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  • [Resenha] "Toda a Beleza ao Redor" é leitura obrigatória para conversas sobre racismo contra pessoas asiáticas

    O livro da autora X. Tian está disponível no Brasil, publicado pela Editora Rocco (Divulgação/Editora Rocco) Discussões raciais são sempre repletas de ramificações. Não existe apenas um “lugar de fala” dentro de uma comunidade tão plural e opressões podem ser segmentadas por recortes mais generalistas como gênero, classe social e sexualidade, que abrem caminhos para mais e mais ramos a serem explorados. No caso de “Toda a Beleza ao Redor” , livro da autora X.Tian , a linha que divide uma experiência racial da outra é tênue; às vezes sutil e simultaneamente perceptível. Na obra, publicada em junho no Brasil pela Editora Rocco, conhecemos as irmãs sino-americanas Annalie e Margaret Flanagan. A primeira é loira e tem olhos claros, como o pai americano, enquanto a segunda tem todos os traços de sua mãe chinesa. Um dia, a garagem da casa delas é vandalizada por uma ofensa racista e a busca pelo autor do crime de ódio vai tirá-las de suas zonas de conforto e levantar discussões que vão desde a passabilidade branca até o não-pertencimento. O relacionamento entre as duas personagens principais é quebrado, considerando não somente o fato de que a família foi abandonada pelo pai e a mãe é uma figura extremamente frustrada e conservadora, mas também por estarem distantes até quando dividem o mesmo espaço físico. O livro é repartido em pontos de vista das duas e isso não é um problema, mas as raras trocas entre Annalie e Margaret causam certo estranhamento — e, provavelmente, esse desconforto foi intencional por parte da autora. Leia também — "Amêndoas", livro da autora Sohn Won-pyung, retrata emoções onde você não pode encontrá-las A trama tem como ponto de partida a insaciável vontade de Margaret em ver a justiça sendo feita e o racista recebendo a punição que merece. Esta busca, no entanto, é mais interessante pelo modo em que Annalie começa a perceber a realidade em torno de toda a sua existência. Ela cresceu ouvindo que “não parecia asiática” como um elogio e não quis se enxergar como vítima de um crime de ódio quando o caso foi repercutido na cidade. É interessante observar sua percepção se tornando cada vez mais apurada sobre a opressão racial que sempre a cercou, mesmo que não explicitamente. Margaret, por outro lado, nunca viveu uma vida em que não fosse o alvo nítido de tal violência. São as ações e falas dela, inclusive, que colocam o leitor em posição de atenção genuína sobre como o racismo contra pessoas asiáticas opera e como os agressores e supostos "aliados" agem quando são desafiados a se posicionar. “Toda a Beleza ao Redor” tem uma linguagem inteligível e uma escrita fluida que colaboram com o nosso entendimento sobre a dor da chamada “minoria modelo”, que nunca esteve tanto no centro dos debates quanto agora — mas que, definitivamente, continua sendo alvo de violência racial. O livro é quase didático quando nos leva a compreender a complexidade e o sentimento de não-pertencimento na mente, emocional e cotidiano de pessoas racializadas em um meio majoritariamente branco. “Falar sobre racismo é mais ofensivo do que um crime de ódio. As pessoas prefeririam que eu apenas ficasse triste, sozinha e de boca fechada. Então, eles poderiam ser os heróis e expressar simpatia sem se sentir desconfortáveis” — Margaret Flanagan, em “Toda a Beleza ao Redor”. X. Tian e sua inspiração para escrever “Toda a Beleza ao Redor” (Reprodução/Cassie Gonzales) X. Tian nasceu na China e foi morar nos Estados Unidos após completar um ano de vida. Formada em História e Direito, a autora começou a escrever “Toda a Beleza ao Redor”, seu primeiro livro, após as eleições de 2016 nos Estados Unidos, mas já tinha certa experiência na escrita literária devido as fanfics que produzia. Na época, o republicano Donald Trump tinha sido eleito como presidente do país. Em entrevista ao site Book Web, ela explicou que esse período fez emergir a necessidade de um desabafo. “Lembro-me de estar muito perdida e apenas querendo encontrar uma maneira de escrever sobre esse sentimento de que a casa que eu amava, de repente, parecia que havia me rejeitado.” Não muitos meses depois, em fevereiro de 2017, um caso de racismo aconteceu com uma família asiática em Minnesota, na região centro-oeste dos Estados Unidos. Eles tinham se mudado há dois meses e a garagem do portão deles foi pichada pela palavra “chinks” , uma injúria racial em inglês direcionada a pessoas amarelas. A princípio, X. Tian não pretendia escrever sobre o tema, mas sentiu que precisava trazer novos holofotes para a discussão. “Isso me deu o cerne da história como ponto de partida para explorar as emoções e reações que tive em todas as vezes em que experimentei um ato racista na minha vida. Em particular, pensei que seria interessante ter como personagens principais duas irmãs, que abordaram as consequências em direções totalmente opostas, porque muitos de nós na comunidade asiática também lutamos para lidar com isso. Há uma grande pressão cultural para apenas ‘seguir em frente’ e não deixar que isso nos afete, mesmo que isso tenha um impacto emocional significativo.” Leia também — Além de As Três Irmãs: Veja outros k-dramas que foram baseados em livros Na mesma época, a autora também tinha testemunhado um ato racista na volta de uma viagem, onde uma mulher achou que uma pessoa estava furando fila e a chamou pela mesma ofensa racial escrita no portão da família asiática mencionada anteriormente. Ao repreender a moça, X. Tian não se sentiu apoiada por ninguém que estava em volta. “Um dos temas principais que eu queria explorar era o fato de que essa mulher basicamente arruinou minha experiência, mas ela provavelmente nunca mais pensaria naquele momento, enquanto eu ainda penso nisso o tempo todo. Parecia extremamente injusto que ela não apenas perpetuou um ataque racista, mas também não teve que lidar com nenhuma das consequências emocionais. Aquele dia me deixou especialmente dedicada a terminar o livro e tentar destilar aquele sentimento em uma história.”

  • [Resenha] “Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong” é uma agridoce viagem em busca da cura pessoal e coletiva

    O romance de estreia da autora Hwang Bo-reum já está disponível no Brasil, publicado pela Editora Intrínseca (Divulgação/Editora Intrínseca) O conceito de sucesso e as pressões enfrentadas por jovens e adultos imersos em uma lógica capitalista não são experiências únicas e individuais quando postas em cheque ao observarmos os padrões tóxicos de vida estabelecidos pelo sistema que prevalece não somente na Coreia do Sul, como também no resto do mundo. A modernidade nos trouxe benefícios, mas constantemente tira de nós a capacidade e o direito de decidir sobre que rumos nossas vidas devem tomar e o que queremos delas. No livro Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong de Hwang Bo-reum encaramos face-a-face pessoas comuns, suas vidas comuns e suas feridas abertas devido à toxicidade do mercado de trabalho e das pressões sociais. Quem somos? Para quê viemos e para onde vamos? São incontestáveis as vezes nas quais nos questionamos sobre as razões pelas quais precisamos constantemente correr em busca do conceito de sucesso criado para nós. Leia Também: "Amêndoas", livro da autora Sohn Won-pyung, retrata emoções onde você não pode encontrá-las Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? A protagonista Yeongju é uma pessoa comum como qualquer um de nós, mas sua vida duramente calejada pelas pressões do mercado de trabalho no setor privado a levam a abandonar tudo e abrir uma livraria de bairro. Sendo uma amante dos livros, a personagem decide seguir um sonho de infância mesmo sem a certeza do tão temido sucesso. Por tal motivo, diversos desafios e questões acabam surgindo diante da inauguração do novo empreendimento. É dessa maneira que ela conhece Minjun , um rapaz desiludido com a vida e com a ideia de sucesso atrelada a metáfora de “abotoar a camisa”. Ele é contratado por Yeongju para ser o barista da Livraria, responsável por servir nada mais nada menos do que um bom café para os clientes e visitantes. Posteriormente, os consumidores mais assíduos passam a se tornar personagens ativos e constantes nesta trama. Os corações feridos parecem encontrar na Livraria Hyunam-dong um refúgio do mundo exterior graças à imensidão de livros, a calmaria e o delicioso café de Minjun. Hwang Bo-reum utiliza de seu conhecimento em livros para explorar o âmago dos personagens por meio de uma trama linear, na qual obras reais parecem ser o guia para que cada personagem consiga refletir e tomar decisões sobre suas respectivas vidas e o que querem delas. É um ótimo estímulo para quem também procura na literatura uma resposta sobre si. O livro parece tentar abordar questões comuns das vidas de muitas pessoas, desde uma mulher divorciada e vítima da síndrome de burnout até um jovem adolescente prestes a concluir o ensino médio que não tem hobbies e não sabe o que fazer após concluir o ensino médio. Ao mesmo tempo, propondo uma crítica a jornada de trabalho abusiva da Coreia do Sul, que veio a tornar-se tópico de discussão em 2022 com as Eleições para Presidente do país. Leia Também: "Toda a Beleza ao Redor" é leitura obrigatória para conversas sobre racismo contra pessoas asiáticas Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong é uma cura para quem se encontra perdido A trama e o estilo da escrita de Hwang Bo-reum tornam o “Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong” uma dose de calmaria para aqueles que o leem e compreendem a mensagem que a autora busca passar. A trama é tranquila até mesmo nos momentos mais tensos e tristes, a escrita da autora nos afaga e nos abraça como se estivesse nos dizendo que tudo vai ficar bem. Assim como, a própria atmosfera da livraria remete a algo iluminado e aconchegante, enquanto o exterior parece frio e acinzentado. O livro é sobre cometer erros, aceitá-los e seguir em frente, do mesmo modo que nos leva a refletir sobre as decisões que temos tomado em nossas vidas e o quanto a busca pelo sucesso parece uma disputa perdida em um mundo capitalista. Com alguns toques de romance e o desenvolvimento das relações entre os personagens do núcleo central, “Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong” de Hwang Bo-reum é uma boa pedida para quem gosta de ficção com um fundo de realidade ou de um livro leve que tem uma mensagem a passar. Leia Também: [Entrevista] Monge Han aborda ancestralidade, família e pertencimento em "Vozes Amarelas" Se interessou pelo livro e gostaria de mergulhar nessa adorável história de superação? Adquira já seu exemplar e comente com o Café com Kimchi em nossas redes sociais!

  • [Resenha] Em "Navillera", manhwa que inspirou K-drama, todos os sonhos se tornam possíveis

    Quadrinho de HUN, publicado pela NewPOP, apresenta a história de um senhor idoso que deseja ser bailarino (NewPOP Editora/Reprodução) Você já deixou de realizar um sonho, pois se achou velho demais? Bem, este é o questionamento principal de Navillera - Como uma Borboleta, manhwa lançado no Brasil em 2023 e que inspirou o K-drama da Netflix. Aqui, um garoto e um senhor idoso têm os caminhos cruzados pelo amor à arte e a vontade de ser alguém fora daquilo que esperam deles; tudo com muita delicadeza e acalento, já digo. A obra de HUN (que foi publicada primeiro como webtoon ) chegou ao país no segundo semestre deste ano, e é uma ótima dica para quem gostou do drama com o Song Kang, ou está buscando uma leitura leve. Confira abaixo nossas primeiras impressões a respeito do quadrinho , ao que o Café com Kimchi leu o Volume 1 de Navillera! ATENÇÃO: O texto abaixo pode ter pequenos spoilers da obra. Em Navillera, manhwa explora o conflito de gerações e seus costumes Como dito acima, Navillera apresenta dois personagens bem diferentes que se unem de forma inesperada. O primeiro deles é Shim Deok-chul, um homem de mais de 70 anos que quer retomar um antigo desejo de infância. Depois de viver décadas em prol da família e da criação dos filhos, o protagonista anseia por realizar o sonho de ser um bailarino — apesar de todos a sua volta olharem torto para a iniciativa de Deok-chul. E quem complementa a dupla principal de Navillera é o garoto Lee Chae-rok, aluno de um bailarino premiado e veterano numa academia de dança. Ao longo da história, HUN aborda o passado de Deok-chul e Chae-rok com bastante sensibilidade, levando em conta que ambos os protagonistas têm feridas abertas de coisas grandes e pequenas (principalmente Chae-rok, por quem desenvolvi um carinho especial). E nesse contexto, o jovem bailarino é posto para ensinar a arte que domina a Shim Deok-chul; mas como? Relutante no início, Chae-rok depara-se com um senhor com muita força de vontade, mas zero experiência, e sua vida se transforma quando Deok-chul se mostra alguém que é mais do que seu calouro: um amigo leal. Navillera adiciona ao enredo do Volume 1 o choque entre gerações e realidades que os personagens enfrentam, já que um lado é cheio de entusiasmo e curiosidade, e o outro vivenciou situações que o amarguraram o magoaram. Além disso, Navillera é um manhwa que aborda situações de aprisionamento, mesmo que indiretas, de uma família perante um ente querido na terceira idade. Deok-chul, ao anunciar para os filhos, netos e esposa que quer aprender balé, é bombardeado por comentários etaristas e "torcidas de nariz" vindas de quem deveria apoiá-lo. Porém, a determinação do personagem ilumina o objetivo que tem no coração, mesmo que alguns de seus filhos sejam contrários à ideia — somados a outros coadjuvantes que também duvidam dele. (Café com Kimchi/Reprodução) Leia também esta resenha: "Toda a Beleza ao Redor" é leitura obrigatória para conversas sobre racismo contra pessoas asiáticas O conflito geracional de Navillera está presente na luta de Deok-chul em ser aquilo que não esperam dele. Ele quebra a imagem de um patriarca passivo, alheio e totalmente devoto à família mesmo no fim da vida, quando deveria viver em prol das suas vontades. Relação de cumplicidade, em Navillera, existe até nas horas mais difíceis Com grande foco no círculo social e desenvolvimento de Deok-chul no primeiro volume, Navillera - Como uma Borboleta também se compromete em mostrar a cumplicidade na evolução de suas figuras. No caso do personagem mais velho, ela aparece na forma de sua neta, Hye-jin, que é a parente mais compreensiva com os sonhos do avô; e também com Seong-gwan, o filho de Deok-chul que mais foi avesso à criação tradicional recebida com os irmãos. E é curioso notar que estes dois personagens são diferentes dos outros dentro do enredo. Este detalhe mostra que Navillera, nas entrelinhas, aborda que pessoas "fora da caixa" sofrerão julgamentos daqueles que seguem o senso comum; mas que estas poderão encontrar apoio e receptividade naqueles que também pensam diferente. Nesse sentido, Deok-chul é a pessoa que Lee Chae-rok precisava para se reerguer. O garoto, profundamente abalado pela separação da família e o falecimento da mãe, parece ter sofrido uma desfragmentação emocional conforme cresceu. Deok-Chul é quem irá remendar a situação como se Chae-rok fosse, de fato, um de seus netos. Nota-se que a família não enxerga Deok-chul como alguém que ainda pode sonhar e voar. Em tal aspecto, o senhor é similar a Chae-rok, que foi privado de seus objetivos por pessoas que o impediram de se aprimorar. Você pode gostar de ler - The New Employee e outros: Conheça dramas BL coreanos baseados em webtoons e HQs Contudo, é encantador ver como Navillera é um manhwa que acalenta o leitor. As páginas ilustradas e coloridas pela desenhista JIMMY trazem conforto, apesar das motivações dos personagens terem backgrounds tristes (Deok-chul, por exemplo, perde um grande amigo no início da história, e os flashbacks de Chae-rok envolvem situações de bullying na escola). Essa é a forma com que os autores encontraram a narrativa certa para abordar o renascimento e a retomada da vontade de viver dos protagonistas, diante de um cenário com repressões, negativas e a presunção do mundo — e um jeito de levar consolação aos leitores que se sentem desmotivados, ou foram impactados por dificuldades que escapam das nossas mãos. Personagens encantadores superam desafios e nos deixam animados para mais Navillera entrega de bandeja dois personagens maravilhosamente construídos, tanto em suas motivações quanto nos defeitos e feridas do passado. HUN e JIMMY foram mestres em criar Deok-chul e Chae-rok com polos positivos e negativos nas suas personalidades, da forma que toda história que trata de seres humanos deveria fazer. (Café com Kimchi/Reprodução) Por mais que Lee Chae-rok seja teimoso e individualista na sua forma de viver, Deok-chul é a pessoa que será a âncora para levá-lo de volta a ser alguém que supera desafios. E talvez seja importante que todos nós tenhamos alguém assim em nossas vidas: nos momentos mais difíceis, um amigo estará lá para estender a mão. O Volume 1 de Navillera termina te deixando querer saber mais, com um cliffhanger relacionado ao passado de Lee Chae-rok. E falando sobre o K-drama da Netflix, os acontecimentos da trama que permeiam o encontro da dupla são diferentes, assim como seus plots pessoais, mas ainda assim é uma adaptação emocionante para a dramaland. Vale muito ser conferida, tanto pela carga sentimentalista quanto pelas performances de Song Kang e Park In-hwan. Navillera - Como uma Borboleta é uma história sobre as pessoas que conhecemos em momentos mais do que inusitados, e que mudam nossas vidas para sempre. É um manhwa que explora, de forma sensível, o início da trajetória daqueles que estão prestes a partir e que viveram anos só para os outros — e daqueles que quase desistiram por conta das pedras no meio do caminho, pesadas demais para serem quebradas sozinhas. Agora, reformulando a pergunta feita no início da resenha: v ocê já deixou de realizar um sonho por não te permitirem ser quem é de verdade?

  • [Resenha] “De Volta aos Anos 90” é um retrato das dificuldades dos imigrantes e de uma família coreana

    O livro de Maurene Goo cria reflexões sobre a relação entre mãe e filha, e evidencia o preconceito contra asiáticos (Reprodução / Companhia das Letras) Todo mundo já teve uma briga bem feia com o pai ou a mãe, e ficou se questionando “por que raios a minha família é assim”, certo? Esse é o mesmo questionamento de Samantha Kang no livro De Volta aos Anos 90, lançado pela Editora Companhia das Letras/Seguinte no final de outubro. Na história, a personagem terá a oportunidade de viver o passado dos familiares e ter um vislumbre dos motivos que levaram sua criação a ser do jeito que é. No romance, a autora coreana-americana Maurene Goo explora os desafios de ser um imigrante em uma terra desconhecida e, claro, a esperança do “sonho americano” que muitos coreanos tinham o viajar para aos EUA. Para quem gosta de livros e filmes com a temática de viagens no tempo, com certeza vai gostar bastante deste título. Maurene Goo usou e abusou de características da atualidade, como os carros de aplicativo, as redes sociais e os podcasts, para construir a história de Samantha e de Priscilla, sua mãe; mas sem perder o espírito clássico dos anos 90 e das histórias que já conhecemos por abordarem as viagens à épocas longínquas. Assim, confira abaixo as impressões a respeito do livro que o Café com Kimchi recebeu da Companhia das Letras: ATENÇÃO: O texto pode conter alguns spoilers da obra. De Volta aos Anos 90 é uma viagem no tempo para salvar relacionamentos (Café com Kimchi / Reprodução) De Volta aos Anos 90 se passa nos tempos atuais e acompanha a adolescente Samantha Kang, filha de coreanos-americanos, que vive de forma americanizada, mas com alguns aspectos da cultura coreana — mais por conta da avó que dos pais. Como qualquer adolescente, Samantha vive com a pressão de estar no último ano do ensino médio e enfrentar as admissões nas universidades, em especial por ainda não saber o que quer fazer profissionalmente e ter que lidar com discussões sobre o tema com a mãe. As brigas são constantes e acontecem em momentos inoportunos. E após uma dessas brigas, talvez a maior de todas, Samantha pega um carro de aplicativo e é transportada para o passado. Nisso, ela terá que completar a missão de ajudar sua mãe, a popular Priscilla Jo, a se tornar a rainha do baile naquela época — e de bônus resolver alguns problemas familiares pelo meio do caminho. A adaptação aos anos 1990, é claro, fará parte do desafio de Samantha em se manter nessa realidade paralela. Leia também este texto: Garota do Século 20: O amor sobrevive à virada do século? Filme coreano da Netflix te conta! Durante a leitura, vivemos uma situação de déjà vu no momento em que Samantha é transportada para outra época. A viagem da heroína no tempo é bem parecida com o que acontece no filme Teen Beach Movie da Disney, e foi uma surpresa muito bem-vinda e de aquecer o coração daqueles que passaram a infância assistindo a esses filmes na televisão. A respeito do que o enredo aborda, o cerne de De Volta aos Anos 90 envolve as relações interpessoais de uma família com raízes sul-coreanas. Somos lembrados constantemente da pressão familiar por conta dos estudos e a busca pela perfeição, já que o estigma de que asiáticos são vistos como "diferentes" e que precisam se destacar permeia a vida dos personagens. Eles lutam para serem reconhecidos além da aparência "dos olhinhos puxados” (como diria Priscilla, uma das figuras centrais do romance). E outro aspecto da família coreana bastante levantado por Maurene Goo é a rigidez dos pais com a criação dos filhos, que devem ser obedientes e corresponder às expectativas colocadas sobre eles — algo que incomoda muito Samantha. Maurene Goo também traz como um dos principais temas o racismo com pessoas asiáticas , mostrado de forma bastante acentuada nos anos 90. É marcante o momento em que somos lembrados de que Priscilla não anda com os demais asiáticos da escola, por não querer ser enquadrada como “mais uma” coreana e alguém que é deixada de lado. A vontade pelo reconhecimento e por ser diferente é uma das grandes marcas de De Volta aos Anos 90 , e é uma característica que acompanha tanto a mãe quanto a filha na trama. Além do mais, outro ponto interessante abordado no livro é a questão da dúvida e incerteza sobre o futuro; em relação à carreira, à família e também nos relacionamentos amorosos. Samantha Kang não sabe o que quer da vida e investe todo o verão no projeto do namorado, Curren, como uma forma de desafio aos pais que não aprovam o relacionamento. Ao ir para o passado, a personagem nota o quanto ela investiu de tempo em desejos alheios, e em algo que nem era tão importante para ela, afinal. Confira esta resenha do Café: Em "Navillera", manhwa que inspirou K-drama, todos os sonhos se tornam possíveis A relação entre mãe e filha que atravessa gerações (Reprodução / Companhia das Letras) De Volta aos Anos 90 explora as disparidades entre gerações em suas personagens principais. Logo no início do livro, Sam aparece como uma adolescente militante pelo meio ambiente e pelos direitos das minorias, e a personagem é contra vários dos aspectos instituídos e disseminados com o “sonho americano”, principalmente aos imigrantes. Um exemplo no romance são os clubes de campo, em que potenciais sócios precisam passar em entrevistas rigorosas que exigem padrões nas pessoas. Por outro lado, há Priscilla, uma mulher na casa dos quarenta anos, privada de muitas coisas. Quando mais nova, ela precisava dividir o tempo entre a escola e a lavanderia da mãe e, simultaneamente, não se enquadrava nos padrões socialmente aceitos. Priscilla era uma das alunas mais populares do colégio, mas apesar disso, ela ainda era tratada de forma diferente pelos colegas e o namorado. A escritora Maurene Goo reforça, durante a estadia de Sam no passado, o quanto Priscilla precisa se esforçar para se manter entre os populares e não ser excluída como os outros alunos imigrantes. As interações da Priscilla dos anos 90 com a Sam dos anos 2020 mostram o processo de compreensão entre as duas, mesmo sendo de gerações diferentes. O tempo todo, Priscilla reforça que acha Sam "estranha" por ir contra algumas situações que enfrentam na história, e por ficar indignada com coisas tão comuns no dia a dia daquela época — o que inclui se defender em pautas raciais. Conforme se aproxima mais da mãe adolescente, Samantha entende o porquê da relação entre filha, avó e mãe ser tão dolorosa para a Priscilla do presente. Leia este post sobre séries: Prima de Do Bong-soon aparece em "Strong Girl Nam Soon" - conheça o K-drama spin-off da Netflix A halmoni da Sam ocupa uma posição muito importante em De Volta aos Anos 90, além de ser a única pessoa em que Samantha, a primeiro momento, enxerga apoio. A conclusão da personagem principal de que a sua avó, tão amorosa, compreensiva e acolhedora, também foi extremamente rígida e severa com a mãe é a virada de chave que Sam precisava para tanto compreender e abraçar Priscilla na atualidade. A super cobrança nos estudos e na vida Não é segredo para ninguém que na Coreia do Sul a cobrança com os estudos é bem rígida. Inclusive, no dia do "ENEM" da Coreia, várias medidas são tomadas para não prejudicar os alunos — como a entrada no trabalho mais tarde e a mudança de rota de aviões e do trânsito para não se aproximarem dos locais de aplicação dos exames. No livro, Maurene Goo não fugiu do tema e fez questão de mostrar como que a cobrança escolar atravessa gerações, mesmo contra a vontade das mesmas. Durante sua adolescência, Priscilla era a aluna nota dez da escola, e nunca deu qualquer tipo de trabalho aos seus professores. Porém, isso não era o suficiente para a atual vó de Sam, que achava que a filha devia se destacar e sempre se esforçar mais. Em um determinado momento da história, Priscilla confidencia a Samantha que se tivesse uma filha, ela nunca seria tão rígida quanto sua mãe fora. No futuro, a personagem mais velha acaba reproduzindo comportamentos sem nem perceber. Assim, retomando à pergunta do início do texto: por que raios minha família é desse jeito? Como abordado em De Volta aos Anos 90, às vezes há muito mais por trás das histórias que nos são contadas; mas infelizmente, não podemos fazer como Samantha e voltar no passado para resolver tais questões. Entretanto, com certeza podemos tentar ser mais compreensivos com os nossos familiares que já viveram tanto, inclusive em épocas mais conservadoras que a nossa. Você já leu o livro? Não se esqueça de contar para a gente e seguir o Café com Kimchi nas redes sociais!

  • [Resenha] "A Inconveniente Loja de Conveniência" é um espaço de cura e reforça o valor da segunda chance

    O best-seller de Kim Ho-yeon é um "healing fiction" que tem muito a dizer sobre a vida (Bertrand Brasil/Reprodução) Os " healing fictions " tem se destacado entre os subgêneros de livros nos últimos meses. A nova categoria reúne leituras que abordam situações do cotidiano e fornecem um momento confortável ao leitor, E, sem dúvidas, ver a mudança na trajetória dos personagens de A Inconveniente Loja de Conveniência é reconfortante, principalmente ao perceber que um espaço tão comum consegue ajudá-los a ter uma outra perspectiva sobre a vida. A Inconveniente Loja de Conveniência de Kim Ho-yeon chegou ao Brasil pelo selo Bertrand Brasil da Editora Record no final de 2023; O best-seller sul-coreano de 270 páginas aborda a importância da empatia, segundas chances e como as pessoas podem aprender umas com as outras. Retratando como a vida é um eterno aprendizado! Na trama, conhecemos Dok-go, um homem em situação de rua que passa seus dias na Estação de Seul, e não lembra nem sobre o seu passado, muito menos qual foi sua última refeição descente. Sua vida toma outro rumo quando encontra um bolsinha com documentos e carteira de uma senhora e faz de tudo para devolvê-la. Como recompensa pela honestidade, a senhora o leva até a sua loja de conveniência e pede para que ele apareça sempre que sentir fome e pegar uma marmita de graça. Não demora muito para que Dok-go esteja inserido na vida da senhora, dos funcionários e clientes da loja de conveniência. Leia também: "Amêndoas", livro da autora Sohn Won-pyung, retrata emoções onde você não pode encontrá-las A confiança é a base no livro de Ho-yeon A loja de conveniência da franquia Always no bairro de Cheongpa-dong em Seul não é movimentada, possuem alguns clientes fieis e não é muito lucrativa, mas nada disso abala a proprietária, a senhora Yeom. A mulher de meia idade possui uma grande bagagem de vida: professora de história aposentada, mãe de dois filhos e faz o seu melhor para manter a loja de conveniência, não só para se manter ativa, mas também pelo bem de seus poucos funcionários. Naquele dia específico, a senhora Yeom não imaginou que sua vida fosse mudar tanto apenas ao comprar passagens de trem na Estação de Seul. É um sentimento desesperador notar que algo está faltando, principalmente quando se trata de uma bolsinha com dinheiro e documentos. Felizmente, o desespero foi cortado pelo som do toque do celular que recebia uma ligação de um telefone público. O caminho da senhora Yeom se cruzou com o de um homem em situação de rua capaz de conquistar sua confiança ao proteger a bolsinha perdida e garantir que fosse entregue. O homem em questão mais tarde foi nomeado de Dok-go que sofre com perda de memória e não se recorda de coisas simples de seu passado, como seu nome e o motivo que o levou a Estação de Seul. O homem ofereceu honestidade e em troca recebeu confiança — e algumas marmitas na loja de conveniência e pouco depois um emprego, após salvar a aposentada novamente. Obviamente, Dok-go não é bem aceito a primeira vista, com exceção da senhora Yeom, devido a sua aparência e lugar que tinha vindo. Leia também: “Bem-Vindos à Livraria Hyunam-dong” é uma agridoce viagem em busca da cura pessoal e coletiva A loja de conveniência é um refúgio inesperado Depois que Dok-go é levado pela primeira vez na loja de conveniência de Cheongpa-dong grande parte dos acontecimentos do livro passam a ser ambientados naquele pequeno e aconchegante local. E logo vemos que a senhora Yeom não teve a oportunidade de apenas mudar a vida de Dok-go, mas seu gesto permitiu que outras pessoas pudessem ter uma outra perspectiva de vida graças ao novo funcionário de meio período do turno da noite. A cada capítulo conhecemos mais afundo sobre os problemas de um personagem, seja funcionário ou cliente. Dok-go escuta aqueles que não tem com quem desabafar e oferece uma visão diferente para seus problemas. Por mais óbvias que pareçam, muitos não conseguem a chegar a essas conclusões sozinhos. Temos uma jovem que apenas precisava confiar em seus talentos, uma mãe que deveria ouvir as aflições do filho e um homem que poderia ter notado antes o quanto sua família é calorosa. Todos chegaram a estas conclusões após conversas com Dok-go. A primeira vista, a loja de conveniência pode parecer inconveniente, seja pela falta de lucros ou pelo novo funcionário e seu comportamento incomum. Na verdade, o jeito como Dok-go lida com as pessoas no local tornam a loja de conveniência um lugar especial e acabam o ajudando em seu próprio processo de autoconhecimento e cura. Acompanhar Dok-go é instigante, não importa quem pergunte ou quanto tempo passe de leitura, ele não consegue se lembrar do passado. Através dele temos um reflexo de como a situação de rua o afetou, seja pela forma brusca de lidar com certas situações, a gagueira pela falta de estímulos da fala ou o apagamento na sociedade, que inclusive pode servir como metáfora para o apagamento de suas memórias. Ao longo das páginas, Dok-go ajuda diferentes pessoas com seus problemas, mas não sabemos como estas interações o afetam e se estamos mais perto ou longe de descobrir sobre seu passado. Como a paz não dura por muito tempo, o filho ganancioso da senhora Yeom decide dar as caras em busca de convencer a mãe a vender a loja novamente. O homem não tem um bom primeiro encontro com Dok-go e para tirar tanto o novo funcionário, quanto a loja de seu caminho, decide contratar um investigador para descobrir o passado do trabalhador, o obrigando a encarar o que por tanto tempo preferiu esquecer. Nesse processo ocorre uma mudança na narrativa, o livro narrado em terceira pessoa desde o começo passa para primeira pessoa e finalmente temos a perspectiva do funcionário do turno da noite. No último capítulo vemos como todos os eventos afetaram Dok-go e o ajudaram em sua própria trajetória. É instigante vê-lo reunir cada fragmento de memória e como certos eventos do cotidiano o ajudaram nisso, apesar de estarmos sempre vendo-o ao longo das paginas, o homem não deixava transparecer para nós ou para as pessoas com quem interagia o sofrimento e o medo a cada lembrança. A loja de conveniência não poderia ser mais conveniente para o aprendizado do homem e como parte da sua segunda vida. Ver a evolução do Dok-go é, sem dúvidas, construção de personagem mais emocionante de todo o livro. No fim, percebemos que tudo foi muito bem conectado e o livro não poderia ter tido um desfecho melhor. A sensação do final é como recebêssemos um abraço da senhora Yeom. Leia também: “De Volta aos Anos 90” é um retrato das dificuldades dos imigrantes e de uma família coreana Em termos de leitura, certas páginas conhecemos a importância das lojas de conveniência na cultura coreana e somos apresentados a novos termos comuns no ramo. É o tipo de leitura que pode parecer cansativa em alguns momentos, já que a cada capítulo conhecemos uma nova pessoa com um problema a ser solucionado. Com exceção dos mistérios em torno do passado de Dok-go, a leitura é bem linear, mas definitivamente vale a pena ser lido até o final.

  • [Resenha] Impostora - Yellowface: a genialidade de R.F. Kuang em sua crítica à apropriação cultural

    Em seu novo livro, R.F. Kuang fala brilhantemente sobre apropriação cultural e traz à tona críticas sociais de maneira sutil e envolvente (Divulgação / Editora Intrínseca/ R. F. Kuang via Instagram) "Impostora: Yellowface" , um dos lançamentos mais esperados de 2024, chegou ao Brasil em agosto, publicado pela editora Intrínseca , que tem dado destaque à literatura asiática no país. O livro é da autora R.F. Kuang , conhecida por obras como a trilogia de fantasia e mitologia chinesa " A Guerra da Papoula "  e " Babel: Ou a Necessidade de Violência ." Dessa vez, o novo livro de Kuang nos apresenta um thriller instigante que mergulha nas críticas ao mercado literário e em questões sociais. Em "Impostora: Yellowface", a autora provoca reflexões sobre apropriação cultural, racismo e as dificuldades do mundo editorial, tudo com uma narrativa envolvente e cheia de reviravoltas. Kuang nos traz a visão de que o mercado literário é envolto em caos e arbitrariedade. Muitos escritores têm sonhos que, por vezes, são destruídos antes mesmo de serem realizados. As críticas ao modelo da indústria literária sempre existiram e continuarão a existir. Mas será que o cenário se resume apenas a isso? Confira: Bienal do Livro traz destaques da literatura sul-coreana e autora de 'Livraria Hyunam-dong' "Impostora: Yellowface" é um thriller psicológico que trás um forte sentimento de repulsa ATENÇÃO: O texto pode conter alguns spoilers da obra. Athena Liu é a definição de perfeição : Bonita, carismática, simpática, talentosa e um verdadeiro sucesso. Conhecemos Liu pela perspectiva de June Hayward, a narradora da história. June é uma jovem escritora marcada pelo fracasso, com uma estreia morna e sem repercussão no mercado editorial. Seu primeiro livro não teve nem 1% do retorno esperado; suas histórias são facilmente descartadas, e sua carreira parece estar em queda livre, com apenas uma obra publicada. Em contraste, sua "amiga" Athena Liu já era um fenômeno antes mesmo de se formar na universidade. A sino-americana querida da indústria é considerada o prodígio da década, lançando seu livro de estreia com um orçamento de seis dígitos e emplacando bestsellers um após o outro. Após uma tragédia que envolve Liu, June vê a oportunidade de alavancar sua carreira, e é aí que sua sanidade começa a desmoronar. Antes de falecer, Athena tinha um trabalho inacabado: um romance que prometia ser o ápice de sua carreira. Com a morte dela, June decide que não apenas pode, mas deve refazer o manuscrito e publicar a história de Athena como se fosse sua. "A noite em que testemunhei a morte de Athena Liu foi a mesma em que comemoramos seu contrato de direitos audiovisuais com a Netflix." O tema central de "Impostora: Yellowface" é o plágio e a apropriação cultural. A protagonista, June Hayward, é descrita como uma mulher branca e mediocre, com uma familia conturbada que não entende seus sonhos e que, por consequência, não consegue dar o apoio que ela tanto necessita. Com um enorme senso de autopiedade e autodepreciação, June começa a direcionar a culpa da sua falta de sucesso para tudo e todos, menos para si mesma. "O mercado editorial escolhe um queridinho (alguém bonito o bastante, alguém descolado e jovem e, ah, qual é, vamos admitir que estamos todos pensando a mesma coisa, alguém “diverso” o suficiente) e então enche a pessoa de dinheiro e recursos." June adota o nome de Juniper Song — intencionalmente querendo passar a impressão de ter descendência asiática, apesar de negar que seja intencional — após publicar, de forma controversa, um romance sobre a Primeira Guerra Mundial intitulado "O Último Front". A obra se concentra na história do Chinese Labour Corps , um grupo de trabalhadores chineses que foram contratados para atuar como mão de obra durante o conflito. Logo de início, " O Último Front " é bem recebido e se torna um bestseller , o que leva muitos a questionarem se Juniper Song é realmente a pessoa certa para contar essa história, justamente por não ser asiática. Em resposta, ela defende a liberdade artística, argumentando que escritores devem ter o direito de explorar qualquer narrativa, desde que o façam um bom trabalho. Por semanas, tudo parece correr como esperado. Juniper realiza um sonho: é autora bestseller , assina um contrato de adiantamento de cinco dígitos, e desfruta de um novo apartamento e uma nova vida sob os holofotes. No entanto, em uma de suas entrevistas ela pensa ter visto alguém, que não poderia estar ali. June tem várias oportunidades de voltar atrás e corrigir seus erros, e ela mesma reconhece isso. No entanto, a ganância pela fama a faz seguir em frente, mergulhando cada vez mais fundo. Com o tempo, ela começa a sentir que tem uma necessidade de continuar escrevendo como se fosse a própria Athena Liu, a quem tanto invejava, e é aí que "Impostora: Yellowface" passa a realmente se destacar no gênero do thriller . Veja também: "Toda a Beleza ao Redor" é leitura obrigatória para conversas sobre racismo contra pessoas asiáticas A complexidade de R.F Kuang e como a interpretação pode mudar a visão da narrativa de "Impostora: Yellowface" Desde o início, June é uma personagem que provoca repulsa e aversão, mas, ao mesmo tempo, é uma narradora extremamente cativante. Estar imerso em sua mente e percepção é essencial para entender todos os sentimentos presentes na narrativa. Acompanhar seus altos e baixos, bem como sua constante necessidade de se comunicar e justificar suas ações ao leitor, transforma este livro em uma das abordagens mais inteligentes já vistas no gênero. [...] trocamos um dos brancos malvados por um personagem chinês, e um dos trabalhadores chineses com mais falas por um fazendeiro branco que simpatiza com os imigrantes. Isso acrescenta a complexidade e a nuance humanista que talvez Athena não conseguisse enxergar por estar próxima demais do tema. R.F. Kuang é conhecida por sua escrita sensível e, ao mesmo tempo, carregada de um peso histórico sensacional, decidida a abordar temas complexos em suas obras. Em " Impostora: Yellowface ", a maneira como ela descreve a historia pela voz de uma personagem branca pode ser interpretada por alguns como uma forma de estereotipar pessoas fora das minorias raciais. No entanto, apesar de haver lacunas que podem levar a mal-entendidos, a interpretação mais evidente é a de uma crítica velada em cada palavra. Kuang também destaca a pressão que a indústria exerce sobre aqueles que sonham com uma carreira artística, explorando como isso afeta a saúde mental. Embora June tenha sérios lapsos e seja extremamente problemática no contexto geral, ela também se mostra uma vítima em vários momentos da narrativa. Isso não justifica suas ações, mas ajuda a compreender sua linha de raciocínio. De certa forma, Kuang não consegue penetrar na essência do racismo, mas seu ponto focal é a apropriação de identidades culturais alheias, algo que ela aborda de maneira brilhante. O termo " yellowface " é bastante auto explicativo e refere-se ao ato de se passar por uma pessoa de origem asiática, ressaltando a complexidade dessas questões identitárias. O livro aborda diversos temas relevantes, explorando-os de forma mais eficaz do que muitas obras que tratam de assuntos semelhantes. No geral, é uma bela história que se une ao panteão de grandes sucessos da autora, perpetuando seu legado de escrita impecável. É justo afirmar que poucos escritores conseguiriam apresentar as ideias deste livro com a mesma maestria de Rebecca F. Kuang, talvez porque ela tenha usado experiências próprias como forma de inspiração para determinadas situações. Você pode gostar: “De Volta aos Anos 90” é um retrato das dificuldades dos imigrantes e de uma família coreana Sobre a autora: R. F Kuang e seus sucessos além de "Impostora: Yellowface" (Divulgação / Editora Intrínseca/ R. F. Kuang via Instagram) R.F. Kuang nasceu em 29 de maio de 1996, em Guangzhou, China, e imigrou para os Estados Unidos com sua família aos quatro anos de idade. Ela cresceu em Dallas, Texas, e se formou na Greenhill School em 2013. Kuang graduou-se em História na Universidade de Georgetown. Durante um ano sabático na China, aos 19 anos, começou a escrever seu primeiro livro, "A Guerra da Papoula" , que foi publicado pouco antes de completar 22 anos. Ela também estudou no Magdalene College, Cambridge, e no University College, Oxford, onde obteve dois mestrados em Estudos Chineses. Atualmente, Kuang está cursando doutorado em Línguas e Literaturas do Leste Asiático na Universidade de Yale. Livros publicados por R.F Kuang: 1 . Trilogia - A Guerra da Papoula; A Guerra da Papoula - (2022 no Brasil) A Republica do Dragão - (2023 no Brasil) A Deusa em Chamas - (2023 no Brasil) 2. Livros Únicos; Babel: Ou a necessidade de violência (2024 no Brasil) Impostora: Yellowface (2024 no Brasil) 3. Outros trabalhos: "The Drowning Faith" (2020). Um spin-off de contos da série "A Guerra da Papoula". Ainda não foi lançado no Brasil. "The Nine Curves River" na antologia The Book of Dragons (2020); editada por Jonathan Strahan. Não lançado no Brasil. "Against All Odds" na antologia From a Certain Point of View: 40 stories celebrating 40 years of The Empire Strikes Back (2020) Não lançado no Brasil. "Katabasis". Publicação prevista para agosto de 2025, ainda sem datas de lançamento para o Brasil. Saiba mais: [Entrevista] Monge Han aborda ancestralidade, família e pertencimento em "Vozes Amarelas"

  • BTS no Brasil em 2026: Relembre os momentos mais icônicos do grupo em solo brasileiro em passagens anteriores

    O boygroup fará retorno muito aguardado no país após anos de espera Por Bianca Damas (Divulgação / Big Hit) O BTS retornará ao Brasil em 2026 para três shows marcados para os dias 28, 30 e 31 de Outubro. O anúncio trouxe um misto de ansiedade e nostalgia para os B-ARMYS , que aguardam ansiosamente pelo reencontro com o grupo após anos de espera. Se você está se sentindo nostálgico, confira a seguir alguns momentos icônicos do grupo no país.  O boygroup já esteve no Brasil em quatro ocasiões diferentes. A primeira visita ocorreu em 2014, apenas um ano após o debut, com o fanmeeting RWeL8?  em São Paulo. Em 2015, o grupo retornou com a turnê The Red Bullet , se apresentando no Espaço das Américas. O ano de 2017 marcou a passagem da The Wings Tour , com dois shows no Citibank Hall. Por fim, em 2019, o grupo realizou sua maior passagem pelo país com a turnê Love Yourself: Speak Yourself , contando com dois shows no Allianz Parque. Enquanto os novos shows não chegam, o Café com Kimchi reuniu os momentos mais icônicos dessas visitas. Momentos icônicos do BTS no Brasil Ensaio no Beco do Batman (2014) Durante a primeira visita do BTS no Brasil, o grupo passou pela Vila Madalena para realizar um ensaio fotográfico no Beco do Batman. O photoshoot faz parte do DVD e photobook BTS NOW 2: In Europe & America , que registra alguns bastidores do boygroup por São Paulo.  (Divulgação / Big Hit) "We Love You" em Reflection (2017) Durante a performance de RM do solo Reflection  em 2017, ao cantar o verso ” I wish I could love myself”  ( Eu queria poder me amar ), o público respondeu com um coro de “ Nós te amamos!” . RM ouviu e respondeu mudando a letra para “ Yes, I do love myself ” ( Sim, eu me amo ). Jin com o cabelo loiro (2019) Durante o show, Jin  revelou que a escolha do cabelo loiro foi uma homenagem à bandeira brasileira. "Juntos e Shallow Now" (2019) No discurso de encerramento, o Jungkook surpreendeu o público ao citar " Juntos e Shallow Now ", fazendo referência ao meme que dominava as redes sociais no Brasil na época. BTS sambando (2019) O grupo tentou arriscar uns passos de samba nos dois dias. Primeiro foram Suga e J-Hope , e na noite seguinte foi a vez de Jin e Jungkook entrarem na brincadeira e tentarem sambar também. Projeto de Corações (2019) Durante o solo do Jin, Epiphany , o público realizou um projeto onde todos levantaram corações de papel vermelho ao mesmo tempo.  Discurso do RM (2019) Em seus discursos de encerramento, RM fez questão de mostrar o quanto o Brasil era especial, citando:  "Cerca de 3 anos, 195 dias, rodamos pelo mundo em 3.300 lugares, a cidade que eu mais queria vir, o país que eu mais queria ver, Brasil, São Paulo". Ele também falou sobre a distância, explicando que, por estarem 12 horas à frente, o Brasil e a Coreia completam um ao outro como o dia e a noite, e que ter os fãs brasileiros ali era a maior prova de que o grupo estava no caminho certo. Qual desses momentos é seu preferido?

  • "Bloody Flower", K-drama da Disney+, aposta em dilema moral extremo

    Vida, morte e escolhas extremas no novo suspense sul-coreano do streaming (Divulgação / KOCOWA+) O universo dos K-dramas ganha contornos ainda mais sombrios em fevereiro deste ano com a estreia de Bloody Flower , nova série coreana original da Disney+ . A produção chegou ao streaming no dia 4 de fevereiro — ainda sem distribuição global, cercada de expectativas ao propor uma pergunta desconfortável: até onde a humanidade estaria disposta a ir para salvar vidas? Misturando thriller criminal, drama médico e dilemas éticos, a série promete provocar debates intensos entre os espectadores. Estrelado pelo ator Ryeoun , o drama apresenta uma narrativa que flerta com o incômodo e o moralmente ambíguo. A série aposta em um tom mais adulto, reforçado por uma fotografia marcada por sombras, cores contrastantes e ambientes claustrofóbicos, como já sugerido no teaser oficial divulgado em janeiro. Você pode gostar de saber - Entre ficção e realidade: a romantização de homens coreanos a partir da Hallyu Durante coletiva de imprensa, o diretor Han Yoon-seon  destacou a intenção da obra: “Queríamos personagens que se confrontassem entre a lei e a moralidade. O foco não é dar respostas, mas provocar perguntas”, afirmou. Entre a cura e o crime: a trama de Bloody Flower A história gira em torno de Lee Woo-gyeom , um ex-estudante de medicina com uma mente brilhante e um passado aterrador. Reconhecido por desenvolver tratamentos capazes de curar doenças consideradas incuráveis, ele esconde um segredo brutal: suas descobertas estão ligadas a assassinatos cometidos ao longo dos anos. Preso pela polícia , Woo-gyeom afirma que todo o conhecimento médico revolucionário existe apenas em sua mente. O impasse se estabelece quando ele faz uma proposta às autoridades de compartilhar suas descobertas com o mundo em troca de não ser punido pelos crimes cometidos. Caso contrário, ameaça tirar a própria vida, levando consigo a possível cura para milhões de pessoas. A narrativa, inspirada no romance The Flower of Death , de Lee Dong-geon, constrói tensão ao colocar ciência , justiça e desespero em rota de colisão. Segundo Ryeoun, interpretar Woo-gyeom foi um desafio inédito em sua carreira. “Foi realmente um personagem que eu nunca tinha feito antes. Pesquisei muito e me preparei com cuidado”, contou o ator durante a coletiva de imprensa. Elenco experiente e personagens em conflito (Divulgação / KOCOWA+) Ryeoun  assume em Bloody Flower  o papel mais desafiador e arriscado de sua carreira até agora. Conhecido do grande público por personagens mais sensíveis ou idealistas em produções como 18 Again (2020), Melancia Cintilante  (2023) e Weak Hero Class 2 (2025), o ator rompe com essa imagem ao dar vida a Lee Woo-gyeom , um gênio da medicina que carrega um histórico de crimes brutais. A dualidade do personagem — capaz de salvar vidas enquanto tira outras — exige uma atuação contida, marcada por silêncios, olhares e tensão psicológica constante, revelando um novo estágio de maturidade artística do ator. Durante a coletiva de imprensa de Bloody Flower , Ryeoun comentou sobre o processo de construção do personagem. “Foi realmente um papel que eu nunca tinha interpretado antes. Eu me preparei muito, pesquisei bastante e tentei entender a lógica interna desse homem”, afirmou. Segundo o ator, o maior desafio foi não transformar Woo-gyeom em um vilão caricato, mas em alguém capaz de gerar desconforto e empatia ao mesmo tempo, reforçando a proposta moralmente ambígua da série. (Divulgação / KOCOWA+) Já Sung Dong-il , um dos atores mais populares da televisão sul-coreana, entrega mais uma atuação densa e emocional como o advogado Park Han-jun . Conhecido por papéis marcantes em dramas como Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo (2016), Trap (2019) e Hospital Playlist (2020), ele interpreta um homem comum colocado diante de uma escolha impossível: defender um assassino em série para garantir a chance de sobrevivência da própria filha. Em entrevista durante a coletiva do drama, Sung Dong-il foi direto ao definir a motivação de Han-jun. “Seja qual for a profissão, para um pai a prioridade é sempre o filho”, declarou. Para transmitir fisicamente esse desgaste extremo, o ator revelou ter perdido mais de 10 quilos durante as gravações. “Eu queria mostrar o desespero de um pai que está sendo lentamente consumido pelo medo”, explicou. Segundo ele, Bloody Flower  é um de seus trabalhos mais pesados emocionalmente, justamente por eliminar qualquer espaço para humor ou alívio dramático. (Divulgação / KOCOWA+) Fechando o trio central está Keum Sae-rok , que interpreta a promotora Cha Yi-yeon , personagem que personifica a rigidez da lei e da moral absoluta. Elogiada por papéis intensos em Youth of May  (2021) e The Interest of Love (2023), a atriz constrói uma figura determinada, ambiciosa e emocionalmente contida, que vê no caso Woo-gyeom não apenas um julgamento criminal, mas uma prova de seus próprios valores e competência profissional. Segundo Keum Sae-rok, a força de Yi-yeon está na convicção inabalável. “Errado é errado. Nenhuma vida é mais valiosa do que outra”, afirmou durante a coletiva de imprensa. A atriz revelou ainda ter passado por uma transformação visual para o papel, adotando um corte de cabelo curto para reforçar a imagem fria e afiada da promotora. Em Bloody Flower , sua personagem funciona como o contraponto direto ao desespero de Han-jun e à ambiguidade de Woo-gyeom, tornando o conflito central ainda mais intenso e impossível de resolver sem perdas. Bastidores, expectativas e estreia Com apenas oito episódios, Bloody Flower  adota um formato enxuto e intenso. A estratégia de lançamento da Disney+ prevê a estreia de dois capítulos em 4 de fevereiro, seguida por episódios semanais sempre às quartas-feiras. A produção é assinada pela EO Content Group em parceria com a Contents G, vencedora do Grande Prêmio no Concurso de Conteúdo em Vídeo da KOCCA em 2023. (Divulgação / KOCOWA+) Os bastidores também chamam atenção pela preparação quase teatral do elenco. “Filmamos como se fosse uma peça. Ensaiávamos muito e gravamos cenas longas sem cortes”, revelou Sung Dong-il, destacando o comprometimento coletivo da equipe. Ao final, Bloody Flower  se apresenta como mais do que um simples thriller: é uma provocação direta ao espectador. Assassino imperdoável ou salvador da humanidade? A resposta, como sugerem seus próprios criadores, ficará nas mãos de quem assistir. Uma escolha impossível que agora está nas mãos do público Com uma proposta ousada e sem medo de tocar em temas sensíveis, Bloody Flower  promete ser uma das estreias mais provocativas da Disney+ em 2026. Ao colocar vida e morte na mesma balança, o drama desafia o espectador a refletir sobre justiça, ética e até onde a ciência pode ir quando ultrapassa os limites da moral. Você pode gostar de saber - Perfect Girl: o thriller de K-pop que promete virar fenômeno global O grande trunfo da série está justamente nesse desconforto moral. A atuação intensa de Ryeoun, em um papel que marca uma virada em sua carreira, aliada à força dramática de Sung Dong-il e à postura firme de Keum Sae-rok, cria um embate emocional constante. Cada episódio promete ampliar a tensão e aprofundar o conflito entre razão, sentimento e sobrevivência, mantendo o público em estado de alerta do início ao fim. Para quem busca um K-drama fora do óbvio, que vá além do romance e abrace o suspense psicológico com coragem, Bloody Flower  surge como uma aposta. A partir de 4 de fevereiro, a série estreou exclusivamente no Disney+ para os países asiáticos e promete não apenas entreter, mas também provocar. Prepare-se para assistir, questionar e, acima de tudo, julgar: afinal, Lee Woo-gyeom é um monstro ou o último milagre da humanidade?

  • Conheça o 82MAJOR, boygroup de K-pop que vem para o Brasil em março

    Com foco na composição e uma performance de impacto, o grupo reforça sua identidade através de um som autêntico Por Bianca Damas (Divulgação / Great M Entertainment) A temporada de shows de K-pop no Brasil já está começando . O grupo 82MAJOR desembarca no Brasil em março de 2026 com a turnê BEBEOM: BE THE TIGER . O sexteto passará por Brasília no dia 7, e no dia seguinte (8) se apresenta no Rio de Janeiro, segue para Manaus no dia 13, e encerra em São Paulo no dia 14 de março. Com um som que mistura o hip-hop com o pop e as tendências atuais, o boygroup é conhecido por suas músicas viciantes, performances energéticas e uma forte presença de palco. Ainda não conhece 82MAJOR? O Café com Kimchi separou os detalhes sobre os membros e o que você precisa saber sobre o grupo antes dos shows. Leia também: 82MAJOR no Brasil! Ingressos, locais e tudo sobre os shows da turnê BEBEOM: BE THE TIGER Conheça o 82MAJOR, o primeiro e principal grupo masculino da Great M Entertainment Formado pela Great M Entertainment , o grupo começou a chamar atenção ainda como RARE HOUSE , antes mesmo do debut oficial com o single álbum ON , em outubro de 2023. O nome 82MAJOR une o código da Coreia (+82) com a palavra "MAJOR", refletindo o objetivo do boygroup de se tornar um nome de peso no país e estabelecer uma presença global. Já o fandom, o 82DE, simboliza a união, sinceridade e respeito entre o grupo e os seus fãs. Quem são os membros do 82MAJOR? Seongil (Cho Seong-il) Seongil é o líder do 82MAJOR. O idol nasceu em 29 de março de 2004 e treinou por sete meses antes da estreia. Além de ser dançarino e vocalista, ele também participa ativamente da criação das músicas do grupo. (Divulgação / Great M Entertainment) Yechan (Yoon Ye-chan) Nascido em 16 de abril de 2004, no Canadá, o integrante foi trainee por cerca de sete anos, iniciando quando tinha 12 anos. Ele é o "all-rounder" do grupo por dominar o rap, o vocal e a dança. Um fato curioso é que o artista é irmão de Keeho, integrante do P1Harmony. (Divulgação / Great M Entertainment) Seongmo (Nam Seong-mo) O rapper nasceu em 19 de abril de 2004 e é uma das mentes criativas do grupo, participando ativamente da escrita e composição das faixas. Ele traz uma forte presença no rap e por isso atua como um mentor para os demais membros do grupo. (Divulgação / Great M Entertainment) Leia também: Lançamentos de K-pop em fevereiro de 2026: BLACKPINK, ATEEZ, ZB1 e mais! Seongbin (Hwang Seong-bin)  O rapper nasceu em 22 de junho de 2004 e chamou atenção antes do debut por participar dos programas “Show Me The Money 11" e “Boys Planet”. Ele é descrito como um rapper que, apesar de tímido, domina totalmente o palco, se destacando pela intensidade de suas rimas e por ser um dos membros mais energéticos do grupo. (Divulgação / Great M Entertainment) Seokjoon (Park Seok-joon) Nascido em 15 de dezembro de 2004, ele completa a rap line do grupo com sua voz forte e presença de palco marcante. Antes da formação oficial do grupo, ele treinou como dançarino no projeto Rare House. (Divulgação / Great M Entertainment) Dogyun (Kim Do-gyun) O vocalista principal e membro mais novo nasceu em 14 de setembro de 2006 e é conhecido por seus vocais potentes.  (Divulgação / Great M Entertainment) Ingressos e experiências exclusivas As vendas dos ingressos para a turnê BEBEOM: BE THE TIGER já estão abertas e o público pode garantir lugar em diferentes setores. Além das opções de Pista Comum, Pista Premium e Camarote, que contam com o benefício da meia-entrada social mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal), é possível optar por experiências exclusivas para conhecer o grupo de perto. Os combos VVIP+ e VVIP garantem a entrada antecipada e o hi-touch . No pacote VVIP+, os participantes têm acesso a uma sessão de autógrafos, foto individual 6:1 com os artistas e pôster oficial. Já o pacote VVIP oferece uma foto em grupo 6:10.  O 82MAJOR é o tipo de grupo que vale a pena conferir de perto pela autenticidade deles. Eles têm uma presença de palco forte e um som com muita identidade. É o momento de ver essa entrega ao vivo e curtir cada minuto de um show que tem personalidade de sobra. Confira as informações da turnê no Brasil, clicando aqui ! Leia também: Quem é o Way Better? Saiba quem são os artistas com 13 shows no Brasil marcados para 2026

  • TODOS os dramas coreanos que chegam na Netflix em 2026

    O catálogo do streaming promete entregar títulos nos mais diversos gêneros O ano de 2026 promete ser repleto de produções sul-coreanas nos streamings! A Netflix divulgou seu catálogo, que está recheado de filmes, reality shows sul-coreanos e óbvio, os tão amados K-dramas. A plataforma estreia títulos para todos os gostos, e chama atenção com o retorno de vários atores e atrizes muito amados, como Jung Hae-in , Ahn Hyo-seop , Jisoo  do BLACKPINK  e Park Eun-bin . Confira a seguir a lista completa e anote as produções que mais chamaram sua atenção.   Esse texto está em atualização. Nomes e datas de lançamento dos projetos podem sofrer alteração ao longo do ano. TODOS os dramas coreanos que estreiam na Netflix em 2026 1º trimestre A Arte de Sarah (13/02) Dos criadores de Extracurricular, My Name e Mask Girl, o drama A Arte de Sarah  é protagonizado por Sarah Kim ( Shin Hye-sun ), a CEO de uma marca de luxo que quase nunca é vista e tenta preservar uma identidade às custas de uma mentira. Enquanto isso, o policial Mu-gyeong ( Lee Jun-hyuk ) a investiga para descobrir as verdades de sua vida.  Namorado Por Assinatura (06/03) Jisoo do BLACKPINK protagoniza um dos dramas coreanos mais esperados da Netflix para 2026. Ela interpreta Seo Mi-rae, uma produtora de webtoon que contrata um serviço por assinatura de simulação de encontros virtuais. Ela entra em um mundo virtual onde passa por diversos encontros buscando o homem ideal. Mas o que ela não espera é que quem irá a surpreender é Park Kyeong-nam ( Seo In-guk ), um colega de trabalho que Mi-rae simplesmente não suporta. 2º trimestre Cães de Caça - 2ª temporada Gun-woo ( Woo Do-hwan ), um boxeador em ascensão e Woo-jin ( Lee Sang-yi ), ex-fuzileiro retornam para a segunda temporada de Cães de Caça. Dessa vez, a dupla está de olho em uma liga internacional de boxe fora da lei. O plano deles é derrubar o novo inimigo que comanda o negócio ilegal de boxe. Se Desejos Matassem… Se Desejos Matassem…  é o primeiro K-drama de terror focado em jovens adultos da Netflix. A história apresenta um grupo de adolescentes que tenta escapar de uma maldição causada por um aplicativo que prometia conceder seus desejos. Correndo contra o tempo, agora eles precisam fugir da morte que os assombra. No elenco principal temos Jeon So-young , Kang Mi-na e Baek Sun-ho .   Notas da Última Fila Neste suspense, Heo Mun-ho ( Choi Min-sik ) interpreta um professor de literatura que é infeliz por não ter se tornado o escritor que sempre sonhou ser. Ele um dia descobre o talento de Lee Kang ( Choi Hyun-wook ) para escrever, um aluno que sempre passa despercebido, sempre se sentando na última fileira. O jovem faz com que o professor resgate seu amor pela leitura, mas os dois entram num território perigoso.  O Amor Não Está Esgotado Nesta comédia romântica Ahn Hyo-seop  interpreta Matthew Lee, um fazendeiro multitarefas. Chae Won-bin  interpreta Dam Ye-jin, uma apresentadora famosa. Os dois vivem cruzando o caminho um do outro em momentos diferentes, de formas sempre surpreendentes. Aprendendo a Lição Numa realidade onde alunos são descontrolados, pais são exigentes e escolas desorganizadas, o governo criou o Departamento de Supervisão Educacional, uma força-tarefa para solucionar todos os problemas de dentro das escolas. No elenco temos Na Hwa-jin , Lee Sung-min , Jin Ki-joo  e Pyo Ji-hoon .  Os SUPERtontos Antes pessoas normais, agora super heróis estranhos e desastrados que receberam superpoderes aleatoriamente. Esse é o grupo formado de pessoas destinadas a trazer a paz do mundo, ou pelo menos é o que eles tentam fazer. O elenco é formado por Park Eun-bin , Cha Eun-woo e  Lee Woon-jung . A Gente Tenta A Gente Tenta é uma história que reúne a trajetória pessoal de várias pessoas. Embora cada uma tenha uma realidade diferente, todas são unidas pelo sentimento de raiva, medo, ciúmes e inveja. Enquanto são atormentadas por essas sensações, elas tentam encontrar paz. O elenco conta com Koo Kyo-hwan , Go Youn-jung  e Oh Jung-se . 3º trimestre Mousetrap Baseado no webtoon Field Mouse , o drama de suspense reúne um escritor e um agiota que tentam caçar o Rato, um homem que tira tudo que o escritor conquistou na vida. No elenco temos Ryu Jun-yeol  e Sul Kyung-gu .  Um Grude de Amor Nessa comédia romântica, Go Eun-sae ( Ha Young ) é uma promotora de justiça que tem a memória afetada durante um caso que mudaria sua carreira. A amnésia a faz esquecer de seu namorado, Jang Tae-ha ( Jung Hae-in ), e ele precisa reconquistá-la novamente. A Leste do Palácio Neste drama de época, o rei convoca uma dupla para solucionar segredos do palácio amaldiçoado. A dupla é formada por Gu-cheon ( Nam Joo-hyuk ), um investigador de incidentes bizarros que tem habilidade de acessar o mundo dos espíritos, e Saeng-gang ( Ron Yoon-seo ), que tem o dom de ouvi-los.  The Scandal Baseado no filme Untold Scandal  (2003), o K-drama que se passa na dinastia Joseon, e conta a história de um amor que se passa em uma época em que não era permitido. Na trama, Lady Cho vive como uma esposa virtuosa, mas que no fundo se frustra com as restrições causadas pela sociedade, e então secretamente se relaciona com diversos homens. Um dia, ela e Cho Won, o playboy de Joseon, acabam em uma aposta super arriscada. No elenco estão Son Ye-jin , Ji Chang-wook  e NANA . 4º trimestre Dead-end Job Nesse drama, Hyuk-jun busca pelo trabalho perfeito em uma agência com empregos de meio período que pagam muito bem, pensando assim ter achado a oportunidade perfeita. Porém, o que ele não esperava era um local de trabalho completamente assustador. Dead-end Job  conta com Lee Jae-wook , Ko Min-si , Minha Kim  e Lee Hee-jun  no elenco.  Road  Road  une um policial coreano interpretado por Son Suk-ku , e Eita Nagayama , que interpreta seu parceiro na investigação, um policial japonês. A dupla trabalha em casos perturbadores que envolvem assassinatos internacionais caracterizados por recados misteriosos e corpos contorcidos.  Um Choque do Amor Baek Ho-rang é um homem com um coração artificial que está ficando sem bateria. Na Bo-bae é uma mulher que tem a habilidade especial de carregá-lo. Esses são os personagens que compõem a comédia romântica Um Choque do Amor . Sabendo que ela poderia resolver seu problema, Ho-rang faz uma proposta irrecusável.  Tantara Song Hye-kyo , Gong Yoo e Kim Seol-hyun protagonizam esse K-drama promissor ambientado na indústria de entretenimento entre os anos 1960 a 1980. Mostra a jornada de artistas que faziam de tudo para alcançar o sucesso. Tantara foi roteirizado pelos mesmos criadores de Amor e Outros Dramas . Quais desses dramas você está mais ansioso para ver?

  • Além de Solteiros, Ilhados e Desesperados: Confira TODOS os reality shows coreanos que estreiam na Netflix em 2026

    Aqui você encontra a lista completa de programas de namoro e outros temas que chegam no streaming (Divulgação / Netflix) Quem não ama um bom reality show, não é? É por isso que a Netflix entrega em 2026, diversos títulos desse gênero. Além do sucesso Solteiros, Ilhados, e Desesperados , que estreou em janeiro, o streaming anunciou sua lista de lançamentos sul-coreanos, que vai além de K-dramas e filmes. Entre os títulos anunciados, também teremos uma boa leva de reality shows coreanos de namoro até programas de culinária. O ano realmente promete, confira a seguir!  Leia também: Solteiros, Ilhados e Desesperados: conheça o elenco da 5ª temporada do reality Títulos, trailers e datas de lançamento serão atualizadas conforme são anunciados. Reality shows coreanos que estreiam em 2026 na Netflix Agents of Mystery - 2ª temporada Jung Jong-yeon , Lee Yong-jin , John Park , Lee Hyeri , Kim Do-hoon , Karina do aespa  e Gabee se reúnem para uma nova temporada do reality show de mistério e aventura. A equipe, com toda sua dinâmica e personalidades diferentes, investiga casos que desafiam a ciência e precisam lidar com missões inusitadas e casos bizarros. (Divulgação / Netflix) Partiu, Texas!  Em Partiu, Texas! , a dupla Lee Seo-jin e Nah Yeong-suk embarca em um divertido reality e se aventuram de forma impulsiva e espontânea pelos Estados Unidos, conhecendo o território norte-americano sem roteiro. O destino principal deles é Dallas, cidade dos sonhos de Seo-jin. Solteiros Nunca Mais - 2ª temporada Para quem ama um bom reality de namoro, teremos mais uma temporada de Solteiros Nunca Mais . O programa retorna com Seo In-guk , Kang Hanna , Lee Eun-ji e Car, the garden como apresentadores e conselheiros dos participantes que formam o elenco do reality. Após receberem dicas de seus “mentores”, solteiros de longa data são colocados juntos em um resort onde vão se conhecer e talvez finalmente encontrar o amor conforme conhecem seus colegas através de dinâmicas, encontros e atividades.   (Divulgação / Netflix) Leia também: Os momentos mais icônicos de “Meu Namorado Coreano”, reality show da Netflix A Pousada de Jae-seok   O conhecido apresentador Yu Jae-seok embarca em uma nova aventura: administrar uma pousada, parte do universo do “entretenimento de hospedagem”, um estilo de reality que vem crescendo principalmente na Coreia do Sul. Em sua pousada, Jae-seok receberá vários hóspedes e entregará histórias incríveis, divertidas e boas conexões. Como parte de sua equipe, teremos Lee Kwang-soo , Byeon Woo-seok e Ji Ye-eun .  (Divulgação / Netflix) A Pousada Bizarra do Kian84   Entre os reality shows coreanos de 2026 teremos mais uma temporada de A Pousada Bizarra do Kian84 . Kian mais uma vez redefine o conceito de hospedagem e vai para uma um novo local, tão inovador e disruptivo quanto a primeira. O espaço proporcionará aos hóspedes novos desafios e diversão.  (Divulgação / Netflix) Leia também: A Arte de Sarah, In Your Radiant Season e mais: Confira os lançamentos de K-dramas em fevereiro Take a Hike  O novo reality de aventura reúne um quarteto que não tem nenhum interesse em trilha. O grupo é formado pelo cantor Car, the garden , Dowoon do Day6 , o ator Lee Chae-min  e Tarzzan do AllDay Project . O objetivo é encarar uma trilha pelas montanhas sul-coreanas cobertas de neve, durante o inverno. (Divulgação / Netflix) Guerra de Culinária - 3ª temporada Para os fãs de reality show de cozinha, vem aí mais uma temporada de Guerra de Culinária. Neste reality, chefs renomados da culinária sul-coreana enfrentam 80 amadores em desafios intensos na cozinha.  (Divulgação / Netflix) Leia também: Gosta de cozinhar? Confira 7 programas gastronômicos coreanos na Netflix para ver e se inspirar O Jogo do Diabo - 3ª temporada   O Jogo do Diabo é um reality show coreano de batalha mental. O jogo que ocorre em sete dias exige estratégia e inteligência, mas também astúcia. A temporada promete alianças, traições e reviravoltas de cair o queixo. (Divulgação / Netflix)

  • Pra quem vai ficar em casa: K-Dramas e reality shows para maratonar no Carnaval

    O Café fez uma seleção especial com histórias rápidas e envolventes para aproveitar o feriado do início ao fim (Divulgação / Netflix) Carnaval é época de folia, alegria e muita música, mas também pode ser sinônimo de pausa. Enquanto muita gente aproveita o feriado nos bloquinhos ou viajando, outras pessoas veem esses dias como a chance perfeita de descansar, desacelerar e curtir um tempo em casa. E nada combina mais com esse clima do que colocar os K-dramas em dia ou finalmente começar aquela história que estava na lista há semanas. Pensando nisso, o Café preparou uma seleção especial para quem quer aproveitar o Carnaval no modo conforto: no sofá, com uma boa história e zero pressa. A lista traz K-dramas rápidos, leves e envolventes, com romance, comédia, ação e, claro, aquele toque dramático que todo fã ama. O melhor de tudo? As indicações estão disponíveis nas mais famosas plataformas de streaming como Netflix , Prime Video e HBO Max . Agora é só escolher o próximo drama, preparar o lanchinho e aproveitar o feriado do melhor jeito possível. Leia também: 15 doramas leves para assistir quando estiver triste e quiser esquecer os problemas Pretendente Surpresa (2022) Para quem ama comédia romântica com clichês bem executados, esse é um dos K-dramas mais comentados dos últimos anos e um ótimo ponto de partida para o Carnaval. A história acompanha Kang Tae-moo ( Ahn Hyoseop ), um CEO pressionado pelo avô a se casar, e Shin Ha-ri ( Kim Sejeong ), uma funcionária comum que aceita ir a um encontro às cegas no lugar da melhor amiga. O plano era simples, até ela descobrir que o pretendente é justamente o CEO da empresa onde trabalha. Leve, divertido e cheio de situações constrangedoras na medida certa, a série mistura romance, humor e personagens carismáticos, daqueles que prendem logo nos primeiros episódios. Ah, e ainda entrega um casal secundário de tirar o fôlego. Disponível na Netflix, o K-drama é baseado em um webtoon de mesmo nome, bastante popular na Coreia do Sul, o que ajuda a explicar por que a história conquistou tantos fãs tão rápido. Ideal para quem quer algo romântico, fácil de assistir e com aquele clima confortável que combina muito com Carnaval em casa. Pro Bono (2025) Para quem gosta de dramas jurídicos com histórias com propósito, personagens carismáticos e um toque de emoção, Pro Bono  é uma ótima pedida para variar o clima da maratona. O k-drama tem Jung Kyung-ho  como protagonista, ator conhecido por papéis marcantes em Intensivão do Amor (2023)  e por ser um dos personagens principais de Hospital Playlist (2020) . Aqui, ele interpreta um advogado envolvido em casos de interesse público, atuando ao lado de uma equipe que oferece assistência jurídica gratuita para pessoas que normalmente não teriam acesso à justiça. Ao longo dos episódios, a série mistura dilemas profissionais, conflitos pessoais e histórias humanas que vão muito além do tribunal. Mesmo abordando temas mais sérios, a narrativa é envolvente e acessível, equilibrando momentos de tensão com relações bem construídas entre os personagens. Disponível na Netflix, é ideal para quem quer fugir um pouco do romance tradicional, mas ainda busca uma história envolvente e fácil de acompanhar durante o feriado. Bon Appetit, Vossa Majestade (2025) Para quem gosta de romances históricos com uma pitada de fantasia e muita comida bonita em cena, Bon Appetit, Vossa Majestade é uma escolha deliciosa. A história acompanha Yeon Ji-yeong, vivida por Yoona , uma chef dos tempos modernos que acaba viajando no tempo e indo parar na era Joseon. Lá, ela cruza o caminho do rei Yi Heon, interpretado por Lee Chae-min , e passa a preparar pratos completamente fora do padrão da época, usando seus conhecimentos da culinária contemporânea. Yoona, conhecida por integrar o grupo Girls’ Generation , vem conquistando cada vez mais espaço no mundo dos K-dramas, com protagonistas fortes em títulos como Sorriso Real (2023)  e Big Mouth (2022) . Já Lee Chae-min chama atenção por seus trabalhos mais recentes, incluindo Cashero (2025)  e o drama Hierarquia (2025) . Leve, divertido e com episódios curtinhos, o drama mistura romance, comédia e gastronomia de um jeito bem despretensioso. Disponível na Netflix, é perfeito para maratonar sem compromisso durante o feriado. Leia também: Quando o amor é servido à mesa: K-dramas com restaurantes no enredo Um Amor de Cinema (2025) Para quem gosta de romances sensíveis, com clima aconchegante e aquele tom agridoce que fica depois do último episódio, Um Amor de Cinema  (ou Melo Movie , em inglês) aposta mais na sutileza do que nos grandes acontecimentos. O drama é protagonizado por Choi Woo-shik, ator que já marcou o público em produções como Our Beloved Summer (2021) e também no cinema, ao integrar o elenco de Parasita , vencedor do Oscar em 2020 . Aqui, ele entrega mais uma atuação contida e emocionalmente envolvente. Ao seu lado está Park Bo-young, queridinha da dramaland  e figurinha repetida quando o assunto é drama, romance e comédia. Um de seus trabalhos mais recentes foi o comovente Uma Seul Desconhecida (2025) , além de títulos como Daily Dose of Sunshine  (2023) e Strong Girl Bong Soon  (2007). O elenco ainda conta com Lee Junyoung, membro dos grupos U-KISS e UNB, que chamou atenção recentemente ao protagonizar a segunda temporada de Weak Hero Class (2025) e também The Impossible Heir (2024). Com episódios mais curtos e uma narrativa tranquila, o drama, disponível na Netflix, funciona muito bem para quem quer desacelerar e se envolver em uma história delicada e cheia de humanidade, o famoso gênero slice of life . Heróis de Plantão (2025) Se a ideia é sair um pouco do romance e apostar em algo mais intenso, Heróis de Plantão  entrega ação, emoção e aquele senso de urgência que prende desde o primeiro episódio. O drama é protagonizado por Ju Jihoon , um verdadeiro veterano da dramaland, conhecido por escolher projetos fortes e personagens complexos. Nos últimos anos, ele esteve em produções de destaque como  Light Shop (2024) , adaptação do webtoon de Kang Full que faz parte do mesmo universo de Moving (2023)  -  drama que já tem as gravações da segunda temporada praticamente confirmadas. Em Heróis de Plantão, Ju Jihoon interpreta um profissional da linha de frente da saúde, lidando diariamente com situações extremas, decisões difíceis e a pressão constante de salvar vidas. Entre plantões caóticos, emergências inesperadas e conflitos pessoais, a série constrói uma narrativa ágil, sem perder o foco no lado humano dos personagens. Disponível na Netflix, funciona muito bem para quem quer variar a maratona com algo mais dinâmico e intenso, mas ainda carregado de emoção. Leia também: Além de Hospital Playlist: 5 doramas médicos para assistir O Som da Magia (2022) Para quem gosta de histórias sensíveis, com um pé na fantasia e outro na realidade, O Som da Magia  aposta na emoção e no visual para contar uma história sobre sonhos, frustrações e esperança. O drama é protagonizado por Ji Chang Wook , que interpreta um mágico misterioso que vive em um parque de diversões abandonado. Conhecido por papéis marcantes em dramas como Healer (2014) e The Worst of Evil (2023) , o ator mostra aqui um lado mais delicado e melancólico. Ao seu lado está Choi Sung Eun (de Beyond Evil , 2021), que vive uma adolescente sobrecarregada pelas responsabilidades da vida adulta cedo demais. A relação entre os dois se desenvolve de forma simbólica, usando a mágica como metáfora para o desejo de acreditar novamente em algo. Disponível na Netflix, o drama tem poucos episódios, formato musical e uma narrativa contemplativa, ideal para quem quer algo diferente, tocante e fora do óbvio durante o feriado. Newtopia (2025) Para os amantes de suspense e terror, Newtopia  aposta em uma narrativa intensa, com clima de fim do mundo e tensão do início ao fim. O K-drama tem apenas oito episódios, mas compensa o formato enxuto com uma história densa e atmosférica. A série é protagonizada por Park Jung-min , ator conhecido por suas atuações intensas e escolhas de projetos mais ousados, como o aterrorizante Hellbound (2021) . O drama também conta com a cantora e atriz Jisoo , integrante do grupo Blackpink , que vem explorando cada vez mais o mundo das telinhas. Ela foi protagonista em Snowdrop  (2021), ao lado de Jung Hae-in . Em Newtopia, acompanhamos personagens tentando sobreviver em um cenário pós-colapso social, onde o medo, o isolamento e as decisões extremas fazem parte da rotina. A história mistura suspense psicológico, elementos de terror e crítica social, criando uma atmosfera pesada e envolvente. Disponível no Prime Video, é ideal para quem quer sair completamente do clima de romance e conforto, apostando em uma maratona mais sombria e cheia de tensão. Leia também: Além de "Os Lucros do Amor", confira outros 5 K-dramas do Amazon Prime Video. Realities coreanos também são ótimos para maratonar no Carnaval! (Divulgação / Netflix) Nem todo mundo está no clima de drama, e tudo bem. Para quem prefere algo mais leve, dinâmico e fácil de assistir, os reality shows coreanos são uma ótima pedida para o feriado. Com formatos envolventes, episódios que passam rápido e muita interação entre os participantes, eles funcionam perfeitamente para assistir sem compromisso entre um descanso e outro. Todas as indicações abaixo estão disponíveis na Netflix e variam entre romance, competição e convivência, ideais para quem quer maratonar sem precisar de muito contexto emocional ou até mesmo dar uma pausa entre os bloquinhos. Leia também: Além de Solteiros, Ilhados e Desesperados: confira TODOS os reality shows coreanos que estreiam na Netflix em 2026 Solteiros, Ilhados e Desesperados Reality de namoro que virou fenômeno global, Single’s Inferno  reúne solteiros e solteiras em uma ilha isolada, onde só é possível sair dali se formar um casal. Ao longo dos episódios, a convivência, os jogos e os encontros ajudam a revelar afinidades e muitos conflitos. O formato funciona muito bem para o Carnaval por ser leve, dinâmico e fácil de acompanhar. Dá para começar por qualquer temporada, parar e voltar sem esforço, além de render bons comentários sobre relações, escolhas e primeiras impressões. Um dos pontos mais comentados do reality é como ele foge do exagero comum do gênero. Aqui, o contato físico é mínimo, o flerte é mais contido e as tensões surgem muito mais da convivência e da leitura emocional entre os participantes, o que gerou debates intensos a cada temporada. A quinta temporada acabou de sair do forno e, com previsão de término antes do Carnaval, é uma ótima pedida para quem se interessar pelo formato. Guerra Culinária Guerra Culinária é um reality competitivo que coloca chefs profissionais e cozinheiros experientes frente a frente em desafios intensos, que vão muito além de simplesmente preparar um bom prato. Aqui, técnica, estratégia e criatividade caminham juntas sob muita pressão. Para o Carnaval, o programa funciona muito bem por ter episódios dinâmicos, provas variadas e aquele ritmo que prende fácil. Um dos diferenciais mais interessantes é justamente a forma como o programa corrige problemas comuns de realities gastronômicos, evitando julgamentos rasos ou focados apenas em espetáculo. As avaliações são mais técnicas e criteriosas, o que agradou quem já estava cansado de formatos repetitivos no gênero. Leia também: Gosta de cozinhar? Confira 7 programas gastronômicos coreanos na Netflix para ver e se inspirar Solteiros Nunca Mais Fugindo dos realities de namoro mais tradicionais, este acompanha pessoas que já passaram dos 30 anos e estão realmente interessadas em construir uma relação estável. O foco não é apenas o flerte, mas conversas honestas sobre rotina, expectativas e futuro. Justamente por ter um ritmo mais tranquilo e reflexivo, Solteiros Nunca Mais funciona muito bem para quem quer algo leve, mas menos caótico durante o feriado. Um dos pontos que mais chamou atenção foi a maturidade dos participantes. Em vez de conflitos exagerados, o reality ganhou destaque pelas conversas sinceras, pelos silêncios desconfortáveis e até pelas rejeições tratadas com respeito. A segunda temporada já está confirmada para 2026, ainda sem data específica. A Batalha dos 100 Reality de competição física que reúne cem participantes com corpos, profissões e trajetórias completamente diferentes, todos disputando quem tem o melhor condicionamento físico. As provas exigem força, resistência, estratégia e muito controle emocional. Apesar da intensidade, o programa funciona muito bem para o Carnaval por ter episódios envolventes e cheios de tensão, daqueles que fazem querer assistir só mais um. Um dos aspectos mais comentados foi a diversidade dos competidores. Atletas profissionais, militares, dublês, influenciadores e pessoas anônimas dividem o mesmo espaço, quebrando expectativas e mostrando que a força vai muito além da aparência. Seja no sofá, na cama ou naquele intervalo de descanso do feriado, essas produções mostram que o Carnaval também pode ser um ótimo momento para colocar as séries em dia. Escolha a sua próxima maratona e aproveite sem culpa. E conta pra gente: quais são seus planos para o Carnaval?

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