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Review | TWS estreia e avança para o território da quinta geração com “Sparkling Blue”

Atualizado: 28 de jan.

O excelente disco de estreia do grupo expõe as ambições da HYBE em relação à quinta geração, que iniciou recentemente no K-pop





REVIEW Sparking Blue TWS
(Divulgação / Pledis Entertainment)

Os interesses corporativos das empresas no K-pop vão muito além de qualquer empreendimento demarcado apenas pela venda e distribuição de seus artistas. Há, em tudo isto, um profundo interesse na dominação custe — na maioria dos casos — o que custar. É, de certa forma, algo natural devido ao espaço em que tudo se localiza.


Desse modo, fica fácil entender que a estreia do TWS não é apenas mais um lançamento. É, acima de tudo, um ponto de partida que apoia diretamente a hegemonia da HYBE no pop sul-coreano. Mas o que chama a atenção é claramente como isso aconteceu e para onde vai.


A quinta geração já está aqui, e mesmo que muitos kpoppers acabem negando sua existência, não há nada que possa ser feito a não ser esperar que algum novo grupo apareça neste espaço e acabe atraindo sua atenção. Felizmente, o TWS pode ser um deles.


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A fórmula de sucesso do TWS


Formulado ao extremo, o que pode ser um problema, o disco de estreia do sexteto, Sparkling Blue, é tudo o que um fã dos grupos da HYBE, especialmente de suas subsidiárias, poderia gostar: híbridos de música pop com som retrô e atmosfera sonhadora — é como se o NewJeans trocasse o jersey club pelo synth funk.


Mas, apesar de fazer parte da quinta geração e compor o domínio da HYBE ao lado do NewJeans, o TWS é pretensiosamente mais simples, e mais assertivo do que as recentes tentativas da empresa de entrar nos espaços juvenis — ENHYPEN e TXT já passaram dessa fase, claramente.


O grupo remete, principalmente devido ao agenciamento da PLEDIS, aos lançamentos mais solares e divertidos do SEVENTEEN. E essa semelhança não é por acaso (graças a Deus). São músicas dominadas por graves atmosféricos, grooves saltitantes e ganchos conduzidos por sintetizadores que se encaixam perfeitamente em YOU MAKE MY DAY, de 2018.






Qualidade e cultura de fãs


É preciso ver, por assim dizer, que a intenção da HYBE de ocupar de uma vez por todas os novos terrenos no K-pop apelando para o histórico que foi integrado à sua base graças à aquisição de outras empresas, é um exemplo de como preservar boas características. O que falhou em exemplos recentes como a SM estreando RIIZE.


Aliás, Memories, de RIIZE, já é um marco, mas o grupo ainda nem lançou algum disco para estender seu impacto. E é por isso que Sparkling Blue coloca o TWS diretamente à frente daquela que é, como já mencionado, a quinta geração — eles já podem comportar um bom número de fãs, e certamente o fará. 


Faixas como plot twist e toda sua produção borbulhante são um tipo de intimidade e identificação que tem falhado em alguns trabalhos de boygroups. Não é apenas algo bom, é algo volumoso e que preenche imediatamente um vazio. Antes de ser uma questão de qualidade, o K-pop é uma questão de cultura de fãs e ídolos







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