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Review | Yves entrou em um "LOOP" de músicas sem grande impacto em sua estreia solo

Pouco mais de um ano e meio desde que esteve no palco pela última vez com o LOONA, Yves busca novos horizontes como solista



(Divulgação/Paix Per Mil)

Yves é a peça que faltava para completar as melhores lembranças dos Orbits. Depois da estreia de Loossemble, Chuu e ARTMS, Yves realizou seu debut solo na quarta-feira (29) com o EP LOOP, composto por quatro faixas. O single LOOP marca a estreia da artista e ao mesmo tempo seu retorno aos palcos após quase dois anos.


LOOP não é a primeira experiência de Yves como solista, a artista teve uma breve promoção solo quando foi apresentada como integrante do LOONA em 2017. Com um modelo de divulgação diferenciado, a BlockBerry trabalhou em revelar as estreantes individualmente e depois dividiu as 12 integrantes em sub-units, entre elas, LOONA yyxy, a qual Yves fez parte ao lado de Chuu, Go Won e Hyeju.


O LOONA passou por um período conturbado entre 2022 e 2023 com BlockBerry, responsável pelo agenciamento. Por nove meses as integrantes lutaram contra a antiga agencia na justiça pela suspensão de seus contratos após desacordos com a posicionamento do grupo em relação ao agenciamento. Apesar da vitória judicial, as 12 membros decidiram seguir por caminhos opostos. Atualmente, Yves e Chuu são solistas, enquanto as demais se dividiram em dois grupos, ARTMS e Loossemble.



Fora da BlockBerry, Yves assinou contrato com Paix Per Mi, emprresa fundada pelo produtor MILIC, e contou com o apoio de outros agenciados da empresa no desenvolvimento de seu mini-álbum. Contornando um pouco o conceito visto em seu

antigo grupo, Yves parece ter decidido andar pela linha entre uma artista idol e alternativa, mas entregou um projeto incapaz de encontrar sua própria identidade.





LOOP tem mais baixos do que altos


Mais do que qualquer outra integrante, Yves era a que mais demonstrava força para sustentar uma posição como solista. New (2017) foi memorável e mostrou que a integrante do LOONA estava com habilidades vocais e dança refinadas, além de revelar os primeiros sinais de uma característica importante para um solista: presença. Yves desenvolveu bem nos últimos anos, mas a ousadia não a acompanhou.



O primeiro contato com a faixa-título nos leva a acreditar que se trata de algo promissor, mas não é nada além do feijão com o arroz que vemos nos últimos meses. Para os apaixonados pelos lançamentos da atual geração certamente é um prato cheio, mas para aqueles que desejam escapar um pouco desse caminho, é decepcionante. A escolha de sonoridade e estética de LOOP parece mais uma tentativa de se manter em uma zona de conforto ao analisar o que tem dado entre o público nos últimos meses. É uma estratégia inteligente, já que pode garantir uma boa receptividade, ao mesmo tempo que pode ser um tiro no pé.


No geral, LOOP é sustentado pela força de Yves como artista, mas não oferece o tanto que gostaríamos. A canção tem menos de 3 minutos, os quais a cantora divide linhas com a rapper Lil Cherry, que inclusive possui versos que entram em conflito com o restante da música. Ao juntar a participação da rapper com o refrão que não é de fato cantado, Yves tem pouco espaço para cantar. No tempo limitado que a solista tem para mostrar algo positivo da música, é possível notar que o pop dance do refrão poderia ser desenvolvido futuramente.






O álbum tem como abertura DIORAMA, a canção é um R&B elegante e que se encaixa bem na solista. A sonoridade causa uma boa primeira impressão e a atitude esperada de Yves. Ela atiça a curiosidade do ouvinte, principalmente pela atmosfera dançante e podemos imaginar como a cantora estaria em uma coreografia para essa canção. Após a b-side, as expectativas caem com LOOP pelos altos e baixos já mencionados.


A terceira faixa é Afterglow, que desenvolve bem as habilidades vocais de Yves, deixando-a em evidencia em um pop rock e altos acordes de guitarra que parecem acompanhar bem os momentos em que a voz da idol está mais alta. O EP finaliza com Goldenfish, uma ballad com uma boa harmoniza de piano e acordes de violão, capaz de criar uma atmosfera agradável, mas é tão simples que o ouvinte quase não percebe quando o álbum chega ao fim. Apenas DIORAMA e Afterglow conseguem fazer o esforço de se destacar em um projeto tão morno, mas é precipitado apontar que agregariam impacto na posição de single de estreia.


O EP é inconsistente e se mostra incapaz de seguir uma linha específica, consequentemente as quatro faixas parecerem soltas no álbum. O que poderia agregar uma versatilidade acabou não trazendo uma canção de grande relevância. Yves tem potencial como solista, mas LOOP não é a melhor escolha para quem gostaria de mostrar mais sua visão artística. No fim, mostrou pouca presença no próprio álbum, tanto em linhas no single, quanto em participação na produção.


Ouça LOOP de Yves logo abaixo:



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