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  • [ENTREVISTA] Entre fã e ídolo: Kevin (OMEGA X) e Kang-min abordam jornada emocional em My Bias is Showing!

    Em entrevista coletiva, atores revelam bastidores da produção e delicada química entre fã e ídolo que move a trama (Divulgação / IPQ) Ter a rotina cotidiana entrelaçada com a vida glamourosa do mundo artístico é o sonho secreto de muitos fãs . My Bias is Showing! retrata esse cenário com um toque de fantasia . O BL coreano , baseado no webtoon de Nabit e Eol , mistura habilmente realidade e imaginação quando o caminho de um professor e seu artista favorito se cruzam inesperadamente. "Por este webdrama ser sobre um fã e um idol, muitos fãs conseguirão se identificar com a história. A emoção de gostar de alguém e esse amor puro será algo reconfortante com o qual muitos fãs podem se conectar", enfatizou Kevin em coletiva de imprensa a qual o Café com Kimchi esteve presente. Leia também: [ENTREVISTA] OX:N celebra estreia como sub-unit com EP "N" e reforça o desejo de retornar como OMEGA X Conexões entre fã e ídolo dentro e fora das telas (Divulgação / IPQ) Exibido entre agosto e setembro deste ano, My Bias is Showing! marca a estreia de Kevin, integrante do Omega X , como ator, ao lado de Kim Kang-min , que retorna às telas após quase três anos afastado. Ao longo da conversa com a imprensa, os protagonistas compartilharam detalhes sobre essa nova fase em suas carreiras e sobre o processo de dar vida aos personagens Choi Si-yeol e Na Ae-joon. A trama acompanha Ae-joon (Kevin), um professor do ensino médio que, fora dos portões da escola, leva uma vida dupla como fanboy de Choi Si-yeon (Kim Kang-min), membro do grupo A-ONE. Inesperadamente, os caminhos de fã e ídolo se cruzam quando o astro do K-pop vai gravar um programa de variedades justamente na escola onde Ae-joon leciona. Ao longo do webdrama , Ae-joon pode descobrir que há um motivo vingativo para a súbita aproximação do seu cantor favorito. Ao observar o enredo, é impossível não notar a sutil ironia: Kim Kang-min interpreta o papel que, de certo modo, reflete a realidade de Kevin. Membro do Omega X, o artista está em atividade desde 2021, acumulando experiência nos palcos, assim como Si-yeon é um renomado ídolo do grupo fictício A-ONE. Enquanto Kevin domina os palcos, Kang-min tem bagagem nas telas. Apesar de parecer natural que ambos trocassem experiências durante a preparação, isso não aconteceu. Segundo os atores, a decisão partiu do desejo de Kang-min de não sobrecarregar o colega, que fazia sua estreia na atuação. O ator contou com outro auxílio para moldar seu personagem: seu próprio lado como fã que observou outros ídolos. "Ao interpretar o personagem no palco, queria transmitir as emoções que senti assistindo aos shows como público. Não pedi conselhos a Kevin porque ambos temos nossos respectivos papéis e não queria colocar pressão extra sobre ele. Quis tentar sozinho para organizar meus próprios pensamentos e emoções e realmente transmitir o que senti nos shows de idols que assisti. Assim como o parceiro de cenas, Kevin também decidiu focar em seu personagem individualmente. Embora seja o quarto membro do Omega X a estrear como ator, o ídolo não pediu conselhos aos companheiros, que já haviam debutado nas telas e em BLs. Mesmo que não tenha recebido dicas dos integrantes, Kevin reforça que as próprias estreias de Jaehan e Yechan , em A Shoulder to Cry (2023) ; e Hangyeom, em Jazz For To (2024) , o inspiraram a seguir carreira na atuação. A partir disso, a dupla focou em encontrar suas próprias referências. No caso de Kevin, além de se inspirar em professores que participaram de sua edução, o jovem ator também encontrou apoio em outra fonte muito significativa: seus fãs. Graças a Ae-joon, Kevin pôde compreender melhor a dinâmica entre fã e artista — desta vez, sob a perspectiva do fandom. "Uma vez, enquanto me comunicava com meus fãs, me perguntei o que fazia os fãs nos amarem. Como Na Ae-joon, pude considerar essa questão novamente. Senti isso enquanto atuava os sentimentos de Ae-joon por Si-yeol, percebendo que quando você se apaixona, até as menores coisas são tão bonitas e preciosas que você quer proteger. Esse aspecto cria uma emoção comum entre Ae-joon e os fãs", refletiu Kevin. Leia também: De 2gether a Bad Buddy: Entenda o sucesso dos BL tailandeses Os atores também deram toques pessoais aos personagens. O estilo adotado por Si-yeol, por exemplo, contou com interferências de Kang-min, embora sem alterar a essência do personagem. "Tentei me aproximar do personagem, Choi Si-yeol, o máximo possível em relação ao original, mas ainda adicionando minha própria interpretação e estilo na voz, visual e tipos de roupas, para destacar o charme dele como personagem no drama", ressaltou Kang-min. Já Kevin destacou que preservar Ae-joon foi uma tarefa simples, já que a versão apresentada no roteiro estava muito próxima daquela retratada no webtoon original. O cantor e ator ressaltou ainda que percebeu muitas semelhanças entre sua própria personalidade e a do protagonista — o que tornou natural incorporar características pessoais ao papel e também o estimulou a tenta conquistar o papel. Construção da química e da arte em My Bias is Showing! (Divulgação / IPQ) Na direção, o elenco contou com a orientação de Baek Min Hee , conhecida por capturar profundidade emocional em webdramas, como em Summer Indigo (2025) e Our D-Day (2023). Kang-min ressalta que os feedbacks foram precisos e que a comunicação fluiu bem nos bastidores. Kevin também relembra positivamente os momentos no set de filmagem, destacando o ambiente leve e a segurança que sentia ao receber constantes “ oks ” da diretora entre uma gravação e outra. Depois de estudar e construir seus respectivos personagens, Kang-min e Kevin enfrentaram outro grande desafio: a química entre os protagonistas. My Bias is Showing! marca a estreia de ambos no gênero Boys Love , que vem ganhando cada vez mais destaque. Os preparativos nos bastidores impuseram uma dinâmica que Kang-min considerou desafiadora, mas essencial para manter a autenticidade dos primeiros encontros entre os personagens. "Normalmente, antes de um drama começar, os atores se encontram para leituras de roteiro, se conhecem e conversam bastante para construir essa química. Mas como este drama começa com certa estranheza entre os personagens, não pudemos nos aproximar no início, para manter essa distância. Foi desafiador", analisou Kang-min. "Conforme nos conhecíamos mais no set, nos aproximamos assim como nossos personagens. Acredito que isso criou uma ótima sinergia, tanto no drama quanto na realidade." "A sensação de gostar de alguém de forma pura e genuína é muito importante. Algumas pessoas podem achar que não é algo muito sincero, mas ter esse afeto sem filtros é algo precioso. Além do gênero do drama, espero que os fãs consigam sentir que, 'Uau, esses dois personagens estão compartilhando um amor bonito', após assistir ao nosso drama, assim como sentiriam ao ver qualquer outro drama ou história de amor", disse Kevin. Leia também: 5 K-dramas para conhecer Kim Woo Bin, astro de "Gênio dos Desejos" Outro desafio pessoal para Kang-min foi seu retorno às telas. My Bias is Showing! marca sua estreia em BLs e seu retorno à atuação desde 2022, quando participou de It’s Beautiful Now em um papel menor. Ativo desde 2019, quando estrelou Maybe, Maybe Not , o ator já transitou entre produções históricas e romances juvenis. "Sou muito grato por qualquer oferta que surge. Considerando minha filmografia até agora, já fiz drama histórico, universitário e obras mostrando a vida cotidiana. Fiquei grato por assumir um gênero que nunca havia tentado antes e achei que seria bom experimentar algo novo", disse Kang-min. (Divulgação / IPQ) O webdrama transita de forma inesperada entre romance, fantasia, comédia e momentos mais sombrios, encontrando o equilíbrio ideal entre esses elementos em cada cena. Como destacado durante a coletiva de imprensa, o episódio 7 exemplifica bem esse contraste entre situações cômicas e tensas. Kang-min comentou que há um fluxo emocional próprio em cada momento, e compreender como interpretá-lo e expressá-lo é algo que surge naturalmente no trabalho do ator. Entre as várias cenas emocionantes de My Bias is Showing!, uma em especial marcou Kevin profundamente. O ator contou que o momento em que Ae-joon declara seu amor por Si-yeol teve um impacto pessoal inesperado. "Há uma cena em que Ae-joon realmente expressa seu amor por Si-yeol e o deixam emocionado. Cada linha dessa cena são coisas que meus fãs já me disseram também e essas falas são o que meu personagem realmente queria expressar o ídolo. Ver as emoções de Si-yeol mudarem por causa dessas palavras me fez sentir algo de maneira inesperada", apontou Kevin. A música também tem papel central em My Bias is Showing! — e, assim como Kevin, o Omega X está fortemente presente na produção. A trilha sonora oficial é composta por quatro faixas, “덕통사고 (Countdown)”, “DIVE”, “TAKE ME OVER” e “Pure Love". No drama, Junghoon interpreta JJ, o líder do grupo fictício A-ONE. Além disso, ele participa de três das quatro faixas da trilha sonora. Kevin, junto de Jaehan, Yechan, Xen e Taedong, também contribuiu como vocalista e produtor musical. Baseado no webtoon que ganhou popularidade em diversas plataformas sul-coreanas, incluindo Kakao Page, Mr. Blue e Naver Series, a adaptação acompanha uma jornada emocional intensa, repleta de amor, vingança e na relação de fã e ídolo. Os 10 episódios estão disponíveis na plataforma IQYI .

  • One in a Million: saiba quando o documentário do TWICE chega aos cinemas do Brasil

    Produção em comemoração aos 10 anos de carreira mostra os bastidores do grupo e a conexão entre as integrantes (Divulgação / JYP Entertainment ) Neste mês de outubro, o TWICE está completando 10 anos de carreira e para comemorar o grupo vai presentear seus fãs com o documentário TWICE: ONE IN A MILL10N que será exibido nos cinemas ao redor do mundo. Além do filme, o girlgr oup também lançou o álbum Ten: The Story Goes One , tornando a celebração e sua trajetória com os Onces ainda mais especial. Saiba quando o documentário chega ao Brasil e o que esperar da produção! Quando o documentário TWICE: ONE IN A MILL1ON chega ao Brasil? O documentário em comemoração aos 10 anos de carreira do TWICE chegará aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro pela Sato Company e a pré-venda já começou em várias cidades. Para saber se o longa será exibido no cinema mais perto de você basta conferir o site ingresso.com. A dica é ficar de olho no site, pois em breve novas localidades estarão disponíveis, segundo a Sato. O que esperar de TWICE: ONE IN A MILLION? O documentário chega aos cinemas oferecendo uma oportunidade de imersão na trajetória do grupo. O grupo já havia lançado um documentário em 2020, mas TWICE: ONE IN A MILLION é o primeiro a ser exibido nos cinemas ao redor do mundo. Durante os 100 minutos de duração, a produção revisita sua história das meninas desde a estreia até a consolidação como um dos maiores nomes do K-pop. Além de entrevistas inéditas e cenas de bastidores, os fãs também vão poder conferir depoimentos comoventes que revelam os desafios e as conquistas ao longo dessa década. Mais do que um projeto especial de aniversário, o filme busca mostrar o lado humano das integrantes, expondo a rotina intensa, o cansaço, as lágrimas que ficam escondidas, mas existem. TWICE: ONE IN A MILL10N também destaque a conexão entre as nove integrantes que depois de 10 anos juntas se conhecem como ninguém, algo que se tornou uma das forças do grupo. Leia também: 10 anos de TWICE: As melhores b-sides para quem só conhece os hits do girlgroup O nome ONE IN A MILL10N, faz uma referência direta à icônica frase de introdução do TWICE. No trailer, as integrantes expressam sua gratidão pelos momentos vividos no palco e refletem sobre como chegaram tão longe como artistas. “Não é todo mundo que tem uma conexão assim”/ “Eu acho que é um amor que parece um milagre” elas comentam. A comemoração dos 10 anos do TWICE Além do documentário, o TWICE também lançou o álbum Ten: The Story Goes On em 10 de outubro. O nome escolhido é como uma resposta e uma referência ao EP de estreia do grupo, The Story Begins , lançado em 2015. A faixa título do álbum de aniversário é ME+YOU uma canção que expressa a gratidão e o carinho dos fãs ao longo de todo esses anos. Ten: The Story Goes On conta ainda com outras nove músicas interpretadas por cada uma das integrantes individualmente. Para completar a celebração, o TWICE realizou recentemente a turnê mundial THIS IS FOR para ficar mais próximo do público nesse ano tão especial, mas infelizmente não passou por países da América Latina.

  • [ENTREVISTA] Entre comeback e desafios da turnê, ALL(H)OURS encontra equilíbrio no apoio dos fãs

    Boygroup compartilhou detalhes do processo de preparação para VCF, turnê norte-americana e a possibilidade de um álbum completo (Divulgação/EDEN Entertainment) Após um primeiro ano marcado por indicações em premiações e pelos primeiros passos de sua trajetória artística , o ALL(H)OURS inicia um segundo ano de carreira tão intenso quanto o anterior. Em meio à turnê mundial — que já passou pela Europa e atualmente segue pela América do Norte —, o grupo equilibra grandes performances com o lançamento de seu quarto EP , VCF . O nome do álbum, “VCF”, é uma abreviação de “ Vibe Check Failed ”, expressão derivada do meme popular “ Vibe Check ” O conceito do projeto reflete a intenção do ALL(H)OURS de afirmar sua própria identidade artística, em vez de seguir o “vibe” predominante de outros grupos de ídolos. O que move o ALL(H)OURS em VCF? (Divulgação/EDEN Entertainment) O mais recente trabalho de Kunho, Youmin, Xayden, Minje, Masami, Hyunbin e ON:N é uma fusão de emoções que celebra o ato de ser diferente. Lançado no início de setembro, VCF apresenta cinco faixas cheias de energia, incluindo “ READY 2 RUMBLE ”, a faixa-título do EP e aquela que melhor resgata a identidade sonora do boygroup . Em coletiva de imprensa — da qual o Café com Kimchi participou —, Xayden destacou que o single principal resume a determinação dos integrantes neste álbum. Assim como o verso “ Get ready to rumble ” (tradução: prepare-se para a briga), o grupo está pronto para encarar qualquer desafio. Leia também: Gostou de “Who Are You”? Conheça outros projetos musicais de Suho do EXO O grupo destaca que VCF transmite a mensagem de desafiar tendências e criar suas próprias cores, um caminho que o ALL(H)OURS vem trilhando desde a estreia. Com um álbum que mistura diferentes elementos sonoros, eles acreditam que o quarto EP apresenta uma proposta distinta dos anteriores. Enquanto os três primeiros projetos enfatizavam a sua determinação, VCF revela uma nova mentalidade: a de que o grupo está pronto para alcançar os objetivos delineados nos trabalhos anteriores. Com um álbum que transita do hip-hop ao new jack swing dos anos 1990, o grupo retoma seu autodesafio de explorar novas sonoridades a cada lançamento. Youmin relembra esse comprometimento como uma forma de alcançar um público ainda maior, algo que eles pretendem continuar promovendo em seus próximos trabalhos. "Como VCF transmite nossa mensagem de desafiar as tendências e criar nossas próprias cores únicas, acho que este pode ser uma boa introdução do nosso time para todos que estão nos conhecendo através deste mini-álbum", disse ON:N , membro mais novo do ALL(H)OURS. Desta vez, além da exploração de novos gêneros, o álbum trouxe outra novidade: os integrantes foram divididos em duas unidades para faixas específicas: “ GOOD JOB ”, com os membros da rap line , e “ La Vida Loca ”, focada nos vocalistas. Cada música apresenta um ritmo que reflete com precisão o estilo e a personalidade de cada equipe. Enquanto “La Vida Loca” é descrita como “uma melodia direta, sofisticada e lírica, característica do K-pop”, “GOOD JOB” é apontada por combinar “versos habilidosos com um refrão viciante, tornando-se mais cativante a cada audição”. A faixa do time de rap contou com a participação de Kunho , Xayden , Masami e Hyunbin na composição. A participação dos integrantes na produção de músicas não é novidade para o grupo, que já contribuiu em lançamentos anteriores e também em La Vida Loca, do VCF. Nesse processo, os membros divergem em relação ao que priorizam durante a composição: expressar seus próprios sentimentos ou os dos fãs. "Isso pode variar entre os membros que participam da criação, mas, para mim, o ponto de vista do público vem primeiro. Claro que é importante colocar emoções pessoais, mas prefiro criar algo que todos possam curtir e se identificar. Sempre penso: 'O que meus fãs vão sentir ao ouvir isso?' E isso me ajuda a imaginar como será apresentar a música ao vivo também", explicou o líder Kunho. "Já eu penso mais nos meus sentimentos. É assim que abordo a composição das letras — gosto de colocar meus pensamentos nas músicas. Acredito que olhar para dentro me ajuda a desenvolver minha cor e estilo, por isso coloco minhas emoções em primeiro lugar quando componho", completou Xayden. Leia também: [ENTREVISTA] Com nova formação, Queenz Eye se abre sobre o recomeço com PRISM EP. 01 Desafios e apoio dos fãs entre o novo EP e a turnê (Divulgação/EDEN Entertainment) Em um ano intenso, os integrantes revelaram que VCF foi desenvolvido durante a turnê europeia. A 1st FANCON in Europe ocorreu entre maio e junho deste ano, passando por oito cidades. Entre breves pausas, viagens constantes e preparativos, os integrantes seguiram um antigo conselho do produtor JYP : aproveitar os voos para trabalhar nas músicas. "Nossa prioridade era trazer a melhor qualidade dentro do tempo limitado. Para “La Vida Loca” e “GOOD JOB”, nas quais participamos como letristas, havia prazos apertados, então trabalhamos nelas sempre que tínhamos tempo livre — inclusive no avião. O produtor J. Y. Park (JYP) já havia sugerido trabalhar durante voos, e essa foi a oportunidade perfeita. Funcionou muito bem, porque um ambiente novo trouxe bastante inspiração e foco", mencionou o líder. Durante a preparação de VCF, os integrantes revelaram que chegaram a cogitar o lançamento de seu primeiro álbum completo após três EPs. No entanto, a turnê e conflitos com outras agendas tornaram a ideia inviável. Kunho e Xayden explicam que preferem guardar um projeto tão importante para um momento em que possam se dedicar plenamente, cuidando de cada detalhe e da mensagem que desejam transmitir em um full album . "Ao incluirmos faixas unit neste quarto mini-album, demos um passo mais perto de um álbum completo. Todos nós estamos bem interessados em composição e escrita, então vamos trabalhar duro para lançar um full album com mais músicas em que participamos", acrescentou Xayden. Leia também: [ENTREVISTA] Diretores e artistas de Guerreiras do K-pop destacam importância da animação e revelam inspiração inesperada Com o fim da divulgação do álbum na Coreia do Sul, o ALL(H)OURS se prepara para um novo desafio: a 1st FANCON in North America . A turnê pelo continente ocorrerá entre novembro e dezembro, passando por sete cidades a partir de 28 de novembro. Os integrantes estão confiantes com as performances ao vivo e esperam deixar os fãs impactados, com vontade de reviver esses momentos com o ALL(H)OURS novamente. "Só conseguimos planejar e preparar essa turnê graças a todos que estavam esperando e desejando nossa visita. Isso também mostra que estamos seguindo na direção certa como artistas e que muitas pessoas estão reconhecendo a cor única do ALL(H)OURS, o que nos dá mais confiança", celebrou Kunho. Com uma agenda intensa, na qual precisam equilibrar diversas demandas e preparativos, os sete integrantes encontram força no apoio dos fãs durante os momentos de cansaço. Segundo o líder, o grupo está plenamente consciente do suporte que recebem de fãs nacionais e internacionais em diferentes plataformas, e costuma ler as mensagens quando se sentem exaustos. “Elas nos lembram que temos os Min(ut)es ao nosso lado e nos motivam a continuar nos esforçando para entregar performances cada vez melhores.” Com foco em grandes performances em diversos países, os fãs europeus e norte-americanos não eram os únicos nos planos iniciais da 1st FANCON . A turnê do boygroup também estava prevista para passar por cinco países da América Latina, incluindo o Brasil, após a etapa europeia. O anúncio do show foi feito em março deste ano, confirmando a apresentação única do ALL(H)OURS em São Paulo, marcada para 13 de junho. No entanto, quase um mês depois, a passagem pela América Latina foi cancelada. A produtora responsável explicou que o cancelamento ocorreu devido a “circunstâncias imprevistas e fora do nosso controle”. Em entrevista à imprensa, o grupo lamentou o ocorrido, mas esperam fazer esse encontro possível em breve. "Com certeza queremos visitar o Brasil e outros países da América Latina! A turnê foi infelizmente cancelada, mas estamos nos esforçando muito para trazer boas notícias aos nossos fãs latino-americanos que estão esperando com tanto carinho. Por favor, continuem acompanhando nosso crescimento!", reforçou Kunho. Embora ainda não tenham tido um encontro com os fãs latino-americanos, os integrantes estão cientes do apoio e confirmam estar prontos para mostrar o seu melhor para os Min(ut)es da LATAM. No momento, o grupo se prepara para iniciar a última etapa da 1st FANCON , na América do Norte, este ano. De 28 de novembro a 14 de dezembro, o ALL(H)OURS passará por oito cidades nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.

  • [ENTREVISTA] Diretora e artistas de Guerreiras do K-pop revelam como HUNTR/X e “Golden” ultrapassaram a ficção: “Foi mágico desde o começo”

    Em coletiva de imprensa, equipe relembra como a canção escrita se transformou em hit global (Divulgação / Netflix) Em Guerreiras do K-pop , também conhecido como K-pop Demon Hunters , a ficção ganhou vida de uma forma nunca vista antes. O trio vocal formado por EJAE , Rei Ami e Audrey Nuna levou as HUNTR/X dos estúdios de animação aos palcos reais, consolidando o poder de “ Golden ” como hit global. A canção original vem dominando o topo dos charts musicais, se tornando uma aposta para a temporada de premiações. Em coletiva de imprensa da qual o Café com Kimchi esteve presente, a dupla de diretores Maggie Kang e Chris Appelhans , junto com as vozes das HUNTR/X, EJAE, Rei Ami e Audrey Nuna, abordaram esse momento único que vive a animação da Netflix e como foi o momento que perceberam que tinham um grande sucesso em mãos com Golden. Leia também: Review | "Ruídos", novo filme de terror sul-coreano, é tão silencioso e barulhento ao mesmo tempo Da ficção para realidade: o sucesso imprevisível de HUNTR/X e Golden (Divulgação / Netflix) Guerreiras do K-Pop não chamou atenção apenas por sua história original, mas também a trilha sonora composta por canções produzidas exclusivamente para o longa-metragem. Desde o lançamento do filme na plataforma da Netflix, Golden — principal música da trilha — quebrou o record de PAKs (Perfect All Kill) na Coreia do Sul e primeiro lugar no Hot 100 da Billboard. Além disso, a música também é uma aposta para o Oscar de Melhor Canção Original. A dupla de diretores admitiu que a construção do girlgroup fictício reuniu elementos que poderiam fazer o trio competir com artistas reais . Bom, talvez na época não imaginassem o tamanho do fenômeno que HUNTR/X se tornaria. Assim como na animação, os Saja Boys estão longe de apagarem a força do grupo feminino com o público, e com os feitos expressivos, muitos artistas reais também foram ultrapassados. EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami são as responsáveis por emprestarem a voz as HUNTR/X e os frutos colhidos pelo trio mostra que seus diretores tiveram sucesso em transformá-las em um grupo para além do filme. Recentemente, o trio marcou presença no VMA e, posteriormente, no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon para a primeira apresentação ao vivo no dia 7 de outubro. Diferente de Audrey e Rei que já estiveram em palcos anteriormente, EJAE costumava trabalhar na parte de produção, recebendo notoriedade em seus trabalhos como compositora. Suas habilidades como vocalista não são uma surpresa: ela foi trainee da SM Entertainment por um longo período. A apresentação no programa do Jimmy Fallon não era aguardado apenas pelos fãs da voz cantada de Rumi, mas também exaltada pelas colegas de trabalho durante os ensaios. "Somos abençoados por termos visto essa mulher [EJAE], ao vivo, cantar essa música, provavelmente pela primeira vez no mundo, num ensaio. E só de estar na presença desse talento, honestamente geracional, para nós é muito significativo. Aprendemos muito umas com as outras", exaltou Audrey Nuna, voz cantada de Mira. Leia também: Good News: Netflix lança filme de suspense inspirado em sequestro dos anos 70 Podemos apontar diferentes motivos os quais fizeram Guerreiras do K-pop se tornar um fenômeno. E com certeza, ter mentes geniais como a de Maggie Kang na direção e de EJAE, para uma trilha sonora, foram de grande ajuda. A diretora relembra quando ouviu Golden pela primeira vez, e como teve certeza que tinham um hit em mãos. Segundo Kang, ela estava no aeroporto quando recebeu uma mensagem de EJAE, naquele momento ficou tão feliz com o resultado que a música a levou as lágrimas logo no começo. "Foi tão mágico desde o começo. Pensei: 'Meu Deus, finalmente conseguimos' e comecei a chorar. Chorei mais ainda porque pensei: 'Está ficando cada vez melhor'", relembra a diretora. (Divulgação / The Hollywood Reporter) Com auxílio de Maggie, EJAE sabia quais caminhos precisava explorar para criar a canção. Em entrevistas anteriores, a compositora revelou que a diretora pediu atenção em alguns elementos fundamentais, como a letra ser em coreano, ter a palavra "ouro" e mostrasse o lado mais vulnerável das personagens. EJAE descreve a líder das HUNTR/X como incrivelmente trabalhadora, mas tenta esconder suas imperfeições. Golden tem papel fundamental no enredo do filme, movido pela música e pelas vozes das HUNTR/X. Em determinado momento, a canção é usada por Rumi, Zoey e Mira para proteger o mundo contra o avanço de demônios e selar a Honmoon, uma barreira que separa o inferno do mundo real. Curiosamente, a ideia para a música surgiu enquanto EJAE estava a caminho do dentista para colocar uma obturação de ouro. “Quando recebi a melodia, pensei: 'Que melodia boa!'. Isso acontece às vezes quando a melodia sai muito rápido. Estava tão animada para fazer minha obturação de ouro e ir para casa e gravar. Pedi para meu coautor [Mark Sonnenblick] vir ao Zoom, e foi assim que compomos. E eu pensei: 'Meu Deus, Mark, eu tenho essa melodia. Acho que é bem épica'”, relembrou EJAE. Leia também: "Eu, Você e Toda Uma Vida": 3 motivos para assistir ao K-drama sobre amizade e rivalidade da Netflix O processo foi bem mais rápido do que o habitual. A compositora explicou como a estruturação da música surgiu "tudo de uma vez", pulando alguns estágios comuns durante a composição. Aquela reunião no Zoom em questão terminou de uma forma empolgante graças ao resultado. "Literalmente, Mark e eu pensamos: 'Será que acabamos de compor um hit?'. Soou tão bom", disse EJAE orgulhosa. A certeza que tinham um fenômeno em mãos se estendeu ao produtor Ian Eisendrath. Segundo, EJAE, depois de receber a canção Eisendrath encheu a produção de elogios. "Ele respondeu: "isso é incrível, é um sucesso, EJAE!'". Lançado em 20 de junho no catálogo da Netflix, Guerreiras do K-pop rapidamente dominou o Top 10 da plataforma, alcançando a primeira posição em 26 países nos primeiros dias após a estreia. Enquanto EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami dão voz às HUNTR/X nas canções, Arden Cho, May Hong e Yoo Ji-young são responsáveis pelas vozes faladas. O elenco ainda conta com Ahn Hyo-seop (de Pretendente Surpresa )  como Jinu e Lee Byung-hun  (de   Round 6 ) interpretando Gwi-ma .

  • 10 músicas do NMIXX para ouvir e conhecer sua discografia

    Grupo da JYP conta com EPs e full album que denotam seu estilo único na 4ª geração do K-pop (JYP Entertainment/Divulgação) Você é fã do NMIXX? Desde o debut em 2022, o conjunto surpreende o K-pop com sua discografia variada e de produção interessante — muito pautada no estilo chamado "mixx pop", criado pelo próprio grupo. Com o tempo, as meninas amadureceram como idols e o talento apenas cresce; e a vinda do NMIXX no Brasil em 2025 atestou todo o talento delas. Confira abaixo 10 músicas do girlgroup que todos precisam conhecer e se surpreender! Leia também: Review | O NMIXX, em "Blue Valentine", mostra que PRECISA ser ouvido 10 canções do NMIXX para conhecer e se apaixonar pelo grupo 1- Run For Roses A música Run For Roses é essencial para todo fã conhecer! A faixa é uma b-side promocional do EP Fe304: BREAK, lançado em janeiro de 2024, e as artistas apresentaram a canção em diversos stages e formatos. Inclusive, Run For Roses ganhou uma performance no programa do YouTube It's Live, com participação do Young K do Day6: Leia esta resenha: NMIXX faz trabalho impecável com “Fe3O4: BREAK” e dá recado aos antis com retorno do Mixpop 2- Beat Beat A música Beat Beat é outra parte imperdível dos setlists do NMIXX. Presente no disco Fe304: STICK OUT, a canção do gênero dance pop possui um vídeo especial no canal do grupo no YouTube, que mostra a coreografia realizada pelo NMIXX durante a turnê CHANGE UP: MIXX LAB: 3- Love Is Lonely E sem a necessidade de uma coreografia, Love Is Lonely é uma balada eletrônica que apresenta ao público os vocais únicos do NMIXX. Também parte do CD Fe304: STICK OUT, esta canção foi divulgada pelas meninas em inúmeras ocasiões, como no concerto promovido pela emissora KBS em setembro de 2024: 4- BOOM Outra canção do Fe304: BREAK que todos precisam saber! BOOM dá um gostinho dos projetos experimentais do girlgroup numa mescla do hip-hop com o jersey club. Veja a coreografia: 5- Paxxword Paxxword integra o álbum expérgo do NMIXX, divulgado em março de 2023. A canção foi apresentada pela primeira vez no showcase de lançamento do CD, e é uma escolha fofíssima para as artistas performarem na turnê. A coreografia é tão divertida quanto a música, e é diferente de outros lançamentos mais ousados e girl crush do sexteto. 6- Passionfruit O projeto Fe304: BREAK possui algumas das melhores b-sides do NMIXX, e a faixa Passionfruit é a prova disso. Também inspirada no jersey club, a música possui um refrão bastante chiclete e é uma das prediletas do redator desta lista (rs); escute caso ainda não conheça a discografia das meninas a fundo! 7- Cool (Your Rainbow) Agora no túnel do tempo, Cool (Your Rainbow) está presente no segundo EP da discografia do NMIXX, ENTWURF. Se você curte baladas pop românticas, a canção é um prato cheio, feita para ser performada sem a necessidade de uma coreografia mirabolante (que a gente também ama, é claro!). 8- Red light sign, but we go A trilogia Fe304 do NMIXX precisa estar na playlist de todo K-popper, e Red light sign, but we go comprova isso outra vez nesta lista. Apesar desta música não aparecer na setlist da turnê, ainda é uma indicação incrível para você: 9- Home O grupo finalizou alguns concertos da turnê de 2025 com Home, que integra a tracklist do expérgo . Este é o exemplo perfeito de como a música eletrônica é inserida na discografia das cantoras, e pode ser agradável aos fãs do K-pop do início da 3ª geração pela semelhança à sonoridade da época. 10- XOXO Finalizamos a lista com XOXO, que é outra demonstração de como o NMIXX se basta apenas com voz e microfone. Esta faixa não esteve inserida na setlist da tour NMIXX CHANGE UP: MIXX LAB, mas te indicamos como uma ótima música das meninas! Você foi no show do NMIXX no Brasil? Não se esqueça de acompanhar o Café com Kimchi nas redes sociais também 💜

  • Review | O NMIXX, em "Blue Valentine", mostra que PRECISA ser ouvido

    Com o lançamento de seu primeiro álbum completo, o grupo reúne os melhores elementos de sua jornada até aqui Por Caio Martins Bueno (JYP Entertainment/Divulgação) Mesmo fazendo parte de uma das maiores empresas da indústria musical sul-coreana, o grupo da quarta geração do K-pop, NMIXX, nunca esteve nos holofotes por longos períodos. Parte disso se deve ao estranhamento causado por algumas de suas tracks, enraizadas no gênero "mix pop" que define o sexteto. Essa questão se desdobra em uma estereotipação do grupo que perdura, sem que ele seja ao menos cogitado pelo público geral; o que chega a ser uma pena. Entretanto, as coisas podem mudar com álbum Blue Valentine. No dia 13 de outubro, o NMIXX lançou seu primeiro full album, e a proposta do CD e da title track homônima é abordar a dualidade entre desejar um amor e sofrer por ele, sentimentos simultâneos em uma relação. Vale salientar que houve o lançamento de uma faixa prévia, Spinnin' on It, música que também entra no mesmo recorte temático. Para diversas pessoas, essa já possuía o potencial de ser uma title , o que causou anseio grande por parte dos fãs nas redes para o restante do disco. Em relação à Blue Valentine, a canção possui um refrão forte e cativante, precedido por uma “bizarrice” reversa que deve despertar a atenção de todos. Haewon e Lily são destaques na música, inclusive. O MV da faixa contribui muito com a construção da narrativa, trazendo imagens que não só exploram o assunto central do comeback como também enaltecem a conexão das integrantes e a sua história até o presente. A faixa ganhou destaque nos charts, em especial o Melon, sendo a primeira manifestação significativa dos fãs do país desde Love Me Like This. Aprofundando em Spinnin' on it, a música segue um padrão mais linear, com refrão e segmentos marcados. Jiwoo, como rapper, ganha espaço com vocais mais refinados que exigem gogó. Sullyoon e Bae dão um show à parte, sustentando notas prolongadas. Porém, o mais interessante da música são as diversas camadas inseridas na produção, com direito a instrumentos e tempos de jazz e voz modulada. Ambas as músicas, iniciais no CD, sobem a régua para o que vem depois para o NMIXX em Blue Valentine . E, mais uma vez, a demanda é atendida. A produção do NMIXX em Blue Valentine torna cada faixa mais que memorável A produção do restante segue sendo o ponto de atenção, tornando cada uma das músicas única e memorável. Phoenix, muito em sintonia com Papillon do EP Forward, traz uma batida envolvente e poderosa, explorando a diferença de ritmos e tons. De forma mais sombria, Reality Hurts também se encaixa nessa definição, porém com uma intensidade dramática adicional de deixar o queixo caído (o que curiosamente destoa da personalidade de Lily, integrante autora da letra). Na sequência, Rico recupera a conexão latina já feita em Sõnar, porém com mais pé no chão dessa vez. Além disso, esta talvez seja a faixa de menos brilho em Blue Valentine, mas ainda sim é muito bem executada. Game Face, por outro lado, traz um respiro importante no clima do álbum, sendo leve e cativante, apesar de sua bridge surpreendente. Chegando na segunda metade de Blue Valentine, temos Podium, marcada por um refrão satisfatório e batida inovadora, o que já virou rotina para o NMIXX Em sequência, há Crush on you, Adore U e Shape of Love, faixas que, apesar de românticas, seguem sua própria marca. Inclusive, é válido dizer que Adore U, a mais melódica das três, entra na mesma prateleira de outras da discografia como Love is Lonely, Ocean e Cool, títulos anteriores que exploram o lado mais sensível do grupo. Leia outra resenha: NMIXX faz trabalho impecável com “Fe3O4: BREAK” e dá recado aos antis com retorno do Mixpop Por fim, o público encontra duas versões de O.O na tracklist , música que dividiu opiniões no debut do grupo. Apesar de trazerem trechos da faixa original, os remixes Baila e Superhero são um abraço carinhoso nos fãs que acompanharam a trajetória do girlgroup , cuja essência foi mantida. No fim das contas, o NMIXX nunca abandou sua essência original A conclusão é clara: Blue Valentine é a consolidação de um grupo que nunca abandonou sua proposta, lapidando as suas qualidades e entregando algo inédito ou ao menos incomum no K-pop. Sem sombra de dúvidas, a brilhante trilogia Fe304 serviu de experimento para que Blue Valentine existisse — mas o desafio era manter o padrão de qualidade crescente, o que se concretizou. Ao trilhar a linha tênue de uma produção exagerada com caoticidade, o NMIXX se mantém no limite e provoca um verdadeiro choque, sem desperdiçar a sutileza de harmonias, timbres delicados e momentos de contemplação. Pode-se dizer que o Nmixx está aproveitando o que há de melhor em cada uma das integrantes, porém abrindo o leque de oportunidades para que se desenvolvam em outros aspectos. Em Mexe, featuring com a Pablo Vittar, a Lily mostrou seus dotes no rap. Em Forward e Blue Valentine, Jiwoo cresceu com cantos mais melódicos. E além delas, Sullyoon está abraçando notas mais agudas que fogem da sua zona de conforto. O NMIXX já mostrou que está pronto para ser “relevante”, e só precisa que as pessoas escutem o que o conjunto tem a dizer. A boa notícia é que a JYP investe e sabe que seu produto está apenas aguardando o estourar da bolha. Com vídeos, músicas e performances de notório conceito criativo e qualidade técnica, o NMIXX está esperando o seu lugar no pódio. O reconhecimento “arbitrário” de prêmios como o MAMA são um balde de água fria, mas não devem apagar essa faísca intensa. Ouça Blue Valentine do NMIXX:

  • Review | Who Are You: Suho mostra maturidade sonora em novo mini-álbum solo

    Integrante do EXO, investe em sonoridades do rock alternativo em seu novo álbum (Divulgação / SM Entertainment) No dia 22 de setembro de 2025, Suho , integrante do EXO , lançou seu aguardado quarto mini-álbum solo, intitulado Who Are You . O projeto marca seu primeiro comeback solo desde 1 to 3 , lançado em maio de 2024, e reforça sua identidade musical mais voltada ao rock alternativo — um caminho que o artista vem trilhando com cada vez mais confiança. Com sete faixas no total, o novo EP apresenta uma paleta sonora diversa, mas conectada por uma narrativa emocional densa e bem construída. O destaque do álbum fica por conta da faixa-título, também chamada Who Are You , uma canção que fala sobre separação de forma madura e contida, embalada por guitarras melódicas e um instrumental que mistura rock alternativo com toques de Brit pop. Em entrevistas e lives promocionais, Suho revelou que passou o último ano inteiramente dedicado ao desenvolvimento do álbum, buscando traduzir em som as emoções silenciosas de um término. “Foi tudo sobre esse álbum. Pensando bem, sinto que vivi o ano inteiro pra ele”, disse o artista em uma transmissão ao vivo pré-lançamento. Leia também este post no site:  Review | Em "KARMA", Stray Kids celebra a glória e encara o peso da jornada em novo álbum Mais do que apenas um retorno solo, Who Are You  representa uma consolidação artística de Suho, que vem se destacando por sua versatilidade e sensibilidade musical fora das atividades do EXO. Em um momento em que o grupo se prepara para seu grande retorno após o fim dos alistamentos militares, esse lançamento chega como um presente aos fãs e um lembrete do quanto cada integrante amadureceu em sua trajetória individual. Who Are You: Suho transforma término silencioso em rock alternativo melancólico A faixa-título Who Are You  é o coração do novo mini-álbum de Suho, marcando seu retorno ao rock alternativo com uma canção que transforma o fim de um relacionamento em poesia sonora. Guiada por guitarras elétricas com timbre áspero, a música retrata aquele momento calmo — e ao mesmo tempo doloroso — em que as palavras não são mais necessárias para confirmar que algo acabou. “É sobre o momento tranquilo de um término, em que você tenta parecer forte e indiferente, mas por dentro está emocionalmente abalado,” explicou o artista durante uma live especial antes do lançamento do álbum. Com sua voz carregada de emoção contida, Suho constrói uma atmosfera introspectiva que convida o ouvinte a sentir junto, sem exageros ou dramatizações. Ao falar sobre a escolha da faixa como título do EP, o cantor foi direto: “Escolhi essa como title track porque é uma ótima música.” Ele também revelou que trabalhou no projeto durante todo o último ano, mergulhando profundamente no processo criativo. Para combinar com o clima da canção e com a estética do comeback, Suho tingiu os cabelos de laranja — uma homenagem à juventude representada por Ron Weasley, personagem de Harry Potter , e também uma referência ao outono coreano. “Queria essa vibe jovem, e pensei no Ron, que tem cabelo laranja,” contou. A sonoridade da faixa, que também carrega nuances de Brit pop, reforça o tom melancólico e ao mesmo tempo contido do single, que abre e encerra o álbum em versões coreana e inglesa. Faixa a faixa: o universo de emoções de Who Are You Depois de iniciar o álbum com a faixa-título, Suho entrega Light The Fire , que eleva a energia com riffs intensos e bateria pulsante. A canção mergulha no hard rock, e sua letra é uma metáfora poderosa sobre paixões que surgem de forma repentina. A combinação entre arranjos explosivos e vocais afiados torna essa uma das músicas mais vibrantes do EP. Na sequência, Medicine surpreende com um tom mais leve e dançante. Misturando indie-pop com elementos disco, a faixa é brega na medida certa – uma delícia nostálgica que remete aos anos 80. Muitos fãs já destacaram a semelhança da vibe com David Bowie , tanto no estilo quanto na performance vocal de Suho, o que só reforça seu carisma e versatilidade. Birthday  entra com espírito de celebração e arranjos que misturam indie rock e pop alternativo. A canção tem um frescor animado e acolhedor, servindo como respiro no meio do álbum. É a trilha ideal para um momento mais leve, sem deixar de carregar o refinamento musical que permeia todo o projeto. Golden Hour  pinta um quadro nostálgico com instrumentação suave, influências claras do british pop , e letra que fala sobre congelar o tempo em um instante mágico. A produção brilha em sua delicadeza, criando uma atmosfera que parece saída de um filme indie sobre amores de verão. A penúltima faixa, Fadeout , desacelera tudo. É uma balada acústica que permite a Suho explorar o lado mais emocional de sua voz. A música se constrói com delicadeza até alcançar um clímax emocional comovente – perfeita para quem curte finais intensos e reflexivos. Muitos fãs a comparam a um encerramento de filme de amadurecimento, pela forma como traduz saudade e aceitação. (Divulgação / SM Entertainment) Por fim, a versão em inglês de Who Are You fecha o ciclo como uma despedida consciente, reafirmando o tom intimista do projeto. Não é apenas uma tradução – é uma releitura que reforça o impacto emocional da canção principal para um público mais amplo. Com Who Are You , SUHO entrega um EP que não tem faixas descartáveis e reafirma sua capacidade de transitar por diferentes vertentes do rock, sempre com um toque pessoal. O disco é maduro, coeso e corajoso, destacando sua evolução artística dentro e fora do EXO. Se você é fã de alt-rock, rock retrô ou baladas com pegada indie, esse lançamento merece estar na sua playlist! Um recomeço à vista para o EXO (Divulgação / SM Entertainment) Com o lançamento de Who Are You , Suho encerra um ciclo pessoal importante antes de dar início a um novo capítulo coletivo com o EXO . Seu quarto mini-álbum mostra a maturidade artística que desenvolveu ao longo dos últimos anos e, ao mesmo tempo, oferece uma amostra do tipo de entrega emocional que os fãs podem esperar nas futuras atividades do grupo. Entre riffs melancólicos, letras sobre separação e nuances do rock alternativo, o comeback solo de Suho reforça sua identidade como artista e líder — alguém pronto para liderar o EXO em sua próxima fase. O retorno oficial do grupo está previsto para dezembro, marcando dois anos desde o álbum EXIST , e acontece após a tão aguardada conclusão do serviço militar de todos os membros. Essa será a primeira vez em muito tempo que o EXO estará completo para um comeback, e a expectativa dos fãs é altíssima. Leia também este post no site:  Super Junior celebra 20 anos com comeback histórico Enquanto dezembro não chega, os projetos individuais estão mostrando o brilho e o talento de cada integrante!

  • 10 anos de TWICE: As melhores b-sides para quem só conhece os hits do girlgroup

    Em comemoração ao aniversário do TWICE o Café com Kimchi preparou uma lista com músicas que todos deveriam conhecer (Divulgação / JYP Entertainment) Formado pela JYP Entertainment em 2015, o TWICE , um dos maiores grupos de K-pop da indústria musical, está completando 10 anos de carreira em 2025. Apreciadas e apoiadas pelos Onces, as meninas também já conquistaram corações para além de seu fandom com hits como FANCY , TT , What is Love , Acohol-Free , I CAN'T STOP ME e muito mais. Com um estilo marcante, ritmo animado e refrões que grudam na mente de qualquer pessoa, o TWICE definitivamente sabe como fazer um bom hit e segue surpreendendo a cada comeback . No entanto, muitas canções incríveis acabam ficando “escondidas” e merecem mais atenção. Confira a lista com b-sides imperdíveis do girlgroup para adicionar na sua playlist ! 10 melhores b-sides da discografia do TWICE THREE TIMES A DAY Em 2017, o TWICE lançou seu terceiro EP intitulado Signal , projeto que leva a faixa principal de mesmo nome e que fez o maior sucesso. Uma das seis músicas do EP é THREE TIMES A DAY , uma música romântica, animada e que combina muito com a estética do grupo na época. “É tão difícil ter uma conversa no telefone? Seus dedos doem se você escrever algumas palavras?” HOT 2019 foi o ano das meninas brilharem com FANCY , uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira. No EP de mesmo nome está HOT , que começa de maneira suave, mas caminha para um refrão elétrico. Definitivamente uma prima próxima de FANCY que você pode escutar no verão. “Não me importa o que é quente, tudo é trivial. Eu sou quente quente quente. Queime bem quente, baby” Ice Cream Se engana quem acha que o TWICE é feito apenas de músicas agitadas! Aqui também tem espaço para declarar seu amor de um jeitinho mais suave e Ice Cream é perfeita para isso. A faixa que faz parte do álbum Twicecoaster: Lane 2 apresenta os vocais românticos e agudos impressionantes. “Me derrete, mais doce que sorvete. Com suas palavras, seu sorriso suavemente me derrete” LOVE FOOLISH Quem se lembra de Feel Special ? No álbum homônimo lançado em 2019 encontramos LOVE FOOLISH , uma canção muito agradável que combina o vocal das integrantes em um refrão de EDM (Electronic Dance Music). Pode colocar na sua playlist de músicas dançantes que é sucesso! “Amor louco, eu te amo, me faz sentir tão alto” Look At Me Look At Me é uma daquelas músicas incríveis que você se pergunta como não a descobriu antes. Seguindo o estilo dançante e animado, a faixa faz parte do álbum Twicetagram , trazendo uma batida retrô e elementos de pop. Para quem acompanhou o grupo desde o início pode até se sentir nostálgico e com certeza vai te conquistar se você gosta das faixas principais do grupo. “Por que você não está olhando para mim? Olhe para mim, olhe para mim. Por que eu preciso de dizer?” UP NO MORE A canção do álbum Eyes Wide Open é um pop que combina os sintetizadores do instrumental com os vocais marcantes. A letra fala sobre lutar contra sentimentos de ansiedade e o desejo de superar pensamentos negativos. Ao escutar apenas uma vez, você já vai ficar com ela na cabeça! "Eu não quero, não quero perder o meu tempo. Espero cair em uma noite mais profunda" Basics Em 2022, o grupo lançou o álbum Between 1&2 com a faixa principal Talk That Talk , mas bem no meio encontramos Basics , uma canção que é a cara do TWICE, trazendo seu estilo característico e alegre. Na letra, elas falam sobre o encanto dos primeiros passos de um relacionamento. "Eu quero quero quero levar ao básico. Você quer tudo? Não se apresse, baby” Leia também: CxM, nova unit do SEVENTEEN, estreia com mini-álbum HYPE VIBES MOONLIGHT O TWICE tem muitas músicas no estilo disco dance e MOONLIGHT é uma ótima b-side desse tipo. Presente no álbum Formula of Love: O+T=<3 , ela dá destaque para os vocais das integrantes e muito fácil de escutar. Você consegue até imaginar uma coreografia divertida para acompanhar. "Eu e você dançando a luz do luar" Like it Like it Parte do álbum STRATEGY lançado em dezembro do ano passado, Like it Like it poderia ser facilmente uma faixa principal do TWICE com potencial para ser mais um de seus hits. O instrumental brinca elementos dos anos 2000 e o refrão é muito envolvente. “Leve o meu amor. Toda vez que você me toca é emocionante e eu gosto disso” MARS Com um instrumental cheio de elementos retrôs, MARS é uma das faixas mais interessantes do álbum THIS IS FOR , lançado em julho deste ano. Se você gostou de músicas como I CANT STOP ME vai amar essa b-side . “Você já se perguntou se estamos perdidos em Marte? Alguns podem rir de nós” E você, acha que ficou faltando alguma b-side? Compartilhe com a gente aqui e nas redes sociais do Café com Kimchi!

  • [Resenha] "Gênio dos Desejos", da Netflix, é o K-drama ideal para quem não deseja muito

    Produção com Suzy e Kim Woobin aborda a mitologia do gênio da lâmpada com romance de premissa interessante (Netflix/Divulgação) Não dá para inventar a roda o tempo todo. Por isso, alguns K-dramas reutilizam tropes e tipos de narrativa com uma nova roupagem, no intuito de agradar o público que procura algo leve e descompromissado. E há casos em que estratégia é certeira, como ocorre em Gênio dos Desejos, produção da Netflix com Bae Suzy e Kim Woobin. Misturando a comédia com a fantasia, o streaming oferece à dramaland uma nova "romantasia" para chamar de sua. Inclusive, a canetada do roteiro promete: Gênio dos Desejos foi escrito por Kim Eun-sook, autora dos sucessos Goblin, Descendentes do Sol e A Lição. Será que o drama entrega o vício que promete? O Café com Kimchi assistiu ao título que entrou no catálogo em 3 de outubro. Confira abaixo as nossas impressões: Em Gênio dos Desejos, Kim Woobin e Suzy travam um embate de emoções e anseios Em Gênio dos Desejos, a mitologia do Jinn (comumente conhecida como a do "gênio da lâmpada") está na premissa de um encontro oportuno para >uma< das partes. Ki Ka-young (Suzy), uma jovem inteligente, mas que possui uma barreira emocional e social, viaja até Dubai para finalmente reencontrar a mãe que a abandonou há anos. Na vida adulta, Ka-young mora com a avó (feita pela atriz Kim Mi-kyung ), que deu à neta uma educação rígida e cheia de regras; mas essenciais para que a protagonista entendesse como o mundo e as pessoas funcionam. Durante a viagem no exterior, Ka-young tropeça (literalmente, ok?) numa lâmpada mágica, e é assim que o Kim Woobin nos apresenta Iblis, um gênio exageradamente emotivo e ingênuo. Mas será que é tão ingênuo assim? Leia também: Inspirado em Aladdin? Conheça "Desbloqueando o Chefe", drama de fantasia na Netflix Nesse contexto todo, o Gênio permaneceu quase mil anos aprisionado na lâmpada, e o personagem está em busca da reencarnação da moça que, agora, é Ki Ka-young. Contudo, o que poderia ser um (re)encontro saído de um conto de fadas, torna-se uma intriga de gato e rato entre os protagonistas. Logo de cara, Gênio dos Desejos estabelece as personalidades distintas de Iblis e Ka-young. Em detalhes que convencem, o K-drama não deixa implícito o quanto a personagem de Suzy é cética e niilista, enquanto Woobin interpreta um ser avesso à modernidade e que anseia, mais do que tudo, que Ka-young faça os três desejos que ela tem direito ao despertar o Jinn. (Netflix/Divulgação) E a respeito da ingenuidade do Gênio, a Netflix acerta novamente: se nos primeiros episódios ele demonstra ser alguém simpático e carismático, suas "garras" surgem no decorrer do drama para comprovar, a pedido de Ka-young, que a humanidade pode ser corrompida e enfraquecida diante dos poderes dos desejos. Kim Woobin acerta fazendo um anti-herói que, para além de um par romântica da mocinha, também possui seus objetivos atrelados à luxúria e ganância dos seres humanos — e Ki Ka-young vai questioná-lo a respeito disso. Dessa forma, Gênio dos Desejos foca nas interações cheias de comicidade e provocações da dupla principal, como também denota uma camada além de um romance clichê. Não é a primeira vez que esta premissa dá as caras nos dramas, mas o roteiro de Kim Eun-sook convence o espectador de que vale a pena dar uma olhadinha no que está rolando na tela. A vontade de Iblis impressionar Ka-young, que começa como uma competição egocêntrica, transforma-se passo a passo num sentimento maior entre os dois. E sim, talvez a gente torça um pouquinho por eles... Um elenco promissor e condizente aos protagonistas Se deixarmos os protagonistas de lado, Gênio dos Desejos fornece ao público um elenco bem-selecionado pela Netflix. Nisso, em alguns momentos, Suzy e Woobin podem até ser engolidos pelos coadjuvantes, que floreiam o enredo em arquétipos recheados de carisma. O ator Noh Sang-hyun é um dos principais destaques, é claro. O ator que tirou suspiros em Pachinko interpreta Su Hyeon, um investidor que possui diversos empreendimentos imobiliários, e que tem algo a mais para mostrar: ele foi um dos Anjos da Morte presentes na guerra celestial que culminou na renegação dos Gênios no céu. (Netflix/Divulgação) Na atualidade, o dito "vilão" deseja barrar as atividades do Gênio, e alertá-lo sobre as consequências de seu trabalho para a vida dos seres humanos. Assim, o espectador pode começar a refletir sobre Iblis ser um mocinho ou não, e se as suas atitudes são de fato benéficas para o mundo. Noh Sang-hyun tem uma interpretação magnética inserida com primor na história até nos momentos de maior comédia. Além disso, o mesmo pode ser dito de Ahn Eun-jin (que faz uma personagem inusitada em Gênio dos Desejos ) e Lee Joo-young, esta última como a melhor amiga de Ka-young, a dentista Min-ji. Go Kyu-pil, que é o braço direito do Gênio, entra na equação. Se o K-drama possui algum defeito, ele não está no casting: os coadjuvantes seguem a valsa da série coreana de forma instigante, com papéis que fazem sentido em existir. Ainda, os efeitos visuais da série conseguem impressionar. Para uma produção de fantasia, a Netflix fez um bom investimento nos cenários computadorizados; que uma vez ou outra ficam um pouco aquém , mas que no geral condizem com os elementos fantásticos esperados. Gênio dos Desejos não é perfeito, mas faz o essencial As diferenças entre os ideais de Ka-young e Iblis tornam Gênio dos Desejos algo divertidíssimo de acompanhar. A história é esperta no humor, sabe os momentos corretos para as tiradas engraçadas, e transmite uma mensagem importante às pessoas que assistirão. O rostinho bonito de Kim Woobin, que encanta em diferentes momentos, não esconde do espectador que o Jinn é uma criatura sobrenatural com vontades e objetivos concretos, e que Ka-young é a peça-chave para talvez não transformá-lo, mas dar um novo olhar a ele em relação ao mundo. (Netflix/Divulgação) Gênio dos Desejos explora até que ponto a ganância e a luxúria podem corromper uma pessoa nos momentos mais desesperadores. O artifício dos desejos, concedido por Iblis à protagonista, é só uma dentre inúmeras moedas que poderiam representar — e que já representaram diferentes vezes na ficção — o plot de um personagem em posse de um poder infinitamente poderoso e aterrador. Inclusive, um dos destaques para a trama é o núcleo de uma funcionária de supermercados que tem contato com o Gênio. Este side plot resume uma das mensagens que Kim Eun-sook quis repassar. Essa não é a melhor atuação de Suzy e Woobin na dramaland, mas os atores fazem o essencial, ou até mais do que isso, para uma narrativa leve em sua totalidade e inteligente nas linhas do roteiro. Ki Ka-young é profunda, possui uma back story emocionante, e a Suzy é uma pérola para tramas engraçadas com personagens sarcásticos. Demora um pouco para a gente se encantar pela jovem inicialmente, mas quando nos envolvemos com ela, nós conseguimos torcer por uma heroína que, afinal, apenas quer o bem e a justiça. Leia também: Conheça a carreira de Bae Suzy, cantora e atriz do K-drama "Gênio dos Desejos" Conforme dito, Gênio dos Desejos não inventa a roda dos K-dramas, mas acerta na hora de dar um novo visual aos enredos fantásticos com uma pitada de romance. É o título perfeito para quem não deseja tanto, mas que pode se surpreender com muito! E você, vai assistir ao drama na Netflix?

  • 5 K-dramas para conhecer Kim Woo Bin, astro de "Gênio dos Desejos"

    O ator já interpretou badboy, cavaleiro em distopia e agora interpreta um gênio da lâmpada; Conheça outros trabalhos dele (Reprodução / Netflix) Kim Woo Bin agora é o Gênio dos Desejos em Genie Make a Wish , novo K-drama de fantasia da Netflix, que lançou no dia 3 de outubro. Mas o ator já protagonizou outros papeis marcantes que merecem ser relembrados ou conhecidos. Por isso o Café compilou alguns dos personagens que o ator já interpretou. Confira a lista a seguir. Conheça a carreira de Kim Woo Bin Woo Bin iniciou sua carreira como modelo e estreou como ator no K-drama Vampire Idol  em 2011, desde então ele estrelou diversos projetos dentre filmes, K-dramas além de participações em diversos programas de variedade. Um dos grandes sucessos da carreira do ator é The Heirs , o K-drama lançado em 2013 tem diversos atores muito queridos pelo público, e que alcançaram os olhos da dramaland durante essa produção. O ator seguiu estrelando diversas produções até que em 2017 ele revelou ao público que foi diagnosticado com câncer de nasofaringe, e após passar por tratamento, ele retornou para a atuação em 2022 com o filme Alienoid , voltando para os K-dramas também em 2022 com Amor e Outros Dramas . Recentemente o ator protagoniza Gênio dos desejos , ao lado da atriz e cantora Suzy . O K-drama tem 13 episódios e está disponível na Netflix . Mas para este ano, ainda terá o lançamento da nova temporada do programa de variedade GBRB: Joy Pops Laugh Pops (2025), onde os amigos Kim Woo Bin , Doh Kyungsoo e Lee Kwangsoo viajam para o México como prêmio por conseguirem completar uma missão durante a temporada anterior. O programa é dirigido pelo Na Young Seok , também conhecido como NA PD , que foi responsável também por programas como New Journey to the West , Nana Tour with Seventeen , Jinny's Kitchen e Game Caterers , além de diversos outros. Ficou curioso para saber mais alguns trabalhos do ator? O Café com Kimchi fez uma lista com alguns dos seus principais trabalhos. Confira. Leia Também: [Resenha] "Gênio dos Desejos", da Netflix, é o K-drama ideal para quem não deseja muito K-dramas com Kim Woo Bin Uncontrollaby Found (2016) Antes de Gênio dos desejos , Suzy e Kim Woo Bin já haviam atuado juntos em Uncontrollaby Found em 2016. No K-drama de 20 episódios acompanhamos Sin Jun Yeong (Woo Bin) e No Eul (Suzy) que estavam apaixonados durante a adolescência, porém circunstâncias da vida fizeram com que se separassem. Agora Jun Yeong é um ator e cantor enquanto a No Eul é uma diretora-produtora de documentários. Quando seus caminhos se reencontram anos depois, Jun Yeong descobre que No Eul agora é uma pessoa completamente diferente do que ele lembrava, alguém materialista e que faz tudo o que pode para conseguir o que quer. Existe alguma esperança para que eles retomem seu antigo relacionamento? Leia Também: Conheça a carreira de Bae Suzy, cantora e atriz do K-drama "Gênio dos Desejos" Para quem gostou dos dois juntos em Gênio dos desejos e quer ver essa dupla numa obra mais triste e reflexiva, Uncontrollaby Found é uma boa pedida, estando disponível no Viki . School 2013 A escola Seungri High School é a pior dentre as 178 instituições de ensino médio em Seoul baseado na nota dos alunos. Um dos alunos é Park Heung Soo ( Kim Woo Bin ), que é transferido após ter passado por cinco escolas diferentes e ser expulso de todas. Apesar dele ser novato, ele já conhecia um dos alunos, o Go Nam Soo ( Lee Jong Suk ), porém eles tem um passado complexo, o que leva a muitas brigas e discussões e não facilita nem um pouco a já complicada vida dos professores. O K-drama da KBS2  tem 16 episódios e está disponível no Kocowa . Leia Também: School 2021: Relembre a franquia de sucesso entre os doramas escolares The Heirs (2013) The Heirs tem um elenco recheado de estrelas, como Lee Minho , Park Shin Hye , Kang Ha Neul , Krystal Jung , Park Hyung Sik e Kim Ji Won além, é claro, do Kim Woo Bin . Na série, acompanhamos a vida de alguns alunos de uma escola frequentada pela elite coreana. Na história, Woo Bin interpreta o badboy Choi Young-do, herdeiro do Zeus Hotel Group e inimigo de Kim Tan (interpretado por Lee Minho). O K-drama da SBS com 20 episódios está disponível na Netflix . Black Knight (2023) Em 2071 a poluição do ar devastou o mundo, restando apenas 1% da população viva. Dificilmente as pessoas deixam suas casas sem máscara de gás, e entregadores, conhecidos como cavaleiros protegem e entregam pacotes. Um cavaleiro legendário, Knight 5-8 ( Kim Woo Bin ) encontra um refugiado chamado Sa Wol ( Kang You Seok ) que sonha em se tornar um também. Com a ajuda de Seol Ah ( Esom ), um membro do Comando de Inteligência da Defesa, Knight 5-8 o treina e ensina Sa Wol, o ajudando a conseguir seus sonhos num mundo complicado. Os seis episódios estão disponíveis na Netflix . Amor e Outros Dramas (2022) Amor e Outros Dramas tem um elenco de peso, e nele acompanhamos a história de diversos personagens, que de alguma forma estão interligados. Nele, Park Jung Joon ( Kim Woo Bin ) é o capitão de um navio, que se apaixona por Lee Young Ok ( Han Ji min ), uma mergulhadora que tem uma personalidade feliz e brilhante. Aos poucos vamos conhecendo todos os personagens, seus relacionamentos e vendo como as histórias deles se interligam. O K-drama da TVN possui 20 episódios que estão disponíveis dublados na Netflix . Quais trabalhos do ator você já viu? Conta para o Café Com Kimchi aqui ou nas nossas redes sociais!

  • [ENTREVISTA] Diretores e artistas de Guerreiras do K-pop destacam importância da animação e revelam inspiração inesperada

    Em coletiva de imprensa, Maggie Kang, Chris Appelhans e vozes das HUNTR/X abordam vulnerabilidade, humor e representatividade do filme (Divulgação / Netflix) Guerreiras do K-pop vem conquistando o mundo não apenas como a animação mais assistida do catálogo da Netflix , mas também por sua trilha sonora — mais especificamente, “ Golden ” — que tem se mostrado arrebatadora. O filme se tornou um fenômeno global, responsável por atingir recordes inimagináveis e transformar a produção dirigida por Maggie Kang e Chris Appelhans em uma das principais apostas para a temporada de premiações, além de colocar os nomes — e as vozes — de EJAE , Rei Ami e Audrey Nuna nos holofotes. Sucesso indiscutível da Netflix (Divulgação / Manny The Movie Guy) A animação original mistura diversos elementos que parecem imiscíveis, de certa forma, mas encontra o equilíbrio entre o humor e a seriedade em uma trama de fantasia, que dialoga, de sua própria forma, com a realidade. Chris Appelhans, que compartilha a direção com Maggie Kang, ressalta que havia oito elementos essenciais para a construção de Guerreiras do K-pop e unificá-los foi um dos maiores desafios no período de produção. "Queríamos que elas [ HUNTR/X ] estivessem, devorando kimbaps, sendo super bobas, usando calças de pijama, e depois indo para um encontro de K-drama. Havia umas sete ou oito coisas realmente essenciais, incluindo ideias musicais, coreografias e lutas, e a animação precisava unificar tudo isso. As garotas tinham que fazer caretas engraçadas e, em seguida, virar para a câmera e parecer lindas — e o público precisava embarcar nessa. Isso é um desafio técnico, de design e de referência para os animadores", disse Appelhans em coletiva de imprensa a qual o Café com Kimchi esteve presente. Leia também: Conheça 5 filmes de terror coreanos para colocar na lista A variação do tom da animação surge de uma inspiração de ambos os diretores em Bong Joon Ho , vencedor do Oscar com Parasita . Appelhans relembra como o aclamado diretor sul-coreano possui esse jeito único de abranger diferentes gêneros, arrancando diferentes emoções do público. Esse aspecto teria motivado tanto Maggie, quanto Chris em moldar a dualidade das HUNTR/X, que em seu íntimo agem como garotas descontraídas, mas que precisam adotar outra postura na frente das câmeras e para salvar o mundo. "Ele [Bong Joon Ho] tem essa variação de tom completamente maluca. Nós adoramos isso. Tivemos todos esses ingredientes e aspirações para criar essas garotas que fossem incríveis — genuinamente glamourosas e magnéticas de um jeito que pudesse competir com o K-pop da vida real." Não era apenas na animação e no enredo que a produção precisava se atentar para encontrar um equilíbrio entre seus múltiplos elementos. Essa busca também se estendeu à trilha sonora. Rei Ami, responsável pela voz cantada de Zoey, relata que trabalhou intensamente com o produtor musical executivo Ian Eisendrath para encontrar o ponto certo entre performance e vulnerabilidade, a fim de criar músicas mais emocionais — como What It Sounds Like, que acabou se tornando a canção mais pessoal para ela. "Em músicas como " What It Sounds Like ", Zoey precisa se despir completamente de toda aquela tendência de agradar às pessoas e olhar para si. Isso só exige que eu seja brutalmente honesta e não crie essa fachada forte que construo com frequência. Cheguei a sair em um momento e comecei a chorar porque não conseguia fazer direito. Não conseguia evocar essa honestidade e estava frustrada comigo mesma. Honestamente, agradeço a Deus por Ian. Ele me salva todas às vezes. A música me salvou", relembrou Rei Ami. Leia também: Blue Dragon Awards: A fascinante história da premiação considerada o 'Oscar' da Coreia do Sul Com mais de 200 milhões de visualizações, Guerreiras do K-pop se tornou o filme mais assistido da história da Netflix. É inegável a força da animação, que conquistou o público por diversos motivos — do enredo envolvente e das referências à indústria do K-pop ao estilo vibrante de animação e à trilha sonora marcante. Ainda assim, não se pode ignorar o carisma contagiante do trio protagonista — Rumi, Mira e Zoey — que, juntas, revelam uma amizade cativante, capaz de superar até um segredo perigoso e, por vezes, ofuscar o arco entre Rumi e Jinu , do grupo Saja Boys . (Divulgação / Netflix) Maggie Kang defende que queria ver mulheres sendo espontâneas na tela — sem medo ou qualquer tipo de censura. Desde os primeiros minutos do filme, as HUNTR/X revelam esse lado leve e brincalhão ao se divertirem em pequenos momentos, como durante uma simples hora do lanche juntas. Para Kang, ainda existe um certo receio em animações de conceder às personagens femininas o papel do humor. Com Guerreiras do K-pop, ela quis romper essa barreira e apresentar uma visão mais livre e divertida do que gostaria que mulheres de diferentes gerações vissem representado nas telas. "Acho que há empoderamento e força na comédia", disse Kang. "É preciso muita coragem para ser engraçado, fazer piadas e ser bobo na frente de alguém. E se você encontrar um grupo de pessoas que te acolhe e te acolhe no seu lado mais estranho, e elas são tão estranhas quanto você, esse é o melhor tipo de amizade. Eu realmente queria mostrar esse tipo de relacionamento feminino", explica a diretora. Fantasia, kimbap e uma história humana (Divulgação / Netflix) Embora tenha despertado cenas de comédia, que arrancaram boas risadas do público, o longa-metragem é mais profundo do que suas cenas divertidas. Apesar de seu universo incluir uma luta contra demônios, vozes capazes de salvar o mundo e ataques sobrenaturais, Guerreiras do K-pop dialoga em vários aspectos com a realidade. Desde a construção de uma personagem que precisa lidar com um segredo que a torna diferente dos demais até a valorização cultura da Coreia do Sul em tela. Audrey Nuna, responsável pela voz de Mira nas canções, destaca a importância da representatividade em K-pop Demon Hunters, que nasce de um lugar muitas vezes sutil e facilmente despercebido. A cantora observa que tanto os personagens quanto a narrativa são construídos sob uma perspectiva profundamente humana — e vê-los através da lente da própria cultura torna tudo ainda mais significativo. Ela também relembra como o filme ganha força por transmitir um sentimento de pertencimento e orgulho para coreanos que cresceram em outros países, assim como ela e Maggie Kang. "É algo profundamente humano. [...] Todos nós já sentimos essa sensação de: 'quais partes de mim eu me orgulho?' e 'quais partes eu não me orgulho?'. Lembro que levava uma lancheira da Barbie, mas dentro tinha kimbap com cheiro forte e tentava escondê-lo. Quando vi o kimbap animado neste filme, chorei muito nos primeiros dez minutos. Quando era criança, Nick Smith e sei lá quem mais achavam super nojento, e agora está ali, esse kimbap lindo, animado e suculento em um filme que agora é mundialmente reconhecido", relembra Audrey. Leia também: Além de Garota do Século 20: Filmes parecidos com a produção da Netflix Lançado em 20 de junho no catálogo da Netflix, Guerreiras do K-pop rapidamente dominou o Top 10 da plataforma, alcançando a primeira posição em 26 países nos primeiros dias após a estreia. Enquanto EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami dão voz às HUNTR/X nas canções, Arden Cho, May Hong e Yoo Ji-young são responsáveis pelas vozes faladas. O elenco ainda conta com Ahn Hyo-seop (de Pretendente Surpresa ) como Jinu e Lee Byung-hun (de Round 6 ) interpretando Gwi-ma .

  • Good News: Netflix lança filme de suspense inspirado em sequestro dos anos 70

    O filme mistura suspense, sátira e tensão diplomática com um elenco estelar (Divulgação / Netflix) A Netflix estreia no dia 17 de outubro o aguardado filme sul-coreano Good News , uma mistura ousada de suspense político, sátira afiada e drama histórico baseado em um sequestro real ocorrido nos anos 1970. Com direção de Byun Sung-hyun , de Kill Boksoon (2023), o longa foi aclamado em festivais internacionais como o TIFF (Toronto) e o Busan International Film Festival , e promete impactar tanto pela tensão de seu enredo quanto pelo humor ácido que permeia suas cenas. Na trama, um grupo de extremistas da facção Exército Vermelho Japonês sequestra um avião comercial logo após sua decolagem de Tóquio, exigindo que a aeronave seja levada até Pyongyang, na Coreia do Norte. No entanto, entraves diplomáticos e técnicos tornam essa exigência quase impossível. Entra em cena então Nobody , uma figura misteriosa e altamente influente, que traça um plano elaborado para desviar o avião até Seoul , simulando um pouso na Coreia do Norte. Leia também: Como a dublagem impulsionou o sucesso dos K-dramas no Brasil? Com 136 minutos de duração, Good News  é ao mesmo tempo um thriller tenso, uma comédia política refinada e uma crítica às ineficiências burocráticas em tempos de crise. A Netflix não poupou esforços em termos de produção: Gimpo Airport foi completamente transformado em uma réplica do aeroporto de Pyongyang, e a atenção aos detalhes históricos é complementada por uma trilha sonora que mistura clássicos dos anos 70 com composições originais. A história real que inspirou o filme O filme é inspirado no sequestro real do voo da Japan Airlines em março de 1970, quando membros da extrema esquerda japonesa sequestraram uma aeronave e a levaram à Coreia do Norte. O caso real resultou em um delicado impasse internacional, e boa parte dos reféns só foi liberada após uma negociação tensa. O roteiro de Good News , coescrito por Byun Sung-hyun e Lee Jin-seong , usa esse pano de fundo histórico como ponto de partida, mas recria os eventos com liberdade criativa, mesclando fatos e ficção. Nas palavras do diretor durante o TIFF: “Não queríamos apenas recriar a história, mas também explorar as reações absurdas das autoridades diante de uma crise. Muitas vezes, a comédia está no caos.” Essa abordagem confere ao filme um tom único: há momentos genuinamente tensos, como a sequência do falso pouso em Pyongyang, e outros que flertam com o teatro do absurdo — como a tentativa de estacionar outro avião na pista para impedir a decolagem da aeronave sequestrada. Sul Kyung-gu como "Nobody": O fantasma da inteligência O papel principal de Nobody , um agente que prefere operar nas sombras, é interpretado pelo consagrado ator Sul Kyung-gu . Com uma carreira sólida no cinema sul-coreano , Sul é conhecido por filmes como Oasis  (2002) e Hope  (2013). Em Good News , ele interpreta um personagem lacônico, calculista e imprevisível — uma mistura de espião e estrategista político. (Divulgação / Netflix) Em entrevista à Variety , Sul comentou: “O Nobody é alguém que não existe oficialmente, mas tem o poder de parar o mundo. Ele é invisível, mas fundamental. Eu gostei muito de explorar esse silêncio carregado.” Sua performance é uma âncora para o filme — comedida, mas cheia de tensão. Muitos críticos o apontaram como o "centro de gravidade moral e cômico" da história, com um timing impecável mesmo nos momentos mais absurdos. Hong Kyung: O jovem tenente chamado à missão Interpretando o tenente Seo Go-myung , o ator Hong Kyung  representa o lado idealista da trama. Um jovem da Força Aérea, Seo é escolhido por seu conhecimento técnico para auxiliar Nobody no plano de redirecionamento do avião. A atuação de Hong traz frescor e energia, contrastando com a frieza calculada dos veteranos. (Divulgação / Netflix) Hong já era conhecido por seu trabalho premiado em Innocence  (2020) e pela popularidade em séries como Weak Hero Class 1  (2022). Com apenas 29 anos, o ator se destaca por sua expressividade e intensidade dramática. Em conversa com a imprensa sul-coreana durante o Busan Film Festival , ele declarou: “Esse foi o papel mais desafiador da minha carreira. Meu personagem é um jovem entre monstros do poder. Ele precisa escolher entre seguir ordens ou fazer o que acredita ser certo.” O arco do personagem de Seo funciona como fio condutor emocional para o espectador, que se vê envolvido na missão quase impossível de evitar um desastre diplomático e salvar inocentes. Ryoo Seung-bum: Satirizando o poder Como o diretor da KCIA ( Agência Central de Inteligência da Coreia ), o veterano Ryoo Seung-bum  oferece uma performance explosiva. Conhecido por sua energia imprevisível e sua habilidade de dominar a tela, Ryoo interpreta Park Sang-hyeon , uma figura contraditória — ora agressivo, ora cínico, sempre manipulador. (Divulgação / Netflix) Ryoo é um nome consagrado no cinema alternativo e de ação da Coreia do Sul, com destaque em filmes como Crying Fist  (2005) e The Berlin File (2013). Aqui, ele mergulha em uma sátira política onde a figura da autoridade é retratada como instável, narcisista e hilariamente ineficaz. Na coletiva de imprensa do TIFF, o ator comentou: “Acho que o público vai se ver rindo do que deveria ser sério — e esse é o ponto. Em muitos lugares, os verdadeiros vilões vestem ternos e sentam atrás de mesas de reuniões.” Direção de Byun Sung-hyun: Entre ‘Kill Boksoon’ e Kubrick Com Good News , o diretor Byun Sung-hyun solidifica sua reputação como um dos nomes mais ousados do cinema coreano contemporâneo. Após o sucesso de Kill Boksoon (2023), ele retorna com um filme que desafia classificações: é suspense , é comédia , é drama histórico e também uma crítica à política internacional. Leia também: A Rainha dos Golpes: atriz Park Min-young estrela K-drama do Prime Video Com visuais frios e estilizados, cortes secos e uma trilha sonora que brinca com a nostalgia dos anos 70, Byun cria um ambiente que remete tanto a filmes como Dr. Fantástico  (1964) quanto às produções políticas de Armando Iannucci , como The Death of Stalin  (2017). Segundo o diretor: “Se os políticos podem transformar crises em espetáculos, por que o cinema não pode fazer o mesmo, só que com consciência?” Por que você vai querer ver "Good News"? (Divulgação / Netflix) Com uma narrativa que transita entre o absurdo e o realismo, Good News  não é apenas um filme sobre um sequestro de avião — é um espelho satírico da geopolítica, das burocracias desajeitadas e das mentiras convenientes contadas em nome da ordem. A obra de Byun Sung-hyun convida o espectador a rir onde normalmente se choraria, e a questionar onde normalmente se aceitaria. Essa inversão de expectativas torna o filme uma experiência única e provocativa, que vai além do entretenimento e flerta com a crítica social afiada. A força de Good News  está em seu conjunto: um roteiro engenhoso, atuações densas e cômicas na medida certa, direção corajosa e um visual cuidadosamente planejado para capturar o clima dos anos 70 sem recorrer a clichês . Mesmo em seus momentos mais absurdos, o filme mantém a tensão viva, equilibrando perigo e ironia com rara precisão. É um retrato tragicômico de como o poder, muitas vezes, é exercido com mais ego do que razão — algo que ressoa com inquietante familiaridade nos dias de hoje. Se você busca uma produção que fuja do óbvio, que ofereça ação sem descartar inteligência e que provoque riso sem perder a gravidade dos temas que aborda, Good News  é a escolha certa. Prepare-se para uma história que vai te prender, provocar e, sim, arrancar algumas risadas nervosas no caminho. Leia também: K-drama "Typhoon Family" mostra nostalgia e amor no meio do caos econômico; conheça! Não perca a estreia mundial de Good News  no dia 17 de outubro de 2025, exclusivamente na Netflix!

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