1327 resultados encontrados com uma busca vazia
- Pachinko: Tudo sobre o dorama da Apple TV+ baseado em livro coreano favorito de Barack Obama
Estrelada por Lee Minho e Youn Yuh Jung, aguardada série coreana levou quatro anos para ser concluída (Reprodução/Apple TV+) Nenhum streaming quer ficar atrás da Netflix e, por isso, além da Disney+ e HBO Max, a Apple também está investindo nas amadas séries coreanas. Pachinko é o aguardado dorama da Apple TV+ que chegará ao catálogo do serviço em 25 de março. Estrelado por grandes nomes do cinema e televisão coreana, como a vencedora do Oscar, Youn Yuh Jung, e Lee Minho, a série é baseada no livro homônimo da autora coreana Min Jin Lee, best seller no The New York Times e finalista no prêmio National Book Award de ficção. Leia também — Snowdrop na Disney+: Dorama estrelado por Jisoo do BLACKPINK é baseado em fatos reais? Distribuído no Brasil pela Editora Intrínseca, o livro esteve na lista de favoritos do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2019. Na época em que divulgou a seleção com as obras que mais gostou de ler naquele ano, o governante declarou: “É uma história poderosa sobre resiliência e compaixão”. “Este é um livro cativante que li por sugestão de um jovem funcionário da minha equipe — um romance histórico sobre a experiência do imigrante coreano no Japão durante a guerra. Min Jin Lee atrai você desde a primeira linha: 'A história falhou conosco, mas não importa.' Mantendo-se fiel à natureza do jogo, o romance de Min Jin Lee nos leva por quatro gerações e a busca de cada personagem por identidade e sucesso.” Qual é o enredo de Pachinko? (Reprodução/Apple TV+) A emocionante história de Pachinko acompanha a adolescente Sunja no início do século 20, durante a anexação japonesa no território coreano. Nascida na Coreia, a jovem vivia em um lar amoroso e tomava conta de uma pensão junto com os pais. Aos 16 anos, conhece um rico homem chamado Hansu, muito mais velho que ela, e se apaixona perdidamente, engravidando pouco tempo depois. Ao descobrir que Hansu é casado e tem filhos, Sunja o renega como pai da criança que está esperando e decide criá-lo sozinho. Em paralelo, um jovem tuberculoso chamado Isak chega em condições deploráveis à pensão e, após ser cuidado por Sunja e a mãe, decide assumir a criança como agradecimento. Juntos, Sunja e Isak vão para o Japão tentar uma vida mais digna onde Isak possa receber ajuda do irmão e da cunhada (Yoseb e Kyunghee, respectivamente) e, assim, ter a melhor condição possível até sua morte. Lá, Sunja dá luz ao seu primeiro filho Noah e, pouco depois, engravida de Isak e traz Solomon ao mundo. O que se sucede é uma história familiar em quatro gerações marcadas pelos estilhaços da colonização, xenofobia, não-pertencimento e guerras mundiais. Ao longo da atração, é possível perceber que o destino de todas as pessoas presentes na trama é traçado, diretamente ou não, pelas escolhas de Sunja. O que é um Pachinko? Entenda o nome do dorama (Reprodução/Google) A princípio, o nome do livro e do dorama pode parecer bem incomum, mas o significado é bem fácil de entender. Pachinko é um jogo popular no Japão que funciona como uma máquina de Pinball e é operado em uma casa de jogos — semelhante a um cassino. Neste jogo de azar, o jogador pode definir a velocidade e a direção de seu arremesso mas, por ser uma pista repleta de obstáculos, a passagem pelo grande labirinto determina o resultado. A casa de jogos é importante para a história por ser o local onde os filhos de Sunja ganharão a vida e tentarão sobreviver no Japão. Por não serem socialmente considerados legitimamente japoneses — embora tenham nascido no país —, esta é uma das principais formas de trabalho (entendida popularmente como indigna e vergonhosa) que descendentes coreanos podem ter. Pachinko tem referência a O Poderoso Chefão (Reprodução/Google) Uma das trilogias mais famosas do cinema, O Poderoso Chefão, continua sendo referência mesmo após 50 anos desde o primeiro lançamento. Dirigido por Francis Ford Coppola e estrelado por Al Pacino e Marlon Brando, o filme se trata de uma saga familiar assim como Pachinko e, para tirar o livro do papel e colocar na TV, a showrunner Soo Hugh se inspirou no aclamado longa-metragem. Em entrevista concedida ao portal Vanity Fair, a criadora do dorama disse: “O foco que me interessa é a questão da sobrevivência, mas a que custo? Quando você é alguém que cresce sem rede de segurança, suas escolhas e as ramificações dessas escolhas são muito diferentes daquelas que têm essa rede de segurança. Ele testa a força moral de todos os nossos personagens — sim, você pode viver, mas até onde você está disposto a ir?” O projeto está em andamento há quatro anos (Reprodução/Apple TV+) Lançado em 7 de fevereiro de 2017, o livro de Pachinko se tornou rapidamente um projeto do qual Soo Hugh queria fazer parte de alguma forma. Em 2018, a showrunner começou a preparar a versão da história para a televisão e teve dificuldades em organizar a trama, devido ao longo escopo, passagens de tempo e conflitos históricos. Depois de quatro anos alinhando todos os detalhes, o dorama está prestes a chegar no streaming da Apple. Ao relatar seus sentimentos sobre o aguardado lançamento, a criadora comentou: “Você pensaria que eu estaria explodindo de alegria neste momento, porque já se passaram quatro anos, certo?”, disse, à Vanity Fair. “Mas, quando você está segurando algo por tanto tempo, de certa forma é quase como uma criança — estou pronta para deixar essa criança ir para a faculdade e viver sozinha e cozinhar para si mesma?” Elenco de Pachinko demorou a ser selecionado (Reprodução/Apple TV+) Demorou entre seis a sete meses para que os atores principais de Pachinko fossem escalados. Soo Hugh e sua equipe tiveram um grande desafio ao lançar o projeto porque audições de elenco não são uma prática padrão na Coreia do Sul — e a showrunner estava pedindo a todos os seus atores que fizessem testes para seus papéis, pois queria encontrar a química perfeita para os personagens do livro. A ideia central para o elenco de Pachinko era trazer atores coreanos e japoneses, que também pudessem atuar utilizando outros idiomas necessários para determinados diálogos. Para compor a equipe, Soo Hugh convidou o cineasta Kogonada para dirigir os primeiros quatro episódios do dorama, enquanto Justin Chon ficou responsável pela segunda parte da trama. A intenção da criadora era contratar também o diretor Ramin Bahrani, indicado ao Oscar e BAFTA 2021 pelo filme O Tigre Branco, para comandar as câmeras na atração da Apple, mas a pandemia impossibilitou a conexão entre eles. Quem está no elenco de Pachinko? (Reprodução/Apple TV+) Conforme mencionado no início do texto, Lee Minho está no elenco de Pachinko e interpretará Hansu, o rapaz mais velho por quem Sunja se apaixona. Explicando sobre sua preparação para mais um polêmico papel em sua carreira, o ator disse ao site NME: “Eu queria ser fiel ao personagem, então tentei me concentrar em como eles estavam desesperados para sobreviver naquele período. Eu queria expressar o homem que sobreviveu desesperadamente e conheceu a mulher que amava. E eu realmente queria retratar bem como alguém pode amar o outro.” Já Youn Yuh Jung, vencedora do Oscar 2021 por seu papel como coadjuvante em Minari: Em Busca da Felicidade, interpretará a versão mais velha da protagonista Sunja. “Eu li o romance [de Min Jin Lee] e fiquei muito emocionada: 'Sou eu, e posso desempenhar esse papel muito bem'", disse ela ao Los Angeles Times. Além dos dois atores já citados, confira a seleção completa de atores de Pachinko e seus respectivos personagens: Soji Arai como Mozasu Jin Ha como Solomon Inji Jeong como Yangjin Minha Kim como Sunja (adolescente) Lee Minho como Hansu Kaho Minami como Etsuko Steve Sanghyun Noh como Baek Isak Anna Sawai como Naomi Junwoo Han como Baek Yoseb Eun Chae Jung como Young Kyunghee Jimmi Simpson como Tom Andrews Yuna Jeon como Sunja (jovem) Trailer de Pachinko Os três primeiros episódios de Pachinko chegam ao catálogo da Apple TV+ em 25 de março. Os outros cinco episódios do dorama serão exibidos semanalmente até o fim da temporada, que será concluída no dia 29 de abril. Confira o trailer da aguardada atração:
- Calendário de fevereiro: confira os lançamentos de produções coreanas nas plataformas de streaming
Segundo mês do ano é marcado por grandes estreias de filmes e doramas na Netflix, Viki e Disney+ (Divulgação / Netflix) O ano de 2022 mal começou e o segundo mês já está regado de lançamentos muito aguardados. Os doramas estão cada vez mais presentes nos mais variados serviços de streaming, não apenas a Netflix tem investido em produções coreanas, mas com seu lançamento na Coreia do Sul, a Disney+ também começou a inserir aos poucos os k-dramas em seu catálogo. A Apple TV estreou recentemente Dr. Brain e no mês de março dará vida a Pachinko, enquanto isso, o Star+ trará Snowdrop com Jisoo do Blackpink e Jang Haein em breve para sua plataforma. Enquanto aguardamos por estes lançamentos, vamos ficar de olho nos filmes e séries coreanos que estão próximos de suas estreias. Como de costume, nós do Café preparamos uma listinha com algumas das produções mais aguardadas do mês de fevereiro. Netflix Amor com Fetiche - 11/02 O novo filme coreano da Netflix conta com Seohyun e Lee Junyoung como casal principal. Amor com Fetiche é uma história sobre dois colegas de trabalho que entram em acordo para viver uma relação um tanto quanto diferenciada em que a moça é uma dominatrix e o rapaz seu submisso, experimentando jogos que colocam a dor como prazer. Juvenile Justice (25/02) A juíza Shim Eunseok, interpretada pela atriz Kim Hyesoo, enfrenta os desafios do dia a dia de trabalhar em um tribunal para menores infratores. Ela é conhecida por sua fama de não gostar de jovens no geral e precisa manter o equilíbrio para fazer bem o seu trabalho sem que sua aversão pelos infratores interfira em suas escolhas profissionais. Business Proposal (28/02) A solteira Shin Hari (Kim Sejeong) vai em um encontro às cegas no lugar de uma amiga e pretende dispensar o rapaz, porém, seu plano dá errado quando o pretendente sugere uma proposta. Além disso, a moça descobre que o seu pretendente é Kang Taemu (Ahn Hyoseop), o CEO da empresa em que ela trabalha. Viki As séries boys love, também conhecidas como BL, tem conquistado cada vez mais espaço no entretenimento, principalmente na Tailândia, mas também tem seu lugar entre as produções coreanas. No mês de fevereiro, o Viki terá alguns BL estreando em sua plataforma. Leia também: [Entrevista] Central Boys Love comenta sobre produções BL da Coreia do Sul para 2022 Kissable Lips (03/02) Um BL de fantasia vivenciado por Kim Jiwoong e Yoon Seobin. O plot é a história de Kim Junho, um vampiro de 500 que quer se tornar um ser humano, e a única forma disso acontecer, é tomar sangue puro. Ele lutará para conquistar o coração de Choi Minhyun, um ser humano que poderá te conceder o que ele tanto procura. First Love Again ou First Love For the Third Time (11/02) Jeon Changha e Jin Gun vivem o casal principal desse BL. O romance é sobre Yeon Seok, um romancista muito famoso na web que reencarna em sua terceira vida, e acaba relembrando de suas vidas passadas ao reencontrar seu primeiro amor, Ha Yeon, um editor de livros. Cherry Blossom After Winter (24/02) Baseado em um webtoon homônimo muito querido pelo público, o BL é uma adaptação bastante aguardada. Ok Jinwook e Kang Hui interpretam Seo Haebom e Jo Taesung, dois amigos de infância. Haebom se muda para a casa de Taesung após perder os pais, e o enredo mostra a reaproximação dos rapazes após se afastarem com o passar dos anos. Disney+ Grid (16/02) O original da Disney+ é um dorama de suspense e ficção científica que conta a história de The Ghost, interpretada por Lee Siyoung, que reaparece na cidade após 24 anos desaparecida. Ela retorna, porém dessa vez como cúmplice de um assassino em série (Kim Sungkyun), com o intuito de proteger a cidade de certas ameaças que estão por vir. BLACKPINK: The Movie (16/02) O filme documentário do BLACKPINK estreou nas telonas do mundo inteiro em agosto de 2021 em comemoração ao aniversário de debut do grupo feminino. Agora, a produção que narra a trajetória do grupo de sucesso e sua ascensão ao longo dos 4 anos de existência, chega a plataforma de stream Disney+. Lembrando que o grupo também conta com um documentário original Netflix. Leia também: The Album: um ano do lançamento mais aguardado do BLACKPINK Animados com os lançamentos desse mês? Qual produção você mais tem aguardado?
- All of Us Are Dead: Quando o dorama da Netflix vai ter 2ª temporada?
Produção estreou em janeiro deste ano, e alcançou milhões de espectadores dentro da plataforma de streaming (Netflix/Divulgação) Se você esteve por dentro dos lançamentos recentes da dramaland, já deve ter ao menos ouvido falar de All of Us Are Dead. O drama dos gêneros horror e suspense estreou na Netflix no fim de janeiro, e conforme saiu, foi amplamente bem-recebido pelo público; chegando a atingir mais de 124 milhões de horas vistas na primeira semana. Agora, a pergunta que fica é: All of Us Are Dead vai ter uma segunda temporada? Assim como em outros k-dramas, a Netflix não tem o costume de produzir muitas temporadas de um mesmo projeto (sendo Round 6 uma das únicas exceções atualmente). Contudo, ao levar em consideração a audiência, o engajamento nas redes e a boa receptividade, All of Us Are Dead já tem o aval popular para continuar. Leia também: Além de All of Us Are Dead: conheça 4 produções coreanas apocalípticas Quais são os planos da gigante do streaming, então? Continue lendo o post abaixo para saber tudo o que saiu até agora, e as informações que a Netflix já deu a respeito. All of Us Are Dead vai ter uma 2º temporada feita pela Netflix? Bem, a Netflix ainda não deixou claro se haverá mesmo uma segunda temporada do drama. Apesar disso, de acordo com o diretor da série, Lee Jae Kyu, All of Us Are Dead foi pensada para ter desenvolvimentos para além de uma única temporada. Nas palavras de Jae Kyu, a sequência inédita de episódios abordaria outro lado do apocalipse zumbi, além da sobrevivência dos estudantes da temporada 1. "Seria ótimo se pudéssemos fazer uma possível 2º temporada", disse. A história (de All of Us Are Dead) foi escrita com uma segunda temporada em mente. Então se ela fosse para acontecer, poderia haver mais enredos interessantes. Lee Jae-kyu (site Hypebae) O diretor de All of Us Are Dead ainda vai mais longe, e chegou a mencionar uma nova "raça de zumbis" numa sequência do dorama. Em declaração, Jae Kyu explicou que várias cenas e nuances do drama foram feitas propositalmente para serem continuadas. "Muitas escolhas de direção, ambientações e cena foram produzidas na intenção de expandir a história, incluindo novos zumbis imunes e imortais". Se a primeira temporada pode ser vista como uma apresentação da sobrevivência humana, a próxima vai falar a respeito da sobrevivência dos zumbis. Espero poder apresentar a ideia aos espectadores. Lee Jae-kyu (revista Marie Claire) A "pegada social" de All of Us Are Dead, presente nos primeiros episódios para tratar de questões pertinentes, continuaria. Assim, a série da Netflix também seguiria os passos de Round 6 e Profecia do Inferno, por exemplo, no que diz respeito à abordagem de discussões contemporâneas dentro de seus respectivos plots. "A origem do vírus zumbi foi introduzida na série como uma forma de destacar pessoas que se responsabilizam, e outras que não o fazem, quando um evento assim acontece; como a violência escolar, por exemplo. Apesar de ser outro thriller de ação com zumbis, penso que a série entrega aos espectadores a chance de pensar sobre que tipo de pessoa eles são." - Lee Jaekyu. Leia também: Clima do Amor: o que você precisa saber sobre o novo dorama de Song Kang e Park Minyoung Quantos episódios vai ter a 2º temporada de All of Us Are Dead? E quem vai estar no elenco? A primeira temporada de All of Us Are Dead tem doze episódios, todos disponíveis no catálogo da Netflix. Ainda não se sabe se a segunda temporada seguirá tal quantidade, ou se haverá uma variação no número de capítulos. A respeito do elenco, é difícil dizer quem continuará e quem saiu de vez do drama. Como o enredo aborda a transformação de humanos em zumbis, não é impossível que a Netflix tente trazer uma ou outra figura do cast de volta; além dos personagens que já ficaram vivos no final da temporada 1. Se o diretor de All of Us Are Dead pretende abordar mais o lado dos zumbis, quem sabe nomes inéditos constem no elenco da sequência. Leia também: Quer assistir só doramas e filmes coreanos? Confira os códigos da Netflix para encontrar no catálogo Quantas pessoas já assistiram a All of Us Are Dead no streaming da Netflix? Como mencionado anteriormente, o fator da audiência é sempre importante para a Netflix prosseguir com um projeto: e All of Us Are Dead foi um sucesso na plataforma. Nesse sentido, o drama figurou no Top 10 do streaming em 94 países (como consta no site Netflix Top 10 - Global), e no primeiro mês de transmissão, o dorama acumulou cerca de 470 milhões de horas assistidas. De tudo isso, 236 milhões de horas foram só na segunda semana de estreia. É possível dizer que a Netflix tem todos os fatores para dar sinal verde à 2º temporada de All of Us Are Dead. Há planejamento para a continuação, bons números, e espectadores fiéis de seus produtos originais. Round 6, outra gigantesca produção do streaming, virá com novos episódios também; e isso parece mostrar que a companhia está acertando ao dar atenção para o "hype" destes seriados. Dessa maneira, o público deve aguardar por mais informações neste período de hiato dos doramas. E você, está esperando pela temporada 2 de All of Us Are Dead?
- Jennie é trendsetter! Conheça as tendências de moda que a It Girl do BLACKPINK popularizou
Jennie do BLACKPINK é um dos maiores nomes da música, mas também se consolidou como fashion trendsetter (Divulgação / W Korea) Jennie Kim, a main rapper de um dos maiores grupos de K-POP no mundo, o BLACKPINK, é uma das principais idols femininas do gênero globalmente famoso. Além de ser uma das artistas mais influentes no mundo, também tem uma carreira impecável na moda. Conhecida como a maior It Girl da Coreia do Sul, a cantora é, sem dúvidas, uma das maiores trendsetters (termo utilizado para denominar quem cria ou populariza tendências). Jennie tornou-se uma das artistas que mais influenciam tanto na música quanto no mundo da moda, virou um dos maiores ícones de beleza e chama atenção por onde passa. A rapper tem também o apelido de “Human Chanel” por ficar magnífica utilizando qualquer peça da marca de luxo em que é embaixadora. Leia também — 15 coreografias de K-pop fáceis de aprender É notável o quanto as escolhas de roupas, acessórios, figurinos, maquiagens e cabelos de Jennie tornaram-se favoritas do público ao longo dos anos, levando-a cada vez mais para o topo de artistas influentes no mundo da moda. Estabeleceu-se como o rosto de marcas de luxo, ao mesmo tempo em que acompanha e cria novas tendências. Por isso, o Café com Kimchi decidiu separas algumas das diversas fashion trends que Jennie Kim popularizou no mundo da moda e consequentemente da música também! Confira a lista abaixo e se inspire! Hair Pins (Reprodução) A trend dos queridinhos hair pins (presilhas) foi popularizada por Jennie quando sua música SOLO foi lançada. A cantora utilizou o acessório em diversos stages para promoção da faixa, chamando a atenção do público. Em pouco tempo, youtubers, bloggers de moda e fashionistas apelidaram as presilhas como "Jennie pins", virando uma hot trend tanto da Coreia quanto mundialmente. Tweed (Reprodução) Assim que virou embaixadora da marca de luxo Chanel, Jennie foi vista utilizando diversas vezes casacos da marca com o tecido tweed. Não somente isso, mas também conjuntinhos, saias, blusas e diversas outras peças feitas da malha. As vendas de roupas confeccionadas de tweed cresceram muito após a rapper começar a utilizá-las frequentemente, popularizando esse estilo pela Coreia novamente. Corset (Reprodução) Assim como os hair pins, os looks compostos por corsets como figurino foi popularizado na era SOLO de Jennie. Após a utilizar em diversos stages para promover a canção, a peça se popularizou e, desde então, diversas outras celebridades femininas foram vistas usando-a também. Corrente na cintura (Reprodução/Instagram) As primeiras vezes que Jennie foi vista usando correntes na cintura, foram nos stages de promoção do The Album do BLACKPINK. Após isso, a cantora foi vista diversas outras vezes utilizando o acessório, principalmente por fotos que ela postou em sua conta do instagram, fazendo com que o público voltasse sua atenção para a peça que acentua bem a cintura marcada de Jennie. O acessório é ainda uma das maiores hot fashion trends. Money Piece (Reprodução/Instagram) Por fim, uma das maiores trends de 2020/2021 foi o estilo de mechas nos cabelos chamado Money Piece, onde se colore apenas as mechas frontais do cabelo, conhecido também como "cabelo de e-girl" por alguns internautas. Após Jennie aparecer com o estilo nas promoções do The Album, o estilo de cabelo viralizou no mundo inteiro, vimos tanto artistas orientais quanto ocidentais entrando na tendência, assim como o público geral. Até hoje o Money Piece se mantém como uma hot fashion trend. Leia também: Sucessos do YouTube: MV's de Kpop com 1 bilhão de views Convertible Pants (Reprodução) Sabe aquelas calças divididas em duas partes, por uma faixa de tecido ou ganchos? Se chamam Convertible Pants e não são exclusividade da Jennie. Mas, como boa It Girl, a cantora ajudou a popularizar ao usar a peça antes e durante as promoções do single As If It’s Your Last. Depois dos usos constantes de Jennie, outras idols como Lisa, Seulgi e Chungha foram vistas usando nas ruas ou em stages. Bandana como Cropped (Reprodução) O rosto da Channel brilha em diversas roupas de grifes famosas, mas também mostrou ser capaz de ficar deslumbrante com itens simples e menos extravagantes. Um desses é a bandana que, originalmente usada na cabeça, Jennie faz uma amarração e utiliza como cropped, tornando esta mais uma tendência popular. Vestido Florido (Reprodução) Como todos imaginam, vestidinho florido é uma das peças mais simples do mundo, mas Jennie conseguiu transformá-las em algo muito mais desejável do que, de fato, são. O uso da peça na Coreia do Sul se espalhou no verão de 2018, na época em que a cantora os utlizava nos stages de Forever Young. Posteriormente, no ano seguinte, também usou nas apresentações da b-side Don’t Know What To Do e, somadas às suas adoráveis fotos de vestido no Instagram, a peça chegou para ficar! Estampa de Lua Crescente (Reprodução) Utilizada durante a era DDU-DU-DDU-DU, em 2018, a estampa de Lua Crescente da estilista francesa Marine Serre se tornou febre entre as idols após ser usada por Jennie. A blusa estampada ganhou atenção nos principais blogs de moda na época e, posteriormente, foi vista em outras peças como regatas e luvas. Broche da Gucci (Reprodução) Dá para acreditar que a Jennie popularizava trends em seus primeiros meses de debut? Pois bem… ela fazia! Antes de se tornar embaixadora da Channel, a cantora apostava em mais marcas e uma delas era a Gucci. Em 2016, em figurino utilizado na apresentação do MMA, a idol usou um broche de laço que se tornou uma peça muito querida pela comunidade da moda. De todas essas tendências que Jennie popularizou, qual a sua favorita? E caso tenha alguma – das milhares – que não esteja na lista, conta para a gente qual é! O Café com Kimchi está ansioso para saber!
- K-pop e Brasil: 11 vezes que os artistas interagiram com o país
Os grupos de K-pop possuem muitas interações com o Brasil; veja alguns momentos marcantes (Reprodução) Fãs brasileiros são conhecidos pelas celebridades por serem calorosos e receptivos, com os artistas de K-pop não é diferente. Apesar das barreiras culturais e territoriais entre Coreia do Sul e Brasil, as interações são mais uma forma — além da música — de estreitar laços. Essa relação resultou em momentos que merecem destaque. É comum encontrar uma série de comentários pedindo por um simples "Oi" em lives ou publicações nas redes sociais. A lonjura e forte admiração faz os brasileiros arriscarem em coreano ou inglês para ter a oportunidade de ser notado entre milhões. A conquista é comemorada como uma vitória coletiva. Os admiradores de grupos como, Red Velvet, SHINee, iKON e SF9, estão entre os que tiveram esse privilégio. A forma como o Brasil mostra interesse na indústria musical sul-coreana, por exemplo, em posições em plataformas de streaming musicais, já rendeu shows de BTS, Dreamcatcher, Super Junior e o inesquecível festival Music Bank. Assim como promessas de futuras visitas. A força do K-pop é notória, de modo que, recentemente, fãs foram surpreendidos com CL e Monsta X em capas da revista brasileira Quem. Muitos contatos já ultrapassaram o simples "Oi". Confira 11 interações de idols com Brasil: HueningKai - TOMORROW X TOGETHER (TXT) Encontrar artistas de K-pop que sejam filhos de brasileiros não é uma situação comum. O membro mais novo do TOMORROW X TOGETHER, mais conhecido como TXT, é o filho do meio de um brasileiro e uma coreana. Apesar de não ser fluente em português, recentemente, HueningKai já se arriscou no idioma e contou que o pai o está ensinando algumas frases e as reproduziu em live. Leia também: THE STAR SEEKERS: O que você precisa saber sobre o webtoon do TXT? Siyeon - Dreamcatcher Outra artista que já falou português foi Siyeon. A vocalista principal do Dreamcatcher mostrou que ainda lembra de certos termos aprendidas durante a passagem do grupo pelo país em 2017. Em transmissão, ela disse "bonita" e "te amo, neném", além de afirmar que sente falta do Brasil. WOODZ Seungyoun, também conhecido pelo nome artístico WOODZ, é um dos destaques em interações com o Brasil. O solista morou aqui e foi jogador da base do Corinthians, apesar da curta estadia, ainda consegue falar o idioma. No final de 2021, no programa Best Choice — apresentado por Minho do SHINee —, Seungyoun explicou o motivo do apelido Luizinho, dado por brasileiros, e disse quais apelidos o veterano na indústria poderia receber. Yeseo - KEP1ER Antes da estreia impactante com o KEP1ER — novato que abriu 2022 — e o reality show de sucesso da Mnet, o Girls Planet 999, Yeseo teve um breve e marcante visita pelo Brasil. Como membro do Busters, a integrante realizou uma tour por quatro estados em 2019. A passagem rendeu momentos memoráveis da maknae do KEP1ER falando português, passeios por pontos turísticos e danças de músicas brasileiras. Leia também: KEP1ER: Confira as curiosidades sobre o grupo formado pelo Girls Planet 999 Jackson e Yugyeom - GOT7 O GOT7 está tão acostumado a mandar "Oi" para o Brasil que os fãs não precisam nem pedir, a situação virou brincadeira entre os membros e as Ahgases. Em live em 2019, Yugyeom solta uma risada quando fala "Hi Brazil", Jackson dá continuidade e adianta que visitarão o país assim que puderem. Bom, o boygroup nunca veio, mas é ótimo ver que os membros sabem que são bem amados. Momo e Nayeon - TWICE Assim como o companheiro de empresa, o TWICE já deixou o seu “Olá" em diversos momentos. Entre as interações marcantes está uma live em que Momo manda um beijo para o Brasil, Nayeon entra na brincadeira, gerando uma cena divertida para os Onces. Leia também: Além de Kep1er: 5 grupos de K-pop que foram formados em reality ou survival Ren - NU'EST O NU'EST teve três passagens pelo Brasil de 2013 a 2015. Mesmo após anos desde a última visita, o grupo mostra que realmente gosta da energia do país. O carinho foi tanto, que Ren decidiu aprender português, o membro já se arriscou no idioma algumas vezes e se comunicou com os fãs. Rosé - BLACKPINK O BLACKPINK ainda não visitou o país, mas quem sabe na próxima tour o Brasil não está entre os destinos. O quarteto já divulgou suas canções, por exemplo, o tão aguardado The Album, inúmeras vezes, em vídeos para o Spotify Brasil e portais de entretenimento nacionais. Uma fã brasileira já teve a oportunidade de encontrar a cantora, que ficou visivelmente contente ao ver que ela veio de tão longe. BTS Um grupo que tem passagem certa pelo Brasil é o BTS. O boygroup teve quatro visitas de sucesso e as estadias sempre são marcantes, tanto para as ARMYs, quantos para os membros. No programa Yang Nam Show, enquanto conversam sobre a receptividade do fandom nas promoções do álbum WINGS, Suga cita a fanbase brasileira como a mais impressionante, justamente pelo jeitinho dos fãs de sempre aproveitarem os shows ao máximo. Os outros integrantes concordam. Sieun e Yoon - StayC Falar algumas palavras em português não é tarefa fácil para não-nativos, cantar uma música, menos ainda. Mas o StayC gosta de um desafio e surpreendeu com um cover feito por Sieun e Yoon de Penhasco da cantora Luísa Sonza. Agora só falta cantarem em português no Brasil. Baekhyun - EXO Em um fansign das promoções do EP Delight, uma fã brasileira conversou com Baekhyun por chamada de vídeo e o cantor mandou uma mensagem para o Brasil. Traduzido pela dona do vídeo, a mensagem seria: Apesar de não ter muito tempo para ver vocês, sei que estão torcendo (apoiando) de longe e eu gostaria de ver todos os fãs brasileiros. Qual é a sua interação favorita? Conta pra gente em nosso Twitter e Instagram.
- Lançamentos de KPop em fevereiro de 2022: Confira os principais comebacks e debuts do mês
Taeyeon, Mark do NCT, Wonho e Treasure são alguns dos nomes que aparecem entre as novidades das próximas semanas (SM Entertainment/BPM Entertainment/Divulgação) O mês de janeiro chegou ao fim, e alguns artistas do K-Pop já fizeram a festa dos fãs com alguns lançamentos: o Changmin do TVXQ, o KEP1ER, a Yuju e vários outros nomes estiveram presentes. E agora, fevereiro chega com muitos outros atos da indústria retornando, ou lançando debuts bastante aguardados pelos (já considerados) fãs. Leia também: Calendário de fevereiro: confira os lançamentos de produções coreanas nas plataformas de streaming Dessa forma, confira a seguir os principais lançamentos de K-Pop de fevereiro, com Taeyeon, Wonho, o Ravi do VIXX, o Mark do NCT e tantos outros! Além do mais, ainda há comebacks que estão para ser confirmados, e serão atualizados em breve. De solos a trios, a lista ficará bastante variada nas próximas semanas. E você, qual é o seu lançamento de K-Pop mais esperado para o mês que está chegando? Veja a lista abaixo em ordem cronológica. Os principais lançamentos de K-Pop que chegam em fevereiro de 2022 1- Jamie - "Pity Party" (03/02) A solista Jamie está voltando com o digital single Pity Party, após a divulgação de alguns teasers pelas redes sociais. A cantora voltará com muita coreografia, figurinos impecáveis e um MV que talvez possa ter storytelling; e um trecho do videoclipe pode ser conferido logo abaixo. 2- Mark (NCT) - "Child" (04/02) E outro nome que está chegando com um single é o Mark, com o lançamento da faixa Child. Também com videoclipe, a música será divulgada por meio do projeto SM Station, que é o selo de singles da SM Entertainment com projetos periódicos. Se o público já curte o trabalho do Mark dentro do NCT, o integrante entregará muito mais na sexta-feira do dia 4. (SM Entertainment/Divulgação) 3- Wonpil (DAY6) - "Pilmography" (07/02) O Wonpil do DAY6 aparece em fevereiro para surpreender os fãs, com a divulgação do álbum Pilmography: o primeiro full album solo do artista. Composto por dez faixas, o CD vem sendo anunciado pela JYP Entertainment com diversos teasers e vídeos nas redes, como é o caso do Voice Tracklist com a voz de Wonpil na gravação. Além disso, os visuais e conceito geral do álbum já chamaram a atenção da redação! 4- Ravi (VIXX) - "Love and Fight" (08/02) O Ravi deixou a internet sem fôlego com as imagens conceituais de Love and Fight, seu segundo álbum de estúdio que sairá no dia 8 de fevereiro. Nisso, o integrante do VIXX já compartilhou uma faixa promocional do disco, VIRUS, e promete agraciar os fãs com onze canções novinhas em folha. 5- VIVIZ - "Beam of Prism" (09/02) O VIVIZ pode parecer um girlgroup novo no K-Pop, mas seus rostos são bastante familiares! No caso, três integrantes do GFriend (Enhua, Simb e Umji) agora compõem o trio, e elas chegarão no dia 9 de fevereiro com o debut Beam of Prism. Nas redes sociais e no YouTube do grupo, já é possível conferir algumas imagens promocionais e mood samplers, que mostram um pouco do visual sofisticado que as meninas entregarão logo mais. 6- Taeyeon - "INVU" (14/02) Ela mal chegou, e já está programando outro retorno! Taeyeon divulgou na metade de janeiro a faixa Can't Control Myself, que estará dentro do álbum INVU, programado para este mês. A solista e integrante do SNSD promete novos hits em seu terceiro disco de estúdio, dois anos depois de Purpose, segundo álbum lançado em janeiro de 2020. 7- APINK - "Horn" (14/02) O APINK enfim está voltando! Dessa vez, as cantoras retornarão com o special album Horn no dia 14 de fevereiro, anos depois dos grandes sucessos Eung Eung e Dumhdurum. Além disso, os teasers das integrantes estão sendo divulgados pelas redes do girlgroup, e o conceito do comeback promete muito. 8- Treasure - "The Second Step: Chapter One" (15/02) Os fãs do Treasure poderão matar a saudade do boygroup em fevereiro, ao que será lançado o mini-álbum The Second Step: Chapter One. Este será o primeiro mini do Treasure, e também marcará a volta dos meninos depois de The First Step: Treasure Effect, disco de janeiro do ano passado. Já estava na hora de voltar, hein! 9- Wonho - "Obsession" (16/02) Tão querido por muitos, o atual solista Wonho também marcará presença em fevereiro com Obsession. O single album terá duas faixas, sendo Eye On You lançada provavelmente como promocional. Vale lembrar que alguns dos últimos main releases de Wonho foram o single ON THE WAY, e o disco Love Synonym #2: Right for Us (divulgados em outubro e fevereiro de 2021, respectivamente). 10- STAYC - "Young-Luv.com" (21/02) O ano de 2021 foi ótimo para as garotas do STAYC, conforme o grupo lançou os hits ASAP e Stereotype. Agora, as artistas voltam com Young-Luv.com, que inclusive ganhou um site especial para a contagem do comeback (que pode ser acessado clicando aqui). Será que o girlgroup lançará agora músicas tão boas quanto seus lançamentos anteriores? As meninas com certeza foram um dos maiores destaques do ano passado! (High Up Entertainment/Divulgação) Outros lançamentos do K-Pop em fevereiro de 2022 para ficar de olho 1- Tempest (DEBUT) - 21/02 2- Cravity (1st Album Part 2 "LIBERTY : IN YOUR COSMOS") - 22/02 4- BTOB (Álbum "Be Together") - 21/02 5- Billie - Ainda a ser anunciado 6- NMIXX (Single "AD MARE") - 22/02
- "Pilmography": Wonpil do DAY6 entrega baladas aconchegantes com debut solo
Lançamento do artista é composto por dez faixas, que evidenciam delicadeza e formas de lidar com um coração partido (JYP Entertainment/Divulgação) Enquanto o DAY6 não retorna com lançamentos em conjunto, seus respectivos integrantes em atividade estão explorando dons individuais. E nesse caso, o Wonpil lançou na segunda-feira (07) o álbum Pilmography: sua primeira aventura completa como solo. Indo um pouco além do que a banda de pop rock costuma fazer, o tecladista e vocalista do grupo divulgou um solo que trilha caminhos no jazz, ballads e um pouco de bossa nova. Leia também: Lançamentos de K-Pop em fevereiro de 2022: Confira os principais comebacks e debuts do mês O projeto é acompanhado pelo MV da canção Voiceless, que também abre o álbum. O videoclipe é recheado de elementos fantásticos, e Wonpil protagoniza o audiovisual com uma sereia — que envolve o cantor num amor inalcançável. Na própria letra da música, Wonpil explica que o eu lírico deve afastar-se de sua amada, e que a relação de ambos não vingará; pelo fato de que a realidade jamais bebe da fantasia. A temática romântica é presente em Pilmography do começo ao fim. Apesar de não explorar tantos outros assuntos nas letras, Wonpil opta por investir na delicadeza e sua voz inconfundível; preocupado em marcar os ouvidos do público com esta primeira exploração full solo. O debut do membro do DAY6 é leve para os ouvintes, e àqueles acostumados com as baladas e músicas indie da Coreia do Sul. Aqui, o público não encontrará nenhuma faixa pesada, ou que carregue o ritmo de algumas canções super agitadas da indústria atual. E nisso, há uma sensibilidade evidente na title de Wonpil, e que permeia o disco. Diferente de alguns de seus contemporâneos, o artista escolhe pelo romantismo e um aesthetic mais clássico, sem necessitar das trends do K-Pop. O MV promocional intercala cores quentes e frias, e tem um pouco do charme de filmes românticos dramáticos. Músicas como "Someday, spring will come", "Pieces" e "A journey" têm destaque no debut de Wonpil. A primeira delas é totalmente banhada na bossa, que é um estilo musical amplamente explorado entre atos sul-coreanos (o que é um ponto muito positivo), e Pieces tem um instrumental um pouco mais "chiclete"; mas sem perder a essência do álbum de não ser assim por completo. A journey, que tem a missão de fechar o disco, é uma das únicas canções que mais lembra o bom e velho DAY6 — protagonizada inteira por Wonpil, dessa vez. Entretanto, talvez Pilmography não seja para todos os gostos. Wonpil criou o disco pensando em seu nicho, ou até nas próprias influências; o que é totalmente aceitável. Se você gosta do DAY6, irá aproveitar o que o integrante trouxe melhor para o debut. Mas caso ainda esteja conhecendo a banda, é aconselhável mesclar as dez faixas inéditas com o que a banda já produziu antes. Aqui, Wonpil está mostrando suas próprias cores, em âmbito bem mais pessoal. Só que ouvir o Pilmography traz uma sensação de "saudade" das músicas do DAY6 também. O grupo da JYP tem sido a banda (nesse sentido, com instrumentos e tal) favorita do autor da resenha — eles sempre estiveram lá como um delicioso go-to na hora de curtir especificidades do K-Pop. E é maravilhoso o fato da banda nunca sofrer mudanças drásticas no que diz respeito a conceitos e melodias, e continuar a fazer o pop rock que os deixou famosos. É como se o lançamento individual de Wonpil, mesmo sendo algo totalmente novo, complementasse as cores que os artistas já têm em conjunto. É um refresco ver que ainda há artistas no K-Pop que são fiéis às "raízes"; aos estilos que deixaram centenas de fãs apaixonados com o tempo. Wonpil divulgou uma versão melhorada de si mesmo, após anos como membro intrínseco do DAY6 (e ainda o é). O cantor está ao lado de vários solistas que não dependem de coreografias, montagens de palco absurdas ou parafernálias visuais para ser artista. Apenas algumas teclas, a voz e uma ballad composta de forma inteligente são o suficiente para Wonpil. Escute o disco logo abaixo:
- Conexão Brasil-Coreia: Os melhores exemplos de bossa nova no K-pop
TWICE e Girls' Generation na MPB: conheça alguns artistas que já apostaram no gênero brasileiro (Reprodução/JYP Entertainment/Hunus Entertainment/The Black Label) No dia 25 de janeiro, comemorou-se o Dia Nacional da Bossa Nova, coincidindo com o aniversário de Tom Jobim, um dos maiores compositores brasileiros. Nascida na década de 50, a bossa nova é caracterizada pelas fortes influências do jazz norte-americano e do samba carioca. Análogo ao período histórico do país, que passava pela industrialização, o gênero foi marcado pela vontade de músicos jovens da classe média-alta que buscavam inovar as composições e trazer o conhecido samba para um âmbito mais moderno. A bossa nova rapidamente se espalhou pelo mundo, justamente pelo seu caráter fresco e fácil de ouvir. Um dos vários destinos foi a Coreia do Sul, a casa do k-pop, originando diversas canções que bebem da fonte desse gênero tão rico! Sendo uma indústria que se inspira, constantemente, em estilos fora do eixo asiático — trazendo colaborações com artistas latinos, por exemplo —, ela não deixaria essa oportunidade passar. Comemore com o Café com Kimchi essa conexão entre os dois gêneros musicais! Confira abaixo uma seleção especial: 1. Butterfly - Yuri (SNSD) Um componente especial no excelente EP de debut da solista, Butterfly foi definida como um pop suave pela Billboard, mas é bem mais que isso: os acordes do violão em muito lembram playlists de músicas brasileiras, e a canção flui tão bem quanto o amor narrado pela letra. 2. Alcohol-Free - TWICE Esse é o item mais recente da lista. Com Alcohol-Free, o TWICE apostou em fortes instrumentos de percussão no refrão e riffs de instrumentos de corda para transmitir de forma impecável o sentimento de viver o verão. Apesar de ter estranhado o paladar de alguns, Alcohol-Free é um exemplo de bossa nova no K-pop que é, com toda a certeza, easy to the mouth and tummy, like a drink made of honey. O grupo já apostou na bossa nova outras vezes, como em Jaljayo Good Night, e nós podemos aguardar por mais, já que o resultado é sempre incrível! Leia também: Aniversário do TWICE: relembre a trajetória do grupo feminino que completa seis anos 3. OUCH - Day6 Apesar de serem uma banda conhecida por sempre trazerem canções mais agressivas e puxadas para o rock em seus álbuns, o Day6 ousou ao escolher a bossa nova para representar o ressentimento de um relacionamento que já não funciona. Eles incluíram até um pequeno break de trap para modernizar o gênero! 4. Obliviate - IU O Modern Times, álbum do qual Obliviate faz parte, é, em sua totalidade, um exímio trabalho dentro do k-pop, utilizando do jazz em todas as canções. Obliviate é um perfeito exemplo disso, com o riff do violão de nylon embalando a letra — que faz referência ao feitiço de apagar memórias de Harry Potter — e podendo se encaixar numa playlist qualquer de MPB. É, definitivamente, um dos melhores exemplos do encontro desses dois gêneros. Ainda no álbum, temos Havana como outro destaque. 5. Question Mark - Suzy Aqui, a princesa da Coreia recorreu ao violão e ao piano, além de usar pratos e outros de percussão, para mergulhar de vez na bossa nova. A voz doce de Suzy faz com que Question Mark seja uma canção acima da média, que inova ao incorporar totalmente um gênero estrangeiro. Leia também: 15 coreografias de K-pop fáceis de aprender 6. One Afternoon - Girls' Generation (SNSD) One Afternoon tem um título que casa perfeitamente com a sensação que traz — ouvi-la durante a tarde, especialmente numa chuvosa, enquanto se toma um café, eleva a experiência a enésima potência. O piano típico do jazz é bastante evidente nela, e os acordes que você ouviria em qualquer exemplo de MPB estão presentes durante os versos. 7. My Little Lover - Lovelyz Interpretada por duas membros, My Little Lover começa na retaguarda, acompanhada somente pela percussão suave, e vai trazendo o restante dos instrumentos aos poucos. Ela se assemelha mais ao bossa lounge — uma derivação da bossa nova que utiliza mais do jazz e da música ambiente —, mas ainda evoca todos os elementos clássicos da boa e velha MPB. Leia também: Can’t Control Myself: Taeyeon expõe relação conflitante entre artista e público 8. Words Don't Come Easy - MAMAMOO Words Don't Come Easy abre com acordes que parecem com os de Construção, de Chico Buarque, e segue por quase quatro minutos de cantoria sussurrada e pequenos riffs de saxofone. Os timbres das membros do MAMAMOO traz uma sensualidade para a canção, dando ainda mais personalidade a essa b-side. 9. Cinema - Zion.T Conhecido por experimentar com o R&B, em Cinema, o Zion.T pega emprestado do Brasil um violão, alguns acordes de piano e uma melodia bem específica. Para adicionar um pouco da sua própria musicalidade, ele inseriu um pequeno break com arranjos de vozes e forte percussão, quebrando o ritmo calmo e doce da canção. 10. You and I - Elris Para fechar, começamos a adentrar o território do samba. O ritmo mais animado e com mais batidas por minuto de You and I faz com que a canção seja uma ótima ouvida para aqueles que adoram Alcohol-Free, já que ambas apostam no mesmo uso da bossa nova — um mais ritmado, recheado e com mais instrumentos característicos da música brasileira. Os comentários do music video no YouTube são repletos de pessoas prestando homenagens ao samba, e essa é mais uma prova de que a música consegue atingir diversos lugares. Leia também: NMIXX, novo grupo feminino da JYP, deve debutar em fevereiro; o que já sabemos das integrantes?
- Hometown Cha-Cha-Cha: Top 7 melhores personagens do dorama
Muito além de chefe Hong e doutora Hyejin, relembre as melhores personalidades secundárias que roubaram a cena no k-drama (Divulgação / tvN) Hometown Cha-Cha-Cha da emissora tvN foi muito querido em seus dias de transmissão, e o envolvimento do público foi tão grande que fez com que os fãs visitassem os cenários, que na verdade eram residências de pessoas reais e não apenas locais criados para as gravações. Um dos grandes motivos da repercussão do dorama, não é apenas a química entre o casal principal ou o enredo da história, mas também o carisma de todo o grupo de personagens que tornaram a trama muito cativante, entregando humor e drama de forma muito equilibrada. Leia também: Mr. Handy, Mr. Hong: a comédia romântica que inspirou Hometown Cha-Cha-Cha Os personagens secundários da série tiveram arcos muito bem desenvolvidos do início ao fim, e cada um conquistou o público com suas personalidades e histórias surpreendentes junto dos principais Hyejin e chefe Hong, interpretados por Shin Minah e Kim Seonho. Por isso, nós do Café decidimos tirar um pouco da atenção dos protagonistas e rankear algumas das figuras que merecem destaque nessa produção tão divertida que foi sucesso de audiência. 7º - Pyo Minseo (Gong Minjeung) A amiga e recepcionista da doutora Hyejin se mostra durante todo o drama uma ótima companheira. É uma boa conselheira para sua amiga, mas além disso, também tem um bom desenvolvimento pessoal, principalmente em sua vida amorosa. Ela entrega, em maior parte do dorama, um humor suave e natural. (Divulgação / tvN) 6º - Kim Gamri (Kim Youngok) A senhora Gamri é a típica vovó que mima e cuida de todos, e também que recusa receber tantos cuidados. O mais interessante de seu desenvolvimento é ver sua relação com o sr. Hong, e a importância que ambos têm para o outro visto que o protagonista perdeu sua família muito cedo e a Gamri vive sozinha em Gongji, eles são como mãe e filho. (Divulgação / tvN) 5º Oh Cheonjae (Jo Hanchul) Cheonjae é uma artista e uma figura paterna que tem como maior parte de seu arco, os desafios de ser um pai solo. Apesar das dificuldades de conseguir acompanhar as novas fases da filha, ele sempre se esforça para compreendê-la e toda essa trama é muito regada em humor e um pouco de drama, que é bem comum no meio familiar. (Divulgação / tvN) 4º Oh Juri (Kim Minseo) Juri é a filha de Cheonjae, ela por sua vez demonstra os desafios de ser criada pelo pai e os dramas da adolescência, como lidar com a aparência e a vida de fã. Juri e o pai entregam muito humor e emoção através de suas histórias e personalidades, conquistando o público e reforçando que Hometown Cha-Cha-Cha não é apenas um romance, mas equilibra bem o gênero com drama e humor. (Divulgação / tvN) 3º Jo Namsuk (Cha Chunghwa) Namsuk é uma verdadeira fofoqueira que está disposta a fazer tudo para ser a primeira a descobrir uma informação exclusiva sobre os moradores da pequena cidade. Essa sua característica pode irritar um pouco, mas muito além disso, ela guarda dentro de si um trauma insuperável que entra em atrito com sua personalidade, e pode surpreender quem assiste ao drama. (Divulgação / tvN) 2º Kim Juyeon (Ham Yungyeong) Juyeon passa toda a série em período de gestação, mostrando as limitações e os sentimentos de uma mulher grávida em suas últimas semanas antes do parto, principalmente demonstrando a parte que o mundo externo não vê ou entende. O mais interessante dessa personagem e vê-la encarar e expor esses aspectos de forma bem sensível. (Divulgação / tvN) 1º Yeo Hwanjeong (Lee Bongryun) A dona de um dos grandes restaurantes da cidade, Hwanjeong transpassa seriedade e quebra um pouco o humor da série. Grande parte de seu desenvolvimento gira em torno de seu divórcio que ocorreu alguns anos atrás e que continuou afetando depois de muito tempo, assisti-la notar e compreender como a separação a afeta e a tentativa de se livrar daquele sentimento é um dos melhores pontos desse dorama. (Divulgação / tvN) Qual desses personagens é o seu preferido? Qual aspecto deles mais te cativou?
- Além de All of Us Are Dead: conheça 4 produções coreanas apocalípticas
Pandemias e zumbis são temáticas retratadas em filmes e doramas como Sweet Home e #Alive (Divulgação / Netflix) Não é nenhuma novidade que o tema apocalipse causado por vírus zumbi é um dos assuntos preferidos de Hollywood e é sempre retratado em novas produções trazendo os mais diversos tipos dessas criaturas, como um dos mais recentes dele Army of The Dead: Invasão em Las Vegas, dirigido por Zack Snyder. A Coreia do Sul também não tem fugido desses monstros e entrega filmes e doramas de alta qualidade envolvendo o tema, como o impecável Invasão Zumbi, dirigido por Yeon Sang Ho e protagonizado por Gong Yoo. Mas não para por aí, hoje (28), o k-drama All of Us Are Dead, baseado em webtoon com o mesmo nome, estreou na Netflix e promete demonstrar uma nova visão do gênero zumbi. Além desse dorama, no mês de novembro, a tvN lançou Happiness, que retrata uma doença infecciosa que se desenvolveu em meio a cenário pós COVID-19, resultando em infectados com características muito similares às de um zumbi. Aproveitando essa grande estreia de hoje, o Café selecionou algumas produções que têm o apocalipse como premissa, confira nossa lista. Leia também: Calendário de janeiro: confira os lançamentos de dorama do mês Sweet Home Protagonizado pelo queridinho Song Kang, Lee Jinuk e Lee Siyoung, Sweet Home é um dorama de suspense e terror baseado em webtoon homônimo. É uma história em que monstros começam a destruir a humanidade e o jovem Cha Hyungsu e seus vizinhos estão presos em seus apartamentos buscando uma forma de sobreviver ao caos. Zombie Detective Kang Minho, interpretado por Choi Jinhyuk acorda como um zumbi e não se lembra de nada sobre sua própria vida. Ele faz de tudo para agir como um ser humano e disfarçar o vírus, enquanto assume a identidade de um detetive para buscar informações sobre sua própria vida e seu passado que ficou perdido na memória. Leia também: Halloween 2021: Quer terror? Veja 4 filmes sul-coreanos que podem te assustar ainda hoje Kingdom Esse dorama de época com duas temporadas conta a história de um príncipe destinado a uma missão em que precisa descobrir a origem de uma praga que tem destruído seu reino. Kingdom reúne ação e elementos de época, trazendo zumbis para um cenário histórico que geralmente não costumamos ver. No elenco, temos Ju Jihoon, Bae Doona e Ryu Seungryong. #Alive É um filme baseado em um longa-metragem estadunidense de mesmo nome, o original é dirigido por Johnny Martin e estrelado por Tyler Posey e Donald Sutherland. A versão coreana é uma história sobre Oh Joonwoo, um jovem gamer interpretado por Yoo Ah in de Hellbound, tentando sobreviver sozinho em seu apartamento em meio a um apocalipse zumbi. Leia também: Reflexão e desconforto na Netflix: 5 doramas que exploraram temas sociais em 2021 Curtiu as indicações? Conta pra gente qual te interessou mais e quais são as suas primeiras impressões para All of Us Are Dead.
- Happiness aborda temáticas desgastadas mas não deixa de ser envolvente
O dorama retrata o comportamento humano através de doenças infecciosas e isolamento social (Divulgação / tvN) No último sábado (11), foi ao ar o episódio final de Happiness, dorama apocalíptico que marcou o retorno de Park Hyungsik para as telas após sua dispensa do serviço militar, ao lado da atriz Han Hyojoo. A série coreana da emissora tvN teve o maior pico de audiência no último episódio com 4,2% de taxa, sendo assim o k-drama mais visto na TV à cabo em seu horário de exibição, e um dos mais comentados do momento. Happiness conta a história de Jung Yi Hyun, um detetive ex-jogador de basebol, e Yoon Sae Bom, uma policial determinada que trabalha no departamento de operações especiais. Eles se conhecem desde os tempos escolares e mantêm uma certa proximidade, principalmente por terem empregos similares. Porém, com o interesse de aumentar seus pontos de policial para ter direito de morar em um lugar melhor, Sae Bom convida Hyun para ser seu marido, e assim ambos teriam uma moradia promissora em um ótimo prédio da cidade. Ao iniciar a vida de casados, mesmo que forjada, os dois amigos se empolgam com a ideia de ter o lar dos sonhos em um lugar bem conceituado. A série se passa em um cenário pós COVID-19, onde já é seguro andar por aí sem máscara, mas de repente, eles se deparam com uma situação intrigante em dois casos policiais que se conectaram, e ao investigar, percebem que estão lidando com uma doença infecciosa que começa a se espalhar, com isso, o isolamento social que havia ficado no passado, começa a ser retomado para que a doença seja detida. Leia também: Calendário de dezembro: confira os lançamentos doramas nas plataformas de streaming A busca do autêntico em temáticas desgastadas O dorama inicialmente pode incomodar aqueles que estão cansados de temáticas pandêmicas ou envolvendo zumbis, já que inclui quarentena e as pessoas infectadas remetem muito a essas criaturas. Porém, facilmente o enredo da série se torna atraente por vários motivos, pois muito além dos fatores citados, Happiness é sobre comportamento humano acerca de situações que causam incertezas, e também poder e amor. É um drama envolvente para quem é fã de suspense e ação, gêneros que equilibram muito bem a história, sem causar exageros. Dessa vez, não há espaço para romance ou humor, mas a química de Hyun e Sae Bom se desenvolve de forma muito natural e interessante através das responsabilidades que ambos tinham em seus papéis, bem como o apoio emocional e profissional que é bem a principal linguagem e o maior ponto em comum de ambos. A premissa não tem como objetivo uma abordagem psicológica de como as pessoas se sentem enquanto veem o mundo colapsar, mas sim focada nas ações e reações diante do cenário que se encontram e também uma disputa para ver quem se beneficia mais e sai com menos danos dessa situação. O dorama está focado em mostrar a batalha pela sobrevivência no prédio de Hyun e Sae Bom enquanto do outro lado do muro ocorre a busca pela imunidade, e a principal pessoa por trás disso é o tenente-coronel Han Taeseok, que pertence ao comando de saúde do governo. Happiness conta com um elenco amplo e cheio de personalidade. O edifício El Ciel, onde mora o casal de policiais, se divide em dois mundos, os inquilinos e os donos dos imóveis próprios, dois fatores que refletem em todos os acontecimentos da história, colocando em pauta o jogo de poderes que é bem visível na sociedade. Embora seja um drama com muitos personagens e cada um com sua particularidade, mesmo em 12 episódios, todos tiveram suas histórias bem desenvolvidas com espaço suficiente para sentir afeto ou aversão, e cada um ganhou um início, meio e fim sem ser deixado de lado, esse é um de seus pontos fortes. O k-drama é muito envolvente do início ao fim, porém pecou no momento de colocar um ponto final na história, contradizendo o bom desenvolvimento do enredo e personagens. Mesmo que não tenha deixado pontas para uma 2ª temporada e seja bem concluído, acabou deixando algumas dúvidas que não parecem propositais para causar questionamentos e que eram essenciais para ter uma conclusão mais firme e entregar um arco completo e bem encerrado. Mas onde está a felicidade? Certamente o dorama não romantiza ou tenta forçar a felicidade em momentos onde claramente ela não está presente. O nome Happiness é uma analogia bem irônica e intrigante, visto que o principal aspecto do dorama é ver as pessoas buscando sobrevivência e proteção a qualquer custo, mesmo que isso indique prejudicar o outro. No fim das contas, a felicidade que intitula a série, pode ser o resultado dos acontecimentos de toda a história. Leia também: Remakes: conheça 4 doramas que inspiraram ou foram inspirados em outras obras
- O que é Kwangya? Conheça o multiverso da SM que engloba grupos como aespa, EXO e NCT
Com o recente lançamento do álbum Savage, o girlgroup aespa explorou novos rumos do universo compartilhado da influente empresa de K-pop (Reprodução/SM Entertainment) Se você acompanha ou conhece minimamente os últimos lançamentos dos grupos da empresa SM Entertainment, certamente já ouviu falar em Kwangya. A palavra chamou atenção desde seus primeiros vislumbres nas músicas no ano passado, fazendo sua aparição inicial no vídeo The Past & Future — Ether (“O Passado e Futuro — Ether”, em tradução livre), do NCT 2020. No vídeo em questão, a narração na voz dos integrantes do grupo afirma: “O mundo do inconsciente é criado filtrando eventos e emoções, elementos que apenas respondem ao 'eu' do mundo consciente. Chamamos isso de Kwangya, e foi criado ao filtrar o 'Éter', o mar do inconsciente.” Posteriormente, a canção 90’s Love, da sub-unit de NCT, menciona a curiosa palavra no trecho “Quando você ficar mais forte, venha me encontrar além do mundo de Kwangya”. Depois disso, a estreia do girlgroup aespa, em novembro do ano passado, trouxe o single Black Mamba ao mundo — e, junto com a música, mais referências na letra que afirma “você está vagando em Kwangya”. Mais tarde, aespa lançou Next Level, remake da música homônima de A$ton Wyld, presente na trilha sonora de Velozes & Furiosos: Hobbs & Shawn. A canção menciona que o grupo feminino da SM “caminha para Kwangya”, e também traz diversos elementos que apenas pessoas inseridas no multiverso da empresa de entretenimento entenderiam. Por fim, as aparições mais recentes da palavra ocorreram no lançamento especial de EXO, a música Don’t Fight The Feeling, em que os integrantes cantam: “Correndo por Kwangya”. E, também, na produção nova faixa-título do aespa, intitulada Savage, na qual proclamam: “Eu vou a Kwangya para jogar”. Mas afinal, o que isso significa? O Café Com Kimchi te explica! O que é Kwangya? (Reprodução/SM Entertainment) Inserido no SM Culture Universe (SMCU), Kwangya significa literalmente “deserto” em coreano. Neste universo compartilhado entre os artistas da empresa, elementos como animações, avatares, webtoons e inteligências artificiais estão envolvidos globalmente em todos os mundos existentes. Neste contexto, Kwangya é uma dimensão fora do planeta Terra. O SMCU consiste em várias dimensões: o "mundo real", onde humanos comuns residem, FLAT, ambiente isolado habitado pelas “aes” (versões avatares do grupo aespa), Kwangya, deserto comandado por Black Mamba, o maior vilão do multiverso até então. Além disso, existe também o Kosmo, espaço transcendente onde ninguém jamais esteve antes — e que só será encontrado após o antagonista ser derrotado. Leia também — Glossário de Kwangya: Conheça o significado de todos os termos usados no SMCU Conheça Black Mamba, vilão da SMCU (Reprodução/SM Entertainment) Maior antagonista do multiverso da SM Entertainment, Black Mamba é uma divindade maligna que impede que os humanos se conectem com seus alter-egos “aes” de outra dimensão — evitando, assim, que a sincronização (SYNK) entre estes dois corpos aconteça, consequentemente enfraquecendo o elo entre ambos. Na trama, Black Mamba é retratado como uma serpente preta gigante, a qual as integrantes do grupo aespa devem lutar para combater. A conexão entre elas e seus “aes” deve acontecer, principalmente, porque estes alter-egos virtuais são criados com bases nos dados que os humanos possuem — representando, assim, um reflexo perfeito de sua própria existência. Enquanto humanos são falhos, aes representam uma versão irretocável da humanidade. E isso é, obviamente, um impedimento contra a soberania do Black Mamba, que deseja se consolidar como a maior potência existente. Histórico de universos complexos na SM (Reprodução/SM Entertainment) A recente junção de conceitos entre os grupos da SM Entertainment resultou na existência da SMCU, trazendo aos fãs uma multiplicidade de termos novos a digerir. O novo universo deu seus primeiros passos no videoclipe Make A Wish (Birthday Song), do NCT, que termina com uma borboleta voando em direção as flores — cena que reaparece no clipe de Black Mamba, do aespa. Além disso, o boygroup Super M também introduziu o grupo feminino no final do clipe One, em que a logo delas aparece na tela de um celular futurístico. Apesar das interessantes conexões do SMCU, há um enredo existente antes disso. Em 2012, com o debut do grupo EXO, um universo com duas camadas nos foi apresentado. A primeira é o EXO Planet, planeta localizado fora da Via Láctea, onde os 12 integrantes da formação original do boygroup de K-pop nasceram. E a segunda é a Terra, onde humanos e animais vivem, como bem sabemos. Na música de estreia intitulada MAMA, a árvore da vida que alimenta a existência do EXO Planet é consumida pela vilã Red Force (ou força vermelha, em tradução livre). Para impedir que o lar de EXO seja extinto, o deus chamado MAMA divide a árvore em duas partes, criando duas potências de combate: EXO-K e EXO-M. Com a separação da árvore e do EXO, os originados no EXO Planet são enviados ao planeta Terra para recuperarem as energias positivas criadas pelo elemento “amor”. No entanto, ao chegarem à dimensão humana, alguns dos integrantes do grupo se desviam da missão ao conhecer outros valores como poder, dinheiro e ganância. E, enquanto acreditam que estão no controle de suas narrativas, eles são apreendidos por cientistas humanos, que decidem usurpar seus poderes e clonar seus corpos — gerando uma desordem no espaço-tempo. Criada pela SM Entertainment, a história de EXO é longa, e data quase dez anos de existência em um universo complexo e coeso que abrange lutas sobrenaturais, ciência, divindades e traições — mas isso é papo para outro texto! Com o recente desenvolvimento do SMCU, EXO Planet e Kwangya podem coexistir e até mesmo se aliar em algum objetivo comum, então só nos resta acompanhar os próximos capítulos desta saga. Leia também — Em nome de Kwangya: 5 Referências bíblicas no universo de grupos da SM

















