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  • Setembro coreano: confira 8 filmes para assistir na Samsung TV Plus

    Durante o mês, a plataforma disponibiliza títulos sul-coreanos de diversos gêneros para ver gratuitamente Ao longo do mês de setembro, você poderá assistir diversos filmes sul-coreanos gratuitamente através do aplicativo Samsung TV Plus, disponível nas televisões da marca. Para acessar o catálogo especial, basta clicar no canal Cine Pipoca e conferir o horário do filme de sua preferência, e dar play! Confira a seguir quais são os títulos disponíveis. Filmes sul-coreanos para assistir no Samsung TV Plus Todo Dia Uma Vida | The Beauty Inside (2015) Neste romance, Kim U Jin tem uma condição sobrenatural em que acorda todos os dias com um novo rosto. Um dia, ele conhece a vendedora Hong I Su (Han Hyo Joo) e se interessa por ela. Ele passa a visitar sua loja diariamente, como um novo cliente que ela nunca viu, apenas para vê-la com frequência. Um dia ele toma coragem para chamá-la para sair, e conforme o encontro evolui, ele decide passar dias sem dormir para manter a mesma aparência, até que não dá mais conta e acaba adormecendo. Como I Su vai lidar com o segredo de U Jin? Notas de Um Amor Secreto | Secret: Untold Melody (2025) Um pianista promissor, Yu Jun (D.O. do EXO), sofre uma lesão no punho e retorna a Coreia do Sul para um tratamento. Ele retoma suas práticas de piano em uma universidade e conhece Jeong A (Won Jin A) uma pianista misteriosa, que ensaia uma melodia secreta com frequência. Eles então se conectam através da música. Leia também: De ator a cantor: Conheça a carreira de D.O., do EXO, na música e nas telas As Primeiras Histórias de Amor | Pure Love (2016) Neste filme, um programa de rádio recebe uma carta e uma fita cassete de 23 anos atrás. Através delas, um dos radialistas resgata memórias de um amor de verão, relembrando momentos incríveis que já não eram mais lembrados por ele. O filme conta com D.O., Kim So Hyun, Yeon Jun Seok, Joo Ahn Reum e David Lee. Porque Eu Te Amo | Because I Love You (2017) Lee Hyung (Cha Tae Hyun) acorda do coma que estava por consequência de um acidente, mas percebe que está no corpo de outra pessoa e sem suas memórias. Ele acaba descobrindo que pode entrar no corpo de outras pessoas e assim viver diferentes tipos de amor, e ajudando a solucionar problemas de relacionamento. Aos poucos vai recuperando sua memória e relembrando a mulher que ama e que estava prestes a pedir em casamento. Pessoas Comuns | Ordinary People (2018) Pessoas Comuns, um filme de ação e suspense, conta a história de Gi Cheol (Ma Dong Seok), um professor de educação física que começa a dar aulas em uma escola no interior. Ele descobre que uma de suas alunas desapareceu, e se incomoda com o fato de que as pessoas estão ignorando este ocorrido. Então ele se une com a melhor amiga da garota para tentar investigar o desaparecimento. Leia também: Tiro, porrada e bomba: 5 doramas de ação para assistir e se exaltar My Heart Puppy (2023) Neste filme de aventura, Min Su (Yoo Yeon Seok) descobre que sua noiva tem alergia severa aos cachorros, por isso ele precisa encontrar um novo lar para seu cãozinho. Junto com um primo, ele embarca em uma aventura em busca de uma nova casa para o amado cachorrinho. Milagre na Cela 7 (2013) Este drama conta a história de Lee Young Gu (Ryu Seung Ryong), que tem uma filha de seis anos e portador de uma deficiência neurológica que o faz ter a idade mental de uma criança. Um dia, ele se depara com um acidente, e tenta reanimar uma criança que acaba morrendo, e é preso injustamente como o culpado pela morte dela. Na cadeia, ele sofre com seus colegas de cela, mas com o passar do tempo eles percebem que além de inocente, Young Gu é incompreendido e decidem fazer de tudo para reuni-lo com sua filha. Regras do Amor na Cidade Grande | Love in the Big City (2024) Sang Hyun e Kim Go Eun protagonizam este filme sobre amizade e amor. Os dois interpretam melhores amigos que moram juntos, cada um lidando com diversas situações, enquanto Koo Jae Hui (Go Eun) sofre julgamento por sua personalidade e é alvo de fofocas e rumores, Jang Heung Su (Sang Hyun) esconde de todos que é gay. Os dois se ajudam e se apoiam nessas situações. Leia também: Quem é Noh Sang Hyun? Conheça a carreira do ator do K-drama “A Coroa Perfeita”

  • K-dramas de outubro: calendário de lançamentos nos streamings

    Confira as novas produções sul-coreanas que chegam na Netflix, Viki, Disney Plus e Prime Video (Divulgação / SBS / TVING / tvN) Quem aí está preparado para uma leva fresquinha de K-dramas? O mês de outubro está repleto de novos títulos nos mais diversos gêneros, entre eles, um novo drama de suspense médico como Doctor X: A Máfia do Jaleco Branco na Netflix, Make Me Tingle no Viki e Love In Disguise no Prime Video. Confira abaixo cada um dos dramas e suas sinopses, e salve aqueles que está mais animado para assistir. K-Dramas de outubro Netflix Doctor X: A Máfia do Jaleco Branco (09/10) 12 episódios Gêneros: médico, suspense Neste drama médico, Gye Su Jeong (Kim Ji Won) assume o posto de cirurgiã no Hospital Universitário Guseo anos após ser exilada por um acontecimento no passado. O que ela não esperava era que lidaria com casos de corrupção, e assim passa a usar suas habilidades para expor esses casos na área da medicina. Um Choque de Amor | Take Charge of My Heart (09/10) 10 episódios Gêneros: romance, fantasia Baek Ho-rang (Kim Young Kwang) tem um coração artificial que está ficando sem bateria. Na Bo-bae (Chae Soo Bin) é uma mulher que tem a habilidade especial de carregá-lo, já que dá choques ao tocar pessoas desde que foi atingida por um raio. Sabendo que ela poderia resolver seu problema, Ho-rang faz uma proposta irrecusável. Leia também: TODOS os dramas coreanos que chegam na Netflix em 2026 100 Dias de Mentira | 100 Days of Deception (10/10) 16 episódios Gêneros: histórico, ação Kim You Jung e Park Jin Young são as estrelas neste drama que se passa durante a era Gyeonseong, período em que a Coreia foi colonizada pelo Japão. Ga Gyeong (You Jung) é uma batedora de carteira extremamente perspicaz e sorrateira que acaba se tornando uma informante do exército da independência, infiltrada no Governo Geral Japonês. Durante sua perigosa jornada, ela acaba se envolvendo com Tae Ung (Jin Young), um intérprete coreano cheio de segredos. Um Trabalho do Inferno | Dead End Job (30/10) 8 episódios Gêneros: terror, fantasia Hyeok Jun (Lee Jae Wook) aceita um emprego de meio período que aparentemente é perfeito, com um salário muito atrativo. Porém, logo percebe que está numa enrascada quando começa a notar fenômenos aterrorizantes. Enquanto isso, sua irmã Ji Yun (Go Min Si), uma investigadora destemida, está determinada a desvendar os segredos daquele local. Disney+ Between Steps (05/10) 12 episódios Gêneros: juventude, vida Park Min Jae (Choo Young Woo) perdeu sua promissora carreira como nadador após perder a perna esquerda. Ele se reergue e encontra a robótica como sua nova vocação. Seus caminhos cruzam com os de Im Yu Jin (Kim So Hyun), que estava prestes a se formar no Departamento de Vestuários e Têxteis, mas um imprevisto faz com que se interesse por robótica. Viki Make Me Tingle (15/10) 10 episódios Gêneros: comédia, drama Yeon Su (Nam Ji Hyun), uma mulher de família conservadora. Dokgo Dal (Kim Jae Yeong), um homem que vende brinquedos sexuais. Cada um deles apresenta um novo mundo para o outro conforme se aproximam mais e desafiam suas convicções pessoais. Summer Vacation (26/10) 10 episódios Gêneros: romance, fantasia Summer Vacation conta a história de Kim Ha Yeon (Cho Yi Hyun), uma estudante do ensino médio que retorna à realidade após viver um verão misterioso. Prime Video Love In Disguise (19/10) 12 episódios Gêneros: comédia, suspense Love In Disguise é o novo romance de escritório do Prime Video. Nele, Kang Jae Hui (Seor In A) é o novo secretário de Yun I Jun (Yim Si Wan), um CEO que é suspeito de assassinar sua secretária anterior. Ela se disfarça de secretário e guarda-costas, mas é uma policial renomada por suas estratégias e habilidades. Seu intuito é descobrir a verdade sobre o crime. Final Table (24/10) 12 episódios Gêneros: drama, culinária Choi Song (Hong Hwa Yeon) assume o restaurante da sua família após a morte repentina do pai. Ela acaba envolvendo o restaurante em uma competição onde estão Kang Han (Ahn Hyo Seop), um renomado chef com experiência no exterior, e seu rival Cha U Jin (Chang Ryul). Conforme a competição avança, suas habilidades, histórias pessoais e ambições são reveladas. Leia também: Quando o amor é servido à mesa: K-dramas com restaurantes no enredo K-Dramas de outubro para conferir fora dos streamings Your Personal Taxi (01/10) 8 episódios Gêneros: drama, musical Baseado em um webtoon, Your Personal Taxi conta a história do motorista Go (Cha Tae-Hyun), um taxista com um veículo um tanto quanto suspeito que recebe apenas passageiros com histórias surpreendentes, sempre acompanhadas de alguma música como trilha sonora. Oh My Guard (24/10) 16 episódios Gêneros: comédia, romance Um romance improvável ocorre de repente entre Um Tae Bong (Jung Yong Hwa), um ator popular conhecido como “mestre dos romances”, e O Hae Ra (Hong Seung Hee), uma mulher misteriosa que acredita ser a protagonista de um K-drama.

  • 10 anos de “Descendentes do Sol”: 5 motivos para rever — ou assistir ao clássico pela primeira vez

    A produção que impulsionou a onda Hallyu globalmente continua sendo a porta de entrada perfeita para novos públicos Por Bianca Damas (Divulgação / KBS) Alguns K-dramas marcam época durante sua exibição, mas poucos conseguem manter o status de fenômeno memorável uma década após o lançamento. Lançado em 2016 e escrito por Kim Eun-sook e Kim Won-suk, Descendentes do Sol, estrelado por Song Joong-ki e Song Hye-kyo, registrou audiência superior a 38% na Coreia do Sul e se consolidou como um dos títulos mais importantes da TV sul-coreana e a porta de entrada perfeita para novos públicos. Para celebrar os 10 anos desta obra inesquecível, o Café com Kimchi separou cinco motivos que mostram por que a produção permanece indispensável, seja para os fãs de longa data ou para quem está chegando agora. Leia também: 10 anos de "Goblin": momentos mais icônicos do K-drama que se tornou um clássico do gênero Sobre o que é "Descendentes do Sol"? O drama acompanha o encontro entre Yoo Si Jin (Song Joong-ki), líder das forças especiais, e a cirurgiã Kang Mo Yeon (Song Hye-kyo). Após Si Jin e seu segundo no comando, Seo Dae Young (Jin Goo), perseguirem um ladrão durante o dia de folga, Si Jin se atrai imediatamente por Mo Yeon na emergência do hospital e a convida para sair. Nisso, relacionamento é interrompido pelas constantes convocações militares de Si Jin e pelas divergências ideológicas sobre a vida humana, enquanto ele mata para proteger seu país, ela precisa salvar vidas a todo custo. Si Jin e Dae Young são então designados para uma missão de paz em Urk, um país fictício devastado pela guerra. Enquanto isso, Mo Yeon, após perder promoções por falta de conexões, desiste das cirurgias e vira médica famosa de TV responsável pela ala VIP. Quando um incidente em seu local de trabalho a força a se juntar à equipe médica voluntária enviada para essa mesma região, acontece o reencontro inesperado com Si Jin. Ainda, a produção conta ainda com Onew (SHINee) como o residente Lee Chi-hoon. 5 motivos assistir "Descendentes do Sol" História que vai muito além do romance Em sua essência, Descendentes do Sol é uma história de amor, mas o romance é apenas uma parte do que torna a série tão envolvente. O drama mescla ação, missões militares, emergências médicas, humor, amizade e conflitos emocionais, alternando constantemente entre momentos mais leves e mais intensos. Essa mistura confere à história um apelo interessante, mantendo o romance como foco central. O relacionamento entre os protagonistas se desenvolve em paralelo aos desafios de suas profissões, criando uma narrativa onde os sentimentos pessoais são constantemente testados pelo dever, pelo perigo e por escolhas difíceis. Química inesquecível entre os protagonistas Um dos maiores trunfos da série é a química entre o casal principal. Song Joong-ki e Song Hye-kyo transformaram Yoo Si-jin e Kang Mo-yeon em um dos casais mais memoráveis da história dos K-dramas, conquistando uma legião de fãs internacionais. A parceria deles na tela se tornou tão popular que os fãs carinhosamente os apelidaram de "Casal Song-Song". Suas atuações também receberam grande reconhecimento na Coreia do Sul, com ambos os atores levando para casa o Grande Prêmio no KBS Drama Awards de 2016. O impacto na globalização dos K-dramas Descendentes do Sol foi mais do que apenas um sucesso coreano. Seu êxito em toda a Ásia e em outros mercados internacionais ajudou a demonstrar o potencial global da televisão coreana e contribuiu para a crescente popularidade dos K-dramas em todo o mundo. Além disso, a série também teve um impacto além do entretenimento. Os locais de filmagem se tornaram atrações turísticas, enquanto a popularidade do elenco e da história ajudou a gerar maior interesse pela cultura coreana. A influência do drama foi tão significativa que Song Joong-ki e Song Hye-kyo receberam posteriormente condecorações presidenciais por suas contribuições para a promoção da cultura coreana. Um K-drama atemporal Uma década após sua estreia, Descendentes do Sol continua a fazer sentido porque seus temas centrais permanecem atemporais. Amor, sacrifício, dever profissional, amizade e o desafio de tomar decisões difíceis fazem parte da história de maneiras que ainda são relevantes para o público atual. O drama série também se destaca por seu formato de produção. Como um drama pré-produzido, seus episódios foram finalizados antes da estreia, algo relativamente incomum na televisão coreana da época. Combinado com seus visuais cinematográficos e cenários grandiosos, isso contribuiu para dar à produção um toque refinado e singular. É a introdução perfeita aos K-dramas Para quem nunca assistiu a um K-drama, a série oferece muitos dos elementos que tornaram o gênero tão popular no mundo todo: um romance envolvente, protagonistas carismáticos, narrativa emocionante, comédia, ação e muitas reviravoltas dramáticas. E para os fãs de longa data, seu 10º aniversário é a desculpa perfeita para rever um clássico que ajudou a moldar o fenômeno global dos K-dramas. Um legado que continua se expandindo Em comemoração aos 10 anos de exibição do drama original, a história ganhará uma adaptação em formato de longa-metragem para os cinemas na Indonésia. O projeto marca a primeira vez que um K-drama é adaptado diretamente para o cinema no exterior, sendo produzido em parceria direta com a NEW, produtora sul-coreana original. (Divulgação / NEW) Dirigido por Hanung Bramantyo e estrelado por Reza Rahadian e Dian Sastrowardoyo, o projeto foi anunciado no Ideafest na Indonésia. Com filmagens concluídas e pós-produção em andamento para a estreia em 2027, o principal atrativo para os fãs será observar como as dinâmicas e o enredo do casal original serão reelaborados para a cultura local. Se você ficou com vontade de embarcar nessa jornada emocionante, todos os episódios de Descendentes do Sol podem ser conferidos no VIKI, totalmente legendados em português. Seja para reencontrar personagens inesquecíveis ou descobrir o drama pela primeira vez, a produção prova que resistiu perfeitamente ao tempo e continua impecável. Leia também: Anota a dica: 5 doramas gratuitos para assistir no VIKI

  • Rosé e Jackson Wang lançam singles para a campanha “Shot on iPhone”

    Produções audiovisuais foram gravadas inteiramente no iPhone 18 Pro, novo lançamento da Apple (Atlantic Records & Team Wang) O iPhone 18 Pro chegou às mãos de duas das maiores estrelas do K-pop. ROSÉ e Jackson Wang utilizaram o novo smartphone da Apple para gravar integralmente os videoclipes de seus novos singles, “new trick” e “Thank You”, como parte da campanha "Shot on iPhone". Na última semana, ROSÉ, integrante do BLACKPINK, divulgou o lançamento da faixa “new trick”, acompanhada de um videoclipe dirigido por Dave Meyers. Na nova música, a cantora atravessa as desilusões e dores da vida com uma força renovada. Com ritmo acelerado e atmosfera sonhadora, a faixa transita pelo alt-pop e combina a energia das comédias românticas dos anos 1990, a atitude punk rock do início dos anos 2000 e uma leveza divertida e despretensiosa. Em entrevista à VOGUE, ROSÉ definiu “new trick” como “possivelmente a coisa mais fofa que ela e a compositora Amy Allen já fizeram juntas”. A artista também falou sobre o aguardado sucessor de rosie, seu primeiro álbum completo, lançado em 2024: “Estou trabalhando em músicas novas há algum tempo e ainda estou no processo de encontrar o equilíbrio perfeito entre o universo que quero criar, o quanto disso expressa quem sou hoje e quem estou me tornando, tanto pessoalmente quanto como artista. Estou animada para descobrir aonde essa jornada ainda vai me levar, que tipo de sonoridade vai fazer sentido para mim e para apresentar uma nova era da minha música no ano que vem.” Leia também: Globalização: Artistas do K-pop que participaram de filmes e séries americanas Já nesta semana, Jackson Wang divulgou o single “Thank You”, acompanhado de um videoclipe dirigido por Ojun Kwon. Filmado em preto e branco, o vídeo apresenta Jackson de forma mais intimista, passando por diferentes fases de sua vida e agradecendo aos fãs e a todos que sempre acreditaram nele pelo apoio incondicional. Para “Thank You”, o artista também convidou fãs de diferentes partes do mundo para fazerem parte do projeto. Com candidatos de mais de 80 países, o videoclipe reúne personagens, figurinos e círculos que representam pessoas, memórias ou capítulos importantes que ajudaram a moldar Jackson na pessoa que ele é hoje, reforçando a mensagem de gratidão pela própria trajetória. O novo single marca ainda o primeiro lançamento musical de Jackson desde que assinou com a Roc Nation, uma das principais empresas de entretenimento do mundo, fundada por Jay-Z. “Estamos muito felizes em receber Jackson Wang em nossa família aqui na Roc Nation”, afirmou Jay-Z. “Ele é um artista incrível, com uma determinação muito especial, e mal podemos esperar para ver o que ele fará a seguir.” Leia também: O que significa "Nachimbong"? Conheça a origem e detalhes sobre o lightstick do Stray Kids Ambos os videoclipes foram filmados inteiramente com o novo iPhone 18 Pro, que traz o sistema de câmera mais avançado já desenvolvido pela Apple e, pela primeira vez em um iPhone, controle de abertura variável. A campanha “Shot on iPhone” já contou com outros grandes nomes da música. Entre os exemplos estão The Weeknd, com “Dancing in the Flames”, gravado com o iPhone 16 Pro; Olivia Rodrigo, em “get him back!”, filmado com o iPhone 15 Pro Max; e Lady Gaga, com “Stupid Love”, registrado com o iPhone 11.

  • BAEKZREAL está de volta! Baekhyun retorna como Ezreal no novo single de HEARTSTEEL

    Quase três anos após PARANOIA, grupo virtual de LoL confirma retorno com o single Live My Life (Reprodução/@baekhyunee_exo & Riot Games) Depois dos sucessos de seus grupos virtuais, que transitam entre o universo dos games e o mundo da música, a Riot Games dá mais um passo nessa interseção ao confirmar o retorno do HEARTSTEEL. O grupo virtual, formado por personagens de League of Legends com vozes de artistas reais, lançará o single Live My Life nesta sexta-feira (18). Escrita e produzida pelo artista de pop alternativo Jon Bellion, Live My Life é descrita como uma “celebração à liberdade que vem de abraçar quem você é e viver a vida em alto e bom som”. Este é o primeiro lançamento do boygroup em três anos, desde sua estreia com PARANOIA, em 2023. Formado por Ezreal, Kayn, Aphelios, Yone, K’Sante e Sett, os campeões de LoL recebem as vozes de artistas reais e são reimaginados como estrelas da música. Leia também: Neocimento: Relembre os 10 anos de carreira do NCT Para Live My Life, a line-up de artistas sofreu alterações em relação à formação original. Baekhyun é o único integrante a retornar, emprestando novamente sua voz a Ezreal. O veterano do HEARTSTEEL será acompanhado por estreantes no grupo: Anderson .Paak como K’Sante, Connor Price como Sett e Nic D como Kayn. “Estou muito empolgado por colaborar com League of Legends novamente”, compartilha Baekhyun, que, além de dar voz a Ezreal, também é um jogador apaixonado. “É ótimo voltar a este papel. Durante a minha turnê Reverie no ano passado, tive a chance de visitar o campus da Riot, onde me conectei com a equipe, trocamos ideias e encontramos muita inspiração um no outro. É especialmente significativo ver essa inspiração se transformar em algo que agora podemos compartilhar com fãs e jogadores ao redor do mundo. Honestamente, mal posso esperar para que todos vejam o que criamos juntos. Vai ser incrível.” Leia também: Quem são a "Rainha do K-pop" e os "Ídolos da Nação"? Conheça os maiores títulos do pop coreano! Nas redes sociais, os rumores sobre o retorno do boygroup movimentaram o público, que demonstrou grande expectativa pela volta de Baekhyun como Ezreal. Com 14 anos de carreira nos palcos como ídolo de K-pop, o astro já havia conquistado os fãs com sua performance em PARANOIA, marcando sua estreia como a voz do campeão. Além de Baekhyun, outros nomes ligados ao HEARTSTEEL também são conhecidos no mercado musical sul-coreano. Nove vezes vencedor do GRAMMY, Anderson .Paak colaborou recentemente com Taeyong, do NCT, na canção Rock Solid. Jon Bellion, por sua vez, também já participou de um projeto relacionado ao K-pop, sendo um dos compositores de Seven, single de Jungkook, membro do BTS. A escolha desses artistas não é por acaso, já que o HEARTSTEEL e seu grupo “irmão”, K/DA, transitam justamente pela interseção entre o universo dos games e a indústria musical, com forte inspiração na estética e na sonoridade do K-pop. Os fãs podem assistir ao videoclipe de Live My Life no YouTube oficial de League of Legends e fazer o stream da faixa em todas as principais plataformas musicais à partir de sexta-feira, 18 de setembro, às 13h (BRT). O pré-save da faixa já está disponível.

  • TAEMIN no Brasil: saiba os valores dos ingressos do próximo show da turnê [LiMiNaL]

    Show único acontecerá em São Paulo e marca a terceira visita do integrante do SHINee ao país (Divulgação/ Galaxy Corporation) TAEMIN vai retornar ao Brasil em breve! Após realizar o seu primeiro show solo no país, com a turnê Ephemeral Gaze, em fevereiro do ano passado, o integrante do SHINee anunciou que fará mais uma apresentação por aqui. Desta vez, o artista desembarca em São Paulo para um show único da turnê [LiMiNaL]. A turnê mundial, também passará por cidades como Cidade do México, Santiago e Lima e faz parte da divulgação de seu novo álbum PHASE 1: Soft Violence, lançado em agosto. O projeto conta com 11 faixas e a faixa FLOAT ganhou um MV que já acumula mais 5 milhões de visualizações. Abaixo, o Café com Kimchi separou todas as informações sobre Taemin no Brasil, como os ingressos e setores ainda disponíveis do show. Leia também: BTS, Stray Kids e todos os shows de K-pop confirmados no Brasil em 2026 Data, local e ingressos do show do TAEMIN no Brasil em 2026 O show será no dia 8 de novembro, no Vibra, em São Paulo. A pré-venda exclusiva para membros do membership de TAEMIN aconteceu no dia 8 de setembro e a venda geral de ingressos foi em 9 de setembro. Porém, até o momento da apuração desta matéria ainda há ingressos disponíveis em alguns setores. Confira! Pista Premium Inteira: R$ 760 Meia-entrada: R$ 380 (esgotado) Pista Inteira: R$ 460 Meia-entrada R$ 230 Camarote Inteira: R$ 590 (esgotado) Meia-entrada: R$ 295 (esgotado) Plateia Inteira: R$ 390 Meia-entrada: R$ 195 (esgotado) Pacotes VIPs LiMiNaLiSt Inteira: R$ 2.290 Meia-entrada: R$ 1.145 (esgotado) Benefícios: inclui Zona Premium, entrada antecipada, send off, soundcheck, pôster autografado, credencial e lanyard, photocard; TAEMate Inteira: R$ 1.490 Meia-entrada: R$ 745 Benefícios: inclui Zona Premium, entrada antecipada, credencial e lanyard, photocard; LiMiNaL BEYONDE Package: R$ 590 (foto em grupo + photocard) / (esgotado) Serviço: 2026-27 TAEMIN WORLD TOUR em São Paulo Data: 08 de novembro de 2026 (domingo) Local: Avenida das Nações Unidas, 17955, 04795-100, Vila Almeida, São Paulo, SP (VIBRA SÃO PAULO) Horário: 20h (início do show) Classificação: 16 anos (menores devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais) Venda de ingressos online: Pixelticket (compre aqui) Leia também: Para confortar o coração: Programas e reality shows do SEVENTEEN para quem está com saudade do grupo

  • [ENTREVISTA] OMEGA X aborda recomeços, liberdade e a conexão com os FOR X em “UNCAPPED”

    Em entrevista exclusiva, grupo compartilha como as atividades individuais contribuíram para este retorno (Divulgação/IPQ) Após um período marcado por mudanças, atividades individuais e novos caminhos, o OMEGA X retornou com UNCAPPED, EP que inaugura uma nova fase na trajetória do grupo. Lançado em junho, o álbum foi construído com a participação dos FOR X, fandom do grupo, e traduz esse momento por meio de temas como liberdade, recomeços e a busca por novas possibilidades. Em UNCAPPED, o OMEGA X transforma em música o desejo de deixar para trás os momentos difíceis e seguir em frente com mais liberdade. O álbum marca um novo ponto de partida para o grupo, que revisita suas próprias experiências enquanto abre espaço para novas possibilidades. Composto por cinco faixas que transitam entre diferentes emoções e uma energia característica do OMEGA X, o projeto convida os ouvintes a aproveitarem o presente e acompanha a ideia de que voltar ao “zero” não significa chegar ao fim, mas começar novamente. UNCAPPED marca o primeiro comeback coreano do OMEGA X em mais de dois anos e também uma nova formação do grupo, agora com sete integrantes. Enquanto Hangyeom e Taedong cumprem o serviço militar obrigatório e outros integrantes seguiram caminhos diferentes, o período também foi marcado por projetos individuais e em subunidades. Kevin, por exemplo, investiu na atuação e estrelou My Bias Is Showing (2025), enquanto Jaehan, Xen, Jehyun e Yechan se reuniram na OX:N, primeira subunidade do OMEGA X. Leia também: Um BL Para o Meu Idol, Parte 5: todos os dramas BL com idols lançados em 2024 Em entrevista exclusiva ao Café com Kimchi, os membros comentam o processo criativo do lançamento e as experiências que levaram para esta nova fase. (Divulgação/IPQ) O que torna UNCAPPED diferente dos lançamentos anteriores de vocês? SEBIN: A diferença é que este é um álbum que fizemos junto com os FOR X e também é o álbum do qual participei depois de retornar do serviço militar. Haha. KEVIN: Acho que o fato de ele ter sido criado a partir dos votos dos nossos fãs é o que o torna tão especial e diferente. O que UNCAPPED representa para o momento atual do OMEGA X? KEVIN: Acho que o OMEGA X está atualmente em uma fase de ultrapassar os limites que nós mesmos estabelecemos e continuar crescendo, assim como a mensagem do álbum. Jaehan, Xen e Yechan estão creditados no álbum. Como foi o processo criativo de vocês durante a produção de UNCAPPED? JAEHAN: Nós nos esforçamos bastante para expressar os temas de liberdade, libertação e diversão. Durante a produção do álbum, os membros conversaram muito sobre como unir a identidade que o OMEGA X já possui com algo novo, encontrando um equilíbrio entre os dois. YECHAN: Nas outras músicas, a equipe de produtores nos enviava uma batida e cada um de nós criava uma topline a partir dela. Já em “Close to Me”, que nós três produzimos do zero, trabalhamos juntos até que todos estivéssemos satisfeitos com o resultado. XEN: Acho que o processo de criação nos aproximou ainda mais, porque trabalhamos bem juntos e conseguimos alinhar nossas opiniões. Leia também: Para confortar o coração: Programas e reality shows do SEVENTEEN para quem está com saudade do grupo “Close to Me” fala sobre abraçar as diferenças individuais. Como vocês aprenderam a lidar com essas diferenças em um grupo tão grande? Houve algum momento especialmente desafiador? YECHAN: Sabemos que as versões de nós mesmos que cada um ama não se encaixam perfeitamente, como peças de um quebra-cabeça! Então, focamos na alegria de perceber que nossa química fica ainda melhor justamente por causa dessas diferenças. Os fãs tiveram uma participação ativa na criação deste álbum. Como foi tê-los envolvidos nesse processo? JAEHAN: Fazer este álbum junto com nossos fãs deu a ele um significado ainda maior para nós. Acho que ele representa não apenas a história do OMEGA X, mas também a história do OMEGA X e dos FOR X. Vocês estavam acostumados a se apresentar como um grupo de 11 integrantes, mas neste comeback, a formação está menor. Como foi preparar este comeback e cumprir a agenda de promoções com menos membros? SEBIN: Acho que a sinergia entre nós sete ficou boa de uma maneira diferente daquela que tínhamos quando éramos dez. JEHYUN: Sinto falta dos membros que não estão aqui neste momento e, com menos integrantes, realmente ficou um pouco mais silencioso. O OMEGA X passou por um longo hiato enquanto os integrantes se dedicavam a atividades individuais. Como vocês acham que essas experiências contribuíram para o crescimento pessoal de cada um? E o que sentem que cada membro traz de volta para o grupo agora? JAEHAN: Por meio das minhas atividades solo, passei a perceber as coisas que me faltavam e que os membros costumavam compensar por mim. Refleti sobre esses aspectos e tentei desenvolvê-los. Acho que os outros membros também vão trazer para as atividades do grupo tudo aquilo que sentiram e aprenderam durante esse período. XEN: Acredito que a minha identidade pessoal também faz parte da identidade do OMEGA X. Então, lançar um single digital solo e trabalhar nele me fez pensar sobre o que eu poderia contribuir para o OMEGA X. YECHAN: Por meio da atuação, percebi que queria estudar mais sobre as pessoas. Isso também me ajudou a observar e entender melhor os membros. Acho que, por isso, ficamos ainda mais confortáveis uns com os outros no nosso dia a dia. Depois de um longo hiato e de atividades individuais, algumas pessoas podem ter se perguntado se o grupo voltaria algum dia. O que motiva vocês a continuar como OMEGA X? JAEHAN: Nossos fãs, é claro. O amor e o apoio deles são o que nos fazem seguir em frente. HWICHAN: Acho que é principalmente a vontade de retribuir todo o apoio e amor que recebemos dos nossos fãs. SEBIN: Os FOR X, os membros e nossas famílias. JEHYUN: Acho que são os nossos fãs, que estão sempre esperando por nós. YECHAN: Acho que é o amor pelo grupo e pelos nossos fãs. A felicidade de nos tornarmos um só no palco é o que me motiva. Leia também: Globalização: Artistas do K-pop que participaram de filmes e séries americanas Para finalizar, vocês poderiam deixar uma mensagem para os fãs brasileiros? JAEHAN: Olá, FOR X brasileiros! Esperamos encontrar vocês no Brasil em breve! HWICHAN: Olá, fãs brasileiros! Vamos continuar trabalhando duro, então, por favor, continuem nos dando muito carinho e amor! XEN: Quero muito sentir a energia dos nossos fãs brasileiros. Vamos visitar vocês em breve, então, esperem só mais um pouquinho. JEHYUN: Obrigado por sempre esperarem por nós e nos apoiarem!

  • Que dia e horário o Stray Kids, a Hwasa e o NEXZ vão se apresentar no Rock in Rio? Anote na agenda!

    Artistas são destaque no considerado "dia do K-pop" no festival do Rio de Janeiro; fique por dentro (Reprodução) Acalma o coração! O Stray Kids está perto de subir nos palcos do Rock in Rio 2026, bem como a Hwasa e o NEXZ. No segundo final de semana do festival, os artista se reunirão no que foi popularmente chamado nas redes sociais como "o dia do K-pop"; e é importante ficar por dentro da agenda para não perder os shows. Esta é a primeira vez que o RiR traz diferentes artistas do pop sul-coreano para o evento. Inclusive, o Stray Kids aterrisa no Brasil para um marco em sua carreira: o primeiro ato do K-pop a ser headliner na história do Rock in Rio. Por isso, a ocasião será importante não só para os cantores, como para os seus fandoms também. Confira abaixo as demais informações para você curtir os shows do festival do conforto do seu sofá: Que dia e horário o Stray Kids, a Hwasa e o NEXZ se apresentam no Rock in Rio? Como dito acima, o K-pop chega ao Rock in Rio deste ano com uma data própria: dia 11 de setembro, sexta-feira. Nisso, todos os nomes mencionados anteriormente se apresentarão no Palco Mundo, do início da tarde ao final da noite. Confira os horários divulgados oficialmente: 16h40 - NEXZ 19h - Hwasa 00h05 - Stray Kids Além do novo recorde que o Stray Kids conquistará na carreira, a Hwasa também estará com tudo no festival como a primeira artista feminina solo sul-coreana a se apresentar no Palco Mundo. A artista já esteve no Brasil outras vezes com o MAMAMOO, e o Stray Kids pisou por aqui em 2025; no caso do NEXZ, será a primeira vez dos meninos no BR. E outra coisa: o lightstick está liberado! Para quem vai curtir o Rock in Rio presencialmente, a organização do evento permitiu a entrada dos bastões de luz para que os fãs tenham uma experiência mais completa. Leia também: O que significa "Nachimbong"? Conheça a origem e detalhes sobre o lightstick do Stray Kids Como assistir ao Rock in Rio em casa? Quem vai curtir o Stray Kids, a Hwasa e o NEXZ em casa, os canais Globo transmitirão todos os shows pela televisão e pela web. Os canais Multishow e Bis vão transmitir o Rock in Rio em suas programações da TV a cabo a partir das 15h15 e 15h50, respectivamente. Além disso, o Globoplay também fará a cobertura completa do evento em qualidade 4K para assinantes premium. Quem não é assinante ainda poderá ver pelo Globoplay, mas com a transmissão intercalada entre Multishow e Bis. O canal aberto da Globo, por outro lado, transmitirá só os melhores momentos. Multishow: Palco Mundo e Palco Sunset (os shows serão aqui!) Bis: Espaço Favela, New Dance Order e Supernova E atenção: o TikTok e o Instagram oficiais da Globo não transmitem os shows! Você está animado para ver os que os artistas reservam para o Brasil?

  • [ENTREVISTA] iKON celebra primeira vez no Brasil e revisita trajetória: “Ainda bem que não demoramos mais”

    Em coletiva antes da FOUREVER TOUR, integrantes abordaram identidade, liberdade musical e o primeiro encontro com os fãs do brasileiros (Arquivo pessoal/Samara Barboza) O Brasil tem se consolidado como palco de “primeiras vezes” para artistas que ajudaram a construir a história da segunda e da terceira geração do K-pop. Agora, foi a vez do iKON escrever seu primeiro capítulo no país: o grupo incluiu o Brasil na FOUREVER TOUR e se apresentou em São Paulo, no último domingo (30). Responsáveis por uma das músicas mais marcantes da terceira geração do K-pop, Love Scenario, os integrantes também carregam uma extensa lista de hits que ajudaram a definir sua identidade, como Rhythm Ta, Dumb & Dumber, B-Day e Bling Bling. Ao longo da carreira, o iKON ficou conhecido por transitar pelo hip-hop e pelo rap, combinando essa sonoridade mais enérgica com um lado melódico que ganhou destaque em faixas como Goodbye Road, My Type e Airplane. Mesmo após uma década de carreira e diversas turnês internacionais, faltava um encontro na trajetória do iKON: o Brasil. Pela primeira vez, os integrantes ficaram frente a frente com os iKONICs brasileiros, em um momento que reuniu a ansiedade de quem esperou anos para vê-los e a curiosidade de quem finalmente descobria como seria essa conexão. Leiatambém: Neocimento: Relembre os 10 anos de carreira do NCT Durante a coletiva de imprensa, o grupo fez questão de falar sobre a expectativa para o encontro com os fãs. No palco, a resposta veio em forma de gritos, lágrimas e uma energia que mostrou que, para os iKONICs, aquela espera de tantos anos finalmente tinha chegado ao fim. O encontro que os iKONICs brasileiros esperaram por uma década (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Em coletiva de imprensa realizada antes das apresentações, o iKON respondeu ao Café com Kimchi que já desejavam se apresentar no Brasil e estavam ansiosos para encontrar os iKONICs brasileiros. SONG: Nós também queríamos muito ver os fãs brasileiros. Queríamos muito nos apresentar no Brasil e ouvimos de outras pessoas que os fãs brasileiros sabem muito como se divertir. Então, estamos muito animados para nos apresentar na frente de vocês. Nossa apresentação e nossa performance não são feitas apenas por nós. A gente sabe que boa parte dela também é feita pelos fãs. Ao longo da conversa com a imprensa, os quatro integrantes também falaram sobre a longa carreira, FOUREVER TOUR e a cultura do Brasil. O que vocês acham que mais mudou na forma como vocês escrevem músicas e se conectam com o palco? BOBBY: A gente não pensa em fazer um gênero específico. Pensamos em fazer a música que queremos, que sentimos vontade de fazer naquele momento. JAY: Nós começamos com o hip-hop, mas fomos mudando ao longo do tempo, acreditamos em diversos gêneros. Mas o que não mudou foi a liberdade da nossa equipe. Se vocês pudessem voltar no tempo e conversar com a versão mais jovens de vocês atrás, o que diriam? JAY: Durante esse tempo, muitas coisas aconteceram: coisas boas, coisas ruins e muitas dificuldades. Mas sinto que tudo isso acontece por uma razão. Então, eu gostaria de falar para o meu eu de 10 anos atrás: "é só seguir em frente". SONG: Atualmente, eu me sinto muito satisfeito com o meu trabalho e com a minha vida como cantor. Mas sei que, no passado, não foi bem assim. Na época de treinamento, foi muito cansativo e, às vezes, até me desanimava. Mas eu gostaria de falar para o meu eu de 10 anos atrás que isso sempre melhora. Então, é só continuar e aguentar um pouquinho mais, porque as coisas melhoram. E eu também diria que, depois de 10 anos, ele estaria se apresentando no Brasil. [risos] Existe algum gênero brasileiro que vocês gostariam de experimentar no futuro? BOBBY: Pessoalmente, desde novo, tive contato com a bossa nova. Então, até agora, penso que talvez seria interessante experimentar com o ritmo da bossa nova. Ela lembra um pouco o jazz, mas é diferente também. Então, se a gente tentasse colocar uma letra coreana nesse ritmo, talvez ficasse muito legal. SONG: A gente vê muito no TikTok que os brasileiros têm danças muito específicas nas redes sociais. Às vezes, vemos as danças e aprendemos um pouquinho por ali. Mas também gostaríamos de aprender com os próprios brasileiros, essas danças juntos, cara a cara. Queremos saber também se é realmente tão comum fazer essas dancinhas aqui no Brasil. JAY: Achamos os ritmos latinos muito interessantes, então mesclar com o estilo do iKON poderia dar um resultado muito bom. Quando estávamos vindo para o Brasil, escutamos algumas músicas brasileiras, principalmente da Marina Sena. Percebi que ela tem um estilo muito único, com uma identidade muito clara. Então, acho muito interessante ouvir essas músicas e talvez me inspirar nelas para criar futuras músicas para o grupo. O que vocês acreditam que é essencial para manter a identidade, a união e a longevidade do iKON nesses últimos 10 anos? CHANWOO: Nós tentamos manter nossa identidade justamente para nos mantermos livres e nos divertirmos, não só musicalmente, mas entre os membros também. Ter um clima leve e comunicativo, acho que isso faz o iKON continuar sendo o iKON. Tem alguma música no começo da carreira que quando vocês performam atualmente tem um significado diferente comparado a como foi produzida no começo? BOBBY: Em Rhythm Ta tem uma parte da letra em que falamos “UCC”. Na época, parecia muito chique e moderno falar essa sigla, mas agora percebemos que envelheceu. Sinto que o tempo passou, já que a música tem mais de 10 anos. Mas uma coisa que não muda é que, toda vez que cantamos essa música, ficamos muito animados. Depois de tantos anos de carreira, o que mudou na forma como vocês fazem um show hoje comparado ao início do grupo? SONG: O que mais mudou é que não tem mais nervosismo, tem aquela ansiedade de querer fazer o show. Então, no Brasil temos mais expectativas do que nos países que fomos várias vezes. (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Se vocês tivessem que escolher uma música que representasse o iKON para uma pessoa que nunca ouviu K-pop e dissessem “essa música é a gente”, qual música seria? CHANWOO: Existem músicas que tiveram um alcance maior e mais streams, como “Love Scenario”, por exemplo. Mas sentimos que a música que melhor representa o nosso estilo e, principalmente, a nossa aspiração no começo da carreira é “Rhythm Ta”. Vocês construíram uma carreira justamente em um momento em que o K-pop estava crescendo muito internacionalmente. Como vocês se sentem hoje, sabendo que o K-pop se tornou esse fenômeno mundial? BOBBY: Nós percebemos agora que somos artistas globais, mas também reconhecemos a responsabilidade que vem com isso. Então, uma coisa com a qual precisamos ter cuidado é com a influência que podemos exercer, especialmente sobre as gerações mais novas. Queremos ser uma influência positiva. Até na escolha das palavras na hora de criar uma letra, tentamos fazer da melhor forma possível para que, inclusive para as gerações mais novas, possamos ser uma influência boa. Como é estar comemorando pouco mais de 10 anos de grupo principalmente com os fãs brasileiros? BOBBY: Nós demoramos muito para vir, ainda bem que não demoramos mais. Nós queremos sempre encontrar mais iKONICs mundo a fora, então agradecemos a organização que fez esse show acontecer. SONG: Também queremos agradecer as iKONICs que esperaram esses dez anos.

  • FOUREVER TOUR no Brasil prova que o iKON ainda carrega aquilo que o tornou especial

    Com forte repertório e presença de palco, primeiro show no Brasil também é um reencontro dos fãs com as memórias que construíram com o grupo (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Dez anos depois de sua estreia, o iKON finalmente encontrou os iKONICs brasileiros pela primeira vez, no último domingo (30). Em uma apresentação marcada pela ansiedade do primeiro encontro, a FOUREVER TOUR no Brasil é uma celebração da trajetória do grupo e da conexão com o fandom local, mostrando que mesmo após uma década, a essência que conquistou os fãs permanece intacta. Além disso, revela como é encontrar artistas que amam o que fazem. Com uma formação de quatro integrantes, uma vez que JUNE e DK atualmente cumprem o período de alistamento militar obrigatório, BOBBY, JAY, SONG e CHANWOO assumem a missão de levar o nome do iKON aos diversos países contemplados pela FOUREVER TOUR. Leia também: [ENTREVISTA] KINO revela como turnê FREE KINO representa sua busca por liberdade: “Ainda estou aprendendo” Uma nova formação também exige adaptações. Novas distribuições de linhas, mudanças nas formações das coreografias e ajustes que poderiam fazer a ausência de dois integrantes pesar. Mas o quarteto é capaz de lidar com esse desafio com maestria. A ausência de duas presenças fundamentais não passa despercebida, mas BOBBY, JAY, SONG e CHANWOO sabem como ocupar cada espaço deixado pelos companheiros e não deixam nada a desejar. Um show dentro do show (Arquivo pessoal/Samara Barboza) O primeiro grande impacto veio logo na abertura, com Ah Yeah, seguida por Tantara, Bling Bling e SINOSIJAK, uma sequência de músicas mais agitadas do iKON. A euforia era tanta que, por mais que o público pulasse sem parar, a exaustão parecia estar longe de chegar. Talvez esse seja um dos efeitos de um show do iKON: por algumas horas, eles conseguem transportar o público para o próprio mundo. O repertório contemplou diferentes fases da carreira do iKON. Love Scenario, uma das músicas mais emblemáticas do grupo, rendeu um coro emocionante. E quem estava mais próximo do palco pôde perceber a surpresa e a emoção estampadas nas expressões dos integrantes. Já Bling Bling apareceu nada menos que quatro vezes ao longo da noite, tornando-se praticamente um personagem à parte do concerto. O bloco de solos também merece destaque. Com CHANWOO no teclado, os fãs acompanharam o integrante mais novo em YOU que rendeu elogios do próprio quarteto. Segundo os integrantes, o público brasileiro foi o primeiro a cantar com CHANWOO do início ao fim de seu solo. Mais uma demonstração de que os iKONICs estavam preparados para aquele momento. Na sequência, o clima voltou a esquentar com os solos de JAY e BOBBY. Por fim, SONG proporcionou a muitos fãs a primeira experiência de ouvir Trot ao vivo. Particularmente, foi uma surpresa descobrir como o gênero pode ser tão divertido. Talvez, os próprios integrantes nem imaginem o quanto o gênero parece se encaixar perfeitamente com o animo do público brasileiro. Se a animação tomou conta da arena durante o solo de SONG, não demorou para o show desacelerar. E veio uma sequência que talvez nem os iKONICs mais resistentes conseguissem atravessar sem se emocionar: WAIT FOR ME e Long Time No See, seguidas pelo medley de Welcome Back, álbum de estreia do grupo, e do NEW KIDS, e uma parte fundamental da história. Um Encore que compartilha a saudades de fãs e artistas na mesma intensidade (Arquivo pessoal/Samara Barboza) Nos instantes finais, o iKON parecia tão longe de querer ir embora quanto os próprios fãs. Vestidos com camisas do Brasil, os integrantes retornaram para um encore de mais de 20 minutos, em um dos momentos mais bonitos e divertidos da noite. Integrantes, dançarinos, banda e fãs estavam completamente em sintonia, em uma energia que parecia não ter hora para acabar. Tantara, Just Another Boy e Rubber Band foram algumas das canções que deram o tom da reta final, com os quatro integrantes se movimentando de um lado para o outro do palco e fazendo questão de interagir com fãs de diferentes setores. BOBBY e SONG chegaram a descer do palco, aproximando-se ainda mais do público. E, como se a temperatura já não estivesse alta o suficiente, os quatro membros ainda jogaram muita água nos fãs, quase uma prévia particular de um Waterbomb. Essa parte do show foi, particularmente, a mais reflexiva, como se todos nós tivéssemos sido transportados de volta às memórias dos primeiros anos do grupo. Eram canções que, por muito tempo, pareciam um sonho distante de ouvir ao vivo e que naquela noite finalmente ganhavam espaço no palco. Leia também: [ENTREVISTA] Em turnê pelo Brasil, NTX celebra crescimento na América Latina Havia algo de nostálgico em escutar aquelas músicas depois de tantos anos e com uma aproximação tão genuína dos quatro integrantes. E, para mim, What's Wrong e Just Another Boy são as músicas que mais permanecem vivas na memória quando penso no encore. Ouvi-las ao vivo, uma década depois, foi como reencontrar algo próximo da sensação do que foi ver o debut do iKON em 2015. Antes de deixar o palco, o iKON prometeu voltar ao Brasil como seis integrantes. Depois de uma década esperando pelo primeiro encontro, fica a sensação de que, para os iKONICs brasileiros, a próxima vez não pode demorar tanto. 10 anos depois, a mesma essência O iKON não apenas entregou o show que os fãs esperaram por tantos anos. O grupo conseguiu superar as expectativas e transformar uma primeira passagem pelo Brasil em uma experiência que dificilmente será esquecida. A experiência de ver o iKON pela primeira vez deixa uma sensação curiosa: eles continuam sendo aqueles mesmos jovens ídolos apresentados ao público em 15 de setembro de 2015. Ainda há neles o mesmo entusiasmo por fazer música, estar no palco e, simplesmente, ser o iKON. Talvez a maior explicação para a fidelidade dos iKONICs esteja justamente aí. A essência que fez tantos fãs se apaixonarem pelo grupo ao longo dos anos continua intacta. Eles amam o que fazem e deixam isso evidente a cada segundo no palco. Mais do que isso, fazem questão de retribuir o amor recebido dos fãs em cada olhar, cada interação e cada música cantada em conjunto. Esse texto também ganha um tom pessoal quando a fã encontra, através da própria profissão, a oportunidade de contemplar o trabalho dos artistas que a acompanharam em sua formação. Estar diante do iKON como jornalista na coletiva foi, ao mesmo tempo, um exercício de profissionalismo e um encontro com uma parte importante da minha adolescência. Afinal, poucas experiências são tão especiais quanto perceber que o caminho construído ao longo dos anos pode nos aproximar daquilo que um dia admiramos à distância. Como alguém que acompanha o grupo desde o MIX & MATCH, sempre me pareceu que a paixão dos fãs brasileiros combinaria perfeitamente com a energia que eles demonstram em cada performance. No dia 30 de agosto, essa impressão finalmente pôde ser comprovada.

  • [Resenha] Em "Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz", a emoção e a memória são os maiores trunfos da humanidade

    No livro de contos lançado pela Aleph no Brasil, a escritora Kim Cho-yeop faz o ser humano superar os maiores dos obstáculos (Aleph/Divulgação) Afinal, o que é e para que serve a ficção científica? Talvez existam muitas explicações técnicas ou bastante pessoais para a pergunta, dependendo de quem responderá; mas para a escritora sul-coreana Kim Cho-yeop, a razão pode estar na emoção e na vontade do ser humano de triunfar além dos limites terrestres. No livro de contos Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz, lançado no Brasil em 2026, encontramos diversos exemplos de como o sci-fi existe de maneira muito criativa. Publicado pela editora Aleph no nosso país, a obra de Kim Cho-yeop funciona para diferentes públicos: tanto para quem já mergulha em obras de ficção científica há muito tempo, quanto para quem está no início da aventura. E que aventura! Do espaço sideral às trends das redes sociais, e da nostalgia às possibilidades de viagem no tempo, Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz mostra que, independentemente dos cenários e da tecnologia avançada, as emoções sempre tornarão os desafios da humanidade mais espetaculares. Leia também: [Resenha] "Limbo" mostra a delicada jornada de Deb JJ Lee pela identidade e pertencimento Em Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz, conservamos a memória para dar um salto ao futuro O livro de Kim Cho-yeop é composto por sete contos de enredos diversos, mas com uma potencial lição em comum: o coração pode falar mais que a razão. Na história inicial, responsável pelo título da obra, acompanhamos uma inventora que busca se reunir com seus entes queridos há muito tempo em outra parte do universo. Ela quer, mais do que tudo, ser contemplada pela tecnologia de viagens espaciais de alta velocidade, mesmo que isso custe todo o tempo que lhe resta na terceira idade. Este conto já nos prepara para o que virá nas histórias seguintes: o desejo insaciável da humanidade de superar obstáculos, por mais difíceis que sejam. Há mais de um conto no livro que explora o embate do homem contra tecnologias que nós mesmos criamos, e que se tornaram problemas que não foram mapeados anteriormente. É sobre conquistar objetivos e saciar nossos desejos intrinsicamente humanos, mesmo quando o avanço desenvolvido por nós vira uma tremenda dificuldade. Se a tecnologia deveria nos evoluir, por que parecemos cada vez mais separados? Mas, se não podemos viajar à velocidade da luz, que "mesmo universo" é esse? Do que adianta? Por mais que conquistemos nossos lugares, por mais que a humanidade expanda sua presença no espaço, se a cada passo alguém sempre é deixado para trás (...) não estamos apenas aumentando, cada vez mais, o total de solidão espalhado pelo universo? A humanidade é frágil, e isso é abordado de maneira criativa no conto Espectro. Aqui, uma exploradora espacial "naufraga" durante uma expedição, e passa a conviver com uma raça alienígena muito diferente de nós. Contudo, os seres de outra galáxia possuem suas próprias maneiras de expressar companheirismo, ternura e cuidado, e a protagonista da história entende que o amor pode ser uma linguagem universal, apesar das formas ímpares de um alien para demonstrá-lo. Nós somos os parâmetros para o que criamos; mas e para um ser de outro mundo? A saudade que a exploradora de Espectro tem, pautada nos códigos e vivências que adquiriu na Terra, é transformada na saudade que os seres de Hipótese da simbiose têm de seu planeta de origem. Por meio de uma artista humana, as criaturas reproduzem cenários, traços da cultura e características geográficas de seu mundo como forma de passar uma mensagem. E eles estão mais conectados com a humanidade do que os cientistas desse conto podem conceber inicialmente. Leia também: [Resenha] Entre amor e perda, "Um Amor de Despedida" encontra cura e conforto após o luto A memória de um vira a do outro, e os sentimentos se misturam às máquinas e invenções cada vez mais curiosas. Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz não é uma história de "capa e espada" com traços de sci-fi; o livro é um manifesto de como traços básicos dos nossos sentimentos são transponíveis para qualquer outro ser no universo, pois afinal, todos somos capazes de sentir algo. Uma escrita leve e fluida tornam a experiência de leitura ainda melhor Apesar dos plots por vezes mirabolantes dos contos, Kim Cho-yeop torna suas histórias acessíveis por meio de uma escrita muito fluida. Quando há explicações técnicas de como determinadas invenções funcionam, como nos contos Emoção Material e Achados e perdidos, o leitor não encontrará problemas, pois a autora é didática e prática com o que deseja mostrar em cada conto. Contudo, algumas coisas são explicadas até demais e perdem um pouco da "magia" da descoberta, como as emoções encapsuladas em bibelôs e itens colecionáveis virando trend em Emoção Material, que é o conto mais fraco. Porém, a curiosidade é um elemento muito bem utilizado em Por que os peregrinos não retornam?, com facilidade o melhor conto da obra. Na trama, acompanhamos as descobertas da protagonista a respeito da sociedade de onde vem: um mundo superficial e de relações simplistas se comparado à Terra. No desenrolar da história, as pontes entre os humanos e a raça da personagem principal se tornam mais sólidas, e a reviravolta trás uma das melhores passagens de todo o livro sobre conexão, influência e deixar no outro uma parte de nós. E no fim das contas, não queremos ser mais próximos uns dos outros numa contemporaneidade que parece nos afastar cada vez mais? O que ainda é preciso para nos doarmos por inteiros ao que o universo nos reserva no todo e em cada um de nós? Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz não quer reinventar a ficção científica. A obra de Kim Cho-yeop deseja apenas entender um pouco mais o que nos faz tão singulares diante da imensidão do espaço. E talvez a resposta esteja nos nossos gestos cotidianos, e na maneira com que amamos e vivemos em fraternidade: se importar com o outro é o que pode fazer a gente atravessar as dobras do espaço-tempo, assim como a tia da personagem principal de Minha heróina espacial cogitou fazer. Abraçamos a memória para alçar voos inéditos no desconhecido. Não é a tecnologia que importa, mas sim como podemos utilizá-la de forma única para nos manter intrinsicamente humanos. Seja para se reunir com a família do outro lado do universo, ou criar laços com uma nova raça interplanetária, ou até mesmo para fazer as pazes com um ente querido já falecido: a ficção científica existe para se compreender o que, às vezes, a ciência é incapaz de explicar. Se Não Podemos Viajar à Velocidade da Luz é uma leitura completa para os novatos e os veteranos do sci-fi, e talvez te faça enxergar os pequenos momentos de forma mais grandiosa.

  • [Resenha] O livro "A Incrível Lavanderia dos Corações" mostra que a dor é intrínseca à coragem de viver

    Romance de Yun Jungeun, publicado no Brasil em 2024, é indicado a leitores que adoram a "ficção de cura" (Editora Intrínseca/Reprodução) O quanto importa a dor em nossas vidas? Será que é possível viver sem que as dores da nossa história nos influenciem? O livro A Incrível Lavanderia dos Corações, obra da escritora sul-coreana Yun Jungeun, tenta responder a essas e outras perguntas por meio de um romance que mescla a fantasia e o drama, e que acalenta o leitor na luta contra os seus próprios demônios. Lançado no Brasil pela Intrínseca em 2024, o romance integra as diversas publicações que agora fazem parte do subgênero "healing fiction", ou ficção de cura: histórias comuns e "confortáveis" que poderiam acontecer no cotidiano, mas que carregam lições para a vida em cenários pitorescos e com personagens que, em alguns momentos, podem ser arquétipos sociais. E nesse contexto, A Incrível Lavanderia dos Corações traz lições pertinentes a respeito da saúde mental, do zelo pelas nossas emoções e como a vida em comunidade pode transformar o indivíduo. No livro A Incrível Lavanderia dos Corações, uma jovem muito poderosa possui uma grande missão Os acontecimentos do livro são orientados pela vida e decisões de Jieun, uma mulher com habilidades fantásticas de manipulação do próprio envelhecimento e com o poder de apaziguar a tristeza das pessoas. Desde o começo, Jieun tenta lidar com seus dons da melhor forma, mas o suposto desaparecimento dos pais a faz atravessar os séculos para reencontrá-los ainda em vida. Fragilizada e com a esperança do reencontro por um triz, a protagonista decide tomar uma atitude: colocar em prática sua missão de tornar as vidas de outros mais leve. Por isso, ela cria a Lavanderia dos Corações, um estabelecimento montado no topo de uma colina numa cidadezinha do litoral. Mas o que parece ser uma lavanderia qualquer se manifestará como um ambiente de recuperação da alma humana. Neste ponto, os demais personagens de A Incrível Lavanderia dos Corações começam a surgir, com o destaque para alguns deles: Jaeha, um rapaz que sonhava em ser cineasta, mas que desistiu da vontade após sucessivos fracassos de carreira; Yeonhee, uma jovem de coração quebrado após uma desilusão amorosa que mudou tudo para sempre; e Eunbyeol, uma influencer explorada pela família que decide tirar a própria vida. Leia também: [Resenha] "A Inconveniente Loja de Conveniência" é um espaço de cura e reforça o valor da segunda chance A autora dá tridimensionalidade a esses coadjuvantes, que roubam a cena diversas vezes. Para além de contextualizá-los dentro da trama, Yun Jungeun os torna mais palpáveis fornecendo a cada um sua devida personalidade, os conectando com vivências que a sociedade tem no século XXI. Um deles enfrenta as dificuldades do corporativismo e desiste dos sonhos para encaixar-se aos moldes do capitalismo, enquanto outra se sustenta com likes e views não apenas para ganhar dinheiro, mas também para se sentir minimamente viva na própria solidão. O livro A Incrível Lavanderia dos Corações fornece personagens interessantes que nos aflora algo intrínseco à vida em comunidade: a empatia. Uma escrita doce e que abraça a alma Todos querem uma segunda chance para resolver pendências na vida. E na trama de A Incrível Lavanderia dos Corações, as coisas não são diferentes. Os personagens citados acima passam a integrar o ecossistema de Jieun para curar a alma, e a protagonista os auxilia fornecendo camisetas que "sugam" suas dores para que sejam lavadas. Contudo, para além de prestar um serviço, Jieun passa a ser a maior confidente daquelas pessoas e dos seus problemas: um porto-seguro para uma sociedade cada vez mais reclusa e "fechada" em relação aos próprios sentimentos. O ser humano não é uma ilha. Somos o resultado de cada pessoa com quem nos encontramos ao longo da vida, e o livro nos relembra do quão importante é poder contar com o outro, e o que podemos aprender com isso. Jieun não é uma deusa onipresente e perfeita; ela também busca a própria felicidade. (...) essas histórias estavam incrustadas dentro das pessoas, como uma mancha no coração, e o melhor momento era quando ela limpava essa mancha e o coração das pessoas saía purificado. E, ao amansar tantos corações cheios de segredos, ela se perguntava se algum dia o coração dela também seria preenchido. Esperava que sim. Apesar de cada personagem ter o seu respectivo monstro para combater dentro de si, Jieun e sua lavanderia na Vila dos Cravos são as peças-chave para uma mudança de dentro para fora; não só aprender a sumir com a dor, mas a abraçar aspectos dela que te transformam em algo maior, mais experiente e mais feliz consigo mesmo. E Yun Jungeun conta tudo isso por meio de uma escrita simples porém reveladora, num texto cheio de lições para os personagens e ao leitor. As lições de moral não ficam piegas, e a escritora é habilidosa em criar um cenário fantástico e que, ao mesmo tempo, parece tão familiar ao que nossa mente relaciona ao conforto e o bucólico. É com maestria que Jungeun escreve os heróis da história com verossimilhança e franqueza, para que você se sinta representado, mesmo que por uma única característica, em um deles. Você pode gostar de ler: [Resenha] “Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong” é uma agridoce viagem em busca da cura pessoal e coletiva Além disso, a cruzada de Jieun em busca da família não é deixada de lado. A protagonista cresce e também questiona as próprias ações na história, fora os aprendizados com os demais personagens. Por mais que ela tenha criado um espaço em que as pessoas se livrassem das dores, outra figura relevante na obra mostrará a ela que a dor é o que nos torna mais fortes para encarar os desafios do futuro. Era bom estar viva. Ter nascido, viver, respirar. Porém, agora, estava viva por querer viver e, por querer viver, se via feliz (...) Talvez precisasse passar por um longo túnel de infelicidade para entender que ser feliz exigia prática. O livro A Incrível Lavanderia dos Corações mostra que não precisamos deixar de ser quem somos para conseguirmos viver. Entretanto, também é importante olhar para dentro de si e abraçar os nossos defeitos, objetivando uma evolução de espírito. O romance, relativamente curto, nos deixa com vontade de reencontrar amigos que há muito tempo não vemos, ou de enxergar nossas relações sociais de outra forma. O que seria da humanidade sem a empatia, a bondade e a vontade de triunfar? Se grandes poderes trazem grandes responsabilidades, então Jieun fez a escolha certa de expandir o que a torna mais habilidosa para a alma de muitas outras pessoas. A missão havia sido cumprida, e dar a mão ao próximo é o poder que nos falta para atravessar o tempo de um jeito mais feliz e com muito mais coragem.

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