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- BamBam no Brasil: Saiba tudo sobre a Tour "AREA 52" do solista e membro do GOT7
Com show único, o cantor passa com sua turnê pelo país no dia 5 de março em São Paulo; confira ingressos, horários e mais (Divulgação / Abyss Entertainment) Depois de Jay B e Jackson Wang, BamBam se torna o terceiro membro do GOT7 a trazer sua primeira turnê solo mundial para o Brasil. A tour AREA 52 teve início em setembro de 2023 na cidade de Seul para em seguida passar por outras cidades da Ásia antes de anunciar datas para a América Latina, Europa e Estados Unidos marcadas para 2024. O anúncio da turnê veio alguns meses após o comeback do cantor com o álbum Sour & Sweet em março de 2023. Após encerrar seu contrato e também dos outros membros do GOT7 com a JYP Entertainment em 2021, BamBam seguiu sua carreira solo com a Abyss Entertainment e continua participando de atividades do grupo por meio da Warner Music Korea. Por conta de problemas em seu tornozelo, o artista infelizmente teve que cancelar sua passagem pelos Estados Unidos para prezar pela sua saúde, uma vez que ele precisa recuperar-se para dar continuidade aos demais concertos marcados. A Abyss Entertainment comunicou no dia 26 de janeiro sobre o cancelamento dos shows e pediu desculpas aos fãs que aguardavam pelo cantor. A tour está mantida para a América Latina e Europa. Leia também: TWICE, IVE e mais shows de K-pop confirmados no Brasil em 2024 Tudo o que você precisa saber sobre BamBam no Brasil De acordo com a GIG Music juntamente da Far Music Entertainment, que estão cuidando do show, a tour passa pelo Brasil na cidade de São Paulo para um concerto único no dia 5 de março. A apresentação acontecerá na casa de shows Vibra São Paulo – com capacidade para aproximadamente 7 mil pessoas – às 20h30. (Divulgação / Abyss Entertainment) Valores dos Ingressos: Pista Premium: R$790 Inteira / R$395 Meia Pista Normal: R$460 Inteira / R$230 Meia Camarote: R$600 Inteira / R$300 Meia Plateia Superior: R$ 400 Inteira / R$200 Meia (Assentos por ordem de chegada) Além dos ingressos para assistirem a performance, os fãs podem adquirir outros dois pacotes para que possam interagir mais de perto com Bambam: o VIP 1 que dá direito à Pista Premium, Hi Touch, Mini Talk, Credencial e Entrada Antecipada, no valor de R$990, e o VIP 2 com os benefícios da Pista Premium, Mini Talk, Credencial e Entrada Antecipada após o VIP 1, no valor de R$890. Há também a oportunidade de participar da Foto 1:1 que é um evento realizado separadamente dos benefícios dos pacotes VIP. Com o intuito de fazer com que todos os fãs tenham uma experiência única com a AREA 52, o momento consiste em um sorteio de nomes feitos pelo próprio Bambam no palco do show em que todos presentes podem ganhar. Serviço - BamBam THE 1ST WORLD TOUR [AREA 52] Data: 5 de março de 2024 Local: Vibra São Paulo - Av. das Nações Unidas, 17955 - Vila Almeida - São Paulo Horário de Abertura: 18h Apresentação: 20h30 Classificação: 14 anos Vendas Online: Pixel Ticket Venda Física: Vibra São Paulo Veja também: Red Velvet, GOT7 e mais artistas de K-pop que completam 10 anos de debut em 2024
- O que esperar do debut solo do Ten, um dos integrantes do NCT?
O primeiro álbum solo do vocalista e dançarino do boygroup chega ao público em fevereiro (Divulgação / SM Entertainment) Quem acompanha o NCT sabe que o grupo está sempre trabalhando a todo vapor em performances e projetos, e de tempos em tempos surge alguma novidade para os nctzens. Desta vez, o vocalista e integrante do boygroup da SM, o Ten, irá realizar o seu tão esperado debut solo! Seguindo os passos de Taeyong que estreou com seu mini álbum SHALALA em junho de 2023, ele será o segundo membro a realizar tal feito. A informação veio através do portal de notícias sul-coreano Sport Chosun, que relatou nos primeiros dias de janeiro que o integrante estaria nos últimos estágios de produção de um álbum. Posteriormente a SM confirmou a informação ao revelar que o mini álbum, que leva o nome do artista, será oficialmente lançado em 13 de fevereiro. Além disso, já havia sido divulgado que o tailandês irá fazer uma fan-con (evento com fãs) solo pela Ásia, passando por quatro cidades, de fevereiro a abril deste ano. Enquanto apreciamos todo o conceito que está apresentado pelas imagens e vídeos promocionais, o Café com Kimchi separou alguns dos trabalhos de Ten e o que podemos esperar do debut solo desse talentoso artista. Confira após a publicidade! Trabalhos anteriores ao debut solo do Ten Como participante de um grupo de formação dinâmica como o NCT, Ten esteve em units como NCT U, WayV e até mesmo o SuperM. Ao longa da carreira, ele lançou alguns singles digitais dentro de projetos como o SM Station e NCT Lab, este último sendo o responsável pelo lançamento de faixas como Forever Only do Jaehyun, Child do Mark e Rainy Day, cantada por Taeil, Kun e YangYang. No entanto, sua primeira música solo foi o single digital 몽중몽; Dream In a Dream lá em 2017 na 2ª temporada do SM Station. Com a presença de um instrumento tradicional asiático de corda, a faixa é em boa parte do tempo apenas instrumental que pausa nos momentos em que Ten canta. O clipe é super colorido e performático, dando espaço para uma das maiores habilidades do Ten: a dança. Em uma temporada posterior do SM Station veio New Heroes (2018), desta vez com um estilo mais voltado para o pop, também com a letra toda em inglês e um refrão EDM. Já em 2021, foi a vez do Ten lançar Paint Me Naked, uma faixa que é a cara do NCT e poderia fazer parte do álbum de qualquer unit. Uma melodia simples, mas que fica mais interessante com o toque de pop-rock que acompanha a voz do cantor. Por fim, a última canção para conhecer antes do debut solo do Ten fez parte do NCT LAB. Birthday foi liberada em outubro de 2022, e é uma música mais sensual, intensa, e parece ser o ápice da liberdade artística de Ten. Com uma coreografia de tirar o fôlego e um break dance digno das grandes premiações musicais, o MV é tudo que os 10velys (apelido dos fãs do artista) gostariam de ver. A dança deve ser um ponto alto da estreia individual Com esse histórico, dá para ter uma noção do estilo musical do Ten, mas outro detalhe que com certeza vai ter um destaque especial em seu debut solo é a dança. Essa é uma das características que destaca Ten dentre os inúmeros - e também talentosos - artistas da indústria do K-pop, e faz jus ao seu título de dançarino principal. Além de mostrar suas habilidades em grupo, ele também já participou de vários programas televisivos. Em 2016, o artista integrou o elenco do Hit The Stage, programa que reúne idols com equipes de dança profissionais para competir entre si. Aliás, a edição da época também contou com a participação de Momo (TWICE), Taemin (SHINee), U-Kwon (Block B), Yugyeom (GOT7), Nicole (KARA), Feeldog (BigStar) e Shownu (Monsta X). As apresentações de Ten foram tão impactantes na época, que até mesmo o produtor-chefe do programa, Lee Eung Ku, o elogiou: “ele dança muito bem. Você poderia dizer que ele foi o competidor mais surpreendente”, disse. Além disso, ele também possui muitos dance pratices, freestyle dances, dance covers e vídeos com coreografias feitas por ele mesmo. Há um tempo, o dance practice sua faixa Birthday viralizou nas redes sociais por seus passos complexos, e exigem um controle corporal impressionante. Como deve ser o primeiro fan-con do Ten? (Divulgação / SM Entertainment) Conforme adiantado previamente, o integrante do NCT também irá realizar o seu primeiro fan-con solo pela Ásia: o 2024 TEN FAN-CON [1001], passando por sua terra natal em Bangkok, além de Hong Kong, Jacarta e Seul de fevereiro a abril de 2024. Muitos artistas da SM costumam fazer eventos deste tipo, principalmente com os famosos fanmeeting, que permitem uma troca mais descontraída com os fãs, além de performances inéditas e covers. Você pode gostar de saber: TWICE, IVE e mais shows de K-pop confirmados no Brasil em 2024 A título de exemplo, no ano passado o NCT 127 realizou um fanmeeting em comemoração ao seu sétimo aniversário, que aconteceu em estádio com capacidade para mais de 11 mil pessoas. No caso do fan-con do Ten, no primeiro dia de vendas para o evento que acontecerá em Seul, os ingressos esgotaram em poucos minutos e uma nova data foi acrescentada para atender a demanda. Por ser tratar de evento solo, as dimensões não devem ser iguais às de algo feito em grupo, mas tudo indica que sua turnê pela Ásia deverá ser um sucesso. Ficou animado para o debut solo do Ten? Não se esqueça de conferir os outros conteúdos de K-pop aqui no site do Café com Kimchi!
- Review | "Past Lives" mostra como podemos viver diversas vidas em uma só
Filme da A24 que concorre ao Oscar 2024 chega aos cinemas brasileiros; Confira a crítica abaixo (Divulgação / A24) Filmes coreanos e asiáticos tem se destacado cada vez mais em premiações internacionais. Past Lives ou Vidas Passadas, recentemente foi indicado indicado ao Oscar 2024 nas categorias Melhor Roteiro Original e Melhor Filme. Dirigido pela canadense-coreana Celine Song, sendo estrelado por Greta Lee, Teo Yoo e John Magaro. Produzido e distribuído pela A24, que também foi responsável por filmes como Minari - Em Busca da Felicidade (2020), Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022) e pela distribuição de Parasita (2019). Past Lives estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance em 21 de janeiro de 2023. Após duas exibições no circuito de festivais e antes estrear nos cinemas, já era aclamado positivamente pela crítica. A produção foi transmitida no Brasil anteriormente no Festival do Rio em Outubro de 2023 e na 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em agosto de 2023. Past Lives chegou nos cinemas de todo Brasil na última quinta-feira (25), distribuído pela California Filmes. Past Lives conta a história de dois amigos de infância, Nora interpretada pela Greta Lee (Boneca Russa e The Morning Show) e Hae Sung interpretado pelo Teo Yoo (Love To Hate You e Crônicas de Arthdal, que se separam ao Nora se mudar para o Canadá junto com sua família. Eles se reencontram 24 anos depois, agora adultos. Somos apresentados a delicadeza do relacionamento dos personagens, e das diversas palavras não ditas entre eles, além dos diversos "E Se" que a vida nos proporciona. ATENÇÃO: O texto pode conter alguns spoilers da obra. Leia Também - Além de Parasita: Conheça todos os filmes sul-coreanos escolhidos para representar o país no Oscar Encontros Infantis Em Past Lives acompanhamos a vida de Na Young ou Nora, que teve que se mudar da Coreia do Sul aos 12 anos, pois seus pais, que são cineastas, queriam uma vida nova no Canadá. Ela era uma das melhores alunas da turma e sempre competia com seu amigo Hae Sung para ter as melhores notas, tendo nesta época sonhos grandes, que seriam mais facilmente alcançados fora da Coreia do Sul. Leia Também - “De Volta aos Anos 90” é um retrato das dificuldades dos imigrantes e de uma família coreana Mais 12 anos se passam, Nora atualmente está em Nova York estudando e decide procurar pelo Hae Sung nas redes sociais, descobrindo que ele já tinha procurado por ela antes, a partir disso eles retomam contato, passando muito tempo conversando e fazendo chamadas de vídeo, até que Nora percebe que estava se reconectando muito a coisas que ela deixou para trás, passando muito tempo focada no Hae Sung, planejando voltar para a Coreia do Sul. Nora então começa a achar que estava deixando a vida dela em Nova York de lado, e por consequência seus sonhos, decidindo por eles cortarem contato por um tempo. Ela passa 1 mês em uma espécie de acampamento para artistas, onde ela conhece Arthur. Reencontrando como adultos Após mais 12 anos Nora e Arthur estão casados já a 7 anos. Hae Sung entra em contato com Nora de novo para falar que ele passaria alguns dias nos Estados Unidos, onde finalmente acontece o reencontro dos dois. Hae Sung diz que quando eles se conheceram eram crianças e quando eles retomaram contato 12 anos depois ainda eram crianças, sendo respondido por Nora que agora eles são adultos, dando a entender que as coisas agora são definitivamente diferentes. As cenas dos dois juntos são repletas de troca de olhares e silêncios, alguns desses desconfortáveis para quem assiste, que te fazem questionar se acontecerá algo entre eles, se existiu e se ainda existe algum sentimento romântico entre eles. O longa apresenta uma variedade de "E se?", e se a família da Nora não tivesse saído da Coreia? E se ela tivesse ido visitar Hae Sung quando eles retomaram contato? E se o Hae Sung tivesse desisto do intercâmbio na China para visitar e talvez ficar com Nora em Nova York? E se ela não tivesse ido passar o mês naquele acampamento? Será que eles teriam iniciado um relacionamento? Será que teria durado? Como eles estariam atualmente? Nora fala da palavra coreana In-Yun que significa providência ou destino, mas é usada especificamente sobre relacionamentos entre pessoas. In-Yun acontece se dois estranhos passam um pelo outro na rua e caso suas roupas se toquem acidentalmente, é porque deve ter havido algo entre eles em suas vidas passadas. Se duas pessoas se casam, dizem que é porque existiram oito mil camadas de In-Yun, mais de oito mil vidas. Sendo possível entender que Nora e Hae Sung podem estar destinados a ficarem juntos, mas em outra vida, nesta vida o destino dela pode ser seu marido Arthur. O filme mostra como as pequenas decisões que tomamos todos os dias nos fazem ser quem somos e nos levam para o lugar que estamos atualmente, como vivemos várias vidas dentro da mesma vida. E é interessante pois estes questionamentos não ficam implícitos, os próprios personagens questionam, Arthur questiona que se fosse outro homem naquele dia e local específico, será se Nora teria se apaixonado por ele? Hae Sung trás também questionamentos de o que teria acontecido com eles caso ela tivesse continuado na Coreia, se eles teriam começado um relacionamento e até mesmo quem eles foram em vidas passadas. Past Lives cativa por ser um filme com uma história relativamente simples e até de certa forma clichê, mas que surpreende e é muito sensível, além de ser praticamente impossível assistir ao longa e não refletir sobre os "E Se?" da sua própria vida. Gostou do filme? Comenta com o Café nas nossas redes sociais!
- Review | (G)I-DLE caminha em direção ao passado, mas "2" fica reduzido a intenções
O grupo até tenta transformar suas imposições em algo grandioso, usando inspirações como 2NE1, mas acaba falhando (Divulgação / CUBE Entertainment) A imposição temática do (G)I-DLE diante de todo o conservadorismo sul-coreano que parece odiar cada dia mais as mulheres é bastante simbólica. Wife, música que antecede todo o espetáculo armado deste álbum, foi censurada pela KBS — banida talvez não seja a palavra certa para esta situação —, juntando-se ao seleto grupo de músicas que ousaram desafiar certos padrões. É uma questão sintomática, dado que recentemente a “exposição excessiva da pele” por idols femininas se tornou um tópico de discussão acalorada em fóruns coreanos graças ao visual de grupos como LE SSERAFIM. Enquanto isso, é completamente normal ver idols masculinos adotando looks sensuais e posando sem camisa por aí. Percebe-se, portanto, que há de fato um pano de fundo para que o (G)I-DLE busque estabelecer suas bases na contravenção. É uma jogada arriscada. Em parte, isso realmente funciona: a provocação é deveras interessante. Mas no contexto geral a ideia tem falhas porque passa pela superficialidade já trazida por grupos como o ITZY, por exemplo. A liderança criativa do (G)I-DLE sob Soyeon Há, em tudo isto, um dilema que só (G)I-DLE poderia representar. Acontece que, como bem sabemos, Soyeon assume a liderança na implementação de muitas destas ideias. Suas composições agem como óleo mineral para freios a disco: sempre escorregadias e repetitivas a ponto de causar enjoo. Como forma de amenizar muitos erros de composição e produção da artista, diz-se que não podemos levar suas músicas a sério — precisamos concordar, até porque essa é uma regra que se aplica a todo o K-pop. Mas é justamente por essa falta de seriedade que o tema geral acaba sendo qualquer coisa. E embora 2, segundo álbum completo do grupo e que vem na sequência de sucessos recentes como Queencard, Nxde e TOMBOY, tenha alguns destaques, a falta de profundidade — até mesmo na abordagem da narrativa — faz com que tudo seja resumido às intenções. Leia também: [Opinião] A Era de Ouro do K-pop não volta mais? Entenda o motivo da ausência de grandes hits O resgate do brilhantismo passado Super Lady, faixa-título escolhida para dar vida às provocações, invoca um EDM borbulhante da segunda geração. E no melhor estilo 2NE1 possível, elas lançam uma intensa explosão vocal no pós-refrão; mas acabam se aproximando do BLACKPINK no final. Nesta canção, a figura feminina permanece à vista. Isso também acontece na sequência com Revenge, carregada de inspirações postadas em gerações passadas. É um resgate que é dado inclusive pelo girl crush adaptado aos versos percussivos, como em Doll, em que elas cantam “Bye, bye to your blah, blah”, logo após estabelecerem outra veia de empoderamento: “I'm not your doll, don't cry”. São estas nuances que revelam uma certa atitude positiva, mas que se entrelaçam com momentos dispensáveis como 7Days e Fate, ambas marcados por uma pausa na intensidade com que o álbum percorre. Felizmente, essas duas músicas não assumem posição de balada – o que seria pior. Leia também: [Opinião] O que o Red Velvet e a Sofia Coppola têm em comum? Os retratos do female rage Só porque é autoral não significa que seja necessariamente bom E por mais que 2 ouse ir além, como mencionado no tema do empoderamento feminino ou na busca de referência às gerações passadas, nada aqui se efetiva à medida que as integrantes impõem suas próprias perspectivas sobre as músicas que compuseram e/ou produziram. Nem é preciso dizer que este é um trabalho que vai além do senso de autossuficiência, até porque o K-pop segue uma dependência natural de tendências. Procurar algo novo, então, é uma tarefa difícil – mesmo que essa novidade esteja no passado. E o (G)I-DLE está sempre buscando trazer inovações em sua própria esfera. É por isso que seus sucessos vão do pop rock ao electropop. Mas aqui o que encontramos é o resumo do resumo. Um fragmento do que elas poderiam fazer, mas não fazem. E o resultado é esse descuido temático, sonoro e posicional. É um sucesso que se transforma, ao longo do caminho, num verdadeiro erro: elas perdem a mão mais uma vez.
- Conheça Greta Lee, protagonista de “Past Lives”, filme indicado ao Oscar 2024
A atriz coreano-americana já conquistou diversos prêmios no circuito de cinema internacional Com uma carreira diversa que perpassa os palcos da Broadway, séries para televisão e streaming e alguns bons filmes, a atriz veterana Greta Lee passou a chamar a atenção de forma mais ampla na mídia após seu primeiro papel de destaque da carreira. A atriz coreano-americana conquistou 44 indicações a diversas premiações do circuito de cinema internacional, tudo isso somente com sua atuação como protagonista do filme de romance dramático Past Lives (2023) da diretora coreano-canadense Celine Song, indicado ao Oscar 2024 nas categorias Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Aos 40 anos, o futuro de Greta Lee nas telas parece estar ganhando cada vez mais força e destaque, um reconhecimento tardio que pode gerar bons frutos nos próximos anos, em especial, quando pensamos na ascensão do cinema de diáspora na atualidade. Além disso, é notável que o crescimento da hallyu no exterior eleve o interesse de diretores e estúdios de cinema pela contratação de atores coreanos e descendentes para cada vez mais projetos. Apesar de ser o primeiro papel de Greta enquanto personagem principal, sua carreira é repleta de trabalhos no mínimo intrigantes, desde peças de teatro até seriados conhecidos e algumas participações em filmes de animação mundialmente aclamados. Conheça a carreira da atriz e as perspectivas futuras para seus próximos trabalhos neste novo artigo do Café com Kimchi! Leia também: Conheça Teo Yoo, o ator de "Love to Hate You" que está no novo filme da A24 Dos palcos às telas: Greta Lee e sua trajetória rumo ao estrelato Apesar de ter feito sua estreia na televisão antes de se entregar aos palcos da Broadway, é notável o impacto do teatro no desenvolvimento da carreira de Greta Lee como atriz. Seu primeiro papel foi em 2006, interpretando Heather Kim no episódio Taboo da série televisiva Law and Order: SVU (1999-) da NBC. Contudo, a paixão pelo teatro falou mais alto e levou a atriz a uma rápida estreia nos palcos da Broadway em 2007, interpretando Marcy Park, uma estudante poliglota de alto desempenho, na comédia musical The 25th Annual Putnam County Spelling Bee. Apesar de se tratar de um papel como substituta, Greta se destacou ao ponto de retornar a Broadway em 2010, na qual interpretou a personagem Dorine na peça cômica de David Hirson, La Bête (2010). A partir de 2012, Greta Lee passou a se dedicar de forma mais ativa a trabalhos televisivos, como em High Maintenance (2012-2018) da HBO, Nurse Jackie (2012-2013) da Showtime e Girls (2013-2014) da HBO sob direção de Lena Dunham. Além de algumas participações especiais em programas de TV populares como New Girl (2011-2018) e Wayward Pines (2015-2016), mas dentre todos os trabalhos, nenhum possuía papéis de grande destaque, o que levou a atriz a se tornar uma figura frequente na televisão, mas não exatamente popular. Mesmo com os muitos trabalhos na televisão, a atriz chegou a atuar em filmes ao lado de grandes estrelas de Hollywood, como foi o caso da comédia Sisters (2015) ao lado de Tina Fey e o drama Money Monster (2016) estrelado por George Clooney e Julia Roberts. Entretanto, Greta acabou optando por focar mais em seriados, o que demonstrou ser uma sábia decisão com o surgimento das plataformas de streaming. Leia também: O longa “Past Lives” e a trajetória dos filmes sul-coreanos no Oscar O ponto de virada: Uma luz de esperança para uma estrela em potencial Mesmo com um longo currículo de atuações e participações, Greta Lee conquistou destaque após seu papel na série Boneca Russa (2019-), uma comédia dramática da Netflix que conta com duas temporadas e segue sem a confirmação de sua continuação. Na trama, a atriz interpreta a personagem Maxine, amiga da protagonista Nadia Vulvokov, interpretada pela atriz Natasha Lyonne. No mesmo ano, Greta Lee chamou a atenção do público e da crítica por seu papel como Stella Bak na série dramática The Morning Show (2019-) da Apple TV+, estrelada por Jennifer Aniston e Reese Witherspoon. A série lhe rendeu sua primeira indicação a uma premiação, sendo na categoria de Melhor Elenco em Série de Drama pelo Screen Actors Guild Awards de 2022. A partir deste momento, o reconhecimento do trabalho de Greta Lee alcançou a graça de Hollywood, em especial, através do trabalho excepcional da diretora coreano-canadense Celine Song, responsável por Past Lives (2023). O drama bilíngue que discorre acerca da diáspora sul-coreana e as diferenças culturais com uma bela analogia acerca do amor tem sido fortemente aclamado pela crítica internacional. Em um curto período, o filme conquistou cinco indicações ao Globo de Ouro e três ao Critics Choice Awards, sendo uma delas na categoria “Prêmio Atriz de Cinema”, na qual Greta saiu vitoriosa. No total, a atriz acumula 53 indicações nas categorias de atuação de diversas premiações do circuito de cinema internacional, sendo uma conquista importantíssima para uma profissional que conquistou os grandes holofotes somente aos 40 anos. Com a crescente popularidade de filmes protagonizados por asiáticos ou que consideram a importância de representar tais povos, existem expectativas positivas quanto ao desenvolvimento da carreira de Greta Lee no cinema. Leia também: "Past Lives" da A24 e outros filmes coreanos estão no Festival do Rio; veja quais e quando assistir O que aguarda Greta Lee nos próximos anos? A crescente do cinema asiático no cenário das grandes premiações do cinema norte-americano e europeu inicia a partir das indicações e posteriores vitórias de Parasita (2019) no Oscar. A questão é posta em prova quando surge nas mídias o questionamento acerca de um filme estrangeiro ser indicado em quatro categorias e nenhuma de atuação. O filme de Bong Joon-ho foi o primeiro filme estrangeiro de língua não-inglesa a vencer a categoria de Melhor Filme na premiação, mas ainda assim, pouco se fala dos grandes atores e atrizes sul-coreanos que fizeram desse filme um sucesso. Apesar dos pormenores, Parasita (2019) foi fortemente aclamado na Ásia, conquistando 11 indicações ao Blue Dragon Film Awards — maior premiação de cinema da Coreia do Sul — e 10 indicações ao Asian Film Awards. Poucos anos depois, a tendência das produções protagonizadas por personagens asiáticos provou estar cada vez mais forte com o sucesso de Minari — Em Busca da Felicidade (2020) do diretor coreano-estadunidense Lee Isaac Chung. O filme estrelado por Steven Yeun, Han Ye-ri, Alan Kim, Noel Kate Cho e a veterana Youn Yuh-jung estreou mundialmente no Festival Sundance de Cinema em 26 de janeiro de 2020 e conquistou dois prêmios. A surpresa veio quando o filme foi indicado a seis categorias no Oscar 2021, sendo elas: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator para Steven Yeun, Melhor Atriz Coadjuvante para Youn Yuh-jung, Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha-Sonora. Apesar de ser um filme bilíngue, assim como Past Lives, a obra não é considerada um filme estrangeiro, por ser feito nos Estados Unidos, tendo como responsáveis as produtoras A24 e Plan B. No ano seguinte, o longa-metragem japonês Drive My Car (2021) do diretor Ryusuke Hamaguchi venceu o Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro após ter sido considerado o favorito da crítica e um dos mais bem avaliados. E em 2023, mais um filme com protagonismo asiático conquistou os holofotes da premiação, o surpreendente Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2022) dirigido por Daniel Scheinert e Daniel Kwan e estrelado pela atriz malaia-chinesa Michelle Yeoh ao lado do ator vietnamita-americano Ke Huy Quan. O longa-metragem foi indicado a 11 categorias no Oscar 2023 e levou 7 estatuetas, sendo a maior vitória do ano. Coincidentemente — ou não — o filme é uma produção do estúdio A24, responsável por títulos como: Minari - Em Busca da Felicidade (2020), Past Lives (2023) e pela distribuição de Parasita (2019). A ascensão das narrativas asiáticas e diaspóricas em meio a premiações dominadas majoritariamente por figuras brancas é um fator extremamente importante para pôr em cheque a dominância de narrativas distorcidas. Atrizes como Michelle Yeoh e Greta Lee merecem espaço no cinema e na televisão para além de personagens estereotipados, e isso tem mudado nos últimos anos gradativamente graças às mudanças na compreensão da diversidade do cinema no mundo. A estrela de Past Lives (2023) possui chances de conquistar cada vez mais papéis de destaque graças ao seu desempenho impressionante neste ano, mas também, devido à abertura de portas para atrizes de origem asiática em papéis cada vez mais diversos. Já assistiu Past Lives (2023) e gostou da Greta Lee? 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- Conheça BABYMONSTER, o tão esperado girlgroup da YG Entertainment
O septeto é o primeiro grupo feminino a ser lançado pela empresa, 7 anos após o BLACKPINK (Divulgação / YG Entertainment) Após anos de expectativa, BABYMONSTER, o mais novo girlgroup da YG Entertainment fará sua estreia. O grupo que é o sucessor do BLACKPINK lançou música de pré-debut e conta com sete integrantes, já apresentadas pela empresa através de um reality show no canal do YouTube. A estreia oficial está marcada para 27 de novembro. Leia também: "THE DREAM SHOW 2" no Brasil: Ingressos, preços e tudo sobre o show do NCT Dream em São Paulo Por muito tempo houveram apenas burburinhos sobre o lançamento de um novo grupo feminino da empresa Big 3, o primeiro em 7 anos. Uma de suas primeiras menções foi em 2019, por Jisoo do BLACKPINK em uma live em seu Instagram, quando o septeto ainda se atendia por Babymonsters. Agora o grupo que estava previsto para debutar em 2021, finalmente está prestes a mostrar ao mundo o que tem de novo, e quem sabe dar abertura para a 5ª geração do K-pop. Haram, Ahyeon, Asa, Rora, Ruka, Chiquita e Pharita respectivamente foram anunciadas através de um banner com apenas suas silhuetas, o suspense foi feito pela YG, que anunciou que seria seu próximo movimento, ou YG NEXT MOVEMENT, frase utilizada quando a empresa anuncia um novo grupo. Dali pra frente, BABYMONSTER lançou Last Evaluation, uma série de vídeos para divulgar o grupo em fase de pre-debut, contando com diversos artistas de sua empresa compartilhando suas expectativas e opiniões acerca do septeto, que exibiu seu talento dançando e cantando covers como Don’t Know What To Do do BLACKPINK e Scars To Your Beautiful de Alessia Cara. Após finalizar os vídeos, YG anunciou que o grupo seria apenas um quinteto, mas logo mudou de ideia e manteve as sete integrantes, afirmando ter sido convencidos pelos fãs. Quem forma BABYMONSTER? Também chamadas de BaeMon, o girlgroup é formado por sete garotas de nacionalidades diferentes, sendo elas coreanas, japonesas e tailandesas, com faixas etárias dos 15 aos 21 anos de idade. Todas são divididas nas posições já conhecidas no k-pop, vocalistas, dançarinas e rappers. Conheça um pouco sobre cada uma delas. Haram Shin Haram nasceu em 2007 e é coreana. Ela foi a primeira integrante anunciada no BABYMONSTER. Sua posição é main vocal, e antes de se tornar trainee era uma modelo de roupas infantis. Ahyeon A coreana Jung Ahyeon está posicionada como main rapper do novo girlgroup. Ela é de 2007 e antes de se tornar trainee na YG, fazia parte da empresa Banana Culture Entertainment, agência que administra a carreira do EXID. Asa Enami Asa junto de sua membro Asa é uma das primeiras idols femininas japonesas da YG Entertainment. Suas posições no grupo são main dancer e main rapper, seus focos desde seus tempos de trainee. Ela nasceu em 2006. Rora Rora ou Lee Da In, é coreana e nascida em 2008. Quando criança, ela já esteve no grupo U.SOO Girl, junto com Hyein do NewJeans. A main vocal já fez pequenas aparições em alguns doramas, como Uma Odisseia Coreana e Queen Of Mystery, Ruka Ruka, ou Kawai Ruka é a integrante mais velha do grupo, nascida em 2002. Ela é japonesa, e é main rapper e main dancer. Antes de ingressar na YG, ela fazia parte do grupos japonês Shibu3 Project. Chiquita Chiquita, ou Riracha Phondechaphiphat é a maknae do grupo, nascida em 2009, e de nacionalidade tailandesa. Ela foi instruída por Lisa do BLACKPINK, que é sua conterrânea, junto com a integrante Pharita. No grupo, sua posição é de main vocal. Pharita Pharita Chaikong é uma das tailandesas do grupo, nascida em 2005. A main vocal participou do survival show Idol Paradise. Ela se espelha em Lisa, que também é sua amiga. A integrante do BLACKPINK já a mencionou em uma entrevista para a Rolling Stone, dizendo que Pharita se parece com ela quando jovem. Leia também: No mundo real, o aespa está de volta com "MY World", um excelente mini álbum O que a empresa tem a dizer do grupo? Alguns dos artistas da YG participam da última avaliação de BABYMONSTER para obter as primeiras impressões do grupo, expor suas expectativas e opiniões. AKMU, Winner e BLACKPINK estiveram com o girlgroup, as orientando e vendo sua essência se moldar. Jennie afirma que as garotas são muito talentosas, não tem uma integrante que não se sobressaia. Já Yoon do Winner diz que este é o nascimento de um grupo que todos os seniores da YG vão se orgulhar. Além de todas as impressões dadas pelos artistas da empresa, a YG lançou DREAM, um pré-single para preparar o público para o lançamento do tão esperado septeto sucessor de BLACKPINK. O fundador da empresa também deixou sua observação, Yang Hyunsuk conta que elas foram selecionadas após anos de avaliação. "Para formar um time, você não pode apenas unir as boas integrantes, mas é importante pensar na combinação certa", completa. O tão aguardado debut! No dia 9 de novembro, a empresa anunciou o debut do grupo, que ocorreria oficialmente no dia 27 do mesmo mês. O girlgroup entregou o single BATTER UP, faixa performada por seis das sete integrantes do grupo, já que AHYEON precisou adiar seu início no grupo por questões de saúde.
- Review | TWS estreia e avança para o território da quinta geração com “Sparkling Blue”
O excelente disco de estreia do grupo expõe as ambições da HYBE em relação à quinta geração, que iniciou recentemente no K-pop (Divulgação / Pledis Entertainment) Os interesses corporativos das empresas no K-pop vão muito além de qualquer empreendimento demarcado apenas pela venda e distribuição de seus artistas. Há, em tudo isto, um profundo interesse na dominação custe — na maioria dos casos — o que custar. É, de certa forma, algo natural devido ao espaço em que tudo se localiza. Desse modo, fica fácil entender que a estreia do TWS não é apenas mais um lançamento. É, acima de tudo, um ponto de partida que apoia diretamente a hegemonia da HYBE no pop sul-coreano. Mas o que chama a atenção é claramente como isso aconteceu e para onde vai. A quinta geração já está aqui, e mesmo que muitos kpoppers acabem negando sua existência, não há nada que possa ser feito a não ser esperar que algum novo grupo apareça neste espaço e acabe atraindo sua atenção. Felizmente, o TWS pode ser um deles. Leia também: [Opinião] O debut do ZB1, ou ZEROBASEONE, deu início à chamada "5ª geração do K-pop"? A fórmula de sucesso do TWS Formulado ao extremo, o que pode ser um problema, o disco de estreia do sexteto, Sparkling Blue, é tudo o que um fã dos grupos da HYBE, especialmente de suas subsidiárias, poderia gostar: híbridos de música pop com som retrô e atmosfera sonhadora — é como se o NewJeans trocasse o jersey club pelo synth funk. Mas, apesar de fazer parte da quinta geração e compor o domínio da HYBE ao lado do NewJeans, o TWS é pretensiosamente mais simples, e mais assertivo do que as recentes tentativas da empresa de entrar nos espaços juvenis — ENHYPEN e TXT já passaram dessa fase, claramente. O grupo remete, principalmente devido ao agenciamento da PLEDIS, aos lançamentos mais solares e divertidos do SEVENTEEN. E essa semelhança não é por acaso (graças a Deus). São músicas dominadas por graves atmosféricos, grooves saltitantes e ganchos conduzidos por sintetizadores que se encaixam perfeitamente em YOU MAKE MY DAY, de 2018. Qualidade e cultura de fãs É preciso ver, por assim dizer, que a intenção da HYBE de ocupar de uma vez por todas os novos terrenos no K-pop apelando para o histórico que foi integrado à sua base graças à aquisição de outras empresas, é um exemplo de como preservar boas características. O que falhou em exemplos recentes como a SM estreando RIIZE. Aliás, Memories, de RIIZE, já é um marco, mas o grupo ainda nem lançou algum disco para estender seu impacto. E é por isso que Sparkling Blue coloca o TWS diretamente à frente daquela que é, como já mencionado, a quinta geração — eles já podem comportar um bom número de fãs, e certamente o fará. Faixas como plot twist e toda sua produção borbulhante são um tipo de intimidade e identificação que tem falhado em alguns trabalhos de boygroups. Não é apenas algo bom, é algo volumoso e que preenche imediatamente um vazio. Antes de ser uma questão de qualidade, o K-pop é uma questão de cultura de fãs e ídolos Leia também: Conheça as 15 melhores músicas do grupo de K-pop AB6IX
- Vale a pena assistir “Em Ruínas” na Netflix? Filme coreano diverte, mas não toca o coração
Estrelado por Don Lee, o longa-metragem explora o que vem após o fim do mundo; confira a review abaixo (Reprodução/Netflix) O fascínio do público por filmes pós-apocalípticos se justifica por si só: a excitação mórbida pelo desconhecido, o nunca ocorrido, e a genuína curiosidade pelo o que a sociedade se tornará — ou como lidará com situações de extrema escassez em que a riqueza não é estimada pelo dinheiro. A Coreia do Sul adora o tema, já tendo o explorado em grandes produções como o terror “#Alive”, estrelado por Yoo Ah In, e o famosíssimo “Invasão Zumbi”. No cenário de “Em Ruínas”, novo filme coreano da Netflix, o subgênero de sobrevivência é abordado em uma terra devastada por terremotos e crise hídrica. Nos primeiros minutos, somos inundados de informações muito repentinas sobre o estado atual da humanidade: fome, briga territorial entre grupos, adaptação a novos modelos de existência naquele resto de mundo que ficou para trás. O que poderia parecer o “normal” de filmes pós-apocalípticos, até então, ganha um tempero quando descobrimos que há pessoas e animais tendo os corpos regenerados quando são feridos. O médico Yang Gi Su, interpretado pelo expressivo Jun Hee Lee, está fazendo experimentos em seres vivos na tentativa de criar um novo mundo em que humanos têm corpos mais fortes e sobrevivem sem água e comida. Infelizmente, esse pequeno diferencial da história, com potencial de alavancar a trama, desaparece mais rápido que água no deserto. É quase doloroso perceber o filme perdendo o que parecia ser o único propósito sólido, mas, ao longo da jornada, você esquece de se importar o suficiente com o que quer que esteja acontecendo naquele mundo ou com aqueles personagens. Nem o herói Nam San, vivido pelo experiente e carismático Don Lee (que também está no elenco de “Invasão Zumbi”), é necessariamente empolgante. Leia também — Quer assistir só K-dramas e filmes coreanos? Confira os códigos da Netflix para encontrar no catálogo É esperado que protagonismo e senso de altruísmo nos leve, furtivamente, a torcer pelo mocinho — principalmente se o referido herói for dotado de habilidades de luta e defesa pessoal, com as quais conseguimos aceitar quaisquer soluções bizarras para problemas impossíveis de resolver. Porém, o esforço feito para que o personagem de Don Lee soe despreocupado demais com os perigos que o cercam nos afasta emocionalmente do herói. Se ele doma um jacaré mutante puxando-o pela cauda como se não fosse nada, é divertido de tão absurdo, mas esse mínimo êxtase se desgasta pela descrença que sentimos na existência de uma pessoa tão imbatível como Nam San. O tímido triunfo do filme está na insanidade do médico Gi Su. Jun Hee Lee dá vida a um vilão muito emotivo e, em alguma instância, fácil de te permitir ser convencido. Por mais que sua presença espirituosa não transmita necessariamente um sentimento de misericórdia, há um magnetismo pela forma como o personagem se expressa, sempre tão obcecado e pouco sutil em suas intenções. Mesmo assim, o efeito se perde porque tudo parece excessivo quando notamos que seu enredo não se sustenta e seus propósitos mirabolantes não parecem guiar a história a lugar nenhum. A falta de intimidade com os personagens, porém, não diminui a nossa satisfação em testemunhá-los tendo conversas leves e momentos descontraídos que aliviam a tensão do cenário em destruição. A indiferença a respeito do bem-estar deles também se esvai quando as sequências de luta nos provocam apreensão. É nítido que o mocinho vai vencer a batalha corporal, mas a agonia em vê-los gravemente machucados está ali. "Em Ruínas" é uma história sem pretensões megalomaníacas que vão muito além de entregar um entretenimento inofensivo naquelas quase duas horas, mas que quer tudo o que você, enquanto espectador, possa oferecer — sem dar tanto em troca. Quer ser ficção científica, comédia, romance, terror e ação. Quer suas risadas, suas lágrimas, sua compaixão, sua raiva. Quer, sem construir um terreno sólido para todas essas emoções florescerem com naturalidade.
- 6 K-dramas sobre vidas passadas para quem gostou de "Vejo Você na Próxima Vida"
De romances fofos a histórias assombrosas, as séries coreanas mostram diferentes abordagens ao retratar vidas passadas e reencarnação (Divulgação/ tvN / JTBC) Já imaginou lembrar das suas vidas passadas? Essa é a premissa do drama “See You in My 19th Life”, estrelado por Shin Hye-sun, da fantasia histórica "Mr. Queen" e "A Última Missão do Anjo: O Amor", e Ahn Bo Hyun, de "Yumi's Cells" e "My Name". Transmitida pela tvN, a série, que teve seu episódio de encerramento exibido no último domingo (23), conta a história de Ji Eun, uma jovem que tem a capacidade de lembrar das vidas passadas dela. Em "Vejo Você na Próxima Vida", título nacional da série, a protagonista, que reencarna há quase mil anos, tem sua 18ª vida interrompida por um trágico acidente. Após voltar em sua 19ª vida, Ji Eun decide se reaproximar do grande amor da sua vida anterior. Além disso, a série conta com mistérios na trama que deixa o telespectador com a pulga atrás da orelha. Com 12 episódios, o drama também está completo no catálogo na Netflix, com dublagem ainda sendo lançada até o início de agosto. Para os que curtem tramas com essa proposta, o Café Com Kimchi listou alguns K-dramas que abordam reencarnação e vidas passadas. Confira após a publicidade. Reborn Rich (2022) O drama da JTBC, "Reborn Rich", ou "Renascendo Rico”, em português, conta a história de um secretário fiel e zeloso de uma família rica que é traído e assassinado. No entanto, ele retorna à vida no corpo do filho mais novo da família e traça um plano de vingança. A série, com maior audiência na TV sul-coreana em 2022, é uma adaptação do web novel “The Youngest Son of a Conglomerate” (ou “O Filho Mais Novo de Um Conglomerado”) e tem como protagonista o ator, Song Joong Ki, conhecido por fazer o K-drama de sucesso “Vincenzo”. Aos dorameiros interessados na trama, poderão assistir através da plataforma Viki. Abismo Mágico (2019) Quando um homem e uma mulher morrem tragicamente, algo sobrenatural acontece. Eles ganham a chance de reencarnar por um abismo mágico. O K-drama da tvN narra a história de Go Se Yeon, uma promotora que falece em um acidente de carro, mas volta a vida em uma aparência comum e diferente da sua vida anterior. Leia também — "Behind Your Touch" e outros doramas com enredos peculiares — e que, talvez, te traumatizem Enquanto isso, Cha Min, herdeiro de uma empresa de cosméticos, após um acidente, morre e volta a vida em corpo atraente. Go Yeon e Cha Min começam a trabalhar no mesmo escritório e, juntos, começam a investigar esse acontecimento sobrenatural. Disponível na Netflix com 16 episódios, o drama conta com Park Bo-young, de “Strong Woman Do Bong-soon” e “Desgraça ao Seu Dispor”, no elenco, além de Ahn Hyo Seop, de “Pretendente Surpresa” e “Lovers of the Red Sky”. Bulgasal: Almas Imortais (2021) Dan Hwa (Lee Jin-uk), é um homem amaldiçoado, imortal há 600 anos, que se alimenta de sangue humano. O Bulgasal anseia recuperar sua alma e se vingar depois de todos esses anos. Enquanto isso, uma mulher, interpretada por Kwon Na-Ra, reencarna repetidamente, na mesma quantidade de tempo, com a capacidade de lembrar de suas vidas passadas. O K-drama da tvN está disponível na Netflix com 16 episódios. Mystic Pop-up Bar (2020) Por causa de um crime cometido, Weol Joo (Hwang Jungeum) recebe a punição de viver os próximos 500 anos curando mágoas de cem mil humanos para poderem reencarnar em paz. Caso contrário, a xamã queimará no inferno. Quando o prazo está quase se esgotando, ela conhece Kang Bae (Yook Sungjae, do grupo BTOB), um jovem órfão que tem um dom muito peculiar. O k-drama da JTBC tem 12 episódios, disponível no catálogo da Netflix. Tale of the Nine-Tailed (2020) "Tale of the Nine-Tailed" é estrelado por Lee Dong Wook, conhecido pelos papéis em “Goblin” e “Bad and Crazy”. Na trama, Lee Yeon é uma raposa de nove caudas que vive há muitos anos. Ao pagar uma penitência, Yeon desempenha o trabalho de capturar raposas que colocam a vida de humanos em risco. O desejo da raposa, após pagar o castigo, é se transformar em humano e achar a reencarnação de seu antigo amor, Yi Ah Ha Eun. Nos dias atuais, ele continua a procurar sua amada até que encontra Nam Jia (Jo Bo Ah), produtora de um programa sobrenatural que busca convencer, com fatos, que essas criaturas mágicas existem de fato. A primeira temporada tem 16 episódios e está disponível no Viki. A segunda temporada, com 12 episódios, ainda não possui um streaming para chamar de seu. Chicago Typewriter (2017) Peguem os lencinhos! Chicago Typewriter é um drama de romance e fantasia sobre três jovens escritores que viveram e lutaram na invasão japonesa na Coreia, na década de 1930. Dois deles reencarnam nos dias atuais como uma veterinária e um escritor de best-seller, e ambos têm uma ligação com um fantasma escritor. Dirigido por Kim Cheol-Kyu (“Flower of Evil”) e escrito por Jin Soo-Wan (“Kill Me, Heal Me”), a trama mostra os três personagens, após o reencontro, lidando com consequências de decisões passadas. O drama conta com Lim Su-jeong, de "Melancolia" e "Pesquisa: WWW", Go Kyung-pyo, de “Amor e Contrato” e “Connect”, e Yoo Ah-In, de "Profecia do inferno". Com 16 episódios, a série não está disponível em nenhum streaming. Já assistiram a algum desses dramas ou ficou interessado? Conta para o Café Com Kimchi por aqui ou nas nossas redes sociais!
- Uma viagem para além das cicatrizes de um sonho em comum: O EVNNE retorna pela primeira vez com o mini-álbum “[Un: SEEN]”
O boygroup da JellyFish Entertainment fez seu primeiro comeback nesta segunda (22) com um disco mais maduro e profundo. Confira detalhes! Após o lançamento do debut com o disco [Target: ME] em setembro de 2023, o mais novo boygroup da JellyFish Entertainment composto por ex-participantes do reality Boys Planet fez seu primeiro comeback na segunda metade de janeiro. O EVNNE retornou com um conceito mais maduro e faixas mais profundas que buscam representar o lado mais doloroso da jornada em busca do tão sonhado debut na indústria musical, o disco [Un: SEEN] é como um complemento da colorida versão do sonho realizado proposta pelo antecessor. Com visuais arrojados compostos majoritariamente por cores frias em contraste com a neutralidade do preto e branco, Keita, Park Hanbin, Lee Jeonghyeon, Ji Yunseo, Yoo Seungeon, Mun Junghyun e Park Jihoo apresentam versões mais maduras e demonstram estar mais do que prontos para mergulhar ainda mais fundo no mundo da música. O conceito imagético do disco é dividido em duas partes, sendo uma denominada vulnerable, que visa retratar os integrantes com um certo ar de melancolia juvenil, enquanto RASCAL é a versão mais ousada e madura, com um certo toque de sensualidade e rebeldia. O mini-álbum é composto por cinco canções inéditas que contam com a participação direta dos membros do EVNNE na construção das letras e melodias conjuntamente, demonstrando as diversas capacidades do septeto no que diz respeito à música em sua totalidade. As faixas UGLY, SYRUP, K.O. (Keep On), Chase, e Festa são uma viagem pelo subconsciente de artistas que passaram por duros processos em busca do estrelato, além de serem uma bela mensagem de aceitação. Leia também: "A verdadeira alegria veio quando nos reagrupamos": EVNNE fala sobre Boys Planet, debut e mais Encontrar a beleza na imperfeição A faixa-título de [Un: SEEN] é a canção UGLY, que detalha a ideia de aceitar os lados “feios” de si como parte da própria história, mesmo que seja uma palavra um tanto quanto “forte”, o EVNNE procura ressignificá-la na intenção de encorajar os ouvintes a abraçar cada parte de si sem hesitação ou preocupações. O MV retrata com rebeldia e trajes arrojados uma perspectiva dissidente acerca da juventude e dos padrões pré-estabelecidos. Através da coreografia em conjunto com a música, o clipe soa como um grito de libertação empolgante, que remete aos icônicos MVs da 3ª geração do k-pop. Provavelmente, as partes mais impactantes da faixa são os raps eletrizantes de Keita, que tornam a atmosfera da canção ainda mais interligada com a estética arrojada do MV. Além de participar ativamente na composição de faixas do EVNNE desde o debut, o integrante japonês participou diretamente da composição do próprio rap. Apesar de conter uma mensagem densa por trás, a canção é divertida e empolgante, sem dúvidas uma faixa ideal para dançar sem preocupações e com um bom potencial de hit por trazer consigo o melhor do K-pop dos anos 2010. Entretanto, sem deixar de lado o interessantíssimo uso do experimental para construir um instrumental eletrizante que ajuda a criar uma ambientação madura e até mesmo sensual para a title na totalidade. Aparentemente, uma tendência ascendente na indústria musical para o ano de 2024, em especial, quando observamos o ressurgimento de tendências dos anos 80, 90 e 2000 desde o verão de 2019 até meados de 2023. O EVNNE soube aproveitar muito bem disso e demonstrou maestria ao manter a essência envolvente que circula o conceito do grupo sem se atrelar fielmente a uma estética colorida e excessivamente juvenil. Leia também: Comebacks de K-pop de janeiro de 2024 contam com retorno do RIIZE, do ITZY, do NMIXX e muitos outros Vocais poderosos se somam a uma rapline com um flow inigualável Na sequência de uma faixa-título tão bem construída que cumpre muito bem seu papel, temos a canção SYRUP cuja transição já impressiona logo de cara, mantendo a identidade do disco sem apelar para canções muito semelhantes. Vale ressaltar a participação de Keita, Yunseo e Jeonghyeon na elaboração da letra da música. Essa faixa demonstra a harmonia e a potência da vocal line, liderada por Yoo Seung-eon, que se tornou popular em sua jornada no Boys Planet devido ao alcance vocal inabalável e um tanto quanto semelhante à técnica de Taeil e Dooyoung (NCT). A canção é uma faixa pop experimental com sintetizadores e harmoniza de forma muito profissional os vocais angelicais e os raps envolventes. Logo em seguida, a energia sensual é interrompida por K.O. (Keep On) uma faixa dance pop mais juvenil que utiliza de um instrumental mais leve que lembra um pouco canções como New Kidz On The Block e Kids Zone do ZEROBASEONE. A canção é uma fofa mensagem sobre seguir em frente apesar das adversidades e casa muito bem com o resto do disco, trazendo maturidade na letra em contraste com um instrumental mais leve e divertido. Se SYRUP e K.O. (Keep On) conseguem ser opostas que dialogam bem, Chase é uma agradável mistura dos dois mundos, unindo sensualidade a uma faixa divertida. Os vocais e o rap parecem se unir para criar uma atmosfera capaz de nos fazer flutuar somados ao experimental que dá um ar ousado e moderno para a canção como um todo, provavelmente uma aposta arrojada, mas que funcionou muito bem no disco. A faixa teve colaboração direta de Keita e Seungeon na composição da letra, demonstrando uma interessante autonomia por parte de um grupo rookie. Por último, mas não menos importante, temos Festa, uma canção dance pop que faz jus ao nome e conta com a participação de Keita na elaboração da melodia e das linhas de rap. A faixa é jovem e lembra facilmente o álbum de estreia do EVNNE, carregando uma energia divertida com letras adoráveis que transmitem muito bem a mensagem de [Un: SEEN] sem demonstrar imaturidade e encerrando o disco alegremente. Leia também: Confira o debut do ONE PACT, novo boygroup com participantes do Boys Planet Um disco poderoso com um gostinho de quero mais Com lançamentos bem sucedidos e uma dinâmica interna funcional tanto em palco quanto nos bastidores, o EVNNE demonstra ter um potencial elevado no que diz respeito a consagrar-se como um dos carros chefes dentre os boygroups da ainda muito recente 5ª geração do k-pop. A capacidade criativa somada a vocais exemplares e uma rap line muito dinâmica para os padrões mais atuais de grupos masculinos rookies são pontos-chave que colocam o grupo em uma posição admirável. A versatilidade também deve ser apreciada, afinal, a demonstração de se adaptar a conceitos diferentes sem perder a própria essência no caso de um grupo novato é algo visto poucas vezes atualmente. O EVNNE sem sombra de dúvidas cumpriu o prometido neste disco ao apresentar os lados ocultos dos membros, mas sem revelar muito apenas para deixar a curiosidade pairando. Por fim, o disco [Un: SEEN] é um ótimo reflexo da jornada complexa de jovens artistas que almejam o sucesso em uma indústria tão complexa. Apesar da mensagem impactante, o disco não se prende a melancolia e consegue explorar o lado ruim junto ao lado bom das coisas. Deste modo, o EVNNE se apresenta como um grupo jovem e maduro na medida certa, capazes não somente de realizar boas performances como também a fazerem música de forma ativa e memorável.
- Conheça Teo Yoo, o ator de "Love to Hate You" que está no novo filme da A24
O Café Com Kimchi preparou uma lista com 6 trabalhos do galã que estará em "Vidas Passadas"; confira na matéria (Divulgação / A24) O galã do momento Teo Yoo vem ganhado cada vez mais reconhecimento após estrelar o drama da Netflix “Love to Hate You”, comédia romântica sobre um famoso ator que se apaixona por sua advogada. O ator estará no filme "Past Lives" da produtora A24 que estreia no Brasil essa semana como "Vidas Passadas", e sua carreira perpassa outros sucessos do streaming. Confira abaixo algumas curiosidades sobre o intérprete que está completando 42 anos nesta terça-feira (11 de abril). Teo Yoo nasceu na Alemanha, mas é um cidadão coreano (não foi naturalizado como alemão). Ele começou sua carreira com foco no Teatro nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde estudou não só teatro artístico como também teatro musical. Ele é casado com a artista visual Nikki S. Lee desde 2007, e mora na Coreia do Sul desde 2009; mudou-se para lá em busca de trabalhos mais direcionados para a atuação. O início de sua carreira foi marcado por filmes e produções teatrais independentes. Hoje, aos 42 anos, ele acumula participações em cerca de 18 filmes e 12 k-dramas, seja em papéis grandes ou pequenos. Além disso, ele já participou em programas de variedade como o "Amazing Saturday", "Running Man" e "The Manager". Neste último, Yoo revelou em um episódio que é fluente em inglês, alemão, coreano e consegue entender um pouco de russo. Confira abaixo. Leia também - Além de The Masked Singer: 5 programas coreanos que fariam sucesso na TV Brasileira Em comemoração ao seu aniversário (que é hoje!), o Café preparou uma lista de projetos do ator para você que tem curiosidade em conhecer mais do trabalho dele. Vamos lá? Love to Hate You (2023) (Netflix/Reprodução) Unindo romance e comédia, o drama de 10 episódios da Netflix "Love to Hate You" alcançou altos índices de audiência na plataforma. A trama conta a história de uma advogada e um célebre ator que passam a fingir um namoro para encobrir rumores capazes de acabar com a imagem pública dos dois. Nessa metalinguagem, Teo Yoo dá vida a Nam Kang Ho, um ator traumatizado por relacionamentos anteriores e que não consegue ter qualquer tipo de contato com mulheres, tanto em sua vida profissional, quanto pessoal. Até que Yeo Mi Ran, advogada interpretada por Kim Ok Bin, surge em sua vida para mudar isso. Também estão no elenco outros atores já conhecidos como Kim Ji Hoon ("Money Heist: Korea - Joint Economic Area" e "Flower of Evil") e Kim Sung-ryung ("Are You Human Too?"). Crônicas de Arthdal (2019) (Netflix/Divulgação) Protagonizada por Song Joong Ki, esse K-drama de fantasia épica conta a história de heróis na antiga terra mítica “Arth”. A paz do grupo é perturbada após alguns indivíduos decidirem a favor da criação de só uma nação com um único rei. Teo Yoo faz o papel de Ragaz, um dos últimos sobreviventes do grupo Neathal, que se apaixona por uma mulher humana e acabam tendo um filho “igutu”, ou seja, metade neathal, metade humano. Apesar de Teo Yoo ser um ator coadjuvante em Crônicas de Arthdal, vale a pena assistir ao k-drama se você curte histórias fantasiosas e com vários elementos mágicos. Ainda não sabemos se ele irá reprisar seu papel, mas a notícia boa é que a segunda temporada da série já está em fase de produção. O drama está disponível no streaming da Netflix e conta com 18 episódios em sua primeira temporada. Vidas Passadas (2023) Aposta da A24 (produtora de filmes) para o Oscar e dirigido por Celine Song, Past Lives conta a história de dois amigos de infância que se reencontram depois de 20 anos separados. No romance, Teo Yoo interpreta Hae Sung, um amigo de Nora (Greta Lee) que vai para Nova York visitá-la por um fim de semana. O encontro acaba trazendo memórias de uma vida não vivida à medida em que os dois vão relembrando sobre sua relação na infância, o lugar de onde vieram e as escolhas da vida adulta. Promete muitas lágrimas! O filme foi indicado para o Oscar de 2024 nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, e estreia no Brasil ainda em janeiro desse ano. E aí, será que leva as estatuetas? Log In Belgium (2020) Em documentário autoral, Teo Yoo apresenta ao telespectador um retrato de sua vida durante a pandemia de COVID-19. A obra tem, como pano de fundo, suas memórias nos lockdowns de 2020 e é dirigida pelo próprio Yoo (seu primeiro trabalho de direção). É uma espécie de filme não planejado: na época, o ator-diretor viajou para Bélgica a fim de dirigir seu primeiro filme, mas acabou tendo que entrar em lockdown por conta da situação pandemica do mundo. Assim, por 15 dias, Yoo documentou sua rotina dentro do hotel, trazendo sua história mais pessoal até então. Confira o trailer abaixo. New Year Blues (2021) (Viki/Divulgação) Neste filme lançado um ano após seu documentário, temos Teo Yoo como Rae Hwan, um atleta de snowboard que representa a Coreia do Sul nos Jogos Paralímpicos. Junto de sua namorada O Wol, interpretada pela atriz e cantora Choi Soo Young, ele busca passar por cima de preconceitos em seu relacionamento. O filme é uma comédia romântica que traz como pano de fundo a época de Ano Novo, além de outras histórias de outros casais. É uma boa pedida se você gosta desse tipo de enredo! Seoul Searching (2016) Voltando um pouco no tempo temos Seoul Searching, filme que fala sobre um acampamento de verão especial, criado na Coréia do Sul nos anos 1980, para adolescentes que, apesar de serem coreanos, nasceram fora do país, e eram considerados estrangeiros. Tendo inspiração em um fato real, a trama acompanha esses adolescentes que iam para a Coreia passar as férias de verão no país para aprender mais sobre a cultura coreana. No maior estilo “Clube dos Cinco”, Teo Yoo interpreta Klaus Kim, um alemão que, junto dos outros adolescentes, acaba causando problemas para o programa. Confira o tralier abaixo. Gostou de saber mais sobre o ator? Comenta aqui se você já viu algum dos filmes, e não se esqueça de acompanhar o Café com Kimchi também nas redes sociais!
- O longa “Past Lives” e a trajetória dos filmes sul-coreanos no Oscar
A marcante vitória de“Parasita” premiação de Hollywood é algo celebrada até hoje, mas quais filmes coreanos quase conseguiram chegar lá? O recente sucesso da coprodução do renomado — e muito bem quisto — estúdio A24 tem chamado a atenção de premiações de renome no circuito de cinema europeu e estadunidense. Past Lives (2023) ou Vidas Passadas, da diretora coreana-canadense Celine Song, trata-se da mais nova aposta sul-coreana para o Oscar 2024, a premiação mais aguardada do mundo do cinema; e o longa foi indicado à premiação para Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Fazendo jus a popularidade de seus antecessores do mesmo estúdio — Parasita (2020) e Tudo em Todo Lugar Ao mesmo Tempo (2022) — o filme promete ser destaque na premiação após ser indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Atriz na categoria Filme ou Drama. A coprodução Minari (2021) do diretor Lee Isaac Chung é o que mais se aproxima da proposta de Vidas Passadas em especial, por se tratar de um longa-metragem oriundo de um diretor coreano-americano, assim como o longa de Celine Song. A resposta positiva do público e da academia ao filme trata-se de uma demonstração do poder do audiovisual sul-coreano e da abertura a narrativas sobre imigração e identidade leste-asiática. Mas além de Parasita e Past Lives — ou Vidas Passadas —, outras produções — e co-produções — oriundas do país ao sul da península coreana também marcaram de certa forma a história do cinema sul-coreano e sua expansão para o público internacional. Confira a seguir um pouco da história do cinema sul-coreano no Oscar e em outras premiações dos circuitos de cinema europeus e norte-americanos. Leia também: Blue Dragon Awards: A fascinante história da premiação considerada o 'Oscar' da Coreia do Sul Uma longa jornada do cinema coreano Com uma trajetória cinematográfica que se inicia de forma mais ampla e disseminada a partir de 1945 com o fim do domínio nipônico na região, a Coreia do Sul possui um histórico ferrenho de filmes com duras críticas sociais. Com produções inicialmente focadas na liberdade do país que passou décadas em um regime de repressão que proibia a disseminação da cultura e do idioma. O cinema sul-coreano foi ganhando forma com o passar dos anos até conquistar o investimento necessário em meados dos anos 60 com os primeiros passos para a ascensão econômica do país. Foi somente em 1962, na 35ª edição do Oscar que uma película sul-coreana chegou a disputar indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, introduzida somente em 1957, anteriormente, os filmes em língua estrangeira tinham sido homenageados com um Prêmio Especial. A película My Mother and Her Guest (1961) do cineasta Shin Sang-ok foi a primeira representante do país na premiação, apesar de não ter sido indicada no final. Apesar de tentar apenas campanhas, mas nunca ser oficialmente indicado ou se quer chegar a pré-lista do Oscar, o diretor chegou a quase representar o país na premiação mais 3 vezes através dos filmes: The Dumb Samyong (1964), Rice (1966) e Mayumi (1990). Filmes considerados parte da iconografia do cinema sul-coreano tentaram e acabaram não sendo bem sucedidos em suas campanhas em prol de indicações na premiação. Obras como King and the Clown (2006) de Lee Joon-ik, Mother - A Busca Pela Verdade (2009) de Bong Joon-ho e A Taxi Driver (2017) de Jang Hoon foram esnobadas pela premiação, mas não pelo público sul-coreano que constitui uma das maiores audiências do mundo quando se trata de filmes nacionais. Com uma sequência de tentativas frustradas de receber indicações ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a Coreia do Sul obteve sua primeira conquista na premiação com a pré-seleção do longa-metragem Em Chamas (2018) do cineasta Lee Chang-dong e estrelado por Steven Yeun, que apesar do reconhecimento da crítica, não chegou a ser indicado. Leia também: Quem é o personagem de Park Seo Joon em "The Marvels", novo filme do MCU? A Hallyuwood e o fenômeno de Parasite O fenômeno da hallyu não se reduz somente ao k-pop e aos k-dramas como forma de disseminação da cultura pop sul-coreana para o exterior. As produções da sétima arte oriundas do país também possuem espaço próprio dentro deste fenômeno global antes mesmo da ampla popularização da música pop. Filmes de ação e suspense sul-coreanos já eram consumidos fora da Ásia desde os anos 2000, sendo Oldboy (2005) de Park Chan-wook um dos maiores precursores em países americanos e europeus. A chamada “Hallyuwood” é uma forma utilizada para se referir a grande indústria cinematográfica e de entretenimento do país, composta pela junção da palavra Hallyu — que significa "onda" em coreano — com “-wood” — do termo “Hollywood” —, na qual ao lado de Hollywood e Bollywood, a indústria do entretenimento sul-coreana é considerada um dos três pilares da cultura pop na contemporaneidade. Um dos mais largos passos dados pelo cinema sul-coreano no exterior foi a exibição em larga escala do thriller apocalíptico Invasão Zumbi (2016) — ou Train to Busan — do diretor Yeon Sang-ho e estrelado pelo ídolo Gong Yoo. O filme arrecadou aproximadamente 98,5 milhões de dólares em bilheteria e quebrou recordes de audiência de um filme sul-coreano na Malásia, Hong Kong e Singapura (US$ 3,1 milhões). Somente no próprio país, a arrecadação superou a marca dos 11 milhões de dólares, um belíssimo lembrete de como a Coreia do Sul valoriza o cinema nacional. Apenas 3 anos depois, o segundo filme sul-coreano a ser exibido de forma global em incontáveis redes de cinema foi o icônico Parasita de Bong Joon-ho considerado por muitos como um dos maiores marcos do cinema asiático ao faturar 262,7 milhões de dólares de bilheteria e ser indicado não somente na categoria de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2020, como também na categoria de Melhor Filme. Foi a primeira vez na história da premiação que um filme da Coreia do Sul chegou a ser indicado em qualquer categoria da premiação. O filme disputou seis categorias no total e garantiu quatro estatuetas nas categorias de Melhor Roteiro Original, Melhor Diretor, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Filme, sendo o primeiro não falado em língua inglesa a garantir a categoria principal. Após o grande sucesso de bilheteria e nas premiações internacionais, foi criada uma grande expectativa acerca das produções cinematográficas do país. O público internacional passou a enxergar um potencial não notado anteriormente na indústria sul-coreana de cinema e, por sua vez, passou a ceder espaço para produções do país. Apesar disso, produções impactantes e aclamadas pela crítica ainda são ignoradas pela premiação, como o recente Decision to Leave (2022) do renomado diretor Park Chan-wook que foi completamente esnobado e se quer saiu da pré-lista. Leia também: Tudo sobre "The Moon", filme estrelado por Do Kyungsoo, do EXO, e que já é febre na Coreia do Sul O cinema de diáspora sul-coreana ganha espaço Quando pensamos em imigrantes e seus descendentes, é sempre necessário observar como as dinâmicas sociais, culturais e até mesmo familiares acabam tomando rumos diversos, mas muitas vezes carregados de semelhanças. Estar fora de seu lugar de origem é um fator determinante para modificar comportamentos, hábitos e pontos de vista diante das divergências culturais. Contudo, tal fenômeno é percebido de forma ainda mais complexa para os descendentes destes imigrantes. Analisar a diáspora é pensar em hibridismo cultural e como tal questão é vivenciada por imigrantes e descendentes, que sempre serão vistos como estrangeiros e pessoas “fora do lugar” na maioria dos casos. Tal fator leva populações a se agruparem, criando bairros e comunidades cujo fator em comum são as origens, costumes e normas sociais. O cinema de diáspora é uma forma de descendentes e/ou imigrantes expressarem seus sentimentos e trajetórias de forma realista — às vezes com um toque de fantasia para ilustrar alegorias — e complexa. Estes filmes não necessariamente possuem uma origem propriamente estabelecida, sendo a ampla maioria parte das chamadas “co-produções”. O caso de Minari de Lee Isaac Chung e Vidas Passadas de Celine Song é o mesmo, visto que ambos os diretores possuem dupla nacionalidade e expressam através dos filmes as dinâmicas da diáspora sul-coreana nos Estados Unidos. Contudo, diferente do conteúdo mais realístico de Minari (2021) que acompanha as tentativas de uma família sul-coreana de se estabelecerem em uma fazenda nos EUA, Vidas Passadas utiliza de alegoria principal o conceito de “In-Yun”, que justifica a presença constante de uma pessoa na vida de outra devido a constantes cruzamentos em vidas passadas. O romance dramático de Celine Song nos leva a acompanha os encontros e desencontros de Nora (Greta Lee) e Hae Sung (Teo Yoo) e o complexo processo de sentir-se distante da própria cultura — logo, de uma parte significativa de si — devido a diáspora. Com um filme em língua coreana, a diretora buscou reconectar-se com as raízes sem necessariamente negar a própria história enquanto coreano-canadense. A possibilidade de indicação a uma das maiores premiações do cinema no eixo anglo-saxão é uma interessante forma de expressar o poder dos cineastas da diáspora, mesmo que não seja sequer necessário para provar o talento destes diretores, sejam coreanos ou pessoas de dupla nacionalidade. O reconhecimento do homem branco não é nada perto do impacto que filmes como esse e seus antecessores podem provocar para o desenvolvimento do cinema sul-coreano e sua expansão para o resto do mundo. Leia também: De maquiadora a celebridade por mais de 14 anos: Conheça a carreira de Nana, atriz de Mask Girl Mal pode esperar para assistir Past Lives nos cinemas? Comente com o Café com Kimchi em nossas redes sociais!












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