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[Crítica] Last Man Standing: Pioneiros do K-pop, Super Junior também inventou definição de "eternos"

Atualizado: 6 de jul. de 2023

O documentário da Disney+ revela um SUJU vulnerável e resiliente, quase didáticos na arte de fazer o K-pop acontecer


(Divulgação/SM Entertainment)

O título do documentário, The Last Man Standing, diz muito sobre o Super Junior, tanto quanto a definição do grupo como “Reis da Hallyu”. Em tradução livre, a nova produção original da Disney+ significa “o último homem em pé” e revela, a partir de relatos pessoais dos integrantes, o quão firme o Super Junior resistiu na indústria de K-pop.


O icônico grupo da SM Entertainment resume, em dois episódios, seus quase 18 anos de existência e, apesar de parecer uma tarefa complicada, conseguem trazer à luz os principais eventos que definiram o futuro — ou o possível fim — do Super Junior. Sim, o boygroup que pavimentou o K-pop que conhecemos hoje já esteve com o pescoço na ponta da espada por diversas vezes. É seguro dizer que nunca tiveram uma fase tão tranquila como a atual.



O documentário faz passagens por momentos críticos como os acidentes que quase acabaram com a vida e a carreira de Heechul e Kyuhyun, as perdas familiares de Donghae e Leeteuk, a saída de integrantes importantes e outras constantes adversidades que o Super Junior enfrentou. Além disso, também vemos momentos de vitória em épocas de grande incerteza, como o sucesso arrebatador de U, Sorry, Sorry e Mr. Simple, que consolidaram a força do grupo no continente asiático.


Contribuição do Super Junior para o K-pop


(Divulgação/SM Entertainment)

O K-pop é um modelo muito recente de negócio musical, data cerca de trinta anos de plena atividade, e o Super Junior esteve em mais da metade deste período. Antes do advento dos smartphones, dos desafios de dança nas redes sociais e da rápida disseminação de informações na internet, o grupo conseguiu se estabelecer com o que havia de melhor nos anos 2000: interações presenciais e calorosas com os fãs.


Enquanto a televisão analógica se encarregava de mostrar as performances do Super Junior em rede nacional, a plateia estava repleta de fãs que, mais tarde, os esperariam do lado de fora da emissora, aguardando por um aceno que certamente viria. O laço do grupo com seus admiradores se tornou ainda mais forte quando eles ousaram sair da Coreia do Sul e ganhar a Ásia inteira com a turnê Super Show — uma série de concertos tão famosa que, agora, está em sua nona edição e virá para o Brasil este ano.



Levar o K-pop para fora da Coreia, no entanto, não seria a única contribuição do Super Junior para o gênero. Eles foram os primeiros a debutar em um grupo com tantas pessoas — antes, formações como H.O.T., TVXQ, Sechskies, S.E.S. e Seo Taiji and Boys tinham uma média de três a seis integrantes. Vale mencionar que, inclusive, Suju seria um grupo rotativo, com entradas, trocas e graduações de membros como o formato atual do NCT.


Uma das inovações que o Super Junior também trouxe para o K-pop foi a possibilidade de ter integrantes estrangeiros no grupo, sendo Hangeng um dos membros fixos da formação. Isso abriu portas para que outros artistas de origem asiática, mesmo que não necessariamente a coreana, pudessem debutar como idols de K-pop.


Desde um esquema inteligente de fortalecer os integrantes do grupo em formação de sub-units, até a divisão bem estruturada de idas ao exército, é até ofensivo acreditar que seria possível listar cada contribuição ou regra que o Super Junior estabeleceu no K-pop.


Um documentário muito curto para tantas histórias


(Divulgação/SM Entertainment)

As realizações e infortúnios de Super Junior são muitas para caber em uma caixa de dois episódios com cerca de 50 minutos cada. O documentário da Disney+ deu uma pincelada rápida na história de nove homens que continuaram de pé, em meio a brigas internas e incertezas que se arrastariam até seus quinze anos de carreira.


Super Junior já teve quinze membros: três deles saíram do grupo e outros três tiveram suas trajetórias esquecidas. Como fã, é incômodo perceber que o último trio mencionado, os integrantes Henry, Zhoumi e Sungmin, foram jogados de escanteio no documentário — e não apenas ali. Já como espectador médio, inflama a necessidade de conhecer o rumo que tomaram e os motivos para tal.



Um grupo que sempre andou na corda bamba e tem quase duas décadas de carreira merecia um registro mais detalhado de sua história, apesar de The Last Man Standing ser um honroso resumo. Como o próprio líder Leeteuk menciona na produção, havia incerteza sobre fazer o documentário, uma vez que poderia soar como uma despedida, o fim absoluto.


Na verdade, parece o completo oposto: mais do que nunca, é perceptível que Super Junior é eterno, não apenas pelo legado que os tornaram os Reis da Hallyu, mas pelo amor incondicional dos integrantes que se recusam a deixar os palcos. Grande parte dessa decisão tem a ver com a consideração pelos fãs, obviamente, mas estão ali muito mais por eles mesmos — e, no fim, isso é o que mais importa.



Nota: O papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, está tudo bem concordar ou discordar de tudo o que dissemos aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

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