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Por que o Brave Girls mudou de nome para BB Girls? Entenda o que aconteceu com o grupo de K-pop

O Brave Girls, conhecido pelo fenômeno “Rollin”, agora atende por BB Girls; veja o que aconteceu com o quarteto e outros grupos que passaram por um rebranding


As quatro integrates do grupo BB Girls, ex- Brave Girls, em um ensaio fotográfico.
(Divulgação/Warner Music Korea)

O Brave Girls está de cara nova: o grupo feminino passou por um rebranding recentemente e agora atende pelo nome BB Girls. Já com o novo nome, o grupo composto por Minyoung, Yujeong, Eunji e Yuna divulga nesta quinta-feira (03) o single "One More Time". Além de um lançamento de peso para integrar o line-up de K-pop de agosto, o retorno do quarteto também é anunciado como um "re-debut" para o BB Girls estrear com tudo em sua nova era.


O Brave Girls, inicialmente agenciado pela Brave Entertainment, fez sua estreia no ano de 2011, como um dos grupos pioneiros da 3ª geração do K-pop. Depois de anos de muito esforço e resultados modestos em charts, o grupo finalmente ascendeu ao ápice em 2021. Em plena pandemia, quando o quarteto estava prestes a desistir de perseguir a fama, o single ‘Rollin’ lançado em 2017 alcançou repentinamente o topo das paradas sul-coreanas. Isso aconteceu após um usuário fazer um compilado de stages da música em um único vídeo no YouTube.


A canção chamou a atenção do público coreano rapidamente e deu sobrevida ao BB Girls — então Brave Girls —, grupo cujo status de fama poderia ser facilmente considerado um “flop” devido a baixa receptividade nas canções lançadas e a quase inexistência de convites para festivais, programas de variedades e entre outros. O grupo passou a acumular o supremo perfect all-kill nas plataformas de música da Coreia do Sul e virou um tópico quente na mídia local e internacional após o feito.


Porém, existe uma pergunta que não quer calar: o que fez as Brave Girls mudarem de agência e de nome após tanto sucesso? Descubra após a publicidade!



O surgimento da Brave Entertainment e do Brave Girls


Apesar de pouco mencionada, a primeira formação do BB Girls não possuía nenhuma das integrantes que compõem o atual quarteto, tendo em vista que seria inviável manter um grupo com mais de dez anos sem retornos financeiros. Inicialmente, o Brave Girls era composto por Eunyoung, Seoah, Yejin, Yoojin e Hyeran, e essa formação foi agenciada pelo conhecidíssimo produtor musical Brave Brothers, que já trabalhou com grupos como BIGBANG, SISTAR, Teen Top, After School, 4Minute, AOA e UKISS.


Desde a estreia do grupo, as mudanças na formação foram tantas que, em certo momento, apenas duas das integrantes originais permaneceram, até que essas também se afastaram pouco tempo antes do surgimento do quarteto que permanece até os dias atuais. Nesse sentido, o caso do Brave Girls se assemelha à situação do antigo RaNia, girlgroup da DR Music que fez sua estreia em 2011 e é conhecido entre os k-poppers por ter passado por incontáveis mudanças.




O ‘rebranding’ do Brave Girls e o porquê dele acontecer


O fenômeno de rebranding se trata de uma mudança na marca. No caso do atual BB Girls, a mudança no nome, nas logomarcas e nas páginas relacionadas ao grupo ocorreu devido a impasses contratuais. Após o fim do contrato com a Brave Entertainment, as integrantes do Brave Girls decidiram seguir por um novo caminho e assinaram com a Warner Music Korea para agenciar a carreira do grupo.


Contudo, a utilização do nome original estava atrelada aos direitos autorais da marca pertencente ao produtor Brave Brothers. Obviamente, não seria possível estar sob o selo de uma nova empresa e promover com um nome associado à empresa anterior. Desta forma, deixar o nome antigo (Brave Girls) é uma forma de se desassociar completamente da antiga agência e seguir um novo rumo, mesmo que com sua formação mantida.


O rebranding é algo comum na indústria da música na Coreia do Sul já faz alguns bons anos, e ele pode ocorrer por diversas razões, desde mudanças puramente estéticas até questões contratuais ou de direitos autorais. Trata-se de um tema alvo de controvérsias quanto aos limites do direito de marca por parte das empresas de entretenimento, visto que, nem sempre grupos que mudam de nome conseguem recuperar o sucesso acumulado com a denominação anterior. Conheça a seguir alguns exemplos de grupos que passaram por rebranding no K-pop!



BEAST/HIGHLIGHT


O grupo lançado originalmente pela Cube Entertainment em 2009 foi um dos destaques da 2ª geração do k-pop, visto que, mesmo antes do debut, os integrantes já faziam diversas aparições em MVs de outros artistas e até mesmo como dançarinos. O sexteto veio à tona após o CEO Hong Seongsun enxergar um grande potencial em cada rapaz ao ponto de concluir que juntá-los em um boygroup seria, sem dúvidas, um grande sucesso garantido.


O grupo estreou com o álbum "B2ST is the BEAST" e o MV "Bad Girl". No ano seguinte, foi um dos atos pioneiros a exportar k-pop para o Japão ao lado de BoA e TVXQ. A carreira do BEAST foi um fenômeno como previsto pelo CEO da Cube Ent. Cada lançamento se tornava uma tendência e choviam prêmios que comprovam o sucesso do boygroup composto por Doojoon, Hyunseung, Junhyung, Yoseob, Gikwang e Dongwoon. Em 2016, com a saída de Hyunseung para focar em sua carreira solo, o grupo passou a ser um quinteto que seguiu até o lançamento do disco ‘HIGHLIGHT’, o último sob o contrato de sete anos com a Cube.


No início de 2017, o grupo fundou a própria empresa denominada AroundUs Entertainment. O próximo passo foi adotar o nome ‘HIGHLIGHT’, uma referência ao último disco lançado como BEAST. Juntos e no comando da própria a carreira, o quinteto lançou os singles "Calling You", "Plz Don't Be Sad" e o disco ‘Can You Feel It?’, que garantiram premiações no mesmo ano. O HIGHLIGHT passou a ser um quarteto após a saída de Junhyung em março de 2019. O último lançamento do boygroup foi em 2022, com o álbum ‘DAYDREAM’.




RaNia/BP RaNia/BLACKSWAN


O polêmico e quase metamorfo girlgroup da DR Music fez sua estreia em 2011 e mudou de formação incontáveis vezes por diversas razões, além de ter se envolvido em controvérsias chocantes no decorrer da carreira. O grupo contou com a saída e inclusão de novas integrantes desde o pré-debut em 2010. De todas as permutas, uma das mais significantes foi a passagem de Alex pelo RaNia em 2015 como a primeira idol negra de toda indústria.


Em 2016, após mais mudanças na formação, o grupo foi renomeado como BP (Black Pearl) RaNia e um ano depois, Alex deixou o grupo por problemas de administração da agência. A segunda mudança de nome veio em 2020, quando Hyemi anunciou ser a única integrante que restou. O BP RaNia, então, se tornou BLACKSWAN, cujo “debut” foi no mesmo ano com o disco ‘Goodbye RANIA’. Por incrível que pareça, a atual formação do grupo não conta mais com as integrantes coreanas e a única que permaneceu foi a senegalesa Fatou, que se juntou a Sriya, Gabi e Nvee para lançarem o mais recente single denominado ‘KARMA’.



TVXQ/JYJ


Diferentemente dos casos citados anteriormente, a situação do TVXQ é um tanto quanto diferente, pois não se trata de um grupo que manteve sua formação e mudou de empresa como as BB Girls ou o HIGHLIGHT, muito menos passou por mudanças graças à própria empresa. O boygroup que encabeçou a 2ª geração do k-pop foi lançado pela SM Entertainment em 2003 e é considerado “Reis da Ásia” devido às portas que abriram em relação à popularização da hallyu no exterior, em especial, no Japão.


O TVXQ estreou como um quinteto formado por U-Know (Yunho), Hero Jaejoong, Xiah Junsu, Micky Yoochun e Max Changmin e fez um sucesso impressionante em toda Ásia, ao ponto de superar barreiras históricas e promover shows no Japão, assim como lançar discos em língua japonesa. O grupo conquistou até mesmo um lugar no Guinness Book graças ao fandom Cassiopeia, que chegou a ser considerado o maior fã-clube do mundo.


Contudo, a fama astronômica não foi o suficiente para superar a polêmica controvérsia dos contratos abusivos da SM Entertainment naquela época, que acabou levando o grupo a se fragmentar em 2009. Junsu, Jaejoong e Yoochun abriram uma ação judicial contra a agência, alegando porcentagens injustas de lucro na qual a empresa saía em vantagem, além de contratos com duração de 13 anos. Após um hiatus de 2 anos e 3 meses devido à batalha judicial, o grupo retornou como uma dupla composta por Changmin e Yunho e o disco ‘Keep Your Head Down’.


Os integrantes que deixaram o grupo posteriormente assinaram um contrato com a C-JeS Entertainment e estrearam sob o nome JYJ com o disco japonês ‘The…’ no ano de 2010. Os álbuns lançados pelo JYJ tiveram uma boa recepção pois, apesar da fragmentação, os membros mantiveram uma base fiel de fãs. No entanto, as promoções eram constantemente barradas, visto que os integrantes se encontravam na Blacklist da SM Entertainment que os impedia de aparecer em emissoras ou concertos relacionados a parceiros da empresa. Atualmente, o JYJ não está ativo, mas os integrantes Junsu e Jaejoong mantém suas respectivas carreiras solo.






Casos dissidentes e novas perspectivas


Os casos relacionados ao rebranding de grupos de k-pop apresentam diversas questões particulares, e apesar do rebrand ser uma possibilidade, ainda existem situações que fogem à regra e não necessariamente implicam na modificação da marca ou na hipótese de boicote. Grupos como Shinhwa, INFINITE, iKON e GOT7 conseguiram os direitos autorais relacionados não somente às músicas lançadas sob o selo anterior, como também os direitos da marca, tornando possível promover o grupo, suas músicas antigas e ainda manter o nome e a identidade visual sem qualquer necessidade de brigas judiciais.


De fato, manter o nome é um facilitador no que se diz respeito a novos lançamentos, visto que torna-se mais fácil permanecer na memória do público para além do fandom. Do mesmo modo que, não é necessário iniciar uma discografia do zero para apresentar em concertos e turnês do grupo, levando em consideração a possibilidade e a liberdade de apresentar canções anteriores à mudança de agência.


O caso das Brave Girls/ BB Girls não necessariamente diz respeito à liberdade ou não de utilizar de músicas lançadas sob o selo da Brave Entertainment, mas sim, devido ao fato do no nome antigo do girlgroup estar diretamente ligado ao nome da empresa e do produtor responsável. Desta forma, a mudança de ares pode sim significar um salto positivo para o grupo, cujos fãs aguardam ansiosamente pelo retorno com mais canções que remetam a um dos melhores períodos do k-pop e que auxiliem na construção da nova identidade das integrantes.



Gosta de algum dos grupos mencionados e também está ansioso para o retorno das icônicas BB Girls? Comente com o Café com Kimchi em nossas redes sociais!

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