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  • Sucesso global do K-pop: O que torna o pop coreano tão bom?

    Entenda o sucesso por trás do fenômeno mundial e porquê do K-pop se tornar tão popular nos últimos anos (Reprodução/ MNET) O K-pop tem se tornado cada vez mais popular e isso é inegável. Esse sucesso não se resume apenas a Coreia do Sul ou Ásia: a música coreana é um fenômeno em todos os seis continentes e em dezenas de países. Segundo dados do Spotify, o gênero é configura entre os mais ouvidos em todos os 79 países em que o streaming de música está disponível. Além disso,a maior playlist de K-pop da plataforma, a "K-pop On!", registra quase oito bilhões de streams mensais no mundo todo. Grupos como BTS, BLACKPINK, EXO e Girls' Generation se tornaram internacionalmente conhecidos ao bater recordes do cenário musical mundial. Mas o que explica o grande sucesso da música coreana? Confira alguns dos motivos após a publicidade Política pública do governo sul-coreano Uma das grandes razões para o sucesso do K-pop é o investimento massivo do governo sul-coreano no setor. O governo tem investido significativamente em infraestrutura e estrutura para as produções musicais. Nisso, fala-se da construção de estúdios de gravação tecnológicos, apoio à formação de idols (artistas) e financiamento de turnês e eventos internacionais. Vale uma retomada histórica: no pós-Guerra Fria em que as Coreias foram divididas, a parte do sul se reestruturou com grande apoio dos Estados Unidos. Nesse sentido, líderes políticos sul-coreanos notaram o grande capital simbólico e financeiro que o país norte-americano produzia com Hollywood, por exemplo. Enfrentando um cenário em que precisavam reconstruir o país do zero, a Coreia do Sul investiu em fazer algo parecido para ajudar a alavancar o crescimento da nação criada na época. Assim, desde o começo até os dias de hoje, o K-pop conta com investimento público para impulsionar o setor que tem gerado valor exponencial para o país. Hallyu: o boom mundial da cultura coreana (Reprodução/ The Daily Vox) A “Onda Coreana”, ou Hallyu Wave, se refere à popularização da cultura coreana desde a década de 1990. É um fenômeno tão forte que necessita de um termo exclusivo para designá-lo. Um dos maiores motivadores d'A Onda foi o sucesso do grupo de hip-hop e pop dance Seo Taiji and Boys (1992-1996). Ele é considerado o primeiro grupo de K-pop, sendo creditado por popularizar a música coreana com suas grandes performances ao vivo e letras únicas. Como se não bastasse o sucesso nacional e internacional da música coreana, praticamente toda a cultura do país tem sido exportada com sucesso para o mundo todo. Tecnologia avançada, produtos de beleza, filmes, séries e gastronomia... Tudo que é coreano é tratado com credibilidade e desperta a curiosidade de quem foi atingido pela Onda. Assim, o K-pop se beneficia desse boom mundial, ao passo que isso mostra que as pessoas estão cada vez mais interessadas na cultura sul-coreana. Leia também - Além de Alice in Borderland: Conheça outras produções japonesas na Netflix Produções praticamente perfeitas Não dá para negar que a excelência do gênero é um dos fatores que favorece sua popularidade. O K-pop é conhecido pelas produções de altíssima qualidade, e isso envolve a produção sonora, visual, canto e dança. Musicalmente falando, o K-pop flerta com elemento de diferentes gêneros, como pop, EDM, hip-hop, R&B, funk brasileiro e Bossa Nova. Os arranjos incluem instrumentos eletrônicos, sintetizadores e efeitos que incrementam as melodias cantadas alternadamente em coreano, inglês e outras línguas. Uma mistura que dá muito certo! Já os videoclipes (music videos, ou MV para os íntimos) se apoiam em estéticas bem definida: cores, cenografia e figurinos chamativos. Os clipes contam histórias e induzem o telespectador a criar teorias, fazendo com que ele se envolva profundamente na narrativa. Esse cuidado com a entrega visual e a geração de engajamento perpassa também as performances (ou stages), que possuem coreografias bem elaboradas e sincronizadas. Leia também: TXT cai em tentação com álbum "The Name Chapter: Temptation" e mostra que está evoluindo. Tanto no ao vivo como nas cenas pré-gravadas, grupos e solistas de K-pop tendem amparar seus produtos em "conceitos", tais como girl crush (para grupos femininos que esbanjam atitude), cute (fofo), street style e outros. Como a música está sempre evoluindo, não é raro que grupos experimentem conceitos novos. Em anos mais recentes, por exemplo, muitos têm explorado temas advindos da tecnologia, com uma pegada futurista e influência da Inteligência Artificial. É o que pode ser visto nos MVs do aespa. Outro conceito que faz sucesso é de fantasia/ mitologia e ficção científica, que inclui elementos como universos alternativos, viagens no tempo e no espaço, criaturas extraterrestres e seres sobrenaturais. BTS e EXO são exemplos de grupos que apostam nesse conceito. Por fim, uma tendência que vem se consolidando é a vibe retrô, que tem o Newjeans como um dos seus maiores representantes. Esse conceito faz referência elementos dos anos 80, 90 e 2000. Leia também: Moda Y2K no K-pop: Confira quais grupos e solistas aderiram à tendência irresistível dos anos 2000 Toda essa indústria é gerenciada por um sistema de agências, no qual grandes empresas cuidam da carreira dos artistas. Estas agências podem ser consideradas “universidades da música” — elas investem nos artistas, treinando-os para cantar, dançar e atuar, lançando-os no mercado assim que dominam essas competências. O nível de exigência para os artistas é muito alto, o que contribui para a alta qualidade de todas as produções da indústria. A três principais empresas de agenciamento e entretenimento da Coreia — SM, YG e JYP — são chamadas Big 3. Saiba mais sobre o legado delas aqui. O K-pop é uma mistura de fatores que, juntos, deram certo O sucesso do K-pop pode ser explicado por vários fatores como os descritos nesta matéria. É a combinação de anos de investimento governamental que refletiu na crescente popularidade de grande parte da cultura coreana e em produções de alta qualidade. Com essa junção de elementos, fica fácil entender o sucesso que envolve o K-pop. Mas para você, o que torna o K-pop um triunfo mundial? Conte aqui nos comentários e já siga o Café Com Kimchi nas redes sociais! Leia também - NCT 127: "NEOCITY: THE LINK" no Brasil é o concerto de K-pop que os fãs brasileiros precisavam.

  • De space no Twitter a live no Youtube: Baekhyun do EXO retorna gigante do serviço militar

    Após passar os últimos anos como servidor público, o idol retoma suas atividades na indústria do k-pop e gera expectativas sobre o que planeja fazer (Reprodução / Twitter) Depois de dois anos de espera, finalmente o queridinho está de volta! É isso mesmo, Baekhyun, o vocalista do EXO, foi dispensado do seu serviço militar obrigatório no último domingo (5 de fevereiro). O artista foi aguardado fielmente por seus fãs e também pela indústria do K-POP, que sentiu sua falta no período em que ele ficou afastado. Nós, do Café Com Kimchi, mal superamos seu retorno e já estamos ansiosos para saber o que o cantor está preparando para a volta ao show business! Antes de começarmos a falar das expectativas que rondam o retorno de Baekhyun, vamos relembrar um pouquinho do que o artista fez para que os fãs não sentissem tanto sua falta? Baekhyun preparou em seu canal do YouTube (o KyoongTube) um vídeo por mês, todo dia 17, com algum tema que os fãs pediram, trends na Coreia do Sul e até mesmo momentos mais íntimos como passeios de carro e a pé. O cantor ainda fez a leitura de mensagens motivacionais para acalentar o coração das suas EXO-Ls – nome dado ao fandom do EXO e de Baekhyun. Foi em um dos vídeos do KyoongTube que ele desenhou o Teolaegi, uma pelúcia de diversos tamanhos e diferentes formas, feito especialmente para seus fãs. A venda do item foi estrondosa, chamando a atenção de diversas pessoas tanto na Coreia do Sul quanto globalmente. Além de ter esgotado super rápido, teve um lucro considerável e, o que era para ser um item limitado, acabou sendo produzido em maior quantidade, tendo constantemente seu estoque reposto pelas lojas ao redor do mundo. Leia também: Três nunca é demais: 10 grupos de K-pop no formato de trio que você precisa conhecer O cantor também deixou algumas músicas gravadas para serem lançadas, como por exemplo: Hurt, com Seo Moon Talk do projeto Voice Tuning, a OST intitulada U, do k-drama Doom at Your Service, outra OST chamada Is it me?, de Lovers of the Red Sky, e também teve participação na canção When Dawn Comes Again de Colde. O vocalista interagiu bastante com os fãs pela sua conta do Twitter e sua primeira aparição comoveu até pessoas de fora do fandom. A presença de Baekhyun nas redes era tão mínima que toda vez que resolvia dar um sinal de vida era motivo de festa para os EXO-Ls. Sua falta foi mais sentida ainda quando teve a brilhante ideia de arquivar todos os seus posts no Instagram, deixando a conta vazia. Segundo uma nota de esclarecimento da SM Entertainment, o artista fez isso para começar um novo feed após sua dispensa. Só que ninguém pediu, né?! Em seu primeiro dia após a dispensa, já teve agenda: além do retorno para o aplicativo de mensagens pagas Bubble, foi marcada uma live no canal oficial do EXO comemorando seu retorno à indústria. O artista falou sobre diversos planos que deseja para o futuro e também como foi seu tempo longe dos holofotes. Na transmissão, fãs puderam fazer pedidos ao vocalista e sugeriram a sua participação em programas como o Killing Voice e Begin Again. Ele comentou que espera poder participar desses shows e cantar para todos assim que tiver a oportunidade. Baekhyun acrescentou que assim que sua garganta estiver em melhores condições, já que ainda está se recuperando da Covid-19 que teve início do ano, vai dar o seu melhor para dar muitos conteúdos para os EXO-Ls. Saiba mais: Asia Star Festival: Preço dos ingressos, artistas da line-up e mais; Saiba tudo sobre o evento Quando questionado sobre o concerto solo, Baekhyun deu o spoiler que deve acontecer ainda esse ano. Além do show, as expectativas dos fãs também abrangem o que ele irá apresentar daqui pra frente. Espera-se ver um novo álbum solo — quem sabe um completo? Fica a dica! Desde sua dispensa o artista vem interagindo bastante com seus fãs nas redes sociais como o Twitter, onde realizou um spaces que pegou os EXO-Ls de surpresa! Além de constantemente atualizar o aplicativo Bubble com muitas mensagens sobre o seu dia e também algumas selfies. Seu professor de canto inclusive postou uma live-band de Baekhyun em comemoração ao seu retorno e sua evolução nas técnicas vocais. Ele já está entregando tudo mesmo, como prometeu! Também tem o comeback do EXO, praticamente confirmado pelo líder Suho, e shows presenciais do grupo. Inclusive, já tem agenda marcada: o fanmeeting de aniversário do EXO nos dias 8 e 9 de abril, no KSPO Dome em Seoul. Outro compromisso no radar é o comeback do SuperM, grupo em que Baekhyun é líder. Já tem teaser pronto, faltando apenas a data. São tantas possibilidades para o futuro da carreira do artista que nos deixa mais e mais ansiosos para ver o que vem por aí… Por exemplo: participações em festivais internacionais, lançamentos de OSTs, capas de revista, photoshoots, eventos de moda, participação em shows de variedade, e quem sabe, algum trabalho de atuação… Afinal, Baekhyun é o Genius Idol, espera-se sempre trabalhos de extrema qualidade. E aí? Estava ansioso também para o retorno de Baekhyun? Conta pro Café o que você mais quer ver ele fazer! Leia também: Inspirado por Baekhyun, Choi Suhwan do Produce X 101 trilha carreira solo no R&B

  • Taeyeon: Conheça as melhores ballads da solista e integrante do Girls Generation

    Com lontra trajetória no ramo da música, a solista conhecida e respeitada retorna com o single Nights Into Days (Divulgação/ SM Entertainment) A indústria da música sul-coreana, assim como a de outros países, é repleta de competitividade e entrega um número expressivo de novas atrações todos os anos. Neste meio, alcançar destaque em um grupo ou individualmente é um desafio, mas alguns artistas conseguem consolidar seu espaço, difundir seu trabalho e ainda conquistar fãs por todo o globo. Este é o caso da cantora Taeyeon. Integrante mais velha e líder do grupo SNSD, também conhecido como Girls Generation, Taeyeon possui uma longa carreira — são quinze anos no grupo que fez história na segunda geração do K-pop. A cantora se destacou também como solista e, desde seu primeiro trabalho individual em 2015, lançou álbuns e baladas românticas marcadas por sua voz única. Para a alegria daqueles que a acompanham, ela retornou recentemente com mais um single. Na última quarta-feira (02), Taeyeon lançou Nights Into Days, uma canção em parceria com o cantor e compositor Naeul, através do projeto Ballad Pop City. Vale destacar que o produtor Naeul faz parte do Brown Eyed Soul, um grupo de R&B sul-coreano composto por mais outros 3 membros e que é conhecido por suas músicas sentimentais e românticas. Leia também: K-pop Generation: Documentário desvenda os impactos da música pop coreana pelo mundo A canção fala de um término, do estranhamento de viver sem a pessoa amada e da necessidade de seguir em frente sozinho, mesmo em que sofrimento. A canção leve traz um estilo parecido com as ballads dos anos 80 e é um prato cheio para quem gosta das famosas OST’s de doramas. Confira abaixo. A primeira faixa do Ballad Pop City, intitulada LoveSick, foi lançada em dezembro de 2022 e é interpretada pelo cantor Sung Si-kyung. A música de Taeyeon é a segunda faixa do projeto e Naeul anunciou que há mais uma canção a ser lançada, mas a data ainda não foi revelada.Internautas acreditam que o próximo lançamento conte com a participação de mais um solista famoso e estão no aguardo de mais informações. Baladas românticas da Taeyeon que você deveria conhecer Com uma grande bagagem no ramo da música, Taeyeon possui canções que vão do pop mais animado até as baladas românticas e trilhas sonoras de dramas coreanos de sucesso, como Hotel Del Luna, Moon Lovers e muitos outros. Se não conhece o trabalho solo da artista com as ballads, aqui estão algumas das faixas que você fará bem em conhecer. Dear Me Faixa-título de repackage do álbum Promise lançado em 2020, Dear Me é uma espécie de carta aberta em que Taeyeon fala sobre suas inseguranças do passado e sobre amor próprio. Ela diz para si mesma as palavras reconfortantes e de empatia que não pôde ouvir antes. 11:11 Uma das músicas mais conhecidas da artista, 11:11 é uma balada pop lançada em 2017. A Taeyeon canta caqui sobre as lembranças de um relacionamento e do hábito de fazer um pedido quando o relógio marca horas iguais. O MV possui atualmente mais de 70 milhões de visualizações. Rain Em mais uma canção sentimental, Taeyeon canta sobre a dor que sente com as lembranças que tem da pessoa amada e de sua melancolia quando a chuva chega. Embalada por um ritmo leve e que se intensifica no refrão, sua voz se destaca em meio ao instrumental dessa música lançada em 2016. Fine Com um instrumental mais voltado para o pop-rock, Fine é a faixa título do álbum My Voice, lançado em 2017. Esta é, sem dúvidas, uma de suas canções mais famosas; ela aborda os questionamentos sobre uma relação que parece não estar indo tão bem e o medo de um fim que se mostra cada vez mais próximo. E aí, já conhecia alguma dessas músicas? Conta para o Café com Kimchi nos comentários e nas nossas redes sociais o que você achou!

  • Três nunca é demais: 10 grupos de K-pop no formato de trio que você precisa conhecer

    Alguns trios conseguiram consolidar tendências no cenário musical, e a formação de três membros é usada até hoje na criação de sub-units (Divulgação / SM Ent. / Pledis) De acordo com o ditado popular, um é pouco, dois é bom, três é demais. Será mesmo? No âmbito do K-pop, os trios podem ser uma medida mágica, tanto para unir talento em sub-units de grupos maiores como para debutar um formato diferenciado. A fórmula fez sucesso no passado, nas duas primeiras gerações do K-pop, e continua presente até hoje. Só neste mês, dois trios têm atividades programadas. O primeiro deles é o BSS, a unit do SEVENTEEN formada pelos membros Seungkwan, Hoshi e DK. Este trio foi formado em 2018, mas só agora lançou seu primeiro álbum, o single álbum Second Wind. O segundo trio é o estreante LIMELIGHT, composto pelas integrantes Gaeun, Suhye e MiU. Elas debutam em 17 de fevereiro sob o selo da 143 Entertainment, com o EP intitulado Love & Happiness. Leia Mais: Taeyeon, Key, Seventeen e mais: Veja o calendário de K-pop para fevereiro de 2023 Seja um fã "das antigas" ou alguém que caiu de paraquedas no K-pop há pouco tempo, você com certeza já viu promoções em trio movimentando a indústria. Embora alguns estejam inativos, vale a pena conhecer! O Café listou 10 grupos que, apesar da formação mais enxuta, não economizam carisma e merecem a sua atenção. Confira a lista após a publicidade. BSS (SEVENTEEN) Começando por eles que são o momento! O trio que recebeu esse nome por conta do apelido dos membros — BooSeokSon — fez sua estreia há cinco anos, com o single digital Just Do It. Para a alegria dos fãs, o grupo teve o seu primeiro comeback na última segunda-feira (6), com o EP de três faixas Second Wind. O álbum registra duas participações especiais: Lee Young Ji e Peder Elias. Confira a faixa-título Fighting abaixo. Orange Caramel (After School) O trio feminino com Nana, Raina e Lizzy debutou em 2010 — um ano após a estreia do grupo principal, o After School. Desde os primeiros lançamentos, a unit mostrou que seus conceitos seriam irreverentes, mas a maior surpresa (e o maior sucesso) do sub-grupo veio em 2014, com a divulgação do single Catallena. No videoclipe, as integrantes aparecem como sereias que acabam virando sushi! AOA Cream (AOA) O AOA debutou em 2012 e se tornou sinônimo de conceitos sensuais para o K-pop, mas a unit Cream apostou em uma pegada bem mais leve e divertida. O trio estreou no primeiro semestre de 2016 e foi composto pelas membros Yuna, Hyejeong e Chanmi. Ele teve um único lançamento: o single I'm Jelly Baby. Em 2021, Yuna deixou o grupo principal, sendo quarta integrante a anunciar sua saída do AOA. TRIPLE H Formado por Hyuna, Hui e E'Dawn, este trio misto teve uma ascensão meteórica e um fim rápido. A estreia em 2017 com 365 Fresh e o comeback consecutivo com Retro Future ajudaram a consolidar uma tendência que viria a dominar a indústria musical coreana nos próximos anos: a vibe retrô dos anos 80. O grupo encerrou suas atividades em 2018, depois que o namoro entre a Hyuna e o E'Dawn não foi aceito pela CUBE Entertainment. EXO-CBX (EXO) Formada pelos membros Baekhyun, Chen e Xiumin, esta que é a primeira unit do EXO é também um dos trios mais versáteis do K-pop. Sua estreia foi em 2016, com o extended play Hey Mama! Mais de seis anos depois, o trio acumula seis videoclipes lançados — alternando entre conceitos divertidos e mais sóbrios — e quatro álbuns; dois coreanos e dois japoneses. Como a dispensa do Baekhyun do serviço militar em 2023, será que teremos um comeback vindo aí? VIVIZ Reunindo três membros do GFriend — SinB, Eunha e Umji —, o VIVIZ debutou em 2021, cinco meses após a dissolução do grupo original. Sua estreia ocorreu com a faixa Bop Bop!, que pertence ao álbum Beam of Prism. O trio marcou presença na segunda temporada do Queendom, da Mnet, e competiu diretamente contra outros grandes nomes da indústria. Seu último trabalho foi o single Rum Pum Pum. ODD EYE CIRCLE (LOONA) Kim Lip, Jinsoul e Choerry estão juntas nesta que é a segunda unit lançada pelo LOONA. A formação debutou em meados de 2017 com o álbum Mix&Match, que ganhou um repackage no mesmo ano com nove faixas. Entre as músicas, está incluso o single em inglês LOONATIC. Com o recente embate entre a BlockBerry Creative e as integrantes do LOONA, o destino do trio — assim como o do próprio grupo — permanece incerto. RM X SUGA X J-Hope (BTS) Às vezes uma unit consegue conquistar fãs mesmo sem um debut oficial ou promoções tipificadas, e este é o caso aqui. RM, Suga e J-Hope sempre tiveram uma química impressionante no BTS, grupo em que compartilham a função de rappers. Quando o trio lançou Ddaeng em 2019, essa sintonia foi ainda maior, e todo ARMY sonha com um novo lançamento do sub-grupo. Quem sabe em um futuro próximo? K.R.Y (Super Junior) O Super Junior — que, por sinal, está com um show marcado no Brasil — já debutou ao menos três units ao longo dos anos, e uma delas é o K.R.Y. O nome vem das iniciais dos integrantes: Kyuhyun, Ryeowook e Yesung. O trio debutou em 2006 e manteve uma carreira tímida, focada no lançamento de OSTs em detrimento de álbuns. O último trabalho dos vocalistas foi o single japonês Promise You. TTS (Girls' Generation) Taeyeon , Tiffany e Seohyun estrearam seu sub-grupo em 2012, e o trio também ficou conhecido pelo nome TaTiSeo. Seu ato de debut foi o mini álbum Twinkle, que registrou uma recepção excelente pelo público e quebrou o recorde de maior peak de um artista coreano no iTunes americano e nos charts da Billboard. A produção ainda contou com um cameo inusitado: 4 membros do EXO — que havia recém debutado à época — aparecem no MV. Dos trios citados aqui, qual o seu favorito? Conta pra gente aqui nos comentários, e siga as redes sociais do Café com Kimchi!

  • Boys Planet: Como votar e onde assistir? Saiba tudo sobre o novo survival show de K-pop

    Com trainees de grandes empresas de entretenimento, incluindo Hui, do PENTAGON, o programa de sobrevivência vai formar um boygroup global (Reprodução/Mnet) Se há algo capaz de agitar os fãs de K-pop nas redes sociais, além do comeback de seus artistas favoritos, são os survival shows. Programas como este já trouxeram grandes presentes para a indústria, como o debut de WANNA ONE e IZ*ONE, e também serviram para reacender a popularidade de grupos como WJSN e LOONA — como foi o caso do Queendom 2, exibido no ano passado. Já o assunto deste ano é o Boys Planet, programa da MNET cujo objetivo é formar um novo boygroup temporário que irá promover por cerca de dois anos e expandir os nomes e rostos de seus integrantes pela Coreia do Sul. Para te deixar por dentro do programa mais comentado das últimas semanas, o Café Com Kimchi preparou um guia com as informações mais importantes sobre o survival. Qual é a dinâmica do Boys Planet? Em sua primeira edição, o Boys Planet reúne 98 trainees de diversas empresas, como Woollim, 143 Entertainment, a gigante chinesa Yuehua e, até mesmo, a recente Chromosome, liderada pelo Lay Zhang, integrante do EXO. Entre estas companhias, destaca-se também a CUBE, que este ano trouxe Hui, líder do PENTAGON, para a competição. No total, são 49 trainees coreanos, que compõem o grupo K, e 49 estrangeiros de países como Tailândia, Canadá, Estados Unidos e China, que formam o internacional grupo G. Eles competirão por uma das nove vagas disponíveis para a formação de um novo boygroup que, segundo a sequência de abertura do primeiro episódio, será de agrado dos fãs globais. Como votar nos seus trainees favoritos? Se a ideia é formar um grupo masculino de proporções internacionais, obviamente será uma votação aberta para espectadores de quaisquer continentes. Para selecionar seus nove integrantes favoritos, é necessário baixar o aplicativo Mnet Plus, disponível em lojas de Android e IOS. Com o aplicativo já instalado, crie sua conta e, ao acessar, role a página até a categoria “Contents”, onde estão os programas da Mnet. Ao clicar em Boys Planet, é possível entrar em comunidades de fãs, assistir às performances individuais e em grupo que foram cortadas da edição, os destaques da semana e prévias dos próximos episódios. Ali, você também encontrará a aba de votação. Recomendamos que deixe o aplicativo em seu dispositivo por bastante tempo, já que é possível votar em nove trainees, independente de seus grupos, uma vez por dia. Vale lembrar que 50% dos votos serão da Coreia do Sul e os 50 restantes dos fãs globais. Somados, vão compor as pontuações finais — junto com a escolha dos “Star Creators” (Criadores de Estrelas, em tradução livre), como são chamados os mentores do programa. A primeira votação global terminará no dia 24 de fevereiro, às 10h da manhã no horário coreano (22h aqui, no fuso de Brasília). Quem são os Star Creators? Um bom programa de sobrevivência se faz com a escolha perfeita de mentores para guiar os trainees para um futuro brilhante. No Boys Planet, uma equipe de peso foi convidada para compor a bancada de jurados. Entre eles, tem os “mestres vocais”, trio formado por Lee Seok Hoon, cantor do trio SG Wannabe e mentor do Producer X 101, Solji, líder do EXID e professora universitária de música na Universidade Yongin Songdam, e ONESTAR, jurado do Girls Planet 99 e diretor vocal dos melhores idols do K-pop. Leia também — Inspirado por Baekhyun, Choi Suhwan do Produce X 101 trilha carreira solo no R&B Como mentor de rap, o programa conta com PH-1, da H1GHR Music. Já os mestres de dança são Baek Koo Young, diretor de performances da SM Entertainment e considerado o “pai do EXO”, e Choi Young Joon, criador de inúmeras coreografias populares de K-pop, como ENERGETIC (WANNA ONE), HOT (Seventeen) e REVEAL (THE BOYZ). Ambos são do estúdio 1Million. Fechando a bancada de dança está Lip J, coreógrafa do coletivo PROWDMON e especializada em técnicas de waacking. Onde assistir Boys Planet? O programa está disponível no streaming Viki Rakuten. Os episódios serão liberados semanalmente toda quinta-feira, tendo começado a partir do dia 2 de fevereiro. É possível assistir com legenda em inglês no mesmo dia de lançamento, mas, caso não seja fluente no idioma, a versão em português fica pronta no dia seguinte. Pretende assistir Boys Planet? Já tem seus trainees favoritos? Conta para a gente por aqui e nas redes sociais do Café Com Kimchi.

  • Fã de Zayn Malik e até de famosos matemáticos: Conheça curiosidades sobre Taehyun do TXT

    O integrante do grupo da HYBE está completando anos; veja algumas informações interessantes a respeito dele O grupo TXT lançou seu mais recente comeback no final de janeiro, mas fevereiro começa com mais um motivo para comemorar. O integrante Taehyun, nascido no dia 5 do mês lá em 2002, está completando 22 anos (contando a idade coreana); e é claro que, para novos fãs, ficar por dentro de algumas curiosidades a respeito do artista é algo sempre bem-vindo. Dessa forma, o Café com Kimchi separou alguns fatos a respeito do Taehyun que foram divulgados ao longo do tempo, em diferentes ocasiões dele no TXT. Assim, se você deseja conhecer um pouco mais a respeito do cantor, continue lendo o texto abaixo para ficar por dentro: Leia também - Família Huening e outros: Conheça idols que são irmãos e irmãs no K-Pop Algumas curiosidades sobre o Taehyun do TXT que você talvez não sabia 1- Taehyun tem o Zayn como um dos seus cantores prediletos Assim como muitos de nós no K-pop, Taehyun também foi fã de boybands do ocidente, e uma delas é o One Direction. Em bate-papo com fãs no aplicativo Weverse, o integrante do TXT já mencionou o quinteto pop quando perguntado sobre o show de Harry Styles na Coreia do Sul, e também declarou que seu favorito na época do grupo era Zayn; além de ter comentado no mesmo app que "não há como você desgostar do 1D". Taehyun também recomendou músicas do cantor para o fandom MOA: Outro detalhe é que Taehyun também já divulgou covers de músicas do Zayn, como no caso da faixa Let Me. O membro gravou a canção em um vídeo disponibilizado no canal do TXT no YouTube: 2- Ele possui créditos de composição em músicas do TXT Fora seu talento na voz e dança, Taehyun também é compositor no TXT. Nesse sentido, ele possui créditos em algumas faixas da discografia do grupo, como no caso de músicas dos álbuns The Chaos Chapter: Freeze, minisode 2: Thursday's Child e minisode 1: Blue Hour. Este fato curioso coloca Taehyun em destaque entre os idols de sua atual geração, visto que ele participa do processo de criação das letras do boygroup que integra. Leia também - K-pop Generation: Documentário desvenda os impactos da música pop coreana pelo mundo 3- Taehyun é fluente em inglês desde a infância Na grande lista de k-idols que falam inglês, Taehyun figura com facilidade dentro dela. Além de ter aprendido o idioma quando era criança, é dito que o artista teve seu primeiro contato com o inglês por uma razão bem específica: Taehyun queria aprender as dicas que estavam num livro de truques de mágica na infância. Desde então, o integrante tem se aperfeiçoado como falante de uma segunda língua, assim como os outros membros do TXT. Além do mais, ele apareceu em comerciais de TV quando era criança, e em alguns deles ensinava palavras e expressões em inglês para a audiência infantil: 4- Seu filme favorito é "A Lista de Schindler" Além de recomendar músicas, Taehyun também já indicou filmes; e segundo ele, sua produção favorita é o longa A Lista de Schindler. Lançado em 1993 e dirigido por Steven Spielberg, o filme conta a história de um empresário alemão que cria uma estratégia para salvar milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, entre eles holandeses e poloneses. Tal história inspirada num livro de 1982 recebeu doze indicações ao Oscar, e acabou vencendo sete delas. Ainda, o longa foi considerado pelo American Film Institute como um dos filmes americanos mais importantes de todos os tempos (lista de 2007). Você pode gostar de ler - XG: Conheça o "Xtraordinary Girls", girlgroup japonês que tem chamado atenção dos fãs de K-pop 5- Taehyun nutre respeito por um famoso matemático Fora seus gostos culturais, Taehyun possui interesses relacionados ao academicismo, e em vídeo com o TXT chegou a mencionar que respeita muito o matemático Gauss. Johann Carl Friedrich Gauss foi um importante teórico que viveu entre os séculos XVII e XVIII, e ficou conhecido por ter desenvolvido muitos estudos com matemática, física, geometria e mais. Bem específico, não é? Taehyun, inclusive, chegou a citar Gauss mais de uma vez. 6- Justin Bieber é considerado seu cantor favorito Assim como outros artistas do K-pop, Taehyun também tem Justin Bieber como seu artista predileto. O membro do TXT mencionou o astro pop em mais de uma ocasião; além do fato de Justin ser bastante popular na Coreia do Sul, ainda mais entre os idols. Outro integrante do boygroup que tem um artista norte-americano como ídolo é Soobin, que é muito fã da cantora Bebe Rexha. Taehyun e Yeonjun, aliás, já postaram um cover da música Stay (parceria de Justin com The Kid LAROI) no YouTube: E aí, o que achou dessas curiosidades sobre o Taehyun do TXT? Não se esqueça de acompanhar o Café com Kimchi também nas redes sociais!

  • The Last Of Us: 6 doramas com zumbis para quem está assistindo à nova série da HBO Max

    Os zumbis coreanos não deixam nada a desejar em comparação com os "nascidos" em Hollywood; confira a lista abaixo (Divulgação / HBO Max / Netflix) Quem é fã de produções apocalípticas, realidades distópicas e uma dose generosa de monstros com certeza está amando o mais novo sucesso da HBO Max, a série The Last Of Us. Com Bella Ramsey e Pedro Pascal no elenco, a novidade estreou em 15 de janeiro e ganha novos episódios todos os domingos. Mas, para quem acha que um episódio por semana é pouco para mergulhar nesse universo de arrepiar, o Café preparou uma lista com 6 séries coreanas cheias de sustos e zumbis. 'Bora conferir? Kingdom (2019) Descrito por um site especializado como "o encontro de Game Of Thrones com a Dinastia Joseon [período imperial da Coreia]", Kingdom é uma produção original da Netflix baseada em um webtoon renomado. A trama acompanha a história do príncipe Lee Chang (Ju Ji-hoon), que vê seu direito ao trono questionado após o falecimento misterioso do Rei. Em meio às suas tentativas de desvendar a morte do pai e um golpe político no governo, Lee se depara com uma realidade assustadora: uma praga que transforma os mortos em zumbis está se espalhando pela nação. Kingdom está disponível na Netflix com duas temporadas — algo incomum para as séries coreanas, que geralmente possuem um formato de resolução em etapa única. Também participam do elenco principal a atriz Bae Doona e o ator Ryu Seung-ryong. Leia Mais: Não acaba quando termina: Conheça 8 doramas com mais de uma temporada All Of Us Are Dead (2022) Não é um mero trocadilho dizer que todo mundo morreu de amores por All Of Us Are Dead em 2022. A série original da Netflix fez um sucesso estrondoso entre os fãs de histórias de zumbis, e é claro que ela não iria faltar nessa lista. Na trama, um grupo de estudantes do ensino médio acaba preso em um colégio durante o despertar caótico de uma epidemia de zumbis. Eles devem lutar para permanecerem salvos, e isso inclui derrotar seus pais, professores e colegas que já se tornaram mortos-vivos — além de terem que conviver com suas próprias diferenças. Também chamada de uma versão adolescente de The Walking Dead, a série está disponível na Netflix e já foi confirmada para a segunda temporada. Ela conta com Park Ji-hoon, Choi Yi-hyun e Lomon no elenco e é também baseada em um webtoon. Leia Mais: Doramas de terror: 7 k-dramas para quem quer começar no gênero #Alive (2020) Você conseguiria sobreviver a um apocalipse zumbi sozinho, trancado em seu apartamento? Essa pergunta guia a premissa de #Alive, um filme — sim, filme — que é baseado em um longa-metragem americano. A versão coreana conta a história de Oh Joon-woon (Yoo Ah-in), um jovem gamer que se tranca no seu apartamento para sobreviver a uma epidemia de zumbis que destruiu sua cidade. Espiando o mundo apenas pela janela e o olho mágico da porta, o protagonista tenta encontrar uma saída para salvar a si e a sua vizinha. Produzido e disponível na Netflix, o filme tem ainda Park Shin-hye no elenco. Leia Mais: 6 doramas da OCN que envolvem terror, mistério e investigação para assistir Zombie Detective (2020) Com uma pegada bem diferente dos doramas que retratam um apocalipse zumbi, Zombie Detective se concentra em um único e inofensivo indivíduo. O dorama da KBS acompanha a trajetória pós-morte de Kang Minho, um homem que acorda como um zumbi e não consegue se lembrar de nada da sua vida. Ele começa, então, a investigar seu passado, assumindo o papel de um detetive e tentando ao máximo disfarçar os efeitos que o vírus zumbi trouxe ao seu corpo. Quem dá vida ao protagonista — se é que podemos dizer isso — é o ator Choi Jin-hyuk, e ele trabalha ao lado de Park Jun-hyun na série. O dorama está disponível no VIKI. Train To Busan (2016) Mais um filme que mereceu o seu espaço nessa lista de doramas: Train to Busan ou Invasão Zumbi é um dos clássicos do gênero e do cinema coreano, e conquistou fãs até fora da bolha dos k-dramas. O longa com Gong Yoo e Jung Yu-mi segue a fuga desesperada de pai e filha durante uma epidemia de mortos-vivos. Os dois precisam chegar até a única cidade que não foi contaminada pelos zumbis, mas a jornada de trem até lá não será livre de sustos. Invasão Zumbi tem ainda, no elenco, Don Lee, o primeiro ator coreano a interpretar um super-herói da Marvel. O filme está disponível na Netflix e tem uma sequencia — Invasão Zumbi 2: Península —, disponível no Telecine e Amazon Prime. Happiness Para encerrar, Happiness é um dorama apocalíptico que flerta com o cult, já que o foco aqui não são os zumbis, mas sim o comportamento humano frente ao abalo completo do mundo como conhecemos. Na trama, uma doença infecciosa começa a se espalhar e a retomar os protocolos de quarentena de um passado não muito distante — a pandemia de COVID-19. Porém, o novo cenário traz vítimas mais agressivas e uma urgência ainda maior para encontrar a cura. Happiness está disponível no VIKI e é estrelado por Park Hyung-sik e Han Hyo-joo. Também vale a pena conferir Se para você tanto faz se os monstros são zumbis ou não, anote aí mais 2 dicas disponíveis na Netflix. A primeira é Sweet Home, que apresenta um mundo pós-apocalíptico no qual humanos viram criaturas terríveis, capazes de destruir tudo o que veem pela frente. Já em Hellbound: Profecia do Inferno, o perigo toma forma de monstros sobrenaturais; mas, com o surgimento de religiosos e líderes fanáticos, os monstros não são os únicos a ameaçar a humanidade. Por que dar uma chance às séries de zumbi coreanas? Ao contrário do que muitos possam pensar, os zumbis coreanos não deixam nada a desejar com os "nascidos" em Hollywood; na verdade, em muitos sentidos, eles até os superam. Os doramas conseguem trabalhar com o terror de mortos-vivos explorando uma gama imensa de subgêneros, e ainda transmitir uma visão única do estilo. Isso é visto em Train to Busan, por exemplo, e a discussão acerca desses aspectos "exclusivos" do filme já tomou as redes sociais. Além disso, vale destacar a inserção de temas sociais nas produções — mesmo produções de fantasia. Em All Of Us Are Dead, por exemplo, muitos foram os paralelos com o Naufrágio de Sewol, um trágico acidente ocorrido em 2014 na Coreia e que vitimou fatalmente mais de 300 pessoas, sendo a maioria estudantes adolescentes. Qual dos doramas citados nessa lista você ainda pretende conferir? Conta pra gente nos comentários, e já segue o Café com Kimchi no Twitter e Instagram!

  • Mino vira cowboy cibernético no clipe de TANG!♡, faixa título do novo álbum

    To Infinity é o terceiro álbum solo do Mino e conta com dez músicas autorais; confira a nota ao final da crítica (Divulgação / YG Ent.) Os fãs do MINO tiveram um bom motivo para acordar de bom humor nesta terça-feira (07). O rapper principal do WINNER lançou hoje To Infinity, seu terceiro álbum como solista com dez músicas inéditas. Todas as faixas foram escritas pelo próprio MINO, que já possui mais de sessenta letras creditadas em seu nome. Com o novo trabalho, o artista prova que a lista não cresce apenas em quantidade, mas também em qualidade. Leia Mais: Lançamentos de K-pop em dezembro de 2021: Confira o calendário com os comebacks e debuts do mês A title da vez é TANG!♡, uma música inusitada que mistura hip-hop e uma forte presença de guitarras, além de um rap sólido, bem característico do MINO. No MV, o rapper recorre ao universo dos videogames para se transformar em um cyber cowboy e (tentar) conquistar sua amada. Porém, o mundo real interfere no jogo e acaba gerando uma série de ciladas virtuais que esbanjam efeitos especiais. Já conferiu? Seguindo para o álbum em si, LOVE IN DA CAR é a música que introduz as b-sides. É uma track potente e cheia de personalidade, que mistura trap e hip-hop com o barulho de carros acelerando e alarmes sonoros. Justamente por ser tão ousada, pode não agradar a todos os públicos. Assim como TANG!♡ (a title), sua energia caótica acaba ofuscando as b-sides mais equilibradas e que, estas sim, dão o nome ao álbum. As duas faixas seguintes são uma amostra do que o MINO faz de melhor. PYRAMID, o feat com IIIBOI e Gaeko, surpreende com a precisão do ritmo: forte e ostensivo, mas sem ferir os ouvidos de quem a escuta. As inferências de rap combinam perfeitamente com o refrão inebriante e, para os amantes de hip-hop, é impossível ouvir uma única vez. MINO acertou muito nesta que é uma das quatro collabs do álbum. O feat seguinte é com o BOBBY (iKON), com quem MINO também tem um duo, o MOBB. A música resgata a dinâmica e o estilo único do dueto da YG Entertainment e que deixou os fãs saudade desde o último lançamento em 2016. Dois oriundos de realities de survival, Mino e Bobby aplicam toda a agressividade que aprenderam no ambiente de competição na faixa LANGUAGE, que é agitada do começo ao fim. (Divulgação / YG Ent.) Com exatos três minutos de duração, KILL é a quinta música do álbum. Mais lenta do que as antecessoras, sua proposta é em um hip-hop mais calmo, pouco impactante e com picos de volume concentrados apenas no refrão. Juntamente de MUAH, a sexta faixa, KILL atua como a intermissão de duas metades do álbum: a primeira mais enérgica, e a segunda mais tranquila, com vocais e batidas serenas. A exceção à divisão de águas quase perfeita é QUESTION MARK. Não se engane com o início suave: ao avançar da faixa, ela se revela como a aposta "diferentona" do álbum — afinal, todos os lançamentos de 2021 precisam de um quê experimental na discografia. Esta longe de ser a música mais coerente do conjunto, mas é possível destacar a presença de elementos de funk brasileiro na composição (ainda que mal aproveitados). DRUNK TALK, com participação especial da Sogumm, é uma faixa que transborda sentimento. Com poucos ornamentos, a música emociona sem grandes esforços, e a mesma energia melancólica é aproveitada na faixa seguinte, LOSING U. Nesta, porém, o violão dá lugar ao teclado, e os versos suaves, a um refrão repetitivo. Ainda que não supere a anterior, LOSING U não deixa de ser uma música boa, pois reúne elementos do pop clássico como o solo de teclado nos segundos finais da gravação. Quem encerra o álbum com chave de ouro é SAD WALK, uma collab com a Sunwoojunga. A música reúne, em pouco mais de três minutos, todos os maiores atributos do álbum, a excelência no gênero das primeiras faixas e a sensibilidade das últimas. Os vocais melódicos do refrão também representam uma das escolhas mais assertivas de feat no álbum que teve, como destaque, as canções colaborativas. De modo geral, o retorno do MINO com To Infinity é repleto daquilo que o consagrou como um dos maiores nomes do k-hip-hop atual: autenticidade. Seja através de faixas autorais, de escolhas inusitadas ou conceitos ousados, o integrante do WINNER sempre deixa a sua personalidade explícita quando o assunto é produção musical. E é esta capacidade de se manter fiel a si mesmo que o faz conquistar uma nova legião de fãs a cada comeback.

  • RUN2U: Versatilidade e muito brilho marcam o retorno do STAYC com o novo álbum YOUNG-LUV.COM

    O grupo dono de hits como 'ASAP' está de volta com faixas inéditas e viciantes; confira a nota no fim da crítica (Divulgação/ High Up Ent.) Uma das apostas do Café Com Kimchi para o ano de 2022 veio aí: o STAYC fez o seu tão aguardado comeback na manhã desta segunda-feira (21), com o álbum YOUNG-LUV.COM. A novidade possui seis faixas inéditas, entre as quais estão duas creditadas ao duo de hitmakers Black Eyed Pilseung, que atualmente dirige a empresa das meninas. E se a assinatura desse time de peso não é o bastante, a qualidade das músicas fala por si só. RUN2U, a faixa título do novo álbum, entrega uma batida viciante ao mesmo tempo que expressa um lado mais maduro do grupo feminino que completou um ano em novembro. A música também reflete a originalidade do sexteto, que não se encaixa totalmente no conceito de girl-crush, mas atende com êxito os requisitos de um grupo da 4ª geração do K-pop, com ênfase na busca por inovação e um quê de sonoridades experimentais. Assim como a música, o videoclipe agrada e resgata a memória de quem é fã — ou SWITH — há mais tempo, com elementos que parecem fazer referência a SO BAD, faixa de debut do girlgroup. Os cenários coloridos, cheios de brilho e criativos também cativam a atenção, por vezes se mostrando tão fabulosos quanto os figurinos usados por Sieun, Seeun, Yoon, Isa, J e Sumin. Confira após a publicidade. Seguindo para as demais faixas, temos SAME SAME. A música começa lenta, mas logo cresce até apresentar um pop brando, com leves nuances de K-R&B; um gênero que, já nessa primeira música, parece promissor. Os vocais são refrescantes e bem alinhados à sonoridade, e a inferência do rap é precisa, de modo a não trazer agressividade para a faixa. Em seguida, é impossível não balançar a cabeça ou os pés, ainda que minimamente, com 247, a terceira faixa do álbum. Suave, a canção se desenvolve naturalmente, sem pressa para alcançar o refrão. Com elementos rasos de funk music e hiphop, os ouvintes são seduzidos pela harmonia dos versos e personalidade desta música que comprova, mais uma vez, a aposta em vários estilos no grupo da High Up Ent. YOUNG LUV surpreende já nos primeiros segundos, com um solo de guitarra na introdução. Conforme a música avança, percebemos que, de fato, se trata de uma faixa com um forte quê de pop-rock; tendência também vista nos lançamentos de grupos como o SEVENTEEN e no single ANI, do Ravi e da Soyeon. Se pop-rock é a trend do momento, o STAYC fez questão de deixar a sua marca, e elas foram muito bem sucedidas. Na sequência, BUTTERFLY, a quinta música, apresenta um ritmo confortável, beirando um mid-tempo R&B e dance pop. Pouco agitada, a faixa combina com a tradução do nome, pois é delicada como uma borboleta. O momento mais nítido desta leveza é certamente a ponte. Há também um equilíbrio — embora mais repetitiva que as demais, o que poderia a tornar enjoativa, a faixa não é um skip. Por fim, o K-R&B retorna com força na última faixa, I WANT U BABY. A música que encerra o projeto tem uma batida lenta e é, até certo ponto, sensual. Esta impressão reitera o fato de que o STAYC está agora em sua era mais madura. Com refrão e estrofes marcantes, é certamente uma das melhores b-sides do grupo, e é uma pena que seja a faixa mais curta do álbum. YOUNG-LUV.COM, em geral, é um álbum sofisticado, que consegue aliar a personalidade do grupo à qualidade ao inovar. Mais do que isso, é também um marco na carreira do sexteto que, embora jovem, já consegue provar a sua ousadia para tentar novos ritmos. As meninas do STAYC amadureceram muito desde o pop-chiclete de ASAP, e o novo mini álbum é a prova disso. Mas, se por um lado tivemos mudanças, a qualidade nas produções continua intocável, provando que o grupo têm uma longa trajetória de sucessos pela frente.

  • IVE traz sample de Gloria Gaynor em After Like, primeiro lançamento após Love Dive

    Grupo feminino arrisca em união de clássico e contemporâneo com sample de I Will Survive da Gloria Gaynor (Divulgação / Starship Ent.) O IVE está de volta! O sexteto da Starship Entertaninment divulgou nesta segunda-feira (22) o single álbum After Like. A novidade conta com duas músicas inéditas, além de um Music Video cheio de personalidade para a title. Em pouco mais de 6 minutos de duração, as integrantes Yujin, Gaeul, Rei, Wonyoung, Liz, e Leeseo deram o recado e mostraram porque são um dos atos femininos de maior destaque no K-pop atualmente. O novo álbum chega aos fãs — chamados DIVE — quatro meses após o sucesso implacável de Love Dive, e oito meses após o debut igualmente irresistível com ELEVEN. Apesar de pouco tempo ter se passado desde a estreia, o lançamento já apresenta um grupo mais seguro de si e assumindo riscos. Será que a ousadia das meninas deu certo? Descubra o que achamos de After Like após a publicidade. Leia Mais: Melhores músicas de K-pop para ouvir em festas e turbinar a balada Um MV repleto de cores Revolucionário já nos primeiros segundos — quando o início do vídeo simula uma "saída" da contagem regressiva do Youtube —, o videoclipe de After Like é uma delícia de acompanhar e é, quase literalmente, um arco-íris para os olhos. Cada uma das seis integrantes aparece em um cenário de cor distinta, até que, no refrão, todas estão juntas em takes dominados por preto, branco e muito brilho. O arco-íris se manifesta, por fim, na ponte da música. Confira! O vídeo encerra com uma explosão de fogos, marcando o fim de uma super produção. Além do jogo de cores, outro ótimo destaque do MV é o uso de referências. Há cenas da Yujin que remetem à performance clássica da Marilyn Monroe 'Diamonds Are A Girl's Best Friend', e trechos parecidos com o cenário disco de Hush Hush do grupo The Pussycat Dolls. Esta última, aliás, 'sampleia', a mesma música de After Like. Vamos falar mais disso a seguir. Uma Sample de respeito After Like não foge do uso de samples, tendência que vem se consolidando no K-pop. A base aqui, porém, não é somente uma música, mas um hino: I Will Survive, da Gloria Gaynor. A batida familiar e envolvente embalou toda a década de ouro do Disco e é respeitada ao extremo no lançamento do IVE. Nenhuma nota do pós-refrão, o trecho mais característico, é alterada, e aqui ela também se faz presente nesse mesmo momento. A única adição de voz sobre o ritmo se dá durante o rap. Leia Mais: Moda Y2K no K-pop: Confira quais grupos e solistas aderiram à tendência irresistível dos anos 2000 O que o IVE faz, então, é adicionar suas próprias cores e individualidade para formar sua faixa-título, e faz isso de forma brilhante. After Like é dançante, agitada de um jeito coerente e nada barulhento, e traz destaque aos vocais das integrantes. Nesta receita cativante que une um clássico ao melhor do contemporâneo, o IVE consegue entregar algo tão bom e arrebatador quanto Love Dive. O novo álbum conta ainda com My Satisfaction, uma faixa que transborda empoderamento. Potente e experimental na medida certa, ela complementa a faixa-título na missão de mostrar um lado mais maduro do girlgroup, mas sem abrir mão do luxo e da elegância que são sua marca registrada desde o debut. Em suma, o IVE vem se mostrando especialista na fórmula de inovar, arriscar e não comprometer a qualidade das suas entregas.

  • 'Attacca': Seventeen mostra mais uma vez porque é um dos maiores grupos de kpop da atualidade

    Misturando estilos e tendências de forma coerente, o álbum inova com assertividade e reafirma o talento dos integrantes no projeto (Divulgação / HYBE LABELS) Attaca é o 9º mini álbum do SEVENTEEN e, sem dúvidas, um dos melhores trabalhos do grupo. Lançado na madrugada desta sexta-feira (22), o EP possui sete faixas, das quais seis são regulares e uma extra. O álbum apresenta uma variedade de ritmos aliados ao pop, como rock, trap e hip-hop, e o resultado final é uma obra harmoniosa, digna de receber a nota máxima na crítica do Café com Kimchi. O nome Attaca sugere um conceito maduro, que acompanha a maturidade dos artistas que debutaram em 2015 e representam o kpop há mais de seis anos. A estética sóbria está presente em toda a estética do EP, nos ensaios fotográficos e no MV. Mas, apesar do nome sugerir uma certa agressividade, o que ouvimos no álbum é o contrário: uma coletânea de faixas suaves e que encantam até os ouvintes mais exigentes. Seguindo a ordem das faixas, temos To You como a primeira. É uma canção que transborda synth pop de forma dançante e envolvente. Como uma introdução, faz um ótimo trabalho para apresentar o álbum. Serve como uma prévia do que está por vir: um conjunto bem balanceado e com melodias suaves, complementadas pela performance vocal impecável — sempre um destaque do SEVENTEEN. Partindo para a segunda faixa, conhecemos a title. Rock With You leva o rock ao pop tão característico do grupo. Com ela, o SEVENTEEN entregou exatamente o que o kpop precisava no momento: uma música que o ouvinte pode assimilar e gostar facilmente. Não é preciso ouvir duas ou três vezes para entender a proposta da title. E não seria extremo dizer que a música, majoritariamente composta pelo integrante Woozi, é uma das melhores escolhas de faixa titular do grupo. Crush, a terceira faixa, retoma um estilo familiar ao SEVENTEEN. Com batidas de hip-hop e R&B, provoca a lembrança de titles antigas, como Very Nice e Clap. Para quem é fã, é fácil identificar as cores únicas dos treze integrantes nessa música. Dançante e alegre, há um quê de anos 80 na faixa — como há em praticamente todos os lançamentos deste ano —, mas a referência é gostosa e não soa forçada, para se encaixar em um padrão. A partir da quarta música, temos os trabalhos exclusivos de cada unit (team) do SEVENTEEN. PANG! abre este repertório, e é interpretada pela unit de performance, composta por Dino, THE8, Hoshi e Jun. É a mais singular das músicas; um híbrido de trap e hip-hop. É a faixa “diferentona”, mas não chega a ser um skip. Quem pular, estará perdendo a chance de ver como o kpop pode inovar sem ferir a audição do público. Entre tantos lançamentos experimentais e, por vezes, apenas barulhentos, PANG! consegue se destacar entregando algo diferente mas que, em nenhum momento, agride o ouvinte. Assusta um pouco, nos vinte segundos iniciais, mas a leveza e a criatividade do refrão e pré-refrão fazem a experiência valer a pena. (Divulgação / HYBE LABELS) Imperfect Love é a quinta música do álbum, e é performada por Woozi, Jeonghan, DK, Joshua e Seungkwan — a unit de vocalistas do SEVENTEEN. É uma canção delicada e sentimental, que faz jus à potência vocal dos principais cantores do grupo. O fato de ser uma música lenta, de ritmo medium tempo, e vir logo após PANG! traz uma desaceleração para o álbum, que é também explorada na faixa seguinte. Cria-se uma impressão de despedida, o que faz sentido, já que estamos quase no fim da apreciação da coletânea. A última faixa regular é I can’t run away, da unit composta por Vernon, Wonwoo, S.COUPS e Mingyu. É uma música que surpreende, porque não é que o ouvinte espera ouvir dos representantes do hip-hop do grupo. Traz ao álbum a sensibilidade que faltava, uma dose de melancolia e anseio, que combina perfeitamente com as vozes dos intérpretes. Divide, com a title, o posto de melhor faixa do álbum. (Divulgação / HYBE LABELS) Enfim, a faixa extra 2 MINUS 1 é interpretada por Joshua e Vernon. Toda cantada em inglês, a música reproduz elementos de pop-punk semelhantes aos presentes na title. Mesmo com os features que a tornam especial, 2 MINUS 1 não é dissonante das demais canções. Ela encerra o álbum com maestria, reafirmando a sincronia musical e ainda deixando o ouvinte com um gostinho de quero mais. Com o novo mini álbum, O SEVENTEEN prova que realmente merece o destaque que recebe como um dos maiores grupos de kpop da atualidade. Com a participação dos treze membros na composição das faixas, Attaca é genial em misturar diferentes ritmos sem transformar o EP em uma colcha de retalhos. As músicas se complementam juntas, tornando a experiência de ouvir um álbum, no pleno sentido da expressão, extremamente prazerosa.

  • MONSTA X: músicas autorais e visual de cowboys do asfalto marcam Rush Hour, a nova era do grupo

    Primeiro comeback sem o líder Shownu consegue captar a essência ostensiva do grupo; confira a crítica (Divulgação/ Starship Ent.) Na sexta-feira (19), o MONSTA X fez seu retorno com 'No Limit', o décimo mini álbum do grupo. O álbum conta com sete faixas, e todas têm a participação dos membros I.M e Joohoney na composição. Figurando como um dos comebacks mais aguardados de novembro, o MONSTA X conseguiu — mais uma vez — demonstrar sua força no novo trabalho, que capta a essência do sexteto desde a title até as b-sides. A faixa titular da vez é Rush Hour, uma música agitada com fortes influências de hip-hop e EDM. Como em boa parte dos trabalhos, o destaque da faixa é o rap frenético e imponente que domina as estrofes. O single se mantém agressivo do começo ao fim, mesmo com os vocais melódicos e harmoniosos dos membros. Para quem curte titles dinâmicas e cheias de garra, é uma boa pedida. Para o videoclipe, o grupo escolheu o conceito de cowboys urbanos. Com a formação reduzida de seis para cinco (o líder Shownu está no exército cumprindo o alistamento obrigatório), Joohoney, I.M, Kihyun, Hyungwon e Minhyuk aparecem no MV ao lado de carros, no meio de um deserto, com chapéus de caubói e jaquetas de corrida. O conceito também acompanha elementos da música, como o assobio de faroeste presente na faixa. Autobahn é a música que introduz as b-sides ao ouvinte. As influências eletrônicas são constantes na faixa desde a introdução, e se fazem até mais presentes do que na title. O EDM se torna potente no refrão, revelando uma música tão agitada quanto Rush Hour. No entanto, o rap concentrado apenas em um trecho (a segunda metade), e os versos mais lentos, fazem de Autobahn um sigle mais equilibrado. Ride with U é terceira faixa do álbum. Com nuances de synth-pop, seu estilo acompanha a tendência dos lançamentos retro-vibes de 2021 — diga-se de passagem, já bem saturados. No entanto, o MONSTA X prova com Ride with You que ainda há espaço para cativar os fãs com a musicalidade inspirada nos anos 80/90. A faixa é equilibrada e divertida, e agrada ainda na primeira escuta. A faixa de número quatro, Got Me In Chains, é a mais curta do álbum. Com pouco mais de três minutos, os vocais poderosos do Kihyun e Minhyuk são o destaque da música que, novamente, traz referências ostensivas de pop eletrônico. Há uma contemporaneidade sensível na batida, que também explora breaks inusitados e quebras de ritmo. Essas interrupções, em certa medida, são agradáveis para o ouvinte. (Divulgação/ Starship Ent.) O álbum interrompe abruptamente a crescente eletro-pop das faixas com Just Love, mais voltada ao gênero do K-R&B, com um ritmo suave, lento e instrumentos isolados marcantes. Os rappers roubam a cena na música: as inferências do rap são cirúrgicas, e os vocais do I.M e Joohoney exemplificam o porquê da rap line do MONSTA X fazer sucesso até entre não-fãs. É uma das melhores b-sides. A decrescente de ritmo segue, então, até o final do álbum. Mercy é a penúltima música de No Limit, e também uma das mais lentas; mas o toques fortes e os breaks impactantes da faixa a fazem parecer mais dinâmica do que realmente é, especialmente ao se ouvir mais de uma vez. Em Mercy, além do Joohoney e do I.M, o Hyungwon também participou da sua composição. E ele arrasou nos vocais da intro e da ponte da canção! I Got Love encerra o álbum com um pouco mais de K-R&B, uma aposta certeira do quinteto em uma faixa envolvente e suave, com vocais limpos e que contrasta acertadamente com a agitação das músicas que abrem o trabalho. Ao mesmo tempo que é uma música excelente, também desperta uma melancolia: talvez pelo fim do álbum, talvez pelo estilo R&B ter sido pouco explorado no lançamento. De forma geral, No Limit reforça a essência poderosa do MONSTA X para os MONBEBES, os fãs de carteirinha. Já para os potenciais novos fãs, o grupo se apresenta como um ato musical versátil, que sabe trabalhar com diversos estilos e não tem medo de arriscar. O sexteto provou que os verbos "inovar" e "experimentar", tão chaves na carreira de grupos recentes, já faz partem do seu dicionário há muito tempo.

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