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  • Com "Devil", Max Changmin do TVXQ já tem um dos melhores comebacks do ano

    Integrante da dupla retorna com seu segundo mini álbum, e mostra toda sua versatilidade num disco que explora diversos gêneros (SM Entertainment/Reprodução) Lançado no dia 13 de janeiro, Devil é o segundo mini álbum de Max Changmin, do TVXQ; e cantor vem com seis faixas que passeiam por diversos estilos musicais, mostrando toda a sua versatilidade e talento. O integrante de um dos maiores grupos de k-pop da história prova que a segunda geração ainda tem muito a nos entregar. Com músicas que fogem daquilo que estamos acostumados a ouvir e esperar do pop sul-coreano, Changmin passeia pelo rock, blues e ritmos latinos com maestria. A faixa responsável por abrir o álbum é Devil, sua versão da música de mesmo nome do artista sueco Alex Runo, onde Changmin ficou responsável pelas letras em coreano. Aqui, somos conduzidos a uma atmosfera sombria e envolvente, onde a influência do rock e do blues é presente em toda a canção. É uma música grandiosa, onde os vocais do cantor se destacam de maneira brilhante enquanto ele canta sobre encarar nossos demônios interiores, e os maus pensamentos que nos impedem de seguir em frente. Em seguida, temos Maniac, uma das melhores músicas do álbum e, provavelmente, uma das faixas mais interessantes que teremos ao longo desse ano. Emulando uma sonoridade digna do anos 70 e 80, a faixa tem ares de musical e nos lembra muito a banda Queen. Não só a música é maravilhosa, como o clipe é incrível e bastante divertido. Com referências a filmes de terror como "Psicose" e "O Iluminado", esse já é, sem dúvidas, um dos melhores MVs de 2022. Quem assistiu ao SMTOWN LIVE 2022, teve a chance de conferir a performance de Fever, terceira canção do comeback do artista. Guitarras, um piano com notas de jazz e o alcance vocal de Max Changmin são os pontos altos dessa música. Leia também: O que é Kwangya? Conheça o multiverso da SM que engloba grupos como aespa, EXO e NCT E logo na sequência, temos a interessantíssima Alien, e a letra também ficou por conta do vocalista com uma pegada retrô, suave e refrescante. É impossível não se sentir cativado logo de cara por esta música, que com certeza é um dos destaques de Devil. Dirty Dancing é dançante e sensual também, inspirada em ritmos latinos, mas sem soar como uma cópia das músicas de reggaeton que explodiram nos últimos anos. Por fim, há Airplane Mode, em que Max Changmin canta sobre se desligar de tudo e tirar um tempo com sua amada. Com vocais suaves e de maneira relaxante, ele traduz o sentimento que muitos de nós temos constantemente por vivermos num mundo que consome nossa atenção cada vez mais. Nos convidar a ficar em "modo avião" depois de entregar faixas grandiosas e explosivas foi uma maneira interessante de encerrar o o comeback. Pode-se dizer que 2022 mal começou, mas já temos um dos melhores trabalhos lançados nesse ano, sem sombra de dúvidas. Devil reflete um artista que conhece seus pontos fortes, suas principais qualidades e principalmente, um artista que sabe exatamente o que é capaz de fazer. Apostar em estilos e sons que não são aquilo que a maioria do público de k-pop é acostumado a consumir, é a prova de que apenas um cantor com a maturidade e talento de Max Changmin, do TVXQ, é capaz de entregar. Ouça "Devil" de Max Changmin (TVXQ) logo abaixo:

  • 'REC': Yuju mostra as fases de uma superação e está pronta para jogar em 'PLAY'

    Com sete anos de carreira, a vocalista principal do Gfriend e uma das vozes mais promissoras da geração realiza debut com EP (Reprodução/Konnect) Janeiro tem sido um mês movimentado para os solistas. Após os lançamentos de Changmin, Taeyeon e BamBam, chegou a vez de Yuju deixar a sua marca. A artista conhecida como membro do girlgroup Gfriend realizou a sua estreia solo com o EP REC. Formado por cinco faixas, as quais a cantora participou do processo de criação de todas, o álbum constrói o que pode ser interpretado como narrativas de superação. Apesar da estreia como solista, Yuju é uma longa conhecida da indústria. Apresentada ao público em 2015, ao lado do GFriend, composto por: Sowon, Yerin, Eunha, Yuju, SinB e Umji, o grupo se tornou referência do conceito fofo e de coreografias complexas. Como vocalista principal, destacou-se ao mostrar domínio de habilidades que muitos tem dificuldades, estabilidade vocal mesmo com passos de dança intensos. O público viu o crescimento da idol, do caloroso Glass Bead ao elegante MAGO — último single do sexteto. A separação do grupo aconteceu em 18 de maio de 2021, quando os integrantes decidiram não renovar o contrato. Desde então os trabalhos solos de Yuju foram aguardados e aumentaram com a assinatura do contrato com a KONNECT - agência do solista e ex-Wanna One Kang Daniel. Leia também: Who Are You: BamBam e Seulgi mostram sintonia perfeita em novo single (Reprodução/Konnect) O começo da carreira solo A virada para 2022 mostrou que seria ano novo e carreira nova, isso porque a KONNECT revelou o lançamento do mini album da cantora em 2 de janeiro. O combo fotos e filmes conceituais mostraram que ela estava pronta para trazer um conteúdo poderoso. PLAY é um pop emotivo, inclinado para o neo soul e co-escrita por Yuju. A title mostra uma melodia dramática, principalmente, no pós-refrão, acompanhada do Gayageum — instrumento tradicional coreano. A construção auxilia no aumento da intensidade da voz da cantora, que emerge o ouvinte na combinação certa de elegância e elementos tradicionais. A letra retrata um relacionamento conturbado, um retrato comum na realidade: a dedicação a um sentimento por uma pessoa que não correspondia da mesma forma. Nas linhas ela aborda como seu amor foi unilateral e visto como um jogo. Porém, sua postura se torna diferente ao longo das frases, mostrando estar disposta a se libertar da dor e seguir em frente. Quando as flores florescem lindamente e ficam vermelhas / Você quebrou e longe, você partiu Oscilando entre vermelho e azul, a estética do Music Video chama atenção pelas cores vivas apesar de ambientações simples. As tonalidades reúnem dois aspectos diferentes: o vermelho é o glamoroso estilo dos dias atuais e o azul resgata elementos tradicionais sul-coreanos. Leia também: Sucessos do YouTube: MV's de Kpop com 1 bilhão de views Além da transição para épocas diferentes, as cores parecem se relacionar com o estado em que Yuju se encontra, levando em conta suas expressões faciais. No ambiente avermelhado há uma aura feroz, enquanto o azul se aproxima da tranquilidade. Levando em consideração a letra, essa transição de raiva para serenidade simboliza a tentativa dela em curar-se desse amor. (Reprodução/Konnect) De imediato o MV mostra que há representações diferentes de Yuju na construção das cenas. Entre elas, duas interagem de forma que uma controla a outra, no caso, a vestida de branco manuseia um teatro com uma boneca vestida de vermelho. Não coincidentemente, na cena seguinte, ela aparece em posição semelhante e utiliza uma roupa com a mesma tonalidade. (Reprodução/Konnect) REC: O registro do crescimento como artista A responsável por abrir o mini album é Bad Blood, a introdução é uma sábia escolha, distinta de como certos artistas fazem ao apenas colocar um instrumental diferenciado e dizer que é uma intro. Não, Bad Blood segue pelo caminho oposto e o que a torna uma abertura ideal para o álbum. Mistério e poder são aspectos ideias para descreve-la, que tem potencial para uma versão estendida. Cold Winter sucede PLAY, ao contrário das duas primeiras, a faixa é mais suave, resgatando uma melodia mais tranquila do piano, porém ainda assim tem um ritmo dinâmico. A canção tem a colaboração com o rapper Mad Clown, porém, é difícil afirmar que o feat foi a escolha certa. A b-side começa bem, o vocal harmoniza com a sonoridade, mas o mesmo não ocorre com as linhas de rap, que parecem deslocadas em certos momentos. A canção apresenta uma pessoa imersa em lembranças e o quanto atualmente ela se sente solitária e prefere permanecer nesse estado. Em seguida, The Killa acompanha a ordem do álbum, o título é um jogo de palavras com "tequila". A melodia é dramática, com sutis elementos que remetem a sonoridade latina. A música mostra como sentimentos ruins e aguentar em silêncio situações difíceis tem um gosto amargo como o da tequila. Blue Nostalgia é uma ballad com melodia minimalista, os acordes suaves do violão dão a voz maior destaque. Por conta disso, o instrumento pode, em certas ocasiões, ser esquecível. A letra trata um momento nostálgico, como o nome sugere, abordando especificamente quando um sonho é similar a uma ilusão, que a faz ansiar para que se torne realidade quando está acordada. No geral, REC retrata as fases da tentativa de superação de um relacionamento unilateral. Pela narrativa construída em cada canção, essas etapas poderiam facilmente serem distribuídas em ordem inversa a oficial do álbum. Assim, iniciando a história por Blue Nostalgia. A última música do EP representaria o estado de sonhar com a pessoa amada e desejar que voltasse a ser como antes. Em The Killa, o momento em que as magoas do termino são tratadas com álcool. As memórias retornam com ainda mais peso em Cold Winter, que mostra o isolamento como melhor opção. PLAY elucida o momento em que a pessoa encara a realidade, passando do estado de desgosto para a tranquilidade. Por fim, Bad Blood coloca um ponto final na história, com a recuperação e postura firme. Musicalmente, o EP é apropriado para o debut e opta por músicas que reafirmam a marca de Yuju, a uma voz inconfundível. O álbum é agradável e bem construído, mas ainda assim é monótono em certas ocasiões e possui pontos que poderiam ter sido diferentes. Porém, a solista estrou de forma promissora e ainda tem muito para apresentar.

  • INVU: Taeyeon se torna Ártemis em trágica história de amor

    A solista e líder do Girls Generation retorna com o tão aguardado Full Album, expressando as diferentes formas do amor (Reprodução/SM) Depois de dois anos e três meses desde o Purpose (2019), Taeyeon retorna com o terceiro Full Album da carreira solo, intitulado de INVU. O disco composto por 13 faixas foi lançado na segunda-feira (14) e, sem dúvidas, é um dos lançamentos mais aguardados de fevereiro. O novo trabalho da solista e membro do Girls Generation cumpriu com as expectativas, ao abordar as diferentes formas de amor, entre elas, pela perspectiva de Ártemis. O retorno da solista teve um extenso cronograma. Antes mesmo do nome do álbum ser anunciado, Can’t Control Myself estreou como uma prévia do que estava por vir. O pré-single mostrou as visíveis emoções da cantora, acompanhado de um Music Video cheio de simbolismos. A artista adiantou que a faixa-título não seria similar ao recente lançamento. Com um pré-single bem recebido e com forte potencial para estar entre as melhores canções da discografia da solista, o single tinha a pressão de ser ainda melhor. Porém, era difícil saber o que esperar de INVU pelas série de imagens conceituais. O amor trágico e a força de Ártemis INVU é a faixa-título que carrega o mesmo nome do álbum. É um elegante vintage pop, que mistura elementos de synth-pop. A produção possui também utiliza uma melodia de flauta no refrão, que contribui para dar uma suavidade. A música narra sobre o ponto de vista de uma pessoa que está ferida e receosa com o amor, mas não desiste do relacionamento quebrado. O nome INVU significa "eu te invejo" (I Envy You), ela inveja o parceiro por conseguir se manter firme perante as situações, enquanto ela tenta se afastar do amor, sem êxito. O Music Video é ambientado em diferentes cenários, um deserto de cores marcantes, um templo banhado em prata e um lago místico. A escolha de composição chama atenção e pode agregar ao trabalho como um dos mais belos da carreira. No MV, Taeyeon é facilmente identificada como Ártemis, deusa da caça, dos animais e da lua na mitologia grega. Aspectos como o arco e flecha e a prata realizam a ligação com a figura mitológica. Como explicado pelo diretor, Ártemis estava apaixonada pelo caçador Órion, mas Apolo — Deus do Sol — o matou. Decidida a não deixar seu amor partir, ela o transforma em uma constelação. Encaixando-se no tema da letra da impossibilidade que tem de amá-lo, mesmo que ainda o faça. Eu não posso te amar / mesmo que eu ame (Reprodução/SM) Para compreender certas referências, é importante resgatar conhecimentos dos mitos. Essas histórias possuem diferentes versões, em uma delas, Ártemis e Órion estão apaixonados. Enciumado, Apolo envia um escorpião gigante para matar o caçador, que se joga no mar para fugir. Consciente disso, Apolo estimula a irmã a acertar um ponto específico com a flecha. A deusa atinge o alvo e as águas trazem o corpo morto do homem. Leia também: Do cinema à música: 20 MVs de K-pop com referências a filmes Apolo é o irmão gêmeo da divindade, e são representados como opostos, enquanto um é o deus do Sol, a outra é a deusa da Lua. A morte de Orion e a traição de Apolo podem ser representadas nas cenas em que Taeyeon está no deserto. Um local que pode ser facilmente uma representação do irmão pelas cores quentes. No cenário, a divindade encara milhares de flechas em sua direção, que podem ser relacionadas com a lembrança da traição, culpa e perda. A interpretação também é levantada pelas intercalações com as cenas em que ela está no templo segurando a arma prateado em busca de um alvo, como no momento em que atirou no caçador. Os minutos finais do MV mostram o momento em que Órion é transformado em constelação. Apesar de estar no mesmo deserto, a paleta de cores muda, com tons mais frios, que representam Ártemis em sua força para recuperar-se do luto e dar ao caçador um lugar entre as estrelas. (Reprodução/SM) INVU e as diversas fases do amor O álbum traz o amor como ponto central e desenvolve as suas diferentes emoções, o conceito é traçado a partir das experiências em amar. As variações do tema combinam com a diversidade da tracklist, que reúne gêneros como, ballad com elementos de pop rock, R&B e dance pop. A ballad R&B Some Nights é a segunda canção da lista dando continuidade a qualidade do álbum. Apesar de começar tranquila, o refrão é intenso e surge como ponto alto, largando nas linhas principais toda a carga emocional para o ouvinte. A combinação de instrumental e voz contribuem para aumentar a profundidade. A letra fala sobre um nome memorável, que é lembrado durante a noite. Em sequência, Can't Control Myself aborda um coração ferido, com pontos similares a INVU. Porém, ainda há sofrimento resultado pelo relacionamento anterior, já INVU tem emoções de uma pessoa que consegue enfrentar a dor. Set Myself on Fire é um pop, sem mudanças de ritmo, que estimula emoções com uma guitarra lenta de toques vintage, e mostra a fase de negação da realidade perante o fim de um relacionamento. Toodler rompe a sequência de músicas tranquilas, com uma melodia mais animada, similar a elementos de disco. Entre as canções que se destacam estão Siren e Cold As Hell, postas em uma ordem ideal e evidenciam o poder do comeback da artista. Siren toma rumo diferente do que a ordem mostrava até o momento, é uma ballad de ritmo médio e com conceito misterioso. Em certos trechos é possível facilmente imaginar como uma coreografia a acompanharia bem. Cold As Hell, promete com o nome e cumpre, a obra entrega um instrumental com elementos clássicos, evidentes pelos toques de órgão e violino, similares a efeitos musicais de terror. Combinados com a voz firme da idol, conseguem facilmente transmitir a sensação de frieza narrando a mensagem para uma pessoa que não aceita um adeus. Na sequência, Timeless retoma a tranquilidade de Toodler, passando uma sensação de liberdade pela melodia retrô combinada com um refrão forte. Leia também: Com "Devil", Max Changmin do TVXQ já tem um dos melhores comebacks do ano O álbum surpreende com o ritmo, até as músicas mais lentas não seguem apenas por uma linha. As canções possuem, geralmente, no pré-refrão ou refrão trechos com picos que rompem de forma harmoniosa com o restante do trabalho. Fazendo com que cada uma seja memorável e não passe despercebida. Muito marcado em Timeless, Heart, No Love Again e You Better Not. Weekend da sequencia a ordem No Love Again e You Better Not, enquanto ambas podem trazer uma sensação de dinamicidade e liberdade, Weekend é doce, a mais aproxima a uma aura sonhadora. A canção não é uma novidade, sua divulgação ocorreu em julho de 2021. Talvez a distancia entre os lançamentos explique o motivo ser um pouco mais diferente das outras faixas. Ending Credits é o final ideal para um projeto como INVU. Assim como as anteriores, ela começa tranquila e é difícil saber o que esperar, até surgir com um refrão poderoso. Como encerramento, desde o nome até a sonoridade, deixa evidente que se trata de uma despedida. Leia também: Relembre: Grupos de k-pop que completam 10 anos em 2022 INVU pode ser definido como uma obra-prima visual, pelas imagens divulgadas anteriormente, o resultado não poderia ser diferente. O álbum misturou gêneros, mas sem deixar pontas soltas ou uma sensação de disparidade. Pelo contrário, as faixas possuem a harmonia certa. O lançamento cumpre todas as expectativas, compensa a espera de dois anos desde o Purpose e funciona como uma prova dos acertos de Taeyeon ao arriscar na exploração de diferentes lados de si.

  • THE SECOND STEP: CHAPTER ONE: Treasure retorna com primeiro mini álbum

    Projeto do grupo da YG conta com participação dos membros na produção e mostra mais da essência do boygroup; confira a review (Divulgação / YG Ent.) Sonoridade estrondosa e presença de diversos estilos em um só, representa muito bem a título JIKJIN do primeiro mini álbum do boygroup da YG. THE SECOND STEP: CHAPTER ONE é apresentado por uma faixa principal que marca bem as características do Treasure, que são facilmente notadas em suas outras titles, como I Love You e Boy. O álbum é composto por quatro faixas muito diferentes entre si, porém cheias de personalidade. Leia também: Lançamentos de KPop em fevereiro de 2022: Confira os principais comebacks e debuts do mês Dessa vez, Treasure leva a entender que estão no início de uma nova era, visto que o nome THE SECOND STEP: CHAPTER ONE, sugere que é o primeiro capítulo de um segundo passo e parece oferecer a ideia de seguir uma linearidade e mudar o conceito conforme lança novos projetos. O título pode gerar expectativas sobre o que o grupo pode oferecer em seus lançamentos futuros, embora possa também não ter nenhum significado concreto. Atitude e dualidade marcam muito não apenas esse comeback, mas o comportamento do Treasure em si, o grupo da 4ª geração, que debutou em 2020, já aparenta sentir bastante segurança em seu trabalho, pois estão sempre presentes na produção dos projetos. Já a dualidade, está na possibilidade de comparar a faixa título do álbum e as b-sides, nenhuma das canções se parecem e conversam entre si, não oferecem harmonia, porém ao ver de forma positiva, são músicas para todos os momentos e gostos. JIKJIN é a cara de ambos os aspectos, é uma música forte, com sonoridade memorável, e energética, bem como seu videoclipe. Enquanto isso, a segunda faixa do álbum, intitulada U, é completamente diferente, e seu conceito acompanha uma das tendências mais fortes do k–pop do último ano, é retrô e muito dançante. A única semelhança entre as duas, é não sair da cabeça assim que ouve. Leia também: Conexão Brasil-Coreia: Os melhores exemplos de bossa nova no K-pop A terceira música do álbum, Darari é um r&b suave e agradável, transpassa calma. Essa sensação se repete com a quarta e última canção do álbum, It’s Okay é uma balada com som marcante de violão. Embora todas sejam bem diferentes, é agradável de ouvir, já que Treasure proporciona talento e vocais bem estáveis. Em busca de sua essência Desde o debut, Treasure tem grande liberdade criativa para produzir suas músicas, possibilitando uma série de experimentos e criando sua própria natureza que pode ser reforçar cada vez mais seus próprios aspectos musicais de forma bem original. Dessa vez não foi diferente, Yoshi, Haruto, Bang Yedam e Choi Hyunsuk participaram da produção e composição das faixas do álbum. O projeto não soa tão diverso de seus anteriores, mas não deixa de ter qualidade, e é interessante ver o grupo buscando e explorando sua originalidade. O que o grupo oferece é a cara da YG, explicando melhor, podemos notar que de forma geral, BLACKPINK, iKON e BIG BANG e outros artistas da empresa entregam principalmente em suas faixas títulos, canções memoráveis e com instrumentais mais agressivos. Essencialmente Treasure está seguindo para esse caminho, mas devido ao seu tempo de indústria é compreensível que ainda tenham muito a explorar até encontrarem, dentro do que os artistas da própria empresa fazem, um espaço para si. O grupo ainda tem caminho para percorrer, mas estão na direção correta.

  • Estreia do NMIXX é marcada por erros que sobrepõem acertos e escancara os novos rumos do K-Pop

    Tudo bem que é difícil agradar todo mundo, mas precisava mesmo não agradar ninguém? Confira a nota no fim da crítica (Divulgação / JYP Ent.) Na última terça-feira (22), a JYP Entertainment apresentou ao mundo seu mais novo grupo feminino, o NMIXX. As rookies debutaram com o single album AD MARE, com quatro faixas, sendo as duas últimas os instrumentais isolados das duas primeiras. O MV para a faixa titular 'O.O' alcançou quase 20 milhões de views no YouTube nas primeiras 24 horas. Com esses números, é seguro dizer que o debut não "flopou", mas, certamente, frustrou. A faixa título do álbum começa impactante, mas logo se torna agressiva e desconexa. A primeira parte tem o seu valor, mas tudo se embaralha na segunda metade da música, que deixa o ouvinte atordoado com tanta informação sendo bombardeada ao mesmo tempo. Para quem consegue se acostumar — e até gostar — após alguns replays, ótimo. Mas, para quem a primeira impressão basta, é difícil se dar ao trabalho de ouvir novamente. De refrão fraco e cliffhangers que levam a nada além de decepção, 'O.O' agride a ponto de ser impossível identificar um gênero predominante. Além do pop, há um quê de funk, trap, hip-hop e dance. Por vezes, parece mais um highlight medley do que uma única canção. O caos da música acompanha também o videoclipe. Com inúmeros cenários e sem uma história linear, ninguém entende o que está acontecendo. Veja após a publicidade. TANK, a segunda faixa do álbum, falha em encantar da mesma forma. Apesar de possuir uma melhor definição dos elementos do que 'O.O' — o que a torna menos confusa —, o refrão "I'm So Freaky Fresh Fresh" é demasiadamente repetitivo, deixando a faixa enjoativa já na primeira reprodução. A tentativa de brincar com as palavras dá uma dimensão infantil à música, contrastando com a letra e o próprio conceito do grupo. Expectativa vs. Realidade e os novos rumos do Kpop Se dizemos que o debut do NMIXX frustrou é também por causa da expectativa lançada sobre o grupo, fruto da apresentação prévia das integrantes e do grande legado da JYP com atos femininos, como o TWICE, Wonder Girls e ITZY. Há quem ainda tente defender: uma música ousada como O.O não serve para atestar a originalidade do novo grupo? Infelizmente, não. Não, porque a música experimental já faz parte do K-pop hoje, sendo explorada regularmente por grupos da 4ª geração. Este é, afinal, um dos fatores que afasta fãs antigos, acostumados a ouvir melodias harmoniosas e momentos de impacto que, embora também agressivos, são coerentes com a música. Aliás, incoerente é um bom termo para resumir o lançamento do NMIXX. Quando foi que uma faixa simples, com versos, refrão e ponte bem definidos, virou um luxo no K-pop? O movimento não começou com o novo grupo da JYP Ent., mas, pelo visto, será perpetuado por ele. Ao insistir no mesmo experimentalismo que grupos como aespa, Ateez, ITZY e Stray Kids (comparações feitas por usuários do Twitter no dia do lançamento), o NMIXX não prova a sua originalidade e mostra que chegou à indústria para oferecer mais do mesmo. Para dizer o mínimo, AD MARE trabalha com uma conceito de autêntico já vencido, obsoleto. Para dizer o máximo, é mais um bate-panela da 4ª geração. Acertos do AD MARE Um dos pontos positivos do debut do NMIXX é com certeza a experiência audiovisual. Para os fãs que gostam de criar teorias, o MV de O.O é um prato cheio. O figurino, por exemplo, parece abraçar a 'bagunça' da faixa, com vestidos de baile customizados com peças esportivas, dando uma profundidade de contrastes ao universo recém criado. Também, na cena inicial do clipe, é possível ver os destroços de um navio que, em outro momento, aparece inteiro e flutuando no céu. Além disso, para um grupo que se propõe a estrear no conceito girl-crush, já tão familiar no K-Pop, é importante que as integrantes tenham atitude, e isso o NMIXX provou ter. O carisma da Lily, Haewon, Sullyoon, Jinni, Bae, Jiwoo e Kyujin é inegável, e a atuação das meninas no MV é um dos pequenos acertos que nos fazem querer acompanhar o grupo e ficar de olho nos próximos trabalhos. Por fim, é preciso reiterar que esta review, embora majoritariamente negativa, refere-se apenas às músicas lançadas no álbum AD MARE, e a crítica segue acreditando no potencial enorme das integrantes, conforme já visto na apresentação dos teasers. Mesmo com o fiasco sonoro no debut, permanece a nossa esperança e desejo sincero de futuros lançamentos melhores.

  • Voyager: Kihyun viaja para seu próprio universo musical em primeiro single album

    Projeto solo do integrante do Monsta X, entrega confiança e espontaneidade; confira a review (Divulgação / Starship) No dia 15 de março, Kihyun do Monsta X foi mais um dos esperados lançamentos do mês de março e trouxe ao mundo seu primeiro single album, sendo assim o terceiro membro do grupo a ter um projeto solo, após I.M e Joohoney. O cantor entregou três faixas cheias de personalidade, e com elas, a ideia de explorar seus traços musicais em sua mais pura essência sem se pressionar, mas sim vivendo o momento da forma mais espontânea possível. Leia também: MONSTA X: músicas autorais e visual de cowboys do asfalto marcam Rush Hour, a nova era do grupo Como todo membro de um grupo quando debuta como solista, em entrevista para o NAVER, Kihyun afirma ter se preocupado em fazer algo sozinho, com suas próprias forças e sem a companhia de seus membros. “Fiquei nervoso em saber se os fãs gostariam das minhas cores individuais”, ele afirma. O cantor deixa claro que mesclou pontos que os monbebes - fandom do grupo, iriam apreciar, e aspectos de sua própria essência, reforçando o conceito que ele pretendia para o álbum, de viajar em busca de si próprio e seu lugar na música como solista. O conceito é levado bem a sério, inclusive na estética do álbum, que não pode passar batido. Com paleta de cores impecável e elegante, e adereços que reforçam ainda mais a ideia de viajar, não apenas no sentido de se sentir livre emocionalmente, mas com a ideia de explorar o mundo, como binóculos e mala. Kihyun planejou uma estreia solo bem sincera, que capta a confiança que ele carrega em si, somada de sua espontaneidade, que ele faz questão de ressaltar como parte de sua personalidade, "Um voyager é uma pessoa que viaja para algum lugar desconhecido, e eu queria ressaltar isso em minha história pessoal, encontrar o meu verdadeiro eu", ele conta para a revista Teen Vogue. Leia também: (G)I-DLE flerta com o perigo e esbanja atitude no clipe de 'TOMBOY', faixa título do novo álbum Em busca de si próprio O membro do Monsta X entregou consistência no trio de músicas. A faixa título Voyager é um pop bem atraente e equilibrado, com instrumentos musicais bem puros e valorizados. Embora não lembre nenhuma das tendências utilizadas pelos grupos nos últimos tempos - como o retrô ou essencialmente o pop rock que ouvimos entre os grupos de k-pop, mas Voyager proporciona uma certa sensação nostálgica, com sonoridade muito agradável, trazendo uma camada mais sucinta e diferenciada do pop rock que todos apreciam. COMMA é a segunda música do single album e teve Kihyun como um dos compositores, esta é a primeira vez que o cantor tem a oportunidade de participar da produção e ele não decepcionou. Dessa vez, a canção é um pop energético, mas não agitado e em sua essência tem bastante sensibilidade. O artista afirma que a intenção ao compor, foi de entregar algo palpável, em que as pessoas possam se identificar. "Tentei ficar nos pensamentos de tentar ser positivo", afirma. O projeto se encerra com Rain, a terceira faixa do álbum tem um tom um pouco mais sombrio que as outras duas primeiras, é um R&B que remete um pouco mais as características do Monsta X. Com seus vocais impecáveis, Kihyun entrega não apenas através dessa música, mas do Voyager como um todo, um single album que desperta vontade de ouvir mais dele e conhecer mais de sua viagem individual. Leia também: Calendário de doramas em março de 2022: confira os k-dramas lançados no streaming neste mês

  • 'Be like Madonna': extravagância e estilo marcam o retorno da Luna ao cenário musical

    Confira na review como o single Madonna faz referência à Rainha do Pop e porque a Luna acertou em cheio no seu comeback (Divulgação / Grida Entertainment) Depois de dois anos sem novos lançamentos, Luna está de volta ao cenário musical com o single Madonna, divulgado nesta quarta-feira (6). Seu retorno figura entre as novidades do Kpop mais aguardadas do mês de outubro e é especialmente bem-vindo para os MeUs, os fãs do grupo F(x). Madonna é o primeiro trabalho da Luna após a quebra de contato com a SM Entertainment, e também um marco na retomada de inspiração da artista, dona de singles aclamados como Even So e Free Somebody. A própria Luna sinalizou a importância do single nas suas redes sociais: "Conheci MADONNA (a música) quando me senti dolorida por estar no palco, e muitas coisas perderam o sentido e me cansaram do meu trabalho como cantora. (...) Assim que conheci essa música, quis dar o meu melhor no palco novamente e isso me deu a mesma energia que "coragem". Do início ao fim da música, espero que você sinta o significado da música e a aprecie livremente." A letra de Madonna reflete o desejo por empoderamento artístico, um valor fundamental para a artista que, neste ano, fundou a própria empresa de agenciamento: a Grida Entertainment. "Quando eu crescer, quero ser como a Madonna" (refrão), "seja o que quiser ser" e "debaixo dos meus pés há um tapete vermelho" são alguns dos versos que transmitem a ideia de ascensão de um jeito lúdico. A composição também acertou ao usar expressões que reforçam o glamour almejado no conceito, como "OTD [outfit of the day] on fleek" — algo como "look do dia arrasador". Com um ritmo envolvente, Madonna faz claras referências à Rainha do Pop que dá nome ao single. O refrão retoma os clássicos da cantora estadunidense, com uma sonoridade característica dos anos 80 — influência que, por sinal, está dominando o Kpop nos últimos anos. Já as estrofes representam as eras mais atuais da Madonna, muito voltadas ao pop eletrônico. As oscilações de ritmo, porém, não causam desconforto ao ouvinte e nem soam como experimentais. A voz da Luna "costura" a música de maneira impecável, demonstrando mais uma vez a maestria da artista em escolher canções que realçam seus dotes vocais. O MV de Madonna reúne takes de coreografia, close-ups e filmagens em estúdio e externas. O resultado é esteticamente muito bonito e complementa o apelo de grandiosidade e liberdade tão presente na camada da composição. Assim como a letra, o MV também traz referências à rainha do pop, porém, mais suaves. Mais empoderada do que nunca, Luna aparece no vídeo vestindo peças que lembram remotamente o estilo extravagante e inconfundível de Madonna. Destaque para os adereços na cabeça, uma marca registrada da Rainha. O Café com Kimchi fez um paralelo de dois visuais para você! Achou semelhantes? (Reprodução / Grida Entertainment / Google) Em suma, Luna acertou em cheio ao escolher Madonna como o single do seu comeback. Ela inovou com a mistura fluida de ritmos, mas trouxe também tendências já exploradas na indústria, como a vibe anos 80 e uma composição pautada em ostentação e empoderamento — proposta semelhante a Savage, o último lançamento do Aespa. Dá para ver porque essa música inspirou tanto o processo criativo da Luna. Até o momento, não há informações quanto à produção de outros trabalhos, mas é nítido nas redes sociais que a cantora está aproveitando a retomada musical. Esperamos que Madonna seja só o início de uma nova e produtiva fase na sua carreira.

  • (G)I-DLE flerta com o perigo e esbanja atitude no clipe de 'TOMBOY', faixa título do novo álbum

    'I Never Die' é o primeiro full album do grupo feminino que retorna com muito Rock 'n' Roll; veja a nota no fim da crítica (divulgação / CUBE Ent.) Para a alegria dos fãs e de todos que apreciam um conceito único, o (G)I-DLE está volta. O grupo que esteve na 1ª temporada de Queendom fez seu retorno na manhã desta segunda-feira (14) com I NEVER DIE, o primeiro full-album a compor a discografia das meninas. A novidade tem oito faixas — todas com a assinatura da líder Soyeon na composição. E este é só um pequeno atestado da autenticidade do álbum. Depois de um ano retraído e focado em singles — incluindo lançamentos em inglês —, o quinteto feminino voltou com tudo com a faixa título TOMBOY. No videoclipe, Soyeon, Minnie, Miyeon, Yuqi e Shuhua esbanjam moralidade dúbia ao passo que exibem armas de fogo, facas, começam incêndios e até insinuam um assassinato. Apesar das Barbies que figuram em várias cenas, uma coisa é certa: o grupo não está para brincadeira. Confira após a publicidade. A faixa poderosa traz o pop tradicional explicitamente aliado ao rock; uma tendência que tem marcado presença nos últimos lançamentos do gênero. Nuances assim também se destacaram no mini álbum Attacca do Seventeen, na versatilidade do StayC em Young Luv e em Ani, parceria do Ravi com a própria Soyeon. Nenhum desses exemplos, no entanto, consegue capturar tanto a essência Rock 'n' Roll quanto TOMBOY. Descontando os elementos instrumentais, a guitarra constante e a bateria que acompanha as quebras da música, o videoclipe também usa e abusa da pegada roqueira. Além da postura rebelde e nada ortodoxa das integrantes, temos o Rock presente até em detalhes sutis. É possível observar, por exemplo, o nome de bandas como AC/DC, Slipknot e Metallica no figurino. Tudo muito bem pensado! B-sides de Destaque O pop-rock segue inabalável na segunda faixa do álbum, Never Stop Me. A música é gostosa de ouvir e, assim como as demais, conquista à primeira "vista", por assim dizer. O refrão é maduro e bem articulado, e as inferências de rap são precisas — algo muito importante para um grupo que tem como rapper principal a Soyeon. Sua voz, embora mais marcante que as demais, não tende a dominar a faixa, o que é positivo. VILLAIN DIES é a terceira música do álbum. Ela traz elementos de trap music e K-R&B bem executados, que complementam os instantes cirúrgicos de leveza na faixa. O refrão, é claro, rouba a cena. Imprevisível, ele consegue surpreender sem rebaixar a qualidade do que já foi apresentado até aqui. Pode não agradar a todos, é verdade, mas é divertido, refrescante e, na opinião desta crítica, um grande acerto. POLAROID desacelera; é realmente o momento de apresentar os vocais harmoniosos que talvez fiquem tímidos, escondidos atrás das camadas de um conceito tão imponente. A faixa, assim como a anterior ALREADY, nitidamente pertence ao conjunto de músicas. É, sim, contrastante, mas não de um jeito exagerado ou desconexo. Pelo contrário, sua suavidade é pontual e bem-vinda. (Continua após a publicidade). ESCAPE serve um crescendo equilibrado e agradável. É a sexta faixa do full-album com sensação de mini, e novamente uma oportunidade de apreciar as vozes das integrantes isoladas de um instrumental mais agitado. Apesar de não ser a mais lenta do conjunto, a música evoca uma sensibilidade ímpar. É uma b-side para aproveitar sem pressa para chegar no refrão. E, quando chegar, surpreender-se positivamente. LIAR é impactante. Este talvez seja o momento de destacar que o álbum não fere o ouvinte em momento algum. Nesta penúltima música, temos o retorno arrasador do rock na sua essência, mostrando que o gênero permeia todo o lançamento e é intrínseco a ele. Se a comparação é de bom tom, é a música mais próxima do K/DA, projeto do jogo League Of Legends, no qual duas integrantes do (G)I-DLE — Miyeon e Soyeon — fazem parte. MY BAG é a última faixa. Ela traz à tona o hip-hop, que o quinteto executou em lançamentos passados com excelência. A música é inteligente e cheia de artifícios que elevam a sua qualidade. Por exemplo, ela faz uma referência clara a LATATA, trabalho de debut do grupo. É possível identificar o Oh-Oh da Minnie logo de cara; e para quem é fã, é impossível não se sentir abraçado com a lembrança que mostra como o grupo cresceu. Afinal, I Never Die é sobre isso — com o perdão da expressão já saturada. O novo álbum mostra como o (G)I-DLE amadureceu. Suas músicas continuam viciantes mas, agora, de um jeito mais maduro, coerente com a imagem que o grupo construiu. Quatro anos se passaram desde já aclamada estreia com o EP I Am, e as integrantes passaram de rookies a rainhas. Agora, elas são as regentes de um impetuoso Queendom.

  • ‘+ALPHA+’ é a materialização do poder de CL

    Após postergar algumas vezes o lançamento de seu primeiro full-álbum, CL finalmente o apresenta de forma arrebatadora e deslumbrante (Divulgação / Very Chery) No dia 20 de outubro CL lançou seu tão esperado primeiro full-álbum intitulado +ALPHA+, este que tinha previsão de ser estreado em novembro do ano passado, mas que por perceber que haviam diversos aprendizados necessários para lançar o álbum, ela decidiu adiar. Em entrevista para a W Korea a rapper comentou: Depois de trabalhar com uma equipe que criei sozinha, houve muitas coisas novas que aprendi e descobri. (...) O título do [meu] primeiro álbum completo é ‘+ALPHA+’. Significa ‘começar’, assim como ‘Fêmea Alfa’. Desde 2019 CL vem trilhando seu caminho como uma artista independente e os fãs vêm antecipando seu primeiro álbum desde o fim do 2NE1, grupo que foi integrante por 7 anos. Já que, geralmente, os grandes artistas do K-POP são apoiados por grandes empresas multimilionárias e poderosas, a decisão de CL de tornar-se uma artista independente mostrou que as coisas seriam do seu jeito. Algo que é raro de se ver nessa indústria. E quase um ano após adiar sua estreia, CL finalmente se sentiu pronta para voltar à indústria e reivindicar seu lugar no topo dos artistas do K-POP. Isso sou eu saindo da [minha] zona de conforto ao máximo. Esta sou eu lançando um álbum como uma artista independente. (...) Esta é definitivamente uma declaração [de alguém] que vem do mundo do K-POP e também [de] um idol. O brilho de +ALPHA+ (Divulgação / Spotify) O álbum começa com o single SPICY, lançado dia 24 de agosto, que traz uma produção cheia de personalidade e autoconfiança, a vibe da música lembra muito outras canções de CL como, por exemplo, Hello Bitches e The Baddest Female. A música com batida mais pesada, uma pitada de hip-hop, recheada de EDM e letra bem assertiva, CL demonstra seu poder e seu orgulho de ser quem é. Já na primeira estrofe da música ela diz “CL, esta é a líder alfa, corri por todo esse caminho sem parar, mas é apenas o começo agora, se você pensou que acabou, é apenas a ponta do iceberg”, mostrando que não veio para brincar. É uma música que celebra apenas ser você mesmo. Para mim, ser coreano, ser asiático. Estou comemorando tudo isso e essa atitude. Apenas sendo eu mesma. Não obstante, CL traz um MV incrível, com performance e produção surpreendente. SPICY é aquela música que te faz querer aprender a coreografia e gruda na sua cabeça que nem chiclete. Ela fez o experimental e acertou em cheio. Seguindo pelo álbum, temos a segunda faixa Lover Like Me, que foi também um single pré-lançado e completo em inglês. Diferente de SPICY, Lover Like Me foca muito mais nos vocais de CL, traz uma vibe mais pop e com um refrão envolvente. A produção da faixa contou com a colaboração da cantora e compositora britânica Anne-Marie, conhecida por hits como 2002 e FRIENDS. A música traz uma história de amor no qual a cantora repete diversas vezes durante a letra que será impossível encontrar alguém como ela, uma vez que ela é única e verdadeira. Lover Like Me estreou um MV onde a rapper está deslumbrante. A produção, os visuais, a escolha de figurino e de maquiagem, assim como o cenário, tudo ficou extremamente a cara de CL. A terceira faixa Chuck traz majoritariamente rap e hip-hop com batidas fortes que trazem sensação de poder. Foi escrita por CL e mostra claramente a personalidade da rapper em todo seu desenvolvimento, o refrão é extremamente envolvente, não dá vontade de parar de ouvir. Xai, quarta música de +ALPHA+, revela mais uma vez um lado diferente de CL como vocalista, ela que é conhecida pelo rap forte, quando apresenta uma canção desse formato nos surpreende – e da melhor forma possível. A batida mais lenta e com uma pegada mais para o pop nos abraça e nos faz encantar mais ainda por Chaerin. Ela nos apresenta a quinta canção Let It também cheia de vocal, com alguns trechos de rap – marca da artista – e com uma pegada groovy que nos lembra o pop dos anos 2000. (Reprodução / Very Cherry) Conversando com todo o álbum, a sexta faixa é a título Tie A Cherry que foi certeira. Repleta de tons de trap e pop, mesclando o vocal e o rap de CL, a canção demonstra perfeitamente o calibre musical da artista, principalmente por ser a principal compositora da música – como em praticamente todo o álbum. A letra da canção é ousada, com versos como “Eu posso amarrar uma cereja, olha, eu tenho uma língua de ouro, a química neste corpo, supervisão abra seus olhos, eu atiro para as estrelas”. O clipe de Tie A Cherry mostra, mais uma vez, o poder de Chaerin e como ela consegue fazer as escolhas certeiras em suas produções. O visual do MV, a escolha dos cenários e figurinos, a maquiagem e toda a atuação dela durante a produção audiovisual deixam o público de boca aberta. Ela realmente veio para marcar e estabilizar mais ainda seu lugar no topo do K-POP. Paradise, sétima faixa, traz muito trap e um beat bem mais low, assim como o rap bem executado, especialidade de CL. Seguindo na mesma linha, My Way, oitava música de +ALPHA+, vem com trap, rap e batida pesada cheia de atitude combinando com a letra que repete diversas vezes “Meu jeito, vou fazer do meu jeito” e sim, ela fez. A nona faixa do álbum chamada Siren é focada nos vocais da artista, é mais uma nova cor de CL que ela apresenta no compilado. Com uma vibe mais lenta e cheia de emoção, a música te enfeitiça e te faz cair aos encantos de Chaerin, mais uma vez. Leia também: 'Attacca': Seventeen mostra mais uma vez porque é um dos maiores grupos de kpop da atualidade Por fim, +ALPHA+ termina com dois singles previamente lançados por CL: HWA e 5 STAR, que estrearam em 29 de outubro do ano passado, ambos com MVs. Foram incluídos no compilado que deveria ter sido lançado na mesma época, mas como dito antes, a artista adiou a estreia. As duas faixas mostram um lado incrível da rapper, foram muito bem produzidas e fazem você se sentir dominado pelo encanto de CL, finalizando o álbum com chave de ouro. Depois de passar por muitas preocupações, correr atrás de autoconhecimento e de conexão com a própria alma, CL está, definitivamente, em seu auge com +ALPHA+. Consegue-se enxergar todo o esforço e dedicação que a artista colocou em toda a produção e caminhada para a estreia de seu primeiro álbum. Chaerin nos pega pela mão e nos faz viajar junto dela por todas as suas cores enquanto se fortalece e se solidifica como artista. Tendo sua personalidade e originalidade sempre em vista, +ALPHA+ sinaliza uma nova era para CL e com toda certeza a mantém no topo da elite do K-POP.

  • 'Universe': Uma visão do experimentalismo tecnológico e diferencial do NCT

    O novo álbum do mega projeto torna ainda mais polida a imagem da marca, criando uma definição do som NCT (Reprodução / Spotify) Ambicioso, experimental, único: as palavras geralmente utilizadas para descrever o conceito do NCT são as mesmas que conseguem capturar o novo álbum, Universe, em sua mais pura essência. Juntando-se para seu terceiro projeto com todos os membros, o boygroup revela, mais uma vez, uma camada de sua discografia que os ouvintes casuais não conhecem. É seguro dizer que, enquanto marca, o NCT ainda não possui uma imagem concreta. O sistema de units fazia sentido no início, com o NCT 127 apostando no som urbano, o NCT Dream fazendo uso do bubblegum pop e o NCT U servindo como o test drive para conceitos e gêneros; debutando posteriormente, o WayV não deu sorte ao ter como primeira música oficial uma regravação. Entretanto, no primeiro projeto como um grupo só, lançado em 2018, a definição de cada unit foi abandonada — o som urbano do 127 foi trocado pelo pop melódico de Touch, e o Dream abandonou os clipes de tons rosados para se rebelar em Go. Com tantas mudanças e inconsistência, foi natural que o público geral se despedisse e o fandom se tornasse cada vez mais fechado. Aparentemente, o NCT segue na linha definida há meros 3 anos, se aperfeiçoando no gênero experimental e investindo ano após ano na estética cyberpunk, desenhando, de certa forma, sua própria identidade. O full album Universe mostra que, para o bem ou para o mal, a SM Entertainment tem plena sabedoria da direção para a qual está guiando o grupo. (Reprodução / SM Entertainment) O universo do Neo Culture A abertura é New Axis, uma faixa de rap que aposta nos elementos de trap para criar um ritmo que carregue o flow dos rappers Mark (NCT 127, NCT Dream), Taeyong (NCT 127) e Yangyang (WayV). A letra revela o desejo, entoado como se já fosse realidade, de elevar as tendências a um novo patamar, tal como um novo eixo faz. Yangyang é uma boa adição à dupla Mark e Taeyong, que já estão acostumados à dinâmica de trocarem flows e linhas desde o debut do grupo em 2016. Universe (Let's Play Ball), uma das faixas-título, traz uma junção de membros ainda não vista em formações do NCT. O hook “let's play ball, let's play ball” é entoado pelo primeiro verso, volta no segundo e carrega inteiramente a outro, aparecendo até como subtítulo da canção. O refrão é melódico, revisitando o que vimos em Superhuman, por exemplo, e a música encaixa perfeitamente com o que nos acostumamos a esperar do NCT — mas não é para todos os gostos. A estrutura de Universe (Let's Play Ball) é mantida em Earthquake — percussão forte e impactante e refrão cantado —, e a boa experiência do ouvinte é prejudicada ao se colocar duas canções parecidas, uma logo após a outra. Mesmo perdendo seu brilho caso ouvida na ordem do álbum, Earthquake ainda vale a pena. OK! tem uma introdução que chama atenção, especialmente pelo trecho “My baby says she wants to dance with a ghost / She wants to leave me, uh”, que ganhou protagonismo nas redes sociais. Apesar de o refrão ser um pouco monótono, a faixa em sua totalidade é uma que pode crescer no ranking do ouvinte. Birthday Party evoca lembranças de sua irmã Make A Wish (Birthday Song), lançada em 2020, pois se mantém numa batida emprestada do trap durante toda sua duração, apenas algumas batidas por minuto mais acelerada que sua antecessora. “É seu aniversário / Balance, balance, balance” e “Sim, querida / Você vai amar” são trechos que fazem parte da composição e não mudam a experiência. Know Now, com seu título de aliteração, propõe algo mais melódico do que realmente entrega. A mistura de trap — um elemento muito presente no álbum — com os sintetizadores não é exatamente agradável, e a canção não é impactante. A próxima da tracklist, Dreaming, é uma das joias do álbum. Cantada inteiramente pelo NCT Dream, os favoritos do público em termos de discografia, a canção traz um hook de sintetizadores que soam como sinos e ditam o ritmo. O pré-refrão corta a batida, mas ela volta com força durante o refrão, evocando um house que é característico do Dem Jointz, produtor da música. Assim como Universe (Let's Play Ball), Dreaming transforma um conceito em melodia, e faz isso muito bem. Round & Round, a número 8 do álbum, se junta a Dreaming para criar a dupla dos destaques do lançamento. Composta por elementos que sintetizam perfeitamente o cyberpunk que associamos com a marca NCT, o refrão melódico e repetitivo dá voltas e voltas como o título diz, e o ciclo de harmonia das vozes eleva a entrega a outro nível. O final com o “You don't know I need ya” em fade out oferece uma ambientação mais obscura para a música, que se tornaria ainda mais completa com um music video complementando a faixa. Miracle empalidece em comparação às anteriores — apesar da batida lembrar Love Talk, também do WayV, é inegável que sua antecessora é muito mais memorável que a desse ano. A partir da faixa 10, o álbum toma um rumo mais doce, mais lento e menos eletrônico. Vroom começa a diminuir o ritmo outrora incansável, sendo uma canção que soa como o fechamento de um concerto, e Sweet Dream segue o mesmo conceito. Good Night desacelera ainda mais, levada quase que completamente no violão, mas nenhuma das três consegue ser muito marcante. Beautiful é a faixa que encerra o álbum, iniciando com um riff de piano e com um verso falado: “A pessoa mais importante da sua vida deve ser você / Seja bonito”, tentando soar como um encerramento esperançoso de uma viagem de 13 canções. Cantada pelos 23 membros, Beautiful acerta os erros de Black on Black — a primeira música com todos os integrantes, lançada em 2018 — ao tentar colocar um verso para cada um, mas falha por ser uma faixa sem inspiração e esquecível. Um projeto inovador é fadado a ter falhas, e essas podem ser mal vistas dentro de uma indústria perfeccionista como a do k-pop. O NCT, apesar da inconsistência sonora e conceitual, parece estar finalmente se adequando a uma imagem própria, seguindo os lançamentos de 2020 e se mantendo na mesma sonoridade. Os diretores, membros, produtores e criadores têm plena consciência de que é uma marca que pode não agradar a todos, mas seu trabalho é minuciosamente calculado para entreter aqueles que se dispõem a passear pelo emaranhado de units, music videos e introduções de membros. Universe não é perfeito, mas tem fortes elos que o fazem ser um álbum valioso, principalmente na discografia de um grupo que adiciona mais uma camada à sua discografia em cada lançamento. Com canções como Round & Round, Dreaming e Earthquake, o NCT se mostra direcionado a um objetivo mais claro: ser diferente dos outros grupos.

  • Jack In The Box: J-Hope mostra um novo lado artístico e criatividade em álbum conceitual

    Rapper do BTS estreia o lançamento de trabalhos solo do grupo e mergulha em uma versão mais intensa (Reprodução/ HYBE) Este ano, o BTS completou nove anos de carreira e lançou um álbum nostálgico com os grandes sucessos do grupo. Durante uma live de comemoração de aniversário, os integrantes anunciaram que passariam a focar em atividades individuais, o que ocasionou espanto para alguns fãs e insegurança em relação ao futuro do grupo. Felizmente, os membros reforçaram que isso não se tratava do tão temido hiatus, mas sim de uma nova fase. Há um mês o ARMY estava preocupado com tal assunto, mas na última sexta-feira (15) o rapper J-Hope lançou o seu mais novo álbum completo; confirmando que o grupo permanece ativo e produzindo. Jack In The Box, composto por dez faixas, é o primeiro trabalho solo dessa nova fase e trabalha questões como paixão, autoconhecimento, agonias e ansiedades pessoais. No dia 10 de julho, foi lançado o pré-single MORE que impressionou os ouvintes pelo estilo inusitado apresentado pelo rapper, e serviu como uma porta de entrada para o que viria em seu novo álbum. J-Hope apostou no rock, mas sem deixar de fora o hip-hop, e o artista soube conectar bem os dois estilos. A faixa fala sobre suas aspirações pessoais e sobre querer conquistar ainda mais do que já realizou durante seus anos de carreira. J-Hope canta enquanto sua voz disposta com os fortes acordes de guitarra no refrão pesado. Apesar de parecer apenas um novo conceito, seu trabalho inédito trata-se de um desabafo pessoal, algo que o rapper também fez antes em Hope World, sua última mixtape. Apesar disso, dessa vez é mostrado um lado mais sombrio, envolvido pelo peso do rock e do hip-hop. Durante todos esses anos, J-Hope abraçou o seu nome artístico, se apoiando em uma persona alegre, que anima as pessoas ao seu redor; e chegou a ficar conhecido como o “raio de sol” do grupo por sua personalidade brilhante. No entanto, o personagem criado pelo artista em Jack In The Box não representa seu verdadeiro eu — por isso abrir espaço para demonstrar seu outro lado parece ser difícil tanto para o artista quanto para os fãs, que podem estar acostumados com outra atmosfera. A história contada através de um mito em Jack In The Box Jack In The Box faz referência ao mito da Caixa de Pandora: uma caixa misteriosa que, ao ser aberta, libera todos os males do mundo; e a esperança é a única coisa que resta. A ideia é de J-Hope no disco estaria "dentro dessa caixa", algo que está ligado ao seu nome artístico que carrega a palavra "esperança". Esta relação costura o conceito do álbum e reforça o retrato de uma nova face do artista, que revelou em entrevista à revista Rolling Stone que desejava trabalhar com esta alusão há um bom tempo. O álbum se inicia com a INTRO em uma voz feminina lendo trechos sobre esse mesmo mito, e passando de forma sutil em transição para PANDORA'S BOX, faixa que começa com um piano dramático e sofre uma queda brusca com um fundo mais grave. O rap aqui fala sobre a pressão da fama e o esforço mental desgastante de manter uma persona. A música faz transições muito equilibradas com alterações ora sutis, ora repentinas, cortando o fluxo da música, mas ainda assim de forma agradável. Leia também: [Opinião]BTS no Grammy: o que a presença do grupo na premiação representa?" (Reprodução/ HYBE) Em seguida, STOP tem um ritmo linear que se altera apenas em pequenas partes onde entram falas ao fundo do instrumental, um artifício que funcionou bem na faixa. Ainda com fortes elementos de rock que conversam entre si, J-Hope fala sobre o pavor dos males da humanidade e deseja que isso pare, abraçando novamente o conceito do disco A conduta dos homens é pior que a dos animais. Estava muito sujo. Isso é muito difícil. E em seguida, EQUAL SIGN se destaca das anteriores tanto na letra quanto em seu ritmo. Com uma melodia upbeat, o rapper explora seus vocais na música, algo que teria sido interessante de se ver mais em outras faixas. Aqui, J-Hope ainda fala sobre as problemáticas da atualidade, mas com um pouco mais de otimismo, desejando que as pessoas se enxerguem de forma igual e entendendo que o começo de uma mudança pode estar em nós mesmos. O mundo é tão grande e a mente das pessoas é fechada. Na sequência chega MUSIC BOX: REFLECTION como uma transição, uma mistura de uma respiração ofegante junto ao som de uma caixa de música. Todo o conjunto gera ansiedade no ouvinte com a ajuda de um fundo grave, e termina dando espaço para WHAT IF, uma canção cheia de influência do hip-hop dos anos 2000 e que traz a famosa sample de Old Dirty Bastard em Shimmy Shimmy Ya. Aqui, o cantor repete o “e se”, o que denota seus questionamentos e inseguranças como artista. SAFETY ZONE é uma canção comovente que foge completamente da atmosfera das faixas anteriores em um R&B sutil, mas cheio de rap. Esse estilo lembra as músicas presentes na mixtape Hope World, algo que combina muito bem com os vocais do rapper e que de certa forma serviu como respiro para a tracklist escolhida. Na faixa, J-Hope fala sobre a busca de um local seguro onde possa recarregar as forças e descansar. Leia também: "In The Soop: Saiba mais sobre o reality show com o Wooga Squad no Disney Plus" A energia da faixa anterior é mantida em FUTURE. Uma música que soa mais familiar com a personificação de J-Hope e traz uma melodia divertida e leve, com um coral infantil ao fundo. Por fim, ARSON fecha a caixa do rapper de forma agressiva; a música começa com a voz do cantor repetindo palavras, e conforme a melodia se desenvolve, abre-se espaço para o seu rap intenso. ARSON é uma música explosiva e forte que faz jus ao nome, com a presença de elementos do hip-hop old school. O novo trabalho do rapper do BTS é surpreendente, tanto estética quanto musicalmente. J-Hope não se prendeu muito às tendências musicais de hoje, e apostou em um álbum íntimo que expõe suas inseguranças e apresenta um lado mais sombrio de sua persona artística. A escolha de faixas se mantém no universo do hip-hop, mas traz elementos que desafiam sua zona de conforto; e isso é difícil. O rapper foi ousado em algumas faixas que podem não cativar tanto o ouvinte, mas que valorizou o conceito escolhido. Jack In The Box reflete a flexibilidade de um artista completo e que se preocupa em ousar, mesmo que isso não agrade a todos. Ouça Jack In The Box no player do Spotify logo abaixo: Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar da gente, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

  • RUMINATION: comeback do SF9 reúne faixas que definem a identidade do grupo

    Integrantes do boygroup estão envolvidos na composição das músicas de seu 10º mini álbum (Divulgação / FNC Ent.) Na última segunda-feira (22), SF9, grupo da 3ª geração do k-pop, lançou RUMINATION, 10º mini album de sua discografia. Rowoon, Chani, Taeyang, Hwiyoung, Dawon, Zuho, Seong, Jaeyoon e Youngbin entregaram um projeto que representa bem a identidade do grupo, principalmente por estarem por trás das composições. O disco reúne sete canções cheias de energia, embora tenham essa essência descontraída, cada uma caminha com seu próprio estilo. Leia também: O Rei de Porcelana: Saiba mais sobre o dorama inédito com Rowoon do SF9 na Netflix O grupo já está acostumado em se envolver no processo criativo das músicas, já que são sempre creditados como um dos compositores. Tal feito faz com que as características musicais de SF9 sejam bem definidas, formando uma identidade própria, da forma como desejam que seja. Em Rumination não foi diferente, Zuho, Chani, Youngbin e Hwinyoung estão envolvidos na composição das faixas. O projeto sucede Turn Over, lançado em julho deste ano, e ao comparar Trauma, faixa título de Rumination com sua antecedente, Teardrop, é difícil dizer qual é mais envolvente e marcante. Embora sejam muito diferentes entre si, não apenas falando da construção musical, mas também comparando o conceito, é notável que SF9 continua investindo em entregar um conteúdo que pode ser bem coreografado e que esboce um toque de sensualidade. Trauma conta com um videoclipe bem estético, paleta de cores e cenários chamativos. Além disso, as cenas são muito atrativas, já que parecem carregar uma história misteriosa onde cada membro, com expressões faciais sérias, parece ter um conflito individual e estão isolados buscando resolvê-los. E em outros momentos, o mv exibe SF9 reunidos, reproduzindo uma coreografia envolvente, bem sincronizada e elaborada. Ainda, a faixa título é muito memorável, e essa característica é reforçada por seu refrão que se repete muitas vezes. Leia também: ‘Re:T-ARA’ marca o retorno deslumbrante e tão esperado das rainhas do T-ARA Diversidade de estilos Ao analisar Rumination como um todo, é perceptível que as faixas não tem muita conexão entre si, já que cada uma entrega um estilo. Embora sejam bem diversas ao comparar umas às outras e seja visível que cada uma tem essência própria, é perceptível também que o álbum não carrega mudanças desconfortáveis, tornando o projeto bastante linear e agradável para quem ouve, servindo estilos para todos os gostos. A faixa que sucede a título, Memory já quebra um pouco o estilo de Trauma, já que o r&b predomina seus versos. Enquanto isso, On and On, com presença notável de acordes, traz uma sonoridade sexy para Rumination, que se encerra com For Fantasy, música acústica, bem confortável e romântica. Esta parece ter uma carga bem pessoal, já que além dos versos bem sensíveis, é válido lembrar que Fantasy é o nome do fandom de SF9, portanto a canção soa como uma declaração "para Fantasy". Não apenas em Rumination, SF9 entrega qualidade em seus projetos através das músicas, vocais e coreografias. O 10º mini album do grupo demonstra sua identidade que tem como aspecto principal ser bem agradável e conquistar sem precisar que o ouvinte escute inúmeras vezes para conseguir amá-las.

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