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- 'Attacca': Seventeen mostra mais uma vez porque é um dos maiores grupos de kpop da atualidade
Misturando estilos e tendências de forma coerente, o álbum inova com assertividade e reafirma o talento dos integrantes no projeto (Divulgação / HYBE LABELS) Attaca é o 9º mini álbum do SEVENTEEN e, sem dúvidas, um dos melhores trabalhos do grupo. Lançado na madrugada desta sexta-feira (22), o EP possui sete faixas, das quais seis são regulares e uma extra. O álbum apresenta uma variedade de ritmos aliados ao pop, como rock, trap e hip-hop, e o resultado final é uma obra harmoniosa, digna de receber a nota máxima na crítica do Café com Kimchi. O nome Attaca sugere um conceito maduro, que acompanha a maturidade dos artistas que debutaram em 2015 e representam o kpop há mais de seis anos. A estética sóbria está presente em toda a estética do EP, nos ensaios fotográficos e no MV. Mas, apesar do nome sugerir uma certa agressividade, o que ouvimos no álbum é o contrário: uma coletânea de faixas suaves e que encantam até os ouvintes mais exigentes. Seguindo a ordem das faixas, temos To You como a primeira. É uma canção que transborda synth pop de forma dançante e envolvente. Como uma introdução, faz um ótimo trabalho para apresentar o álbum. Serve como uma prévia do que está por vir: um conjunto bem balanceado e com melodias suaves, complementadas pela performance vocal impecável — sempre um destaque do SEVENTEEN. Partindo para a segunda faixa, conhecemos a title. Rock With You leva o rock ao pop tão característico do grupo. Com ela, o SEVENTEEN entregou exatamente o que o kpop precisava no momento: uma música que o ouvinte pode assimilar e gostar facilmente. Não é preciso ouvir duas ou três vezes para entender a proposta da title. E não seria extremo dizer que a música, majoritariamente composta pelo integrante Woozi, é uma das melhores escolhas de faixa titular do grupo. Crush, a terceira faixa, retoma um estilo familiar ao SEVENTEEN. Com batidas de hip-hop e R&B, provoca a lembrança de titles antigas, como Very Nice e Clap. Para quem é fã, é fácil identificar as cores únicas dos treze integrantes nessa música. Dançante e alegre, há um quê de anos 80 na faixa — como há em praticamente todos os lançamentos deste ano —, mas a referência é gostosa e não soa forçada, para se encaixar em um padrão. A partir da quarta música, temos os trabalhos exclusivos de cada unit (team) do SEVENTEEN. PANG! abre este repertório, e é interpretada pela unit de performance, composta por Dino, THE8, Hoshi e Jun. É a mais singular das músicas; um híbrido de trap e hip-hop. É a faixa “diferentona”, mas não chega a ser um skip. Quem pular, estará perdendo a chance de ver como o kpop pode inovar sem ferir a audição do público. Entre tantos lançamentos experimentais e, por vezes, apenas barulhentos, PANG! consegue se destacar entregando algo diferente mas que, em nenhum momento, agride o ouvinte. Assusta um pouco, nos vinte segundos iniciais, mas a leveza e a criatividade do refrão e pré-refrão fazem a experiência valer a pena. (Divulgação / HYBE LABELS) Imperfect Love é a quinta música do álbum, e é performada por Woozi, Jeonghan, DK, Joshua e Seungkwan — a unit de vocalistas do SEVENTEEN. É uma canção delicada e sentimental, que faz jus à potência vocal dos principais cantores do grupo. O fato de ser uma música lenta, de ritmo medium tempo, e vir logo após PANG! traz uma desaceleração para o álbum, que é também explorada na faixa seguinte. Cria-se uma impressão de despedida, o que faz sentido, já que estamos quase no fim da apreciação da coletânea. A última faixa regular é I can’t run away, da unit composta por Vernon, Wonwoo, S.COUPS e Mingyu. É uma música que surpreende, porque não é que o ouvinte espera ouvir dos representantes do hip-hop do grupo. Traz ao álbum a sensibilidade que faltava, uma dose de melancolia e anseio, que combina perfeitamente com as vozes dos intérpretes. Divide, com a title, o posto de melhor faixa do álbum. (Divulgação / HYBE LABELS) Enfim, a faixa extra 2 MINUS 1 é interpretada por Joshua e Vernon. Toda cantada em inglês, a música reproduz elementos de pop-punk semelhantes aos presentes na title. Mesmo com os features que a tornam especial, 2 MINUS 1 não é dissonante das demais canções. Ela encerra o álbum com maestria, reafirmando a sincronia musical e ainda deixando o ouvinte com um gostinho de quero mais. Com o novo mini álbum, O SEVENTEEN prova que realmente merece o destaque que recebe como um dos maiores grupos de kpop da atualidade. Com a participação dos treze membros na composição das faixas, Attaca é genial em misturar diferentes ritmos sem transformar o EP em uma colcha de retalhos. As músicas se complementam juntas, tornando a experiência de ouvir um álbum, no pleno sentido da expressão, extremamente prazerosa.
- MONSTA X: músicas autorais e visual de cowboys do asfalto marcam Rush Hour, a nova era do grupo
Primeiro comeback sem o líder Shownu consegue captar a essência ostensiva do grupo; confira a crítica (Divulgação/ Starship Ent.) Na sexta-feira (19), o MONSTA X fez seu retorno com 'No Limit', o décimo mini álbum do grupo. O álbum conta com sete faixas, e todas têm a participação dos membros I.M e Joohoney na composição. Figurando como um dos comebacks mais aguardados de novembro, o MONSTA X conseguiu — mais uma vez — demonstrar sua força no novo trabalho, que capta a essência do sexteto desde a title até as b-sides. A faixa titular da vez é Rush Hour, uma música agitada com fortes influências de hip-hop e EDM. Como em boa parte dos trabalhos, o destaque da faixa é o rap frenético e imponente que domina as estrofes. O single se mantém agressivo do começo ao fim, mesmo com os vocais melódicos e harmoniosos dos membros. Para quem curte titles dinâmicas e cheias de garra, é uma boa pedida. Para o videoclipe, o grupo escolheu o conceito de cowboys urbanos. Com a formação reduzida de seis para cinco (o líder Shownu está no exército cumprindo o alistamento obrigatório), Joohoney, I.M, Kihyun, Hyungwon e Minhyuk aparecem no MV ao lado de carros, no meio de um deserto, com chapéus de caubói e jaquetas de corrida. O conceito também acompanha elementos da música, como o assobio de faroeste presente na faixa. Autobahn é a música que introduz as b-sides ao ouvinte. As influências eletrônicas são constantes na faixa desde a introdução, e se fazem até mais presentes do que na title. O EDM se torna potente no refrão, revelando uma música tão agitada quanto Rush Hour. No entanto, o rap concentrado apenas em um trecho (a segunda metade), e os versos mais lentos, fazem de Autobahn um sigle mais equilibrado. Ride with U é terceira faixa do álbum. Com nuances de synth-pop, seu estilo acompanha a tendência dos lançamentos retro-vibes de 2021 — diga-se de passagem, já bem saturados. No entanto, o MONSTA X prova com Ride with You que ainda há espaço para cativar os fãs com a musicalidade inspirada nos anos 80/90. A faixa é equilibrada e divertida, e agrada ainda na primeira escuta. A faixa de número quatro, Got Me In Chains, é a mais curta do álbum. Com pouco mais de três minutos, os vocais poderosos do Kihyun e Minhyuk são o destaque da música que, novamente, traz referências ostensivas de pop eletrônico. Há uma contemporaneidade sensível na batida, que também explora breaks inusitados e quebras de ritmo. Essas interrupções, em certa medida, são agradáveis para o ouvinte. (Divulgação/ Starship Ent.) O álbum interrompe abruptamente a crescente eletro-pop das faixas com Just Love, mais voltada ao gênero do K-R&B, com um ritmo suave, lento e instrumentos isolados marcantes. Os rappers roubam a cena na música: as inferências do rap são cirúrgicas, e os vocais do I.M e Joohoney exemplificam o porquê da rap line do MONSTA X fazer sucesso até entre não-fãs. É uma das melhores b-sides. A decrescente de ritmo segue, então, até o final do álbum. Mercy é a penúltima música de No Limit, e também uma das mais lentas; mas o toques fortes e os breaks impactantes da faixa a fazem parecer mais dinâmica do que realmente é, especialmente ao se ouvir mais de uma vez. Em Mercy, além do Joohoney e do I.M, o Hyungwon também participou da sua composição. E ele arrasou nos vocais da intro e da ponte da canção! I Got Love encerra o álbum com um pouco mais de K-R&B, uma aposta certeira do quinteto em uma faixa envolvente e suave, com vocais limpos e que contrasta acertadamente com a agitação das músicas que abrem o trabalho. Ao mesmo tempo que é uma música excelente, também desperta uma melancolia: talvez pelo fim do álbum, talvez pelo estilo R&B ter sido pouco explorado no lançamento. De forma geral, No Limit reforça a essência poderosa do MONSTA X para os MONBEBES, os fãs de carteirinha. Já para os potenciais novos fãs, o grupo se apresenta como um ato musical versátil, que sabe trabalhar com diversos estilos e não tem medo de arriscar. O sexteto provou que os verbos "inovar" e "experimentar", tão chaves na carreira de grupos recentes, já faz partem do seu dicionário há muito tempo.
- ‘BAD LOVE’: viaje pelo incrível universo de Key
Key do SHINee, após sua dispensa do exército, retorna com um inesquecível álbum de pegada retrô intitulado Bad Love (Divulgação / SM Entertainment) Após seu debut solo em 2019 com Face, Key retornou no dia 27 de setembro de 2021 com Bad Love trazendo um mix de synth dance-pop dos anos 80, toques de R&B junto de vocais fortes e marcantes em seis faixas extremamente boas e extravagantes. Tanto o conceito do comeback quanto o conteúdo das músicas gritam a personalidade do cantor, dando cor à sua individualidade artística de uma forma um tanto quanto teatral e melodramática. O solista foi entrevistado pelo portal NME e os confirmou: “(Durante) meu primeiro álbum solo, ‘Face’, (eu estava) envolvido em fazer escolhas, mas essas escolhas foram feitas para mim. (...) Mas dessa vez, desde o início, fui capaz de dizer o que eu queria fazer, o que queria criar e qual era a minha visão.” Explorando o universo de Key em cada faixa Começando com Bad Love, faixa que dá nome ao EP, Key nos traz uma faixa com gênero synth dance-pop bem estilo retrô. A batida cativante nos faz voar alto em uma viagem pelo espaço e nos envolve em uma dança deslumbrante com o vocal excepcional do cantor. A música recheada de high notes (notas altas) traz imensa emoção à canção, em conjunto com a letra que relata uma relação extremamente tóxica, mas ao mesmo tempo satisfatória, mostrando a confusão de sentimentos que a pessoa tem sobre aquilo. Ou seja, está preso àquele “mau amor”. O clipe da faixa principal nos traz um enredo cinematográfico cativante, em que Key é a estrela principal que tenta escapar dos pesadelos e fantasmas daquele relacionamento tóxico. Ele segue por diversos segmentos do entretenimento, como talk-shows, ensaios em set, camarins, estúdios, palcos… As cores vibrantes e os cenários extravagantes, atrelados à música, fazem do vídeo algo muito interessante de se assistir. Em complemento, o vídeo mostra também a coreografia feita para a canção, na qual em diversas cenas ele aparece performando-a com os dançarinos. Seguindo pelo álbum, temos a segunda canção Yellow Tape, também com uma pegada mais retrô. A música traz uma melodia groove e dançante, novamente mostrando os vocais muito bem trabalhados por toda a faixa que só nos reafirma o poder que Key esbanja como cantor. A terceira faixa Hate That… em colaboração com a renomada solista – e amiga íntima de Key – Taeyeon, do grupo Girls Generation, foi um pré-lançamento do EP, estreou dia 30 de agosto, praticamente um mês antes de seu retorno oficial. (Reprodução / SM Entertainment) A música fala sobre os sentimentos após um término mal resolvido, em que o artista canta “E eu odeio e odeio que você seja feliz sem mim, e eu rezo e rezo, quero que você se arrependa mais do que eu, se você me amou, eu apenas odeio que você seja feliz.”. A harmonização da voz de Key com a de Taeyeon faz a faixa ser incrivelmente tocante e apaixonante. Sem dúvidas, é uma das melhores collabs que aconteceram este ano – e com certeza uma das maiores b-sides de Bad Love. Helium é o título da quarta música do compilado e já começa com vocais de arrepiar qualquer um. Os melismas e adlibs de Key nessa música são extremamente estáveis e bem trabalhados mostrando mais uma vez a versatilidade do cantor. A faixa completamente em inglês narra os sentimentos de uma pessoa apaixonada que não consegue se desvencilhar de seu amor, dizendo “Aqui fora estou me afogando por você, não, eu não me canso”. O refrão é tão bom que você não para de cantar mesmo depois da canção finalizada. A tracklist de Bad Love segue com Saturday Night, música escrita por Key com versos apaixonados que contam a história de como uma pessoa poderia agir depois de um término durante um tempo difícil. Neste caso específico, o cantor quis relatar sobre a pandemia da COVID-19 que nos assola há dois anos. A melodia de vibe groove dançante descreve alguém que tenta esconder os sentimentos tristes indo a festas, tentando esquecer seus problemas, mas não tendo tanto sucesso assim. A b-side é bem envolvente e gostosa de escutar, assim como todo o restante do álbum. Leia também: The Album: um ano do lançamento mais aguardado do Blackpink Por fim, a sexta música do EP, intitulada Eighteen, é outra faixa escrita por Key e é como se o artista falasse consigo mesmo conforme se escuta a letra. Ele canta “Não deixe tudo desabar, apenas sonhe e voe alto, meus dezoito”, desejando que seu 'eu' de anos atrás continue lutando e correndo atrás de seus sonhos, sem se deixar ser atingido pelos problemas que aparecerem pelo caminho. “Eighteen” é o que eu quero dizer ao Key de 18 anos. Algo como: ‘vai garoto, você pode fazer o que quiser. Você vai falhar às vezes, mas não se machuque com isso. Você será Key, então não se preocupe” - disse o artista sobre a canção. A faixa é bem emocional e mostra como, durante sua carreira cheia de altos e baixos, ele ainda consegue passar por tudo e se manter mais forte do que nunca. (Reprodução / SM Entertainment) Em suma, Key nos entrega um álbum onde suas músicas conversam perfeitamente entre si, desde o conceito ao gênero e letras. O solista queria mostrar sua verdadeira face com a obra e, com clareza, conseguimos enxergar o que ele propôs – não há dúvidas que o artista é um all-rounder que faz seu trabalho com perfeição e minuciosidade desde seu debut em 2008 no SHINee. “Nada mudou (depois que fiz 30). Eu fiz meu álbum ‘Bad Love’ (mas de certa forma) é totalmente diferente. (...) Eu finalmente me tornei “eu”. Tenho a chance de mostrar ao público que sou eu. Este álbum é a versão Key em forma de álbum” - disse Key para o portal NME.
- ‘Close To Me’: conceito diferenciado marca a volta de BLACK SWAN
BLACK SWAN retornou com seu segundo single ‘Close To Me’ quase um ano após o debut, confira na review como foi o comeback do girlgroup (Divulgação / DR Entertainment) O grupo BLACK SWAN composto por quatro integrantes multinacionais – Young Eun e Judy são coreanas, Fatou é belga e Leia é brasileira – debutou em 2020 com o single Tonight e retornou no último dia 15 de outubro com seu segundo single intitulado Close To Me que chamou atenção por seu conceito inspirado em prisioneiras, mais precisamente na personagem Arlequina de Esquadrão Suicida. (Reprodução / Divulgação) Sobre a música, Close To Me é uma faixa de gênero pop dançante que, segundo a empresa que agencia o grupo, maximiza o encanto de BLACK SWAN, o que não é exatamente verdade, uma vez que a canção não mostrou realmente o melhor de cada integrante. Por mais que a DR Entertainment tenha divulgado que a música teve participação de pessoas que já trabalharam com artistas globais como BTS, BLACKPINK, Justin Bieber e Dua Lipa, não conseguiu passar a essência que o grupo porta. Leia também: 1 ano de Hello: single digital de Chen do EXO faz aniversário Em suma, a faixa ficou bem bagunçada e parecendo que foi gravada em qualquer estúdio, mixada e lançada, sem nem ter tratamento sequer. Você consegue perceber que a produção parece ser rotineira e soa um tanto genérica, mas ainda assim há algumas partes gostosas de se ouvir como o pré-refrão e partes do refrão. A canção ainda possui uma versão alternativa em inglês. Sobre o MV pode-se dizer que a produção não é de alto custo, mas foi até que bem estruturada. O conceito de prisioneiras e referências à Arlequina ficaram bem divertidos e cativantes, assim como a coreografia animada e o visual das integrantes que são notáveis. Lembrando que o BLACK SWAN é um grupo agenciado por uma empresa de pequeno porte, com pouco orçamento disponível para o funcionamento dos grupos que suporta, principalmente quando são recém-debutados e com uma base de fãs ainda pequena. No geral, o esforço das integrantes do BLACK SWAN é notável e admirável, com a pandemia ainda em nossas vidas, com pouco orçamento e vários outros empecilhos, ainda conseguiram se manter de pé e seguir seus sonhos. Embora tenham tentado fazer algo diferente em Close To Me, seu single de debut, Tonight, é incrivelmente melhor e traz uma vibe muito mais imponente das meninas juntas, seria interessante que se mantivessem nessa linha para que possam apresentar algo muito mais atraente de se acompanhar.
- COSMOS: B.I retorna em busca do amor eterno e mostra seu poder com músicas intensas
Primeira parte do álbum mistura mensagens profundas e reafirma o talento de B.I para grandes produções (Divulgação/ 131 Label) COSMOS marca o retorno de B.I nesta quinta-feira (11), sendo o segundo álbum lançado por ele em 2021. Com 7 faixas no total, uma exclusiva para CD, o rapper manteve o alto nível de qualidade de seus trabalhos. O rap e Hip-hop característicos de B.I estiveram presentes em todas as canções, misturadas com outros gêneros e diferentes mensagens. O disco é descrito como "o amor que faz sonhar com a eternidade e dar tudo sem nada em troca", abordando tópicos como a paixão e a liberdade. Não é uma novidade saber que B.I foi o letrista e compositor de suas músicas, sendo o único letrista de todas, com exceção de NERD, que contou com a participação do cantor Colde. Vale lembrar que em toda sua carreira, B.I esteve empenhado em escrever suas próprias músicas, e inclusive, para outros artistas. Ele recebeu destaque pelos trabalhos de alta qualidade, que inclusive, já lhe renderam o prêmio de Songwriter of the Year no Melon Music Awards 2018. Na ocasião, se tornou o primeiro idol masculino a receber o prêmio. Até o momento, apenas ele e a cantora IU possuem essa enorme conquista entre os idols. Leia também: MMA 2021: Confira a lista de indicados ao MelOn Music Awards, uma das maiores premiações de K-POP COSMOS recebeu uma organizada e detalhada divulgação. A 131 Label, agência do artista, publicou um vídeo intitulado de “What is Your Cosmos?”. A pergunta se refere a qual seria a coisa mais importante para a pessoa. Foram reunidos atores que trabalham com B.I para responderem a pergunta do título. Respostas como: mãe, saúde e dança, foram ditas pelos convidados. No fim, deixou um mistério sobre qual seria o Cosmos do cantor, estimulando os fãs a aguardarem pelo álbum. A partir disso, iniciou-se uma série de publicações de dois pôsteres para cada faixa, dando alguns indícios de qual caminho cada uma seguiria. Junto com os photo teasers, também foram divulgados o Message Film como uma prévia das canções. Qual é o seu "Cosmos"? Em COSMOS, B.I atingiu as expectativas e mostrou novamente sua competência como artista. Desta vez, trouxe um Alternative Rock, com melodia mais tranquila e romântica como faixa-título. O lançamento é uma música que pode facilmente ser ouvida em qualquer momento do dia pela calmaria transmitida. O cantor teve êxito em refletir seus sentimentos através da title. COSMOS recebeu um Music Video sonhador e romântico, onde vemos B.I dividido entre o real e o fictício, enquanto busca pelo seu amor. Na realidade, ele observa as pessoas ao lado de suas paixões, fazendo-o ansiar pelo o encontro com a sua. Como um sonho, B.I transita do real para um universo romântico criado por ele, quando seu lado apaixonado o leva a imaginar um momento feliz ao lado do que tanto buscava. No fim, vemos B.I retornar para casa e escrever para seu Cosmos, deixando todos intrigados novamente para saber qual seria o amor eterno do rapper. Os IDs - nome do fandom do cantor - foram peça fundamental para a inspiração da title. Segundo B.I, eles o fizeram entender o significado do termo "para sempre”. Por isso, foram representados no MV pela atriz que atua como o amor do rapper. A mistura de mensagens da tracklist Em relação ao álbum, a faixa de abertura é bem distinta de COSMOS. No primeiro instante, o instrumental leva o ouvinte a crer que estará diante de uma música mais lenta, mas logo é capturado pelo rap intenso em Alive. Para aqueles que buscarem a fundo sobre a música, encontraram a genialidade do rapper ao trazer referência do filósofo Nietzsche, partindo do princípio de que não é possível derrubá-lo com facilidade, e que pode encontrar alegria nas adversidades. Para ilustrar isso, a canção fala sobre perdas e como às vezes é necessário perder tudo para se sentir verdadeiramente livre e vivo. Se você quer sentir uma nova liberdade sem pisar nela / Você precisa perder tudo que você tem Em NINETEEN, é passada uma atmosfera diferente, a segunda b-side tem uma sonoridade mais alegre, principalmente no refrão. Assim, como a title, NINETEEN tem potencial para ser uma música tranquila e ideal para ser ouvida a qualquer momento. Segundo o cantor, a música foi feita a partir da combinação de várias partes que havia escrito ao longo dos dias. Na letra, B.I retrata a situação em que muitos jovens já atravessaram, as responsabilidades precoces. Com 20 anos, já são vistos como adulto e, consequentemente, pressionados pela sociedade a tomar grandes decisões. A liberdade é simbolizada pela época em que se tem 19 anos. A faixa transmite a vontade de retornar aquela idade sem se preocupar com as pressões e poder viver livremente. Eu não quero ser responsável por nada / Eu não quero estar profundamente na frente do amor / Eu não quero ser um pobre adulto / Meu coração ainda tem dezenove Em NERD, B.I apresenta uma colaboração com o cantor e compositor Colde. A música em primeiro momento passa uma sensação de rapidez pelo instrumental e o rap de B.I. Mas logo é induzida a desacelerar pela voz tranquila e agradável de Colde seguida da de B.I no pré-refrão e refrão. A letra apresenta a triste situação de não ter coragem de confessar um amor e, a partir disso, viver em um dilema. Esta é uma luta solitária / Este amor não me dá uma chance / Tenho medo de deixar essa confissão empoeirada como está / A vida já é baseada na emoção Se na faixa anterior, B.I entregou sofrimento amoroso, em Lover, o rapper segue um caminho diferente. Apostando em um conceito mais sensual, a música encaixa com facilidade em sua voz, ao retratar uma provocativa história de amor, mas ao mesmo tempo perigosa e sem hesitações . O amor é indistinguível da loucura / Não somos nós que somos loucos B.I iniciou com força e soube finalizar da mesma forma. Quando você pensa que o álbum do pode melhorar, eis que chega em Flame. Logo nos primeiros segundos ela chama atenção por introduzir um instrumental diferenciado, e até com um toque nostálgico, que transita para o rap poderoso. Os versos ditos com tamanha intensidade dão uma forte presença a Flame no álbum. Eu cheguei ao fundo do poço, mas boa sorte / Tentando adivinhar o quão alto irei / Eu sou teimoso mirando no sol Apenas 6 músicas estão disponíveis nas plataformas digitais. Mas aqueles que adquirirem a versão física do disco terão a oportunidade de ouvir a sétima faixa, Buddy Buddy. Leia também: MAVERICK: THE BOYZ luta pela sobrevivência em Music Video e surpreende com b-sides promissoras No geral, B.I soube ser perspicaz na produção de cada canção, fazendo os primeiros segundos de cada uma mudarem para uma sonoridade diferente, e assim, surpreender o público. As músicas se encaixam perfeitamente, e B.I conseguiu acrescentar ainda mais qualidade em sua discografia. Segundo o artista, COSMOS não é um EP, mas a primeira parte de seu segundo álbum. A próxima ainda não tem uma data definida, mas ele deseja explorar várias novidades e trazer um trabalho tão bom quanto o atual.
- Relembre BE, o álbum do BTS que emocionou os fãs durante o pico da pandemia de COVID-19
Lançado como uma carta de esperanças para os armys, BE se destaca como uma das produções mais pessoais do grupo (Divulgação / Big Hit Ent.) Até novembro do ano passado, mais de 1,2 milhão de pessoas morreram na pandemia de COVID-19. Um dos períodos mais sombrios da história da humanidade afetou não só as atividades corriqueiras, mas também o mais alto escalão da indústria musical sul-coreana e global. Nesse contexto, o BTS lançou BE, um full album com 8 faixas produzido para levar esperança aos fãs do grupo em todo o mundo. BE completou um ano ontem, no dia 20 de novembro. No álbum, os integrantes do BTS — Jin, RM, Jungkook, J-Hope, Suga e V — compartilham seus com o público os sentimentos de ansiedade, solidão, medo e tristeza, que assolaram o grupo durante a pandemia. Mas há também uma mensagem positiva, de esperança e superação, sobretudo na faixa titular Life Goes On (traduzida literalmente para A Vida Segue Em Frente). As faixas do álbum são compostas majoritariamente por pop, aliadas a nuances de hip-hop, EDM, disco, synth-pop, funk e R&B. Apesar de refletirem um momento conturbado, o BTS entregou suavidade e alíviono decorrer de BE, que recebeu críticas positivas da mídia especializada. A revista Clash chamou o álbum de "mais simples" do que os lançamentos anteriores do grupo, "mas igualmente reconfortantes." Leia Mais: HAPPY JIMIN DAY! Cantor do BTS completa 26 anos plenos de talento e conquistas Além do bom desempenho entre as reviews, BE também obteve excelentes resultados comerciais — o que, a este ponto, é um fato redundante na carreira do BTS. O álbum debutou no topo da Billboard 200 estadunidense. Foi o quinto EP do grupo a alcançar o pico do chart, o que fez com que os meninos superassem os Beatles como o ato musical mais rápido a alcançar cinco primeiros-lugares do ranking. Lendas demais! Para além do significado otimista e da performance que encheu os ARMYs de orgulho, BE também é especial pela ampla participação dos membros no resultado final. Todos os sete figuram na composição das faixas, o Jimin assumiu a posição de gerente do projeto e o V foi o diretor visual da produção. Além deles, o Jungkook dirigiu os dois videoclipes de Life Goes On. O trabalho também é considerado intimista por mostrar um lado mais humano dos artistas, sem adornos. Na coletiva de lançamento, o J-Hope disse à imprensa que o álbum foi pautado em "histórias honestas" com as quais ele esperava que as pessoas pudessem se identificar. Além disso, os fãs conseguiram acompanhar "de perto" a produção do álbum: muitos dos processos foram compartilhados pelo grupo através das redes sociais. BE foi o último álbum lançado pelo Bangtan Boys que, em 2021, se concentrou na promoção de Butter. O single ganhou dois remixes e, em um deles, teve a participação ilustre da rapper estadunidense Megan Thee Stallion. Agora, o BTS se prepara para voltar à rotina de atividades no pós pandemia, e o primeiro passo é a retomada dos shows offline, já que a última turnê mundial do grupo teve de ser cancelada pelos surtos de COVID. A retomada está mais próxima do que nunca: os primeiros concertos presenciais do grupo serão em Los Angeles, nos dias 27 e 28 de novembro, e depois em 1º e 2 de dezembro. Serão os primeiros shows do BTS desde 2019! Por aqui no Café com Kimchi desejamos boa sorte ao meninos, e que eles voltem logo com um novo álbum tão primoroso quanto BE.
- "Formula of Love: O+T=<3": Twice estuda sobre o amor e apresenta um dos melhores álbuns da carreira
As nove integrantes aparecem como cientistas para encontrar a fórmula do amor em novo comeback (Divulgação/JYP) O lançamento de Formula of Love: O+T=<3 marca o retorno do TWICE, nesta sexta-feira (12). As membros, Nayeon, Jeongyeon, Momo, Sana, Jihyo, Mina, Dahyun, Chaeyoung e Tzuyu aparecem como cientistas para a faixa-título Scientist e se unem para encontrar a fórmula do amor. O terceiro Full Album do girlgroup mistura diversos gêneros, como: dance pop, latin pop e hip-hop, nas 16 faixas que o compõem. O TWICE teve um ano movimentado, o álbum é o quinto projeto do grupo em 2021. Sendo dois coreanos, Taste of Love e Formula of Love: O+T=<3; dois japoneses, Kura Kura e The Perfect World, além do Music Video para o single em inglês The Feels, que foi lançado para comemorar o aniversário do girlgroup, e está presente no novo álbum. Leia também: Aniversário do TWICE: relembre a trajetória do grupo feminino que completa seis anos Qual é a fórmula do amor? O TWICE responde Em Scientist, as integrantes incorporam cientistas que buscam a fórmula do amor. A narrativa do MV gira em torno das tentativas de alcançar a resposta. A title aborda o estudo do amor e descoberta que não existe uma resposta certa para ele. Na verdade, a pessoa deve seguir em frente. Siga seu coração / Faça o que seu coração manda, o que você está esperando? Esteticamente, o MV utiliza cores e cenários com toques fantasiosos. Além disso, o MV utiliza as expressões faciais das integrantes para dar uma leve inclinada para um conceito um pouco mais fofo, bem característico na trajetória do grupo. Porém, a title do Formula of Love não é tão inovadora, se for comparada ao comeback anterior, a bossa-nova em Acohol-Free, e também não acompanha a sonoridade do resto do álbum. Mas não significa que seja ruim, pelo contrário, mesmo não sendo uma canção tão diferenciada em meio as outras da discografia, ainda assim, é mais um bom elemento para compor a lista de canções. As b-sides são mais arriscadas na mistura de gêneros e agregam mais diversidade a discografia. No disco, fica evidente o constante crescimento musical do girlgroup, que retorna com uma sonoridade mais madura, principalmente, em canções como: Last Waltz, Espresso e Rewind. Outra inovação foram as introduções de músicas totalmente em inglês, sendo elas: The Feels, Icon, Moonlight e Candy. Além disso, a última faixa é um remix de Scientist e está disponível apenas no álbum digital. No geral, TWICE trouxe um álbum focado nas diferentes formas de amor, seja na busca por ele, um término cruel ou um amor puro. Na produção, quatro das membros participaram das letras. A líder Jihyo foi a letrista de Real You e Cactus, também participou da composição da última; Dahyun escreveu Cruel; Nayeon foi responsável por F.I.L.A. (Fall in Love Again) e, por fim, Chaeyoung participou da letra da versão coreana de The Feels, disponível apenas em CD. Vale lembrar que os Onces - fãs do grupo - puderam escutar uma das músicas do álbum com antecedência, com o lançamento de The Feels no começo de outubro. A canção é um disco pop, que acompanha uma letra romântica e cheia de sentimentos. No MV colorido, as membros se preparam para o baile de formatura e esbanjam a elegância. Sem contar a coreografia poderosa, digna do TWICE. Formula of Love ainda marcou a primeira vez em que as nove membros não estiveram juntas em uma música. As integrantes foram divididas em trios para a participação em três faixas diferentes. Jihyo, Sana e Dahyun formaram uma unit focada em vocal para Push & Pull, e conseguiram deixar em mais evidencia como suas vozes se completam. Em Hello, a vocalista Nayeon se juntou a Momo e Chaeyoung para um composição de Hip-Hop. O pop latino de 1,2,3 ganhou vida nas vozes de Jeongyeon, Mina e Tzuyu. Leiam também: Lançamentos de K-pop em novembro de 2021: Confira o calendário de todos os comebacks do mês Apesar do extenso, o álbum não é cansativo, já que o grupo conseguiu proporcionar sonoridades distintas e agradáveis, fazendo o ouvinte a querer mais. Cada música possui uma forte presença no álbum, que juntas tornam o Formula of Love um dos melhores lançamentos do TWICE.
- Em "Race", Bang Yongguk retorna com voz inconfundível para um grande "o que vem por aí"
Atual solista divulgou single de comeback nesta semana, e lançamento também é o primeiro do cantor desde 2019 (Consent/Divulgação) O que Bang Yongguk é capaz de fazer? Esta é uma pergunta pertinente quando se pensa no que o cantor e produtor pode lançar daqui em diante. Yongguk, que recentemente divulgou o digital single Race, retornou do alistamento em maio deste ano e estabeleceu-se com uma empresa própria no mês de setembro. Este comeback deve ser a primeira dica do que o artista poderá trazer a partir de agora. Com Race, a impressão que fica é que Yongguk quer se afastar do espaço em que surgiu: o K-Pop. Seu estilo, sempre muito amadurecido, está ainda mais além do que as barreiras do pop convencional poderiam lhe proporcionar; o que é bom, já que esta mudança denota o que ele pretende fazer (ou continuar fazendo): o hip-hop mais original. Este é o espaço que o ex-integrante do B.A.P pertence, e onde ele sabe fazer o seu melhor. Em relação ao MV, não há grandes detalhes para observar: Bang é o foco, e ponto final. Há detalhes que remetem tendências atuais dos videoclipes de hoje, como o neon e a presença do racing style, mas estes são meros ilustrativos para a canção que Yongguk apresenta. Race é um snippet, ou uma prévia do que o artista poderá lançar futuramente. Um novo álbum, talvez? A possibilidade seria bem-vinda. Em Race, o público encontra Yongguk como ele sempre foi artisticamente: bastante presente, com uma voz marcante, e uma técnica de rap singular. A forma com que o cantor discorre a letra é arrastada, forte, e exala uma personalidade intimidante; apesar de que, claro, isto faz parte apenas de seu aesthetic. Bang Yongguk sempre foi um artista de ideias muito concretas sobre o que gostaria de fazer, e com uma criatividade promissora. Além do mais, é interessante ver como ele sobressaiu-se da maneira independente. Como cantor, compositor e produtor, Yongguk sempre esteve ali, nos bastidores e nos palcos, e agora o behind the scenes é ainda mais dele. Neste ano, o artista divulgou em seu canal do YouTube o documentário Something to Talk About, e em quatro episódios apresentou o que esteve por trás de seu álbum self-titled, de 2019. O ditado "e fulano faz tudo" cabe bem ao rapper, já que ele literalmente o faz mesmo. Dessa forma, não há muito o que dizer, pois Bang pode estar guardando mais novidades para depois. Com uma mente criativa convidativa, o cantor deve ter uma carta na manga; e Race deixa um gostinho de "quero mais". Yongguk sabe o que está fazendo, sabe para onde ir e para onde quer ir: longe do K-Pop e dos holofotes que, em muitos momentos, podem pressionar um artista sob algum grande selo. A Consent, seu selo musical próprio, é o espaço certo para ele. O que vem por aí vindo de Bang Yongguk? Esperamos que o tempo nos apresente a resposta logo.
- Em Guilty Pleasure, Hwasa não precisa pedir desculpas por ser quem ela é
Novo trabalho solo da integrante do MAMAMOO reforça o potencial criativo da artista (Reprodução/Twitter) Depois da bem sucedida estreia solo, em 2020, com o EP Maria, a cantora Hwa Sa está de volta com um novo trabalho, Guilty Pleasure. Lançado em 24 de novembro, o projeto conta com três faixas que mostram o quanto a maknae do MAMAMOO é dotada de uma das personalidades mais fortes da indústria do k-pop atual. Em pouco mais de 7 minutos, vemos Hwasa explorar os altos e baixos da vida, seus contrastes e que ao entender essa dualidade, a artista se mostra cada vez mais madura não só profissionalmente, como individualmente. FOMO, canção cantada toda em inglês, abre o álbum e sintetiza todo o conceito que Guilty Pleasure nos quer passar. Trata-se de um R&B elegante, onde podemos perceber o quanto Hwa Sa não tem medo de sair lugar comum e usa não só a letra, como também a melodia para expressar que apesar das adversidades, ainda é possível seguir em frente. Já em I'm a B (I'm a 빛), principal faixa do projeto, Hwasa continua a falar o quanto a vida é uma grande montanha-russa de sentimentos, além de rebater críticas que ela sofreu por não usar sutiã em determinadas ocasiões. Importante ressaltar que 빛 em coreano significa luz e sua pronúncia é bastante similar a palavra em inglês "bitch", dessa forma, seus contrastes são explorados das mais diversas formas em Guilty Pleasure, seja nas melodias, letras e até por meio de trocadilhos. Bless U é a terceira e última faixa do projeto, consiste em uma balada em que ela está se despedindo de um ex, e que apesar de toda a amargura existente, Hwasa sabe que precisar se amar, que por mais que ela esteja sofrendo, não irá se entregar a esse sentimento e irá buscar seguir da melhor forma possível. Guilty Pleasure pode não representar um marco definitivo na carreira como solista de Hwa Sa, mas nos mostra o quanto ela está pronta para deixar sua criatividade e personalidade darem a tona do que ela quer ser e mostrar como artista. Seguiremos ansiosos para saber o que a cantora tem para nos mostrar no futuro. Escute Guilty Pleasure logo abaixo:
- Who Are You: BamBam e Seulgi mostram sintonia perfeita em novo single
A dupla surpreende com parceria exemplar e sonoridade diferenciada entre os lançamentos recentes (Divulgação/Abyss Company) Qual seria a fórmula para dar vida a uma canção colaborativa? BamBam e Seulgi deram a resposta em recente single divulgado na terça-feira (28), intitulado de Who Are You. O lançamento elegante, mistura aspectos de ballad e electric pop, enquanto os dois artistas firmam uma parceria exemplar, tornando-se "um" em voz e movimentos. As primeiras prévias de Who Are You foram divulgadas em 13 de dezembro e a identidade da pessoa que estaria no feat era um mistério. O cenário mudou pouco depois, quando por meio de um vídeo a integrante do Red Velvet surge atrás de BamBam, como se fossem, na verdade, a mesma pessoa. Este é o primeiro trabalho do membro do GOT7 desde o EP riBBon em junho. O cantor esteve presente no processo de criação do novo single, participando da produção e letras. Who Are You tem um ritmo lento, suave e dramático, que combina ballad e electric pop. Ela segue uma linha uniforme, sem grandes picos que criam uma ruptura ou deem um destaque às partes específicas. Ou seja, termina da mesma forma que começa, por isso, o fim da música passa quase despercebido se o ouvinte não estiver atento. Não que seja uma característica negativa, a suavidade da canção a faz ter um diferencial entre os demais lançamentos recentes. Leia também: Debuts, retornos e rumores: 10 Apostas do Kpop para 2022 BamBam e Seulgi surpreendem desde os primeiros segundos, suas vozes se encaixam de forma tão harmônica, que não era possível imaginar uma mistura com tanta fluidez até ouvi-las juntas. Em determinados momentos do Music Video as partes da coreografia ganham destaque, a qual novamente usam para reiterar a sintonia. O tom dramático permite passos expressivos que BamBam e Seulgi incorporam como se fossem os dois lados de um espelho. A união apresentada nos teasers é sustentada com sucesso na produção, provando que mesmo de lados opostos permanecem conectados. Eu sonho com você / Eu sinto que não sou eu mesmo de novo O MV carrega uma certa aura elegante, com tons escuros, que acompanham a dramaticidade da canção. A produção alterna em cenas dos cantores em cenários individuais, sendo separados por espelhos, enquanto BamBam parece estar em busca dessa outra pessoa. Por outro lado, quando dançam juntos, os olhares perdidos cedem espaço para sincronia do duo. Dessa forma, parece que estão finalmente completos ao encontrarem a parte que faltava, um ao outro. Quem é Você? / Você é como um labirinto / Mas eu gosto de você, gosto de te encontrar. Leia também: "SMCU Express": SM pauta álbum de inverno em Kwangya, mas não soa nada natural É curiosa a forma como BamBam e Seulgi parecem se unir tão bem tanto nos teasers, quanto na música. Essa característica não pode ser uma mera coincidência, mas parte do conceito que o solista gostaria de abordar. Funcionou, os idols mostraram uma sintonia surpreendente. Não era possível imaginar que BamBam e Seulgi teriam uma dinâmica tão boa até que estivessem lado a lado.
- O 'primeiro impacto' do Kep1er e um vislumbre de seu futuro
Em seu primeiro EP, o grupo demonstra uma enorme vontade de se firmar como referência na indústria (Reprodução / Mnet) Survival shows não são reconhecidos por agradarem totalmente o público. Do Produce 101 ao Idol School, controvérsias surgiram — a line-up não era a desejada, polêmicas no quadro de juízes, conceitos sem criatividade, problemas de screentime… Você pode escolher. A ideia de dar poder aos espectadores para que eles possam criar o grupo perfeito parece promissora até os produtores do programa decidirem que a vontade geral não é a ideal. O formato saturou, mas ainda chama atenção e pontos de audiência. O Kep1er nasceu em meio a algumas dessas polêmicas. O programa que o formou, o Girls Planet 999, era ambicioso em sua proposta: juntar meninas coreanas, chinesas e japonesas para desenvolver um grupo global era a receita infalível para atrair o público local e internacional. Em meio a problemas com o sistema de votação, adiamentos da estreia e reprovação da line-up, as nove meninas que formam o girlgroup finalmente lançaram seu primeiro álbum, o First Impact. Leia também: KEP1ER: Confira as curiosidades sobre o grupo formado pelo Girls Planet 999 Leia também: Kep1er: Conheça o girlgroup formado pelo reality show “Girls Planet 999” No que diz respeito a impactos, podemos nos certificar de que o Kep1er precisará de um segundo ou terceiro. Todos os grupos formados por realities têm algum tipo de identidade musical ou visual. O I.O.I, que executou perfeitamente o conceito de serem as garotas dos sonhos dos espectadores, pôde firmar seu legado como um dos grupos mais reconhecidos do k-pop. Mesmo com uma carreira que passou como um flash, o X1 ainda é referência e segue sendo lembrado com apenas uma canção em sua discografia. Resta esperar que o Kep1er também crie uma. Ainda que isso seja um empecilho, o álbum de estreia do grupo ainda vale a pena ser escutado. A aura cósmica do EP e uma promessa de conceito Seguindo o conceito do nome — Keplers são planetas nomeados em homenagem ao astrônomo Johannes Kepler; kep significa “alcançar sonhos” e o número 1 indica as nove integrantes se juntando como uma —, a sonoridade do álbum tenta replicar a galáxia. A canção de abertura See The Light puxa inspiração de 'aenergy', do aespa, no sentido de ser uma apresentação do grupo. O instrumental é fantástico para a abertura de um concerto, por exemplo, e combina com a proposta cósmica do grupo. Elas entoam “This is Kep1er / We are Kep1er” no final, e a melodia perdura por menos de dois minutos, o que traz a sensação de uma oportunidade desperdiçada. WA DA DA é mais um caso da insistência do k-pop com onomatopeias e soa como várias outras músicas já lançadas. Parece ser uma homenagem ao Pristin, com o music video inspirado em 'Wee Woo', e também ao Weki Meki, evocando as batidas insistentes de 'I Don't Like Your Girlfriend'. O que era para ser uma estreia memorável e promissora se torna decepcionante e esquecível ao reciclar mil e outros conceitos sob a premissa de ser inovadora, não apresentando o frescor de um debut de um grupo do Produce. O refrão não é tão melódico e explosivo quanto poderia ser, soando até um pouco decepcionante. Em meio a percalços musicais, o grupo conseguiu destaque nas apresentações. As membros Dayeon, Xiaoting e Hikaru, em especial, ganharam a atenção das redes sociais por se apresentarem de forma dinâmica e energética, e o Kep1er em sua totalidade está entregando boas performances. A coreografia de WA DA DA não é diferente do usual, mas funciona perfeitamente com a música e serve como um ótimo acompanhamento visual para esse início da carreira. Vale mencionar a parte do primeiro verso que complementa muito bem o jogo de câmera dos music shows! Produzida pelo e.one, que são conhecidos por integrarem elementos do deep house em suas canções, MVSK não é apenas salpicada com o gênero — ela é um mergulho nele. O refrão anti-drop não é anticlimático como nas outras faixas que o utilizam; na verdade, ele se encaixa brilhantemente na proposta, e esse parece ser o verdadeiro debut do grupo: classudo, chique, performático (como comprovado pelo debut show) e personalizado. (Reprodução / Mnet) As próximas três canções são regravações de faixas do survival show. Shine - Kep1er Version foi a trilha sonora da final do programa, tendo um instrumental forte e animado, buscando elevar as energias das participantes e dos espectadores, como é esperado dos produtores da faixa, o grupo MonoTree. Apesar da música se sustentar bem sozinha, ela só brilha de verdade quando acompanhada pela incrível performance das finalistas, e isso deteriora a experiência do ouvinte. Another Dream - Kep1er Version foi uma favorita, uma ballad clássica vindo de grupos de k-pop cuja letra confessa os sentimentos de felicidade e carinho das membros. É uma canção agradável de se ouvir e específica para certos momentos, mas é possível que ela canse após algumas repetições. O.O.O (Over&Over&Over) - Kep1er Version é a melhor desse trio. Caindo no clichê de uma música de introdução a um programa, apresentando um refrão explosivo e emotivo, O.O.O funciona porque as integrantes sabem demonstrar essas emoções por meio da performance vocal. A trajetória até o refrão pode parecer maçante, mas o ouvinte é recompensado ao ouvir, “Eu quero te encontrar, onde você está? / Estou muito curiosa sobre seu mundo”, um canto entoado por todas elas. É a forma perfeita de fechar o álbum de estreia do grupo. (Reprodução / Mnet) Num geral, o First Impact não é tão impactante quanto poderia ser. Cada uma das membros teve seu destaque nas missões do programa e ignorar as individualidades de cada uma para colocá-las em algo como WA DA DA parece uma jogada na direção contrária do que seria produtivo. Entretanto, MVSK é uma promessa; um gostinho gratuito do que o grupo pode se tornar, e nos resta esperar que, nos próximos dois anos, o Kep1er encontre seu lugar tanto no cenário musical quanto na indústria idol. Assim como o que foi cantado no fechamento do álbum, os ouvintes casuais e os fãs apaixonados também estão curiosos sobre o brilhante futuro que elas tem à frente.
- Can’t Control Myself: Taeyeon expõe relação conflitante entre artista e público
Solista e líder do SNSD apresenta emoções quase palpáveis através da voz e atuação em lançamento com temática pesada (Divulgação/SM) Conceito profundo, atuação e voz excelente são aspectos que marcam o retorno de um dos principais nomes do K-Pop. Taeyeon, solista e membro do Girls Generation, decidiu dar uma prévia do próximo lançamento com o pré-single Can’t Control Myself. A canção divulgada nesta segunda-feira (17) fará parte do terceiro disco previsto para fevereiro e aumenta a curiosidade dos fãs pelo primeiro Full Album desde Purpose em 2019. Através da nova canção, a idol mostra que não pretende decepcionar. Conhecida por sempre arrastar expectativas em seus trabalhos, Taeyeon acumula uma larga discografia em grupo e individualmente. Entre os trabalhos mais recentes estão o 2021 Winter SMTOWN: SMCU Express ao lado do Oh!GG (unit do SNSD), além do para muitos seria uma das aposta do ano, o Girls on Top (GOT) — girlgroup formado por diferentes cantoras da empresa. Leia também: O 'primeiro impacto' do Kep1er e um vislumbre de seu futuro Para a divulgação da nova canção, que integrará o terceiro álbum, as primeira prévias foram reveladas a partir de 10 de janeiro e despertou interesse de imediato pelo teaser diferenciado e — de certa forma — espantoso, quando a artista surge ensanguentada em um ambiente melancólico. Além disso, as imagens conceituais são divididas em três partes distintas, que representam as fases misturadas no Music Video. (Divulgação/SM) Can’t Control Myself é uma ballad, que se distancia do que muitos podem considerar como monótono. O resgate de elementos de pop rock torna a canção mais dinâmica e provoca um ritmo intenso. As emoções profundas são estimuladas pelas habilidades vocais da líder do SNSD que, inclusive, participou das letras, direção e conceito. A letra tem como ponto principal a perda de controle, devido um amor perigoso. Apesar da intuição mostrar que sairá ferida, ainda assim persiste em ter o coração da outra pessoa. O refrão pontua que a falta de controle a faz ser taxada como louca, mas não consegue evitar. Você me chama de doida, e daí? / Porque eu não consigo me controlar [...] Parece que tudo vai explodir / Porque eu não consigo me controlar Leia também: O 'primeiro impacto' do Kep1er e um vislumbre de seu futuro O impacto da fama representado no single A construção do MV funciona como a projeção visual ideal para emergir o público e trazer uma compreensão mais clara dos significados por trás da música. As cenas são cercadas de simbolismos sobre os impactos da fama, entre eles: interações com o público, imagem apresentada a ele e relacionamentos. Can't Control Myself se passa em um teatro e mostra as diferenças entre a imagem criada para o público e a realidade de dois atores que possuem uma história juntos fora dos palcos, mas sem final feliz. Apesar da imagem doce e romântica da dupla quando estão nos contracenando, fora da ficção mostra resquícios de relacionamento desgastado e turbulento, evidente nas cenas de frieza e solidão, a qual Taeyeon está inserida na maior parte. A metáfora sobre a vida de celebridade se torna ainda mais evidente ao longo das cenas, principalmente, quando as diferenças da imagem apresentada ao público e a verdadeira são questionadas. A artista está machucada emocionalmente e suporta severas situações cansativas para sustentar a aparência brilhante vista nas apresentações. A peruca utilizada no teatro funciona com um mecanismo de equilíbrio, para que ela consiga permanecer na posição que esperam dela como uma figura pública. Porém, a retirada do acessório representa a perda de controle, mostrando o seu verdadeiro "eu", triste e ferido. Leia também: K-Pop X Artistas Latinos: 10 'collabs' incríveis que uniram Coreia do Sul e América Latina Outro ponto relacionado a dificuldade em se apresentar verdadeiramente é o antigo relacionamento. Além de conviver com o aparente desprezo de seu parceiro de trabalho, a negatividade que acompanharam o antigo relacionamento pesaram apenas para o lado feminino. Sem dúvidas, uma das cenas mais significativas é o momento em que os aplausos são substituídos por fotógrafos ao redor da atriz. Ela utiliza esses elementos para mostrar o quanto uma carreira pode mudar por um namoro público, no caso deles, o término. Enquanto Taeyeon é cercada pela mídia, o ex-namorado passa despercebido, demonstrando o quanto ele é intocável, ao contrário dela. (Reprodução/SM) A cena final é comovente e a atuação de Taeyeon surpreende. Novamente no palco, ela não consegue mais se controlar, emocionalmente abalada após tantas situações sufocantes. A atriz está no papel de alguém que deseja ser ouvida, mas é retratada como louca pelo antigo namorado e público, que veem suas ações como parte de um espetáculo. No fim, ela é ovacionada e flores são jogadas pelos espectadores, mas não de forma positiva. As rosas a cortam a medida que caem caem, relacionadas aos efeitos que os comentários do público causam nas celebridades. Leia também: Who Are You: BamBam e Seulgi mostram sintonia perfeita em novo single A cantora acertou na construção do single, letra e MV, os três aspectos formam uma obra intensa, que aumenta conforme cada detalhe é destrinchado. A história de Can’t Control Myself não pode ser resumida a uma música sobre ex, vai muito além dessa questão. O namoro e término são elementos usados para abrir caminho a um cenário maior, a relação do artista e público, além das marcas profundas deixadas quando essa interação se torna conflitante. Depois desse pré-single, os fãs também não podem controlar a ansiedade para o próximo álbum.














