo instigante. Em oito faixas, sendo duas delas intros e outros para caberem no conceito do grupo, os garotos entregam uma faixa-título upbeat e dançante. Nesse sentido, a música Tamed-Dashed ganhou um MV de cores vibrantes e elementos que gostamos de ver no K-Pop: uniformes colegiais, idas à praia, interações com a câmera e bons visuais. Poderia ser um comeback de verão, mas o Enhypen fez bem em retornar com este conceito fora da época usual. Estamos em outubro e, como é mais comum de ver, boygroups buscam por ideias que fogem das paletas super coloridas nesta época do ano. Bom ver que o grupo da subsidiária Belift Lab foi pelo caminho contrário, e apresentou um estilo "garotos de uniforme" que não ficasse repetitivo. A tracklist plural de "Dimension: Dilemma" do Enhypen Em Dimension: Dilemma, a escolha de músicas foi certeira. Como dito acima, o EDM obviamente está presente no álbum, mas não há exageros. As canções, quase todas produzidas pela dupla Wonderkid e "Hitman" Bang (Bang Sihyuk, fundador da Big Hit Entertainment), vão do house music ao pop-rock, num ritmo de trocas de faixas que não cansa. O que poderia ser uma mescla maluca de ritmos eletrônicos, ou uma experimentação que cabe (ou não deveria caber) à muitos grupos de hoje, o Enhypen opta por algo mais sofisticado. São músicas simples e diretas ao ponto, sem artifícios de breaks desnecessários para alguma performance aleatória no meio do stage. Elas dão vontade de apertar o replay. Além do mais, entre as músicas mais puxadas para o pop-rock, o Yeonjun do TXT faz uma participação especial. O Tomorrow X Together é um boygroup interessante da atual geração do K-Pop, e a adição de Yeonjun deu um toque à mais na faixa Blockbuster. Vale ressaltar também o trabalho do duo LDN Noise em Go Big or Go Home, que é a pura dance music já característica dos produtores. O LDN Noise já trabalhou com muitos artistas do K-Pop, em destaque os da SM (EXO, F(x), SHINee, Red Velvet), então o investimento no Enhypen foi bem qualificado. Para onde o Enhypen vai daqui em diante? O Enhypen está numa linha de lançamentos muito boa desde seu debut. Em 2021, o grupo também divulgou o mini álbum "Border: Carnival", e Dimension: Dilemma é onde está o equilíbrio entre os dois releases: enquanto um trouxe as frenéticas Drunk-Dazed e Fever, o outro carrega o "ar fresco" que todo grupo precisa ter entre lançamentos de ritmos mais pesados. Ainda há muito para o Enhypen trilhar no K-Pop. Eles são um grupo novo, que debutou no ano passado, mas que apresenta certo crescimento. Particularmente falando, é muito difícil que um grupo da geração vigente do pop sul-coreano chame minha atenção; porém, o boygroup conseguiu me fisgar. Eles são jovens, bastante energéticos e sua música tem carisma. Em Dimension: Dilemma, Enhypen mostra que a indústria ainda é capaz de debutar grupos em conceitos já conhecidos, mas que conseguem inovar o "mais do mesmo". Espero que este boygroup ainda cresça muito. Escute "Dimension: Dilemma" abaixo:

  • ELEVEN: IVE transborda elegância e se destaca pelos vocais em sua estreia

    Novo girlgroup da Starship lança primeiro single álbum ELEVEN e realiza o debut com altas expectativas (Divulgação/Starship) Dezembro foi aberto com uma novidade para a indústria do K-POP. Depois de cinco anos desde o debut do seu último girlgroup, a Starship formou o IVE, composto pelas seis integrantes: Yujin, Wonyoung, Gaeul, Liz, Rei e Leeseo. A estreia aconteceu na quarta-feira (1), com o single álbum ELEVEN, que contempla apenas duas músicas, a faixa-título ELEVEN e a b-side Take It. O IVE realizou o seu debut com altas expectativas, não é por menos, entre o sexteto há duas integrantes que carregam dois anos e meio de experiência. ELEVEN marca o retorno de Wonyoung e Yujin aos palcos após o fim do IZ*ONE, girlgroup temporário formado pelo Produce 48. Como se não bastasse ter feito parte da line-up de sucesso, Wonyoung ainda carrega o legado de ter conquistado de center do ex-grupo. As duas veteranas se juntaram ao quarteto de novatas para formarem o IVE, tornando-se o novo rookie feminino da Starship depois de cinco anos. Para o lançamento do novo girlgroup, a empresa passou o mês de novembro investindo na divulgação, apresentou as membros individualmente e a produziu o vídeo HAVE WHAT WE WANT. ELEVEN é um dance pop de sonoridade elegante e com influências do Oriente Médio. Na letra, ELEVEN retrata uma garota que se apaixona por vários encantos. As membros souberam mostrar o que tem de melhor, suas vozes, transmitindo que são seis vocalistas capazes. O girlgroup apostou mais em vocais, e dessa vez, o rap não teve espaço. As linhas foram bem distribuídas e cada integrante conseguiu mostrar o seu diferencial. Em geral, single não possui partes que deem um diferencial chamativo a canção, com exceção da ponte para o refrão assume uma linha mais lenta e cria uma transição para refrãos animados. Porém, vale ressaltar um dos pontos altos sendo as linhas cantadas na primeira parte da música por Wonyoung e na segunda por Liz - que ao longo da música mostrou um forte potencial como vocalista -. Wonyoung sabe se destacar, caso parte do público não a conheça, é facilmente identificado que a idol é experiente. Ela surpreende com a bela voz e expressões faciais que capturam atenção a cada momento em que aparece. Rei também é uma surpresa, mesmo que tenha a possibilidade de ser designada para função de rapper, é dona de um timbre com um toque diferenciado e parece ser uma boa candidata para a vocal line do grupo. Leia também: ‘Re:T-ARA’ marca o retorno deslumbrante e tão esperado das rainhas do T-ARA A b-side Take It segue pelo caminho oposto, trazendo uma combinação do EDM com Trap. Pelos gêneros, a música é mais forte do que a title, mas não necessariamente superior. O girlgroup segue com foco nos vocais, mas dessa vez, com versos repetitivos e rápidos que dão um ritmo animado a faixa. IVE trás uma música que combina para o debut, não é nada tão impactante, mas isso não a torna ruim. A elegância e os vocais podem se tornar um diferencial e a marca do sexteto, principalmente, pelas vozes se encaixarem bem juntas. O girlgroup iniciou sua carreira e ainda tem muito para mostrar, com certeza um single álbum não é o suficiente para o potencial do IVE. Leia também: Em "Race", Bang Yongguk retorna com voz inconfundível para um grande "o que vem por aí"

  • Our Blooming Youth: Park Hyungsik é protagonista em mais um dorama de época; conheça a série coreana

    Depois de Hwarang, o ator está na produção épica baseada em um drama chinês (Divulgação / TvN) Na próxima segunda-feira, dia 6 de fevereiro, estreia a mais nova série épica da TvN. A série é um romance épico com um toque de mistério e terá 20 episódios com dois lançamentos semanais, na segunda e na terça-feira, sempre as 20h50 no fuso horário coreano. Park Hyunsik, um dos integrantes do Wooga Squad, retorna como personagem principal ao lado de Jeon Sonee. A série é uma adaptação do c-drama O Grampo Dourado, transmitido na China pela BTV e Hunan TV. Na produção da série, estão velhos conhecidos do dorameiros. A roteirista Jung Hyun Jung é responsável por séries de sucesso como Apaixonados na Cidade (2020) e Romance é Um Livro Bônus (2019). A direção ficou sob a responsabilidade de Lee Jong Jae, que trabalhou nos k-dramas Diário de Um Psicopata (2019) e Meu Príncipe por 100 Dias (2018), com D.O. e Han So Hee. O programa foi desenvolvido e produzido pelo Studio Dragon e Sony Pictures. Qual é o enredo do k-drama? A série acompanha a vida de Min Jae Yi (Jeon Sonee) e de Lee Hwan (Park Hyunsik). Jae Yi é a noiva do filho do Segundo Conselheiro de Estado, e sabe que a forma de honrar a sua família, e a si mesma, é aceitar o destino de se casar, o que ela faz de bom grado. Ela se dedica diariamente a aprender como ser uma boa esposa e boa mãe, até que a sua vida vira de cabeça para baixo. Faltando dias para seu casamento, toda a sua família é assassinada e ela se vê no centro das acusações, já que não havia nenhum suspeito. Com todo esse problema, o príncipe herdeiro Lee Hwan aparece em seu caminho na hora certa para ajudá-la a sair dessa situação sombria, mas tudo tem um preço. Lee Hwan é um príncipe com uma maldição misteriosa que oferece sua ajuda a Jae Yi para descobrir a verdade por trás da morte dos pais, mas pede em troca que ela lhe ajude a quebrar a maldição. Jae Yi não vê outra opção a não ser aceitar a oferta, mas essa decisão os coloca na direção para se envolverem em uma relação mais forte do que apenas parceiros. Quem está no elenco? (Divulgação / TvN) O elenco principal é composto por Park Hyunsik, que recentemente fez Hapiness (2021) e a série de viagem com o Wooga Squad, In The Soop Friendcation (2022), e Jeon Sonee, que participou do filme de 2019, Jo Pil-Ho: O Despertar da Ira. Além deles, estão no elenco Pyo Yejin, a Ahn Go-eun de Taxi Driver (2021). que interpreta Garam, a única amiga de Jae Yi, o ator Yoon Jong Seok, que participou de Jirisan (2021), dará vida a Han Seong-on, o noivo de Jae Yi e o melhor amigo do Lee Hwan, e, por fim, Lee Tase-sun, ator de Hotel Del Luna (2019), e será Kim Myung-jin, o maior estudioso de Joseon que sabe de tudo no mundo. Quando lança e onde assistir? (Divulgação / TvN) A série estreia na segunda-feira, às 20h50, na Coreia do Sul - 8h50 da manhã aqui no Brasil -, e estará no Viki, para assinantes do Viki Pass Standard, e em fansubs.

  • GOT7 sob nova direção: Entenda a situação dos membros após saída da JYP e o que esperar do novo EP

    Além da música, os integrantes do GOT7 são ativos em áreas como moda e atuação; conheça os trabalhos mais recentes de cada um (Reprodução/Google) O contrato do GOT7 com a JYP, empresa que faz parte da BIG 3, chegou ao fim em janeiro de 2021. Seu último lançamento como grupo foi Encore, em fevereiro do mesmo ano, mas, agora, os sete membros já têm um comeback marcado para 23 de maio. Além de esperado pelos fãs — entre os quais, muitos brasileiros, com quem o GOT7 sempre interage —, o retorno é muito aguardado pelo fato de ser o primeiro que conseguiu manter os direitos de uso do nome, mesmo após todos os membros saírem da empresa. Os integrantes do GOT7 ficaram ativos em diversas áreas durante esse período pós JYP — música, atuação e moda, por exemplo. E apesar desse tempo separados, eles sempre interagiram entre si e sempre deixaram claro para os fãs que o grupo não acabou. Até mesmo uma live no Instagram, com muita gambiarra para que todos os membros pudessem participar, rolou! Não conseguiu acompanhar o que os membros fizeram durante esse período? O Café Com Kimchi resumiu tudo para você. Leia Também — Coreano na ponta da língua: Músicas de K-pop fáceis de cantar e aprender o idioma Mark Logo após a saída da JYP, Mark iniciou um canal no Youtube que rapidamente conquistou um milhão de inscritos, antes mesmo de ter qualquer vídeo publicado. Em fevereiro de 2021, o cantor abriu a Mark Tuan Studio em Pequim, na China, tendo foco nas suas atividades e promoções no país. No mesmo mês, lançou o single "One In a Million", em colaboração com Sanjoy Deb. Em março, sua terceira coleção de roupas em colaboração com a Represent, chamada XC3, chegou às vitrines. Já em abril, o artista assinou com a Creative Artists Agency. Na segunda metade do ano, Mark lançou "Never Gonna Come Down" com a cantora coreana Bibi para a trilha sonora do filme do universo Marvel Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Assíduo em eventos de marcas importantes, o integrante do GOT7 participou também da Paris Fashion Week em setembro. Dois meses depois, lançou o single digital "Last Breath", seguido das músicas "My Life", "Lonely" e "Save Me", respectivamente em janeiro, março e abril de 2022. Jaebeom No dia 11 de maio de 2021, o líder Jay B assinou contrato exclusivo com a H1ghr Music e fez seu debut como solista com o single "Switch It Up", com participação do rapper Sokodomo. Em agosto, foi lançado seu primeiro EP de nome "SOMO:Fume", com sete músicas e um clipe para a faixa-título "B.T.W (Feat. Jay Park)". Em meios às atividades, participou do programa King of Mask Singer, a versão coreana (e original) do reality que fez sucesso no Brasil. Em setembro, foi lançada sua segunda linha de roupas, a Def. Collection, que representa viver sem arrependimentos. Em novembro, JB participou da campanha de inverno da Adidas "Open Spirit", junto com o grupo Blackpink. No último dia do ano, o cantor presenteou as fãs com o anúncio do EP "Play Love", lançado em 26 de janeiro de 2022. Jackson A Team Wang continua coordenando as atividades internacionais do Jackson, mas, em janeiro de 2021, o artista também assinou com a Sublime para promoções na Coreia. Em março do mesmo ano, o cantor lançou o single em inglês "LMLY", apresentando a música ao vivo no The Late Late Show With James Corden. Mas este não foi seu único trabalho em inglês, uma vez que o astro lançou o chamado "Drive You Home". Em agosto, Jackson ingressou no grupo de hip-hop Panthepack, junto com o rapper Ice, J.Sheon e Karencici. O single "Buzz" foi lançado com o álbum "The Pack" em setembro. Já em 2022, o cantor chegou com tudo com o lançamento do single "Blow", cujo videoclipe foi dirigido e roteirizado pelo próprio. Seu grande triunfo veio com o álbum MAGIC MAN, o qual é o carro-chefe da turnê mundial do artista — que, inclusive, vem para o Brasil em 2023. Leia Também - Hora do desabafo: conheça 8 músicas tristes no k-pop para ouvir e chorar Jinyoung Após a saída da JYP, o idol assinou um contrato exclusivo com a BH Entertainment. Em julho de 2021, lançou o single digital "Dive", composto e escrito por ele mesmo, como um presente para os fãs. Junto ao lançamento, foi também divulgado um vídeo com uma performance especial. Em setembro, o artista estrelou no curta digital da New York Fashion Week, disponibilizado no Youtube da Korea Creative Content Agency. Muito presente na área da atuação também, Jinyoung participou em diversos filmes e doramas, como The Devil Judge, lançado em agosto de 2021, e o filme Yaksha, disponível na Netflix. Vale lembrar também que o integrante do GOT7 participou ainda de Yumi Cells e está confirmado para a 2ª temporada do dorama baseado em webtoon. Youngjae Youngjae assinou com a Sublime Artist Agency. O cantor participou do musical Midnight Sun como protagonista e algumas OST's do musical até chegaram a ser publicadas em plataformas de streaming. Quanto a outros projetos de trilhas sonoras originais, o membro do GOT7 lançou OST's de doramas como You & I, em colaboração com Soyeon do (G)-IDLE, para o dorama My Roommate Is a Gumiho, e Pop Star para So I Married The Anti-fan. O cantor lançou seu álbum solo Colors from Ars em outubro de 2021, com a música título "Vibin". No último mês do ano ele lançou o single digital "Walk With Me" Vale mencionar que o astro também se aventurou no mundo da moda, lançando a coleção de inverno em colaboração com marca coreana PLAC. Na área do entretenimento, participou como apresentador especial na Dream Radio nos primeiros meses de 2022, e, a partir de março, tornou-se apresentador fixo na Got7 Youngjae's Best Friend. Mesmo com toda essa agenda lotada, Youngjae também tem um canal no Youtube onde posta vlogs. BamBam Em março de 2021, BamBam assinou com a Abyss Company e fez seu debut solo na Coreia do Sul, com o EP "Ribbon". Não demorou muito para divulgar seu próximo single "Who Are You", com colaboração da Seulgi do Red Velvet. Em janeiro de 2022, lançou o segundo EP intitulado "Play;B" com a música título "Slow Mo" e mais o um clipe para "dreamlike". Na moda, sua investida mais recente foi em setembro de 2021, quando BamBam lançou sua segunda linha de roupas em colaboração com a Charm's. Uma parte dos ganhos com as vendas foram doadas. Leia Também - Mais que amigos, friends: Conheça as amizades mais poderosas do K-pop Yugyeom Yugyeom assinou contrato exclusivo com a AOMG depois de deixar a empresa BIG 3. Em junho de 2021, fez seu primeiro lançamento na empresa nova, o EP chamado Point of View: U, com um total de sete músicas. O álbum teve participação de artistas como Loco, Gray e Jay Park. Em março de 2022, o vocalista, agora muito envolvido com R&B, lançou o single digital "Take You Down" junto com Coogie. De 5 a 13 de maio do mesmo ano, fez uma mini turnê solo pela Europa, passando por diversos países do continente. O que esperar do comeback do GOT7? O EP autoentitulado GOT7 será lançado no dia 23 desse mês. A tracklist foi liberada e foi possível saber um pouco mais do que esperar da novidade. A música título se chama NANANA, composta pelo líder Jay B, que assinou a composição como Def. Ele está presente em três das seis músicas do álbum. Youngjae, que assinou como Ars, fez parte da composição de Drive Me to the Moon, enquanto Yugyeom ajudou a compor as músicas TWO e Don't Care About Me, que também contam com a participação de Jinyoung. Com os membros tão presentes na produção do álbum, já temos a certeza de que será um lançamento incrível, com as cores únicas do GOT7. Confira abaixo o teaser do MV de NANANA: Leia Também - Não é apenas mais uma de amor: músicas de k-pop que fogem do romance com temas sociais Está ansioso pelo álbum novo do GOT7? Conte para o Café nas nossas redes sociais!

  • Em meio à turnê mundial, NCT 127 lança Ay-Yo — e tem participação brasileira no álbum!

    Ao mesmo tempo em que passava por diferentes países com a turnê Neo City: The Link, o NCT 127 também se preparava para o lançamento do novo álbum (Divulgação/SM Entertainment) Quatro meses depois de seu último lançamento, o NCT 127 retorna com Ay-Yo nesta segunda-feira (30). O lançamento é um repackage do último Full Album, 2 Baddies (2022), e conta com três músicas novas. Acostumado a ter uma agenda movimentada, o grupo teve toda a divulgação de seu comeback nas redes sociais enquanto rodava por diferentes países na turnê mundial Neo City: The Link. A série de shows teve seu encerramento no México em 28 de janeiro, dois dias antes do lançamento oficial do mais recente disco. A Neo City: The Link é a segunda turnê mundial do boygroup da SM, que ocorreu de dezembro de 2021 a janeiro de 2023. A extensa atividade teve início no Gocheok Sky Dome em Seoul, Coreia do Sul, e desde então passou por 17 países e reuniu mais de 700 mil pessoas. O Brasil não ficou de fora dos destinos do NCT 127 e contou com três datas em solo brasileiro, nos dias 18,19 e 20 de janeiro no Vibra São Paulo, casa de shows com capacidade para quase 7 mil pessoas. O boygroup abriu a temporada de shows de K-Pop no país, que também se prepara para receber Super Junior, Oneus, Mirae e mais. Equilíbrio entre turnê mundial e comeback (Divulgação/SM Entertainment) O primeiro anuncio de Ay-Yo foi revelado em dezembro, enquanto o boygroup estava em pausa na turnê após terem encerrado os shows no continente asiático e se preparava para três concertos na América do Norte no mês seguinte. Ay-yo marca o primeiro comeback do NCT 127 em 2023 e é um dos primeiros comebacks do ano. Programado para 30 de janeiro, os nove membros Taeil, Johnny, Taeyong, Yuta, Doyoung, Jaehyun, Jungwoo, Mark e Haechan precisaram encontrar um equilíbrio para darem conta dos preparativos de ambas as atividades. Leia também: Jaehyun do NCT encanta com Forever Only; Confira outras músicas do projeto STATION: NCT LAB Pouco antes da retomada da turnê, em 6 de janeiro, Haechan precisou se ausentar para cuidar da saúde. Segundo a SM Entertainment, o integrante sentiu palpitações cardíacas e foi aconselhado pelo médico a repousar. Três dias depois, o grupo se apresentou no United Center em Chicago, e posteriormente embarcaram para Houston e Atlanta. A medida que os shows aconteciam, teasers de Ay-Yo já gravados pelos membros com antecedência eram liberados nas redes sociais oficiais do NCT 127. Depois do último show em Atlanta, os oito membros tiveram quatro dias para descansar até embarcarem ao Brasil e darem inicio a turnê pela América Latina. Diferente dos países vizinhos, o Brasil foi o único a receber três datas de apresentações do NCT 127, com shows em 18, 19 e 20 de janeiro no Vibra São Paulo, espaço de eventos com capacidade para quase sete mil pessoas. Após completarem as datas, o boygroup partiu para o Chile, Colômbia e México, local de encerramento da turnê em 28 de janeiro. (Divulgação/SM Entertainment) Dois dias depois do fim dos shows, a nova canção Ay-Yo teve seu lançamento oficial nas plataformas musicais. De volta a Coreia do Sul, o grupo infelizmente não teve tanto tempo para descanso e já iniciaram as promoções do single, com transmissões ao vivo e performances em programas musicais. Leia também: NCTzen de primeira viagem? Confira 5 programas para conhecer melhor o NCT O retorno do NCT 127 com Ay Yo Com um álbum que misturam músicas de seu último Full Album, 2 Baddies, com novas canções, o NCT 127 teve seu primeiro comeback de 2023. Ay-Yo pode ser descrito como um disco que contempla bem a sonoridade do boygroup, com produções bem marcantes por instrumentais potentes e refrãos memoráveis. O hip-hop característico é utilizado de uma forma diferente, porém, no geral pode-se dizer que o grupo trouxe algo novo, o mesmo gênero musical, entretanto, mais controlado e de certa forma sofisticado. Leia também: Sucesso global do K-pop: O que torna o pop coreano tão bom? Demonstrando que já pensava no Brasil mesmo antes de sua passagem pelo país, o novo álbum do grupo possui produção do duo brasileiro Tropkillaz. A faixa-título "Ayo-Yo" é fruto desta parceria e pegou diversos fãs de surpresa. A novidade foi compartilhada pelo Tropkillaz e pelo NCT nas redes sociais. A canção também contou com a participação do produtor DEM JOINTZ, conhecido por seus trabalhos ao lado do boygroup da SM. Em Ay-Yo como single, NCT 127 repete o que foi feito com Favorite (Vampire), uma sonoridade um pouco mais leve e que tem chances de agradar tanto seu público fiel, quanto aqueles que não apreciam tanto a dinâmica agitada de suas músicas, como Sticker e 2 Baddies. Assim, seguem as novas canções do Repackage, DJ e Skyscraper. Com o retorno de Haechan, as promoções do novo álbum acompanham performances do single principal e da b-side, DJ. Assim como a faixa-título do disco, DJ possui uma coreografia forte, cheia de movimentos rápidos e elaborados, executados com facilidade pelos membros. Diferente de Ay-Yo, nesta canção eles abandonam o hip-hop e assumem o gênero mais voltado para jazz mais dançante, que remete aos anos 70, com um funky untempo. A canção teve a participação dos membros Taeyong e Mark nas linhas do rap. Além disso, a letra da música se trata da vontade dos integrantes em se tornarem DJs e apresentarem um momento especial com uma playlist escolhida por eles mesmos. Em Skyscraper, NCT 127 retoma o hip-hop, dessa vez, mais selvagem e mais marcado pela linhas de rap e com um refrão bem expressivo. A b-side também contou com a participação de Mark e Taeyong. Na letra, os membros mostram suas vontades desafiadores de superar constantemente seus limites e subir mais alto, como um arranha-céu.

  • 1 ano de Hello: single digital de Chen do EXO faz aniversário

    A música bastante intimista marca uma despedida temporária entre o cantor e os fãs, enquanto ele cumpre o serviço militar obrigatório (SM Ent. / Divulgação) No dia 8 de outubro de 2020, o Twitter oficial do EXO anunciava algo inesperado. Um single digital de Chen, intitulado Hello (안녕), que seria lançado uma semana depois, no dia 15 do mesmo mês. Faz 1 ano que o fandom EXO-L escutou pela primeira vez essa canção tão significativa e sensível cantada pelo membro do grupo que ficou algum tempo sem dar notícias. Hello foi definida como um sentimento caloroso de outono, e é caracterizada como brit pop, subgênero de rock alternativo que conta com a presença marcante de guitarra suave, que harmoniza bem com a voz de Chen. A letra é uma carta desejando o bem estar da pessoa para quem é destinada e a preocupação de que as palavras são suficientes para conseguir transpassar esse sentimento de forma clara. "Meu amor, durante esse longo tempo de hesitação, não consegui encontrar as palavras certas para expressar meus sentimento, com toda sinceridade nesses olás comuns, eu quero só perguntar se você está bem" Leia também: Bird: relembre o single japonês do EXO que emocionou os fãs durante o hiato do grupo Analisando a interpretação de Hello e a situação, existe uma certa ambiguidade, pois embora o vocalista esteja mostrando sua preocupação por quem passou muito tempo aguardando por notícias suas, Chen também anunciou sua breve despedida. Algumas horas após o lançamento da música, o cantor contou aos fãs através de uma carta escrita à mão, que seu alistamento estava próximo, se deu no dia 26 do mesmo mês. Leia abaixo a carta traduzida: O clipe apresenta uma estética aconchegante e vintage, com um tom bem íntimo e paleta de cores impecáveis. É um MV que se distingue bastante entre os outros da carreira solo de Chen, como Beautiful Goodbye e Shall We?. Porém embora seja uma canção lenta como outras de sua discografia, ela se diferencia em seu gênero, e ainda mostra o que não precisa ser provado, que os vocais do membro do EXO são inigualáveis e podem perpassar por onde quiserem. Durante a gravação do clipe, o cantor conta nos bastidores que para manter a linha emocional da música, era necessário transmitir emoções bem aparentes através de seu semblante, resultando em cenas bem emocionais. "Do início ao fim das gravações, tudo que eu pensava era 'como expressar meus sentimentos?'", ele afirma. Lançar uma música antes de se alistar já se tornou uma tradição entre o EXO, é como um presente para seus fãs. Com Hello não foi diferente, para o fandom, a música carrega dois significados, uma boa recepção e alívio após enfrentar um longo tempo sem ter notícias, mas também a aflição de ter mais um membro do grupo longe por um período de tempo. Leia também: KAI 2021: Com 100M de views em "Mmmh", o que vem por aí do integrante do EXO? Leia também: BLACKPINK na Netflix: filme Light Up The Sky completa um ano Aparições pré-alistamento Por que é importante lembrar do aniversário desse single? A música foi anunciada de surpresa, em meio a um tempo muito conturbado para o fandom EXO-L, já que Chen passou um tempo longe da mídia após anunciar seu casamento e a espera de sua primeira filha. Ao longo de 2020, Chen fez poucas aparições, porém todas muito marcantes e memoráveis, em sua maioria projetos musicais. Seu primeiro projeto do ano foi You, uma colaboração com Dynamic Duo lançada em janeiro. Meses depois, em seu canal no YouTube, Chen surpreendeu os fãs com um cover sentimental de Breath, música de Park Hyoshin, e seu último projeto antes do single digital, Your Moonlight, uma OST para o k-drama Do You Like Brahams?. Poucos dias após o 1º aniversário de Hello, Chen cumprirá 1 ano de alistamento e está a menos de 200 dias de sua dispensa, que está marcada para abril de 2021. Os fãs aguardam ansiosamente pelo seu retorno e pelos seus próximos projetos, seja como solista, como membro do EXO ou da sub-unit EXO-CBX, que tem estado inativa por conta do alistamento dos integrantes que a compõem, primeiro o Xiumin que retornou em dezembro de 2020, Chen e agora, em 2021, Baekhyun. Leia também: 5 anos de debut solo de Lay: Como a carreira do solista evoluiu desde o álbum Lose Control?

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