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Além de The Masked Singer: 5 programas coreanos que fariam sucesso na TV Brasileira

Atualizado: 23 de jan. de 2023

Seguindo os bons resultados do reality musical, conheça cinco formatos coreanos que poderiam ser adaptados para as telinhas do Brasil


(Divulgação / G1)


Que The Masked Singer Brasil é um sucesso, ninguém pode negar. Desde a sua estreia em 10 de agosto deste ano, o programa já configurou mais de cem vezes nos trending topics (lista de assuntos mais comentados) do Twitter. E foram só sete episódios! A receita da popularidade do programa não é simples, mas o segredo está justamente na extravagância. As fantasias, as performances musicais, o figurino dos jurados — tudo é extraordinário. E os créditos pela atração impecável remetem ao formato original do programa. A produção, que foi já foi renovada para a segunda temporada, foi importada pela Rede Globo da Coreia do Sul.


O Brasil não foi o primeiro país a comprar o formato coreano. Em apenas meia década de existência, o The Masked Singer já exportou para mais de quarenta países. Em todos eles, a dinâmica padrão do programa é preservada. Os cantores mascarados se apresentam a cada episódio e competem entre si, buscando a aprovação dos jurados e do público. Os melhores avançam para a próxima fase, e o cantor com pior desempenho é eliminado e tem a sua identidade revelada. No Brasil, o programa se encaminha para a 8ª semana, e o último cantor revelado foi o ator Sérgio Loroza, que vestia a fantasia de astronauta.



Considerando o sucesso e as avaliações positivas que o The Masked Singer Brasil tem gerado, conheça outras cinco produções coreanas que também merecem o seu espaço no nosso tradicional "plim-plim".


Running Man


O programa de variedades da emissora SBS é, sem dúvida, um dos favoritos dos fãs da cultura pop sul-coreana. Em 2016, foi incluído na lista dos vinte programas de TV mais populares em todo o mundo. No ar há mais de dez anos, o segmento reúne comédia, jogos e convidados famosos, que a cada episódio competem entre si realizando missões específicas. O elenco é outro ponto forte da produção. Nomes de peso da indústria do entretenimento, como o comediante Yoo Jae Suk conhecido como “o apresentador da nação”, integram o quadro fixo do casting.



A chave para o sucesso de uma adaptação brasileira de Running Man estaria em reproduzir as missões inusitadas e a química dos integrantes. As provas precisam ser divertidas e despertar na audiência o desejo de participar das missões junto ao elenco. Por sua vez, o elenco do programa deve dispor de liberdade — e intimidade — para brincar entre si, criando um clima de familiaridade que torna o segmento agradável. Felizmente, game-shows já são bastante populares aqui no Brasil, e não seria uma tarefa difícil copiar a fórmula de sucesso.


Knowing Bros


Também conhecido como Men on a Mission (ou Homens Em Uma Missão, na Netflix), o programa da emissora JTBC reproduz o cenário e a dinâmica de uma sala de aula. Os apresentadores são alunos enturmados e veteranos, ao passo que os convidados são alunos novatos, recém-transferidos. Os recém-chegados são submetidos a uma série de perguntas por seus novos e curiosos colegas. A entrevista ocorre de maneira animada e natural, sempre com muito bom-humor. O programa alterna entre quadros e performances mas sem se afastar do contexto escolar, seja no cenário ou no figurino, que é o que o torna tão único e criativo.



A adaptação para o Brasil seria um desafio, justamente pelo formato ser tão inovador. Porém, há um grande legado de produções de humor pautadas na dinâmica escolar no qual as emissoras poderiam se apoiar. O exemplo mais emblemático, é claro, é a Escolinha do Professor Raimundo, o clássico do comediante Chico Anysio. Pode-se pensar o Knowing Bros Brasil como uma mistura dos dois programas. Como seria se alguns dos personagens da Escolinha recebessem, semanalmente, convidados famosos na sua sala de aula? Com certeza, risadas não iriam faltar.



Weekly Idol


O programa da emissora MBC é um velho conhecido dos fãs de Kpop. Está no ar há quase dez anos e é considerado por muitos a porta de entrada para conhecer um grupo ou idol específico. O programa tem dois apresentadores/ entrevistadores (MCs) que dividem o comando dos episódios. O formato reúne humor, entrevista e performances em um set minimalista ao extremo. O cenário é completamente branco — os únicos elementos que destoam são os apresentadores e convidados, e as eventuais inserções de efeitos especiais. Além de sobreviver ao tempo, o Weekly Idol também lançou vários quadros que se popularizaram na indústria, como o Random Play Dance, no qual os convidados têm que dançar em trechos aleatórios da música.



Uma edição brasileira do Weekly Idol seria revolucionária, sobretudo no segmento de entrevistas. Aqui, as produções muitas vezes têm o entrevistado em segundo plano, e dá-se demasiada atenção para o cenário onde ocorre o programa, por vezes um ponto turístico (como era de praxe no programa Estrelas) ou a própria casa do artista. Apenas programas mais sóbrios, como a Roda Viva, apostam na produção minimalista — mas por que não trazer esse princípio para o entretenimento também?


We Got Married


O romance está sempre no ar nesse quadro da emissora MBC. Nele, dois idols são escalados para formarem um casal. Semanalmente, os pombinhos são entrevistados e recebem missões que precisam completar juntos. A aproximação dos participantes é inevitável e deliciosa de acompanhar. A produção, que está no ar há mais de dez anos, já formou “shipps” fofíssimos, como a Joy (do Red Velvet) e o Sungjae (do BtoB). Quem não torceu por esse casal?



Caso tivéssemos um We Got Married Brasil, a produção poderia se espelhar em inúmeros realities nacionais de namoro, que despertam o interesse da audiência por novos casais. Vários quadros e programas já exploram o imaginário alheio nesse segmento; alguns mais inocentes e divertidos como o Vai Dar Namoro, da Rede Record, e outros mais picantes, como o De Férias Com o Ex, da MTV. Independente do apelo, a adaptação brasileira seria um sucesso.




Programas Musicais


M Countdown, Music Bank, The Show, Show Champion… são tantos os programas desse segmento que é até difícil lembrar de todos. Cada emissora tem o seu, mas o formato é basicamente o mesmo em todos os canais. Os artistas, solistas ou em grupo, apresentam suas músicas e coreografias em um palco personalizado, interagem com os fãs através de breves entrevistas, e ainda podem levar um troféu para casa (as melhores performances são escolhidas pelo público através de votação online). Além de entreter, essas produções ainda geram um grande volume de conteúdo para os fãs, como as fancams.



O Brasil possui um longo histórico de programas musicais. Do Globo de Ouro, na década de 70, ao Música Boa, que ganhou uma repaginação em 2020, diversos segmentos nesse estilo já configuraram na grade de programação das principais emissoras do país. Nesse sentido, portanto, os formatos coreanos só tem o que agregar na produção dos musicais brasileiros, como na composição de cenários personalizados para cada artista e o jogo de câmera criativo. Também não é má ideia agraciar com prêmios os artistas que mais se destacaram no programa, afinal, uma pitada de competição não faz mal a ninguém.



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