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  • Em "Race", Bang Yongguk retorna com voz inconfundível para um grande "o que vem por aí"

    Atual solista divulgou single de comeback nesta semana, e lançamento também é o primeiro do cantor desde 2019 (Consent/Divulgação) O que Bang Yongguk é capaz de fazer? Esta é uma pergunta pertinente quando se pensa no que o cantor e produtor pode lançar daqui em diante. Yongguk, que recentemente divulgou o digital single Race, retornou do alistamento em maio deste ano e estabeleceu-se com uma empresa própria no mês de setembro. Este comeback deve ser a primeira dica do que o artista poderá trazer a partir de agora. Com Race, a impressão que fica é que Yongguk quer se afastar do espaço em que surgiu: o K-Pop. Seu estilo, sempre muito amadurecido, está ainda mais além do que as barreiras do pop convencional poderiam lhe proporcionar; o que é bom, já que esta mudança denota o que ele pretende fazer (ou continuar fazendo): o hip-hop mais original. Este é o espaço que o ex-integrante do B.A.P pertence, e onde ele sabe fazer o seu melhor. Em relação ao MV, não há grandes detalhes para observar: Bang é o foco, e ponto final. Há detalhes que remetem tendências atuais dos videoclipes de hoje, como o neon e a presença do racing style, mas estes são meros ilustrativos para a canção que Yongguk apresenta. Race é um snippet, ou uma prévia do que o artista poderá lançar futuramente. Um novo álbum, talvez? A possibilidade seria bem-vinda. Em Race, o público encontra Yongguk como ele sempre foi artisticamente: bastante presente, com uma voz marcante, e uma técnica de rap singular. A forma com que o cantor discorre a letra é arrastada, forte, e exala uma personalidade intimidante; apesar de que, claro, isto faz parte apenas de seu aesthetic. Bang Yongguk sempre foi um artista de ideias muito concretas sobre o que gostaria de fazer, e com uma criatividade promissora. Além do mais, é interessante ver como ele sobressaiu-se da maneira independente. Como cantor, compositor e produtor, Yongguk sempre esteve ali, nos bastidores e nos palcos, e agora o behind the scenes é ainda mais dele. Neste ano, o artista divulgou em seu canal do YouTube o documentário Something to Talk About, e em quatro episódios apresentou o que esteve por trás de seu álbum self-titled, de 2019. O ditado "e fulano faz tudo" cabe bem ao rapper, já que ele literalmente o faz mesmo. Dessa forma, não há muito o que dizer, pois Bang pode estar guardando mais novidades para depois. Com uma mente criativa convidativa, o cantor deve ter uma carta na manga; e Race deixa um gostinho de "quero mais". Yongguk sabe o que está fazendo, sabe para onde ir e para onde quer ir: longe do K-Pop e dos holofotes que, em muitos momentos, podem pressionar um artista sob algum grande selo. A Consent, seu selo musical próprio, é o espaço certo para ele. O que vem por aí vindo de Bang Yongguk? Esperamos que o tempo nos apresente a resposta logo.

  • Em Guilty Pleasure, Hwasa não precisa pedir desculpas por ser quem ela é

    Novo trabalho solo da integrante do MAMAMOO reforça o potencial criativo da artista (Reprodução/Twitter) Depois da bem sucedida estreia solo, em 2020, com o EP Maria, a cantora Hwa Sa está de volta com um novo trabalho, Guilty Pleasure. Lançado em 24 de novembro, o projeto conta com três faixas que mostram o quanto a maknae do MAMAMOO é dotada de uma das personalidades mais fortes da indústria do k-pop atual. Em pouco mais de 7 minutos, vemos Hwasa explorar os altos e baixos da vida, seus contrastes e que ao entender essa dualidade, a artista se mostra cada vez mais madura não só profissionalmente, como individualmente. FOMO, canção cantada toda em inglês, abre o álbum e sintetiza todo o conceito que Guilty Pleasure nos quer passar. Trata-se de um R&B elegante, onde podemos perceber o quanto Hwa Sa não tem medo de sair lugar comum e usa não só a letra, como também a melodia para expressar que apesar das adversidades, ainda é possível seguir em frente. Já em I'm a B (I'm a 빛), principal faixa do projeto, Hwasa continua a falar o quanto a vida é uma grande montanha-russa de sentimentos, além de rebater críticas que ela sofreu por não usar sutiã em determinadas ocasiões. Importante ressaltar que 빛 em coreano significa luz e sua pronúncia é bastante similar a palavra em inglês "bitch", dessa forma, seus contrastes são explorados das mais diversas formas em Guilty Pleasure, seja nas melodias, letras e até por meio de trocadilhos. Bless U é a terceira e última faixa do projeto, consiste em uma balada em que ela está se despedindo de um ex, e que apesar de toda a amargura existente, Hwasa sabe que precisar se amar, que por mais que ela esteja sofrendo, não irá se entregar a esse sentimento e irá buscar seguir da melhor forma possível. Guilty Pleasure pode não representar um marco definitivo na carreira como solista de Hwa Sa, mas nos mostra o quanto ela está pronta para deixar sua criatividade e personalidade darem a tona do que ela quer ser e mostrar como artista. Seguiremos ansiosos para saber o que a cantora tem para nos mostrar no futuro. Escute Guilty Pleasure logo abaixo:

  • Who Are You: BamBam e Seulgi mostram sintonia perfeita em novo single

    A dupla surpreende com parceria exemplar e sonoridade diferenciada entre os lançamentos recentes (Divulgação/Abyss Company) Qual seria a fórmula para dar vida a uma canção colaborativa? BamBam e Seulgi deram a resposta em recente single divulgado na terça-feira (28), intitulado de Who Are You. O lançamento elegante, mistura aspectos de ballad e electric pop, enquanto os dois artistas firmam uma parceria exemplar, tornando-se "um" em voz e movimentos. As primeiras prévias de Who Are You foram divulgadas em 13 de dezembro e a identidade da pessoa que estaria no feat era um mistério. O cenário mudou pouco depois, quando por meio de um vídeo a integrante do Red Velvet surge atrás de BamBam, como se fossem, na verdade, a mesma pessoa. Este é o primeiro trabalho do membro do GOT7 desde o EP riBBon em junho. O cantor esteve presente no processo de criação do novo single, participando da produção e letras. Who Are You tem um ritmo lento, suave e dramático, que combina ballad e electric pop. Ela segue uma linha uniforme, sem grandes picos que criam uma ruptura ou deem um destaque às partes específicas. Ou seja, termina da mesma forma que começa, por isso, o fim da música passa quase despercebido se o ouvinte não estiver atento. Não que seja uma característica negativa, a suavidade da canção a faz ter um diferencial entre os demais lançamentos recentes. Leia também: Debuts, retornos e rumores: 10 Apostas do Kpop para 2022 BamBam e Seulgi surpreendem desde os primeiros segundos, suas vozes se encaixam de forma tão harmônica, que não era possível imaginar uma mistura com tanta fluidez até ouvi-las juntas. Em determinados momentos do Music Video as partes da coreografia ganham destaque, a qual novamente usam para reiterar a sintonia. O tom dramático permite passos expressivos que BamBam e Seulgi incorporam como se fossem os dois lados de um espelho. A união apresentada nos teasers é sustentada com sucesso na produção, provando que mesmo de lados opostos permanecem conectados. Eu sonho com você / Eu sinto que não sou eu mesmo de novo O MV carrega uma certa aura elegante, com tons escuros, que acompanham a dramaticidade da canção. A produção alterna em cenas dos cantores em cenários individuais, sendo separados por espelhos, enquanto BamBam parece estar em busca dessa outra pessoa. Por outro lado, quando dançam juntos, os olhares perdidos cedem espaço para sincronia do duo. Dessa forma, parece que estão finalmente completos ao encontrarem a parte que faltava, um ao outro. Quem é Você? / Você é como um labirinto / Mas eu gosto de você, gosto de te encontrar. Leia também: "SMCU Express": SM pauta álbum de inverno em Kwangya, mas não soa nada natural É curiosa a forma como BamBam e Seulgi parecem se unir tão bem tanto nos teasers, quanto na música. Essa característica não pode ser uma mera coincidência, mas parte do conceito que o solista gostaria de abordar. Funcionou, os idols mostraram uma sintonia surpreendente. Não era possível imaginar que BamBam e Seulgi teriam uma dinâmica tão boa até que estivessem lado a lado.

  • O 'primeiro impacto' do Kep1er e um vislumbre de seu futuro

    Em seu primeiro EP, o grupo demonstra uma enorme vontade de se firmar como referência na indústria (Reprodução / Mnet) Survival shows não são reconhecidos por agradarem totalmente o público. Do Produce 101 ao Idol School, controvérsias surgiram — a line-up não era a desejada, polêmicas no quadro de juízes, conceitos sem criatividade, problemas de screentime… Você pode escolher. A ideia de dar poder aos espectadores para que eles possam criar o grupo perfeito parece promissora até os produtores do programa decidirem que a vontade geral não é a ideal. O formato saturou, mas ainda chama atenção e pontos de audiência. O Kep1er nasceu em meio a algumas dessas polêmicas. O programa que o formou, o Girls Planet 999, era ambicioso em sua proposta: juntar meninas coreanas, chinesas e japonesas para desenvolver um grupo global era a receita infalível para atrair o público local e internacional. Em meio a problemas com o sistema de votação, adiamentos da estreia e reprovação da line-up, as nove meninas que formam o girlgroup finalmente lançaram seu primeiro álbum, o First Impact. Leia também: KEP1ER: Confira as curiosidades sobre o grupo formado pelo Girls Planet 999 Leia também: Kep1er: Conheça o girlgroup formado pelo reality show “Girls Planet 999” No que diz respeito a impactos, podemos nos certificar de que o Kep1er precisará de um segundo ou terceiro. Todos os grupos formados por realities têm algum tipo de identidade musical ou visual. O I.O.I, que executou perfeitamente o conceito de serem as garotas dos sonhos dos espectadores, pôde firmar seu legado como um dos grupos mais reconhecidos do k-pop. Mesmo com uma carreira que passou como um flash, o X1 ainda é referência e segue sendo lembrado com apenas uma canção em sua discografia. Resta esperar que o Kep1er também crie uma. Ainda que isso seja um empecilho, o álbum de estreia do grupo ainda vale a pena ser escutado. A aura cósmica do EP e uma promessa de conceito Seguindo o conceito do nome — Keplers são planetas nomeados em homenagem ao astrônomo Johannes Kepler; kep significa “alcançar sonhos” e o número 1 indica as nove integrantes se juntando como uma —, a sonoridade do álbum tenta replicar a galáxia. A canção de abertura See The Light puxa inspiração de 'aenergy', do aespa, no sentido de ser uma apresentação do grupo. O instrumental é fantástico para a abertura de um concerto, por exemplo, e combina com a proposta cósmica do grupo. Elas entoam “This is Kep1er / We are Kep1er” no final, e a melodia perdura por menos de dois minutos, o que traz a sensação de uma oportunidade desperdiçada. WA DA DA é mais um caso da insistência do k-pop com onomatopeias e soa como várias outras músicas já lançadas. Parece ser uma homenagem ao Pristin, com o music video inspirado em 'Wee Woo', e também ao Weki Meki, evocando as batidas insistentes de 'I Don't Like Your Girlfriend'. O que era para ser uma estreia memorável e promissora se torna decepcionante e esquecível ao reciclar mil e outros conceitos sob a premissa de ser inovadora, não apresentando o frescor de um debut de um grupo do Produce. O refrão não é tão melódico e explosivo quanto poderia ser, soando até um pouco decepcionante. Em meio a percalços musicais, o grupo conseguiu destaque nas apresentações. As membros Dayeon, Xiaoting e Hikaru, em especial, ganharam a atenção das redes sociais por se apresentarem de forma dinâmica e energética, e o Kep1er em sua totalidade está entregando boas performances. A coreografia de WA DA DA não é diferente do usual, mas funciona perfeitamente com a música e serve como um ótimo acompanhamento visual para esse início da carreira. Vale mencionar a parte do primeiro verso que complementa muito bem o jogo de câmera dos music shows! Produzida pelo e.one, que são conhecidos por integrarem elementos do deep house em suas canções, MVSK não é apenas salpicada com o gênero — ela é um mergulho nele. O refrão anti-drop não é anticlimático como nas outras faixas que o utilizam; na verdade, ele se encaixa brilhantemente na proposta, e esse parece ser o verdadeiro debut do grupo: classudo, chique, performático (como comprovado pelo debut show) e personalizado. (Reprodução / Mnet) As próximas três canções são regravações de faixas do survival show. Shine - Kep1er Version foi a trilha sonora da final do programa, tendo um instrumental forte e animado, buscando elevar as energias das participantes e dos espectadores, como é esperado dos produtores da faixa, o grupo MonoTree. Apesar da música se sustentar bem sozinha, ela só brilha de verdade quando acompanhada pela incrível performance das finalistas, e isso deteriora a experiência do ouvinte. Another Dream - Kep1er Version foi uma favorita, uma ballad clássica vindo de grupos de k-pop cuja letra confessa os sentimentos de felicidade e carinho das membros. É uma canção agradável de se ouvir e específica para certos momentos, mas é possível que ela canse após algumas repetições. O.O.O (Over&Over&Over) - Kep1er Version é a melhor desse trio. Caindo no clichê de uma música de introdução a um programa, apresentando um refrão explosivo e emotivo, O.O.O funciona porque as integrantes sabem demonstrar essas emoções por meio da performance vocal. A trajetória até o refrão pode parecer maçante, mas o ouvinte é recompensado ao ouvir, “Eu quero te encontrar, onde você está? / Estou muito curiosa sobre seu mundo”, um canto entoado por todas elas. É a forma perfeita de fechar o álbum de estreia do grupo. (Reprodução / Mnet) Num geral, o First Impact não é tão impactante quanto poderia ser. Cada uma das membros teve seu destaque nas missões do programa e ignorar as individualidades de cada uma para colocá-las em algo como WA DA DA parece uma jogada na direção contrária do que seria produtivo. Entretanto, MVSK é uma promessa; um gostinho gratuito do que o grupo pode se tornar, e nos resta esperar que, nos próximos dois anos, o Kep1er encontre seu lugar tanto no cenário musical quanto na indústria idol. Assim como o que foi cantado no fechamento do álbum, os ouvintes casuais e os fãs apaixonados também estão curiosos sobre o brilhante futuro que elas tem à frente.

  • Can’t Control Myself: Taeyeon expõe relação conflitante entre artista e público

    Solista e líder do SNSD apresenta emoções quase palpáveis através da voz e atuação em lançamento com temática pesada (Divulgação/SM) Conceito profundo, atuação e voz excelente são aspectos que marcam o retorno de um dos principais nomes do K-Pop. Taeyeon, solista e membro do Girls Generation, decidiu dar uma prévia do próximo lançamento com o pré-single Can’t Control Myself. A canção divulgada nesta segunda-feira (17) fará parte do terceiro disco previsto para fevereiro e aumenta a curiosidade dos fãs pelo primeiro Full Album desde Purpose em 2019. Através da nova canção, a idol mostra que não pretende decepcionar. Conhecida por sempre arrastar expectativas em seus trabalhos, Taeyeon acumula uma larga discografia em grupo e individualmente. Entre os trabalhos mais recentes estão o 2021 Winter SMTOWN: SMCU Express ao lado do Oh!GG (unit do SNSD), além do para muitos seria uma das aposta do ano, o Girls on Top (GOT) — girlgroup formado por diferentes cantoras da empresa. Leia também: O 'primeiro impacto' do Kep1er e um vislumbre de seu futuro Para a divulgação da nova canção, que integrará o terceiro álbum, as primeira prévias foram reveladas a partir de 10 de janeiro e despertou interesse de imediato pelo teaser diferenciado e — de certa forma — espantoso, quando a artista surge ensanguentada em um ambiente melancólico. Além disso, as imagens conceituais são divididas em três partes distintas, que representam as fases misturadas no Music Video. (Divulgação/SM) Can’t Control Myself é uma ballad, que se distancia do que muitos podem considerar como monótono. O resgate de elementos de pop rock torna a canção mais dinâmica e provoca um ritmo intenso. As emoções profundas são estimuladas pelas habilidades vocais da líder do SNSD que, inclusive, participou das letras, direção e conceito. A letra tem como ponto principal a perda de controle, devido um amor perigoso. Apesar da intuição mostrar que sairá ferida, ainda assim persiste em ter o coração da outra pessoa. O refrão pontua que a falta de controle a faz ser taxada como louca, mas não consegue evitar. Você me chama de doida, e daí? / Porque eu não consigo me controlar [...] Parece que tudo vai explodir / Porque eu não consigo me controlar Leia também: O 'primeiro impacto' do Kep1er e um vislumbre de seu futuro O impacto da fama representado no single A construção do MV funciona como a projeção visual ideal para emergir o público e trazer uma compreensão mais clara dos significados por trás da música. As cenas são cercadas de simbolismos sobre os impactos da fama, entre eles: interações com o público, imagem apresentada a ele e relacionamentos. Can't Control Myself se passa em um teatro e mostra as diferenças entre a imagem criada para o público e a realidade de dois atores que possuem uma história juntos fora dos palcos, mas sem final feliz. Apesar da imagem doce e romântica da dupla quando estão nos contracenando, fora da ficção mostra resquícios de relacionamento desgastado e turbulento, evidente nas cenas de frieza e solidão, a qual Taeyeon está inserida na maior parte. A metáfora sobre a vida de celebridade se torna ainda mais evidente ao longo das cenas, principalmente, quando as diferenças da imagem apresentada ao público e a verdadeira são questionadas. A artista está machucada emocionalmente e suporta severas situações cansativas para sustentar a aparência brilhante vista nas apresentações. A peruca utilizada no teatro funciona com um mecanismo de equilíbrio, para que ela consiga permanecer na posição que esperam dela como uma figura pública. Porém, a retirada do acessório representa a perda de controle, mostrando o seu verdadeiro "eu", triste e ferido. Leia também: K-Pop X Artistas Latinos: 10 'collabs' incríveis que uniram Coreia do Sul e América Latina Outro ponto relacionado a dificuldade em se apresentar verdadeiramente é o antigo relacionamento. Além de conviver com o aparente desprezo de seu parceiro de trabalho, a negatividade que acompanharam o antigo relacionamento pesaram apenas para o lado feminino. Sem dúvidas, uma das cenas mais significativas é o momento em que os aplausos são substituídos por fotógrafos ao redor da atriz. Ela utiliza esses elementos para mostrar o quanto uma carreira pode mudar por um namoro público, no caso deles, o término. Enquanto Taeyeon é cercada pela mídia, o ex-namorado passa despercebido, demonstrando o quanto ele é intocável, ao contrário dela. (Reprodução/SM) A cena final é comovente e a atuação de Taeyeon surpreende. Novamente no palco, ela não consegue mais se controlar, emocionalmente abalada após tantas situações sufocantes. A atriz está no papel de alguém que deseja ser ouvida, mas é retratada como louca pelo antigo namorado e público, que veem suas ações como parte de um espetáculo. No fim, ela é ovacionada e flores são jogadas pelos espectadores, mas não de forma positiva. As rosas a cortam a medida que caem caem, relacionadas aos efeitos que os comentários do público causam nas celebridades. Leia também: Who Are You: BamBam e Seulgi mostram sintonia perfeita em novo single A cantora acertou na construção do single, letra e MV, os três aspectos formam uma obra intensa, que aumenta conforme cada detalhe é destrinchado. A história de Can’t Control Myself não pode ser resumida a uma música sobre ex, vai muito além dessa questão. O namoro e término são elementos usados para abrir caminho a um cenário maior, a relação do artista e público, além das marcas profundas deixadas quando essa interação se torna conflitante. Depois desse pré-single, os fãs também não podem controlar a ansiedade para o próximo álbum.

  • Com "Devil", Max Changmin do TVXQ já tem um dos melhores comebacks do ano

    Integrante da dupla retorna com seu segundo mini álbum, e mostra toda sua versatilidade num disco que explora diversos gêneros (SM Entertainment/Reprodução) Lançado no dia 13 de janeiro, Devil é o segundo mini álbum de Max Changmin, do TVXQ; e cantor vem com seis faixas que passeiam por diversos estilos musicais, mostrando toda a sua versatilidade e talento. O integrante de um dos maiores grupos de k-pop da história prova que a segunda geração ainda tem muito a nos entregar. Com músicas que fogem daquilo que estamos acostumados a ouvir e esperar do pop sul-coreano, Changmin passeia pelo rock, blues e ritmos latinos com maestria. A faixa responsável por abrir o álbum é Devil, sua versão da música de mesmo nome do artista sueco Alex Runo, onde Changmin ficou responsável pelas letras em coreano. Aqui, somos conduzidos a uma atmosfera sombria e envolvente, onde a influência do rock e do blues é presente em toda a canção. É uma música grandiosa, onde os vocais do cantor se destacam de maneira brilhante enquanto ele canta sobre encarar nossos demônios interiores, e os maus pensamentos que nos impedem de seguir em frente. Em seguida, temos Maniac, uma das melhores músicas do álbum e, provavelmente, uma das faixas mais interessantes que teremos ao longo desse ano. Emulando uma sonoridade digna do anos 70 e 80, a faixa tem ares de musical e nos lembra muito a banda Queen. Não só a música é maravilhosa, como o clipe é incrível e bastante divertido. Com referências a filmes de terror como "Psicose" e "O Iluminado", esse já é, sem dúvidas, um dos melhores MVs de 2022. Quem assistiu ao SMTOWN LIVE 2022, teve a chance de conferir a performance de Fever, terceira canção do comeback do artista. Guitarras, um piano com notas de jazz e o alcance vocal de Max Changmin são os pontos altos dessa música. Leia também: O que é Kwangya? Conheça o multiverso da SM que engloba grupos como aespa, EXO e NCT E logo na sequência, temos a interessantíssima Alien, e a letra também ficou por conta do vocalista com uma pegada retrô, suave e refrescante. É impossível não se sentir cativado logo de cara por esta música, que com certeza é um dos destaques de Devil. Dirty Dancing é dançante e sensual também, inspirada em ritmos latinos, mas sem soar como uma cópia das músicas de reggaeton que explodiram nos últimos anos. Por fim, há Airplane Mode, em que Max Changmin canta sobre se desligar de tudo e tirar um tempo com sua amada. Com vocais suaves e de maneira relaxante, ele traduz o sentimento que muitos de nós temos constantemente por vivermos num mundo que consome nossa atenção cada vez mais. Nos convidar a ficar em "modo avião" depois de entregar faixas grandiosas e explosivas foi uma maneira interessante de encerrar o o comeback. Pode-se dizer que 2022 mal começou, mas já temos um dos melhores trabalhos lançados nesse ano, sem sombra de dúvidas. Devil reflete um artista que conhece seus pontos fortes, suas principais qualidades e principalmente, um artista que sabe exatamente o que é capaz de fazer. Apostar em estilos e sons que não são aquilo que a maioria do público de k-pop é acostumado a consumir, é a prova de que apenas um cantor com a maturidade e talento de Max Changmin, do TVXQ, é capaz de entregar. Ouça "Devil" de Max Changmin (TVXQ) logo abaixo:

  • 'REC': Yuju mostra as fases de uma superação e está pronta para jogar em 'PLAY'

    Com sete anos de carreira, a vocalista principal do Gfriend e uma das vozes mais promissoras da geração realiza debut com EP (Reprodução/Konnect) Janeiro tem sido um mês movimentado para os solistas. Após os lançamentos de Changmin, Taeyeon e BamBam, chegou a vez de Yuju deixar a sua marca. A artista conhecida como membro do girlgroup Gfriend realizou a sua estreia solo com o EP REC. Formado por cinco faixas, as quais a cantora participou do processo de criação de todas, o álbum constrói o que pode ser interpretado como narrativas de superação. Apesar da estreia como solista, Yuju é uma longa conhecida da indústria. Apresentada ao público em 2015, ao lado do GFriend, composto por: Sowon, Yerin, Eunha, Yuju, SinB e Umji, o grupo se tornou referência do conceito fofo e de coreografias complexas. Como vocalista principal, destacou-se ao mostrar domínio de habilidades que muitos tem dificuldades, estabilidade vocal mesmo com passos de dança intensos. O público viu o crescimento da idol, do caloroso Glass Bead ao elegante MAGO — último single do sexteto. A separação do grupo aconteceu em 18 de maio de 2021, quando os integrantes decidiram não renovar o contrato. Desde então os trabalhos solos de Yuju foram aguardados e aumentaram com a assinatura do contrato com a KONNECT - agência do solista e ex-Wanna One Kang Daniel. Leia também: Who Are You: BamBam e Seulgi mostram sintonia perfeita em novo single (Reprodução/Konnect) O começo da carreira solo A virada para 2022 mostrou que seria ano novo e carreira nova, isso porque a KONNECT revelou o lançamento do mini album da cantora em 2 de janeiro. O combo fotos e filmes conceituais mostraram que ela estava pronta para trazer um conteúdo poderoso. PLAY é um pop emotivo, inclinado para o neo soul e co-escrita por Yuju. A title mostra uma melodia dramática, principalmente, no pós-refrão, acompanhada do Gayageum — instrumento tradicional coreano. A construção auxilia no aumento da intensidade da voz da cantora, que emerge o ouvinte na combinação certa de elegância e elementos tradicionais. A letra retrata um relacionamento conturbado, um retrato comum na realidade: a dedicação a um sentimento por uma pessoa que não correspondia da mesma forma. Nas linhas ela aborda como seu amor foi unilateral e visto como um jogo. Porém, sua postura se torna diferente ao longo das frases, mostrando estar disposta a se libertar da dor e seguir em frente. Quando as flores florescem lindamente e ficam vermelhas / Você quebrou e longe, você partiu Oscilando entre vermelho e azul, a estética do Music Video chama atenção pelas cores vivas apesar de ambientações simples. As tonalidades reúnem dois aspectos diferentes: o vermelho é o glamoroso estilo dos dias atuais e o azul resgata elementos tradicionais sul-coreanos. Leia também: Sucessos do YouTube: MV's de Kpop com 1 bilhão de views Além da transição para épocas diferentes, as cores parecem se relacionar com o estado em que Yuju se encontra, levando em conta suas expressões faciais. No ambiente avermelhado há uma aura feroz, enquanto o azul se aproxima da tranquilidade. Levando em consideração a letra, essa transição de raiva para serenidade simboliza a tentativa dela em curar-se desse amor. (Reprodução/Konnect) De imediato o MV mostra que há representações diferentes de Yuju na construção das cenas. Entre elas, duas interagem de forma que uma controla a outra, no caso, a vestida de branco manuseia um teatro com uma boneca vestida de vermelho. Não coincidentemente, na cena seguinte, ela aparece em posição semelhante e utiliza uma roupa com a mesma tonalidade. (Reprodução/Konnect) REC: O registro do crescimento como artista A responsável por abrir o mini album é Bad Blood, a introdução é uma sábia escolha, distinta de como certos artistas fazem ao apenas colocar um instrumental diferenciado e dizer que é uma intro. Não, Bad Blood segue pelo caminho oposto e o que a torna uma abertura ideal para o álbum. Mistério e poder são aspectos ideias para descreve-la, que tem potencial para uma versão estendida. Cold Winter sucede PLAY, ao contrário das duas primeiras, a faixa é mais suave, resgatando uma melodia mais tranquila do piano, porém ainda assim tem um ritmo dinâmico. A canção tem a colaboração com o rapper Mad Clown, porém, é difícil afirmar que o feat foi a escolha certa. A b-side começa bem, o vocal harmoniza com a sonoridade, mas o mesmo não ocorre com as linhas de rap, que parecem deslocadas em certos momentos. A canção apresenta uma pessoa imersa em lembranças e o quanto atualmente ela se sente solitária e prefere permanecer nesse estado. Em seguida, The Killa acompanha a ordem do álbum, o título é um jogo de palavras com "tequila". A melodia é dramática, com sutis elementos que remetem a sonoridade latina. A música mostra como sentimentos ruins e aguentar em silêncio situações difíceis tem um gosto amargo como o da tequila. Blue Nostalgia é uma ballad com melodia minimalista, os acordes suaves do violão dão a voz maior destaque. Por conta disso, o instrumento pode, em certas ocasiões, ser esquecível. A letra trata um momento nostálgico, como o nome sugere, abordando especificamente quando um sonho é similar a uma ilusão, que a faz ansiar para que se torne realidade quando está acordada. No geral, REC retrata as fases da tentativa de superação de um relacionamento unilateral. Pela narrativa construída em cada canção, essas etapas poderiam facilmente serem distribuídas em ordem inversa a oficial do álbum. Assim, iniciando a história por Blue Nostalgia. A última música do EP representaria o estado de sonhar com a pessoa amada e desejar que voltasse a ser como antes. Em The Killa, o momento em que as magoas do termino são tratadas com álcool. As memórias retornam com ainda mais peso em Cold Winter, que mostra o isolamento como melhor opção. PLAY elucida o momento em que a pessoa encara a realidade, passando do estado de desgosto para a tranquilidade. Por fim, Bad Blood coloca um ponto final na história, com a recuperação e postura firme. Musicalmente, o EP é apropriado para o debut e opta por músicas que reafirmam a marca de Yuju, a uma voz inconfundível. O álbum é agradável e bem construído, mas ainda assim é monótono em certas ocasiões e possui pontos que poderiam ter sido diferentes. Porém, a solista estrou de forma promissora e ainda tem muito para apresentar.

  • INVU: Taeyeon se torna Ártemis em trágica história de amor

    A solista e líder do Girls Generation retorna com o tão aguardado Full Album, expressando as diferentes formas do amor (Reprodução/SM) Depois de dois anos e três meses desde o Purpose (2019), Taeyeon retorna com o terceiro Full Album da carreira solo, intitulado de INVU. O disco composto por 13 faixas foi lançado na segunda-feira (14) e, sem dúvidas, é um dos lançamentos mais aguardados de fevereiro. O novo trabalho da solista e membro do Girls Generation cumpriu com as expectativas, ao abordar as diferentes formas de amor, entre elas, pela perspectiva de Ártemis. O retorno da solista teve um extenso cronograma. Antes mesmo do nome do álbum ser anunciado, Can’t Control Myself estreou como uma prévia do que estava por vir. O pré-single mostrou as visíveis emoções da cantora, acompanhado de um Music Video cheio de simbolismos. A artista adiantou que a faixa-título não seria similar ao recente lançamento. Com um pré-single bem recebido e com forte potencial para estar entre as melhores canções da discografia da solista, o single tinha a pressão de ser ainda melhor. Porém, era difícil saber o que esperar de INVU pelas série de imagens conceituais. O amor trágico e a força de Ártemis INVU é a faixa-título que carrega o mesmo nome do álbum. É um elegante vintage pop, que mistura elementos de synth-pop. A produção possui também utiliza uma melodia de flauta no refrão, que contribui para dar uma suavidade. A música narra sobre o ponto de vista de uma pessoa que está ferida e receosa com o amor, mas não desiste do relacionamento quebrado. O nome INVU significa "eu te invejo" (I Envy You), ela inveja o parceiro por conseguir se manter firme perante as situações, enquanto ela tenta se afastar do amor, sem êxito. O Music Video é ambientado em diferentes cenários, um deserto de cores marcantes, um templo banhado em prata e um lago místico. A escolha de composição chama atenção e pode agregar ao trabalho como um dos mais belos da carreira. No MV, Taeyeon é facilmente identificada como Ártemis, deusa da caça, dos animais e da lua na mitologia grega. Aspectos como o arco e flecha e a prata realizam a ligação com a figura mitológica. Como explicado pelo diretor, Ártemis estava apaixonada pelo caçador Órion, mas Apolo — Deus do Sol — o matou. Decidida a não deixar seu amor partir, ela o transforma em uma constelação. Encaixando-se no tema da letra da impossibilidade que tem de amá-lo, mesmo que ainda o faça. Eu não posso te amar / mesmo que eu ame (Reprodução/SM) Para compreender certas referências, é importante resgatar conhecimentos dos mitos. Essas histórias possuem diferentes versões, em uma delas, Ártemis e Órion estão apaixonados. Enciumado, Apolo envia um escorpião gigante para matar o caçador, que se joga no mar para fugir. Consciente disso, Apolo estimula a irmã a acertar um ponto específico com a flecha. A deusa atinge o alvo e as águas trazem o corpo morto do homem. Leia também: Do cinema à música: 20 MVs de K-pop com referências a filmes Apolo é o irmão gêmeo da divindade, e são representados como opostos, enquanto um é o deus do Sol, a outra é a deusa da Lua. A morte de Orion e a traição de Apolo podem ser representadas nas cenas em que Taeyeon está no deserto. Um local que pode ser facilmente uma representação do irmão pelas cores quentes. No cenário, a divindade encara milhares de flechas em sua direção, que podem ser relacionadas com a lembrança da traição, culpa e perda. A interpretação também é levantada pelas intercalações com as cenas em que ela está no templo segurando a arma prateado em busca de um alvo, como no momento em que atirou no caçador. Os minutos finais do MV mostram o momento em que Órion é transformado em constelação. Apesar de estar no mesmo deserto, a paleta de cores muda, com tons mais frios, que representam Ártemis em sua força para recuperar-se do luto e dar ao caçador um lugar entre as estrelas. (Reprodução/SM) INVU e as diversas fases do amor O álbum traz o amor como ponto central e desenvolve as suas diferentes emoções, o conceito é traçado a partir das experiências em amar. As variações do tema combinam com a diversidade da tracklist, que reúne gêneros como, ballad com elementos de pop rock, R&B e dance pop. A ballad R&B Some Nights é a segunda canção da lista dando continuidade a qualidade do álbum. Apesar de começar tranquila, o refrão é intenso e surge como ponto alto, largando nas linhas principais toda a carga emocional para o ouvinte. A combinação de instrumental e voz contribuem para aumentar a profundidade. A letra fala sobre um nome memorável, que é lembrado durante a noite. Em sequência, Can't Control Myself aborda um coração ferido, com pontos similares a INVU. Porém, ainda há sofrimento resultado pelo relacionamento anterior, já INVU tem emoções de uma pessoa que consegue enfrentar a dor. Set Myself on Fire é um pop, sem mudanças de ritmo, que estimula emoções com uma guitarra lenta de toques vintage, e mostra a fase de negação da realidade perante o fim de um relacionamento. Toodler rompe a sequência de músicas tranquilas, com uma melodia mais animada, similar a elementos de disco. Entre as canções que se destacam estão Siren e Cold As Hell, postas em uma ordem ideal e evidenciam o poder do comeback da artista. Siren toma rumo diferente do que a ordem mostrava até o momento, é uma ballad de ritmo médio e com conceito misterioso. Em certos trechos é possível facilmente imaginar como uma coreografia a acompanharia bem. Cold As Hell, promete com o nome e cumpre, a obra entrega um instrumental com elementos clássicos, evidentes pelos toques de órgão e violino, similares a efeitos musicais de terror. Combinados com a voz firme da idol, conseguem facilmente transmitir a sensação de frieza narrando a mensagem para uma pessoa que não aceita um adeus. Na sequência, Timeless retoma a tranquilidade de Toodler, passando uma sensação de liberdade pela melodia retrô combinada com um refrão forte. Leia também: Com "Devil", Max Changmin do TVXQ já tem um dos melhores comebacks do ano O álbum surpreende com o ritmo, até as músicas mais lentas não seguem apenas por uma linha. As canções possuem, geralmente, no pré-refrão ou refrão trechos com picos que rompem de forma harmoniosa com o restante do trabalho. Fazendo com que cada uma seja memorável e não passe despercebida. Muito marcado em Timeless, Heart, No Love Again e You Better Not. Weekend da sequencia a ordem No Love Again e You Better Not, enquanto ambas podem trazer uma sensação de dinamicidade e liberdade, Weekend é doce, a mais aproxima a uma aura sonhadora. A canção não é uma novidade, sua divulgação ocorreu em julho de 2021. Talvez a distancia entre os lançamentos explique o motivo ser um pouco mais diferente das outras faixas. Ending Credits é o final ideal para um projeto como INVU. Assim como as anteriores, ela começa tranquila e é difícil saber o que esperar, até surgir com um refrão poderoso. Como encerramento, desde o nome até a sonoridade, deixa evidente que se trata de uma despedida. Leia também: Relembre: Grupos de k-pop que completam 10 anos em 2022 INVU pode ser definido como uma obra-prima visual, pelas imagens divulgadas anteriormente, o resultado não poderia ser diferente. O álbum misturou gêneros, mas sem deixar pontas soltas ou uma sensação de disparidade. Pelo contrário, as faixas possuem a harmonia certa. O lançamento cumpre todas as expectativas, compensa a espera de dois anos desde o Purpose e funciona como uma prova dos acertos de Taeyeon ao arriscar na exploração de diferentes lados de si.

  • THE SECOND STEP: CHAPTER ONE: Treasure retorna com primeiro mini álbum

    Projeto do grupo da YG conta com participação dos membros na produção e mostra mais da essência do boygroup; confira a review (Divulgação / YG Ent.) Sonoridade estrondosa e presença de diversos estilos em um só, representa muito bem a título JIKJIN do primeiro mini álbum do boygroup da YG. THE SECOND STEP: CHAPTER ONE é apresentado por uma faixa principal que marca bem as características do Treasure, que são facilmente notadas em suas outras titles, como I Love You e Boy. O álbum é composto por quatro faixas muito diferentes entre si, porém cheias de personalidade. Leia também: Lançamentos de KPop em fevereiro de 2022: Confira os principais comebacks e debuts do mês Dessa vez, Treasure leva a entender que estão no início de uma nova era, visto que o nome THE SECOND STEP: CHAPTER ONE, sugere que é o primeiro capítulo de um segundo passo e parece oferecer a ideia de seguir uma linearidade e mudar o conceito conforme lança novos projetos. O título pode gerar expectativas sobre o que o grupo pode oferecer em seus lançamentos futuros, embora possa também não ter nenhum significado concreto. Atitude e dualidade marcam muito não apenas esse comeback, mas o comportamento do Treasure em si, o grupo da 4ª geração, que debutou em 2020, já aparenta sentir bastante segurança em seu trabalho, pois estão sempre presentes na produção dos projetos. Já a dualidade, está na possibilidade de comparar a faixa título do álbum e as b-sides, nenhuma das canções se parecem e conversam entre si, não oferecem harmonia, porém ao ver de forma positiva, são músicas para todos os momentos e gostos. JIKJIN é a cara de ambos os aspectos, é uma música forte, com sonoridade memorável, e energética, bem como seu videoclipe. Enquanto isso, a segunda faixa do álbum, intitulada U, é completamente diferente, e seu conceito acompanha uma das tendências mais fortes do k–pop do último ano, é retrô e muito dançante. A única semelhança entre as duas, é não sair da cabeça assim que ouve. Leia também: Conexão Brasil-Coreia: Os melhores exemplos de bossa nova no K-pop A terceira música do álbum, Darari é um r&b suave e agradável, transpassa calma. Essa sensação se repete com a quarta e última canção do álbum, It’s Okay é uma balada com som marcante de violão. Embora todas sejam bem diferentes, é agradável de ouvir, já que Treasure proporciona talento e vocais bem estáveis. Em busca de sua essência Desde o debut, Treasure tem grande liberdade criativa para produzir suas músicas, possibilitando uma série de experimentos e criando sua própria natureza que pode ser reforçar cada vez mais seus próprios aspectos musicais de forma bem original. Dessa vez não foi diferente, Yoshi, Haruto, Bang Yedam e Choi Hyunsuk participaram da produção e composição das faixas do álbum. O projeto não soa tão diverso de seus anteriores, mas não deixa de ter qualidade, e é interessante ver o grupo buscando e explorando sua originalidade. O que o grupo oferece é a cara da YG, explicando melhor, podemos notar que de forma geral, BLACKPINK, iKON e BIG BANG e outros artistas da empresa entregam principalmente em suas faixas títulos, canções memoráveis e com instrumentais mais agressivos. Essencialmente Treasure está seguindo para esse caminho, mas devido ao seu tempo de indústria é compreensível que ainda tenham muito a explorar até encontrarem, dentro do que os artistas da própria empresa fazem, um espaço para si. O grupo ainda tem caminho para percorrer, mas estão na direção correta.

  • Estreia do NMIXX é marcada por erros que sobrepõem acertos e escancara os novos rumos do K-Pop

    Tudo bem que é difícil agradar todo mundo, mas precisava mesmo não agradar ninguém? Confira a nota no fim da crítica (Divulgação / JYP Ent.) Na última terça-feira (22), a JYP Entertainment apresentou ao mundo seu mais novo grupo feminino, o NMIXX. As rookies debutaram com o single album AD MARE, com quatro faixas, sendo as duas últimas os instrumentais isolados das duas primeiras. O MV para a faixa titular 'O.O' alcançou quase 20 milhões de views no YouTube nas primeiras 24 horas. Com esses números, é seguro dizer que o debut não "flopou", mas, certamente, frustrou. A faixa título do álbum começa impactante, mas logo se torna agressiva e desconexa. A primeira parte tem o seu valor, mas tudo se embaralha na segunda metade da música, que deixa o ouvinte atordoado com tanta informação sendo bombardeada ao mesmo tempo. Para quem consegue se acostumar — e até gostar — após alguns replays, ótimo. Mas, para quem a primeira impressão basta, é difícil se dar ao trabalho de ouvir novamente. De refrão fraco e cliffhangers que levam a nada além de decepção, 'O.O' agride a ponto de ser impossível identificar um gênero predominante. Além do pop, há um quê de funk, trap, hip-hop e dance. Por vezes, parece mais um highlight medley do que uma única canção. O caos da música acompanha também o videoclipe. Com inúmeros cenários e sem uma história linear, ninguém entende o que está acontecendo. Veja após a publicidade. TANK, a segunda faixa do álbum, falha em encantar da mesma forma. Apesar de possuir uma melhor definição dos elementos do que 'O.O' — o que a torna menos confusa —, o refrão "I'm So Freaky Fresh Fresh" é demasiadamente repetitivo, deixando a faixa enjoativa já na primeira reprodução. A tentativa de brincar com as palavras dá uma dimensão infantil à música, contrastando com a letra e o próprio conceito do grupo. Expectativa vs. Realidade e os novos rumos do Kpop Se dizemos que o debut do NMIXX frustrou é também por causa da expectativa lançada sobre o grupo, fruto da apresentação prévia das integrantes e do grande legado da JYP com atos femininos, como o TWICE, Wonder Girls e ITZY. Há quem ainda tente defender: uma música ousada como O.O não serve para atestar a originalidade do novo grupo? Infelizmente, não. Não, porque a música experimental já faz parte do K-pop hoje, sendo explorada regularmente por grupos da 4ª geração. Este é, afinal, um dos fatores que afasta fãs antigos, acostumados a ouvir melodias harmoniosas e momentos de impacto que, embora também agressivos, são coerentes com a música. Aliás, incoerente é um bom termo para resumir o lançamento do NMIXX. Quando foi que uma faixa simples, com versos, refrão e ponte bem definidos, virou um luxo no K-pop? O movimento não começou com o novo grupo da JYP Ent., mas, pelo visto, será perpetuado por ele. Ao insistir no mesmo experimentalismo que grupos como aespa, Ateez, ITZY e Stray Kids (comparações feitas por usuários do Twitter no dia do lançamento), o NMIXX não prova a sua originalidade e mostra que chegou à indústria para oferecer mais do mesmo. Para dizer o mínimo, AD MARE trabalha com uma conceito de autêntico já vencido, obsoleto. Para dizer o máximo, é mais um bate-panela da 4ª geração. Acertos do AD MARE Um dos pontos positivos do debut do NMIXX é com certeza a experiência audiovisual. Para os fãs que gostam de criar teorias, o MV de O.O é um prato cheio. O figurino, por exemplo, parece abraçar a 'bagunça' da faixa, com vestidos de baile customizados com peças esportivas, dando uma profundidade de contrastes ao universo recém criado. Também, na cena inicial do clipe, é possível ver os destroços de um navio que, em outro momento, aparece inteiro e flutuando no céu. Além disso, para um grupo que se propõe a estrear no conceito girl-crush, já tão familiar no K-Pop, é importante que as integrantes tenham atitude, e isso o NMIXX provou ter. O carisma da Lily, Haewon, Sullyoon, Jinni, Bae, Jiwoo e Kyujin é inegável, e a atuação das meninas no MV é um dos pequenos acertos que nos fazem querer acompanhar o grupo e ficar de olho nos próximos trabalhos. Por fim, é preciso reiterar que esta review, embora majoritariamente negativa, refere-se apenas às músicas lançadas no álbum AD MARE, e a crítica segue acreditando no potencial enorme das integrantes, conforme já visto na apresentação dos teasers. Mesmo com o fiasco sonoro no debut, permanece a nossa esperança e desejo sincero de futuros lançamentos melhores.

  • Brave Girls prova que é muito mais do que um viral com Thank You

    O grupo que viu sua carreira alcançar o topo das paradas depois de Rollin' mostra que é capaz de entregar muito mais (Reprodução/Twitter) Depois de vivenciar um sucesso estrondoso depois do viral de Rollin', música lançada em 2017 que alcançou o topo das paradas depois que o vídeo da performance feita por elas no exército se tornou um viral, todo mundo passou a criar muita expectativa em relação ao que o grupo seria capaz de entregar depois desse fenômeno. Conseguir esse tipo de feito dentro de uma indústria tão competitiva como a do K-pop é algo raro de se ver. É um mercado que está constantemente lançando novas músicas, álbuns e grupos, então o público que acompanha o segmento é ávido por novidades. Portanto, o Brave Girls já fez história ao fazer com que uma canção lançada há 4 anos conquistasse a audiência. Thank You é o sexto mini-álbum do grupo e sua faixa principal carrega o mesmo nome. Só por esse título, já podemos saber do que se trata a música. É o Brave Girls agradecendo a todos aqueles que fizeram com que o que parecia impossível na carreira delas se tornasse realidade. Com uma pegada retrô e sonoridade disco, as integrantes nos convidam a celebrar de maneira alegre e contagiante tudo o que aconteceu em suas vidas neste último ano. Na sequência, temos You And I que dá continuidade a sonoridade disco proposta pela faixa anterior, mas que consegue manter a consistência e é uma das melhores músicas do álbum. You And I é dançante, com um groove irresistível e que com certeza te deixará com vontade de dançar por aí. Love Is Gone foge um pouco aos elementos que vinham se fazendo presentes até então, de maneira que talvez essa seja a faixa menos interessante, mas não significa que seja ruim. Em alguns momentos, lembra algo que um grupo como o Pussycat Dolls faria. Can I Love You traz de volta um pouco do disco pop e é aquela música perfeita para você dançar na pista enquanto sofre por amor. É também um dos pontos altos do álbum, que veio para consolidar de vez o Brave Girls no cenário atual. Por fim, o álbum encerra com um remix de Thank You, que não tem pretensão de mudar a sonoridade da faixa original, mas adiciona alguns instrumentos e a torna um pouco mais dançante. Podemos dizer que o grupo atendeu e superou as expectativas de todos que estavam curiosos para saber quais seriam seus próximos passos. Ao entregar um trabalho conciso, mas consistente, o Brave Girls continuará a manter o interesse do público lá no alto, uma vez que elas estarão presentes na próxima edição do Queendom, que estreia dia 31 de março. Ou seja, seguiremos todos curiosos para saber o que o grupo ainda tem para nos mostrar.

  • Voyager: Kihyun viaja para seu próprio universo musical em primeiro single album

    Projeto solo do integrante do Monsta X, entrega confiança e espontaneidade; confira a review (Divulgação / Starship) No dia 15 de março, Kihyun do Monsta X foi mais um dos esperados lançamentos do mês de março e trouxe ao mundo seu primeiro single album, sendo assim o terceiro membro do grupo a ter um projeto solo, após I.M e Joohoney. O cantor entregou três faixas cheias de personalidade, e com elas, a ideia de explorar seus traços musicais em sua mais pura essência sem se pressionar, mas sim vivendo o momento da forma mais espontânea possível. Leia também: MONSTA X: músicas autorais e visual de cowboys do asfalto marcam Rush Hour, a nova era do grupo Como todo membro de um grupo quando debuta como solista, em entrevista para o NAVER, Kihyun afirma ter se preocupado em fazer algo sozinho, com suas próprias forças e sem a companhia de seus membros. “Fiquei nervoso em saber se os fãs gostariam das minhas cores individuais”, ele afirma. O cantor deixa claro que mesclou pontos que os monbebes - fandom do grupo, iriam apreciar, e aspectos de sua própria essência, reforçando o conceito que ele pretendia para o álbum, de viajar em busca de si próprio e seu lugar na música como solista. O conceito é levado bem a sério, inclusive na estética do álbum, que não pode passar batido. Com paleta de cores impecável e elegante, e adereços que reforçam ainda mais a ideia de viajar, não apenas no sentido de se sentir livre emocionalmente, mas com a ideia de explorar o mundo, como binóculos e mala. Kihyun planejou uma estreia solo bem sincera, que capta a confiança que ele carrega em si, somada de sua espontaneidade, que ele faz questão de ressaltar como parte de sua personalidade, "Um voyager é uma pessoa que viaja para algum lugar desconhecido, e eu queria ressaltar isso em minha história pessoal, encontrar o meu verdadeiro eu", ele conta para a revista Teen Vogue. Leia também: (G)I-DLE flerta com o perigo e esbanja atitude no clipe de 'TOMBOY', faixa título do novo álbum Em busca de si próprio O membro do Monsta X entregou consistência no trio de músicas. A faixa título Voyager é um pop bem atraente e equilibrado, com instrumentos musicais bem puros e valorizados. Embora não lembre nenhuma das tendências utilizadas pelos grupos nos últimos tempos - como o retrô ou essencialmente o pop rock que ouvimos entre os grupos de k-pop, mas Voyager proporciona uma certa sensação nostálgica, com sonoridade muito agradável, trazendo uma camada mais sucinta e diferenciada do pop rock que todos apreciam. COMMA é a segunda música do single album e teve Kihyun como um dos compositores, esta é a primeira vez que o cantor tem a oportunidade de participar da produção e ele não decepcionou. Dessa vez, a canção é um pop energético, mas não agitado e em sua essência tem bastante sensibilidade. O artista afirma que a intenção ao compor, foi de entregar algo palpável, em que as pessoas possam se identificar. "Tentei ficar nos pensamentos de tentar ser positivo", afirma. O projeto se encerra com Rain, a terceira faixa do álbum tem um tom um pouco mais sombrio que as outras duas primeiras, é um R&B que remete um pouco mais as características do Monsta X. Com seus vocais impecáveis, Kihyun entrega não apenas através dessa música, mas do Voyager como um todo, um single album que desperta vontade de ouvir mais dele e conhecer mais de sua viagem individual. Leia também: Calendário de doramas em março de 2022: confira os k-dramas lançados no streaming neste mês

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