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- Decisão de Partir: Conheça o novo filme de Park Chan-wook escolhido para o Oscar 2023
Produção foi exibida no Festival de Cannes 2022, e será lançado internacionalmente no mês de outubro; saiba mais de "Decision to Leave" (CJ Entertainment/Reprodução) Ao mencionar o cinema sul-coreano e o alcance de suas produções internacionalmente, é difícil não citar o diretor Park Chan-wook. Aclamado pela crítica e responsável por famosos filmes (como A Criada, Oldboy e Sede de Sangue), Chan-wook retornou aos holofotes em junho de 2022 com o longa Decisão de Partir (ou Decision to Leave em inglês) — produção que levou a estatueta de "Melhor Diretor" no Festival de Cannes, e pode concorrer ao Oscar do ano que vem. Mas você sabe qual é a história do filme? Levando em conta que Decision to Leave é um projeto de Park Chan-wook, sua relevância para o cinema coreano deste ano é inegável. Nesse sentido, apenas na Coreia do Sul, a produção atingiu mais de US$ 14 milhões e entrou para o top 10 de filmes mais rentáveis do ano lá. Continue lendo abaixo para conhecer mais sobre Decisão de Partir e descubra qual é o enredo deste ambicioso projeto: No enredo de Decision to Leave, Park Hae-il interpreta um detetive investigando um assassinato Na trama de Decisão de Partir, o ator Park Hae-il interpreta Hae-joon, um detetive de Busan que é famoso por suas boas maneiras; e sua paixão pelo trabalho também não passa despercebida. Assim que Hae-joon começa a investigar a morte de um homem numa região montanhosa, o protagonista coincidentemente (será?) conhece a misteriosa imigrante Seo-Rae: a viúva do morto, feita pela atriz chinesa Tang Wei. Nisso, o detetive transforma Seo-Rae numa das principais suspeitas do crime, pensando que ela pode ter assassinado o marido. Em contrapartida, Hae-joon também desenvolve certo interesse pela personagem, tanto em relação a sua personalidade quanto à ligação da mulher com toda a investigação. Por se tratar de um roteiro de Park Chan-wook, é possível que Decision to Leave surpreenda os espectadores na revelação de seus mistérios. Por que Seo-Rae é do jeito que é? A jovem matou o marido, ou não há ligação entre sua figura e o crime? O que Hae-joon irá descobrir? Tais dúvidas permeiam a trama, e o público deverá conferir as mais de duas horas de filme para descobrir tudo. Leia também - Uma Advogada Extraordinária vai ganhar 2ª temporada! Veja o que já sabemos De acordo com Chan-wook, a química entre Park Hae-il e Tang Wei foi um instrumento importante para a construção da história — e em sua mente, os atores eram as escolhas ideais desde a época em que o roteiro de Decision to Leave estava sendo criado. Em entrevista ao jornal The Korea Times, feita em junho deste ano, Park Chan-wook detalhou: Antes mesmo de terminar o script, eu me encontrei com Tang (Wei) e a ofereci o papel. Os traços da personalidade de Tang, que observei enquanto falava com ela, refletiram na minha reescrita do roteiro. Eu fiz a mesma coisa com Park (Hae-il). O diretor também elogiou a vontade de Tang Wei em aprender coreano, especialmente para sua presença no filme. "Ela não só tentou memorizar as falas do roteiro rapidamente. Ela realmente entendeu as nuances e significados de cada linha", diz. (MUBI/Reprodução) Diferente do longa A Criada, a tensão sexual em Decisão de Partir é minimizada para uma outra abordagem Ainda ao The Korea Times, Park Chan-wook falou que Decisão de Partir tem um plot com múltiplas camadas, na tentativa de fugir do clichê para um longa investigativo. Também segundo o cineasta, seu objetivo com o projeto foi o de fazer algo "classicamente refinado em que as emoções dos personagens são 'um redemoinho' por dentro". A história de Decision to Leave é um romance adulto que "lida com relacionamentos maduros", nas palavras de Chan-wook; e também foi decisão do diretor excluir cenas de sexo mais explícitas. "Conforme envelhecemos, torna-se cada vez mais difícil expressar nossos sentimentos devido a situações e circunstâncias diversas", explica. Depois de vencer em Cannes, Park Chan-wook pode levar Decision to Leave ao Oscar do ano que vem Como dito anteriormente, Park Chan-wook foi vitorioso no Festival de Cannes como "Melhor Diretor", levando o troféu da cerimônia para casa por Decision to Leave. O longa foi escolhido para a seleção de títulos que competiriam este ano, e o projeto estava ao lado de Broker, filme coreano do diretor japonês Hirokazu Kore-eda, na disputa. Vale ressaltar que Chan-wook já havia sido premiado em Cannes duas outras vezes: quando levou o Grand Prix por Oldboy (2003), e a estatueta de Prêmio do Júri por Sede de Sangue (2009) tempos depois. E agora, Decision to Leave terá a chance de concorrer ao Oscar 2023, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. O longa-metragem foi apontado para representar a Coreia do Sul na pré-seleção da categoria, e marca a primeira vez em que Park Chan-wook tem um projeto escolhido para disputar a entrada numa categoria da Academia. Caso consiga, Decision to Leave será o primeiro filme sul-coreano desde Parasita (em 2020) a concorrer no Oscar. Leia também - Não acaba quando termina: Conheça 8 doramas com mais de uma temporada Onde tem Decisão de Partir para assistir no Brasil? O filme está disponível no streaming hoje? Até o momento, não há informações sobre a vinda de Decisão de Partir para os cinemas brasileiros. Fora do país, o serviço de streaming MUBI detém os direitos de distribuição do filme, enquanto que a versão da plataforma no Brasil ainda não tem data para inserir o longa no catálogo. Dessa forma, basta esperar pela chegada (ou não) de Decision to Leave nas telonas daqui, ou que algum outro streaming adquira o projeto. Por enquanto, acompanhamos quais serão os próximos passos do mais novo sucesso de Park Chan-wook. Você está animado para ver o filme? Conte para nós lá nas redes sociais do Café com Kimchi!
- Hunt: Conheça o primeiro filme dirigido pelo protagonista de Round 6, Lee Jungjae
Ao lado de Jung Woosung, ator dirige, produz e co-escreve o filme de espionagem exibido nos festivais de Cannes e Toronto (Divulgação/Magnolia Pictures) Um dos maiores nomes da televisão e do cinema sul-coreano desde os anos 90, Lee Jungjae agora é diretor em seu primeiro longa-metragem, Hunt. O filme foi exibido no Festival de Cannes, em maio desse ano, e também está na seleção de Toronto, um dos maiores termômetros para definir os possíveis filmes indicados ao Oscar. Lee Jungjae fez sucesso em Round 6, ganhando alguns prêmios como SAG Awards e Critics Choice Awards, e agora também concorre à maior prêmio da televisão, o Emmy. Sua projeção internacional como ator, no entanto, não o impediu de se arriscar como cineasta em Hunt e, com isso, os fãs podem ficar tranquilos. Leia também — Decision to Leave: Conheça o novo filme de Park Chan-wook escolhido para o Oscar 2023 Em entrevista à revista Variety, Lee Jungjae fez uma afirmação importante para os amantes de seu ofício como ator: “Só porque estou fazendo o trabalho de diretor neste filme não significa que vou desistir de atuar. Eu ainda gosto de atuar e pretendo me concentrar nisso.” Inclusive, em Hunt, além de dirigir, o astro também faz parte do elenco. Se você está curioso sobre o aguardado lançamento, o Café Com Kimchi separou algumas informações sobre o filme! Qual é o enredo de Hunt? (Divulgação/Magnolia Pictures) Hunt se passa nos anos 80 e conta a história de dois agentes especiais do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia, responsáveis, de forma independente, por cumprir a mesma missão: encontrar um espião norte-coreano dentro da agência. No decorrer de suas investigações, a dupla se depara com um plano dos inimigos que consiste em assassinar o presidente da Coreia do Sul e precisam seguir todas as ordens para que tragédias maiores sejam evitadas. A trama, a princípio, seria ambientada no século XXI. Segundo Lee Jungjae, em entrevista ao site Newsweek, a nossa época atual reflete bem o cenário de Hunt, "onde acreditamos em uma verdade distorcida por notícias falsas e ensinamentos falsos e vemos muitos conflitos entre os oponentes". Ele continuou: "O que nós, que estamos em conflito, ganhamos com tudo isso? Acho que devemos reexaminar continuamente nossas crenças, então eu queria explorar isso tema neste filme." Lee Jungjae reeditou o filme após exibição em Cannes (Divulgação/Magnolia Pictures) O corte final de Hunt acabou não sendo o último. Quando o longa-metragem foi exibido em Cannes, na categoria fora de competição “Midnight Screening”, Lee Jungjae percebeu que a crítica especializada no Ocidente não entendeu o contexto histórico do filme. Por isso, os profissionais da imprensa tiveram interpretações equivocadas (ou, simplesmente, reclamaram por não compreenderem o cenário político retratado na produção). Por este motivo, Lee Jungjae divulgou à agência de notícias Yonhap, no início de agosto, que decidiu mudar algumas partes antes de exibir Hunt no Festival de Toronto e, posteriormente, nos cinemas internacionais. O ator e diretor disse que mudou algumas partes no roteiro, reinventou a abordagem para facilitar a compreensão do público estrangeiro, fez cortes e, com isso, os atores tiveram que voltar ao set para regravar as cenas modificadas. “Ao escrever o roteiro de Hunt, defini como público-alvo as gerações mais jovens na Coreia do Sul que aprendem sobre a época nos livros de história. Achei que os espectadores estrangeiros seriam os mesmos. Mas, em Cannes, cerca de 30% das críticas da mídia estrangeira reclamaram que era difícil para eles acompanhar a história, pois não conheciam a política coreana na década de 1980.” "Eu queria fazer um filme de alta intensidade, com pequenas e grandes reviravoltas no enredo se desenrolando harmoniosamente. É um filme de espionagem de ritmo acelerado, mas também tentei não tornar a história muito complicada de acompanhar. Eu simplesmente espero que o público goste de assistir”, concluiu. Vale mencionar que o corte original já estreou na Coreia do Sul no início de agosto e foi bem recepcionado pelo público nacional. Conforme a agência Yonhap relata, “desde sua exibição na Coreia, o filme recebeu elogios da mídia local por seu enredo bem-arredondado que tece a rivalidade entre os dois protagonistas com incidentes políticos coreanos aa época e o uso eficaz de sequências de ação para um filme de espionagem.” Elenco conta com antigos colegas de trabalho de Lee Jungjae (Divulgação/Festival de Cannes) Além de diretor, produtor e co-roteirista ao lado de Jo Seung Hee (More Than Friends), Lee Jungjae também é protagonista do filme e interpreta o agente Pyong Ho. A trama também é estrelada por Jung Woosung, com quem trabalhou anteriormente no filme City of the Raising Sun, lançado em 1998. Woosung, que também foi o produtor executivo do dorama O Mar da Tranquilidade, dá vida ao outro agente, Jung Do. A química da dupla data um longo tempo, assim como a produção do roteiro, que levou quatro anos para ser escrito. "Nós conversamos muito sobre trabalhar juntos novamente muito em breve. Por anos, tentamos tornar isso possível e até escrevemos um roteiro juntos, mas nunca se materializou em um filme”, disse Lee Jungjae em entrevista ao Newsweek. Leia também — Broker: Tudo sobre o filme sul-coreano premiado em Cannes com IU e atores de Parasita e Sense8 O ator contou também que demorou a entregar o projeto escrito porque estava "focando na história de fundo dos personagens”. Quanto às motivações dos dois protagonistas, ele afirmou: “Acredito que deve haver uma justificativa clara para os personagens para que eles colidam e eu esperava que esse confronto de fogo preenchesse a tela. Queria que eles se vissem um no outro, mesmo que fossem opostos conflitantes. Era importante criar um senso de unidade e solidariedade entre eles.” Além de Lee Jungjae e Jung Woosung, Hunt também é estrelado por Heo Sungtae (o jogador e gângster cruel de Round 6), Jeon Hyejin (Stranger), Jeong Mansik (Retaliação) e o ator alemão Andres Fronk, que já fez participações em Parasita, Carter e nos doramas Vincenzo e My Name.
- Garota do Século 20: O amor sobrevive à virada do século? Filme coreano da Netflix te conta!
"20th Century Girl" é o novo longa da Netflix com Kim Yoojung e Byeon Wooseok, que promete despertar diferentes emoções no público (Divulgação/Netflix) Garota do século 20 é mais uma produção da Netflix, que chegou ao catálogo na última sexta-feira (21). A comédia romântica pode passar despercebida entre aqueles que pensam que é mais uma trama adolescente colegial, mas o filme vai muito além e surpreende ao seguir por um caminho inesperado. 20th Century Girl reúne a nostalgia do final do século 20 e do primeiro amor, junto as incertezas da mudança para os anos 2000. O longa reúne um elenco conhecido entre os fãs de cinema e teledramaturgia sul-coreana. Kim Yoojung dá vida a protagonista Na Bora, a atriz tem na carreira o grande destaque Love in the Moonlight (2016), que a levou recentemente para as gravações do reality show Youth Actors Retreat. Ao seu lado, Byeon Wooseok ganhou visibilidade após interpretar Won Hae Hyo em Passarela dos Sonhos (2020), junto aos astros Park Bogum e Park Sodam. (Reprodução/Netflix) Inspirado em histórias pessoais da diretora Bang Woori, ela revelou que relatava tudo em seu diário. Isso não significa que Garota do século 20 seja baseado em fatos reais, os personagens envolvidos são apenas fictícios. O ponto utilizado pela cineasta para motiva-la a narrar sua obra são as bruscas mudanças tecnológicas de comunicação que rodeavam os últimos anos do século 20, assim como a adolescência faz com a protagonista, Bora. Leia também: Filme "Amor com Fetiche", da Netflix, surpreende expectativas e diverte Em 1999, a estudante Na Bora (Kim Yoojung) encontra seu primeiro amor, assim como sua melhor amiga Kim Yeon Du (Roh Yoon Seo). Para ajuda-la, Bora começa a vigiar um estudante do colégio que frequentam, Baek Hyunjin (Park Jung Woo), por quem a amiga está apaixonada. Para essa missão, Bora conta com a ajuda de Poong Woonho (Byeon Wooseok), amigo de Hyunjin. Porém a situação sai do controle quando os dois se apaixonam por ela. De volta ao último ano do século 20 Garota do Século 20 nos leva para dois momentos, o primeiro em 2022, com a protagonista em sua versão adulta e uma carreira estável em Seul. Até que uma encomenda chega até a casa de seus pais em sua cidade natal e interrompe a sua rotina, trazendo memórias do último ano da década de 90. A segunda parte do filme, o qual é passado a maior parte do tempo, viaja para 1999 e apresenta a jovem de 17 anos. Com um espírito livre, está sempre disposta a ajudar os outros, o que também se torna um problema, que por conta disso não consegue ser 100% sincera, sacrificando os seus desejos pelos das pessoas com quem ela se preocupa. Uma delas é sua melhor amiga, Kim Yeon Du, a adolescente sofre de problemas no coração e precisa viajar para o Estados Unidos para fazer uma cirurgia, mas se recusa a ir até ser convencida por Bora. Yeon Du está apaixonada por um menino que conheceu por acaso na loja de sua mãe. Para estimula-la a seguir com o tratamento no exterior, Bora propõe reunir informações sobre o rapaz em questão, Baek Hyunjin, para que a amiga saiba tudo sobre ele quando retornar. No meio do processo ela conhece Poong Woonho, melhor amigo de Hyunjin, de quem se aproxima quando ambos são aceitos no Clube de Rádio. Woonho concede informações para Bora sobre o amigo e ela as envia para Yeon Du por e-mail. Porém, essas interações constantes entre Bora e o amor de sua amiga faz com que ele se apaixone por ela, acreditando que o sentimento é reciproco, o que coloca a jovem em uma saia justa maior ainda. (Reprodução/Netflix) Mas nada de roubar a paixão da melhor amiga aqui, na verdade quem roubou o coração dela foi aquele que estava silenciosamente sempre ao seu lado, Woonho. Como esperado, ainda assim a situação torna-se complicada quando Yeon Du retorna e Bora é incapaz de ser totalmente sincera com ela. Leia também: 5 filmes sul-coreanos baseados em histórias reais que você precisa assistir O amor sobrevive ou ficará preso ao século 20? [spoilers] Os parágrafos a seguir contém spoilers. Caso queira ter uma experiência completa de Garota do Século 20, aconselhamos ir direto ao próximo tópico da matéria para saber as observações gerais e a nota dada a produção. (Reprodução/Netflix) Woonho, Bora e Hyunjin formam o triângulo amoroso do filme, na verdade, em teoria, mas a dinâmica de Woonho e Bora dificulta as tentativas de Hyunjin de dividir o público. Apesar que de qualquer forma, essa não pareça ser uma intenção da produção, por não mostrar tanto um desenvolvimento para o personagem e permite que o verdadeiro casal roube a cena. Desde o começo a dupla do Clube de Rádio compartilha momentos juntos e uma química indiscutível, como resultado, não tem erro e eles se apaixonam. Bora continua coletando informações sobre Hyunjin e aos poucos deixa em evidente seus sentimentos pelo outro rapaz, ela até chega a escrever um e-mail para Yeon Du para contar que alguém havia roubado seu coração, mas nunca o envia. O primeiro grande plot twist do filme acontece quando Yeon Du retorna para a Coreia do Sul e as duas descobrem que Bora estava observando o estudante errado esse tempo todo. Quem apareceu na loja no dia em questões foi Woonho, mas como ele usava o uniforme com o nome de Baek Hyunjin ela acreditou que esse era seu verdadeiro nome. Mais uma vez se sacrificando em favor dos outros, Bora não consegue revelar a verdade e decide se afastar de Woonho. Provando que a falta de comunicação é um dos maiores inimigos de qualquer relação, Bora deixa caminho livre para Yeon Du se aproximar do seu amor, ao mesmo tempo que sofre com a decisão e também faz com que Woonho sinta o mesmo. Os momentos felizes que a dupla compartilha durante metade do filme é interrompido por conflitos e sentimentos confusos, a situação piora quando ele revela que irá voltar para a Nova Zelândia para morar com a mãe e o irmão. Em meio a essa descoberta, Bora ainda precisa lidar com a reação de Yeon Du ao descobrir toda a verdade. Apesar de uma breve discussão, a amizade prevalece e a amiga é a responsável por ajudar com que a personagem de Kim Yoojung não deixe seu grande amor partir sem um adeus adequado. O último encontro do casal é emocionante e pela primeira vez Bora consegue ser totalmente sincera. A sequência é de partir o coração e os atores conseguem transmitir uma forte carga de emoção na despedida. Mas esse ainda não seria o fim para eles, Woonho promete voltar e o contato entre eles foi mantido. Ambos mantinham a esperança de um reencontro, até que um dia ele sumiu sem explicações. Bora tentou encontrá-lo, sem sucesso, e enfrentou dificuldades para seguir em frente, mostrando os desafios em superar um grande amor. Quando Bora, já adulta, retorna a sua cidade natal para ajudar os pais na mudança de residência, ela decide descobrir o que estava por trás da misteriosa encomenda que havia recebido. O pacote acompanhava uma fita cassete e um convite para um exposição. No local, ela é surpreendida por imagens familiares e aquele momento leve o publico acreditar que o reencontro finalmente aconteceria, até que todos são surpreendidos pelo real motivo do sumiço de Woonho: ele havia morrido. (Reprodução/Netflix) Detalhes são revelados a ela através do irmão mais novo do antigo colega de classe, Joseph (Ong Seongwu). Ao retornar para casa ela assiste o conteúdo da fita cassete e descobre memórias gravadas por ele e uma mensagem final emocionante. Bom, de certa forma o amor sobreviveu a virada do século e nos anos seguintes até 2022, Bora nunca conseguiu esquecer Woonho. Infelizmente, ela só conseguiu conhecer o Garoto do século 20, assim como ele nunca conseguiu ver a Garota do século 21, como gostariam. Leia também: Choro livre: 6 doramas para desidratar de chorar na Netflix Muito além de um clichê adolescente Garota do Século 20 foge do que muitos esperam de mais um filme sobre adolescentes que vivem um amor no ensino médio. A primeiro momento não é uma produção que apenas pela sinopse chame atenção, e nos primeiros minutos parece mais uma comédia romântica de que estamos acostumados e, de certa forma previsível: um triângulo amoroso, dois amigos disputando a atenção da mesma garota, o abalo da amizade das meninas e a descoberta dos sentimentos de Baek Hyunjin por Bora. (Reprodução/Netflix) De certa forma, quem aguarda por esses acontecimentos está certo. Porém, a trama não segue uma linha tênue, com a superação dessas desavenças e um simples final feliz. Na verdade, o filme é firme em levar o público das risadas as lágrimas, ainda surpreendendo com dois grandes plot twists, que mudam o olhar do espectador em relação a história. O equilíbrio entre cenas divertidas e dramáticas são os pontos fortes da trama. A primeiro momento, o público acredita que irá dar mais risadas e os momentos de dificuldades do personagens serão breves para prevalecer a comédia romântica que o filme promete. (Reprodução/Netflix) Esse balanceamento se estende também para a complexidade da protagonista. Bora é sempre gentil e tem momentos divertidos em suas tentativas atrapalhadas de fazer o certo. Mas também tem a sua necessidade de se sacrificar em favor dos outros e não saber se priorizar até os momentos finais. No geral, Garota do século 20 é um filme que merece destaque, ele trás dois protagonistas com uma ótima química e cenas que fazem o público querer estar apaixonado e se empolgar com o processo de aproximação do casal. É um filme que sabe arrancar boas risadas, mas também verdadeira lágrimas. Ele soube mostrar a beleza e nostalgia do século 20, a ansiedade e expectativas das pessoas para a virada de ano e a força de um grande amor. Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, tá tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!
- Além de Garota do Século 20: Filmes parecidos com a produção da Netflix
Para os apaixonados por 20th Century Girl que anseiam por obras similares, outras produções podem preencher o vazio deixado pelo fim do filme Reprodução/Netflix Garota do Século 20, ou 20th Century Girl, é o novo filme da Netflix estrelado por Kim Yoojung de Love in the Moonlight (2016) e Byeon Wooseok de Passarela dos Sonhos (2020). A produção resgata a nostalgia do final dos anos 90 de forma divertida e dramática. Na trama, a estudante Bora decide descobrir informações para sua melhor amiga com ajuda de Poong Woonho, mas logo se vê no meio de um triângulo amoroso e com sua amizade correndo riscos. O enredo desperta diferentes emoções no público, indo além de apenas uma história colegial. O filme aborda o primeiro amor, os dilemas da adolescência e também as incertezas da virada do século, as mudanças que acompanham o novo milênio e desafios inevitáveis. A comédia romântica consegue encontrar o equilíbrio certo naquilo que propõe e surpreende o público com plot twists. Leia também: 5 filmes sul-coreanos baseados em histórias reais que você precisa assistir 20th Century Girl chegou ao catálogo do streaming na última sexta-feira (21), mas já conquistou o publico. Para os apaixonados pela produção e desejam consumir mais conteúdos parecidos, o Café com Kimchi separou seis filmes similares com Garota do Século 20, confira: Tune in for Love (2019) Em 1994, Mi Soo (Kim Go Eun, atriz de Goblin) conhece Hyun Woo (Jung Hae In, ator de Snowdrop), que acaba de sair de um centro de detenção juvenil. Os dois se conhecem em uma padaria, administrada por Mi Soo e sua irmã mais velha, e logo Hyun-Woo começa a trabalhar meio período na padaria. Apesar de, inicialmente, sentir medo do jovem, Mi Soo começa a se aproximar, e os dois começam a desenvolver sentimentos um pelo outro. Mas a relação não será tão simples, pois Hyun Woo ainda guarda um segredo: a pesada culpa por um incidente fatal que ocorreu em seu passado. Quando os amigos de Hyun Woo aparecem na padaria, Mi Soo acredita que ele não voltará. O relacionamento deles não termina aí e eles se cruzam várias vezes, lutando contra o tempo e as oportunidades que parecem querer separá-los. Leia também: Dia dos namorados: Filmes coreanos de romance para ver agarradinho com seu amor Twenty (2015) Amigos desde o ensino médio, Chi Ho (Kim Woo Bin), Dong Woo (Lee Joon Ho) e Gyung Jae (Kang Ha Neul) possuem agora 20 anos e encaram os desafios da passagem avassaladora para vida adulta, com as responsabilidades, empregos e relacionamentos. Chi Ho namora So Min (Jung So Min), mas fidelidade não é o seu forte. Um acidente faz com que ele passe um tempo com a atriz Eun Hye (Jung Joo Yeon). O sonho de Dong Woo é trabalhar como quadrinista, mas pelas dificuldades financeiras precisa equilibrar vários empregos de meio período. Gyung Jae está no primeiro ano de faculdade e espera conseguir uma grande emprego, e, nesse meio tempo, ele conhece Jin Joo (Min Hyo Rin) e se apaixona. Drama Stage: Anthology (2018) Assim como 20th Century Girl, Athology mostra a volta ao passado e divide-se em duas partes: uma com a protagonista em sua vida atual como adulta e outra com suas memórias da adolescência. Quando So Yi (Shin Eun Soo) decide visitar a casa dos seus avós, ela encontra uma antologia que produziu há 16 anos. So Yi relembra os momentos da juventude na escola, seus dias na casa dos avós, as dificuldades com os pais e a amizade com Jin Hyun. O filme trata de assuntos sensíveis e conseguirá facilmente despertar muitas emoções no público. Pure Love (2016) Seguindo pelo caminho de relembrar o passado caloroso, em 2014, Beom Sil (Doh Kyungsoo) é um DJ de rádio, que recebe uma carta de 23 anos atrás de seu primeiro amor. O presente faz com que ele relembre da sua adolescência, quando cinco amigos passaram o verão juntos em 1991. Na época, Beom Sil era tímido e apaixonado por Soo Ok (Kim Sohyun de School 2015), que sofre de uma lesão na perna que a impede de andar corretamente, então ela sempre é carregada por seu amigo e ele fará de tudo para realizar os sonhos dela. Cheese in the trap (2018) Hong Seol (Oh Yeon Seo) é uma estudante universitário que trabalha em empregos de meio período para pagar suas mensalidades e despesas. Yoo Jung (Park Hae Jin) está em seu último ano na mesma universidade, mas ele vem de uma família rica. Apesar de ser uma pessoa gentil, Hong Seol não se sente confortável com ele, até que Yoo Jung revela que quer ter um encontro com ela. Leia também: Retiro de Jovens Atores: Conheça o reality show coreano do Viki com astros de doramas Virgin Snow (2004) Ao se mudar para o Japão com o pai, Min (Lee Joon Gi) conhece uma garota japonesa chamada Nanae (Aoi Miyazaki) e se apaixona por ela. Logo, ele descobre que foi transferido para a mesma escola do seu novo amor. Apesar das barreiras culturais, os dois se tornam amigos rapidamente e compartilham momentos juntos. Quando a avó de Min adoece, ele precisa voltar para a Coreia do Sul, mas não consegue entrar em contato com Nanae. O jovem retorna ao Japão quando a situação melhora, mas não encontra Nanae, deixando-o na dúvida sobre o motivo que a fez sumir sem dizer nada. Já assistiu algum dos filmes da lista? Conta para a gente em nosso Instagram e Twitter.
- Filme "Stargazer: ASTROSCOPE" coloca fãs do ASTRO em contato com muito amor e saudade
Concerto com documentário foi exibido nos cinemas do Brasil nos dias 27 e 30 de outubro; confira nossas impressões sobre a produção (Fantagio/Divulgação) O concerto STARGAZER: ASTROSCOPE é o primeiro filme do boygroup ASTRO, que chegou às salas de cinema do Brasil, pela Cinemark, no fim de outubro. O longa, com quase duas horas de duração, além de ser um show do grupo também é um documentário de cenas inéditas dos integrantes; com entrevistas e uma visita sincera e inédita aos bastidores. Com relatos da sala de ensaio e o que acontece por trás das câmeras, Stargazer: ASTROSCOPE também mostra o suor e a dedicação do ASTRO nos preparativos de seus concertos, que aconteceram no início de 2022, em meio a suas agendas lotadas e promoções individuais. Todos esses elementos deram para as fãs do grupo (AROHA) um presente inesquecível que mescla saudade, amor e diversão. Leia também: Omega X declara vontade de vir ao Brasil e revela expectativas para o futuro (Entrevista) Músicas como ONE, Moonwalk e MY ZONE estão na abertura do doc, ao que o ASTRO se encontra com seus fãs em seu primeiro show único em mais de três anos. No entanto, por trás da cortina, entrevistas revelam que o período de preparação de ASTROSCOPE teve preocupações e altas expectativas, boas e ruins. O grupo, formado por seis membros (MJ, JinJin, Moonbin, Rocky, Sanha e Cha Eunwoo) estava se despedindo do integrante mais velho, que se preparava para o alistamento militar obrigatório na época. Assim, todas as coreografias do boygroup foram refeitas para cinco pessoas, e tudo isso em pouco tempo; e as entrevistas presentes no filme denotam a saudade que os cantora têm da formação completa. Uma tarefa que, a primeiro momento, poderia ser apenas técnica, se mostrou como um momento de aprendizagem ao ASTRO: a formação original criou raízes de fraternidade e firme aliança no grupo. Apesar da ida ao exército em 2022, MJ pôde dar as caras em Stargazer: ASTROSCOPE Um dos destaques do filme, inclusive, foi a aparição de MJ. Seu alistamento no exército aconteceu em maio deste ano, em meio às gravações de Stargazer: ASTROSCOPE, e o cantor teve a oportunidade de se despedir temporariamente dos demais. MJ não pôde participar do show, mas esteve nas entrevistas com muito carisma. Dessa forma, foi possível matar a saudade do "happy virus" do ASTRO. As imagens editadas e apresentados no filme foram registradas nos dias 28 e 29 de maio, quando ocorreram as apresentações do grupo em Seul. Acompanhar os trabalhos conjuntos e individuais dos meninos foi uma possibilidade com a produção. O concerto, composto por um espectro de performance, cria uma atmosfera intimista e entusiasmada feita especialmente para os AROHA; e o ASTRO é cheio de energia. Leia também - The Rose: Saiba tudo sobre a banda de K-pop que virá ao Brasil em dezembro (Fantagio/Reprodução) Os fãs tiveram a oportunidade de curtir músicas de units do grupo, como WHO de Moonbin & Sanha, e Just Breath de Jinjin & Rocky. Além da grande surpresa de Eun-woo, que apareceu no setlist interpretando o solo de trote do MJ, Get Set Yo. No final de Stargazer, os membros puderam também deixar mensagens para o futuro: quem será o ASTRO daqui dez anos? As falas dos integrantes vieram carregadas de esperança, expectativas e felicidade pelo que conquistaram até hoje, desde o debut em 2016. O ASTRO entra para a lista de atos do K-Pop que têm feito filmes de seus concertos mais recentes, para serem exibidos nas telonas. Nomes como BTS, Seventeen, Super Junior e EXO aderiram ao formato. A iniciativa é uma ótima oportunidade para os fãs sentirem a experiência de um show; e a ideia está começando a pegar nos cinemas do Brasil. Esperamos que, no futuro, mais sessões em solo nacional tenham legendas totalmente em português.
- Super Show 9 no Brasil: Ingressos, preços e tudo sobre o concerto do Super Junior em 2023
Após dez anos desde a vinda de Super Junior ao Brasil, o grupo da SM retorna com a turnê Super Show 9: ROAD (Reprodução/SM Entertainment) Nosso aguardado 2023 nem chegou ainda, mas já virou clichê dizer que “será o ano do K-pop no Brasil”. Isso porque, a cada semana que passa, uma nova atração é anunciada aqui em nosso país. Já temos confirmações como NCT 127 e ONEUS no primeiro semestre do ano e, agora, mais um show foi revelado ao público. Estamos falando de Super Junior. Um dos grupos mais antigos da SM Entertainment, os conhecidos como Reis da Hallyu farão um show único em São Paulo, no dia 9 de fevereiro, no Espaço Unimed. O concerto faz parte da turnê “Super Show 9: ROAD” e o preço dos ingressos variam entre R$195 e R$1000. Confira todos os detalhes abaixo! O que você precisa saber sobre o “Super Show 9: ROAD”? (Reprodução/SM Entertainment) Após dez anos desde a primeira e última vez que Super Junior esteve no Brasil (anteriormente com a Super Show 5), o grupo retorna com a turnê Super Show 9: ROAD, intitulada com base no 11º álbum do grupo, The Road: Keep on Going Vol.1 e a recente continuação dele, Celebration Vol.2. As primeiras datas da turnê foram anunciadas a partir de 15 de julho deste ano, em Seoul, apenas três dias após o lançamento de The Road: Keep on Going. Desde então, Super Junior fez shows na Tailândia, China, Malásia, Indonésia e Filipinas. Agora, chegou o momento do Brasil recebê-los. Em seus concertos anteriores, a Super Show 9 contou com uma setlist repleta de hits como Mamacita, Sorry, Sorry, Mr. Simple e Devil, além de canções mais recentes como My Wish, House Party e Don’t Wait. A turnê também teve apresentações solos de Kyuhyun, Ryeowook e Yesung, e performances das sub-units K.R.Y e D&E, formada por Donghae e Eunhyuk. Em outros países, o show teve a duração de cerca de duas horas e meia. Ingressos e preços do Super Show 9 no Brasil As vendas para o show único do Super Junior no Brasil vão acontecer no site da Eventim, começando a partir do dia 22 de dezembro, às 11h da manhã no horário de Brasília. Há duas coisas que os fãs precisam saber antes de comprar os ingressos. Em primeiro lugar, os preços que serão mencionados abaixo estão sujeitos à taxa de conveniência do site — exceto se a operação for feita na bilheteria do Espaço Unimed. Outro detalhe importante é relacionado ao combo “Pista Platinum + Pacote VIP”, que terá um preço único, sem a possibilidade de pagar meia. O fã que comprar esta modalidade de ingresso terá direito a um ingresso na pista mais próxima do palco, entrada especial, pôster e card exclusivos e walk-by no final do show. Para quem não conhece este último benefício, ele significa que você passará por um caminho em que é possível dar um tchauzinho para os integrantes do Super Junior antes de ir embora. Agora, sim, vamos aos preços! Pista Platinum + Pacote VIP: R$ 1.000 (preço único) Pista Platinum: R$ 900 (inteira) | R$ 450 (meia estudante, professor, PCD e idoso) Pista: R$ 450 (inteira) | R$ 225 (meia estudante, professor, PCD e idoso) Mezanino: R$ 790 (inteira) | R$ 395 (meia estudante, professor, PCD e idoso) Serviço — Super Show 9: ROAD Data: 09 de fevereiro (quinta-feira) Local: Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP) Horário: 20h | Abertura da Casa: 18h Classificação etária: 14 anos. Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou do responsável legal Vendas online: Eventim
- MCND no Brasil: Tudo o que rolou no show do grupo de K-pop em São Paulo
Quinteto da TOP MEDIA fez o primeiro show no país no dia 13 de agosto; confira os principais momentos do dia (Reprodução / Café Com Kimchi) MCND é um grupo da empresa TOP MEDIA (responsável por nomes como Teen Top, 100% e UP10TION), que debutou no início de 2020. No sábado do dia 13, o quinteto sul-coreano formado por CASTLE J, BIC, Minjae, Huijun e Win deu inicio à 1st MCND Brazil Tour 2022 em São Paulo, no Carioca Club; e o Café com Kimchi pôde conferir tudo que rolou por lá! O MCND passou pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e encerra a turnê brasileira em Porto Alegre. Veja abaixo o que aconteceu no show do boygroup em São Paulo, e os principais momentos da noite: Leia também - DPR no Brasil: Saiba mais sobre o show da "The Regime World Tour", que acontece em outubro Como foi o concerto do grupo MCND no Carioca Club, que abriu a tour no Brasil Antes mesmo do show começar, os fãs já estavam muito empolgados e aguardavam ansiosamente. O grupo iniciou a noite com #MOOD, seu trabalho mais recente, seguido pelas músicas MOVIN', TOP GANG, REASON e BUMPIN'; apresentando todas as canções com muita energia. Em seguida, para alegria da galera, os meninos se apresentaram falando "Olá, somos o MCND!" em português mesmo, e fizeram a primeira interação com a plateia. (Reprodução / Café Com Kimchi) Como o MCND debutou no começo de 2020, os membros disseram que não puderam vir antes por causa da pandemia do COVID-19, que as 26 horas de viagem foram longas e cansativas; mas os GEMs brasileiros (nome dado aos fãs do boygroup) os energizaram num momento tão especial para eles. Pouco antes da primeira pausa para troca de figurino, O MCND anunciou que tinham um presente especial para o público do Brasil. Mostrando que dominam o português, eles apresentaram um cover da música "Brisa", da cantora IZA, e pediram para os fãs cantarem junto, fazendo uma apresentação linda! Enquanto os cantores trocavam de figurino, foi exibido um VCR dos integrantes fazendo um jogo em que eles tinham que adivinhar qual música de K-Pop tocava. No retorno ao palco, o MCND perguntou se a plateia também conhecia todas as músicas tocadas no vídeo - e a resposta da galera, que dominava o repertório, foi "sim". Os vencedores do jogo mostrado no VCR, Huijun e Minjae, fizeram uma performance especial logo em seguida. Show do MCND foi repleto de carinho e interações com os fãs, além de muito carisma O MCND seguiu com as apresentações, e depois de performarem as músicas BEAUTIFUL e CAT WALTZ, cada membro fez um discurso carinhoso para os fãs em português. Nisso, os garotos disseram que estavam adorando a energia da plateia, e que estavam coletando boas lembranças durante o concerto. O grupo reforçou o quanto cada um queria ver os fãs brasileiros, e pediram para que os GEMS se cuidem e sejam felizes. Uns fofos! (Reprodução / Café Com Kimchi) Durante a faixa Back To You, os fãs ainda fizeram um projeto especial, no qual foram erguidos balões com a lanterna do celular na luz amarela. (Reprodução / Café Com Kimchi) E a bandeira do Brasil não poderia ficar de fora: Castle J disse que o MCND não perde para ninguém no quesito energia, e brincou que ficou um pouco chateado, pois desta vez os meninos perderam para os fãs nacionais. Huijun falou que estava feliz por começar a tour pelo Brasil, e que o fandom brasileiro grita bastante (somos contagiantes demais!). O integrante Win revelou pensar que o quinteto poderia ter poucos fãs fora do Coreia, justamente pelo fato do Brasil ser muito longe. Apesar disso, ele estava emocionado com a recepção da noite, e terminou sua fala com um coração e um "te amo". O MCND seguiu com o momento da foto com a plateia, e mais uma vez a bandeira do Brasil fez sua aparição especial. Rolou até um coro de "MCND, eu te amo". (Reprodução / Café Com Kimchi) A apresentação teve sequência com as performances incríveis de nanana, Ice Age e H.B.C, que tiraram o público do chão! E depois houve uma performance especial da versão em inglês de W.A.T.1. (Reprodução / Café Com Kimchi) Mesmo no final do show, o MCND não deixou a energia e empolgação diminuir, encerrando a noite com a apresentação perfeita de CRUSH. Após se despedirem dizendo "obrigado!" e "eu te amo, Brasil", foram exibidas no telão algumas mensagens dos membros dizendo que se divertiram, agradecendo pela noite. O grupo fez a uma promessa de retornar no ano seguinte, deixando os fãs pedindo por mais; e o Carioca Club foi tomado pelo coro de "MCND, EU TE AMO". (Reprodução / Café Com Kimchi) Durante o show, os cinco membros do MCND interagiram com os GEMs em coreano, inglês e português, mostrando seu esforço nas conversas com o público. Apesar da barreira linguística em alguns momentos, os meninos se comunicaram através da música e dos gritos empolgados. Dessa maneira, as duas horas de concerto foram cheias de energia e empolgação (tanto dos fãs, quanto do MCND). (Reprodução / Café Com Kimchi) Gostou da cobertura? Continue acompanhando o Café nas redes sociais para mais eventos como esse. Leia também: NewJeans é o momento: Grupo da HYBE acumula conquistas e é apontado como promessa do K-pop
- Qual é o futuro dos BLs coreanos? Central Boys Love comenta sobre produções para 2022
Administradores falaram sobre o aumento dos lançamentos, a receptividade dos projetos e o mercado de Boys Love coreanos (Central Boys Love/W Story/Reprodução) Mais do que nunca, o mercado audiovisual e o consumo de produções BL (da sigla em inglês Boys Love) tem crescido significativamente nos últimos anos. Nisso, seriados, webséries e curtas-metragens do leste asiático (como os já conhecidos títulos da Tailândia) estão cada vez mais famosos e recebendo apoio do público ocidental. Agora, é a Coreia do Sul que tem, de certa forma, intensificado o desenvolvimento dos projetos. Mas qual é o objetivo, no que diz respeito a audiência e ao mercado que consumirá os títulos? O que os estúdios sul-coreanos estão buscando com os BLs, e o que foi visto pelos produtores que irá colaborar com a popularidade dos boys love do país? Com estes e outros questionamentos em mente, o Café com Kimchi consultou a página Central Boys Love para ajudar a sanar as dúvidas. Criada em 2018, a Central é uma das mais conhecidas páginas sobre BLs nas redes sociais, e que diariamente atualiza o público com notícias do gênero. O coletivo ajudou a fomentar a comunidade que acompanha os Boys Love, e no Twitter por exemplo, acumula mais de 50 mil seguidores. Dessa forma, continue lendo abaixo para descobrir quais foram as respostas da Central Boys Love para algumas das nossas perguntas. Quais são os BLs mais esperados de 2022? O mercado sul-coreano das produções está crescendo até que ponto? Haverá uma progressão neste cenário? Confira tudo a seguir: Entrevista com a Central Boys Love sobre o mercado de BLs da Coreia do Sul Café com Kimchi: antes de tudo, nos contem um pouco a respeito da Central Boys Love. Quais eram os objetivos principais dos administradores na época da criação? O que os motivou a abrir um espaço nas redes sociais, para reunir conteúdos relacionados a BLs, e como foi a receptividade no começo? Central Boys Love: A ideia surgiu em 2018, quando carecia de páginas que cobrissem exclusivamente o BL live action, e que na época era um nicho bem pequeno do Twitter. O fundador na época, junto a uma amiga, começou a cobrir os lançamentos do período e a recepção foi boa. Não havia grandes contas e todo mundo meio que interagia no começo; não tinha muita briga de ego, tão comum em redes sociais. Dentre os conteúdos que são publicados e noticiados, quais são os mais populares? BLs de quais países recebem maior atenção entre os posts de vocês? Tailândia e Coreia do Sul atraem mais cliques, sem dúvidas. A Tailândia, por ter uma indústria BL de fato: eles (as produtoras dos seriados Boys Love) pegaram o sistema idol do k-pop/j-pop e misturaram com as novels BL do país. E os atores (com os casais que eles formam) se tornam um produto tão ou mais importante que as séries. Por oferecerem muito conteúdo (músicas, performances, varieties), o público acaba ficando fiel a determinados casais de atores. Já a Coreia do Sul é uma indústria recente e bem pequena dentro do país, mas que atrai muita atenção internacional. Pelo estilo de série, das narrativas e de estética já ser conhecido por parte dos jovens (seja através do k-pop, dos doramas, e a tal "onda hallyu") tais fatores acabam por atrair a atenção. Mas como durante/após a série não há o costume de “pós-venda” da Tailândia, acaba que esse calor esfria. Quando idols de grupos de k-pop estrelam (os BLs), também há uma recepção mais intensa. A respeito das produções sul-coreanas, por que vocês acham que o mercado está aquecido para 2022? Será possível ver vários títulos sendo lançados neste ano? A indústria coreana era, antes de 2020, limitada a curtas independentes de produtores gays, que geralmente não tem aquele tom “mágico” de BLs. Porém, inspirada pelo caso de Ossan’s Love no Japão (onde esse especial fez tanto sucesso que acabou desbravando, e criando caminho para diversas adaptações live action no próprio país), a produtora Energedic Company, em parceria com a W Story, fez Where Your Eyes Linger. O financiamento foi um problema, mas a recepção no sudeste asiático e no Japão foi excelente. O BL coreano até hoje tem essa característica: ele é feito pro exterior. Com resultados positivos até domesticamente, com To My Star e outros, várias companhias começaram a investir. Já teve companhia de jogo, editora de livro e plataforma que publica manhwas entrando nos live actions. E pelo formato curto que é usado, eles acabam produzindo em quantidade diversas histórias pequenas. Cada dia mais pequenas companhias e algumas médias tem se interessado em produzir. Teremos bastante BLs neste ano. Até agora (data do dia 13/01, quando foi feita a entrevista), já temos quatro títulos para fevereiro, algo inédito. Mas ainda falta furar a bolha no mercado doméstico. Nenhuma companhia investiu nisso até hoje. Na opinião dos ADMs, quais seriam os motivos para a Coreia do Sul investir mais em produções do gênero? Em nossas conversas com produtores de lá, há motivos variados. Tem os que gostam da demografia e querem contar essas histórias, e há empresas que usam do drama como forma de divulgar a novel/BL game na qual o projeto foi baseado. No fim, eles almejam tornar rentável essas séries. Quando cai nos gostos de alguma audiência, até mídia física é lançada. Apesar disso, acham que as produções sul-coreanas ainda precisam avançar e/ou mudar em algum aspecto? Em qual? Quais são as principais diferenças entre os BLs da Coreia do Sul, para os da Tailândia, por exemplo, e de outras nacionalidades? O BL coreano é um produto de exportação. Isso traz consigo suas vantagens e desvantagens. De bom, temos que a pressão dos costumes é menor, afinal esses conteúdos não são exibidos na TV e não são alvo de grupos contrários (o que é muito comum para mídia LGBTQ+ na Coreia do Sul). O ônus é que o investimento é consideravelmente menor. Por ser uma mídia queer vendida para meninas jovens lá, há preconceito sobre financiar ou adentrar nela. Obviamente isso ocorre em todos os países, mas parece ser mais fechado na Coreia se comparado a Japão, Taiwan ou Tailândia. E a principal diferença, sem dúvidas, é a duração. O formato de web-drama de episódios curtíssimos (às vezes, com menos de 10 minutos) é típico da Coreia. Nos outros países, a menos que seja um projeto pro TikTok, os episódios são de no mínimo 20 minutos. Isso ocorre pois a maioria dos BLs coreanos são, na verdade, filmes fatiados e lançados como série. Ainda, a maior parte das histórias são de roteiro original, sendo poucas adaptações até hoje, mas isso parece que está mudando. Para a Coreia avançar em termos de duração, é necessário investimento de empresas grandes, que até agora têm se mostrado tímidas quanto a isso (apesar de empresas como a KBS já terem tido envolvimento com BLs coreanos). Diversidade de temas e abordagens já há, mas há um foco excessivo em visuais e histórias descomplicadas devido ao curtíssimo tempo disponível. Há algum título entre os BLs coreanos que o público está com mais expectativas para ver em 2022, de acordo com o que vocês já notaram na página? As adaptações de Cherry Blossoms After Winter e Semantic Error, sem dúvidas. Como são novels/manhwas já populares, a ansiedade da audiência pros live actions é grande. (W Story/Bamwoo/Reprodução) A Central Boys Love considera que o número atual de produções na Coreia irá aumentar, manter-se assim ou será apenas algo de momento? A tendência tem sido de aumento. No último trimestre, houve uma quantidade significativa de séries que iniciaram suas produções. Muitas delas ficamos sabendo pelo classificado de vagas para equipe. Com a popularidade estável no exterior, a tendência é que mais companhias se aventurem nisso. E na visão dos ADMs, vocês acreditam que a Coreia do Sul está mais aberta para receber estes produtos no país, em formato audiovisual, além dos já conhecidos manhwas? A questão não é nem se a audiência doméstica quer ver adaptações do seus manhwas, mas sim que há receio das mídias mais tradicionais em distribuir as séries. Enquanto muitos manhwas e novels são autopublicadas pelas autoras em sites específicos para essa audiência, as séries, por moverem mais gente, se tornam mais interessantes financeiramente se distribuídas em mídias maiores. Mas há uma resistência em relação a isso. As companhias passaram a lançar as séries num app específico para BL live action, o Heavenly, mas a audiência principal continua sendo dos estrangeiros. Nos surpreende no caso, de empresas internacionais que investem em conteúdo coreano (como a Netflix), não terem ainda patrocinado um BL. Mas tem ocorrido progresso sim na inserção de tramas na grande mídia, a passos de tartaruga; mas tem. Para conhecer mais sobre o trabalho da Central Boys Love, acesse o site aqui.
- D.P. Dog Day: O quão realista é o dorama? Ex-soldados coreanos têm opiniões divididas
O K-drama da Netflix estrelado por Jung Haein ganhou muita atenção na Coreia do Sul por relatar abuso de poder e tratamento severo no exército (Reprodução/Netflix) D.P. Dog Day foi um dos grandes sucessos de 2021 na Netflix e chamou atenção ao mostrar uma realidade do exército coreano que a audiência ocidental provavelmente não conhecia o suficiente. Mas até onde a história reflete a vida real dos homens que se alistam no serviço militar na Coreia do Sul? Estrelado por Koo Kyohwan e Jung Haein, protagonista de Snowdrop, o dorama acompanha An Junho, um rapaz de origem humilde que trabalha com entregas em restaurantes para guardar dinheiro e sustentar a família enquanto estiver fora, como soldado, por dois anos. Quando chega seu momento de se alistar no exército, tem dificuldades em se adaptar ao ambiente, aos chefes rígidos e aos colegas de serviço. Embora tente seguir e cumprir ordens até o fim de seu período de alistamento, An Junho se torna um dos alvos de bullying em sua base — situação comum e degradante no local, cuja ocorrência é ignorada pelos superiores. Ao reagir a uma provocação causada por um “valentão”, sua estabilidade é afetada, mas um coronel percebe suas boas habilidades em desvendar pistas e o coloca para ir atrás de desertores e trazê-los de volta ao exército. "D.P Dog Day traz um enredo sobre encontrar um desertor mas, ao mesmo tempo, é uma história paradoxal de procurar o infeliz filho, irmão ou amor de alguém", pontuou o diretor Han Junhee, na época do lançamento do k-drama. Ao assistir o dorama, descobrimos que as razões para que os homens fujam do serviço militar são inúmeros: desde depressão até dificuldades financeiras. Durante os seis episódios da primeira temporada de D.P. Dog Day, o público é confrontado com questionamentos morais e se depara com as consequências do bullying e da exigência da masculinidade em um ambiente majoritariamente ocupado por homens. Para entender o quão realista e literal é o enredo de D.P. Dog Day — que já teve a segunda temporada confirmada pela Netflix — o Café Com Kimchi conversou com diversos homens coreanos, entre 20 e 40 anos de idade, que se alistaram no exército em diferentes períodos. Contando sobre seus medos e o modo em que o serviço militar afetou suas vidas por dois anos, os rapazes entrevistados foram além da ficção, desmitificando conceitos e revelando o que mais nos interessa: as experiências da vida real. Hierarquia e superiores que intimidam (Reprodução/Netflix) Há pouco ou nenhum sistema que funcione sem hierarquia, isso é um fato. Para que uma organização funcione, cada um deve ter sua função delimitada e, em uma dessas, há um grupo responsável por fazer com que todos cumpram com suas responsabilidades. No exército, uma das instituições mais tradicionais em diversos países, não seria diferente. Mas qual é o limite para que as pessoas com o poder nas mãos não se tornem um fardo para os subordinados? Para Kim Minseok, de 26 anos, há certa hipocrisia na estrutura dentro do exército. Afinal, apesar da importância da hierarquia, não há como respeitar genuinamente alguém que você não conhece. De acordo com o ex-soldado, haviam chefes que passavam dos limites para justificar suas posições e se tornaram um incômodo para outros recrutas de sua base. "No meu caso, houve muito atrito com meu chefe. Ele executava muitas ações que não eram compreendidas no nosso senso comum em nome de sua missão. Quando penso no comandante da nossa companhia, ele era tão ganancioso pelo poder que causou um trauma generalizado.” “Somos pessoas com culturas, rotinas e emoções antes de sermos convocados para o exército.” Em parte de seus 21 meses de estadia no exército, Minseok trabalhava com a remoção de minas e terras danificadas próximo à fronteira com a Coreia do Norte. O ex-soldado afirmou que o relacionamento com seus colegas do exército era difícil, mas não chegava nem perto das situações ocorridas no drama D.P. Dog Day. "A relação de classe nas forças armadas é realmente a pior. É uma contradição colocar soldados recrutados, que não têm nenhuma conexão, em um só lugar e forçar camaradagem. Mas atos e hierarquias duras como em D.P. Dog Day desapareceram muito devido à inovação da vida militar quando fui um recruta. Não era tão severo." E, de fato, há um movimento para que tais comportamentos nocivos sejam removidos da rotina militar. Semanas antes do lançamento da série coreana, o Ministério de Defesa da Coreia do Sul afirmou à agência de notícias Reuteurs que estão preparando medidas para acabar com o abuso de poder e tratamentos severos. Além disso, também planejam paralisar o sistema que obriga soldados a procurarem por desertores do exército — a mudança entrará em vigor em julho de 2022. A Coreia do Sul mantém um efetivo militar de 550.000 homens, com 2,7 milhões de soldados em reservas, em meio a décadas de tensões com a Coreia do Norte. Todos os homens devem servir por até 21 meses, dependendo do ramo militar e a lei penal militar do país pune a deserção com até 10 anos de prisão. Leia também — Reflexão e desconforto na Netflix: 5 doramas que exploraram temas sociais Ainda segundo o Ministério de Defesa, o abuso e a deserção entre os recrutas caíram bastante desde 2019, quando passaram a permitir que soldados alistados usassem telefones no quartel. Apesar de terem se recusarem a confirmar o número exato de desertores, a mídia sul-coreana informou que 55 casos foram relatados em 2020 e 78 em 2019. As mortes militares por suicídio também caíram de 27 para 15 no mesmo período. Kim Haneum, de 34 anos, se alistou em torno dos 20, quando o sistema militar era um pouco mais rígido do que é atualmente e o tempo de estadia também era maior. Na época, o ex-soldado se preocupava em como passaria dois anos longe de seu emprego, família e amigos. Além disso, também temia o convívio com pessoas desagradáveis. “Eu me sentia intimidado o tempo todo [com meus superiores], mas não era tão sério como em D.P. Dog Day. Durante meu tempo, na minha divisão, não houve fugas, mas um dos rapazes se suicidou. Eu não o conhecia porque era uma pessoa em meio a outras duas mil. Era assim que lidávamos.” “O exército é um lugar onde as pessoas sofrem” (Reprodução/Netflix) Quando recrutados, os homens sul-coreanos precisam deixar vidas pessoais, carreiras, família e relacionamentos para trás por um longo período. Apesar de ser uma obrigação no país e estes cidadãos estarem conscientes disso à vida inteira, toda e qualquer preocupação por parte deles são ignoradas, silenciadas por terceiros ou por eles mesmos — afinal, não há nada a fazer para mudar este destino. Minki, de 31 anos, relatou que o medo é o sentimento mais recorrente para os jovens que estão prestes a se alistar. “Dramas como D.P. Dog Day e histórias contadas por amigos e familiares mostram que, na sociedade coreana, o exército é um lugar onde as pessoas sofrem. Então estava preocupado com isso há alguns anos antes de entrar.” Artilheiro do exército entre novembro de 2008 e setembro de 2010, Inseok, de 32 anos, relata que era difícil ficar longe da família e perder sua liberdade por dois anos, mas estar no exército era ainda mais intimidador que a saudade de estar em casa. O motivo maior de sua preocupação era a hierarquia e o que as pessoas podiam fazer quando tinham poder nas mãos. “Um dos meus veteranos era semelhante a um superior cruel no drama. As Forças Armadas da Coreia do Sul são um legado. Mesmo os veteranos maldosos do drama estão apenas devolvendo o bullying que receberam quando estavam em uma posição inferior para seus sucessores.” Atualmente trabalhando como desenvolvedor de jogos online, um dos entrevistados não quis revelar o nome verdadeiro e pediu para ser citado como HK Kim. Com 34 anos, Kim esteve no exército em 2008 e sua estadia durou 22 meses. Suas dificuldades no exército foram inúmeras, incluindo a falta de espaço pessoal — por dividir quarto com outros 12 soldados —, e, apesar de estar rodeado de pessoas, enfrentou a solidão. “Ninguém nunca realmente se importou com o que os soldados perdem para estar ali. Ninguém ficaria do meu lado se eu tentasse ignorar o serviço militar. Com ou sem violência física, você não consegue se livrar disso.” Durante seu período de alistamento, HK Kim se deparou com muitos colegas que viviam constantemente desanimados e sem força. “Há muitas pessoas tentando ajudar quando alguém está deprimido lá dentro do exército, mas eles não podem lutar contra o sistema hierárquico.” A diminuição salarial também é um problema durante o período militar. Choi Jaehyung, de 28 anos, afirmou que a questão financeira causava ainda mais preocupações do que suas experiências no quartel. “Eu pensava muito sobre o bullying e a solidão, mas sabe o que eu tinha mais medo? O salário. Mensalmente, eu ganho cerca de 5 mil dólares mas, durante meus dois anos de estadia no exército, eu recebi apenas 100 por mês para suprir todas as minhas necessidades lá dentro.” “Todo mundo fica deprimido quando recebe 15 centavos por hora”, relata HK Kim. Afinal, D.P. Dog Day é um dorama realista? (Reprodução/Netflix) A pergunta do milhão poderia ter sido respondida com os relatos acima? Talvez. Mas, a princípio, a trama é baseada em uma webtoon. Além disso, como é possível notar, as experiências diferem ao período em que os entrevistados se alistaram — devido às mudanças sociais e novas regras de convívio instauradas gradualmente à rotina militar. Por isso, nada melhor do que entender, da boca de nossas fontes, se D.P. Dog Day é realista ou reproduz comportamentos que pertencem apenas ao passado. “O pano de fundo de D.P. Dog Day retrata a época em que a consciência dos direitos humanos dos soldados não era muito alta”, conclui Kim Minseok. Minki também concorda e afirma que não viveu nada tão intenso quanto os momentos cruéis mostrados no dorama da Netflix. “O exército em que fiquei nunca teve a mesma situação que D.P. Dog Day. Nós nos respeitávamos como seres humanos e fizemos amizades. Eu era próximo tanto dos subordinados quanto dos chefes. Alguns ainda mantêm contato comigo mesmo depois de 10 anos.” “Há muita mídia sobre os militares na Coreia do Sul, mas só esse drama conquistou a simpatia de muitas pessoas. Até algum tempo atrás, algumas pessoas acreditavam que surras e palavrões eram necessários.” Changmin, de 23 anos, esteve no exército recentemente por um ano e nove meses e relata: “D.P. Dog Day é uma história muito antiga. A punição corporal não é tão severa hoje em dia.” Enquanto Inseok, que vivenciou a experiência há 12 anos, tem memórias mais agressivas de seu alistamento e chegou até mesmo a sofrer estresse pós-traumático (PSPT) depois de assistir ao K-drama estrelado por Jung Haein. “Eu acho que é um drama muito realista e bem feito. Nada parecia irreal. Talvez entre os homens coreanos que serviram nas forças armadas, muitos devem ter tido PSPT depois de assistir ao drama. Eu tive. Porque o exército em que eu estava era muito parecido com a ficção.”
- Jay B no Brasil: Show energético e emocionante marca primeira vez de um membro do GOT7 no país
A turnê mundial “Tape: Press Pause” fez passagem em São Paulo com show único e deixou um gostinho de quero mais para quem compareceu (Divulgação / Ivan Pacheco e Ricardo Matsukawa) No último dia 26, aconteceu o tão esperado show do Jay B no Brasil. A apresentação do líder do grupo GOT7 aconteceu no Vibra, em São Paulo, e faz parte da sua turnê mundial chamada “Tape: Press Pause”. O Café com Kimchi esteve presente nesse dia tão especial e único para os ahgases brasileiros! Após longa espera de um show do GOT7 - ou até mesmo de um membro vindo como solista para o Brasil - finalmente esse dia chegou para os fãs brasileiros do grupo. Desde o início do dia, os nervos estavam à flor da pele e o Vibra já estava lotando de admiradores do Jay B na fila para a entrada do show. O dia estava com a temperatura mais amena, mas isso não desanimou os fãs. Muito pelo contrário, a energia estava tão alta que o que se sentiu foi calor! Ansiosos por uma noite incrível, o público que preencheu a casa foi de jovens adultos, que aproveitaram muito bem as quase duas horas de performance. Abrindo o show da turnê, o cantor Jong Han se apresentou antes do concerto principal. O solista cantou algumas de suas músicas autorais como Rainy Day e You In My Arms. Ele foi recebido com muita energia pelo público e dava para ver que estava super animado e tocado com todo o carinho que estava recebendo. Foi um início de noite empolgante. (Divulgação / Ivan Pacheco e Ricardo Matsukawa) Após a abertura de Jong Han, a parte mais esperada da noite finalmente chega. Jay B sobe ao palco e inicia seu setlist com Switch It Up, que faz os fãs irem à loucura, em uma animação e euforia iminentes ao longo da performance extremamente eletrizante. O cantor segue o concerto com as canções AM PM – feat com Whee In do Mamamoo, e Into You, colaboração com g1nger, duas faixas que foram cantadas em plenos pulmões pelo público. Leia também: ONEUS no Brasil: Ingressos, setores e tudo o que você precisa saber sobre o show do grupo de K-pop Interações calorosas com ahgases Assim que a terceira música chegou ao fim, Jay B cumprimentou a multidão e conversou um pouco com a plateia. O cantor falou sobre ser o primeiro membro do GOT7 a estar no Brasil e que estava muito feliz por estar no país, deixando clara a sua vontade imensa de estar naquele momento com os fãs. Repetidamente, dizia que tinha a sensação de que já esteve em solo brasileiro e que a energia do público o deixava extremamente empolgado. Pediu para que os presentes curtissem a noite e o acompanhassem cantando fervorosamente suas canções. Enquanto conversava com os fãs, o público começou a gritar “Jay B, eu te amo” e o artista perguntou o que significava. Ficou extremamente tocado ao saber do que se tratava. O show então continuou com as faixas Dive into you, Count On Me e Sunrise, acompanhadas pela energia e cantoria do público. Em seguida, Jay B conversou mais um pouco com os fãs e pediu para que eles o ensinassem a falar português. Algumas das frases que o artista aprendeu foram: “Oi Brasil”, “Eu amo vocês”, “GOT7 pra sempre” e “Eu sou gostoso” – essa última levou os fãs à loucura! O cantor chegou a performar faixas como B.T.W – feat com Jay Park, FAME – colaboração com JUNNY, Hush, Fade Away, finalizando a primeira parte da performance da noite com Rainy. A produção audiovisual estava incrível a todo momento, combinando a vibe das canções com o clima da casa. O vocal do artista em todas as músicas, desde o início, estava impecável, demonstrando toda a emoção e técnica presentes em seus anos como vocalista. O MIC do gato estava ON! Fique por dentro: Jay B, The Rose e mais: Shows de K-pop no Brasil confirmados em 2022 e 2023 A segunda parte do concerto começou com a energética go UP, seguida de The Way We Are, ambas as canções que foram cantadas euforicamente pelos fãs que agitavam suas lightsticks verdes com entusiasmo. Entre uma faixa e outra, Jay B ainda fez algumas piadinhas internas do fandom. Comentou que estava um pouco cansado após as duas músicas e ouviu a plateia o chamar de “ahjussi”, o que o fez dar boas risadas e concordar que era mesmo um senhor. Ele pediu que os fãs o ajudassem a cantar a próxima canção, LIVIN’ e teve seu pedido acolhido calorosamente. Jay B continuou a setlist com Fountain of Youth, Break It Down – feat com SIK-K, e Holyday. Homenagem dos fãs brasileiros Jay B foi surpreendido com um vídeo emocionante feito pelos ahgases brasileiros, exibido nos telões do Vibra, com imagens marcantes da carreira dele tanto como solista quanto com seu grupo GOT7. O material mostrou também fotos de fãs em todo o Brasil, indicando os pontos turísticos de cada região do país e uma mensagem de gratidão ao final. Jay B recebeu um buquê de girassóis e rosas azuis que o deixou extremamente tocado. E, como esperado, não deixou de falar sobre os outros membros do GOT7, pedindo para os fãs que apoiassem muito os outros integrantes quando fossem visitar o Brasil também. O cantor pontuou que quer muito voltar ao país com o grupo todo para realizar mais um show incrível. (Reprodução / Café com Kimchi) Dando seguimento ao show, o vocalista cantou, junto aos fãs, a música Rocking Chair, trazendo diversos momentos fofos durante a apresentação. A todo momento o cantor sorria e olhava para o telão enquanto interagia com os fãs. Hits do GOT7 na setlist de Jay B Para voltar a agitar o público, Jay B trouxe para sua setlist um Medley de músicas do GOT7, levando os fãs à extrema euforia. Cantando a recente NA NA NA e Page, o vocalista emocionou a plateia e transferiu um sentimento muito bom de saudade nos fãs. Conhecido também por assinar algumas de suas músicas como Def e Offshore, Jay B também cantou SUNSET WITH YOU e right. O líder do GOT7, por fim, apresentou mais algumas músicas do grupo como Go Higher, Before The Moon Rises, Teenager, Breath e THURSDAY, deixando um gostinho de quero mais na boca da plateia – aquela sensação de que um show do grupo completo no Brasil seria inesquecível! Leia também: Indigo: Álbum de RM abraça sua trajetória com curadoria que registra os vinte anos do cantor A última faixa foi Bounce, da unit JJ Project, formada por Jay B e Jinyoung – também do GOT7 – em 2012. O cantor deixa o palco animado e com os dançarinos o acompanhando até o fim. Estava estampado em sua cara que ele não queria sair do palco! Jay B entregou tudo e muito mais com a ajuda dos fãs brasileiros que, com muito amor e animação fizeram do primeiro show do vocalista no Brasil um momento extremamente memorável. Ele abraçou a felicidade do público e devolveu com uma performance impecável do início ao fim. E uma coisa é verdadeira: se a autora desse texto não era fã do Jay B antes, começou a ser. (Reprodução / Café com Kimchi) O que mais vem por aí? Ao fim do show, a produtora NoiX Entertainment anunciou que o show do Jay B era sua estreia no Brasil e que tinha uma surpresa os esperando em janeiro de 2023. Nos auto-falantes do Vibra, naquela noite, foi informado que um show grande e de cor “verde” irá acontecer no país, o que deixou os fãs completamente extasiados. Muitas especulações em torno desse grande spoiler dado pela produção seguem na mente dos que presenciaram a "Tape: Press Pause" naquela noite. Seria o próprio GOT7 ou algum membro do grupo? Quem sabe, até mesmo outro grupo de K-POP que tenha a cor verde ligada a si? E aí, qual é o seu palpite? Veja também: "Birthday" do Red Velvet: Relembre como a franquia dos álbuns The ReVe Festival começou
- DPR: Grupo coloca Audio a baixo com performance explosiva da "The Regime World Tour"; saiba mais
Coletivo de k-hip hop fez apresentação única em São Paulo; DPR Ian, Live e Cream reacendem performances incríveis da música sul-coreana no Brasil (Instagram/Reprodução/Café com Kimchi) O hip hop é um gênero de música mais do que universal, e o pop é uma fonte para artistas expressarem suas emoções. Estas duas coisas foram constatadas durante o show do coletivo DPR, na apresentação única do grupo em São Paulo. No domingo (16), os músicos tomaram o palco da AUDIO e a energia do Dream Perfect Regime chocou-se com a vibração e histeria dos fãs; fatores que se completaram perfeitamente. Após um longo dia de calor e leves pancadas de chuva na capital, a casa de shows paulistana foi tomada por Dreamers de diversas regiões do país. Da pista ao camarote, a AUDIO foi ocupada por jovens adultos que ansiavam por uma noite incrível. E em praticamente duas horas de show, os músicas DPR Cream, Live e Ian atingiram as expectativas dos "sonhadores" que gritaram em plenos pulmões com a presença dos artistas. A noite da The Regime World Tour em São Paulo começou com DPR Cream apresentando um set que introduziu o público à euforia das próximas horas. Os fãs do artista colaboraram para o hype, gritando seu nome e agindo como uma verdadeira plateia de um concerto de hip hop. Ainda não havia coreografias, ou a presença dos demais membros do DPR; mas a intro de Cream foi colossal para a abertura dos portões do universo do Dream Perfect Regime. E logo após, DPR Live veio ao palco para deixar os fãs ainda mais extasiados. Suas músicas que misturam o r&b, o neo soul e o funk americano manifestaram a sensação de que a festa do DPR havia dominado a AUDIO, e hits como Jasmine, Text Me, Neon e Hula Hoops foram acompanhadas pelo coral generalizado do público. Se você não sabia a letra, estava dançando, e se não estava dançando, ao menos sentia-se numa grande comemoração — centenas de pessoas festejando o fato de que a discografia de DPR Live é universalmente contagiante. Jam & Butterfly, Cheese & Wine, Summer Tights e Know Me eram cantadas (ou no caso, gritadas) por um público que enfim estava realizando um sonho depois de horas numa fila mal organizada pela casa de shows. E não faltou carinho vindo do palco: Hong Da-bin (nome verdadeiro de DPR Live) enrolou-se na bandeira do Brasil, se comunicou com os fãs e entregou sua gratidão com a expressão de quem não esperava tamanho amor em solo BR. A presença de palco importa muito na hora de se expressar com fãs de um país totalmente diferente, que não fala a sua língua. E foi exatamente neste ponto que a apresentação de DPR Live acertou em cheio: a universalidade da performance, misturando coreano e inglês, indo para frente e para trás no palco da AUDIO e não cantando só para os fãs, como também com eles. Após a apresentação contagiante de DPR Live, DPR Ian surgiu como um furacão de emoções O stage dançante e summery de Dabin foi sucedido pelo set de DPR Ian, que transformou a AUDIO num ballroom de dramaturgia e sentimentos. Foi como se o show tivesse entrado num estado generalizado de emoções ricocheteando entre si. Ian (stage name de Christian Yu) é performático na medida certa. O artista te contagia. A parte do artista no concerto mesclou faixas dos álbuns Moodswings In To Order e Moodswings in This Order, e foram explosões atrás de explosões de sensações ao longo da sua permanência no palco. Miss Understood, Avalon, So Beautiful, Dope Lovers e tantas outras canções estavam na boca do povo. A voz de DPR Ian ao microfone se misturava ao estado de exaltação dos fãs espremidos na pista e camarote da casa, enquanto o cantor também se movimentava a todo instante. Ian girava, abria os braços, agachava-se e inclinava-se para trás. Eram diversos movimentos unidos ao seu canto e energia que não pareciam esgotar. E as pequenas montagens no palco da AUDIO também ajudaram a contar a narrativa de MITO, que está intrinsecamente ligada à vivência de Ian. Uma mão gigante apareceu para segurar o cantor e levá-lo para longe; braços brincavam atrás de cortinas; um espelho foi usado para Ian refletir a respeito de sua própria imagem. Tais detalhes serviram para complementar a interação de Christian no palco e com o público, cada vez mais envolvido e louco por estar ali. Como não gostar de um artista que nos entrega Sometimes I'm, Calico e Ballroom Extravaganza? Era impossível não observar Ian no palco dando o seu melhor, mesmo que não estivesse em um de seus melhores dias. A apresentação do DPR transbordou comprometimento e entrega em todos os sets — de emoções, de hits, de movimentos e amor pelo mar de pessoas que estavam presentes na AUDIO. Christian Yu é alguém de tirar o fôlego, ao mesmo tempo em que é um artista de sentimentos palpáveis. Após concerto da The Regime Tour, é de se esperar se as produtores brasileiras atenderão à demanda O concerto do coletivo DPR em São Paulo denotou algo que está presente no público do Brasil: uma demanda por artistas que as pessoas querem ouvir. Apesar do espaço relativamente pequeno para a proporção de talento do DPR, a AUDIO comportou fãs da música sul-coreana que escutam quem estava no palco; não era qualquer um se apresentando. O Dream Perfect Regime é um grupo que combina com o Brasil: não tem medo de errar, quer se conectar com os ouvintes, tem carisma e músicas dançantes do começo ao fim. E ao mesmo tempo, a discografia apresentada no show de 16 de outubro é ímpar, entusiasmada e criativa. Cream, Live e Ian exemplificaram como o DPR é um dos expoentes do k-hip hop, não apenas com suas canções como também a partir do envolvimento dos fãs à arte apresentada. E vale mencionar a dedicação dos fãs, que organizaram projetos com as lanternas dos celulares para deixar a casa de shows mais do que iluminada. Bandeiras do Brasil e do orgulho LGBTQIA+, flores, sorrisos e rostos emocionados fizeram parte do cenário do concerto do DPR em São Paulo. Agora, fica a dúvida a respeito de quando as produtoras do Brasil (principalmente as de K-pop) trarão o "próximo DPR" no quesito performance + carisma. Será que concertos futuros manterão um público gritante, alucinado e envolvido da mesma forma que ocorreu na AUDIO? Quando será que um próximo ato como DPR Ian, por exemplo, estará em solo nacional para esbanjar tamanha simpatia e visão artística, desde a dança até o tom de voz ao conversar com os fãs? Enquanto tais perguntas não são respondidas, os Dreamers ficarão com as memórias de uma noite inesquecível na presença de um coletivo tão avesso à maré comum como o DPR. Se o redator deste texto não era um fã até o concerto de ontem, agora ele é. Confira esta outra cobertura do Café com Kimchi - MCND no Brasil: Tudo o que rolou no show do grupo de K-pop em São Paulo
- Fortes emoções: Músicas de K-pop com significados importantes para os fãs
Disband, homenagens, aniversário de debut, e agradecimentos são alguns dos temas de faixas que marcam diversos fandoms (Reprodução SM Entertainment / YG Entertainment) Alguns lançamentos marcam os fandoms de diversos grupos pela sua profundidade, são faixas que guardam alguma história especial, um momento marcante da carreira, uma comemoração, um pedido para ficar e até mesmo uma promessa. Mas algumas também vem da vontade de homenagear e agradecer seus fãs. Estas músicas costumam marcar e emocionar, e serem algo mais pessoal entre idol e fandom. Por isso, o Café preparou uma listinha especial e cheia de emoção com algumas faixas importantes para alguns fandoms. Leia também: NCT: Entenda como funcionam as sub-units do grupo de uma vez por todas Thank You - GOT7 Faixa do álbum Eyes On You, a música de 2018 é um presente emocionante destinado aos fãs, com um MV cheio de registros do grupo trabalhando duro para entregar o seu melhor aos Ahgases. Na letra, a faixa é pura gratidão e também demonstra a vontade do grupo de retribuir e fazer ainda mais pelos fãs, como se os integrantes sentissem que o que já foi entregue por eles ainda não fosse o suficiente. Forever 1 - SNSD Forever 1 é uma comemoração em dose dupla, pois marca o primeiro comeback do grupo após 5 anos sem lançamentos e também o aniversário de 15 anos do Girls’ Generation. O significado da música é simples de entender, não tem nenhum segredo: SNSD é para sempre, e para sempre um. Leia também: Forever 1: Girls' Generation retorna alegre, colorido e melhor do que nunca We Are Bulletproof: The Eternal - BTS A música do Map Of The Soul: 7 narra a trajetória do boygroup desde seu debut. Sua significância está em retratar os desafios que a banda viveu e sua gratidão pelo fandom army. A faixa é uma carta aberta que representa a conexão entre os membros, mas também com seu fandom. O bônus que deixa tudo ainda mais emocional é o MV, uma animação que contém inúmeras referências significativas de cada um dos lançamentos do grupo. Goodbye - 2NE1 Goodbye é uma das mais dolorosas faixas dessa lista, pois marca o adeus de 2NE1. A balada foi escrita pela atualmente solista CL, dedicada a Minzy que havia deixado o grupo, mas acabou adaptando a letra para dizer adeus aos fãs e também às outras integrantes. A letra pede que não esqueçam, mesmo com os tempos difíceis, e se despedem, até o dia que se encontrarem novamente. Flower Road - BIGBANG Flower Road foi a faixa lançada pelo boygroup BIGBANG quando o grupo anunciou seu hiatus para cumprir o serviço militar. A faixa que conta com G-DRAGON e T.O.P na composição possui versos tranquilizadores que prometem não ser o fim do grupo, indica que iriam retornar e também como os fãs são esperança e conforto para BIGBANG, mas que naquele momento os V.I.Ps deveriam descansar enquanto esperavam seu retorno. Leia também: BIGBANG vai acabar? O que esperar do futuro do lendário grupo após os integrantes saírem da YG? Stay - BLACKPINK Apesar de não ser explicitamente dedicada aos fãs, a faixa do mini álbum Square Two tem uma letra especial, pois é basicamente um pedido para permanecer. Devido aos longos hiatus que o BLACKPINK costuma fazer, muitos dos blinks se sentem inseguros e claro, sentem falta do girlgroup, por isso a mensagem cai como uma luva. É um pedido básico para que eles fiquem, pois o quarteto sempre estará de volta. O que sustenta mais a importância de Stay para os fãs, é o rumor de Jennie ter sido compositora. A rapper já afirmou que a música é muito significativa para o grupo, tanto que já se emocionou com os versos durante um show do grupo. Promise (약속 - EXO 2014) - EXO Em 2014, o grupo que até então era formado por doze membros, teve sua formação alterada para nove, já que três dos chineses resolveram deixar o EXO em um espaço de tempo muito curto. Inseguranças e incertezas era o sentimento que dominava o fandom EXO-L, e por isso Promise (약속 em hangul) foi um presente do grupo para os fãs, firmando um compromisso e promessa de que mas ninguém os deixaria. Vale lembrar que a b-side do álbum Love Me Right conta com a composição e produção do Lay, Chen e Chanyeol. Ainda, vale um bônus para mencionar outras músicas do EXO, porém dessa vez como solistas, Stars do Baekhyun é uma declaração para os Eris, nome carinhoso dado por ele ao fandom. That’s Okay de D.O. é uma música conforto, composição dele e seu single antes do alistamento militar. Leia também: EXO-L de primeira viagem? Confira 6 programas para conhecer melhor o EXO Qual dessas é sua preferida? Conte em nossas redes sociais.

















