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  • Rainha do K-pop: Conheça a carreira da solista veterana BoA

    Ativa na indústria há 22 anos e a inspiração de muitos idols, a cantora é uma das figuras mais bem-sucedidas do cenário do K-pop (Reprodução / SM Entertainment) Ela fez aniversário de mais de 10 anos de carreira, a canção Only One está presente em todo SMTown e as apresentações em premiações de fim de ano são confirmadas sempre. BoA não é somente uma solista — ela é, provavelmente, a maior solista do K-pop, inspirando idols até os dias atuais e mantendo sua imagem e legado intactos. Tendo feito comeback recentemente com Forgive Me, a carreira da BoA continua num caminho exponencial até o estrelato, e ela já se firmou como uma das lendas da indústria. Mas quem é BoA e como ela se tornou esse fenômeno que conhecemos hoje? O Café com Kimchi trouxe uma matéria especial para você relembrar a trajetória da solista! Confira após a publicidade: Início da carreira e além da Coreia (Reprodução / SM Entertainment) Kwon BoA iniciou sua carreira sem intenções de ter uma. Seu irmão, que fez audição para a SM Entertainment, uma empresa Big3, para se tornar um dançarino, a levou junto com ele. Os jurados das audições viram BoA e perceberam potencial nela, pedindo que ela se apresentasse. Apesar de nervosa, ela tentou e conseguiu um contrato na mesma noite. Os pais estavam preocupados em deixar a menina de 11 anos se afastar da escola para construir uma carreira, mas eventualmente cederam. Assim, BoA começou seu treinamento na empresa: dois anos repletos de aulas de canto, dança, inglês e japonês. Ela debutou em 2000 aos 13 anos com ID; Peace B, uma canção hip-hop que evoca o ritmo da época. O álbum foi bem recebido pelo público, mas o grande sucesso viria um ano depois, com seu debut no Japão. BoA se tornou a primeira artista sul-coreana a conseguir um nº 1 nas paradas musicais japonesas. Com esse sucesso comercial, a SM Entertainment resolveu focar grande parte de sua carreira, ainda no início, naquela área. A solista significou o avanço da cultura coreana no Japão, um feito especialmente extraordinário tendo em vista que bloqueios em relação à importação e exportação de produtos culturais entre os países — algo parecido com o banimento da onda Hallyu na China — estavam em voga, mapeando o cenário pós Segunda Guerra Mundial. BoA conseguiu ultrapassar esse obstáculo aos 14 anos com o álbum Valenti, que vendeu mais de 1,3 milhão de cópias. Mudança na imagem e entrada nos Estados Unidos (Reprodução / Divulgação) Os álbuns My Name, de 2004, e Girls on Top, de 2005, viraram a chave de sua carreira: “Eu sou eu, ninguém pode tomar meu lugar / Não sou de deixar as coisas passarem tão fácil / Eu quero que minha imagem seja forte.” A canção-título do último álbum foi diferente das anteriores, trazendo um conceito mais agressivo, confiante e até sensual para a solista, agora aos 19 anos com já 5 anos de carreira. A estreia nos EUA chegou em 2008 com o single Eat You Up, ainda na veia de Girls on Top, após BoA iniciar com a subsidiária estadunidense da SM Entertainment. Ela chegou a lançar um álbum e uma coletânea sob a subsidiária, mas dada a falta de sucesso e a dificuldade em fazer sua carreira americana ganhar tração, BoA retornou ao Japão em 2010 para lançar seu sétimo álbum japonês. Meu objetivo não é ser a mais famosa. Números são importantes, mas eu realmente quero aprender mais sobre a indústria musical dos Estados Unidos, e eu quero trabalhar com produtores de alto nível e bons coreógrafos. Ainda tenho muito a estudar para encontrar inspirações [aqui].” BoA, 2009, em entrevista ao The Japan Times Produções próprias e impacto na indústria (Reprodução / SM Entertainment) Para comemorar os 15 anos de carreira em 2015, BoA lançou Kiss My Lips, o primeiro álbum inteiramente produzido e escrito por ela, trabalhando junto com os produtores Stereotypes. O concerto BoA Special Live 2015: Nowness foi realizado no Japão e na Coreia do Sul, e a solista foi a primeira cantora feminina a realizar um show solo no Sejeong Center for the Performing Arts. Ela se tornou jurada da segunda temporada do Produce 101 masculino em 2017, parte da bancada do The Voice Korea em 2020, e jurada do reality de dança da Mnet, Street Woman Fighter. Durante todo esse tempo, ela seguiu lançando músicas e saindo em turnês, além de trabalhar internamente na SM Entertainment como diretora criativa e auxiliar novos trainees com assuntos relacionados à saúde mental. Com uma carreira de 22 anos, BoA segue deixando sua marca no mundo do K-pop. Apesar de às vezes sair como desconhecida para ouvintes novatos e casuais, seu impacto na indústria não deve ser subestimado. Com entradas nas paradas musicais do Japão, China e Estados Unidos, além de ter sido uma completa revolução dentro da própria Coreia do Sul, é fácil dizer que BoA abriu portas para inúmeros solistas, grupos e artistas femininas traçarem suas carreiras. Agora BoA é homenageada por idols que, no início, a tinham como inspiração. Ações da SM Entertainment, como a remasterização de MVs antigos, inserção da artista em novas produções, e o projeto Our Beloved BoA, são maneiras que a empresa encontra de seguir honrando a solista que não mostra intenções de parar por aqui, visto a participação no super-grupo GOT the Beat e seu recente comeback, Forgive Me. BoA sempre será a best of Asia, não importa quanto tempo passe, e existem inúmeras razões para tal. Eu acho que quero ser conhecida como alguém que é simplesmente boa no que faz, seja canto, dança, ou performance. Ainda há tanta coisa que eu quero fazer, que eu quero alcançar. Eu tenho muita paixão pelo que eu faço, e espero que, no futuro da minha carreira, as pessoas continuem a me ver como alguém que elas sempre esperam coisas novas.” BoA, 2020, em entrevista a Forbes Idols que já citaram BoA como inspiração Taeyeon, Sunny, Tiffany, Hyoyeon, Seohyun (Girls' Generation) Key (SHINee) Sehun (EXO) Irene (Red Velvet) Tsuki (Billlie) Chungha (ex-I.O.I, solista) Karina e Winter (aespa)

  • K-pop em dezembro de 2022: De RM a NewJeans, fique por dentro do calendário de lançamentos do mês

    Retorno do RM do BTS, dos veteranos do SHINWHA e lançamentos de natal são alguns dos destaques; confira lista ao fim da matéria (Divulgação / HYBE Ent. / SM Ent. ) Além de abrigar as maiores premiações do ano, o mês de novembro também presenteou os fãs de K-pop com lançamentos imperdíveis. Teve single japonês virando hit com as meninas do STAYC, o retorno da franquia The ReVe Festival com o comeback do Red Velvet, show do Jay B (GOT7) no Brasil e ainda o novo álbum do CHEN (EXO), Last Scene. Qual foi seu lançamento favorito? Dezembro já começa com o retorno de grandes nomes da indústria, como o RM (BTS), que lançou seu álbum solo INDIGO na primeira semana (02/12), e o THE BOYZ, que divulgou um single especial e super emocionante intitulado All About You (06/12). Os lançamentos tradicionais com a temática de Natal também integram o calendário do mês. Confira a agenda completa do K-pop em dezembro ao fim da matéria e alguns destaques abaixo. RM - Indigo (02/12) O novo álbum do líder do BTS abre a lista de trabalhos do mês com dez faixas inéditas que consagram a carreira do RM como solista. Destacam-se na tracklist as parcerias variadas, que aparecem em oito músicas, como, por exemplo, Still Life com o músico Anderson .Paak, e Hectic com o Colde. A faixa-título é Wild Flower, que conta com a participação de youjeen. Confira o videoclipe abaixo. Leia Mais - Kim Namjoon: conheça alguns dos hobbies do líder do BTS SHINHWA WDJ - Flash (06/12) Agora, um presente para os fãs das primeiras gerações do K-pop. Os veteranos (e lendas) do SHINHWA — grupo que debutou em 1998 — estreiam em dezembro a sua primeira unit: WDJ. Composto e nomeado com as iniciais dos membros Lee Min Woo, Jun Jin e Kim Dong Wan, o trio debuta com o mini álbum intitulado 'Como To Life', que tem cinco faixas. Uma delas, Tomorrow, já havia sido divulgada em novembro como um pré-single. A música título é Flash, confira o MV abaixo. Leia Mais: A esperança é a última que morre no K-pop: Comebacks inesperados que aconteceram em 2022 MINHO - CHASE (06/12) Aguardado por milhares de Shawols, o álbum de debut solo do MINHO também chega em dezembro. O integrante do SHINee faz sua estreia com o mini álbum CHASE, que contém seis faixas. O lançamento do EP digital foi em 6 de dezembro, mas o álbum na versão física e o videoclipe da faixa-título — também chamada CHASE — só devem ficar disponíveis em 12 de dezembro. Veja o trailer da produção abaixo. Leia Mais: 14 anos de SHINee: Relembre os maiores sucessos do grupo NCT DREAM - Candy (19/12) Ninguém está mais preparado para o Natal do que os meninos do NCT Dream! Honrando a tradição de lançamentos natalinos do K-pop, o grupo irá lançar um mini álbum especial intitulado Candy. A divulgação das faixas só acontece em 19 de dezembro, mas a faixa-título já ganhou uma prévia e um challenge — aquelas dancinhas que a gente ama e fazem muito sucesso. Confira abaixo o trecho liberado para os fãs treinarem os passos de dança. Leia Mais: Natal 2021: Veja os lançamentos que grupos como BugAboo, Purple Kiss e Twice prepararam para os fãs Lista completa de Lançamentos de K-pop em dezembro: XEED (debut) - Dream Land (01/12) RM (BTS) - Indigo (02/12) NiziU - Blue Moon (02/12) Yein (Lovelyz) - Bus (02/12) TAN - Beautiful (OST) (03/12) The Boyz - All About You (06/12) MINHO - Chase (06/12) WEi - Gift For You (álbum de Natal) (13/12) SUPER JUNIOR - Celebrate (15/12) NCT Dream - Candy (19/12) NewJeans - Ditto (19/12)

  • Enemies to lovers: doramas com protagonistas que se odeiam no início

    Até lindos casais como os de Touch Your Heart, Suspicious Partner e Mad for Each Other já se odiaram um dia. (Divulgação/Kakao TV) Mesmo que você goste de doramas leves e saudáveis, uma coisa é certa: casais que se apaixonam rápido demais, por vezes, são entediantes para alguns públicos. Pode-se dizer que é um bom desafio ver dois personagens, que não se suportam no iniciam, fazerem com que o público acompanhe ambos abaixarem as barreiras para construir um relacionamento. Enemies to lovers é um tipo de romance atrativo, no meio dos K-Drama não é diferente. Por isso, o Café com Kimchi separou 10 doramas com protagonistas que começam odiando um ao outro. Touch Your Heart (2019) Touch Your Heart chamou atenção por apresentar como protagonistas Lee Dong Wook — protagonista do dorama Bad and Crazy — e Oh In Na, que esbanjaram química quando trabalharam juntos pela primeira vez como casal secundário em Goblin. No drama de 2019, Jin Shim (Oh In Na) é um atriz famosa que viu sua carreira ladeirar após um escândalo. Algum tempo depois, ela recebe a oportunidade de retornar aos holofotes, caso consiga um papel como secretária. Dedicada a personagem, a atriz decide trabalhar temporariamente no escritório de advocacia de Kwon Jung Rok (Lee Dong Wook) para ganhar experiência. É fácil adivinhar que o advogado não ficou nenhum pouco feliz em ter alguém com complexo de estrela em seu escritório sério e rigoroso. A comédia romântica pode ser assistida na Netflix e no VIKI. Suspicious Partner (2017) Com 40 episódios, Suspicious Partner é uma comédia romântica que foi ao ar em 2017. Nesta drama, Eun Bong Hee (Nam Ji Hyun) é uma estudante de Direito, forte e determinada que cruza o caminho de Noh Ji Wook (Ji Chang Wook), um temido promotor, que largou o cargo para trabalhar escritório de advocacia. O primeiro encontro dos protagonistas acontece quando Bong Hee causa Ji Wook injustamente no metrô e os dois discutem. A dupla tem outros encontros caóticos, até que Bong Hee começa a estagiar no escritório de Ji Wook. Mas a história do drama não gira em torno da simples convivência de estágio. O personagem de Chang Wook se torna responsável pelo caso da estagiária quando ela é acusada de assassinar o ex-namorado. That Winter, the Wind Blows (2013) Para quem prefere um K-Drama mais maduro e não tem problemas em se emocionar, a produção de 2013 é a certa. That Winter, the Wind Blows tem como casal principal Oh Young (Song Hye Kyo, atriz de Now, We are Breaking Up) e Oh Soo (Jo In Sung), os dois são totalmente o oposto um do outro, mas tem algo em comum: não acreditam no amor. Oh Soo é um órfão e Oh Young é uma herdeira. Ela não confia nele, e com razão, o homem a vê como uma oportunidade para ganhar dinheiro fácil. Ele é confundido com o irmão morto da herdeira, que também se chamava Oh Soo, e levado para a mansão da família. Parece absurdo, mas o verdadeiro filho dos Oh, não tinha contato com nada relacionado ao pai desde os oito anos. Com a confusão, Soo decide manter a mentira e assumir a identidade do irmão morto de Young, com o objetivo de conseguir dinheiro para quitar sua dívida. Mas colocar seu plano em prática não será tarefa fácil quando terá que enfrentar a força da herdeira. O drama está disponível no Viki. Leia também: Além de Nevertheless na Netflix: Confira 5 doramas feitos para o público adulto It's Okay to Not Be Okay (2020) Uma das melhores produções de 2020, It's Okay to Not Be Okay fez uma grande sucesso na sua estreia na Netflix. Na trama, Goo Moon Young (Seo Ye Ji) é uma escritora de livros infantis antissocial, enquanto Moon Gang Tae (Kim Soo Hyun) é um enfermeiro da ala psiquiátrica. Os dois tem um começo, pelo menos que se recordam, trágico. Além disso, a personalidade de Moon Young não ajuda Gang Tae a ter uma boa primeira impressão. Mas o tempo os transforma no típico casal que quando um ainda está no enemies, o outro já está no lovers. Moon Young adquire uma obsessão por Gang Tae, enquanto ele faz de tudo para afastá-la. Essa relação de gato e rato dos dois garante cenas divertidas para o público, principalmente, porque Moon Young não é alguém que desiste fácil. Ao mesmo tempo, o casal embarca em uma jornada para superarem seus traumas. The King 2 Hearts (2012) Casamento arranjado é comum em um enemie to lovers. O plot e traz uma Coréia do Sul diferente, em que o país é governado por uma monarquia. O príncipe Lee Jae Ha (Lee Seung Gi) não tem interesse em se tornar Rei e vive como um típico playboy. Do outro lado, Kim Hang Ah (Ha Ji Won) é a filha de um general norte-coreano e instrutora de Forças Especiais do seu país. A obra que completa 10 anos em 2022, em determinado momento cruza os caminhos dos protagonistas ao serem inscritos no Concurso Mundial de Oficiais para representar o Sul e o Norte. Durante a sessão de treinamento, os dois se envolvem em uma série de desentendimentos. Mas quando pensam que se livraram da presença um do outro com o fim do torneio, o destino tem outros planos. Mad for Each Other (2021) Na produção da Kakao TV de 2021, Lee Min Kyung (Oh Yeon Seo) e No Whi Oh (Jung Woo) tem passados dolorosos e atravessam um caminho de superação enquanto se apaixonam, mas antes terão muitos conflitos. Logo no primeiro encontro os dois se desentendem por Min Kyung acreditar que Whi Oh estava a perseguindo na rua. Para completar, os dois descobrem que são vizinhos e frequentam a mesma psiquiatra. Vale destacar que o K-Drama ressalta a importância da saúda mental, pelos protagonistas frequentarem um psiquiatra para superar seus traumas e mesmo com o namoro, mostram que o amor não pode curar tudo. Mad for Each Other está disponível na Netflix. So I Married an Anti-fan (2021) So I Married an Anti-fan é um romance, com adaptações para quadrinhos e um filme chinês. No K-Drama de 2021, Lee Geun Young (Choi Soo Young, membro do Girls Generation) é uma repórter que vê sua carreira e nome entrarem em declínio depois de um incidente caótico com uma celebridade e se torna o assunto mais comentado. O idol em questão é Hoo Joon (Choi Tae Joon), que não mostra a melhor das personalidades quando encontra a mulher. Sem emprego e perseguida pelas fãs de Hoo Joon, Geun Young resolve fazer um protesto em frente a casa do famoso. A situação faz com os dois sejam convidados para um reality show chamado "Então eu me casei com uma anti-fã", onde passam a conviver como casados. O K-Drama de 16 episódios está disponível no catalogo do VIKI. Leia também: Lançamento de doramas em novembro de 2021: Confira o calendário de estreias na Netflix e Viki You’re Beautiful (2009) Para quem é novo no dramaland, You’re beautiful é um clássico que vale a pena colocar na lista. Trazendo um elenco muito conhecido, a trama se concentra em uma proposta inusitada, que torna o dorama divertido de acompanhar. Mi Nyu (Park Shin Hye) é uma jovem freira que um dia recebe uma oferta incomum, assumir a identidade de seu irmão gêmeo enquanto ele precisa viajar por algum tempo devido a uma cirurgia plástica mal sucedida. O jovem em questão é Go Mi Nam, membro da famosa boyband A.N.Jell. Ao aceitar a proposta, Min Nyu terá que enganar e se adaptar aos outros três membros da banda, entre eles Hwang Tae Kyung (Jang Geun Suk), com quem logo de cara tem várias desavenças. Se tem algo que Tae Kyung parece determinado é em infernizar Min Nyu, acreditando que é Mi Nam, por não aceitá-lo no grupo. As atitudes do vocalista não ajudam a jovem a ter uma boa impressão dele, o que gera incansáveis brigas entre os dois. It's Okay, That's Love (2014) Se amor à primeira vista existe, será que ódio também? Isso aconteceu entre o famoso romancista e DJ de rádio Jang Jae Yeol (Jo In Sung) e a psiquiatra Ji Hae Soo (Gong Hyo Jin) quando participavam de um talk show. Os dois instantaneamente se irritam um com o outro quando Hae Soo discorda da maneira que a psicopatologia do personagem do livro de Jae Yeol foi retratado. A rivalidade entre eles só aumenta ao longo do programa após não conseguirem concordar em nenhum tema. Mas quando os protagonistas pensam que aquele seria o único encontro desagradável entre eles, o destino tinha uma surpresa. Depois de ser acusado de plágio injustamente, Jae Yeol precisa sumir dos holofotes por um tempo e vai morar justamente no mesmo apartamento que Hae Soo. It's Okay, That's Love é a opção ideal para aqueles que preferem um dorama mais adulto. Princess Hours (2006) Em uma Coreia governada pela monarquia, o príncipe herdeiro Lee Shin (Ju Ji Hoon) precisa melhorar a imagem pública da Família Real, enquanto se prepara para uma possível sucessão ao trono após o Rei adoecer. Para isso, Shin precisa se casar com uma pessoa comum, Shin Chae Kyung (Yoon Eun Hye), ambos frequentam a mesma escola de artes e conhecem um ao outro por uma briga no corredor do colégio. A convivência do casal não será fácil pelas personalidades opostas e péssimo começo que tiveram. Para piorar, Shin é apaixonado por Min Hyo Rin (Song Ji Hyo) e não deseja qualquer aproximação com Chae Kyung, ao mesmo tempo que o príncipe Lee Yul (Kim Jeong Hoon), primo de Shin, regressa da Inglaterra e se apaixona pela nova princesa da família. Para aqueles que se interessam por doramas de casamento arranjado e Família Real, Princess Hours e The King 2 Hearts formam um combo forte. Qual seu dorama enemies to lovers favorito? Conta para a gente em nosso Instagram e Twitter.

  • MAVERICK: THE BOYZ luta pela sobrevivência em Music Video e surpreende com b-sides promissoras

    Sobrevivência e determinação para traçar o próprio caminho marcam o 2º comeback coreano do boygroup em 2021. (Divulgação/Cre.ker) O THE BOYZ abre os comebacks do mês de novembro, com MAVERICK, seu 3º Single Album. Lançado nesta segunda-feira (1), trouxe apenas três músicas, mas bem distintas uma das outras, que podem alcançar os diferentes gostos de seu público. No novo álbum, Sangyeon, Jacob, Younghoon, Hyunjae, Juyeon, Kevin, New, Q, Haknyeon, Sunwoo e Eric misturam o hip-hop já conhecido entre alguns boygroups na faixa-título e b-sides de forte potencial. THE BOYZ é conhecido por canções alegres e Music Videos de cores vibrantes, mas há algum tempo tons mais escuros tem feito parte da paleta de cores. É claro, que o grupo não esquece totalmente suas origens, e em agosto, trouxe THRILL RIDE, um hip-hop contagiante para o verão. O grupo resgatou o gênero para seu novo comeback, porém o visual está totalmente o oposto, o MV colorido cedeu espaço a uma aura misteriosa, que preencheu o conceito de MAVERICK. MAVERICK é apresentada como um hip-hop com ritmo envolvente, além de ter vocais harmônicos, característicos do The Boyz. Mas a escolha de refrão não mostrou nada distinto, tanto na discografia do grupo, quanto em comparação a outros boygroups, com uma sonoridade que lembra, por vezes, fórmulas já usadas. Em compensação, as combinações de vocais de New, Hyunjae e Sangyeon, assim como a high note do líder, sem dúvidas, são os pontos altos da canção. Sobre o MV, o THE BOYZ não decepcionou na produção, e trouxe os 11 membros encarcerados e usando um colar escrito MVR abreviação de MAVERICK. Em uma luta pela sobrevivência, os integrantes aparecem em várias disputas para ser o último de pé. O clima repleto de suspense atiçou a curiosidades dos Deobis - fãs do grupo - para teorias. Mas muito além da busca pela sobrevivência na história, a letra carrega a mensagem de determinação para seguir seu próprio caminho e encontrar algo distinto dentro de si. "Quando estão todos tentando ser iguais / Eu existo como sou" Leia também: "Dimension: Dilemma": Enhypen vai do EDM ao rock em novo álbum e entrega seu melhor Porém, para aqueles que não ficaram satisfeitos com o single, não é hora de desanimar. O THE BOYZ trouxe duas b-sides que seguem caminhos opostos da title. A segunda música do álbum, Hypnotized, combina elementos de R&B, com foco em explorar os vocais do grupo, junto com um instrumental bem marcante e diferenciado. Na letra, há uma atmosfera sonhadora, a pessoa executa ações inconscientemente e não consegue fugir, como se estivesse hipnotizado. A terceira e última faixa, Russian Roulette, faz uma mistura gêneros musicais de forma dinâmica e mostra um toque enigmático. A letra aposta em formas de correr riscos enquanto se arrisca. Uma mensagem que combina perfeitamente com a dinâmica de produção da canção, já que a combinação de gêneros, tal como foi apresentada, é arriscada, mas foi uma aposta certa feita pelo grupo. Leia também: Lançamentos de K-pop em novembro de 2021: Confira o calendário de todos os comebacks do mês O Single Album marca o segundo comeback do grupo em 2021. Mas em termos de elementos de hip-hop em suas canções, talvez não tenha conseguido superar seus antecessores. MAVERICK de fato combina como title, pela perspectiva de ter um refrão forte e, consequentemente, potencial para ser lembrada. Por outro lado, é difícil dizer que é a melhor entre as três opções. Hypnotized e Russian Roulette são bons exemplos de quando b-sides superam a faixa-título.

  • Studio Choom: 8 idols escolhidos para o Artist Of The Month em 2021

    Projeto do Studio Choom conta com um represente por mês; veja os idols que realizaram performances pelo AOTM em 2021 (Divulgação/Studio Choom) Desde seu lançamento em janeiro de 2019, o Studio Choom se tornou um dos canais no YouTube essenciais para os fãs de K-Pop, que anseiam pela participação de seus grupos e solistas favoritos. Individualmente, o Artist of the Month (Artista do Mês) divulga a cada mês um artista para realizar uma apresentação de dança, usufruindo de tudo que o Studio tem de melhor para uma grande performance. O projeto teve início em outubro de 2020, com Lee Chaeyeon, ainda como membro do IZ*ONE, ao som de 16 Shots de Stefflon Don. Ao todo 11 artistas - oito em 2021 - passaram pelo Artista do Mês, com vídeos cada vez mais chamativos e performáticos. Porém, depois do lançamento de janeiro do ano passado, o AOTM só voltou em março. Após isso, ficou dois meses estagnado novamente, até retornar em junho e, a partir disso, ter um representante a cada mês, initerruptamente. Leia também: Além de Kep1er: cinco grupos de kpop que foram formados em realities Entre os convidados do último ano, os grupos que compõem a quarta geração do K-Pop ocuparam sete dos oito meses disponibilizados. Além disso, apenas três mulheres receberam o convite: Yeji, Chaeryeong e Ryujin, conhecidas por formarem a forte dance line do ITZY. Por outro lado, em relação aos homens não houveram repetições de membros do mesmo grupo. Confira as performances lançadas pelo AOTM: 8. U-KNOW (TVXQ) - 854 mil visualizações O ano foi aberto por Yunho, também conhecido por seu nome artístico U-Know, como o representante de janeiro. Os covers de my strange addicition de Billie Eilish e Vice de John Splithoff acompanharam as promoções do comeback solo do veterano na indústria. 7. Yeji (ITZY) - 32,1 milhões visualizações Em março, Yeji se tornou a primeira idol da quarta geração no AOTM. A membro do ITZY transformou o seu lançamento em um sucesso e se tornou o grande nome do projeto, sendo a única com mais de 30 milhões de visualizações até o momento. Com River de Bishop Briggs, Yeji mostra o que todos esperam dela: a combinação ideal dança e presença de palco. 6. Wooyoung (ATEEZ) - 12,4 milhões visualizações Dois meses depois, Wooyoung marcou o retorno do Artist of The Month do período de inatividade. Bad de Christopher foi escolhido como cover de junho, tornando o membro do ATEEZ o primeiro artista masculino da quarta geração a ser convidado. 5. Yeonjun (TOMORROW X TOGETHER) - 12,1 milhões visualizações O TOMORROW BY TOGETHER, também conhecido como TXT, não poderia faltar e Yeonjun foi escolhido para julho. Watermelon Sugar, sucesso de Harry Styles, e BLOW de Ed Sheeran, fizeram o idol se juntar a Yunho como os únicos a apresentarem duas músicas. O AOTM de Yeonjun se destaca pela produção, combinando a construção de uma narrativa breve com suas habilidades de dança. Leia também: “Minisode1: Blue Hour”: TXT mostra crescimento musical e oferece esperança em meio a solidão 4. Chaeryeong (ITZY) - 11,9 milhões visualizações Em agosto, o ITZY recebeu novamente espaço para uma de suas integrantes, quando Chaeryeong realizou a apresentação de Cry for Me de Camila Cabello. A dançarina principal do girlgroup alcançou as expectativas de carregar a posição no grupo, ao dominar o cenário do estúdio, mesmo quando está sem as back dancers. 3. Juyeon (THE BOYZ) - 5,8 milhões visualizações Setembro foi a vez de Juyeon do THE BOYZ apresentar you should see me in a crown de Billie Eilish. O membro do grupo vencedor do Road to Kingdom, reality show da Mnet, tem recebido visibilidade pelo talento com a dança e grandes performances. 2. Hyunjin (STRAY KIDZ) - 17,1 milhões visualizações Outubro foi dominado por Hyunjin e sua performance poderosa de Motley Crew, canção do Post Malone. Assim como Yeji, ele mostra números expressivos em relação a metas. O membro do Stray Kids tem o segundo AOTM mais visto, ficando atrás apenas da companheira de agência. 1. Ryujin (ITZY) - 13,2 milhões visualizações Novembro encerrou os covers do ano no canal com Therefore I Am de Billie Eilish executado por Ryujin. Apesar de ter sido o último lançamento de 2021, o sucesso é evidente ao analisar o quão rápido a membro do ITZY alcançou certas metas. Por exemplo, em apenas cinco dias chegou a 1 milhão de curtidas e 14 dias bateu a marca de 10 milhões de reproduções. Qual é o seu Artist Of The Month favorito? Conta pra gente em nosso Twitter e Instagram.

  • Halloween: Confira as 8 melhores dance practices para aproveitar o dia 31

    Os grupos de K-POP não deixam o Halloween passar despercebido e sempre surpreendem os fãs com uma dance practice especial. (Reprodução/HYBE, WM, CUBE e JYP) No K-POP, as dance practices temáticas são quase uma tradição, principalmente, quando se trata do Halloween. De BTS a ITZY, não importa o tempo de carreira, a maioria dos grupos já se apresentaram, ao menos uma vez, fantasiados. O mês de outubro carrega altas expectativas para a divulgação dos vídeos especiais para entreter seu público. Um ponto positivo para os fãs, que esperam ansiosamente para ver as escolhas de customização de seus idols. Com o Dia das Bruxas chegando, o Café com Kimchi separou os oito melhores vídeos de dança para você aproveitar a data maratonando e dançando com seu artista favorito. Dolphin - OH MY GIRL No último ano, a música escolhida para o Halloween do Oh My Girl foi a b-side Dolphin, grande sucesso do grupo em 2020. Apesar de ser um vídeo especial para o dia 31, o novo visual não impediu as integrantes executarem a apresentação de forma carismática. Ainda aproveitaram para deixar a seriedade de lado e dar um toque divertido, enquanto revezavam em performar e brincar umas com as outras. Será que o Oh My Girl tem algo preparado para esse ano também? Thunderous - Stray Kids O Stray Kids resolveu adiantar um pouco o Halloween e em setembro deste ano lançou uma vídeo especial para Thunderous, com os oito membros vestidos de vampiros. O Stray Kids é um dos grupos que não perdem a oportunidade de fazer vídeos especiais com fantasias. Quem sabe o boygroup não tenha mais uma surpresa para os próximos dias. Not Shy - ITZY O ITZY também não ficou de fora da comemoração e no ano passado decidiu lançar o seu vídeo mais cedo. O quinteto inspirou-se em vilões do universo da Disney para a versão especial de Not Shy. A escolha de representar figuras fortes combinou com a música poderosa do girlgroup. Mas é claro, um pouco da personalidade das integrantes não poderia ficar de fora, trazendo um clima descontraído para a sala de prática. Com certeza, o fandom deve estar torcendo para LOCO seguir pelo mesmo caminho. Regular - NCT 127 O Halloween de 2018 foi a última vez que o NCT 127 teve uma dance practice desse tipo. Em fantasias bem diversificadas, que vão de Monalisa até Tigrão, os membros apresentaram Regular, com um toque que chega a ser cômico, ao incorporarem seus personagens enquanto dançam. Em seu recente comeback, Favorite (Vampire), os integrantes aparecem como vampiros. Talvez as NCTzens tenham grandes expectativas para o Dia das Bruxas. Leiam também: Festa de Halloween da SM: relembre dez fantasias icônicas do evento Put It Straight (Nightmare Ver) - (G)-IDLE Em 2019, o (G)-IDLE acertou na produção do seu vídeo especial. O girlgroup incorporou bem o espírito da celebração e entregou muitos elementos de terror, apostando em personagens conhecidos como Coringa, Múmia e Freira. A sala de prática da CUBE se transformou, brevemente, em um cenário de filme de terror para Put It Straight (Nightmare Ver). O (G)-IDLE não poderia ter escolhido uma música melhor para a ocasião. MMM - TREASURE O TREASURE fez a sua estreia em 2020, com 3 lançamentos em 1 ano, a música escolhida para apresentação de Halloween foi MMM. No vídeo, os 12 membros aparecem vestidos de diferentes personagens. O que torna mais divertido é a dificuldade de alguns integrantes em executarem os passos por conta das roupas. O boygroup está sem comeback desde My Treasure, em janeiro de 2021. Será que as fãs podem apostar em um vídeo especial de Halloween esse ano? BOCA - Dreamcatcher Falou em Halloween, não pode faltar Dreamcatcher. A marca do girlgroup são Music Videos com conceitos inclinados para o terror e suspense, e por isso, não poderia ficar de fora desta lista. No último ano, os fãs foram surpreendidos com o dance video de BOCA na versão zumbi. Nele, as integrantes aparecem vestidas com roupas tradicionais coreanas, assim como seus dançarinos zumbis. Seria uma referência ao famoso K-Drama Kingdom? Leia também: Especial Halloween: veja 10 MVs com a temática do Dia das Bruxas para entrar no clima GO GO - BTS Um dos grupos que tradicionalmente utilizavam seu espaço na sala de prática para o Dia das Bruxas era o BTS. O Bangtan Bomb, vídeos curtos publicados no canal do grupo, era acompanhado do especial de Halloween. A última vez que os Armys presenciaram esse momento foi em 2017, com GO GO, quando os seis membros apareceram vestidos de anões da Branca de Neve e V se fantasiou de princesa. Os fãs devem estar com saudades desses momentos. Leiam também: Halloween 2021: Quer terror? Veja 4 filmes sul-coreanos que podem te assustar ainda hoje Depois dessa lista, você está pronto para ter uma ótima maratona de Halloween. Compartilhe com o Café com Kimchi qual é a sua dance practice favorita.

  • “Minisode1: Blue Hour”: TXT mostra crescimento musical e oferece esperança em meio a solidão

    Há um ano o TXT retornava com seu terceiro EP, com os desafios da COVID-19, buscou confortar os fãs por meio da música. (Divulgação/HYBE) Há um ano, o TOMORROW X TOGETHER, mais conhecido como TXT, lançava o seu terceiro EP intitulado de minisode1: Blue Hour. O álbum marcou a nova era do boygroup composto pelos integrantes: Soobin, Yeonjun, Beomgyu, Taehyun e HueningKai, como o primeiro após o fim da trilogia The Dream Chapter, apresentada desde o debut. O quinteto explorou histórias do cotidiano, com intuito de se tornar um refúgio para as pessoas durante situações difíceis. A lista de conquistas do minisode1 é extensa. Colecionando #1 em diferentes categorias no Hanteo, Gaon, Oricon e Billboard, o TXT novamente mostrou que não pretende decair, quebrou os próprios recordes e estipulou novos na quarta geração do K-pop. Se consagrou como o grupo masculino da geração que mais vendeu na primeira semana da Hanteo (300 mil cópias) em 2020 e a maior estreia de um grupo da 4º geração na Gaon (415 mil cópias). Em outubro, as promoções da nova fase iniciaram. Junto com o single Blue Hour, a faixa We Lost the Summer esteve presente nos Music Shows, com o lançamento do MV em novembro. As promoções do single se estenderam até 11 de novembro no Show Champion e cederam espaço para um breve divulgação da b-side. Confortando os fãs por meio da música Muito além dos feitos numéricos, os Moas - fandom do TXT - podem se orgulhar da qualidade e a representação do minisode1: Blue Hour. O disco soube abordar a solidão em diferentes ocasiões da vida, seja em lugares familiares ou na amizade. A pandemia da COVID-19, impactou severamente o mundo e exigiu diversas mudanças. O quinteto acertou ao separar uma música justamente para falar sobre o isolamento social. O diálogo é ainda mais imersivo por se tratar de uma narrativa a partir de suas perspectivas como jovens, servindo como uma fonte de exemplo aos seus fãs. O conceito focou em refletir esse estado que o mundo atravessava. Para os teasers, foi preciso selecionar pontos chaves, como “casa” e “virtual”, devido às limitações da quarentena. Pensando nisso, as fotos para a divulgação, divididas “R”, “VR” e “AR”, enfatizaram as barreiras, mas ainda assim, comprovaram que seria possível passar bons momentos e interagir com os amigos. O crescimento musical ficou evidente, o grupo arriscou mais e apostou na mistura de diferentes gêneros, muitos deles, estreantes na discografia. Além disso, os integrantes mostraram a confiança que possuem da empresa, estando presentes na composição de três das cinco faixas. Uma surpresa é a participação da cantora e compositora britânica Charli XCX entre os escritores da música We Lost The Summer. (Reprodução/HYBE) A faixa de abertura, Ghosting, é uma balada rock-indie dos anos 80. A música combina vocais harmônicos com um refrão vintage e nostálgico. “Ghosthing” deriva da palavra inglês “ghost” que significa “fantasma”, é um forma comum de denominar o encerramento de uma relação sem explicações na era digital. A letra aborda o assunto que passa despercebido na vida de muitos adolescentes, a perda de contato com um amigo que simplesmente some. Ele desaparece como um fantasma, deixando para trás uma pessoa que anseia por uma mensagem que nunca chega. Consequentemente, o vazio e a angústia também o transformam em um fantasma na sua própria realidade. Ele tenta lidar com o fim do relacionamento, ao mesmo tempo em que ainda tem esperanças de retorno. A faixa título do álbum, Blue Hour, também conhecida como 5시 53분의 하늘에서 발견한 너와 나, é a primeira disco do grupo. A música traz vocais suaves, som alegre e contagiante. O horário, 5:53 PM, no nome em coreano é uma referência ao pôr do sol que acontece na cidade de Seul em outubro. O grupo utiliza a metáfora dessa visão para explorar sentimentos conflitantes de estranheza e isolamento, mesmo em ambientes familiares. A música passa uma mensagem reconfortante, enfatizando que apesar da solidão nestes tempos, ainda há esperança de se sentir da mesma maneira que as outras pessoas. A letra representa o anseio de escapar para um mundo imaginário e congelar o tempo para não retornar as dificuldades do real. O Music Video tem cores vibrantes e cenários fantasiosos de um universo mágico, que marcam essa fuga da realidade. Mas a aventura do quinteto desaparece com o pôr do sol. A faixa seguinte chamou atenção por falar do assunto de preocupação mundial, a COVID-19. Em We Lost The Summer, o boygroup buscou trazer um pouco de conforto aos seus fãs, evidenciando que não estão sozinhos neste cenário difícil. A partir da narrativa de um adolescente, a letra enfatiza as mudanças causadas pela pandemia. Além de resgatar sentimentos de saudades com pessoas que não podem se ver devido ao isolamento social. O TXT também apostou em sua influência, enquanto figura pública, para incentivar a importância dos protocolos de segurança. Elementos do novo normal durante a pandemia, como máscaras, espera pela vacina e isolamento social aparecem na letra da música. Os cuidados também são ilustrados no Music Vídeo, onde os membros aparecem separados, cada um em suas residências, depois do decreto de quarentena. Para se conectarem, os cinco jovens fazem chamadas de vídeo e adaptam suas vidas para atividades caseiras. Entre as cinco faixas, Wishlist substitui o vazio pela vontade de presentear uma pessoa especial. Mas a tentativa se torna um grande desafio, quando o presenteado não revela o que deseja. A letra retrata as dificuldades em escolher um presente de aniversário e as diferentes tentativas de encontrar o ideal. O conflito faz o menino passar noites em claro e implorar por uma lista de desejos do aniversariante. A música combina elementos empolgantes de pop-rock. A última faixa do álbum Way Home é uma Future R&B, em que o quinteto apresenta a solidão e saudades no caminho de volta para casa ao fim das aulas. A letra narra um menino perdido em meio a recordações e incertezas. Mas apesar do conflito, a mensagem transmitida pela música é que independentemente de tudo, ele ainda poderá estar junto ao amigo da sua memória, enquanto se lembrarem um do outro. Leia também: ‘+ALPHA+’ é a materialização do poder de CL Leia também: 5 anos de WINGS: o disco que definiu a carreira de BTS Lidando com os conflitos amplificados pelo período pandêmico, o minisode1: Blue Hour oferece conforto e esperança. Realça que os jovens não estão sozinhos com esse turbilhão de sentimentos. Mantendo a abordagem característica do quinteto, o minisode1 cumpriu o prometido e se destaca na discografia pela carga de significados que o acompanha. O boygroup compartilhou com êxito um EP que dialoga com o seu contexto. Inclusive, como dito pelos próprios membros, essas são histórias que apenas eles poderiam contar. Percebe-se que o TXT vem para mostrar que a quarta geração está em boas mãos.

  • Kep1er: Conheça o girlgroup formado pelo reality show “Girls Planet 999”

    O último episódio do survival show da Mnet revelou as nove vencedoras, que formam o Kep1er pelos próximos 2 anos e 6 meses. (Reprodução/Mnet) A cerimônia final do Girls Planet 999 ocorreu na última sexta-feira (22) e revelou o novo girlgroup formado pelo survival show da Mnet. Depois de quase três meses de programa, as nove integrantes conquistaram os seus sonhos e se uniram para se tornarem as melhores, como o nome do grupo sugere. O Kep1er é composto por: Chaehyun, Bahiyyih, Yujin, Dayeon, Youngeun, Yeseo, Hikaru, Mashiro e Xiaoting. Com a proposta de criar um grupo global, o Girls Planet 999 dividiu as participantes, a partir de suas nacionalidades: C-Group (chinesas), K-Group (coreanas) e J-Group (japonesas). Inicialmente, com uma center para cada na apresentação da música tema O.O.O. As 18 classificadas para a final foram divididas para a apresentação de Shine. O time 1 responsável por apresentar o primeiro verso, enquanto o time 2, encarregado do segundo. Em determinado ponto da música, os dois grupos se uniram no palco para completarem a última missão juntos. Para a despedida, as trainees preparam mais uma canção, Another Dream, e colocaram um ponto final no sonho que o Girls Planet 999 significou em suas vidas. As participantes esbanjaram doces vocais e não conseguiram esconder a emoção. Os membros do Kep1er foram escolhidos através da soma de votos de residentes da Coreia do Sul e telespectadores de outros países pelo aplicativo UNIVERSE. Durante toda a semana, os fãs puderam votar em uma trainee por dia. A votação foi encerrada durante a cerimônia e contabilizou 4.944.001 de votos em 172 países. Como um grupo temporário, o Kep1er terá duração de 2 anos e 6 meses de contrato. A agenda divulgada pela Mnet, prevê um reality show em novembro para que o público possa conhecer melhor as integrantes. O debut, junto com o Showcase, foi marcado para dezembro, mas, posteriormente adiado. O grupo debutou oficialmente em 3 de janeiro, com o EP First Impact e a faixa-título WA DA DA. Leia também: Além de Kep1er: cinco grupos de kpop que foram formados em realities Conheça o TOP 9 do Kep1er: 9º Shen Xiaoting (C-Group) - 700.663 mil votos (Reprodução/Mnet) Xiaoting foi a center do C-Group e a única das três centers a manter a posição. Nas duas primeiras missões, compôs os grupos de How You Like That e Fate. Mas em Shake, entregou uma performance digna de primeiro lugar, com expressões faciais, dança, vocais e visual impecáveis. Como se não bastasse, rendeu os coreanos aos seus pés, se tornando a mais votada na Coreia do Sul na eliminatória antes da final. Muitos foram surpreendidos com a queda de seu ranking. 8º Sakamoto Mashiro (J-Group) - 708.149 mil votos (Reprodução/Mnet) Mashiro soube cativar desde sua primeira apresentação. Em seguida, compôs o grupo que entregou um dos melhores desempenhos vocais da Connect Mission, Fiesta. Depois da combinação poderosa de vocal e dança, Mashiro inovou e soube dominar o palco com 마.피.아. In the morning. A japonesa manteve a sequência de stages que exigiam forte presença e integrou o grupo de U+Me=Love. 7º Ezaki Hikaru (J-Group) - 713.322 votos (Reprodução/Mnet) Hikaru foi a center do J-Group. Logo em sua apresentação inicial, mostrou o motivo de ser a número um entre as japonesas. Com facilidade em executar um girl crush, capturou todos os olhares para si em BOOMBAYAH. Transitou com sucesso por um conceito mais maduro em The Eve para uma aura refrescante em No Excuses. Já em Shake mostrou uma grande evolução de suas habilidades e presença de palco. 6º Kang Yeseo (K-Group) - 770.561 mil votos (Reprodução/Mnet) Yeseo estreou em 2010 no grupo de crianças CutieL, com apenas 5 anos. A mais nova do Kep1er também tem experiência em palcos, que adquiriu ao lado de seu ex-grupo Busters. No Girls Planet 999, Yeseo passou longe de conceitos fofos, optando por músicas que exigiam uma maior maturidade, desde Crazy, como sua primeira apresentação, até Fiesta. Em Fate, Yeseo protagonizou uma das performances mais emocionantes do programa e levou tanto participantes, quanto mentores, às lágrimas. 5º Seo Youngeun (K-Group) - 781.657 mil votos (Reprodução/Mnet) Youngeun soube deixar uma forte primeira impressão. Protagonizou uma das melhores performances iniciais, com Kick It. Em uma combinação poderosa de rap, dança e presença de palco, conduziu o stage ao seu favor. Mas em seguida, o seu foco mudou e passou a apostar no vocal. Em My House e U+Me=Love, Youngeun mostrou que pode ser considerada um Ace. 4º Kim Dayeon (K-Group) - 885.286 mil votos Dayeon se mostrou um exemplo de evolução no programa. A center do K-Group viveu altos e baixos, sendo a única das três centers a sofrer por um longo tempo fora do TOP 9. Apesar do choque, Dayeon não desistiu e em Ice Cream entregou tudo o que esperavam dela. Dominou a apresentação, se destacando em liderança, carisma e habilidades de dança, características que se estenderam pelo resto do programa. 3º Choi Yujin (K-Group) - 915.722 mil votos (Reprodução/Mnet) Yujin debutou em 2015 com o CLC, ainda como membro do grupo, decidiu se juntar ao survival show em busca de uma nova oportunidade. Para a primeira missão, integrou o grupo de How You Like That. Em seguida, escolheu Fate e mostrou sua capacidade de executar diferentes músicas com facilidade. Porém, seu maior destaque aconteceu na performance de Shoot!, onde surpreendeu ao carregar o vocal do time e mostrar expressões faciais que deixam claro o quanto Yujin estava confortável no palco. 2º Huening Bahiyyih (K-Group) - 923.567 mil votos (Reprodução/Mnet) Bahiyyih teve um crescimento surpreendente no reality. Apesar de ter construído uma grande popularidade internacional, a coreana esteve longe do TOP 9 durante todo o programa. Teve o azar de iniciar Girls Planet 999 com músicas que não a favoreceram. Mas Bahiyyih foi capaz de mostrar suas próprias cores em Ice Cream, esbanjando carisma e conforto ao se encaixar no conceito. Em Shoot!, novamente mostrou a evolução que a fez conquistar o segundo lugar do Kep1er. 1º Kim Chaehyun (K-Group) - 1.081.182 mil votos (Reprodução/Mnet) Chaehyun buscou deixar seu vocal em evidência nas escolhas de música a cada missão. A trainee mostrou uma sequência estável, com Yes or Yes, My Sea e Utopia. Mas foi com as duas últimas que Chaehyun teve o merecido destaque. A coreana se consagrou entre as melhores vocalistas do programa após executar performances emocionantes. Como exemplo de evolução e desempenho impecável, Chaehyun capturou a atenção do público, que a levou ao merecido primeiro lugar. Leia também: The Masked Singer: conheça seis idols que participaram do reality original na Coreia do Sul

  • Lookism: Confira a nova animação sul-coreana da Netflix e conheça outras para assistir

    Baseado em webtoon de 2014, a adaptação ficou no top 10 da plataforma e abre espaço para outras obras do gênero (Divulgação/Netflix) Famosa atualmente por seu catálogo de doramas como Pretendente Surpresa e Uma Advogada Extraordinária, a Netflix resolveu apostar em uma produção não tão convencional. Lookism é um anime sul-coreano que chegou a plataforma em dezembro e que chama a atenção por seus traços mais realistas, se diferenciando um pouco dos famosos animes japoneses e mangás. A obra é baseada em um webtoon, quadrinho digital sul-coreano, que foi escrito e ilustrado por Park Tae-joon em 2014. Mesmo com pouco tempo desde seu lançamento, Lookism alcançou o top 10 na Netflix, o que faz pensar na possibilidade de uma segunda temporada. Se você ainda não assistiu esse lançamento, o Café com Kimchi trouxe algumas informações para você conhecer, além de outras obras gênero para assistir depois de Lookism. Qual a sinopse de Lookism? Park Hyung Seok é estudante do ensino médio que sofre bullying por conta de sua aparência. Do dia para a noite ele ganha o poder de alternar entre dois corpos, um que é considerado fora dos padrões de beleza e o faz ser tratado mal e um considerado bonito e esbelto, mudando completamente a forma em que as pessoas o tratam. A mudança de corpo acontece toda vez em que ele dorme, e assim o jovem passa a ter uma vida dupla alternando entre dois corpos de aparências completamente opostas. A forma em que Seok é tratado de formas diferentes de acordo com o corpo em que está, mostra a superficialidade da sociedade e as maldades que ele enfrenta ainda como estudante. Em meio aos desafios, Seok tem a companhia de Duk-Hwa um menino que sonha em se tornar um rapper como o Eminem e que apesar de todo o seu talento é subestimado por conta de sua aparência. Sua amizade ajuda a lidar com os problemas e traz um lado mais leve e agradável para o “anime”. Além disso, o próprio nome do anime tem significado, a palavra Lookism vem do coreano e que descreve o tratamento preferencial e a descriminação baseada na aparência. Leia também: Dos quadrinhos para as telas: Conheça 6 doramas baseados em webtoons Outros animes sul-coreanos para você assistir Noblesse Lançado em 2020, esse anime foi adaptado do manhwa, espécie de mangá coreano, escrito por Son Jae-ho e ilustrado por Lee Kwang Soo. Conta a história de Raziel que acorda após 820 anos sem conhecimento do avanço das tecnologias e da humanidade. Disponível no CrunchyRoll, essa obra ganhou destaque em meio às obras japonesas que eram mais conhecidas e abriu espaço para o conhecimento das produções coreanas. The God of High School Baseado na história feita por Park YoungJae, teve sua estreia em 2020 na plataforma de streaming CrunchyRoll. Jin Mori vê sua vida ser transformada ao ser convidado para participar do "God of High School", um torneio que irá decidir quem é o estudante de colegial mais poderoso de todos e que dará ao vencedor a realização do desejo que tiver. Ghost Messenger Em um submundo controlado por mensageiros fantasmas que utilizam seus celulares para caçar, o Mestre Kang Rim fica preso dentro de seu celular ao tentar capturar um espírito perigoso. Disponível com legendas em português no Viki, foi lançado em 2014. Tower of God Escrito e ilustrado por Lee Jong-hui, essa obra conta a história de Baam um menino que sempre passou sua vida na parte inferior da chamada Tower Of God, um lugar que promete realizar desejos caso consiga superar alguns desafios. Disponível para stream no CrunchyRoll, já conta cm duas temporadas. Leia também: Dos quadrinhos para as telas: Conheça 6 doramas baseados em webtoons Se interessou pelos títulos? Conte em nossas redes sociais.

  • Candy: NCT Dream homenageia a memorável faixa do grupo H.O.T em seu novo mini álbum

    Além do boygroup dos primórdios do k-pop, outros grupos e solistas como S.E.S e BoA receberam homenagem de artistas da SM Entertainment (Divulgação / SM Ent.) Em setembro de 1996, H.O.T, boygroup dos primórdios do k-pop, lançava Candy, música memorável ainda nos dias de hoje e importantíssima para sua carreira. E agora, no dia 16 de dezembro, NCT Dream fará um tributo à música em seu álbum especial de inverno com título homônimo, mesclando seu próprio estilo à originalidade de Candy. Com isso, devemos relembrar a importância do marco que foi a música e seu grupo original. A SM Entertainment anunciou o álbum através da conta oficial do NCT Dream, ele será composto por seis faixas, sendo Candy a título, descrita como uma reinterpretação que encantaria todas as gerações com seu charme e alegria. O lançamento é o terceiro projeto do grupo esse ano, sendo os primeiros Glitch Mode e seu repackage Beatbox. Leia também: NCT 127: Ingressos, local e tudo o que você precisa saber sobre a "Neo City - The Link" no Brasil O legado de Candy H.O.T, ou High Five Of Teenagers fez seu debut em 1996, com cinco membros: Kangta, Tony, Jaewon, Heejun e Woohyuk. Seu primeiro projeto foi We Hate All Kinds of Violence, álbum com nove faixas, sendo Descent Of Warriors o primeiro single, uma faixa mais obscura que retrata o bullying. Já o segundo single, Candy, foi o que definiu e conquistou o público do boygroup. H.O.T, um dos boygroups da 1ª geração do k-pop. A música é bem característica da época, tanto em sonoridade quanto em estética do MV, em que o quinteto dança em parque de diversões, trajado em roupas coloridas. Sua melodia é enérgica e dançante, mas diverge da letra, que fala sobre amar uma pessoa e mesmo assim querer deixá-la. “Eu vou te esquecer e parar de te amar / Quando olho para o céu acima de mim / Devo manter meu coração frio em relação a você / Mas quando caminhei em sua direção / Vi que estamos sob o mesmo céu” No ano de seu debut, o grupo levou o prêmio de Best New Artist no Golden Disc Awards. E não para por aí, a música ainda foi muito além, estando bem posicionada nos music shows da época, os atuais Music Bank, Inkigayo e Music Core. Também esteve no top 1 da lista de Músicas Mais Populares de 1996 da MTV Korea. Ela é sempre lembrada, bem como foi escolhida pelo Melon, em 2021, como uma das Top 100 Músicas de K-pop de Todos os Tempos, na 17ª posição. Candy também foi muito reproduzida por grupos de k-pop que debutaram posteriormente, como por SHINee, PENTAGON, TXT e Stray Kids. Leia também: TXT: Saiba tudo sobre o líder da 4º geração e uma das atrações do Music Bank Chile 2022 Outros tributos Os tributos feitos pela SM Entertainment já são algo que ocorre esporadicamente, e é comum a empresa relembrar alguns artistas e grupos que marcaram e continuam influenciando as gerações do k-pop. As músicas por si só já tem seu impacto e essência própria, mas quando cantadas por outros grupos, absorvem também a essência de quem as homenageia. Veja alguns exemplos a seguir: Os girlgroups Red Velvet, junto com Taeyoung do NCT 127 e também o aespa homenagearam o S.E.S, grupo feminino da 1ª geração, dando um toque pessoal a suas faixas Be Natural e Dreams Come True. Leia também: Leia também: "Birthday" do Red Velvet: Relembre como a franquia dos álbuns The ReVe Festival começou Além disso, no aniversário de 20 anos de carreira da BoA, a empresa preparou uma homenagem especial para a solista, onde alguns artistas cantaram suas músicas mais icônicas, como Baekhyun do EXO performou Garden In The Air e BOL4, Atlantis Princess. Leia também: Genius Idol: confira trends que o Baekhyun do EXO popularizou no K-POP Quais suas expectativas para Candy de NCT Dream? Conte em nossas redes sociais.

  • "La Casa de Papel Coreia" já encontrou sua "Bella Ciao" — e tem relação com período sombrio do país

    No lugar da música em italiano, o remake da Netflix fez uma homenagem a um pioneiro do folk rock e também do movimento hippie sul-coreano (Divulgação/Netflix) Seis meses depois da primeira parte, a Netflix liberou mais seis episódios de La Casa de Papel: Coreia. Baseada na série espanhola que virou fenômeno mundial, mas trazendo elementos da cultura sul-coreana, a trama continua de onde parou: em pleno assalto à Casa da Moeda Unificada, situada em uma fictícia zona livre entre as duas Coreias. Se, para além dos macacões vermelhos, máscaras estilizadas e codinomes de cidades, a obra original ficou marcada pela canção "Bella Ciao", o remake também encontrou um "hino" para chamar de seu. Trata-se da música "행복의 나라로", lançada em 2007 por Han Dae Su. Em hangeul, o alfabeto sul-coreano, quer dizer "A Caminho da Terra da Felicidade". Já em inglês, é conhecida como "Into The Land Of Happiness". Aparece pela primeira vez no início do oitavo episódio, o segundo da nova leva. No esconderijo onde o assalto está sendo planejado, o Professor (Yoo Jitae) informa aos recrutas que o Dia D já está definido e que agora podem beber e descansar. Durante a comemoração, Moscou (Lee Wonjong) fica bêbado e começa a balbuciar "Into The Land Of Happiness". O grupo pede que continue, apesar de o homem insistir que não passa de uma "música velha". Persuadido por Nairobi (Jang Yoonju), Moscou se levanta e retoma a letra, até que todos se juntam a ele em uníssono. (Divulgação/Netflix) No final do mesmo capítulo, a obra de Han Dae Su surge novamente – e dessa vez para uma revelação bombástica. Se você ainda não assistiu, é melhor parar por aqui para evitar spoiler. Afinal, é ao som de "Into The Land Of Happiness" que o público descobre que o Professor é na verdade irmão de Berlim (Park Haesoo). Em um flashback inesperado, ambos estão sentados lado a lado no que parece ser o sótão do esconderijo. Berlim toca algumas notas na gaita, depois o Professor murmura os versos iniciais de "Into The Land Of Happiness". Não demora para que Berlim o acompanhe, formando um dueto inspirado. Visivelmente felizes, brindam e comentam que o pai deles adorava essa música. "Eu cantava com ele sem saber o significado", diz Berlim, propondo outro brinde "ao sonho nunca realizado" do pai. Ao que o Professor acrescenta: "E ao reencontro dos irmãos." COMO A MÚSICA DE HAN DAE SU SE INSERE NO CONTEXTO DE LA CASA DE PAPEL? Presente nesses dois momentos-chave, "Into The Land Of Happiness" não é uma canção qualquer. Seu intérprete é considerado o mestre do folk rock sul-coreano e pioneiro do movimento hippie no país durante os anos 1960. Embora "Into The Land Of Happiness" seja recente – de 2007 –, a carreira de Han Dae Su remete a um período bastante conturbado para a Coreia do Sul: a ditadura de Park Chunghee (1961-1979). Nascido em Busan, em 1948, o artista se mudou com sua família para Nova York em 1958. Vivendo entre os EUA e a Coreia, foi influenciado musicalmente por grandes nomes como John Lennon, Bob Dylan e Leonard Cohen. A partir de 1968, "inaugurou" a cena folk em sua terra e, depois de cumprir o serviço militar obrigatório, lançou seus dois primeiros álbuns, Long-long road (1974) e Rubber Shoes (1975). Embora não fossem explicitamente anti-governo, seus trabalhos eram críticos o suficiente para entrar no radar das autoridades. Seus dois álbuns seguintes acabaram censurados, forçando Han Dae Su a buscar exílio em Nova York. Mas o tiro saiu pela culatra: "Give me some water" ("물 좀 주소") and "The nation of Happiness" ("행복의 나라") se tornaram hinos da juventude sul-coreana. Quanto a "Into The Land Of Happiness", escolhida para La Casa de Papel: Coreia, fala justamente sobre abrir a janela e se lançar no mundo. É um convite para ouvir os pássaros cantando, sentir a grama macia, dançar sob chuva e trovão, rir e chorar. É uma letra que fala de liberdade, amor, paz, alegria e futuro – temas recorrentes na trajetória de Han Dae Su e que, no caso dos ladrões comandados pelo Professor, representam o "final do arco-íris", a vida melhor que esperam ter depois do assalto. Por sua vez, a música da versão espanhola não é cantada na língua materna, e sim em italiano – como o próprio título sugere. Se a composição de Han Dae Su já poderia ser considerada combativa, "Bella Ciao" é um símbolo de resistência mais forte ainda. Está ligada à mobilização popular que ocorreu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, para derrubar o regime fascista de Benito Mussolini. Ao contrário de "Into The Land Of Happiness", cuja letra é mais lírica, "Bella Ciao" funciona quase como uma narrativa dramática. Há muitas histórias que explicam seu surgimento, mas a mais aceita é a de que era cantada pelas mondine no início do século 20. Quer dizer, mulheres italianas que trabalhavam em plantações de arroz sazonalmente, no norte da Itália. Essa primeira versão trata das árduas condições que enfrentavam nos campos. Mais tarde, durante a Segunda Guerra, foi modificada para retratar a realidade daqueles que pegavam em armas contra Mussolini. Certamente você já ouviu a palavra partigiano em "Bella Ciao". Ela designa os membros da resistência organizada italiana, que estavam determinados a acabar com o fascismo mesmo que lhes custasse a vida. Assim como a versão espanhola, La Casa de Papel: Coreia está disponível no catálogo da Netflix. O elenco ainda é formado por Jeon Jongseo (como Tóquio), Lee Hyunwoo (Rio), Kim Jihoon (Denver), Kim Ji-hun (Helsinque) e Lee Kyuho (Oslo). Leia também: La Casa de Papel Coreia: Qual é o significado da nova máscara do remake coreano da Netflix?

  • Por que alguns lançamentos de K-pop acontecem na sexta-feira? Tudo começou com a Beyoncé!

    Álbuns como BORN PINK e Proof chegaram às plataformas digitais em uma sexta-feira, ao invés da usual segunda-feira de lançamentos no K-pop (Reprodução/Google Imagens) Nos últimos anos, muitas coisas mudaram no K-pop, principalmente a relação da indústria fonográfica coreana com o mercado norte-americano. A música pop na Coreia do Sul tem forte influência de outros gêneros musicais, conta com produtores sul-coreanos e estrangeiros e, em dado momento, encontrou cada vez mais oportunidades de expandir seu soft power para todo o mundo. Artistas como PSY, Girls’ Generation, BIGBANG e Miss A abriram portas para o K-pop em premiações e mídias europeias e norte-americanas nos anos 2000, enquanto grupos como BTS, BLACKPINK e SEVENTEEN também ganharam grande relevância internacionalmente na última década. Com a expansão da música coreana no mainstream, algumas tendências populares na indústria ocidental têm sido utilizadas com certa frequência para lançamentos de K-pop — como pré-singles e mudança na data de estreia. Geralmente, os principais lançamentos de K-pop acontecem em uma segunda-feira, às seis horas da noite na Coreia do Sul (e seis da manhã no Brasil). No entanto, grupos como BTS e BLACKPINK fizeram seus últimos comebacks em uma sexta-feira, geralmente uma hora da manhã por aqui. E, afinal, por que isso acontece? A tendência ganhou força graças a Beyoncé Em 2013, Beyoncé mudou a indústria com o lançamento surpresa de seu álbum autointitulado, em plena sexta-feira. Além de ter sido uma estreia inesperada, o disco também surpreendeu por não ter sido lançado em uma terça-feira, como era comum nos Estados Unidos de 2012 para trás. Antes do lançamento de Beyoncé, as estreias de música aconteciam às segundas-feiras no Reino Unido e França, sexta-feiras na Austrália e Alemanha, enquanto os Estados Unidos reservavam as terças para trazer novas produções sonoras ao público — prática que acontece desde a década de 1980 no país norte-americano. No período anterior à existência de plataformas digitais de streaming, havia a necessidade de manter um dia fixo da semana para entregar os discos físicos às lojas. Assim, as gravadoras tinham todo o fim de semana para imprimir, gravar, embalar e enviar os álbuns para que chegassem no “dia correto de lançamento” até as prateleiras. Leia também — Tiny Desk coreano? Confira as melhores apresentações de grupos e solistas de K-pop no Killing Voice Com o estrondoso lançamento do álbum Beyoncé, em 2013, uma série de discussões foram fomentadas na indústria. Em pesquisas feitas pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), 7.251 consumidores de música foram consultados e 68% deles afirmaram que preferem que as novas estreias sejam liberadas nas sextas ou sábados. Assim, em 26 de fevereiro de 2015, foi decidido que sexta-feira seria o dia ideal para lançamentos globais. A unificação de uma data serviria também para diminuir os índices de pirataria, já que todas as estreias chegariam ao público simultaneamente. Na época em que o comunicado foi emitido, o CEO da IFPI, Frances Moore, declarou: “Os fãs de música vivem no mundo digital de hoje. Seu amor por novas músicas não reconhece as fronteiras nacionais. Eles querem música quando estiver disponível na Internet — não quando estiver disponível em seu país. Um dia de lançamento global alinha e põe fim à frustração de não poder acessar lançamentos em seu país quando a música está disponível em outro." No K-pop, as empresas com grande interesse no mercado musical global têm se adaptado à prática norte-americana de lançamento. Recentemente, álbuns como BORN PINK (BLACKPINK), Proof (BTS) e 2 Baddies (NCT 127) chegaram às plataformas digitais em uma sexta-feira, em conformidade com a esmagadora maioria dos artistas do mainstream internacional. Isso não significa que toda a indústria sul-coreana de música vai se adequar aos moldes dos Estados Unidos, mas é uma iniciativa para os artistas que estão mirando um mercado ainda mais amplo.

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