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  • O rock está em alta no novo álbum do Woodz

    O gênero é o principal destaque em Colorful Trauma, trabalho mais recente do solista (Reprodução / Twitter) Que o rock está sendo o gênero em que o pop anda se inspirando atualmente, não é novidade. No último ano, o que não faltou foi artista revisitando o gênero, em especial a sonoridade dos anos 90 e 2000, como o grunge, pop punk e emo. Com a nostalgia em alta, essa volta ao passado está tendo um forte apelo na música, na moda e até nas redes sociais, uma vez que o retorno do Orkut vendo sendo aguardado com bastante entusiasmo. E é dentro dessa premissa que Woodz está de volta com o EP Colorful Trauma, sucessor do ótimo Only Lovers Left, lançado ano passado. O novo trabalho do solista conta com cinco novas músicas, todas embaladas por essa aura nostálgica, com uma forte influência do pop punk e do emo dos anos 2000. A ótima Dirt On My Leather abre o disco com toda a energia do hard rock dos anos 80, trazendo toda aquela rebeldia do Aerosmith ou do Guns 'N Roses. Em seguida, temos Hijack, em que podemos observar uma mistura muito interessante entre rap e guitarras, o que a torna uma das faixas mais interessantes do álbum. I Hate You é a música de trabalho, com uma sonoridade nostálgica, que evoca os tempos áureos do emo. Não é tão interessante quanto as duas anteriores, talvez por todos os clichês que andam sendo usados repetidamente estarem presentes nessa faixa, o que a faz soar um pouco genérica. Aqui, Woodz canta sobre um relacionamento tóxico, em que ele diz a pessoa, mas principalmente pra ele mesmo, que conseguirá viver sem aquele amor. O clipe parece ter saído diretamente da MTV dos anos 2000 e irá agradar a todos aqueles que são entusiastas do estilo. Better and Better é a parte emotiva de Colorful Trauma, uma música dedicada aos fãs, onde o cantor diz que eles o fazem ser alguém melhor e que os melhores momentos ainda estão por vir. Alguns assovios marcam o início de Hope To Be Like You, balada com uma atmosfera contagiante, que te faz ficar com o refrão na cabeça por um bom tempo. Uma boa maneira de fechar o disco. Colorful Trauma começa de maneira explosiva e com a energia lá no alto, mas, aos poucos, vai desacelerando. É interessante ver um novo lado do Woodz, provando que ele é um artista bastante versátil, capaz de transitar entre diversos estilos. Infelizmente, dessa vez ele nos deixou com a sensação de que faltou algo a mais.

  • TXT nos convida à inconsequência juvenil com 'Good Boy Gone Bad'

    O grupo masculino fez seu comeback na segunda-feira (09); confira o que achamos do álbum (Reprodução / HYBE) Não havia nome melhor para dar à canção de retorno. Conhecidos pelo público por terem a imagem de boys next door, a mudança visual e conceitual que o TXT entrega em seu novo mini álbum, minisode 2: Thursday's Child, pode ser entendida pela title. Apesar de não serem o primeiro grupo a exibirem um conceito mais maduro, os juniores da HYBE se deixaram levar por completo pela proposta do lançamento. Os integrantes já haviam flertado com a imagem da rebeldia em LO$ER=LO♡ER e 0X1=LOVESONG (I Know I Love You), mas o single mais recente é um completo mergulho nessa reviravolta. A colaboração PS5, com salem ilese e Alan Walker, um dos diversos feats de cantores de K-pop com artistas ocidentais, também se manteve na linha da adolescência. Agora, porém, o grupo está pronto para romper com tudo que foi construído previamente. Todos já quiseram se rebelar um dia (Reprodução / HYBE) O TXT não erra na hora de desenvolver canções com letras de fácil identificação. Opening Sequence, canção que abre o álbum, é mais uma para esse grupo: a partir de uma analogia entre um relacionamento que já acabou e um filme antigo, a faixa desenvolve um dinamismo dramático, mesmo com um instrumental simples, e nos faz viajar pelas nossas próprias memórias. Ela ganhou uma coreografia e performances em music shows, mostrando que foi muito aprovada pelo público e fandom. É uma excelente forma de começar os quinze minutos que seguem. Se Opening Sequence tem um instrumental mais calmo, Good Boy Gone Bad é o contrário. Desde o primeiro segundo, as guitarras dignas do pop punk e rock, junto aos “woah, woah!” entoados, formam um ataque muito bem armado. Diferente de lançamentos anteriores, em que os membros cantavam sobre corações partidos e tristeza por não conseguirem seguir em frente, nesse, eles pegam todos esses sentimentos e transformam em raiva. É uma adição que combina perfeitamente com a nova direção que o K-pop está indo; em 2021 o retrô era a moda, e em 2022, o pop rock vai tomar seu lugar. O ritmo desacelera a partir de Trust Fund Baby. Com a ajuda de uma melodia mais calma e melancólica, eles cantam sobre não se sentirem confiantes por não terem nascido num berço de ouro. “Eu queria que tudo fosse uma mentira” faz parte do refrão que traz referências à LO$ER=LO♡ER. Lonely Boy (The tattoo on my ring finger) é cantada por apenas dois membros, Yeonjun e Huenking Kai. O rapper e o vocalista carregam a canção muito bem, mesmo ela sendo uma midtempo que, sendo cantada por qualquer outro, talvez não funcionasse dessa forma. Os dois, porém, entregam de forma convincente a história do eu lírico solitário, e a faixa tem um fator replay altíssimo. Para encerrar o álbum, temos a segunda música de unit: Soobin, Beomgyu e Taehyun entram de corpo e cabeça no retrô eletrônico de Thursday's Child Has Far To Go. Os constantes acordes de teclado fazem você sentir como se estivesse em um videogame, parecendo pertencer à trilha sonora de algum jogo. Enquanto o trio canta que precisa correr para ir embora, o ouvinte passa pela mesma sensação de liberdade. Apesar de todas as cinco músicas se sustentarem muito bem quando ouvidas em ordem, elas acabam por perder um pouco do brilho se reproduzidas separadamente e de forma aleatória. minisode 2: Thursday's Child é um trabalho muito bem amarrado, que traz consigo um senso de identidade conceitual e musical forte, mas que enfraquece, ainda que muito pouco, se for independente. O TXT se entregou ao novo conceito e o vendeu muito bem. Para a sorte deles, as faixas que os acompanham nessa jornada são tão boas quanto o próprio grupo. É impossível não sentir vontade de sair correndo junto deles. Ouça minisode 2: Thursday's Child abaixo e aproveite para contar para o Café o que você achou do álbum nas redes sociais!

  • TNX: novo boygroup da Pnation esbanja atitude em um debut sólido

    Primeiro grupo masculino da empresa de K-pop traz faixas cheias de atitude e aposta em conceito forte (Reprodução/ Pnation) Depois de muita espera, o primeiro grupo masculino da PNATION teve sua estreia no dia 17 de maio. TNX, que significa The New Six, foi formado pelo reality show LOUD da mesma empresa em parceria com a JYP, que durou cerca de 3 meses na emissora SBS. A divulgação da estreia do grupo foi super elaborada, com teasers individuais, story films e conteúdos conceituais que deixaram o público ansioso. O mini álbum de debut do grupo se chama WAY UP e traz 5 músicas: a faixa título MOVE e as 4 b-sides, sendo duas delas creditadas e compostas por Eunhwi, um dos integrantes. Confira o que achamos do lançamento! A primeira faixa do álbum já expõe um pouco da personalidade do grupo. We on possui um ritmo que se repete durante boa parte da música e tem poucas alterações, e o som do sintetizador utilizado guia o desenvolver da canção. Sua estrutura é mais simples e traz uma batida que lembra o hip-hop; algumas das características presentes aqui que são vistas nas outras músicas do álbum. Na sequência temos 180초 (180 sec) com um ritmo mais agitado, e uma base com instrumentos de corda que deixa a música contagiante e fácil de ouvir. Esse estilo é comumente encontrado em outros grupos masculinos, mas o TNX conseguiu destacar muito bem os vocais dos integrantes, mostrando suas particularidades. A música começa mais leve e vai se transformando até chegar em uma espécie de anti-drop, um refrão mais agressivo e com a presença de sons graves, surpreendendo o ouvinte com a mudança. Leia também: PSY volta ainda melhor em '9th', seu novo álbum de estúdio MOVE é a faixa-título do álbum e foi uma boa escolha para um debut. Apesar de possuir uma construção muito parecida com a maioria das músicas de grupos masculinos, é uma música que gruda na mente facilmente. O refrão é forte, cheio de atitude e possui uma sonoridade eletrônica. A presença marcante dos rappers ajuda a prender o ouvinte durante boa parte da música. As poucas transições de ritmo são feitas de forma sutil, deixando o hit fluido. Para quem gosta de um refrão dançante, essa é a música certa! Batida contagiante! 벌써 (Burst Up) faz uso de muita percussão e um som de flauta viciante que conduz a música. O baixo também está presente na faixa e o trecho final quebra a expectativa do ritmo anterior trazendo um quê de eletrônico. E por fim 작은 노래 (Your Favorite Melody) fecha o álbum com uma melodia super alegre. O instrumental com violão deixa a música leve, ajudando a destacar os vocais e apesar do ritmo mais lento não deixa de fora os rappers que estavam tão presentes nas faixas mais agitadas. Apesar de não trazer algo surpreendentemente inovador, com estilos de refrão vistos muito comumente no gênero, o TNX conseguiu demonstrar bem as cores individuais e os vocais de seus integrantes, além de possuir uma rapline forte e que se destaca. Em uma indústria que está cheia de lançamentos e novos grupos, conseguir mostrar suas particularidades é muito importante, a PNATION apostou em artistas que com certeza irão desenvolver ainda mais seus talentosos, podendo trazer mais originalidade e impacto para seus ouvintes futuramente.

  • 'NANANA': Fora da JYP, GOT7 exibe sua melhor fase em novo álbum

    Novo EP que carrega o nome do grupo foi lançado nesta segunda-feira; confira a nota do projeto ao final da crítica (Divulgação/GOT7) Um dos "come backs" mais aguardados de maio — e do ano — finalmente está entre nós. O GOT7 divulgou na manhã desta segunda-feira (23) o EP que leva o nome do grupo com cinco faixas inéditas além de NANANA, a title do projeto. O álbum registra a participação dos membros JB (Def), Yugyeom, Jinyoung e Youngjae (Ars) na composição, letra e arranjo das faixas; mas não é só isso o que torna o lançamento especial. A novidade é o primeiro movimento do grupo desde que todos os integrantes encerraram o contrato com JYP Ent. no início de 2021. Os membros conseguiram manter os direitos sobre o nome, a marca e a discografia do GOT7, porém, o foco até então estava na carreira individual de cada um, como o debut solo do Youngjae e a parceria de sucesso do BamBam com a Seulgi (Red Velvet). Apesar da pausa nas atividades coletivas, o futuro do GOT7 nunca foi incerto — nem para os fãs, os Ahgases, e nem para os membros, que continuaram interagindo e apoiando um ao outro publicamente, tanto em lançamentos musicais quanto em trabalhos de atuação. E agora o GOT7 está oficialmente de volta, por sinal em uma de suas melhores fases, provando que o grupo não se resume a um contrato com uma "Big Three" do K-pop. Confira a crítica após a publicidade. GOT7, o EP, começa com TRUTH, cuja introdução constrói uma grande expectativa não só para a faixa em si como para todo o álbum. Ela faz um bom trabalho de lembrar ao ouvinte — ou apresentar, para o caso dos novatos — os vocais potentes e a energia inconfundível do grupo veterano, com mais de oito anos de carreira. O ritmo flerta com elementos de funk e eletrônico, mas sem se entregar completamente, criando uma sonoridade ímpar. Já Drive Me To The Moon não brinca em serviço. Na segunda faixa, a vibe retrô pautada em bases de funk e soul fica evidente logo nos segundos iniciais. Todavia, o GOT7 sabe entregar essa proposta de um jeito suave e nostálgico, nada similar ao já saturado conceito Disco que dominou os lançamentos de K-pop nos últimos anos. Não soa como uma adição forçada à tracklist; soa como um saudosismo genuíno. NANANA, a faixa título, está presente aqui como a terceira música do álbum. É primorosa; possui influências bem claras de R&B e promove uma viagem aos sentidos — que também é a intenção do MV. O videoclipe oferece um passeio quase psicodélico à audiência, através de cores, formas e cenários que não deixam nada a desejar. A estética é impressionante e lindíssima. Confira abaixo. Two, a quarta faixa, é mais um exemplo de como o GOT7 pode estar vivendo sua melhor fase. É uma música com a construção lenta, que vai se formando aos poucos e sem pressa. As nuances de hip-hop e R&B são nítidas pela marcação do ritmo e também das palavras, cantadas pausadamente. Este artifício ajuda a tornar a música mais sensual, o que parece ser intencional nesta segunda metade do álbum. Don't Care About Me é levemente mais agitada, mas é difícil não se encantar por ela. A quinta faixa é ousada e une elementos de trap ao hip-hop, eletro pop e outros ritmos já listados aqui. Também exprime uma parcela de sensualidade e é viciante do jeito certo como uma música deve ser; não apenas em trechos específicos como o refrão, mas por completo. A vontade é deixar a função no-repeat ativada e ouvir a faixa por horas. Por fim, a última faixa intitulada Don't Leave Me Alone coroa o álbum como um projeto sem skips. Suavidade parece ser a palavra-chave para descrever esta música que conclui o EP e deixa um gostinho de quero mais. Aqui, o destaque é certamente o vocal emocionante do Youngjae — uma voz já conhecida nas OSTs de doramas —, que traz um sensação de aconchego para o ouvinte, como um caloroso abraço. Não há jeito melhor de encerrar o EP. GOT7 é um álbum perfeito, que tem todo o direito de levar o nome deste grupo sensacional. Ele exprime lindamente como a sonoridade do ex-ato da JYP amadureceu durante os anos, mas sem nunca deixar de encantar os fãs mais antigos — e de quebra, ainda conquistando novos admiradores. De fato, vale a pena esperar pelos próximos trabalhos do grupo agora "órfão", especialmente quando a espera é tão recompensadora assim.

  • BLANK2Y traz um pouco mais do mesmo em debut com "Thumbs Up"

    Debut não surpreende e o boygroup precisa seguir por caminho contrário para se destacar entre outros artistas da geração (Divulgação/Keystone Entertainment) Maio tem sido um mês movimentado para o K-pop, especialmente, em relação a estreia de novos artistas. Após os debuts de LE SSERAFIM e TNX, chegou a vez de BLANK2Y se apresentar para a indústria com os integrantes DK, Louis, Donghyuk, U, Siwoo, Mikey, Youngbin, Sungjun e So Dam. A estreia aconteceu na última terça-feira (24), com o EP Thumbs up, composto por cinco faixas, entre elas, uma versão em inglês do single principal. Sob a administração da Keystone Entertainment, os novos membros foram apresentados ao público através de um reality show, que teve início em 20 de março. Apesar do programa servir como uma forma das pessoas os conhecerem melhor, os nove membros não eram anônimos antes de serem anunciados no BLANK2Y. Muito pelo contrário, entre os nove há aqueles que debutaram anteriormente em outros grupos e participantes de survival shows, como Produce X e I-LAND. Devido as participações em programas de sobrevivência conhecidos, as expectativas para a estreia do grupo eram altas. Porém, o grupo ficou longe de atendê-las. Leia também: 'NANANA': Fora da JYP, GOT7 exibe sua melhor fase em novo álbum Thumbs Up é a faixa-título, que carrega o mesmo nome do álbum, e além da versão coreana, recebeu uma versão em inglês. Ao ouvir Thumbs Up, o ouvinte encontra uma sonoridade familiar, a mesma fórmula utilizada por vários boygroups: a união de trap e sintetizador. Essa mistura torna a música repetitiva e ao mesmo tempo monótona, por sabermos o que esperar durante os quase quatro minutos. A mensagem da música também não é inovadora, "nós somos os melhores", não é nada mais do que muitos grupos sempre tentam transmitir em suas canções de debut. Para os que gostam de uma boa produção audiovisual, Thumbs Up não conseguiu entregar uma grande Music Video, novamente um pouco mais do de sempre: cenários aleatórios, compostos por uma paleta de cores escuras para encaixar com a tentativa de passar um conceito forte. Pelo menos um ponto positivo, os membros demonstram atitude para sustentar o conceito apresentado. Além do single principal e da versão em inglês, o mini-álbum é composto por uma intro e duas bsides. Diferente do que muitos artistas usam, por exemplo, a solista Yuju em Bad Blood, a intro, chamada de Intro (R), possui apenas um instrumental agitado, sem a presença das vozes dos integrantes do grupo. Leia também: Dose de amor próprio: Músicas de K-pop inspiradoras para te encorajar A faixa Touch segue pelo caminho contrário ao da title; para aqueles que não ficaram satisfeitos com Thumbs Up, talvez a b-side agrade mais. A letra conta a história entre duas pessoas e como um simples toque muda tudo em um momento. Dessa vez, é possível ouvir com mais clareza os vocais dos integrantes e o ritmo energizante encaixa bem com a voz de todos. A faixa poderia ter sido uma alternativa mais agradável de title, principalmente, pelo refrão cativante e com um potencial interessante. A música destinada aos fãs, Costellation, é também um dos acertos do EP. A ballad trás acordes de violão que, ao longo da faixa, se integra a outros instrumentos, apresentando uma melodia leve, que novamente encaixa bem com as vozes dos membros. Na letra, eles comparam-se a uma estrela e expressam o desejo de apagar tudo no passado para valorizar cada momento brilhante que será criado no futuro. Leia também: Novo álbum do BTS: Tudo o que já sabemos sobre "Proof", comeback que chega em junho No geral, o grupo trouxe um pouco mais do mesmo e se manteve em uma zona de conforto. O ideal para o primeiro comeback do grupo é escapar desse fluxo, que já esta mais do que saturado e não vem agradando mais boa parte dos fãs de K-pop. Muitos artistas já vem se arriscando em diferentes estilos musicais e o BLANK2Y deve fazer o mesmo para impor o seu diferencial em meio a tantos boygroups.

  • Seventeen brinca com fogo em "HOT" e acaba se queimando

    O novo álbum Face The Sun traz um retorno enérgico e arriscado; confira a nota para o lançamento no fim da crítica (Divulgação/ PLEDIS) Quando um grupo talentosíssimo como o SEVENTEEN anuncia um come back, é natural que exista uma certa expectativa, e essa expectativa é maior ainda se considerarmos o último trabalho do grupo, o triunfal Attacca. O que não é natural, porém, é um grupo deste calibre desapontar, e embora o novo álbum não seja uma decepção, ele falha na missão de encantar completamente o ouvinte. Divulgado na última sexta-feira (27), Face The Sun possui 9 faixas, entre as quais a title HOT e o pré-lançamento Darl+ing. A novidade tem todos os requintes de uma super produção, incluindo teasers individuais para todos os 13 membros. Um dos come backs mais esperados de maio realmente se apresenta ao público como tal, mas o que funcionou e o que não deu certo no 4º álbum do grupo? Confira após a publicidade. Darl+ing, single lançado há cerca de um mês e que "abre" o álbum, é cantado inteiramente em inglês. Ele deveria empolgar, mas não o faz; o ouvinte pode esperar para sempre um clímax que nunca chega. Apesar disso, é uma faixa que preserva algumas qualidades intrínsecas do grupo. É criativa, harmoniosa e com a devida repetição, a depender do mood de quem a escuta e outras variáveis, pode se tornar interessante. Um trunfo certamente é o videoclipe, que abraça a leveza e refrescância da música. Leve e refrescante, todavia, são adjetivos que não cabem à HOT. A faixa titular, como o próprio nome sugere, é quente em níveis alarmantes. Não há nada de fresco aqui; há uma sensação de calor sufocante, acentuada pelas cores quentes no Music Video e outros elementos como carros, motos, armas de fogo e o cenário desértico. Tudo é árido, abafado e violento — o que orna com a proposta sonora da música. HOT é agitada e potente, cheia de personalidade, mas não necessariamente uma boa faixa. Com refrão e artifícios repetitivos — e, sim, estamos falando da irritante sirene no fundo —, é uma obra que levanta bandeiras vermelhas na discografia do grupo. O Seventeen já se aventurou por águas perigosas em outras titles como Hit e Left and Right, mas agora o mergulho parece ser ainda mais arriscado. Não é o que o grupo faz de melhor, ainda que conquiste uma parcela dos fãs mais devotos. Em certa medida, o álbum ao qual HOT está atrelado ameniza o impacto da faixa-título. Não é o melhor trabalho do grupo, mas está longe de ser descartável, e há preciosidades escondidas entre as b-sides. É o caso de March, que evoca uma nostalgia muito bem-vinda em meio à turbulência. É uma música agitada, porém, que consegue ganhar o ouvinte pela coerência. Shadow também merece destaque. Ela possui as cores ímpares do Seventeen, o que é um elogio imenso. Original e deliciosa, é uma faixa que intercala momentos lentos com o ritmo bem marcado, uma receita infalível de hit. 'bout you é outra das grandes escolhas para integrar a tracklist. A música surpreende com um refrão alternativo e rap sólido, e tem um potencial para atrair até não fãs do grupo. IF you leave me é uma faixa lenta que, à primeira impressão, não parece pertencer ao álbum; mas ela faz o bom trabalho de romper o pique da coletânea. Ela emociona com o piano e os vocais incorrigíveis, naturalmente o ponto forte aqui. No espectro oposto à sua delicadeza está Ash, uma música forte e magnífica, que mostra o melhor do hip-hop que o grupo tem a oferecer. A tracklist ainda conta com DON QUIXOTE e domino, faixas que não encantam, mas há de se convir que não acoem o ouvinte da mesma forma que a title. Enfim, é preciso destacar a versatilidade do Seventeen, sua irreverência e ousadia. Este álbum e, especialmente, esta faixa-título talvez não sejam as melhores aplicações de tais qualidades, mas é elogiável que o grupo procure formas de sair da sua zona de conforto, mesmo com uma carreira consolidada. Nem sempre dá pra acertar, e apesar dos pesares, Face The Sun não é um erro — é apenas um lembrete dos perigos de brincar com fogo.

  • LIGHTSUM te chama para reviver a adolescência com "Alive"

    Girlgroup novato da Cube Entertainment está de volta com seu primeiro mini álbum após sete meses; confira o que achamos do comeback (Reprodução / CUBE Entertainment) Estreando em junho de 2021, o LIGHTSUM, nova aposta da Cube Entertainment, finalmente entregou seu primeiro mini álbum após uma longa espera dos fãs. As membros Sangah, Chowon, Nayoung, Hina, Juhyeon, Yujeong, Huiyeon e Jian — algumas já sendo experientes no mundo idol, tendo aparecido em programas como o Produce 48 e The Unit — têm a missão de expandir ainda mais o universo colegial do grupo por meio das cinco faixas. Como descrito pela empresa, o EP Into The Light representa a vontade da geração Z de ser mais honesta com os sentimentos acerca da pessoa de que se gosta e do desejo de querer aproveitar tudo que é apresentado a ela. Essa proposta dialoga com o nome do grupo: LIGHTSUM faz referência ao número de "luzes" — as integrantes — que se unem com a intenção de "somar" e trazer esperança e boas energias para quem as ouve. Entretanto, é sempre difícil dizer de primeira se o grupo conseguiu concluir com êxito a missão. Confira após a publicidade nossa crítica e o que o Café Com Kimchi achou do retorno do LIGHTSUM! Hora do recreio: música e diversão descuidada (Reprodução / CUBE Entertainment) O EP abre diretamente com a title Alive. A letra aborda a sensação de finalmente se sentir vivo depois de se apaixonar, deixando de viver uma vida sem cores e tediosa, e tudo isso é refletido pelo clipe: as cores vivas com alta saturação e o cenário escolar conversam com o conceito jovial do grupo, que busca falar sobre as paixonites adolescentes. A canção, entretanto, não é tão boa quanto poderia ser. Ela lembra o K-pop antigo, do início da terceira geração, mas traz a sensação constante de que há algo faltando. Apesar dessa pequena falha, é divertida de se ouvir e uma forma bem sólida de se apresentar o grupo, continuando com o mesmo conceito e sonoridade de Vanilla, o debut. A segunda canção na tracklist é i, um dance contagiante e gostoso de se ouvir. A narrativa dos amor jovial segue presente, mas dessa vez ela vem acompanhada de um instrumental que se aproxima do house e que te transporta diretamente para a cena de mudança de visual de um filme coming of age. Chega perto dos três minutos e não passa deles, sendo uma faixa até que curta mas com um fator de reprodutibilidade muito grande. Good News pode ser definida em uma palavra: fofa. Ela mistura um riff que se parece com uma canção de ninar com um pouco de trap, chegando a lembrar After School do Weeekly, que também transmite essa sensação juvenil e colegial. Apesar de Good News não ser muito memorável, ela funciona melhor que sua sucessora, Q, que não é agradável aos ouvidos e traz uma imagem agressiva demais para a coesão do EP. Chegamos ao fim com Bye Bye Love, que poderia ser uma clássica canção de final de álbum, melancólica e um pouco entediante, mas que sabe balancear o encerramento da tracklist com uma melodia interessante de ser ouvida, ainda que básica. Esse é o momento em que os vocais das integrantes podem brilhar e, se o mini álbum tem como intenção fazer nós sentirmos como se estivéssemos na escola, Bye Bye Love é o acompanhamento perfeito para tocar enquanto você caminha até o ponto de ônibus. Into The Light é um pouco daquele mais do mesmo, não inovando e nem trazendo novidades para o conceito ou sonoridade do LIGHTSUM, mas é algo que funciona. Em meio à tantas inovações, como multiversos englobando grupos e solistas e canções de introdução que frustram, o arroz-com-feijão pode fazer bem. Mas, em vez de trazer uma renovação do básico, o LIGHTSUM só faz uma repetição, acabando por causar um impacto ínfimo. Seria interessante de ver o grupo — que tem um grande potencial — trilhar um caminho parecido com o de suas colegas de empresa; a adolescência é o momento de experimentar coisas novas.

  • The Story: Kang Daniel conta a própria história enquanto mostra seus diferentes lados

    Primeiro Full Album do solista passa por vários gêneros musicais e se destaca pelo pop da faixa-título Upside Down (Reprodução/Konnect) Maio rendeu muitos lançamentos para os fãs de solistas, depois de WOODZ, B.I e Hyo, Kang Daniel fechou o mês com seu primeiro Full Album. No dia 24, o ex-center do Wanna One apresentou o seu tão aguardado álbum completo, chamado The Story, composto por 10 faixas. Mais uma vez o solista, marcado por conceitos fortes, trouxe um comeback que mantém sua discografia em alta, mas dessa vez, com um toque diferenciado dos anteriores. No dia 1 de maio, a conta oficial do solista informou seu retorno com o trailer de The Story. O cronograma foi marcado por diversas divulgações de fotos conceituais, revelação da capa digital, informações sobre o álbum físico e trailers. As promoções foram intensas durante todo o mês até o lançamento oficial do comeback. O disco de 10 faixas trás parceria com os artistas Jessi, Chancellor, sokodomo e Dbo na tracklist. As expectativas dos fãs eram altas, já que The Story é o primeiro comeback de Daniel desde Yellow, em abril de 2021. Além de ser o primeiro álbum completo do artista, que debutou solo em 2019. Leia também: Girls: Tudo o que já sabemos sobre o comeback do aespa marcado para julho A história contada por Kang Daniel Upside Down é a faixa-título do The Story, um single com pop bem animado e contagiante, que mistura diversos instrumentos: piano, guitarra, sintetizador e bateria. O refrão é, sem dúvidas, um dos pontos fortes da canção pela mudança de ritmo e letra marcantes. O ouvinte consegue ficar com o trecho na cabeça logo após ouvir uma ou duas vezes. Com Upside Down, Daniel mostrou uma certa versatilidade ao comparar com seu último lançamento, Paranoia. Enquanto o single do EP Yellow é um conceito mais inclinado para a sensualidade, Upside down segue pelo caminho contrário, sendo um pop brilhante. O Music Video acompanha a sensação de "cabeça para baixo", filmando diferentes ângulos de Daniel. A produção possui elementos simples, o cenário é composto por salas e terraços de prédios, em certos momentos, o solista ainda aparece acompanhado dos back dancers. O MV não é tão atrativo, porém, a canção compensa e parece se encaixar bem a produção. The Story além de ser o nome do álbum também faz parte da tracklist como a canção responsável pela abertura. O solista já acerta ao coloca-la como a primeira música e causa uma boa primeira impressão para quem for ouvir direto o álbum. A canção é agradável, carregando instrumental forte e imerso em um synth-pop. A letra aborda uma história sobre pessoas em meio a incertezas atuais e futuras. Loser une as vozes de Daniel e do rapper Dbo em um R&B a respeita da sensação de solidão na vida adulta, que precisa ser mascara por um sorriso, mas ainda assim há esperança para dias melhores. Em Parade, o cantor retoma o lado mais obscuro de The Story, porém, o ouvinte é logo surpreendido por um ritmo diferenciado no refrão, que rompe com a linha seguida durante o resto da canção. Don't Tell se distância das canções anteriores em sonoridade. Com participação da cantora Jessi, a faixa é um hip-hop com elementos latinos. Ride 4 U se distância da faixa anterior com um ritmo lento, deixando uma atmosfera mais leve, que acompanha uma letra reconfortante sobre não abandonar uma pessoa. How We Live mostra a parceria entre Daniel e o rapper Sokodomo, além de retomar a sonoridade animada do álbum, que harmoniza com a letra otimista. Em Mad, Daniel e o cantor Chancellor mostram sintonia em seus vocais nesse synth-pop, que combina sons de piano, baixo e sintetizadores para uma sonoridade forte e ao mesmo tempo sombria. Em 1000x, Daniel soube entregar a ballad que o álbum precisava, o instrumental começa com uma sonoridade única e o refrão é um dos pontos positivos, que utiliza notas um pouco mais altas do que no restante da canção. Além da bela voz do cantor, a música mostra uma letra sobre gratidão as pessoas que o acompanharam em momentos difíceis. Moment fecha o álbum com uma balada mais calma do que a anterior, com nítidos elementos de piano e acordes de guitarra bem leves. A canção segue a mesma linha até o fim, excluindo elevações no ritmo ou no vocal do artista. A letra também reflete a emoção da canção ao tratar sobre estar lado a lado apesar das adversidades. Leia também: Seventeen brinca com fogo em "HOT" e acaba se queimando Em geral, o The Story teve muitos acertos e se mostrou um álbum coeso, não há músicas que causam estranheza e levam o ouvinte a pensar que deveria estar fora da tracklist. O cantor soube como transitar bem por diferentes ritmos, desde um hip-hop latino a uma ballad emotiva, e se centralizar bem nas canções com elementos de pop. Leia também: Novo álbum do BTS: Tudo o que já sabemos sobre "Proof", comeback que chega em junho

  • Proof: Nostalgia em comeback do BTS nos leva para quando "éramos mais felizes"

    Apesar de tracklist questionável, grupo respeita o próprio legado que abriu asas para além do que eles mesmos, e os fãs, poderiam comportar (HYBE/Reprodução) Em uma indústria tão autofágica como o K-pop, um grupo fazer aniversário de oito, nove ou dez anos é um grande motivo para se comemorar. E neste mês de junho, o BTS realizou seu tão aguardado comeback com Proof, disco antológico que reúne grandes sucessos da carreira do grupo da HYBE; além de demos e faixas inéditas. Aqui, os artistas homenageiam o próprio trabalho, e uma carreira que alcançou patamares assustadoramente impressionantes; com altos e baixos, claro. Primeiro, é importante dividirmos o disco em duas etapas: as músicas do BTS que já existem e compõem a tracklist, e as inéditas — sejam versões alternativas de sucessos do grupo ou novinhas em folha. E Yet to Come, canção escolhida como a face de todo o comeback, é uma música catchy que apresenta um "até logo" do boygroup. Mas calma, não é como se o BTS fosse pausar a carreira agora: o que é dito na música é como momentos ainda melhores virão para os garotos, ao recapitular a trajetória feita até aqui. Yet to Come é bem diferente se comparada aos releases mais recentes do BTS. Entre 2020 e 2021, os trabalhos do grupo foram norteados por Dynamite, Permission to Dance e Butter, músicas com batidas super marcantes e que flertaram com o disco e o dance-pop; e Yet to Come fica confortável ao permanecer no hip-hop que já estamos acostumados. Como uma faixa criada para homenagear o próprio BTS, seu trabalho e os fãs, ela funciona muito bem com um MV de atmosfera amigável e temperado com easter eggs. Porém, Yet to Come não é o highlight de Proof. Quando olhamos para a lista de músicas presentes e damos atenção às inéditas, estas novidades se tornam muito mais interessantes do que a title track promocional. Primeiro de tudo, há Born Singer: a interpolação de "Born Sinner" do rapper J. Cole que acompanha o BTS há anos, praticamente desde o debut. Essa abertura para Proof é muito bem executada, pois remete aos primórdios do boygroup do qual muitos fãs ou k-poppers no geral (eu incluso) lembram. É animador ver que agora, na intensa era do streaming, o ARMY pode ter acesso à canção que, particularmente falando, com certeza deveria estar nos "melhores momentos" da discografia do BTS. E Run BTS, que seria uma "irmã" para Yet to Come na homenagem à carreira do grupo, é formada por uma letra que rememora a escada do BTS à fama com um toque de rockabillly na batida. Não é uma faixa inovadora, mas é divertida e futuramente poderia entrar para o cânone de lançamentos upbeat do grupo que os fãs amam. Leia também: Em clima de romance: 7 músicas de solistas femininas perfeitas para se declarar para o seu amor Músicas novas do BTS presentes no disco 3 de Proof te fazem entrar num espiral nostálgico As pedras preciosas de Proof continuam quando o ouvinte chega no terceiro disco do comeback. Yet to Come, Run BTS, a nova versão de Born Singer e For Youth, que estão no Spotify, são apenas a ponta do iceberg de nostalgia que o BTS provoca com o álbum. O autor desta resenha, que acompanhou avidamente o boygroup de 2015 a 2017, lembrou-se automaticamente das vezes em que desejou a versão de Tony Montana, com Jimin e Suga, nas plataformas de streaming. A música presente no projeto solo de Yoongi, Agust D, e que ganhou a versão com Jimin nos concertos do BTS, é pesada e feroz; é uma pincelada do que a rap line do grupo é capaz de fazer. E além dela, as versões demo de Boy In Luv, Young Forever (na voz de RM), o acapella de Still With You de Jungkook e todas as outras músicas do CD 3 denotam uma vontade do BTS de levar a experiência dos fãs para uma outra camada. Ter acesso ao acervo do grupo, com canções que tiveram versões preestabelecidas antes das finalizações, é um gesto que estreita a relação quase que simbiótica dos fãs com os artistas. O BTS quer provocar uma explosão de afetuosidade com Proof, que é realizada por meio das versões unreleased ao dizer para o ARMY: "olhe isto. Eu estou te apresentando o que está por trás daquilo que você mais ama, que é o meu trabalho". E é uma sensação tão agridoce de se ter, que me deixou na corda bamba entre as memórias do grupo que ainda mantenho no subconsciente, e o fato do BTS ter assumido um caráter de estranheza e distanciamento após tanto tempo sem acompanhá-los. Nisso, Quotation Mark e Young Love foram o toque na ferida para concluir o espiral nostálgico que nos engole em Proof. Ambas as músicas do estilo r&b, que trazem Jungkook com os rappers do grupo, são o puro suco do BTS que conheci no passado: o que lançou EPs como Dark & Wild, Skool Luv Affair e a "saga" HYYH; que passou das correntes e roupas baggy para o aesthetic romântico pelo qual me apaixonei na época. Estas duas canções levam o ouvinte direto para o túnel do tempo, e nos fazem imaginar em qual trabalho do old BTS se encaixariam. Contudo, a pergunta que fica é: foi o BTS que mudou, ou eu mudei? Antologia do BTS poderia ter algumas alterações, mas escolhas de músicas são justificáveis Fora as unreleaseds e demos, o restante de Proof é formado por várias faixas-título do BTS que fizeram sucesso, incrementadas por b-sides. Algumas das faixas nesta parte do comeback poderiam ser trocadas por outras, tanto de lançamentos recentes do boygroup quanto antigos. Se músicas como Magic Shop, Tomorrow, 2!3! ou Embarrassed, por exemplo, estivessem presentes, o álbum teria tido um toque mais íntimo ainda; mas as músicas escolhidas aqui são justificáveis, ainda mais por terem sido picks dos integrantes. De todo modo, o comeback mais recente do BTS é um soco de reflexão àqueles que passaram a ver o grupo com outros olhos — como eu. É inexplicável o fato do septeto ter mudado tanto, sob uma ótica particular, conforme os anos se passaram; mas o que mudou não foi o boygroup, foi o ouvinte. Se Quotation Mark e Young Love foram tão marcantes num lançamento do BTS de 2022, e trouxeram a áurea que permeava os releases dos artistas de anos atrás, então quer dizer que o grupo continua o mesmo no quesito musical; ele apenas foi aperfeiçoado para atender novos públicos. RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, Jungkook e V, que cresceram tanto dos cantores que conheci há sete anos, ainda têm a mesma faísca que ocasionou meu interesse neles no passado. Porém, não sou mais o mesmo para trilhar esse caminho com eles. (HYBE/Reprodução) O BTS, que já foi um espelho para a minha personalidade, agora é um quadro que analiso num museu por trás de uma vidro à prova de balas. O fandom ARMY foi expandido em ritmos eufóricos e inusitados, e a fama do Bangtan — somado ao legado que o grupo carrega — voou tão alto que ninguém foi capaz de prevê-la. Hoje, nem os integrantes ou os fãs conseguem comportar o que o BTS representa para milhões de pessoas ao redor do mundo, e tal visão macroscópica chega a ser amedrontadora para alguém que viu os rapazes lá na linha de partida, mas não os acompanhou até a linha de chegada. O disco denota a mensagem de que, por trás das celebrações, prêmios e recordes, os artistas não abandonaram os garotos que já foram. Proof é, literalmente, a prova de que o BTS concluiu a missão que pretendia; e ainda há espaço para mais no futuro. Se o objetivo dos cantores é, acima de tudo, impactar a vida das pessoas, então eles podem se orgulhar da legião de ouvintes que já foram, são, e ainda serão tocados por suas canções. Mesmo que a camisa do Bangtan Sonyeondan não sirva mais para mim, é bom ver que outras tantas gerações ainda têm a energia e o entusiasmo de vesti-la. Para o autor desta review, o que fica são memórias de vezes em que "fomos mais felizes". Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

  • POP: bugAboo transborda atitude em primeiro comeback da carreira

    O grupo rookie retornou aos palcos para promover o novo single 'POP' lançado na última semana; leia a crítica (Divulgação/ A Team Ent.) Junho foi certamente um mês agitado para os fãs de K-pop. Entre os lançamentos do período, destacam-se 'Proof', o disco antológico do BTS, o pré-single Illusion do aespa que ampliou as expectativas para o comeback em julho, e o retorno presencial do Dream Concert, o maior show de K-pop da Coreia. Mas no meio dessa agenda cheia, um grupo rookie conseguiu brilhar: o bugAboo. As rookies — ou novatas — apresentaram 'POP' ao mundo na última semana, no dia 13 de junho. O single álbum é composto por duas faixas e tem menos de dez minutos de duração; mas, se alguém esperava um lançamento básico, o grupo feminino da A Team Entertainment com certeza soube surpreender mantendo a mesma qualidade do debut com bugAboo. Confira tudo o que achamos do novo álbum após o anúncio. O primeiro encontro dos fãs com a novidade foi com POP, a faixa-título do novo álbum que ganhou um videoclipe super colorido e divertido. Luzes, arte e cenários urbanos, figurinos criativos e efeitos especiais dão ao music video um visual incrível. Também é preciso exaltar a coreografia que, com movimentos simples, praticamente chama o ouvinte para dançar. Confira na íntegra abaixo. No âmbito sonoro, a faixa é uma agradável surpresa. Há uma dose natural — e aceitável — de experimentalismo, tendência que também é registrada em lançamentos recentes como Savage do aespa e o estrondoso O.O do NMIXX; mas, aqui, o experimental se faz coerente. A música possui uma linearidade e é ótima já na primeira escuta. A compreensão acerca da proposta da faixa só se amplia ao ouvir o instrumental de POP, também incluído no single álbum. Com ele, temos a chance de apreciar a construção da música completamente. Vê-se logo que é uma title poderosa e, apesar de ostensivos, os momentos de impacto são muito bem-vindos. Uma boa pedida para uma playlist de festa! A faixa Easy Move, a segunda do álbum, vai direto ao ponto, assim como a title. À primeira escuta, os segundos iniciais podem intimidar, mas ela melhora — e escala — rapidamente. O ritmo aproxima o pop enérgico a uma batida latina, uma junção que sempre ganha pontos aqui no Café. O ápice, naturalmente, é o refrão: viciante e envolve ao máximo! Leia Mais: K-Pop X Artistas Latinos: 10 'collabs' incríveis que uniram Coreia do Sul e América Latina Para quem teve o último contato com o bugAboo no debut ou com a surpresa de natal das integrantes, o novo álbum é certamente um contraste com os lançamentos anteriores. Porém, é revigorante ver um grupo tão novo já empenhado em apresentar novos lados de si mesmo para a audiência. E no caso do girlgroup, sabemos que os fãs amaram: o MV de POP já passa de 10 milhões de visualizações no YouTube. As expectativas eram altas, já que este é o primeiro comeback na carreira das meninas, mas o sexteto composto por Eunchae, Zin, Choyeon, Cyan, Yoona e Rainie não decepcionou. Elas esbanjaram atitude, serviram muita energia e ainda nos deixaram ansiosos para saber o que mais esse time de garotas vai aprontar por aí. Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

  • IM NAYEON: "Pop!" prova que carisma prevalece contra a inovação musical

    Debut solo da face do TWICE chegou nesta sexta-feira (24); confira nossa resenha crítica do lançamento (Reprodução / JYP Entertainment) Na indústria desde 2015 e dominando-a por grande parte desse período, o TWICE se solidificou como um dos principais grupos do K-pop. Junto a esse reinado, as integrantes tinham uma condição: sem trabalhos solo. Teorias a respeito dessa regra apontavam um possível medo por parte de Park Jinyoung, fundador da JYP Entertainment, de ter um segundo caso miss A na empresa, em que o sucesso de uma integrante em particular ofusca o restante. Assim, as nove membros do TWICE passaram sete anos sem poder ter promoções individuais. Entretanto, os tempos mudaram, e mudanças pequenas, como a abertura de perfis individuais no Instagram, chegaram. A maior dessas foi com certeza o anúncio do debut solo da Nayeon, centro e face do grupo. O mini álbum conta com sete faixas e promete dar à idol não apenas uma senhora estreia, mas também uma identidade para chamar de sua. Podemos dizer que, até agora, 2022 não foi exatamente bonito para os grupos femininos da JYP. Depois da estreia um tanto quanto turbulenta do NMIXX, fãs de idols da empresa ficaram apreensivos com o que seria proposto para seus favoritos. Pop! é agradável e, de certa forma, exatamente o que era esperado da cantora. Confira mais sobre o que o Café com Kimchi achou do álbum após a publicidade! O pop é popular por um motivo (Reprodução / JYP Entertainment) O star quality da Nayeon parece ser unanimidade entre todos que conhecem-na, afinal, deve haver uma razão para ela ter se tornado a integrante central de um dos maiores grupos da Coreia do Sul. Pop! sabe — e muito bem — disso, usando do carisma e capacidade performática dela para desenvolver uma sonoridade que costura tudo isso perfeitamente. “Não importa o quanto você tente esconder / Tudo já está claro: / Eu vejo que você continua flutuando ao meu redor”: ela está ciente do efeito que tem na audiência. É uma pena que a canção não seja dinâmica como sua intérprete. Pop! soa como o número da mocinha de algum musical antigo, apostando alto em um instrumental cheio de clássicos do jazz americano, com destaque especial às guitarras que acompanham a ponte — o destaque da música, com a contagem regressiva. As diferenças entre as estruturas (versos, refrão, ponte e outro) poderiam ser mais claras e menos lineares, mas a música ainda é um ótimo lançamento por não tentar inventar uma nova tendência e ser apenas boa. A verdadeira estrela é o clipe. Com frames exuberantes e uma quantidade significativa de cenários e figurinos diferentes, ele encapsula perfeitamente o conceito popstar que o debut como um todo busca trazer. No Problem tem um convidado especial: o Felix do Stray Kids, grupo também da JYP Entertainment. É uma canção inteiramente em inglês, uma aposta inesperada por parte da Nayeon, e é ótima. Assim como Pop!, No Problem não tenta ser o que não é — desde o primeiro segundo, é bem claro que o ouvinte será levado por uma faixa pop que narra um encontro entre duas pessoas que se gostam. O contraste entre as vozes dos dois cantores funciona muito bem e é o diferencial da faixa. Ela é perfeita para uma performance conjunta... Fiquem de dedos cruzados! Love Countdown, por outro lado, é um feat que poderia funcionar melhor. Dessa vez, temos Wonstein, que trabalhou com o D.O. do EXO em seu álbum, acompanhando a Nayeon numa música que parece ter saído diretamente da discografia de algum artista de K-hip hop, já que bebe diretamente da fonte do R&B. Quando posta em seguida de No Problem, que é dançante e animada, Love Countdown perde um pouco de sua essência, mas é um uma boa pedida quando ouvida separadamente. Apesar do nome doce, Candyfloss não deixa um gosto muito impressionante na boca. Foi co-produzida por Jade Thirwall do Little Mix, que já fez outras faixas para o TWICE e as outras tem aquele algo a mais que Candyfloss não tem. Mesmo com esses percalços, a faixa ainda é uma ótima produção, se destacando mais fora da tracklist do que na ordem, principalmente por vir logo antes de uma que é acima da média. (Reprodução / JYP Entertainment) Estamos de volta ao território do R&B com All or Nothing. Essa tem um apelo comercial grandíssimo, soando como uma faixa de alguma cantora pop estadunidense que tocaria no rádio dia e noite. A voz da Nayeon combina muito bem com a melodia de All or Nothing e a faixa se torna ainda mais apaixonante. Em entrevista, a idol contou um pouco do processo de composição dessa letra: Enquanto eu escrevia as letras para esse álbum, eu estava em turnê [com o TWICE], então eu as escrevi durante voos de cidade para cidade ou em quartos de hotéis, já que eu não podia sair muito devido à COVID. Escrever as letras foi o processo mais demorado do álbum. [...] Para All or Nothing, eu tive mais liberdade. Junto à missão de seguir o conceito da música, eu tentei incluir coisas que eu gostaria de dizer.” As últimas duas canções são como um afago no coração. Happy Birthday to You é fofa e adorável, mas é Sunset que rouba o protagonismo desse encerramento ao nos apresentar uma melodia mais chill e uma letra um tanto de amorosa: “Em meu sonho, eu acabei de te dar minha estrela / Me sinto boba quando olho em seus olhos”. É uma ótima forma de fechar esses 22 minutos de duração bastante proveitosos. Nas sete músicas de seu primeiro mini álbum, Nayeon nos dá um pequeno gosto do que ela quer se tornar a partir de trabalhos futuros, e isso é suficiente para dizer que vai ser um processo delicioso de se acompanhar. Ela não tenta criar tendências ou inovar muito, preferindo se preocupar com fazer músicas boas para serem ouvidas e aproveitadas. Com canções fáceis de digerir, carisma, fotografia bonita e despretensão, IM NAYEON é um ótimo nome para o lançamento que é tão bom quanto sua intérprete. Ouça IM NAYEON, debut solo da integrante do TWICE, logo abaixo: E você, o que achou do debut solo da Nayeon? Conta para o Café aqui e nas redes sociais!

  • HOLIDAY: Winner retorna em álbum de verão alegre com atmosfera linear

    Depois de uma grande pausa, o boygroup de grandes sucessos mostra seu lado brilhante em seu 4° mini álbum (YG Entertainment) Com a metade do grupo tendo realizado o serviço militar obrigatório, o Winner encontrou um ótimo momento para retornar antes do alistamento dos outros dois membros. O quarteto fez seu comeback nesta terça-feira (05) com o 4° mini álbum HOLIDAY que conta com 6 faixas, seu primeiro lançamento desde 2020. O grupo que possui quase 9 anos de carreira é o dono de sucessos como REALLY REALLY e EVERYDAY, faixas animadas e fáceis de ouvir. Em HOLIDAY essa energia é mantida não só na faixa principal, e mostra que o boygroup apostou em continuar fazendo o estilo que funciona bem sem se arriscar em outros ritmos. Confira o que mais o Café com Kimchi achou do álbum após a publicidade! Durante uma coletiva de imprensa os membros afirmaram que escolheram I Love U como faixa principal deste álbum porque queria trazer um música que não fosse tão séria, com a intenção de mostrar que são leves e ainda brilham mesmo estando em seu nono ano de carreira, como relataram ao portal Kpop-Herald. Em I LOVE U o grupo fez jus ao que desejava entregar, a música é um upbeat divertido e sua estrutura se assemelha um pouco a trabalhos anteriores, como Really Really e Millions. Com um estilo retrô e refrão chiclete, a canção traz elementos de funk pop (mas não o funk que conhecemos). Essa faixa é a típica música de verão que o Winner sabe fazer muito bem e esses aspectos estão presentes no MV que possui muitas transições de cenário e é cheio de momentos engraçados que conversam com a energia alegre dos integrantes enquanto performam. A vibe retrô presente na faixa principal continua, mas fica mais forte em 10 MIN que utiliza sintetizadores que funcionam bem com a música, mantendo o ritmo animado e conversando com a faixa anterior. No entanto é a partir de HOLIDAY que a sensação é de que a atmosfera não muda e que a música é uma mistura do que já havia sido mostrado nas faixas anteriores, mas com uma roupagem diferente. Apesar dessa sensação, HOLIDAY merece um certo destaque pois realmente passa a ideia do álbum de ser algo leve e que remete a férias, feriados e momentos descontraídos. Essa faixa com certeza também funcionaria bem como faixa título. Leia também: "IM NAYEON: "Pop!" prova que carisma prevalece contra a inovação musical." SWEET HOME é a peça que mais se diferencia na tracklist. O início suave com o piano valoriza os vocais marcantes do grupo. A canção impressiona ao ganhar um ritmo mais agitado no refrão e dá espaço para o rap que não havia aparecido tanto nas outras faixas. Um diferencial é o uso inusitado da gaita que acompanha todo o refrão, demonstrando a intenção de testar algo novo aqui. SWEET HOME termina com um coro pra fechar, artifício que foi usado de forma excessiva na maioria das produções. FAMILY parece ser uma carta aos fãs. Com referências a sucessos anteriores do grupo como eles trabalham com uma música alegre mantendo a mesma energia das outras canções. O rap do integrante Mino e a música fala sobre as memórias do grupo e sobre proteger a família que são junto com seus fãs. “Se existe uma relação mais forte que o sangue, provavelmente é a nossa. E por fim LITTLE FINGER fecha o álbum com uma sonoridade mais leve e que se destaca de todas as outras de forma positiva. A influência de R&B é notável e o refrão é melódico, cativando o ouvinte facilmente. Talvez esse seja o maior acerto do grupo neste álbum de verão, o instrumental traz uma nostalgia das músicas antigas do grupo como Sentimental, lançada em 2016. Em geral, HOLIDAY cumpre com o que promete se levarmos em consideração o conceito de ser algo mais leve e alegre. A seleção das músicas faz sentido mas infelizmente não prende o ouvinte durante todo o álbum pois aposta em manter um atmosfera muito linear e que não passeia por outros ritmos. Apesar de ser claro que o grupo trabalha muito bem com esse estilo animado e pop acaba deixando um gostinho de quero mais em pensar que eles com certeza fariam um ótimo trabalho explorando outras sonoridades. Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

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