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  • Existe cinema LGBTQ+ na Coreia do Sul? Saiba a história do audiovisual queer no país

    Apesar de algumas produções terem alcançado o público mainstream, a sétima arte deste nicho continua sem espaços de ampla representatividade (Korean Film Council/Reprodução) Será que a Coreia do Sul tem uma indústria cinematográfica LGBTQ+? Esta pergunta pode soar óbvia para alguns, caso a primeira ideia de cinema queer que vem à cabeça seja a das produções Boys Love, por exemplo. Contudo, não é deste tipo de audiovisual, exclusivamente, que estamos falando a respeito. Ao longo de décadas, com registros datados dos anos 60, diretores e roteiristas sul-coreanos tem tentado abordar a representatividade em seus filmes. Apesar disso, barreiras mercadológicas e sociais estiveram à frente destes projetos até hoje, e a passos vagarosos, a Coreia está caminhando para fomentar um nicho de cinema que inclua a comunidade LGBTQ. Quando pensamos no cinema queer da Coreia do Sul, propõe-se a árdua tarefa de criar uma linha cronológica, encontrar referências e saber o porquê de tais filmes serem importantes. Nisso, trilhar de forma metódica a temporalidade dessa indústria é difícil, e uma análise sobre o futuro deste cinema é ainda mais complicada. Coreia do Sul: pouco investimento em mostras LGBTQ+ e alcance mínimo de filmes Antes de tudo, é preciso entender como a Coreia do Sul enxerga esta categoria de produção cinematográfica. De acordo com Kelley Dong, colunista de cinema da plataforma de streaming MUBI, em seu texto para a coluna Notebook Primer, as produções feitas por diretores, produtores e roteiristas LGBT no país recebem um alcance ínfimo se comparados a outros projetos blockbusters. Em suas palavras, este "acesso limitado compõe (também) uma tarefa de determinar o que se qualifica como um longa coreano queer"; a falta de visibilidade a este cinema gera obstáculos na hora de formar um nicho, ou uma vanguarda delimitada, de títulos que sejam qualificados como LGBTQ+. Longas com temáticas lésbicas, gays ou trans na Coreia do Sul, até certo tempo atrás, não encontravam nenhum espaço. Um exemplo está na produção Mascara, de 1995, estrelada pela atriz transgênero Ha Ji-na e que teve participação do diretor Park Chan-wook: um filme de baixo orçamento, completamente indisponível na web, e que teve literalmente uma exibição registrada com bilheteria de $170. Ou então o romance lésbico Jealousy, de 1960 e feito por Han Hyung-mo, cuja única cópia existente está desaparecida. Notam-se, neste cenário, barreiras para registrar onde o cinema queer começa e termina na Coreia do Sul. E o acesso limitado do público às produções, seja em grandes salas ou em festivais, tem como consequência a dificuldade de cunhar um gênero para tais filmes no país. Poster de "Mascara" (1995) (Korean Film Council/Reprodução) Contudo, há certos títulos que podem ser tidos como pioneiros, e que ajudam a nortear o reconhecimento desses projetos. The Pollen of Flowers, de 1972, é visto por muitos como "o primeiro filme gay da Coreia" — uma história de tragédia envolvendo um grupo familiar, cujas nuances de uma relação homoafetiva entre dois homens fizeram com que o título fosse revisitado anos depois, tanto por críticos quanto por acadêmicos. O problema principal está na falta de distribuição e acervo coletado, para desenvolver a historicidade do cinema queer sul-coreano. Mesmo que haja exemplos de filmes e dos nomes que criaram tais filmes, a limitação do público à obra fez com que tais projetos caíssem no esquecimento. Vale ressaltar que, nos exemplos citados acima, suas exibições aconteceram ou em festivais de cinema específicos do país, como o Korea Queer Film Festival, ou uma única vez numa sala. Os filmes queer na Coreia e sua "aceitação social" Outro ponto importante a respeito do cinema LGBTQ+ na Coreia é que sua existência está conectada à situação política do país. Nesse sentido, o movimento dos direitos LGBT sul-coreanos passou a ter maior visibilidade nos anos 90, e em setembro de 1997 foi realizado na Universidade de Yonsei o primeiro Festival Internacional de Filmes Queer de Seul — organizado por ativistas ligados ao sociólogo Seo Dong-Jin. Seo Dong-Jin foi um dos protagonistas na introdução da chamada "teoria queer" nas universidades sul-coreanas, e também é considerado um dos primeiros ativistas do Chingusai: um dos principais e mais antigos grupos de luta pelos direitos homossexuais e demais minorias queer na Coreia. No festival de 97, os organizadores exibiram uma cópia do longa clássico Happy Together, de Hong Kong, que havia sido anteriormente banido pelo governo. As cenas de romance entre Leslie Cheung and Tony Leung no filme — que inclusive deram a Wong Kar-wai a Palma de Ouro de Melhor Diretor em Cannes — foram um ultraje para as autoridades. Porém, o debate que este e outros longas estrangeiros e locais trouxeram foi mais do que o suficiente, e o movimento LGBTQ+ na sétima arte da Coreia pôde ganhar um pouco mais de força na época. Assim, é visto que a censura permeia o público coreano desde sempre. Em vários momentos, foi necessário que estudiosos e defensores do movimento fossem à frente do sistema, para que filmes de temática queer pudessem ter mínimos espaços na Coreia do Sul. E ao longo dos anos 90 e início dos 2000, houveram filmes do nicho mainstream que tentaram também apresentar tramas e interações que fugissem da heteronormatividade, mas de maneira "camuflada"; assim como descreve os autores Pil Ho Kim e C. Colin Finger no artigo acadêmico Three Periods of Korean Queer Cinema: Invisible, Camouflage and Blockbuster: Alguns filmes mainstream produzidos entre 1998 e 2005 tem características similares na hora de "esconder" seu conteúdo queer no background, para evitar desentendimentos com as autoridades e os conservadores homofóbicos. Até mesmo dentro do movimento Chingusai da Coreia do Sul, como apontam Ho Kim e Colin Finger, houve a discussão a respeito da "normalização" do queerness para encaixá-lo dentro da aceitação social sul-coreana; numa estratégia de esconder a sexualidade e as expressões artísticas para serem inseridas na sociedade como algo "normal e comum", aos olhos do conservadorismo. Este comportamento, que é intrínseco à nações cujo preconceito está sistematizado, afeta diretamente a produção cultural das pessoas, e o mesmo acontece na Coreia. Em 2002, o longa Road Movie (que teve o ator veterano Hwang Jung-min protagonizando) quase alcançou o estrelato de um blockbuster, e o diretor Kim In-Sik foi reconhecido com prêmios pelo trabalho. No entanto, o título vendeu apenas 16 mil ingressos nos cinemas sul-coreanos, e isso colocou as grandes produções do gênero para trás outra vez. O último filme que chegou aos holofotes de forma parecida no país foi No Regrets, de 2006, com o ator Kim Nam-Gil e dirigido por Leesong Hee-il. No Regrets é considerado o primeiro longa-metragem sul-coreano a ser feito por um diretor abertamente gay. Há produções Boys Love, mas poucos atores publicamente assumidos na indústria dos k-dramas. O marketing em cima das relações homoafetivas é real, mas este existe dentro dos interesses de uma empresa para vender um produto e exportá-lo. Há personagens LGBTQ+ em séries e filmes, mas seus papéis são pouco explorados e/ou representativos. O cinema queer na Coreia do Sul, que deveria teoricamente ser representado por diretores, produtores e demais profissionais da comunidade, sofreu um apagamento antes mesmo de conseguir levantar voos maiores. Leia também: LADY: Conheça o primeiro grupo de K-pop formado por mulheres trans Quer dizer que não há mais cinema LGTBQ+ na Coreia do Sul? Muito pelo contrário. O que se propõe com este texto é uma reflexão acerca da existência de um cinema que, mesmo com tamanhos obstáculos ao longo dos anos, ainda tem pinceladas de se reerguer. Alguns dos exemplos citados acima, que datam dos anos 90, 70 e 60, são apontados como "vanguarda" de maneira superficial, por justamente haver pouca informação acerca do cinema queer sul-coreano do passado — e é até difícil pensar se tais títulos poderiam se encaixar nos moldes atuais do que é representatividade. E no presente, há sim mérito na produção de seriados Boys Love e Girls Love. Independente da fabricação destas mídias para um nicho de público, ocupar um espaço tão restrito na massa de enredos heteronormativos é uma pequena vitória que ainda pode ser incrementada e aperfeiçoada — pois estes seriados não são financiados por grandes canais coreanos. Criadores, produtores e artistas LGBTQ+ continuam a existir na Coreia do Sul, assim como os festivais de cinema e as exibições nas salas; mas ainda é necessário espaço para mais no mainstream. Em 2014, a diretora July Jung lançou o longa A Girl At My Door: drama com a atriz Bae Doona que buscou representar como a mulher lésbica é vista dentro da sociedade coreana, principalmente em áreas externas às grandes cidades. A Girl At My Door, que condecorou Jung com quatro prêmios (incluindo o de Melhor Diretora/Roteirista no Women in Film Korea Awards) teve o orçamento limitado também por conta da representação lésbica no enredo; e boa parte do investimento veio do Conselho de Cinema Coreano. Nisso, Bae Doona e a atriz Kim Sae-ron aceitaram os papéis sem serem pagas. A Coreia do Sul é, assim como diversos países cuja sociedade é conservadora e tradicional, um território em que a produção queer ainda precisa quebrar muitas barreiras — tanto nos blockbusters quanto no circuito independente. Há cineastas coreanos que buscam por espaço para expor suas ideias e produções, mas a falta de investimento somada ao acesso limitado do público às obras dificultam este cenário. Isso é reflexo de uma nação em que os direitos LGBTQ+ ainda não estão 100% garantidos legalmente, e de um estigma social erguido em não reconhecer a vivência queer tanto dentro quanto fora do audiovisual, caso não seja representada por papéis modestos, caricatos ou secundários nas mídias maiores. Quantos filmes com ou feitos por LGBTQ+ sul-coreanos você já viu? Sabe o porquê desses longas-metragens não chegarem até você?

  • Round 6: Sabia que atriz da série interpreta personagem LGBTQ+ em filme com Hani de EXID?

    O dorama disponível na Netflix ganhou vida própria nas redes sociais nos últimos dias e tornou o elenco mais conhecido pelo público geral (Reprodução/Netflix/Google) Round 6 se tornou um dos maiores sucessos da Netflix no último mês, alcançando o público geral e se tornando série mais assistida da plataforma — com a 2ª temporada já confirmada pelo criador Hwang Donghyuk. Com a visibilidade do dorama, os integrantes do elenco ganharam muitos seguidores e, consequentemente, novos fãs. Se você faz parte de um dos dois grupos mencionados, certamente vai gostar de conhecer outro importante trabalho de uma das atrizes da atração. Lee Yoomi, que interpreta a jovem ex-presidiária Jiyeong em Round 6, foi protagonista no filme Young Adult Matters (originalmente intitulado 어른들은 몰라요), ao lado de Hani, integrante do grupo de K-pop chamado EXID. Exibido pela primeira vez na 25ª edição do Busan International Film Festival, em 2020, o longa-metragem acompanha Yoon Sejin, uma adolescente inconsequente que está vivendo momentos tensos em sua vida: a descoberta de uma gravidez não desejada e o luto pela recente morte de sua namorada. Lee Yoomi em Round 6 (Reprodução/Netflix) Em meio ao caos de sua vida, Sejin conhece Jooyoung (Hani), uma jovem da mesma idade que a apresenta o mundo complicado e impiedoso das ruas, enquanto as duas tentam encontrar uma saída segura para que a adolescente consiga interromper a gravidez. O filme, que chegou aos cinemas sul-coreanos em 15 de abril de 2021, é dirigido por Lee Hwan — que também interpreta um personagem inserido na trama — e tem o elenco formado por Heo Joonseok, Park Kangsub e Bang Eunjung. Confira o trailer: Lee Yoomi aprendeu a andar de skate para viver a protagonista do filme (Reprodução/Google) Lee Yoomi foi excelente em sua performance em Round 6 e em Young Adult Matters não foi diferente. Com personalidade e história de fundo similar à sua personagem na série da Netflix, a atriz também interpretou uma jovem sarcástica, sem esperança, com ausência de suporte emocional e, principalmente, sem nada a perder. No filme, porém, a personagem de Lee Yoomi precisava de uma característica específica: andar de skate. Para interpretar Sejin, a atriz passou três meses aprendendo a fazer manobras e danças no skate — e o resultado das práticas foi excelente e pode ser visto no longa-metragem. De acordo com Yoomi, este treinamento foi “essencial para compreender o senso de liberdade pessoal de Sejin”. Lee Yoomi também relatou os primeiros estágios da preparação de elenco, em que conheceu a co-protagonista Ahn Heeyeon e afirmou ter sido um dos momentos mais surreais durante as gravações de Young Adult Matters. Nos bastidores do filme, a atriz contou que Hani a encorajava nas cenas mais difíceis e tornava o ambiente mais familiar. Hani foi recrutada para o filme após sair da empresa Banana Culture Entertainment (Reprodução/Google) Em 2019, Hani saiu da agência Banana Culture Entertainment, que gerenciava o grupo EXID, do qual a atriz e cantora fazia parte. Após a finalização do contrato, Hani viajou para a Grécia com o objetivo de organizar sua vida — e foi neste momento em que o diretor Lee Hwan a contatou, pedindo para que revisasse o roteiro de Young Adult Matters. "Depois que meu contrato com minha ex-agência expirou, fiz uma viagem de um mês para a Grécia e Itália. Naquela época, não sabia o que queria fazer. Precisava de algum 'tempo para mim' para pensar sobre meu próximo passo", disse ela, durante entrevista ao jornal The Korea Times em abril deste ano. Hani leu o roteiro e, inicialmente, recusou o papel porque achou a premissa excessiva devido aos palavrões, violências gráficas e adolescentes fugitivos. Além disso, a cantora ainda estava avaliando se gostaria de seguir carreira como atriz. Ao receber a negativa de Ahn Heeyeon (nome verdadeiro de Hani), o cineasta marcou uma conversa presencialmente e a convenceu a participar do projeto. “Quando finalmente conheci e conversei com Lee Hwan pessoalmente, de repente senti que ele poderia trazer à tona muitas coisas em mim. Minha mãe também me disse: 'Mesmo que haja apenas uma razão para fazer isso, faça’”, afirmou a atriz.

  • Pirates 2: Saiba mais sobre o filme estrelado pelo Sehun do EXO, que sairá na Netflix

    Com o título de "Os Piratas: Em Busca do Tesouro Perdido" em português, produção estreou no mês de janeiro na Coreia do Sul (SM Entertainment / Divulgação) Entre o final de 2021 e começo de 2022, várias produções inéditas do mercado sul-coreano chegaram a estrear; e entre filmes e dramas, um dos títulos que chegaram ao público foi o longa The Pirates 2 (também chamado de The Pirates: Goblin Flag). A produção, que em português se chama Os Piratas: Em Busca do Tesouro Perdido, tem no elenco nomes como Kang Haneul, Han Hyojoo, Lee Kwangsoo e Oh Sehun do EXO. Agora, depois de ser transmitido nos cinemas sul-coreanos, Pirates 2 será adicionado ao catálogo da Netflix Brasil com o título traduzido. A entrada da produção na plataforma de streaming será no dia 2 de março, e já consta no catálogo para ativar notificação. Leia também: Quer assistir só doramas e filmes coreanos? Confira os códigos da Netflix para encontrar no catálogo Mas do que se trata Os Piratas: Em Busca do Tesouro Perdido? Algumas informações divulgadas dão dicas da sinopse, do que será possível ver no streaming (no caso do público ocidental), e o que o filme promete entregar. Qual é a história dos filmes da série The Pirates? O filme é uma continuação de The Pirates (Haejuk: Badaro Gan Sanjuk, no título original romanizado, e Os Piratas em português), lançado em 2014. No primeiro longa, uma embarcação que carrega um dos principais selos reais da Dinastia Joseon é atacado por uma baleia, que engole o símbolo real. Com isso, um grupo de ladrões decide recuperar o selo em troca de uma recompensa, mas acabam encontrando um navio tripulado por piratas no meio da aventura. The Pirates tem a atriz Son Yejin (conhecida por papéis em dramas como Pousando no Amor e Something In The Rain) e o ator Kim Namgil como protagonistas. Com um orçamento de US$ 13 milhões, o projeto arrecadou cerca de US$ 64 milhões em bilheteria. Na sequência, há um novo cast e um enredo inédito. Em The Pirates 2, os personagens irão em busca do tesouro perdido da dinastia Goryeo, que desapareceu sem nenhuma pista. O personagem do ator Kang Haneul, Woo Moochi, será um dos líderes da caçada, junto de Hae-Rang (Han Hyojoo) e grande elenco. Leia também: Nevetheless na Netflix: Tudo o que você precisa saber sobre o dorama estrelado por Song Kang Vale ressaltar que os dois filmes têm como distribuidora a Lotte Entertainment, que é o selo de produção cinematográfica da Lotte Corporation, uma corporação multinacional com sede na Coreia do Sul. A Lotte é considerada um dos maiores conglomerados de entretenimento do leste asiático. Sehun do EXO e seus outros trabalhos como ator Como idol, Sehun adquiriu um nome versátil dentro do entretenimento sul-coreano. Além de ser um dos integrantes do EXO, o artista mantém um nome relevante no mundo da moda, e já trabalhou em alguns projetos como ator. O mais conhecido internacionalmente foi sua presença no programa Jogo do Detetive, produzido pela Netflix entre 2018 e 2021. No variety show, um grupo de investigadores recebe a missão de solucionar diversos mistérios, que variam em cada episódio. A produção também contou com a participação de outras celebridades sul-coreanas. Ainda, Lee Kwangsoo integrou o elenco protagonista de Busted (nome original de Jogo do Detetive), e suas interações com Sehun tiveram destaque. No ano passado, o filme Catman também chegou a ser lançado: uma produção sino-coreana que foi dirigida em 2016. Na trama, um homem tem o poder mágico de se transformar num gato, e convive com a criadora de um aplicativo de traduz sons e gestos dos felinos. O longa viu a luz do dia apenas cinco anos depois de ser dirigido, mas foi retirado das plataformas chinesas pouco depois de sair. Entretanto, isso não impediu que o breve lançamento fosse bem recebido pelo público espectador, principalmente na China, onde Sehun é conhecido por ter um grande fandom. O cantor tem certa influência como artista sul-coreano no mercado estrangeiro, e Catman será um sucesso quando sua divulgação e release forem retomados. Conforme saiu, Os Piratas: Em Busca do Tesouro Perdido foi promovido na Coreia do Sul No mês de setembro, o elenco de The Pirates 2 apareceu no programa House on Wheels, variety show da emissora TVN. Em três episódios transmitidos como um spin off, o cast pôde mostrar um pouco de suas interações e dinâmicas antes do filme sair. Assim, é provável que a participação especial não tivesse como ser adiada. Inicialmente, Pirates havia sido programado para sair no mês passado, durante o feriado de Chuseok, e a aparição no House on Wheels serviria como agenda promocional. (TVN / Divulgação) Vale destacar que Os Piratas já alcançou mais de um milhão de espectadores nos cinemas da Coreia do Sul, arrecadando mais de 10 milhões de dólares em bilheteria doméstica. Portanto, a união de um elenco famoso com a reabertura das telonas no país rendeu muito para a bilheteria. Ainda, o filme será disponibilizado no catálogo da Netflix de mais de 190 países, legendado em 31 idiomas. Quer saber mais novidades sobre The Pirates 2? Acompanhe as redes sociais e o portal do Café Com Kimchi para ficar por dentro de tudo!

  • BLACKPINK na Netflix: Documentário Light Up The Sky vai atiçar sua simpatia pelo girlgroup da YG

    O documentário foi a primeira produção original da plataforma de streaming sobre um grupo sul-coreano (Divulgação / Netflix) Outubro é um mês especial para os fãs de BLACKPINK. Além do lançamento do The Album, o primeiro full album das meninas, foi também em outubro do ano passado que ocorreu a estreia do BLACKPINK: Light Up The Sky, o documentário da Netflix. A produção, dirigida por Caroline Suh, foi a primeira na plataforma de streaming sobre um grupo de Kpop. Light Up The Sky acompanha Rosé, Jennie, Jisoo e Lisa nos seus primeiros passos na indústria, com o debut em 2016, até a escalada fenomenal do seu sucesso, no início de 2020. Teddy Park, produtor musical do grupo desde o debut single Boombayah, também é uma presença importante no documentário, oferecendo uma perspectiva única sobre as integrantes. Mais Netflix: Confira quatro doramas tão bons quanto Round 6, o maior sucesso da plataforma O original da Netflix traz momentos de descontração do quarteto em estúdio e em salas de ensaio, e também faz uma breve retomada histórica sobre o kpop, a estrutura de agenciamento e os trainees. Mas o destaque fica por conta das entrevistas individuais, acompanhadas de filmagens raras das meninas, às quais o grupo reage em uma sala de cinema preparada especialmente para o documentário. Um ano após a estreia do documentário, as integrantes do BLACKPINK têm focado em atividades solo. Rosé e Lisa fizeram seu debut como solistas em 2021. Jisoo deve estrear no dorama Snowdrop em breve, e Jennie mantém o posto de It Girl da Coreia (em novembro, será capa da revista W Korea). Sabemos que os fãs estão com saudade do grupo, por isso, o Café com Kimchi fez uma lista com 3 momentos marcantes do documentário. Vamos relembrar? (Divulgação / Netflix) 1. Dias de Trainee No especial para a Netflix, o grupo relata a rotina como trainees para a YG Entertainment, a empresa sob a qual debutaram e continuam listadas até hoje. O período de treinamento foi difícil. Além de conviver diariamente com mais garotas — suas concorrentes diretas —, o quarteto teve de praticar por cerca de 14 horas por dia, por um período de 4 a 6 anos. Também não eram autorizadas a beber, fumar ou a fazer tatuagens, e ficavam muito tempo afastadas da família. Jisoo, a unnie do grupo, conta que costumava ter entre 3 e 4 aulas de dança por dia, além dos ensaios. Jennie lembra que, além do trabalho duro, ainda precisavam lidar com críticas constantes e com a eliminação de outras trainees que, às vezes, eram amigas queridas. Ao final de cada mês de treinamento, as quatro precisavam se apresentar para os produtores. Algumas filmagens foram inseridas no documentário. Uma dessas apresentações foi usada como teaser para o debut do grupo. Confira: 2. A Amizade do Grupo Durante o treinamento, Lisa e Rosé relatam que enxergavam as demais trainees como concorrentes — “tudo era competição naquela época”. Jennie conta que era comum discussões entre as trainees; mas, quando as quatro Pinks trabalhavam juntas, havia harmonia. O produtor Teddy também teve um bom pressentimento quanto àquela formação do grupo, que acabou debutando sem eliminações ou adições. A amizade que nasceu no pré-debut fez com que as meninas aprendessem umas com as outras. Rosé diz que quis aprender a dançar depois de ver o bom desempenho da Lisa, a quem considera como uma irmã. Jisoo, que nunca havia cantado antes da sua audição, conta que aprendeu muito com a Jennie, que treinava há mais tempo. Até hoje a amizade do grupo permanece forte, e é listada por fãs como um dos atributos do BLACKPINK. (Divulgação / Netflix) 3. Turnê Mundial e Coachella O documentário destaca ainda a rotina de viagens do grupo para a turnê mundial. Na Ásia, o BLACKPINK passou por cidades como Seul, Jakarta, Manila, Bangkok e Hong Kong. A correria e o frenesi trouxeram desgaste, mas a união do quarteto colaborou para que tudo ocorresse bem. Em abril de 2019, a turnê chegou à América do Norte, no palco do Coachella. O BLACKPINK foi o primeiro grupo a representar o Kpop no festival americano, considerado um dos palcos mais famosos do mundo. Nos bastidores do festival, o original revela a animação do grupo para se apresentar, bem como a preocupação com as impressões da audiência. Mas o show foi um sucesso e um marco na carreira do BLACKPINK. Para Jennie, o Coachella foi o momento em que o grupo se libertou da ideia de apenas um ato de Kpop para o público. “Foi um momento em que senti [...] como se todos os anos de treinamento valessem a pena”, conta a integrante. (Reprodução / Google) O show para o festival americano acabou compondo outro documentário, o Coachella: 20 Years in the Desert. A produção é um original do YouTube, e está disponível no canal oficial do Coachella na plataforma de vídeos. As performances isoladas do grupo no festival também estão no YouTube, no canal oficial do BLACKPINK.

  • Halloween: Quer terror? Confira 4 filmes sul-coreanos que podem te assustar ainda hoje

    Produções estão disponíveis no catálogo da Netflix, e são ideias para o Dia das Bruxas ou para os amantes do gênero do susto (Netflix/Divulgação) A comemoração do Dia das Bruxas está chegando ao fim neste domingo (31), mas ainda dá tempo de levar alguns sustos. Nisso, a Netflix pode ajudar com alguns filmes sul-coreanos, que podem interessar os amantes do terror e horror. Caso ainda espera se entreter com alguma produção do estilo que combine com o Halloween, esta lista é para você! Leia também: Halloween: Confira as 8 melhores dance practices para aproveitar o dia 31 Os quatro longas citados estão no catálogo do streaming, sendo três deles produções originais: ou seja, não sairão da Netflix depois de um tempo. Como o gênero do terror é atemporal, é possível conferir as dicas em qualquer época do ano, claro. Com isso, confira abaixo os filmes de terror recomendados pelo Café com Kimchi: Quatro filmes de terror para conferir no catálogo da Netflix 1- A Oitava Noite Na trama lançada este ano no streaming, um grupo de pessoas tenta deter a ressurreição de um espírito que esteve aprisionado durante séculos. Os personagens têm oito dias para conter a figura sobrenatural anteriormente aprisionada num selo, e um exorcista lidera esta caçada após anos de trabalho para manter a humanidade a salvo. 2- Alive Não poderia faltar um terror de zumbis na lista, não é? Alive foi lançado no ano passado na Netflix, e aborda a história de um rapaz que tenta escapar de um apocalipse. Após um vírus infestar as principais cidades do mundo e infectar a população, o personagem do ator Yoo Ahin não medirá esforços para encontrar uma saída de seu apartamento. O filme também traz a atriz Park Shinhye no elenco. 3- O Hospedeiro O Hospedeiro não é uma produção original da Netflix, mas está sempre no catálogo. Na história que mistura ficção científica com horror, uma substância tóxica gera a mutação de uma criatura gigante. Nisso, o proprietário de uma barraca de comidas precisa salvar sua neta, que foi sequestrada pelo monstro às margens do Rio Han. Aqui, o diretor Bong Joonho (Parasita) trabalha também com o ator Song Kangho. 4- O Mistério das Garotas Perdidas Neste filme, o público acompanha um pastor que investiga atividades suspeitas do culto religioso Deer Mount. Nisso, o personagem acaba conhecendo um policial que também está atrás de seita, recentemente conectada a um assassinato. Se você assistiu Round 6, irá reconhecer o ator Lee Jungjae no papel principal também. Leia também: Especial Halloween: veja 10 MVs com a temática do Dia das Bruxas para entrar no clima

  • Universo Marvel: Conheça os atores de ascendência asiática que atuaram nos filmes de super-heróis

    Com a chegada de Eternos aos cinemas brasileiros, relembre papéis interpretados por artistas asiáticos em um dos estúdios mais famosos da atualidade (Divulgação/ Total Film/ Reprodução/ Marvel) Quem foi ao cinema no último final de semana não deve ter ficado surpreso ao se deparar com os pôsteres de Eternos, o mais novo filme da Marvel que estreou quinta-feira, dia 4 de novembro. Mas a surpresa pode ter vindo ao notar três atores de ascendência asiática com tanto destaque no longa. A sino-britânica Gemma Chan, o paquistanês-americano Kumail Nanjiani e o coreano-americano Ma Dong Seok fazem parte do elenco principal do filme, que faturou mais de 160 milhões de dólares na sua estreia ao redor do mundo. Eternos reitera a proposta da Marvel de reinventar seu universo, afastando-o cada vez mais dos heróis cujas sagas já foram encerradas, como Homem de Ferro, Capitão América, Vingadores e outros. O filme reforça também o compromisso da marca de levar representatividade étnica e racial às produções. Eternos faz isso até fora das telas — além dos atores, o longa tem direção da chinesa Chloé Zhao, que venceu o Oscar de melhor diretora por Nomadland, ainda este ano. (Divulgação/ Total Film) Ainda em 2021, um pouco antes do lançamento de Eternos, outro longa trouxe força ao casting de atores asiáticos nos filmes da Marvel. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, que estreou no Brasil no início de setembro, foi o primeira produção do estúdio a acompanhar a história de um herói chinês. O elenco, é claro, também foi composto majoritariamente por atores com ascendência chinesa. O protagonista Shang-Chi é interpretado pelo ator sino-canadense Simu Liu, e o casting principal tem a participação da atriz e rapper sino-coreana Awkwafina, e dos atores chineses Tony Leung Chiu-Wai, Fala Chen e Meng'er Zhang. A malaia Michelle Yeoh, que brilhou como a antagonista de Podres de Rico, também está no filme. (Reprodução/ Marvel) Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis levou representatividade não só às telonas, mas à trilha sonora do longa também. O álbum digital intitulado Shang-Chi, the Enhanced Album reúne o trabalho de mais de 20 artistas de várias nacionalidades, entre os quais estão Mark Tuan (do GOT7), Anderson Paak, NIKI e Keshi. Rich Brian, rapper sino-indonésio que introduz a coletânea no Spotify, diz que o álbum "é sobre celebrar a experiência asiática, [e] a experiência asiática-americana." Há alguns anos, a Marvel já trazia atores asiáticos em papéis secundários nas suas sagas. Vamos relembrar? Em Doutor Estranho e em dois filmes dos Vingadores (Guerra Infinita e Ultimato), o ator sino-britânico Benedict Wong interpretou o personagem que coincidentemente leva seu sobrenome, o mestre Wong, mentor do protagonista. Nos últimos dois filmes dos Vingadores e em Guardiões da Galáxia Vol. 2, Pom Klementieff atua no papel de Mantis. A atriz franco-canadense tem ascendência coreana por parte de mãe. No segundo e terceiro filme de Thor (Mundo Sombrio e Ragnarok), o ator japonês ​Tadanobu Asano interpreta o guerreiro Hogun, um dos fiéis amigos do protagonista. (Reprodução/ Marvel) Na última saga do Homem-Aranha, o ator americano-filipino Jacob Batalon interpreta o melhor amigo do herói teioso — o mais novo filme da trilogia, inclusive, deve estrear no Brasil no próximo mês, no dia 17 de dezembro. Em Vingadores: Era de Ultron, a atriz sul-coreana Claudia Kim viveu a cientista Helen Cho. E o ator também sul-coreano Park Seo Joon ainda não apareceu nas telonas do universo, mas está confirmado para o próximo filme da Capitã Marvel, que estreia em 2023. (Reprodução/ Marvel) Sentiu falta de algum ator ou atriz na lista? Conta pra gente no Twitter e Instagram do Café!

  • Quer assistir só doramas e filmes coreanos? Confira os códigos da Netflix para encontrar no catálogo

    Filtrando a busca do streaming, você pode encontrar K-dramas como Round 6, My Name, Profecia do Inferno e All of Us Are Dead (Reprodução/Netflix) A Netflix é um dos maiores serviços de streaming do mundo, responsável pela difusão de filmes e séries de diversos países — principalmente os que não têm inglês como língua nativa, o que é muito importante para trazer visibilidade para tais obras. Entre esses está a Coreia do Sul, que vai muito além do K-pop e investe fortemente em audiovisual e foi responsável por emplacar sucessos como Parasita e Round 6, que se tornou a série mais assistida da plataforma. Leia também — Plim-Plim na Coreia do Sul: 10 doramas parecidos com novelas da Globo Com um catálogo repleto de doramas sul-coreanos famosos como Hometown Cha-Cha-Cha, My Name e Profecia do Inferno, a Netflix é um prato cheio para quem é fã do audiovisual produzido na Coreia. No entanto, todos sabemos que o streaming carrega muitos conteúdos em seu núcleo e, com a entrega seletiva do algoritmo, podemos ter dificuldades em encontrar o exato tipo de entretenimento que procuramos. Mas isso deixará de ser um problema, porque o Café com Kimchi está aqui para te ajudar! Para isso, trouxemos uma lista de códigos que vão permitir filtrar os conteúdos da Netflix, de forma que você só acesse aos doramas e filmes coreanos. Para utilizar esses códigos numéricos, basta ir até a barra de pesquisa da sua conta na plataforma e digitar a sequência que mostraremos para cada categoria. Doramas coreanos (67879) (Reprodução/Netflix) Se você digitar o número 67879 na barra de pesquisas da Netflix, vai encontrar diversos K-dramas como O Rei Eterno, Vincenzo e Romance Is a Bonus Book — listado como um dos doramas leves e agradáveis de assistir. Embora o código não seja separado por gênero, você vai conseguir assistir a produções de diversos segmentos que vão desde romances de época até tramas envolventes de ação. Filmes coreanos (5685) (Reprodução/Netflix) Aos cinéfilos de plantão, é claro que vamos falar de filmes! Se você digitar o código 5685 na URL ou na barra de pesquisa da Netflix, vai encontrar longa-metragens produzidos na Coreia do Sul, como a atração de terror pandêmico #Alive, o romance Sintonizada em Você, Sweet & Sour e Em Silêncio, protagonizado por Gong Yoo. Outros filmes e séries asiáticas… (Reprodução/Netflix) Sabemos que os fãs de K-pop e doramas sul-coreanos também podem se interessar por outras produções audiovisuais da Ásia, como BL’s tailandeses, novelas turcas e dramas chineses. Por isso, trouxemos alguns códigos da Netflix para filtrar os conteúdos de acordo com o que você deseja assistir nesses nichos de atrações. Filmes Asiáticos de Ação: 77232 Filmes Chineses: 3960 Filmes Indianos: 10463 Filmes Japoneses: 10398 Filmes do Sudeste Asiático: 9196 Filmes Taiwaneses: 434295 Filmes e Séries Tailandeses: 107570 Animes japoneses (Reprodução/Netflix) Uma das atrações asiáticas mais amadas, os animes japoneses não poderiam faltar nessa lista. Por este motivo, separamos um tópico só para eles porque tais produções tiveram a sorte de virem separadas em categorias de gênero — para deixar o fã seletivo bem feliz! Vale mencionar que, por algumas questões de catalogação, podem ter animações de outros países que não são, necessariamente, o Japão. Mas estes aparecem com menos frequência, então, fiquem tranquilos sobre isso! Animes de Ficção Científica: 2729 Animes de Ação: 2653 Animes de Comédia: 9302 Animes de Drama: 452 Animes de Fantasia: 11146 Animes em Filme: 3063 Animes de Terror: 10695

  • Amor Com Fetiche: Filme coreano na Netflix vai além das expectativas e diverte

    Comédia romântica sobre BDSM protagonizada pela Seohyun (Girls' Generation) chegou ao catálogo da Netflix no dia 11; confira nossa crítica (Reprodução/Netflix) A febre de Cinquenta Tons de Cinza continua até os dias atuais. Páginas de fãs no Facebook e no Instagram ainda comentam sobre o romance de Christian e Anastasia, ignorando algumas questões de roteiro, gravação e até mesmo da obra original. O mesmo acontece com o ofensivo 365 Dias, possivelmente o filme mais problemático da Netflix, que, apesar das críticas e das avaliações baixíssimas, é amado por uma parcela dos espectadores. Em suma, sexo vende — ou pelo menos a imagem dele. Assim, não é difícil imaginar que Amor com Fetiche tenha sido ansiosamente esperado. Inspirado na webtoon Moral Sense, o filme traz a história de Jung Jiwoo (Seohyun) e Jung Jihoo (Lee Junyoung), colegas de escritório que, desde o primeiro encontro, já têm química. A similaridade dos nomes é o que dá início à trama, já que é com uma encomenda errada que Jiwoo descobre o segredo de seu colega: ele é parte da comunidade BDSM. Uma premissa simples e clichê traz à tona diversas questões sobre a prática desse estilo, relacionamentos no ambiente de trabalho, expectativas colocadas em parceiros românticos e ética moral, assim como o nome da inspiração sugere. Apesar de alguns percalços técnicos, o resultado é satisfatório, mesmo que deixe um quê de “só isso?” na boca. Inversão de arquétipos (Reprodução/Netflix) Diferente dos filmes supracitados, Amor com Fetiche brinca com o tradicional estereótipo dos doramas. Aqui, a protagonista não é uma menina colegial que fica de joelhos bambos quando vê o cara popular da escola; Jiwoo é conhecida por ser mandona e autoritária no trabalho — palavras usadas para descrevê-la quando, na verdade, é apenas eficiente no que faz — enquanto Jihoo, seu novo chefe, é todo sorrisos e resolve conflitos com carisma e assertividade e, é claro, amado por todos os empregados. Essa justaposição de personalidades traz mais personalidade à obra, e os dois atores (idols que já trabalharam com a Netflix em Private Lives e D.P. Dog Day, respectivamente) conseguem se encaixar perfeitamente nos papéis. Leia também: Quer assistir só doramas e filmes coreanos? Confira os códigos da Netflix para encontrar no catálogo O longa também aborda a misoginia no local de trabalho. O gerente da área, sr. Hwang, é a representação do chefe desrespeitoso. Nos primeiros cinco minutos, o longa já denuncia essa situação — Jiwoo faz uma sugestão que só é levada a sério quando repetida pelo novato Jihoo. Ele expressa seu descontentamento com o chefe e é nessa cena que temos a primeira visão do quanto Jiwoo se sente invalidada apenas por ser uma mulher no trabalho. Utilizando dos velhos clichês de comédias românticas, tendo a mãe e a amiga do trabalho como personagens de apoio, todos parecem esperar que Jiwoo flerte com seu interesse amoroso da maneira tradicional. Num diálogo, o olhar dela é comparado com o das outras mulheres que conversam com Jihoo: Jiwoo sempre se mostra dominante e fria, nunca doce como as outras. Isso serve como uma forma de foreshadowing — técnica de apresentar discretamente um elemento que vai ditar o restante da história — e de diferenciar Jiwoo do restante dos personagens. Num geral, Amor com Fetiche soube muito bem como surpreender espectadores, afinal, quase ninguém esperava uma comédia romântica fofa e feel good com aquela premissa. O trailer deu as dicas, mas a realidade pode ter sido um baque para aqueles que esperavam algo diferente. A todo momento, o filme brinca com as suas expectativas com doses de humor que chegam a causar vergonha alheia e faz você torcer pelos personagens enquanto sente vontade de pausar o filme; a experiência é divertida. Amor e coleiras (Reprodução/Netflix) Jiwoo é amiga de uma dona de uma creche de cachorros. Boa parte do filme se passa nesse cenário, no qual ela conversa sobre seu crush, vê o estagiário adestrando um cão e interage com os animais. Essa dinâmica é espelhada na primeira “cena” de BDSM do casal: o infame dog play. Ela ocorre num ponto da trama em que Jiwoo ainda é iniciante, sabendo nada além de algumas pesquisas feitas no Google, e a própria atividade é apresentada como um curso introdutório. A cena causa risadas e estranhamento, talvez até pelos latidos habilidosos do protagonista. “Eu procurei por vídeos de golden retrievers. A diretora disse que seria bom se eu pudesse ser um homem-cachorro, e golden retrievers sorriem de forma confortável e adorável, então eu usei esses vídeos como referência. Eu ganhei cerca de 9kg, comendo seis vezes por dia e fazendo pequenos lanches. Tentei ganhar massa comendo bastante e me exercitando.” Lee Junyoung (Jung Jihoo) sobre o preparo para o papel É fácil dizer que o filme não se leva a sério. Park Hyeonjin, a diretora, apostou muito claramente na parte cômica, tornando impossível não dar risadas da cena, chegando ao ponto de sentir vergonha pelos personagens. Aparentemente, eles sentem também, já que Jihoo decide planejar a próxima vez do casal, e é só a partir desse momento que eles começam a se sentir mais confortáveis com os papéis. Lee Junyoung cabe perfeitamente na pele de Jihoo, um cara um pouco bobo e fácil de se aproximar, se encaixando no estereótipo do “namorado golden retriever”, que era o objetivo da diretora desde o início. Seohyun também não fica para trás no quesito atuação. A idol, que já é experiente nesse ramo, entrou facilmente no papel da dominatrix iniciante e assertiva, trazendo mais personalidade para uma personagem que outrora poderia ficar presa em duas dimensões. As seguintes “cenas” de BDSM são retratadas com mais seriedade, chegando a apresentar quartos vermelhos e roupas de látex, mas sempre acompanhadas de uma trilha sonora desconexa, que destoa do que é mostrado na tela. A classificação +16 existe pela insinuação e discussão sobre sexo, mesmo que, em certas partes, o filme tente desviar completamente desse aspecto sensual. Apesar das tentativas, algumas cenas mostram de um jeito excepcional a química dos atores, como a do próprio quarto vermelho e a final. Quanto à discussão do que é o BDSM em si, pode-se dizer que ela não vai além da superfície. É um “BDSM para leigos” que, mesmo assim, faz um trabalho melhor que vários outros filmes do gênero ao abordar mais questões que somente a sexual, como a importância do consentimento para todas as práticas, ponto destacado diversas vezes pelo longa. Jiwoo é vista pesquisando e interagindo como veteranos da comunidade, assim como Jihoo, e, no final, descobrimos que até alguns conhecidos fazem parte dela. Leia também: Atores de Pousando No Amor vão se casar; conheça mais 5 casais de doramas que namoraram na vida real Relacionamentos, controle e clichês (Reprodução/Netflix) O monólogo de abertura e encerramento toca na questão: é possível entrar num relacionamento sem estabelecer dominância? Fora do trabalho, Jihoo e Jiwoo invertem as posições de chefe e subordinada. Isso traz uma dinâmica interessante para o casal, mas o desenvolvimento poderia ser melhor aproveitado. Logo na primeira interação, Jihoo já faz o ousado pedido a Jiwoo — “Você pode ser meu mestre?” —, mesmo sem saber se ela tem conhecimento da prática. Ações impulsivas como essa fazem com que Jihoo caia no estereótipo do “emocionado”, enquanto Jiwoo mantém a imagem fria e legal, como é descrita. Um ponto fraco do roteiro é justamente o mais importante em um filme de romance — o romance. Os protagonistas se aproximam muito rapidamente, quase fugindo do ritmo natural, e apesar do longa não se afastar dos velhos clichês das romcoms, o espectador sente falta da lentidão do namoro. Essa característica torna-se ainda mais perceptível quando se entende como Jiwoo e Jihoo são personagens realistas, cada um com suas individualidades, e é triste que o início de namoro de ambos não tenha sido exposto. Talvez esse aspecto seria melhor abordado por um dorama em vez de filme, mesmo com poucos episódios. Os personagens secundários também têm tramas interessantes e merecem um pouco mais de destaque. “[A personagem] Jung Jiwoo é charmosa. Ela é uma personagem que geralmente é criticada por ser direta e não agir de forma fofa ou não forçar sorrisos, mas Jihoo acha que ela é maneira. Eu pensei que pudesse contar uma história sobre a normalidade de estabelecer um namoro com uma personagem que está fora da 'mulher ideal' que é esperada e pedida.” Park Hyunjin, diretora, sobre Jung Jiwoo (Seohyun) Essa parte também é mal costurada na pós-produção do filme, com cortes bruscos de cenas que afetam a experiência. Apesar das duas horas de duração, a trama parece se arrastar ao mesmo tempo que é rápida demais. As situações caricatas não ajudam muito; temos o casal de protagonistas numa cena um tanto inapropriada para o local de trabalho, além do almoço com algemas no restaurante. Isso nos traz para o último ponto: o grand finale apressado que usa e abusa dos clichês. Uma caneta com microfone expõe não apenas os segredos de Jiwoo e Jihoo, mas também do restante do escritório, e tudo se resolve e encaminha para a felicidade como é típico de doramas e filmes de romance. O final bobo e esperado permite que os protagonistas finalmente revelem os sentimentos que nutrem um pelo outro, ficando juntos e oficializando o namoro. Vale dizer que o filme toca em um assunto importante, o impacto que diferentes gostos podem deixar. A ex-namorada de Jihoo termina o namoro por não aprovar o fetiche dele, e ela é uma personagem que poderia ter tido uma influência ainda maior na trama. Uma comédia romântica como qualquer outra (Reprodução/Netflix) No final do dia, Amor com Fetiche vale à pena? Sim. Se você, assim como eu, é fã de filmes bobinhos que não se levam a sério, essa é uma ótima forma de passar duas horas do seu dia. É importante dizer que ele não deve ser visto com altas expectativas — é um filme comum, que aborda um assunto inusitado e traz uma lição de moral (assim como o título da webtoon), e é divertido de assistir. Diferente dos cinquenta tons e dos 365 dias, Amor com Fetiche aposta em poucos números e pouco tempo para exibir uma história de romance com um diferencial. A química entre os atores é palpável, e a subcategoria 'Espirituosos', escolhida pela própria Netflix para descrever o filme, não poderia se encaixar melhor. Para uma produção que foge do que geralmente esperamos da Coreia do Sul, ainda que não entre de cabeça nessa direção, Amor com Fetiche é um passo inicial muito interessante.

  • Além dos palcos: Shows, filmes e documentários de K-pop que chegaram aos cinemas

    Permission to Dance, Super Show 8, BLACKPINK: The Movie e outros estiveram nas telonas e atraem um grande número de fãs (Reprodução: Hybe, Starship, YG e SM) Sala fechada, som alto, assentos escolhidos e pipoca. Quando se fala em cinema, logo se pensa nos filmes; mas já imaginou assistir a um show de K-pop ou documentário sobre seu grupo favorito nas telonas? Isso já foi possível para alguns fandoms. O sucesso de diversos grupos levou à produção de filmes e concertos direcionados ao cinema, trazendo uma experiência diferente ao público que antes só poderia ir aos shows presenciais ou assistir suas versões virtuais em casa. BLACKPINK, Monsta X, BTS, Super Junior e outros atos do K-pop já lançaram longas e documentários que fizeram sucesso nas bilheterias. O Café com Kimchi trouxe alguns exemplos de produções do tipo, que já passaram ou que ainda chegarão às salas do Brasil: BTS: Permission To Dance On Stage Depois de um longo período dos palcos, o BTS retornou em março com shows em Las Vegas, nos Estados Unidos, e em Seoul na Coreia com o Permission To Dance On Stage. Esse foi o primeiro show do grupo em dois anos e meio, tendo ficado afastados das apresentações devido à pandemia de covid-19. Os shows em Seoul foram nos dias 10, 12 e 13 de março de 2022, e o concerto do dia 12 foi transmitido ao vivo nos cinemas de vários locais do Brasil, totalizando 11 capitais. Leia também - Proof: Nostalgia em comeback do BTS nos leva para quando "éramos mais felizes" O show aconteceu no Estádio Olímpico de Seoul, e foi exibido nos cinemas poucas horas depois da apresentação na Coreia. Como protocolo de segurança da pandemia, foi recomendado evitar gritos e muito barulho, tanto nos shows presenciais no estádio quanto para os que estavam assistindo nos cinemas ao redor do mundo. A presença dos fãs nas salas cinematográficas rendeu ao grupo cerca de US$32,6 milhões. Além da versão inédita de transmissão do show nos cinemas, o BTS também levou outros filmes especiais às telonas, como as produções Burn The Stage, Break The Silence e Bring The Soul. Os títulos citados foram em formato de documentário, mostrando a rotina dos integrantes, bastidores das turnês mundiais e as performances marcantes. Monsta X: The Dreaming O Monsta X anunciou no fim do ano passado o lançamento de The Dreaming, que chegou ao cinemas de mais de 70 países em dezembro de 2021, incluindo o Brasil. O longa contou a história do grupo registrada durante seis meses, com entrevistas exclusivas e histórias dos bastidores de suas turnês pelo mundo. Além das performances especiais dos maiores sucessos do grupo, o longa-metragem fez uma ponte de referência com o segundo álbum em inglês do grupo, que viria logo em seguida intitulado com o nome do doc. Leia também - Voyager: Kihyun viaja para seu próprio universo musical em primeiro single álbum Feito como um presente ao fandom Monbebe, The Dreaming foi uma espécie de "filme-concerto", pré-gravado para sua apresentação nos cinemas; e a exibição aconteceu entre os dias 9 e 12 de dezembro de 2021. As promoções do lançamento foram feitas somente com os membros Jooheon, Kihyun, Hyungwon, I.M e Minhyuk, pois Shownu ainda estava prestando o serviço militar obrigatório sul-coreano. BLACKPINK: The Movie Lançado em 2021 em comemoração aos CINCO anos de carreira do girlgroup, BLACKPINK: The Movie é um documentário que mostra a rotina das integrantes de forma íntima, além de trazer os bastidores e performances ao vivo que o grupo realizou durante esse tempo. O BLACKPINK já havia lançado anteriormente o projeto Light Up The Sky, que está disponível na Netflix. O The Movie foi exibido em diversos cinemas ao redor do mundo, em sessões especiais que tinham três telas e com som que simulava o eco de um show ao vivo, tornando a experiência mais imersiva. A produção alcançou grande bilheteria e faturou cerca de US$4,8 milhões. O lançamento fez parte de um grande projeto do quarteto, chamado 4+1 Project, que prometia novidades durante o mês de aniversário do BLACKPINK. O documentário foi disponibilizado na Disney +, plataforma que vem investindo em produções leste asiáticas, principalmente sul-coreanas, para acrescentar em seu catálogo. Então, quem não conseguiu assistir nos cinemas, poderá conferir no streaming. Super Junior: Super Show 8 - Infinite Time O Super Junior, com mais de 16 anos de carreira e reconhecido na indústria do K-pop, já fez diversas turnês nacionais e internacionais. Em 2022, o Super Show 8: Infinite Time trouxe para os cinemas a gravação da oitava turnê internacional do boygroup, o que foi um grande presente para os fãs dos artistas. O longa traz detalhes sobre a tour, bastidores e apresentações feitas durante a promoção do álbum Time Slip, lançado em 2019. As exibições ocorreram em países como México, Chile e Argentina, e incluiu localidades no Brasil em fevereiro deste ano. O Super Show 8 começou com dois shows em Seoul na Coreia do Sul, e passou pelo Japão, China, Tailândia, Filipinas e Indonésia em seguida. Seventeen: Power Of Love - The Movie Aderindo a este formato, o grupo composto por 13 integrantes divulgou também o seu primeiro filme exibido nos cinemas. Intitulado Seventeen: The Power Of Love, a produção chegou às telonas em abril de 2022 em mais de 50 países, incluindo o Brasil. Descrito como “uma carta de amor em forma de filme”, o longa conta a trajetória do SEVENTEEN desde sua estreia, mostrando seus desafios, performances ao vivo, entrevistas e bastidores da vida agitada dos k-idols. Anteriormente, o grupo lançou o documentário Seventeen: Hit The Road que está disponível no canal do conjunto no YouTube, e no Weverse — plataforma com conteúdos exclusivos de diversos artistas, incluindo aqueles que estão sob o selo da empresa HYBE. Leia também - Attaca: Seventeen mostra mais uma vez porque é um dos maiores grupos de kpop da atualidade NCT Dream The Movie: In A Dream O mais recente lançamento nos cinemas é do NCT Dream, com o show NCT Dream The Movie: In A Dream. Seguindo a modalidade de filme-concerto, a produção acompanhará o grupo da SM em performances da sua recente turnê, a NCT Dream Tour - The Dream Show 2; além de cenas de bastidores com os integrantes. O segundo show do conjunto foi filmado no Estádio Olímpico de Seul, que é um dos maiores da Coreia e um dos maiores objetivos dos artistas na hora de organizar concertos grandes. O título chegará aos cinemas do Brasil com sessões nos dias 30 de novembro e 03 de dezembro.

  • Dramaland e Barbieverso: 6 doramas parecidos com filmes da Barbie

    A tendência Barbiecore vai vestir de rosa também os dorameiros: veja enredos coreanos que se parecem com as animações da boneca (Reprodução / Universal / tvN) Nas últimas semanas, a Internet tem enlouquecido de amores pela boneca mais famosa do mundo. A febre começou com as filmagens do live-action da Barbie e evoluiu para as tendências de moda — o famoso Barbiecore —, mas se engana quem pensa que este frenesi pink está perto de acabar. Agora é a vez do Café Com Kimchi trazer o Barbieverso para a Dramaland. Quem diria? A partir de 2001 com o lançamento de Barbie: O Quebra-Nozes, a boneca deixou de ser apenas um brinquedo icônico para alcançar também uma carreira no universo dos filmes. Como "atriz", a Barbie já estrelou em mais de 30 filmes de animação, e alguns deles resguardam similaridades com o plot de doramas. O Café reuniu 6 k-dramas que lembram — ainda que remotamente — o enredo dos filmes da loirinha. Confira após a publicidade. Leia Mais: Plim-Plim na Coreia do Sul: 10 doramas parecidos com novelas da Globo Fashion King X Barbie: Moda e Magia (Reprodução / Universal / SBS) Se despirmos o filme da Barbie de 2010 de toda a mágica, o que sobra? O enredo gira em torno de duas estilistas, a tia da Barbie e sua maior concorrente, a vilã da animação. Ambas trabalham em Paris, a Capital da Moda, e a competitividade neste meio é um dos temas centrais do filme, embora fique um pouco escondida por baixo de camadas de fantasia (fadas, armário mágico). Porém, é a rivalidade entre as duas boutiques é o que faz a trama avançar. A competição no mundo da moda é também o fio condutor do dorama Fashion King (2012). Nele, o título de melhor grife do país é disputado pelos estilistas Young Gul (Yoo Ah In) e Lee Gayoung (Shin Sekyung). Eventualmente, os dois se unem na trama, mas uma concorrente de luxo — por sinal, a antiga boutique da personagem Gayoung — torna a caminhada até o topo mais difícil. The King's Affection X Barbie: A Princesa e A Plebeia (Reprodução / Universal / KBS) No filme de 2004 inspirado em um clássico, as protagonistas são duas personagens idênticas, porém, com vidas bastante diferentes: uma é da realeza, a outra uma costureira sem nada de sangue azul. Quando a princesa é raptada, um funcionário do castelo chama a plebeia para substituí-la até que o mistério em torno do sequestro seja esclarecido. Esta é a porta de entrada para um plot cheio de aventura e muito romance. No dorama épico O Rei de Porcelana (2021), dois irmãos gêmeos são separados ao nascer e têm os mesmo destinos da Barbie na animação: um ocupa o trono e a outra cresce como uma plebeia. Quando o Rei morre, sua irmã viva Dam-yi (Park Eunbi) é convocada ao palácio para ficar no lugar dele. Para proteger o disfarce, Dam-yi se distancia de todos que possam reconhecê-la com uma fraude, mas acaba se apaixonando pelo tutor real Ji-woon (Rowoon). Leia Mais: 6 Doramas de época para maratonar na Netflix e no Viki Navillera X Barbie: As 12 Princesas Bailarinas (Reprodução / Universal / tvN) No encantador '12 Princesas' (2006), uma mensagem central é a paixão pela dança. Aqui, a Barbie divide o castelo com onze irmãs e o pai viúvo, o Rei. O amor pelo balé, segundo o pai, distrai as princesas dos deveres de realeza; por isso ele convida uma prima — a vilã Rowena — para orientar as jovens. A "educação" da Rowena é implacável, e o único alívio das irmãs é fugir para um mundo mágico e dançar a noite toda. Em Navillera (2021), a paixão pelo balé é também o que move Deok-chul (Park In-hwan), um carteiro aposentado de 70 anos, a se entregar a um sonho antigo e se matricular em uma escola de dança. Lá, ele conta com a ajuda do bailarino Lee Chae-rok (Song Kang). O dorama ainda aborda temas dramáticos como os desafios de envelhecer, o diagnóstico de Alzheimer e como manter um sonho vivo apesar das dificuldades. Achou pesado? Bem, há de se convir que, ao abordar o luto, dramas familiares e até uma tentativa de assassinato, '12 Princesas' também não é o filme mais "leve" da Barbie. Leia mais: Doramas pesados: 6 K-Dramas para assistir com calma Hwarang X Barbie: As Três Mosqueteiras (Reprodução / Universal / KBS) Um grupo de elite, organizado e muito bem treinado para proteger a realeza de inimigos que estão mais perto do que se pode imaginar. Esta é a premissa do filme da Barbie de 2009, uma releitura do romance histórico que traz três jovens garotas como a defesa mais eficiente da Coroa francesa. Na animação repleta de ação e aventura, Barbie é Corinne, filha do lendário mosqueteiro D'Artagnan. Um grupo de elite, organizado e muito bem treinado para proteger a realeza... Bem, esta também é a premissa de Hwarang (2016). No dorama que se destaca pelo super time de atores e de idols em cena — o V do BTS e o Minho do SHINee —, jovens guerreiros são preparados para defender a Dinastia Silla, sem saber que o futuro Rei também treina entre eles. É uma trama épica cheia de aventura e batalhas que todo bom dorameiro deve conferir. Painter Of The Wind X Barbie: Rapunzel (Reprodução / Universal / SBS) No filme de 2002 inspirado no conto de fadas, a Barbie é trancafiada em uma torre pela cruel madrasta. Seu contato com o mundo exterior só é possível graças a um pincel mágico — um presente do seu falecido pai — com o qual a protagonista pode viajar para qualquer cena que pintar. Com uma ambientação medieval, a animação também aborda temas como amizade e a descoberta do mundo pela ótica de uma jovem mulher. Painter Of The Wind (2008) também coloca a ótica de uma jovem pintora em destaque. Aqui, a protagonista é Shin Yun-bok (Moon Geun-young), artista importante da Dinastia Coreana Joseon e que — com a devida licença poética —, era uma mulher disfarçada de homem. Ela assume a identidade masculina para descobrir mais sobre o assassinato do pai e acaba conhecendo Kim Hong-do (Park Shin-yang), com quem desenvolve uma forte relação. 100 Days My Prince X Barbie: Princesa da Ilha (Reprodução / Universal / tvN) No filme musical de 2007, a Barbie é Ro, uma sobrevivente de um naufrágio que vive em uma ilha deserta com seu trio de amigos animais, com quem ela, surpreendentemente, consegue se comunicar. Com o desenrolar da trama, Ro volta à civilização a convite de um príncipe bonitão e explorador, e descobre que sua real identidade é Rosella, uma princesa perdida. O enredo ainda oferece muita aventura e romance. Do Kyungsoo (do EXO) também é um príncipe perdido e sem lembranças da sua vida real em 100 Days My Prince. Ele interpreta o personagem Lee Yul, o nobre que, durante uma tentativa de assassinato, perde a memória e acaba em um humilde vilarejo. Lá, Yul é obrigado a se casar — por um decreto que ele mesmo deixou como príncipe — com a única solteira da cidade, Yeon Hongshim (Nam Jihyun). Apesar de ninguém aqui falar com animais, o dorama entrega leveza, diversão e romance com esse casal fofo e inusitado. Lembrou de outro dorama que "combina" com um filme da Barbie? Conta no nosso Twitter e Instagram!

  • Além de A Caminho do Céu, conheça outros doramas e filmes estrelados por Lee Je Hoon

    Confira alguns trabalhos do ator que interpretou Sang Gu, protagonista no drama Move To Heaven disponível na Netflix (Reprodução / Netflix) Com mais de 30 produções audiovisuais no currículo e mais de 14 anos de carreira, é inegável o quão excepcional é o trabalho de Lee Je Hoon dentro da indústria cinematográfica coreana. O ator desde o início de sua carreira teve destaque em seu trabalho, já que em seu primeiro papel como protagonista em 2011 no filme Bleak Night ganhou o prêmio de Best Newcomer no Blue Dragon Awards, a maior premiação coreana da indústria cinematográfica. Um Fun Fact é que ele ganhou contra ele próprio nesta categoria, e foi indicado também pelo papel no filme The Front Line no mesmo ano. Conhecido por começar sua carreira com filmes indie, Je Hoon ganhou cada vez mais reconhecimento na indústria com diversos papéis em filmes comerciais e doramas que tiveram grande audiência. E neste último ano de 2021, pudemos presenciar um alavanque na carreira do ator que segue em alta demanda, sendo mais e mais requisitado pelas grandes empresas audiovisuais do país. Confira também: Calendário de maio de 2022: Confira as produções coreanas que chegam ao streaming este mês Com o dorama disponível na Netflix A Caminho do Céu, o ator ganhou destaque tanto na Coreia do Sul quanto internacionalmente ao interpretar o papel do protagonista Sang Gu ao lado de Tang Jung Sang, que interpreta Han Geu Ru. O K-Drama conta a história de Han Geu Ru, um jovem com Síndrome de Asperger – síndrome dentro do espectro autista – que perde seu pai precocemente fazendo com que seu tio, Sang Gu, que recentemente saiu da prisão. Sang Gu então fica responsável legalmente pelo garoto assim como da empresa em que ele e o pai geriam, a Move To Heaven. A história gira em torno da relação dos dois, na humanização da morte e também na relação das pessoas com o autismo. (Reprodução / Netflix) O dorama ganhou muita visibilidade pelo enredo e também pela atuação dos protagonistas que, de forma impecável, demonstraram a realidade, emocionando e tocando o coração dos telespectadores da obra. Por conta desse destaque de Je Hoon na produção, o Café com Kimchi decidiu selecionar alguns dos principais filmes e doramas que têm a participação do ator no elenco. Confira a lista abaixo! Taxi Driver (2021) Em Taxi Driver, Lee Je Hoon é o protagonista Do-Ki que foi um oficial das forças armadas. Sua mãe é assassinada por um serial killer e ele sofre muito com isso. Até que ele recebe a proposta de Jang Sung-Chul para trabalhar em sua empresa, a Rainbow Taxi que, na verdade, não é uma empresa convencional de serviço de transporte, mas um grupo de mercenários que busca vingança para quem não foi protegido pelas leis. No entanto, ao serem investigados pela promotora Kang Ha-Na as coisas ficam mais emocionantes. Ha-Na ao mesmo tempo que está furiosa com os crimes cometidos pela Rainbow Taxi, fica completamente perplexa com a capacidade que eles têm de resolverem coisas que a lei não resolve. O drama é baseado no webtoon The Deluxe Taxi e apresenta a busca de Do-Ki pelo verdadeiro significado de justiça. Tomorrow With You (2017) Neste dorama de romance, Je Hoon vive o protagonista Yoo So Joon, um CEO de uma empresa imobiliária super bem-sucedida. So Joon simplesmente tem a capacidade de viajar no tempo quando pega o metrô. Indo e voltando no tempo, ele vê seu eu futuro vivendo uma vida de muito sofrimento e desgraça e se desespera. Assim, ele começa a procurar formas para tentar mudar esse seu futuro trágico. Nesse vai e vem, So Joon decide então se casar com Song Ma Rin para tentar compensar seu futuro já fadado. Sua futura esposa, é uma fotógrafa muito alegre e que leva a vida de forma leve. Com o passar do tempo, So Joon aprende a amar Ma Rin e ao longo do dorama os acontecimentos facilmente os surpreendem. Leia também: Choro livre: 6 doramas para desidratar de chorar na Netflix Signal (2016) Em Signal, Je Hoon faz o papel de Park Hae Yeong que é um policial que estuda sobre comportamento de criminosos com o objetivo de identificar o perfil criminal destes. Mesmo sendo um policial, ele não confia em seus parceiros de profissão principalmente pelas suas experiências quando criança. Quando era estudante do ensino fundamental, há quinze anos, Hae Yeong presenciou o sequestro de uma jovem a caminho de casa e que foi encontrada morta dias depois. Na época, os policiais não conseguiram encontrar o assassino e, por isso, Hae Yeong começou a desconfiar que estavam envolvidos no crime. Em um ponto chave do drama, Hae Yeong encontra um walkie-talkie e se comunica com um homem. Ele descobre então, que este homem é Jae-Han, detetive que está investigando o caso da garota que Hae Yeong viu ser sequestrada há quinze anos. A questão é que Jae-Han é do ano 2000, não de 2015. Então, Hae Yeong começa a se comunicar com o policial do passado para juntos resolverem o intrigante caso. I Can Speak (2017) No filme, Je Hoon faz o personagem Min Jae, que é um estagiário do serviço público que forma amizade com Ok-Bun, interpretada por Na Moon Hee, uma senhora idosa que constantemente se queixa das coisas que acontecem ao seu redor no gabinete local onde Min Jae trabalha. Eles tornam-se amigos pois Ok-Bun vê Min Jae falar fluentemente em inglês e pede para que ele o ensine, já que ela quer muito aprender a língua. Então ele começa a ensiná-la e, enquanto estudam juntos, Min Jae descobre o passado doloroso que Ok-Bun viveu durante a Segunda Guerra Mundial. O filme é baseado na história real de mulheres coreanas que testemunharam perante a Câmara dos Representantes dos EUA em 2007, para a aprovação da Resolução da Câmara nº 121 que afirma que o Japão deveria formalmente reconhecer e se desculpar pela coerção de jovens que foram sexualmente escravizadas durante os tempos coloniais e na Segunda Guerra Mundial. O nome do filme "I Can Speak" – “eu posso falar” em português – não mostra apenas a capacidade de Ok-Bun de aprender o inglês, mas também simboliza a coragem e a força das vítimas da escravidão sexual de levantarem suas vozes para se defenderem. Leia também: Por que Business Proposal é tão bom? Confira 5 acertos do dorama que chegou à Netflix em abril Collectors (2020) Na comédia Collectors, Je Hoon é o personagem Kang Dong-Goo, um especialista em furtos de tumbas. O filme mostra a aventura de um grupo de ladrões experts nestes roubos que estão tentando obter tesouros preciosos como estátuas de ouro e bronze de Buddha em templos antigos e murais da tumba de Goguryeo. Então, Dong-Goo recebe uma oferta tentadora de um curador de arte e antiguidades, Yoon (Shin Hye Sun) para ir atrás de alguns objetos antigos com valor histórico alto. Completamente instigado pela missão ousada, ele elabora um plano minucioso para roubar as tumbas do período Goguryeo na China. Logo depois, ele se vê sondando a espada real de Yi Song-Gye, escondida em uma tumba do período Joseon, localizada no meio da capital sul-coreana, em Gangnam. O humor inicia quando Dong-Goo se junta ao Dr. Johns (Jo Woo Jin), especialista em murais de tumbas, e ao lendário escavador de túneis, Sabdari (Im Won Hee), para roubarem as relíquias e cada um tenta enganar o outro para ficar com os tesouros para si. Dessa forma, enquanto eles vão tentando passar a perna nos colegas de crime, usando de truques e peripécias, eles conseguem fazer quem assiste ao longa se divertir. Time to Hunt (2020) Situado em uma distópica Coreia do Sul, após uma forte crise financeira, Time to Hunt é um filme que mostra a vida de quatro jovens ladrões que decidem roubar um cassino subterrâneo. Lee Je Hoon estrela a produção como Jun-Seok, um jovem recém libertado da prisão, que planeja este roubo do cassino com o objetivo de melhorar a sua vida e a de seus familiares e amigos. Porém a expectativa de uma vida diferente é quebrada ao encontrarem um assassino impiedoso que começa a perseguir o grupo a fim de tirar suas vidas. Time to Hunt não é um simples filme de ação onde grande parte da emoção do enredo vem de sua habilidosa cinematografia e edição de som que criam uma atmosfera de tensão e suspense. O mundo apocalíptico que o filme apresenta reflete a sociedade coreana, trazendo uma crítica social ao que os jovens sul-coreanos vivenciam no país em que trabalhadores têm salários baixíssimos e condições de trabalho péssimas, embora vivam numa economia emergente. Assim como no filme Parasite (2019), em Time to Hunt, os amigos de Jun-Seok se veem incapazes de escapar da pobreza, por isso recorrem a medidas não tão boas para tentar melhorar suas vidas e acabam se encontrando em uma encruzilhada. Veja também: Quer assistir só doramas e filmes coreanos? Confira os códigos da Netflix para encontrar no catálogo

  • In The Soop Friendcation: Conheça a carreira de cada integrante do Wooga Squad

    A amizade que começou nos bastidores do dorama Hwarang é a grande protagonista de nova série do Disney+, que acompanha uma viagem do grupo (Reprodução / Park Seo-joon ) Que na indústria do entretenimento coreano a maioria dos famosos são amigos e interagem direto uns com os outros todo mundo sabe. E nesse ano, um dos grupos de amigos mais famosos do mundinho do k-drama, o Wooga Squad, está lançando semanalmente episódios de sua nova série com a JTBC e Disney+, o In The Soop: Friendcation. A nova série acompanha uma viagem de quatro dias com os cinco membros, em uma mansão no meio da floresta, todinha para eles. O primeiro episódio foi ao ar em 22 de julho, mas infelizmente o programa ainda não está disponível aqui no Brasil. A amizade de milhões começou nos bastidores do dorama Hwarang, que já está disponível na Netflix, inicialmente com os atores Park Hyung-sik, Park Seo-joon e V, membro do BTS, que atuaram juntos na mesma novela coreana. Com o tempo, foram chegando novos membros, o produtor Peakboy e o, também ator, Choi Woo-shik. Pensando no grande talento do grupo e também no lançamento dos episódios, trouxemos um resuminho da carreira de cada integrante do Wooga Squad para vocês conhecerem melhor o grupo e já entrarem no clima para quando o programa chegar no país. Leia também: Mais que amigos, friends: Conheça as amizades mais poderosas do K-pop Park Hyung-sik (Reprodução / JtBC) Você sabia que ele já foi um idol? Pois ele foi! Park Hyung-sik debutou no grupo ZE:A, sob o selo da Star Empire Entertainment, em 2010. O grupo entrou em um hiatus em 2017, e os membros disseram que não era um disband, e que o grupo poderia voltar algum dia caso fosse o momento certo. Já no ramo da atuação, Hyung-sik começou com pequenos papéis ainda em 2010, mas só ganhou reconhecimento em 2013 com seu personagem Jo Myung-soo em The Heirs. Depois disso, várias oportunidades surgiram pro ator, que atuou em vários doramas e até filmes, como High Society (2014) e Jurado 8 (2019). Park Hyung-sik fez uma pausa na carreira para se alistar no exército sendo dispensado no início de 2021, e já voltou a participar de algumas produções, como Happiness, da TvN. Leia também: Happiness aborda temáticas desgastadas mas não deixa de ser envolvente Park Seo-joon (Reprodução / TvN) Park Seo-joon é uma carinha bastante conhecida pelos dorameiros de plantão. Sua primeira aparição no audiovisual foi em um videoclipe de Bang Yong-guk, I Remember, em 2011. Ainda em 2011, fez sua estreia como ator, no filme Perfect Game, e no ano seguinte começou no mundo dos doramas em Dream High 2. Seo-joon tem uma carreira recheada de sucessos, como O Que Houve com a Secretária Kim?, que é por onde a maioria dos dorameiros começa, Itaewon Class, uma série original da Netflix que fez muito sucesso quando lançou, e Hwarang, onde os meninos se conheceram, e o filme Parasita, vencedor do Oscar de 2020. Tanto talento rendeu a ele prêmios como o de Melhor Ator Revelação em 2013 e de Prêmio de Nova Estrela em 2014. Além disso, já foi confirmado sua participação no novo filme da Capitã Marvel com lançamento previsto para 2023. Leia também: Universo Marvel: conheça os atores de ascendência asiática que atuaram nos filmes de super-heróis V do BTS ( Reprodução / HYBE Labels) O mais novo do grupo, Kim Taehyung, também tem uma bagagem profissional bem grande. Em 2013, com apenas 17 anos, ele debutou no BTS, com o nome artístico V, ao lado de Jin, RM, SUGA, J-Hope, Jimin e Jungkook. Ao longo desses 9 anos de carreira, o grupo lançou 295 músicas, sendo que Taehyung participou da produção de algumas delas, como por exemplo Boyz with Fun, Run e Stigma. Ele também lançou algumas músicas solo pelo soundcloud do grupo, com Sweet Night, que foi a OST de Itaewon Class, 4 o’clock, Winter Bear e Snow Flower, que foi produzida pelo Peakboy. No último álbum que o grupo lançou, foi lançada uma nova versão de Spring Day feita por V. A carreira dele como ator é mais curta, ele atuou apenas em Hwarang em 2016, embora não tenham faltado convites para outras participações. Peakboy (Reprodução / Peakboy) Peakboy é produtor musical desde 2012 e lançou seu primeiro single em 2017, que foi Gin & Tonic e seu primeiro álbum no ano seguinte. Seu sonho de criança era se tornar cantor, e para isso ele assinou com uma empresa e treinou para ser idol - já que tinha uma meta de debutar até os 22 anos. Com o passar do tempo ele desistiu, e só ficou na produção de músicas, e foi servir ao exército coreano. Em 2016 foi dispensado e resolveu correr atrás do seu sonho de novo, e em 2017 finalmente debutou sob o selo da Neuron Music. Ele lançou dois álbuns em 2019 e mais um em 2020, totalizando quatro álbuns na carreira, com uma média de cinco músicas por álbum. Choi Woo-shik (Reprodução / SBS) Choi Woo-shik completa a equipe de atores do grupo. Quando era mais novo, ele e sua família se mudaram para o Canadá, onde passou sua adolescência, até que decidiu que voltaria para a Coreia para ingressar na carreira de ator. Em 2011 debutou no dorama de época The Duo, e fez seu primeiro curta-metragem no mesmo ano, o “Etude, Solo”. Ele também participou de Parasita, junto com Seo-joon, Trem para Busan (2016), Okja (2017) e muitos outros títulos. Quem é o seu preferido do squad? Conta para o Café!

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