1353 resultados encontrados com uma busca vazia
- K-drama "Typhoon Family" mostra nostalgia e amor no meio do caos econômico; conheça!
Série coreana da Netflix apresenta a trajetória de um jovem CEO tentando salvar a empresa do pai durante a crise do FMI (Divulgação / Netflix) Prepare o coração! Typhoon Family , o mais novo K-drama da Netflix, chegou ao streaming no dia 11 de outubro. Em um momento em que as histórias de superação ganham cada vez mais espaço nas telas, a produção chega para emocionar ao retratar a luta de pessoas comuns diante de uma das maiores crises econômicas da história recente da Coreia do Sul. Ambientada em 1997 durante a crise do FMI, Typhoon Family acompanha a jornada de um jovem herdeiro despreocupado que se vê forçado a assumir a empresa falida deixada pelo pai, e com isso, amadurecer diante do colapso financeiro do país. A produção da emissora tvN é protagonizada pelo ator Lee Jun-ho , no papel do jovem que precisa abandonar a vida fácil para liderar uma equipe desmotivada e sem recursos. E ao seu lado está a atriz Kim Min-ha , interpretando uma contadora dedicada e pilar de sua família. Juntos, eles enfrentam não apenas o colapso da economia, mas também os dilemas pessoais e profissionais de quem precisa recomeçar. Leia também: Como a dublagem impulsionou o sucesso dos K-dramas no Brasil? Com direção de Lee Na-jeong, do sucesso Love Alarm, e roteiro de Jang Hyun-sook, Typhoon Family combina drama, comédia e nostalgia, criando um retrato comovente da Coreia dos anos 90. Leia abaixo para saber mais! Uma família, uma empresa e a tempestade de 1997 Ambientada em plena crise financeira asiática de 1997 — conhecida como a crise do FMI — a série acompanha a história de Kang Tae-poong (Lee Jun-ho), um rapaz despreocupado que herda, após o falecimento do pai, a empresa falida da família. Segundo a sinopse da Netflix, o protagonista é forçado a amadurecer rapidamente e assumir o papel de CEO da Typhoon Trading Company, enfrentando não apenas a recessão, mas também a ausência de muitos funcionários, produtos e capital. Contudo, no centro da trama está o Typhoon Squad, um grupo de colaboradores leais que recusa a abandonar a companhia mesmo diante do colapso iminente. (tvN/Divulgação) O K-drama propõe um olhar nostálgico, encantador e comovente sobre o impacto da crise econômica na vida das famílias coreanas e nas pequenas empresas, reforçando o valor da união, resiliência e coragem frente às adversidades. Lee Jun-ho vive protagonista em transformação em Typhoon Family Conforme dito acima, o Lee Jun-ho, ex-integrante do grupo 2PM e conhecido por papéis em dramas como Sorriso Real e Red Sleeve, entrega uma atuação multifacetada como Kang Tae-poong . Em coletiva de imprensa para promover Typhoon Family , o ator compartilhou que tem lembranças pessoais da crise de 1997 por meio de seus pais: "meus pais trabalharam duro, e lembro da campanha de doação de ouro (na época). Aquilo ficou marcado na memória de todos os coreanos". E a respeito de seu personagem, Jun-ho comentou: “Tae-poong começa como alguém mimado, parte da geração conhecida como Orange Tribe, mas aos poucos se torna um líder que inspira. Ele é transparente com suas emoções, e tentei mostrar sua evolução da raiva para a compaixão, da imaturidade para a responsabilidade”. (tvN/Divulgação) O ator também elogiou a ambientação do drama: “a produção recriou (o ano de) 1997 com riqueza de detalhes, do figurino aos telefones sem celular, e isso me ajudou a mergulhar no papel. Quis ser alguém que as pessoas gostariam de ter ao lado em tempos difíceis: um bom irmão, marido, pai ou chefe”. Kim Min-ha traz leveza e força como a personagem Mi-seon Ao lado de Jun-ho, a atriz Kim Min-ha (que encantou o público mundial em Pachinko ) interpreta Oh Mi-seon , uma contadora esforçada que sustenta a casa como irmã mais velha e funcionária essencial da Typhoon Trading. Trabalhando 11 horas por dia, ela vê no retorno de Tae-poong à empresa uma nova esperança para sua vida pessoal e profissional. (tvN/Divulgação) Kim Min-ha descreveu Mi-seon como “uma mulher comum, mas extraordinária na sua dedicação e no seu coração transparente”. A atriz revelou, também em evento para promover Typhoon Family, que se emocionou ao ler o roteiro: “é uma história de luta silenciosa, como a de tantas mulheres que abriram mão dos próprios sonhos para cuidar dos outros. Ela busca evoluir na carreira e, aos poucos, passa a acreditar que isso é possível”, disse. A química entre Mi-seon e Tae-poong é um dos pontos altos do drama. “Eles têm uma relação de crescimento mútuo. Não é um romance convencional, mas sim uma parceria baseada em respeito, admiração e apoio”, explicou a atriz durante o evento de lançamento em Seul este mês. No elenco de Typhoon Family, há uma equipe que resiste unida Além do casal principal, o elenco de Typhoon Family é composto por personagens memoráveis que formam o Typhoon Squad. Entre eles estão o vendedor durão Go Ma-jin ( Lee Chang-hoon ), o contador perfeccionista Cha Seon-taek ( Kim Jae-hwa ), o caloroso diretor Koo Myung-kwan ( Kim Song-il ), e o gerente assistente Bae Song-joong ( Lee Sang-jin ). Juntos, eles mostram como um grupo aparentemente disfuncional pode se tornar uma verdadeira família. “Cada um tem uma história, uma dor e uma esperança. Mas eles se completam, se ajudam. Foi maravilhoso explorar essas dinâmicas em cena”, disse o ator Kim Min-seok (de Descendentes do Sol e A Good Day to Be a Dog ), que vive Nam-mo, melhor amigo de Tae-poong. Os bastidores de Typhoon Family foram marcados pela colaboração. Segundo a equipe de produção, os atores participaram ativamente da construção dos personagens e sugeriram cenas improvisadas para aumentar o realismo do ambiente de trabalho. “Esta série é sobre humanidade”, reforçou o roteirista Jang Hyun-sook. “É sobre como pessoas comuns enfrentam tempos extraordinários”. Um retrato fiel dos anos 90 com impacto emocional Com produção da renomada Studio Dragon , responsável pelos hits Pousando no Amor e My Mister, o drama Typhoon Family aposta na nostalgia e no poder das histórias familiares. A trilha sonora, inclusive, conta com participações vocais de Lee Jun-ho e Kim Min-ha, reforçando a imersão emocional que o drama propõe. Além disso, a crítica internacional já aponta Typhoon Family como uma das produções mais promissoras da temporada, tendo alcançado o Top 10 da Fundex em termos de buzz mesmo antes da estreia. Durante o evento de pré-lançamento, que reuniu 400 fãs em Seoul, a emoção tomou conta do público. Para Jun-ho, o motivo é simples: “Essa é uma história que, mesmo passada em 1997, fala sobre os nossos dias de hoje. Sobre sonhos quebrados, recomeços e como, mesmo no meio da tempestade, podemos encontrar abrigo nas pessoas ao nosso lado”. Com um roteiro comovente, personagens cativantes e uma ambientação que transporta o espectador diretamente para os anos 90, Typhoon Family promete ser mais do que apenas uma história sobre negócios: é uma ode à força dos laços humanos em tempos de adversidade. Leia também: Por que a Coreia gosta tanto de K-dramas de viagem no tempo? Seja você fã de dramas históricos, histórias familiares ou apenas em busca de uma trama envolvente, este título tem tudo para conquistar seu coração! Você vai assistir?
- Quando o K-pop inspira as palavras: escritores brasileiros lançam livros baseados nos idols favoritos
No Dia Nacional do Livro, abordamos a música pop coreana como porta de entrada para autores independentes e o universo das fanfictions (Jonnie Dantas / Reprodução) Não importa o fandom que você faça parte, uma coisa é certa: as fanfictions, ou fanfics, estarão ao seu alcance em algum momento. E no K-pop isso não é diferente: fãs de boygroups e girlgroups criam histórias inspiradas nas personas dos ídolos, inseridos numa gama de enredos (ou plots ). Dessa forma, não há dúvidas de que a literatura respira nos computadores e celulares de jovens e adultos que carregam photocards e usam icons dos artistas. No Dia Nacional do Livro , que ocorre em 29 de outubro e celebra a fundação da primeira biblioteca brasileira, a Real Biblioteca (RJ), o Café com Kimchi decidiu explorar o tema. Nós relembramos que, dentro ou fora do catálogo de editoras tradicionais, os ficwriters criam enredos complexos, profundos e únicos, disponíveis ao alcance de um clique; e que suas histórias nunca foram tão relevantes para a cultura de fã quanto hoje. O K-pop abre as portas para novos fãs... E a criação de um podcast A creator e podcaster Brenda Zulp é o exemplo de quem foi fisgada pelo universo das fanfics. A co-criadora do Fanfic Show, podcast brasileiro que aborda fanfiction e literatura nacional, começou a acompanhar os artistas de K-pop de forma despretensiosa até conhecer o BTS — que foram só a ponta do iceberg para chegar nas fics. Brenda explica que o pop sul-coreano possuía um "sentimento diferente", e que o explorar desencadeou seu descobrimento a respeito das fanfics, além da vontade de fazer mais. Nesse contexto, o Fanfic Show surgiu para falar da "ficção de fã" não apenas de um nicho ou de um grupo, e ir além das explicações de temas básicos como "o que são one shots? ", "como escrever uma fanfic? " e outros. O Fanfic Show, dessa forma, queria explorar e apresentar a comunidade de escritores e leitores para cada vez mais pessoas, e dar luz a quem integra esta atmosfera; sejam writers, capistas, criadores de trailers e mais. "A gente sentia falta de um espaço que falasse sobre fanfic, e um espaço que fosse democrático. Na época não tinha. Aí tivemos a ideia em 2020, e fomos para a Twitch entrevistar (as pessoas). A gente programou uma temporada e seriam temporadas de dez entrevistas, e íamos entrevistar autores de fanfics para falarem sobre suas histórias", conta Brenda. (Brenda Zulp / Reprodução) Após cinco anos de projeto, o Fanfic Show abriu o leque de atividades para a literatura nacional, e o podcast conta com voluntários para sua produção e divulgação, além de oferecer pacotes de conteúdo quando surgem parcerias. "Todo mundo trabalha em prol do amor pelas fanfics e da literatura nacional. Observando os espaços, a gente vê influencers literários que falam sobre livros, mas a literatura do Brasil acaba ficando com o menor engajamento. O espaço para o independente é menor ainda". Eu, como escritora, queria que houvesse um espaço que valorizasse mais a literatura nacional, principalmente esta (independente). Fanfic e livro não diferem em nada, pois para criar um plot é a mesma coisa, e os personagens também; você vai só pegar um corpo (pessoa) para ser o seu modelo. Mas a estrutura, desenvolvimento, diálogos e personagens não diferem em nada. Brenda Zulp Falar sobre o tema ao invés de apenas o consumir abriu o olhar de Brenda para as possibilidades A partir do trabalho no Fanfic Show, Brenda entendeu que seus gostos pessoais para leituras poderiam coexistir com a descoberta de autores e histórias. Nisso, a podcaster diz que conhecer fanfics e ficwriters, e abrir os olhos para a novidade, é um ponto positivo ao longo da estruturação de episódios, pautas e entrevistas do programa. "Eu comecei com fanfics de Orkut, e depois quando retornei às fanfics após muito tempo, eu era leitura de fanfics de Crepúsculo. Então para mim não houve tanta dificuldade em buscar histórias que fugissem das bolhas, e é algo que promovemos no Fanfic Show: não é apenas sobre o que gostamos, mas também sobre quem está nos vendo", conta Brenda. Navegar entre os fandoms de K-pop e conhecer suas múltiplas histórias integra a missão do podcast. Segundo a criadora, sair da zona de conforto e buscar narrativas de outros segmentos, mesmo que sejam de um grupo ou ship diferentes, é um fator importante para o Fanfic Show ser democrático e plural em suas divulgações e conteúdos. O Fanfic Show acredita na comunidade e na junção das pessoas que amam algo, e que juntas colocam isso lá em cima. E, claro, (acredita) na desmistificação das fanfics, que ainda assim são vistas com preconceito e são marginalizadas. Brenda Zulp Além disso, o fato da fanfic ser acessível é algo atraente ao público. "Ela é uma literatura acessível seja para o leitor quanto para o escritor. Não é preciso de um computador mega-blaster-ultra para ler ou escrever. Inclusive, há muitos autores que escrevem no celular", aponta a podcaster, que complementa a veracidade de que as fanfics podem ser um caminho para uma pessoa ter gosto pela leitura, experimentando gêneros de escrita e enredos. "As fanfics estarem se tornando livros adaptados faz com que os leitores unicamente de fanfics também comecem a se interessar por livros de fora do estilo. A migração pode acontecer tanto de um lado quanto do outro". Leia também: "Pachinko" e outros livros coreanos que você precisa adicionar na sua lista de leitura E das fanfics de K-pop surgem histórias publicadas por editoras, como "Po(o)r Alfie" Dentre os exemplos de fanfics tornadas livros que Brenda menciona, o romance " Por Alfie: Até o último acorde" é citado. Escrito pela brasileira Jonnie Dantas, o livro publicado pela Editora Rocco era, há alguns anos, uma fanfiction do grupo EXO chamada "Poor Alfie" (como a canção da banda de punk rock The Jam). Jonnie relata que sua vontade de escrever um "clichê dos anos 80" foi o que a impulsionou para criar a história. Inspirada por filmes, séries e outros livros que abordam a década em questão, a autora desejava criar algo que explorasse a inocência do primeiro amor, o sentimento de solidão e a trope do "coming of age". Dessa maneira, o que não passaria de uma one shot virou um exercício de escrita que recebeu apoio de amigos e muitos leitores. Para ela, a transformação de "Poor Alfie" em "Por Alfie" era algo que nunca imaginou ser possível. "Sempre sonhei em ser escritora, mas era um sonho inalcançável. Escrevia para mim e pelo prazer de escrever, e foi uma surpresa enorme receber o convite da publicação. Levei quase uma hora para me acalmar antes de conseguir responder", diz Jonnie. (Jonnie Dantas / Editora Rocco / Reprodução) A missão para adaptar a fanfic levou dois anos de pesquisa para enriquecimento e ambientação da história no Brasil — mais especificamente no estado do Rio Grande do Sul, com sua cena de garage rock dos anos 1980 —, incluindo leituras adicionais e horas de documentários e filmes, sem que Jonnie mudasse a essência que os fãs originais já adoravam na fanfiction . A personagem chamada Aline, por exemplo, não existia na fanfic original e acabou se tornando uma das figuras favoritas da escritora na trama. E a respeito dos fãs, Jonnie conta que o apoio da comunidade foi essencial para que pudesse seguir adiante com "Por Alfie". "Eu nunca teria chegado onde cheguei sem o apoio dos leitores. Sou grata por cada mensagem de divulgação, apoio e carinho, e por cada sugestão ou crítica nos capítulos que foram postados (na época). Foram eles que fizeram 'Por Alfie' ser o que é hoje, recomendando a história para outras pessoas", fala. Fico muito emocionada quando recebo mensagens de adolescentes queers que dizem se identificar com os personagens que criei, e que encontraram refúgio na história. Que ela trouxe esperança para eles. Já ouvi algumas vezes a frase "'Por Alfie' salvou minha vida", e é surreal pensar que algo que escrevi possa ter essa força. Jonnie Dantas Jonnie, que é uma fã das bandas nas playlists de suas histórias, esteve diante de uma comunidade on-line que impulsionou a sua criação e deu asas para que os personagens Oliver e Arthur, junto de suas complexidades e desenvolvimentos, chegassem a uma editora do circuito mais tradicional de publicações. As editoras estão preparadas para o "novo boom " das fanfics? "Por Alfie" é um exemplo de como as editoras brasileiras passaram a observar o engajamento com fanfictions na web. Brenda Zulp relembra, inclusive, que fanfics tornadas livros não são uma novidade no mercado literário, exemplificando obras como "Cinquenta Tons de Cinza" e "After", originalmente fanfictions de Crepúsculo e do One Direction; e "Sábado a Noite" de Babi Dewet no Brasil, anteriormente uma fanfic da banda McFly. Entretanto, este olhar para o nicho de K-pop torna-se evidente nos anos mais recentes. "As editoras mais tradicionais ainda estão dando pequenos passos, e querendo ou não, acho que ainda é uma questão dos autores também terem presença nas redes sociais, o que considero um divisor de águas e uma motivação para as publicações. Mas a gente não pode desistir, entendeu? Temos que aproveitar os momentos em que há aberturas de recebimento de manuscritos, seguir as editoras e ter um perfil presente", indica Brenda. As pessoas veem as fanfics ainda muito no mercado independente, mas é algo que tem crescido. A gente está chegando em produções de audiovisual, com fanfics que viraram webséries no YouTube, e estamos caminhando. Brenda Zulp A podcaster complementa o contato direto que as editoras independentes possuem com os leitores e ficwriters. Nesse caso, Brenda menciona os brindes de pré-vendas e o trabalho gráfico de livros de fanfics, tão bons quanto os de editoras do circuito tradicional. "São brindes, cards, photocards dos personagens, pôsteres, agora até ecobags. Isso tudo ajuda na experiência, porque muitas pessoas compram os livros ou porque conhecem a fanfic e se apaixonaram, ou porque gostam dos autores também, por exemplo". "Com o 'boom' das editoras de fanfics entre 2021 e 2023, alimenta-se o desejo da possibilidade de ser um escritor, mas posso sim me tornar um autor publicando uma adaptação independente, como pela Amazon", Brenda adiciona. Quer escrever? Deixe sua imaginação fluir e não tenha medo! Para autores iniciantes no mundo das fanfics, ou que um dia desejam ser publicados, Brenda Zulp dá a dica de escolher um tema que goste para criar a história em cima, e não ter medo de tentar. Em suas palavras, as fanfictions são um espaço acessível que você pode usar o seu amor por algo para escrever: "Não é um espaço que pede para você ser doutor em gramática ou língua portuguesa. É sobre você escrever algo que imaginou, ou que ninguém tenha imaginado ainda, e para se jogar nele sem medo. Sempre vai chegar numa pessoa que vai gostar da sua história, vai se identificar com o seu estilo e vai começar a ler". Seja por meio de projetos como o Fanfic Show, ou por histórias como "Por Alfie", a fanfic pode mudar o preconceito que alguns públicos têm com o gênero. Através de suas paixões por K-idols, músicas e outros, ficwriters encaram desafios complexos para darem vida às ideias mais criativas e plurais. "Quando as pessoas reclamam de livros e falam, 'nossa, parece uma história do Wattpad', a minha pergunta é 'cara, que tipo de fanfic você leu?'", Brenda comenta com bom humor. Leia também: Fãs de K-pop e de futebol podem ter mais em comum do que parece; entenda as similaridades! Jonnie Dantas também indica, para quem sonha em publicar suas fanfictions como livros, que estude o mercado literário e como ele funciona, para entender que tipo de publicação você procura; fora acompanhar autores que começaram no meio para ter dicas, e aprender a como trabalhar seus personagens e enredos para além da fanfic, como romance original. Ademais, Jonnie transmite a mensagem de que nunca é tarde para (re)começar, e que não existe nada mais corajoso do que ser você mesmo. Amar e não ter medo do julgamento a respeito de suas criações pode tornar um ficwriter cada vez mais confiante, e certo de que só ele poderia ter criado algo com suas próprias referências e visões de mundo. No Dia Nacional do Livro, a gente lembra que as fanfics, tão intrínsecas à fan culture do mundo todo, são importantes. -- Conheça o trabalho do Fanfic Show aqui!
- [ENTREVISTA] Entre fã e ídolo: Kevin (OMEGA X) e Kang-min abordam jornada emocional em My Bias is Showing!
Em entrevista coletiva, atores revelam bastidores da produção e delicada química entre fã e ídolo que move a trama (Divulgação / IPQ) Ter a rotina cotidiana entrelaçada com a vida glamourosa do mundo artístico é o sonho secreto de muitos fãs . My Bias is Showing! retrata esse cenário com um toque de fantasia . O BL coreano , baseado no webtoon de Nabit e Eol , mistura habilmente realidade e imaginação quando o caminho de um professor e seu artista favorito se cruzam inesperadamente. "Por este webdrama ser sobre um fã e um idol, muitos fãs conseguirão se identificar com a história. A emoção de gostar de alguém e esse amor puro será algo reconfortante com o qual muitos fãs podem se conectar", enfatizou Kevin em coletiva de imprensa a qual o Café com Kimchi esteve presente. Leia também: [ENTREVISTA] OX:N celebra estreia como sub-unit com EP "N" e reforça o desejo de retornar como OMEGA X Conexões entre fã e ídolo dentro e fora das telas (Divulgação / IPQ) Exibido entre agosto e setembro deste ano, My Bias is Showing! marca a estreia de Kevin, integrante do Omega X , como ator, ao lado de Kim Kang-min , que retorna às telas após quase três anos afastado. Ao longo da conversa com a imprensa, os protagonistas compartilharam detalhes sobre essa nova fase em suas carreiras e sobre o processo de dar vida aos personagens Choi Si-yeol e Na Ae-joon. A trama acompanha Ae-joon (Kevin), um professor do ensino médio que, fora dos portões da escola, leva uma vida dupla como fanboy de Choi Si-yeon (Kim Kang-min), membro do grupo A-ONE. Inesperadamente, os caminhos de fã e ídolo se cruzam quando o astro do K-pop vai gravar um programa de variedades justamente na escola onde Ae-joon leciona. Ao longo do webdrama , Ae-joon pode descobrir que há um motivo vingativo para a súbita aproximação do seu cantor favorito. Ao observar o enredo, é impossível não notar a sutil ironia: Kim Kang-min interpreta o papel que, de certo modo, reflete a realidade de Kevin. Membro do Omega X, o artista está em atividade desde 2021, acumulando experiência nos palcos, assim como Si-yeon é um renomado ídolo do grupo fictício A-ONE. Enquanto Kevin domina os palcos, Kang-min tem bagagem nas telas. Apesar de parecer natural que ambos trocassem experiências durante a preparação, isso não aconteceu. Segundo os atores, a decisão partiu do desejo de Kang-min de não sobrecarregar o colega, que fazia sua estreia na atuação. O ator contou com outro auxílio para moldar seu personagem: seu próprio lado como fã que observou outros ídolos. "Ao interpretar o personagem no palco, queria transmitir as emoções que senti assistindo aos shows como público. Não pedi conselhos a Kevin porque ambos temos nossos respectivos papéis e não queria colocar pressão extra sobre ele. Quis tentar sozinho para organizar meus próprios pensamentos e emoções e realmente transmitir o que senti nos shows de idols que assisti. Assim como o parceiro de cenas, Kevin também decidiu focar em seu personagem individualmente. Embora seja o quarto membro do Omega X a estrear como ator, o ídolo não pediu conselhos aos companheiros, que já haviam debutado nas telas e em BLs. Mesmo que não tenha recebido dicas dos integrantes, Kevin reforça que as próprias estreias de Jaehan e Yechan , em A Shoulder to Cry (2023) ; e Hangyeom, em Jazz For To (2024) , o inspiraram a seguir carreira na atuação. A partir disso, a dupla focou em encontrar suas próprias referências. No caso de Kevin, além de se inspirar em professores que participaram de sua edução, o jovem ator também encontrou apoio em outra fonte muito significativa: seus fãs. Graças a Ae-joon, Kevin pôde compreender melhor a dinâmica entre fã e artista — desta vez, sob a perspectiva do fandom. "Uma vez, enquanto me comunicava com meus fãs, me perguntei o que fazia os fãs nos amarem. Como Na Ae-joon, pude considerar essa questão novamente. Senti isso enquanto atuava os sentimentos de Ae-joon por Si-yeol, percebendo que quando você se apaixona, até as menores coisas são tão bonitas e preciosas que você quer proteger. Esse aspecto cria uma emoção comum entre Ae-joon e os fãs", refletiu Kevin. Leia também: De 2gether a Bad Buddy: Entenda o sucesso dos BL tailandeses Os atores também deram toques pessoais aos personagens. O estilo adotado por Si-yeol, por exemplo, contou com interferências de Kang-min, embora sem alterar a essência do personagem. "Tentei me aproximar do personagem, Choi Si-yeol, o máximo possível em relação ao original, mas ainda adicionando minha própria interpretação e estilo na voz, visual e tipos de roupas, para destacar o charme dele como personagem no drama", ressaltou Kang-min. Já Kevin destacou que preservar Ae-joon foi uma tarefa simples, já que a versão apresentada no roteiro estava muito próxima daquela retratada no webtoon original. O cantor e ator ressaltou ainda que percebeu muitas semelhanças entre sua própria personalidade e a do protagonista — o que tornou natural incorporar características pessoais ao papel e também o estimulou a tenta conquistar o papel. Construção da química e da arte em My Bias is Showing! (Divulgação / IPQ) Na direção, o elenco contou com a orientação de Baek Min Hee , conhecida por capturar profundidade emocional em webdramas, como em Summer Indigo (2025) e Our D-Day (2023). Kang-min ressalta que os feedbacks foram precisos e que a comunicação fluiu bem nos bastidores. Kevin também relembra positivamente os momentos no set de filmagem, destacando o ambiente leve e a segurança que sentia ao receber constantes “ oks ” da diretora entre uma gravação e outra. Depois de estudar e construir seus respectivos personagens, Kang-min e Kevin enfrentaram outro grande desafio: a química entre os protagonistas. My Bias is Showing! marca a estreia de ambos no gênero Boys Love , que vem ganhando cada vez mais destaque. Os preparativos nos bastidores impuseram uma dinâmica que Kang-min considerou desafiadora, mas essencial para manter a autenticidade dos primeiros encontros entre os personagens. "Normalmente, antes de um drama começar, os atores se encontram para leituras de roteiro, se conhecem e conversam bastante para construir essa química. Mas como este drama começa com certa estranheza entre os personagens, não pudemos nos aproximar no início, para manter essa distância. Foi desafiador", analisou Kang-min. "Conforme nos conhecíamos mais no set, nos aproximamos assim como nossos personagens. Acredito que isso criou uma ótima sinergia, tanto no drama quanto na realidade." "A sensação de gostar de alguém de forma pura e genuína é muito importante. Algumas pessoas podem achar que não é algo muito sincero, mas ter esse afeto sem filtros é algo precioso. Além do gênero do drama, espero que os fãs consigam sentir que, 'Uau, esses dois personagens estão compartilhando um amor bonito', após assistir ao nosso drama, assim como sentiriam ao ver qualquer outro drama ou história de amor", disse Kevin. Leia também: 5 K-dramas para conhecer Kim Woo Bin, astro de "Gênio dos Desejos" Outro desafio pessoal para Kang-min foi seu retorno às telas. My Bias is Showing! marca sua estreia em BLs e seu retorno à atuação desde 2022, quando participou de It’s Beautiful Now em um papel menor. Ativo desde 2019, quando estrelou Maybe, Maybe Not , o ator já transitou entre produções históricas e romances juvenis. "Sou muito grato por qualquer oferta que surge. Considerando minha filmografia até agora, já fiz drama histórico, universitário e obras mostrando a vida cotidiana. Fiquei grato por assumir um gênero que nunca havia tentado antes e achei que seria bom experimentar algo novo", disse Kang-min. (Divulgação / IPQ) O webdrama transita de forma inesperada entre romance, fantasia, comédia e momentos mais sombrios, encontrando o equilíbrio ideal entre esses elementos em cada cena. Como destacado durante a coletiva de imprensa, o episódio 7 exemplifica bem esse contraste entre situações cômicas e tensas. Kang-min comentou que há um fluxo emocional próprio em cada momento, e compreender como interpretá-lo e expressá-lo é algo que surge naturalmente no trabalho do ator. Entre as várias cenas emocionantes de My Bias is Showing!, uma em especial marcou Kevin profundamente. O ator contou que o momento em que Ae-joon declara seu amor por Si-yeol teve um impacto pessoal inesperado. "Há uma cena em que Ae-joon realmente expressa seu amor por Si-yeol e o deixam emocionado. Cada linha dessa cena são coisas que meus fãs já me disseram também e essas falas são o que meu personagem realmente queria expressar o ídolo. Ver as emoções de Si-yeol mudarem por causa dessas palavras me fez sentir algo de maneira inesperada", apontou Kevin. A música também tem papel central em My Bias is Showing! — e, assim como Kevin, o Omega X está fortemente presente na produção. A trilha sonora oficial é composta por quatro faixas, “덕통사고 (Countdown)”, “DIVE”, “TAKE ME OVER” e “Pure Love". No drama, Junghoon interpreta JJ, o líder do grupo fictício A-ONE. Além disso, ele participa de três das quatro faixas da trilha sonora. Kevin, junto de Jaehan, Yechan, Xen e Taedong, também contribuiu como vocalista e produtor musical. Baseado no webtoon que ganhou popularidade em diversas plataformas sul-coreanas, incluindo Kakao Page, Mr. Blue e Naver Series, a adaptação acompanha uma jornada emocional intensa, repleta de amor, vingança e na relação de fã e ídolo. Os 10 episódios estão disponíveis na plataforma IQYI .
- One in a Million: saiba quando o documentário do TWICE chega aos cinemas do Brasil
Produção em comemoração aos 10 anos de carreira mostra os bastidores do grupo e a conexão entre as integrantes (Divulgação / JYP Entertainment ) Neste mês de outubro, o TWICE está completando 10 anos de carreira e para comemorar o grupo vai presentear seus fãs com o documentário TWICE: ONE IN A MILL10N que será exibido nos cinemas ao redor do mundo. Além do filme, o girlgr oup também lançou o álbum Ten: The Story Goes One , tornando a celebração e sua trajetória com os Onces ainda mais especial. Saiba quando o documentário chega ao Brasil e o que esperar da produção! Quando o documentário TWICE: ONE IN A MILL1ON chega ao Brasil? O documentário em comemoração aos 10 anos de carreira do TWICE chegará aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro pela Sato Company e a pré-venda já começou em várias cidades. Para saber se o longa será exibido no cinema mais perto de você basta conferir o site ingresso.com. A dica é ficar de olho no site, pois em breve novas localidades estarão disponíveis, segundo a Sato. O que esperar de TWICE: ONE IN A MILLION? O documentário chega aos cinemas oferecendo uma oportunidade de imersão na trajetória do grupo. O grupo já havia lançado um documentário em 2020, mas TWICE: ONE IN A MILLION é o primeiro a ser exibido nos cinemas ao redor do mundo. Durante os 100 minutos de duração, a produção revisita sua história das meninas desde a estreia até a consolidação como um dos maiores nomes do K-pop. Além de entrevistas inéditas e cenas de bastidores, os fãs também vão poder conferir depoimentos comoventes que revelam os desafios e as conquistas ao longo dessa década. Mais do que um projeto especial de aniversário, o filme busca mostrar o lado humano das integrantes, expondo a rotina intensa, o cansaço, as lágrimas que ficam escondidas, mas existem. TWICE: ONE IN A MILL10N também destaque a conexão entre as nove integrantes que depois de 10 anos juntas se conhecem como ninguém, algo que se tornou uma das forças do grupo. Leia também: 10 anos de TWICE: As melhores b-sides para quem só conhece os hits do girlgroup O nome ONE IN A MILL10N, faz uma referência direta à icônica frase de introdução do TWICE. No trailer, as integrantes expressam sua gratidão pelos momentos vividos no palco e refletem sobre como chegaram tão longe como artistas. “Não é todo mundo que tem uma conexão assim”/ “Eu acho que é um amor que parece um milagre” elas comentam. A comemoração dos 10 anos do TWICE Além do documentário, o TWICE também lançou o álbum Ten: The Story Goes On em 10 de outubro. O nome escolhido é como uma resposta e uma referência ao EP de estreia do grupo, The Story Begins , lançado em 2015. A faixa título do álbum de aniversário é ME+YOU uma canção que expressa a gratidão e o carinho dos fãs ao longo de todo esses anos. Ten: The Story Goes On conta ainda com outras nove músicas interpretadas por cada uma das integrantes individualmente. Para completar a celebração, o TWICE realizou recentemente a turnê mundial THIS IS FOR para ficar mais próximo do público nesse ano tão especial, mas infelizmente não passou por países da América Latina.
- [ENTREVISTA] Entre comeback e desafios da turnê, ALL(H)OURS encontra equilíbrio no apoio dos fãs
Boygroup compartilhou detalhes do processo de preparação para VCF, turnê norte-americana e a possibilidade de um álbum completo (Divulgação/EDEN Entertainment) Após um primeiro ano marcado por indicações em premiações e pelos primeiros passos de sua trajetória artística , o ALL(H)OURS inicia um segundo ano de carreira tão intenso quanto o anterior. Em meio à turnê mundial — que já passou pela Europa e atualmente segue pela América do Norte —, o grupo equilibra grandes performances com o lançamento de seu quarto EP , VCF . O nome do álbum, “VCF”, é uma abreviação de “ Vibe Check Failed ”, expressão derivada do meme popular “ Vibe Check ” O conceito do projeto reflete a intenção do ALL(H)OURS de afirmar sua própria identidade artística, em vez de seguir o “vibe” predominante de outros grupos de ídolos. O que move o ALL(H)OURS em VCF? (Divulgação/EDEN Entertainment) O mais recente trabalho de Kunho, Youmin, Xayden, Minje, Masami, Hyunbin e ON:N é uma fusão de emoções que celebra o ato de ser diferente. Lançado no início de setembro, VCF apresenta cinco faixas cheias de energia, incluindo “ READY 2 RUMBLE ”, a faixa-título do EP e aquela que melhor resgata a identidade sonora do boygroup . Em coletiva de imprensa — da qual o Café com Kimchi participou —, Xayden destacou que o single principal resume a determinação dos integrantes neste álbum. Assim como o verso “ Get ready to rumble ” (tradução: prepare-se para a briga), o grupo está pronto para encarar qualquer desafio. Leia também: Gostou de “Who Are You”? Conheça outros projetos musicais de Suho do EXO O grupo destaca que VCF transmite a mensagem de desafiar tendências e criar suas próprias cores, um caminho que o ALL(H)OURS vem trilhando desde a estreia. Com um álbum que mistura diferentes elementos sonoros, eles acreditam que o quarto EP apresenta uma proposta distinta dos anteriores. Enquanto os três primeiros projetos enfatizavam a sua determinação, VCF revela uma nova mentalidade: a de que o grupo está pronto para alcançar os objetivos delineados nos trabalhos anteriores. Com um álbum que transita do hip-hop ao new jack swing dos anos 1990, o grupo retoma seu autodesafio de explorar novas sonoridades a cada lançamento. Youmin relembra esse comprometimento como uma forma de alcançar um público ainda maior, algo que eles pretendem continuar promovendo em seus próximos trabalhos. "Como VCF transmite nossa mensagem de desafiar as tendências e criar nossas próprias cores únicas, acho que este pode ser uma boa introdução do nosso time para todos que estão nos conhecendo através deste mini-álbum", disse ON:N , membro mais novo do ALL(H)OURS. Desta vez, além da exploração de novos gêneros, o álbum trouxe outra novidade: os integrantes foram divididos em duas unidades para faixas específicas: “ GOOD JOB ”, com os membros da rap line , e “ La Vida Loca ”, focada nos vocalistas. Cada música apresenta um ritmo que reflete com precisão o estilo e a personalidade de cada equipe. Enquanto “La Vida Loca” é descrita como “uma melodia direta, sofisticada e lírica, característica do K-pop”, “GOOD JOB” é apontada por combinar “versos habilidosos com um refrão viciante, tornando-se mais cativante a cada audição”. A faixa do time de rap contou com a participação de Kunho , Xayden , Masami e Hyunbin na composição. A participação dos integrantes na produção de músicas não é novidade para o grupo, que já contribuiu em lançamentos anteriores e também em La Vida Loca, do VCF. Nesse processo, os membros divergem em relação ao que priorizam durante a composição: expressar seus próprios sentimentos ou os dos fãs. "Isso pode variar entre os membros que participam da criação, mas, para mim, o ponto de vista do público vem primeiro. Claro que é importante colocar emoções pessoais, mas prefiro criar algo que todos possam curtir e se identificar. Sempre penso: 'O que meus fãs vão sentir ao ouvir isso?' E isso me ajuda a imaginar como será apresentar a música ao vivo também", explicou o líder Kunho. "Já eu penso mais nos meus sentimentos. É assim que abordo a composição das letras — gosto de colocar meus pensamentos nas músicas. Acredito que olhar para dentro me ajuda a desenvolver minha cor e estilo, por isso coloco minhas emoções em primeiro lugar quando componho", completou Xayden. Leia também: [ENTREVISTA] Com nova formação, Queenz Eye se abre sobre o recomeço com PRISM EP. 01 Desafios e apoio dos fãs entre o novo EP e a turnê (Divulgação/EDEN Entertainment) Em um ano intenso, os integrantes revelaram que VCF foi desenvolvido durante a turnê europeia. A 1st FANCON in Europe ocorreu entre maio e junho deste ano, passando por oito cidades. Entre breves pausas, viagens constantes e preparativos, os integrantes seguiram um antigo conselho do produtor JYP : aproveitar os voos para trabalhar nas músicas. "Nossa prioridade era trazer a melhor qualidade dentro do tempo limitado. Para “La Vida Loca” e “GOOD JOB”, nas quais participamos como letristas, havia prazos apertados, então trabalhamos nelas sempre que tínhamos tempo livre — inclusive no avião. O produtor J. Y. Park (JYP) já havia sugerido trabalhar durante voos, e essa foi a oportunidade perfeita. Funcionou muito bem, porque um ambiente novo trouxe bastante inspiração e foco", mencionou o líder. Durante a preparação de VCF, os integrantes revelaram que chegaram a cogitar o lançamento de seu primeiro álbum completo após três EPs. No entanto, a turnê e conflitos com outras agendas tornaram a ideia inviável. Kunho e Xayden explicam que preferem guardar um projeto tão importante para um momento em que possam se dedicar plenamente, cuidando de cada detalhe e da mensagem que desejam transmitir em um full album . "Ao incluirmos faixas unit neste quarto mini-album, demos um passo mais perto de um álbum completo. Todos nós estamos bem interessados em composição e escrita, então vamos trabalhar duro para lançar um full album com mais músicas em que participamos", acrescentou Xayden. Leia também: [ENTREVISTA] Diretores e artistas de Guerreiras do K-pop destacam importância da animação e revelam inspiração inesperada Com o fim da divulgação do álbum na Coreia do Sul, o ALL(H)OURS se prepara para um novo desafio: a 1st FANCON in North America . A turnê pelo continente ocorrerá entre novembro e dezembro, passando por sete cidades a partir de 28 de novembro. Os integrantes estão confiantes com as performances ao vivo e esperam deixar os fãs impactados, com vontade de reviver esses momentos com o ALL(H)OURS novamente. "Só conseguimos planejar e preparar essa turnê graças a todos que estavam esperando e desejando nossa visita. Isso também mostra que estamos seguindo na direção certa como artistas e que muitas pessoas estão reconhecendo a cor única do ALL(H)OURS, o que nos dá mais confiança", celebrou Kunho. Com uma agenda intensa, na qual precisam equilibrar diversas demandas e preparativos, os sete integrantes encontram força no apoio dos fãs durante os momentos de cansaço. Segundo o líder, o grupo está plenamente consciente do suporte que recebem de fãs nacionais e internacionais em diferentes plataformas, e costuma ler as mensagens quando se sentem exaustos. “Elas nos lembram que temos os Min(ut)es ao nosso lado e nos motivam a continuar nos esforçando para entregar performances cada vez melhores.” Com foco em grandes performances em diversos países, os fãs europeus e norte-americanos não eram os únicos nos planos iniciais da 1st FANCON . A turnê do boygroup também estava prevista para passar por cinco países da América Latina, incluindo o Brasil, após a etapa europeia. O anúncio do show foi feito em março deste ano, confirmando a apresentação única do ALL(H)OURS em São Paulo, marcada para 13 de junho. No entanto, quase um mês depois, a passagem pela América Latina foi cancelada. A produtora responsável explicou que o cancelamento ocorreu devido a “circunstâncias imprevistas e fora do nosso controle”. Em entrevista à imprensa, o grupo lamentou o ocorrido, mas esperam fazer esse encontro possível em breve. "Com certeza queremos visitar o Brasil e outros países da América Latina! A turnê foi infelizmente cancelada, mas estamos nos esforçando muito para trazer boas notícias aos nossos fãs latino-americanos que estão esperando com tanto carinho. Por favor, continuem acompanhando nosso crescimento!", reforçou Kunho. Embora ainda não tenham tido um encontro com os fãs latino-americanos, os integrantes estão cientes do apoio e confirmam estar prontos para mostrar o seu melhor para os Min(ut)es da LATAM. No momento, o grupo se prepara para iniciar a última etapa da 1st FANCON , na América do Norte, este ano. De 28 de novembro a 14 de dezembro, o ALL(H)OURS passará por oito cidades nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.
- [ENTREVISTA] Diretora e artistas de Guerreiras do K-pop revelam como HUNTR/X e “Golden” ultrapassaram a ficção: “Foi mágico desde o começo”
Em coletiva de imprensa, equipe relembra como a canção escrita se transformou em hit global (Divulgação / Netflix) Em Guerreiras do K-pop , também conhecido como K-pop Demon Hunters , a ficção ganhou vida de uma forma nunca vista antes. O trio vocal formado por EJAE , Rei Ami e Audrey Nuna levou as HUNTR/X dos estúdios de animação aos palcos reais, consolidando o poder de “ Golden ” como hit global. A canção original vem dominando o topo dos charts musicais, se tornando uma aposta para a temporada de premiações. Em coletiva de imprensa da qual o Café com Kimchi esteve presente, a dupla de diretores Maggie Kang e Chris Appelhans , junto com as vozes das HUNTR/X, EJAE, Rei Ami e Audrey Nuna, abordaram esse momento único que vive a animação da Netflix e como foi o momento que perceberam que tinham um grande sucesso em mãos com Golden. Leia também: Review | "Ruídos", novo filme de terror sul-coreano, é tão silencioso e barulhento ao mesmo tempo Da ficção para realidade: o sucesso imprevisível de HUNTR/X e Golden (Divulgação / Netflix) Guerreiras do K-Pop não chamou atenção apenas por sua história original, mas também a trilha sonora composta por canções produzidas exclusivamente para o longa-metragem. Desde o lançamento do filme na plataforma da Netflix, Golden — principal música da trilha — quebrou o record de PAKs (Perfect All Kill) na Coreia do Sul e primeiro lugar no Hot 100 da Billboard. Além disso, a música também é uma aposta para o Oscar de Melhor Canção Original. A dupla de diretores admitiu que a construção do girlgroup fictício reuniu elementos que poderiam fazer o trio competir com artistas reais . Bom, talvez na época não imaginassem o tamanho do fenômeno que HUNTR/X se tornaria. Assim como na animação, os Saja Boys estão longe de apagarem a força do grupo feminino com o público, e com os feitos expressivos, muitos artistas reais também foram ultrapassados. EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami são as responsáveis por emprestarem a voz as HUNTR/X e os frutos colhidos pelo trio mostra que seus diretores tiveram sucesso em transformá-las em um grupo para além do filme. Recentemente, o trio marcou presença no VMA e, posteriormente, no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon para a primeira apresentação ao vivo no dia 7 de outubro. Diferente de Audrey e Rei que já estiveram em palcos anteriormente, EJAE costumava trabalhar na parte de produção, recebendo notoriedade em seus trabalhos como compositora. Suas habilidades como vocalista não são uma surpresa: ela foi trainee da SM Entertainment por um longo período. A apresentação no programa do Jimmy Fallon não era aguardado apenas pelos fãs da voz cantada de Rumi, mas também exaltada pelas colegas de trabalho durante os ensaios. "Somos abençoados por termos visto essa mulher [EJAE], ao vivo, cantar essa música, provavelmente pela primeira vez no mundo, num ensaio. E só de estar na presença desse talento, honestamente geracional, para nós é muito significativo. Aprendemos muito umas com as outras", exaltou Audrey Nuna, voz cantada de Mira. Leia também: Good News: Netflix lança filme de suspense inspirado em sequestro dos anos 70 Podemos apontar diferentes motivos os quais fizeram Guerreiras do K-pop se tornar um fenômeno. E com certeza, ter mentes geniais como a de Maggie Kang na direção e de EJAE, para uma trilha sonora, foram de grande ajuda. A diretora relembra quando ouviu Golden pela primeira vez, e como teve certeza que tinham um hit em mãos. Segundo Kang, ela estava no aeroporto quando recebeu uma mensagem de EJAE, naquele momento ficou tão feliz com o resultado que a música a levou as lágrimas logo no começo. "Foi tão mágico desde o começo. Pensei: 'Meu Deus, finalmente conseguimos' e comecei a chorar. Chorei mais ainda porque pensei: 'Está ficando cada vez melhor'", relembra a diretora. (Divulgação / The Hollywood Reporter) Com auxílio de Maggie, EJAE sabia quais caminhos precisava explorar para criar a canção. Em entrevistas anteriores, a compositora revelou que a diretora pediu atenção em alguns elementos fundamentais, como a letra ser em coreano, ter a palavra "ouro" e mostrasse o lado mais vulnerável das personagens. EJAE descreve a líder das HUNTR/X como incrivelmente trabalhadora, mas tenta esconder suas imperfeições. Golden tem papel fundamental no enredo do filme, movido pela música e pelas vozes das HUNTR/X. Em determinado momento, a canção é usada por Rumi, Zoey e Mira para proteger o mundo contra o avanço de demônios e selar a Honmoon, uma barreira que separa o inferno do mundo real. Curiosamente, a ideia para a música surgiu enquanto EJAE estava a caminho do dentista para colocar uma obturação de ouro. “Quando recebi a melodia, pensei: 'Que melodia boa!'. Isso acontece às vezes quando a melodia sai muito rápido. Estava tão animada para fazer minha obturação de ouro e ir para casa e gravar. Pedi para meu coautor [Mark Sonnenblick] vir ao Zoom, e foi assim que compomos. E eu pensei: 'Meu Deus, Mark, eu tenho essa melodia. Acho que é bem épica'”, relembrou EJAE. Leia também: "Eu, Você e Toda Uma Vida": 3 motivos para assistir ao K-drama sobre amizade e rivalidade da Netflix O processo foi bem mais rápido do que o habitual. A compositora explicou como a estruturação da música surgiu "tudo de uma vez", pulando alguns estágios comuns durante a composição. Aquela reunião no Zoom em questão terminou de uma forma empolgante graças ao resultado. "Literalmente, Mark e eu pensamos: 'Será que acabamos de compor um hit?'. Soou tão bom", disse EJAE orgulhosa. A certeza que tinham um fenômeno em mãos se estendeu ao produtor Ian Eisendrath. Segundo, EJAE, depois de receber a canção Eisendrath encheu a produção de elogios. "Ele respondeu: "isso é incrível, é um sucesso, EJAE!'". Lançado em 20 de junho no catálogo da Netflix, Guerreiras do K-pop rapidamente dominou o Top 10 da plataforma, alcançando a primeira posição em 26 países nos primeiros dias após a estreia. Enquanto EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami dão voz às HUNTR/X nas canções, Arden Cho, May Hong e Yoo Ji-young são responsáveis pelas vozes faladas. O elenco ainda conta com Ahn Hyo-seop (de Pretendente Surpresa ) como Jinu e Lee Byung-hun (de Round 6 ) interpretando Gwi-ma .
- 10 músicas do NMIXX para ouvir e conhecer sua discografia
Grupo da JYP conta com EPs e full album que denotam seu estilo único na 4ª geração do K-pop (JYP Entertainment/Divulgação) Você é fã do NMIXX? Desde o debut em 2022, o conjunto surpreende o K-pop com sua discografia variada e de produção interessante — muito pautada no estilo chamado "mixx pop", criado pelo próprio grupo. Com o tempo, as meninas amadureceram como idols e o talento apenas cresce; e a vinda do NMIXX no Brasil em 2025 atestou todo o talento delas. Confira abaixo 10 músicas do girlgroup que todos precisam conhecer e se surpreender! Leia também: Review | O NMIXX, em "Blue Valentine", mostra que PRECISA ser ouvido 10 canções do NMIXX para conhecer e se apaixonar pelo grupo 1- Run For Roses A música Run For Roses é essencial para todo fã conhecer! A faixa é uma b-side promocional do EP Fe304: BREAK, lançado em janeiro de 2024, e as artistas apresentaram a canção em diversos stages e formatos. Inclusive, Run For Roses ganhou uma performance no programa do YouTube It's Live, com participação do Young K do Day6: Leia esta resenha: NMIXX faz trabalho impecável com “Fe3O4: BREAK” e dá recado aos antis com retorno do Mixpop 2- Beat Beat A música Beat Beat é outra parte imperdível dos setlists do NMIXX. Presente no disco Fe304: STICK OUT, a canção do gênero dance pop possui um vídeo especial no canal do grupo no YouTube, que mostra a coreografia realizada pelo NMIXX durante a turnê CHANGE UP: MIXX LAB: 3- Love Is Lonely E sem a necessidade de uma coreografia, Love Is Lonely é uma balada eletrônica que apresenta ao público os vocais únicos do NMIXX. Também parte do CD Fe304: STICK OUT, esta canção foi divulgada pelas meninas em inúmeras ocasiões, como no concerto promovido pela emissora KBS em setembro de 2024: 4- BOOM Outra canção do Fe304: BREAK que todos precisam saber! BOOM dá um gostinho dos projetos experimentais do girlgroup numa mescla do hip-hop com o jersey club. Veja a coreografia: 5- Paxxword Paxxword integra o álbum expérgo do NMIXX, divulgado em março de 2023. A canção foi apresentada pela primeira vez no showcase de lançamento do CD, e é uma escolha fofíssima para as artistas performarem na turnê. A coreografia é tão divertida quanto a música, e é diferente de outros lançamentos mais ousados e girl crush do sexteto. 6- Passionfruit O projeto Fe304: BREAK possui algumas das melhores b-sides do NMIXX, e a faixa Passionfruit é a prova disso. Também inspirada no jersey club, a música possui um refrão bastante chiclete e é uma das prediletas do redator desta lista (rs); escute caso ainda não conheça a discografia das meninas a fundo! 7- Cool (Your Rainbow) Agora no túnel do tempo, Cool (Your Rainbow) está presente no segundo EP da discografia do NMIXX, ENTWURF. Se você curte baladas pop românticas, a canção é um prato cheio, feita para ser performada sem a necessidade de uma coreografia mirabolante (que a gente também ama, é claro!). 8- Red light sign, but we go A trilogia Fe304 do NMIXX precisa estar na playlist de todo K-popper, e Red light sign, but we go comprova isso outra vez nesta lista. Apesar desta música não aparecer na setlist da turnê, ainda é uma indicação incrível para você: 9- Home O grupo finalizou alguns concertos da turnê de 2025 com Home, que integra a tracklist do expérgo . Este é o exemplo perfeito de como a música eletrônica é inserida na discografia das cantoras, e pode ser agradável aos fãs do K-pop do início da 3ª geração pela semelhança à sonoridade da época. 10- XOXO Finalizamos a lista com XOXO, que é outra demonstração de como o NMIXX se basta apenas com voz e microfone. Esta faixa não esteve inserida na setlist da tour NMIXX CHANGE UP: MIXX LAB, mas te indicamos como uma ótima música das meninas! Você foi no show do NMIXX no Brasil? Não se esqueça de acompanhar o Café com Kimchi nas redes sociais também 💜
- Review | O NMIXX, em "Blue Valentine", mostra que PRECISA ser ouvido
Com o lançamento de seu primeiro álbum completo, o grupo reúne os melhores elementos de sua jornada até aqui Por Caio Martins Bueno (JYP Entertainment/Divulgação) Mesmo fazendo parte de uma das maiores empresas da indústria musical sul-coreana, o grupo da quarta geração do K-pop, NMIXX, nunca esteve nos holofotes por longos períodos. Parte disso se deve ao estranhamento causado por algumas de suas tracks, enraizadas no gênero "mix pop" que define o sexteto. Essa questão se desdobra em uma estereotipação do grupo que perdura, sem que ele seja ao menos cogitado pelo público geral; o que chega a ser uma pena. Entretanto, as coisas podem mudar com álbum Blue Valentine. No dia 13 de outubro, o NMIXX lançou seu primeiro full album, e a proposta do CD e da title track homônima é abordar a dualidade entre desejar um amor e sofrer por ele, sentimentos simultâneos em uma relação. Vale salientar que houve o lançamento de uma faixa prévia, Spinnin' on It, música que também entra no mesmo recorte temático. Para diversas pessoas, essa já possuía o potencial de ser uma title , o que causou anseio grande por parte dos fãs nas redes para o restante do disco. Em relação à Blue Valentine, a canção possui um refrão forte e cativante, precedido por uma “bizarrice” reversa que deve despertar a atenção de todos. Haewon e Lily são destaques na música, inclusive. O MV da faixa contribui muito com a construção da narrativa, trazendo imagens que não só exploram o assunto central do comeback como também enaltecem a conexão das integrantes e a sua história até o presente. A faixa ganhou destaque nos charts, em especial o Melon, sendo a primeira manifestação significativa dos fãs do país desde Love Me Like This. Aprofundando em Spinnin' on it, a música segue um padrão mais linear, com refrão e segmentos marcados. Jiwoo, como rapper, ganha espaço com vocais mais refinados que exigem gogó. Sullyoon e Bae dão um show à parte, sustentando notas prolongadas. Porém, o mais interessante da música são as diversas camadas inseridas na produção, com direito a instrumentos e tempos de jazz e voz modulada. Ambas as músicas, iniciais no CD, sobem a régua para o que vem depois para o NMIXX em Blue Valentine . E, mais uma vez, a demanda é atendida. A produção do NMIXX em Blue Valentine torna cada faixa mais que memorável A produção do restante segue sendo o ponto de atenção, tornando cada uma das músicas única e memorável. Phoenix, muito em sintonia com Papillon do EP Forward, traz uma batida envolvente e poderosa, explorando a diferença de ritmos e tons. De forma mais sombria, Reality Hurts também se encaixa nessa definição, porém com uma intensidade dramática adicional de deixar o queixo caído (o que curiosamente destoa da personalidade de Lily, integrante autora da letra). Na sequência, Rico recupera a conexão latina já feita em Sõnar, porém com mais pé no chão dessa vez. Além disso, esta talvez seja a faixa de menos brilho em Blue Valentine, mas ainda sim é muito bem executada. Game Face, por outro lado, traz um respiro importante no clima do álbum, sendo leve e cativante, apesar de sua bridge surpreendente. Chegando na segunda metade de Blue Valentine, temos Podium, marcada por um refrão satisfatório e batida inovadora, o que já virou rotina para o NMIXX Em sequência, há Crush on you, Adore U e Shape of Love, faixas que, apesar de românticas, seguem sua própria marca. Inclusive, é válido dizer que Adore U, a mais melódica das três, entra na mesma prateleira de outras da discografia como Love is Lonely, Ocean e Cool, títulos anteriores que exploram o lado mais sensível do grupo. Leia outra resenha: NMIXX faz trabalho impecável com “Fe3O4: BREAK” e dá recado aos antis com retorno do Mixpop Por fim, o público encontra duas versões de O.O na tracklist , música que dividiu opiniões no debut do grupo. Apesar de trazerem trechos da faixa original, os remixes Baila e Superhero são um abraço carinhoso nos fãs que acompanharam a trajetória do girlgroup , cuja essência foi mantida. No fim das contas, o NMIXX nunca abandou sua essência original A conclusão é clara: Blue Valentine é a consolidação de um grupo que nunca abandonou sua proposta, lapidando as suas qualidades e entregando algo inédito ou ao menos incomum no K-pop. Sem sombra de dúvidas, a brilhante trilogia Fe304 serviu de experimento para que Blue Valentine existisse — mas o desafio era manter o padrão de qualidade crescente, o que se concretizou. Ao trilhar a linha tênue de uma produção exagerada com caoticidade, o NMIXX se mantém no limite e provoca um verdadeiro choque, sem desperdiçar a sutileza de harmonias, timbres delicados e momentos de contemplação. Pode-se dizer que o Nmixx está aproveitando o que há de melhor em cada uma das integrantes, porém abrindo o leque de oportunidades para que se desenvolvam em outros aspectos. Em Mexe, featuring com a Pablo Vittar, a Lily mostrou seus dotes no rap. Em Forward e Blue Valentine, Jiwoo cresceu com cantos mais melódicos. E além delas, Sullyoon está abraçando notas mais agudas que fogem da sua zona de conforto. O NMIXX já mostrou que está pronto para ser “relevante”, e só precisa que as pessoas escutem o que o conjunto tem a dizer. A boa notícia é que a JYP investe e sabe que seu produto está apenas aguardando o estourar da bolha. Com vídeos, músicas e performances de notório conceito criativo e qualidade técnica, o NMIXX está esperando o seu lugar no pódio. O reconhecimento “arbitrário” de prêmios como o MAMA são um balde de água fria, mas não devem apagar essa faísca intensa. Ouça Blue Valentine do NMIXX:
- Review | Who Are You: Suho mostra maturidade sonora em novo mini-álbum solo
Integrante do EXO, investe em sonoridades do rock alternativo em seu novo álbum (Divulgação / SM Entertainment) No dia 22 de setembro de 2025, Suho , integrante do EXO , lançou seu aguardado quarto mini-álbum solo, intitulado Who Are You . O projeto marca seu primeiro comeback solo desde 1 to 3 , lançado em maio de 2024, e reforça sua identidade musical mais voltada ao rock alternativo — um caminho que o artista vem trilhando com cada vez mais confiança. Com sete faixas no total, o novo EP apresenta uma paleta sonora diversa, mas conectada por uma narrativa emocional densa e bem construída. O destaque do álbum fica por conta da faixa-título, também chamada Who Are You , uma canção que fala sobre separação de forma madura e contida, embalada por guitarras melódicas e um instrumental que mistura rock alternativo com toques de Brit pop. Em entrevistas e lives promocionais, Suho revelou que passou o último ano inteiramente dedicado ao desenvolvimento do álbum, buscando traduzir em som as emoções silenciosas de um término. “Foi tudo sobre esse álbum. Pensando bem, sinto que vivi o ano inteiro pra ele”, disse o artista em uma transmissão ao vivo pré-lançamento. Leia também este post no site: Review | Em "KARMA", Stray Kids celebra a glória e encara o peso da jornada em novo álbum Mais do que apenas um retorno solo, Who Are You representa uma consolidação artística de Suho, que vem se destacando por sua versatilidade e sensibilidade musical fora das atividades do EXO. Em um momento em que o grupo se prepara para seu grande retorno após o fim dos alistamentos militares, esse lançamento chega como um presente aos fãs e um lembrete do quanto cada integrante amadureceu em sua trajetória individual. Who Are You: Suho transforma término silencioso em rock alternativo melancólico A faixa-título Who Are You é o coração do novo mini-álbum de Suho, marcando seu retorno ao rock alternativo com uma canção que transforma o fim de um relacionamento em poesia sonora. Guiada por guitarras elétricas com timbre áspero, a música retrata aquele momento calmo — e ao mesmo tempo doloroso — em que as palavras não são mais necessárias para confirmar que algo acabou. “É sobre o momento tranquilo de um término, em que você tenta parecer forte e indiferente, mas por dentro está emocionalmente abalado,” explicou o artista durante uma live especial antes do lançamento do álbum. Com sua voz carregada de emoção contida, Suho constrói uma atmosfera introspectiva que convida o ouvinte a sentir junto, sem exageros ou dramatizações. Ao falar sobre a escolha da faixa como título do EP, o cantor foi direto: “Escolhi essa como title track porque é uma ótima música.” Ele também revelou que trabalhou no projeto durante todo o último ano, mergulhando profundamente no processo criativo. Para combinar com o clima da canção e com a estética do comeback, Suho tingiu os cabelos de laranja — uma homenagem à juventude representada por Ron Weasley, personagem de Harry Potter , e também uma referência ao outono coreano. “Queria essa vibe jovem, e pensei no Ron, que tem cabelo laranja,” contou. A sonoridade da faixa, que também carrega nuances de Brit pop, reforça o tom melancólico e ao mesmo tempo contido do single, que abre e encerra o álbum em versões coreana e inglesa. Faixa a faixa: o universo de emoções de Who Are You Depois de iniciar o álbum com a faixa-título, Suho entrega Light The Fire , que eleva a energia com riffs intensos e bateria pulsante. A canção mergulha no hard rock, e sua letra é uma metáfora poderosa sobre paixões que surgem de forma repentina. A combinação entre arranjos explosivos e vocais afiados torna essa uma das músicas mais vibrantes do EP. Na sequência, Medicine surpreende com um tom mais leve e dançante. Misturando indie-pop com elementos disco, a faixa é brega na medida certa – uma delícia nostálgica que remete aos anos 80. Muitos fãs já destacaram a semelhança da vibe com David Bowie , tanto no estilo quanto na performance vocal de Suho, o que só reforça seu carisma e versatilidade. Birthday entra com espírito de celebração e arranjos que misturam indie rock e pop alternativo. A canção tem um frescor animado e acolhedor, servindo como respiro no meio do álbum. É a trilha ideal para um momento mais leve, sem deixar de carregar o refinamento musical que permeia todo o projeto. Golden Hour pinta um quadro nostálgico com instrumentação suave, influências claras do british pop , e letra que fala sobre congelar o tempo em um instante mágico. A produção brilha em sua delicadeza, criando uma atmosfera que parece saída de um filme indie sobre amores de verão. A penúltima faixa, Fadeout , desacelera tudo. É uma balada acústica que permite a Suho explorar o lado mais emocional de sua voz. A música se constrói com delicadeza até alcançar um clímax emocional comovente – perfeita para quem curte finais intensos e reflexivos. Muitos fãs a comparam a um encerramento de filme de amadurecimento, pela forma como traduz saudade e aceitação. (Divulgação / SM Entertainment) Por fim, a versão em inglês de Who Are You fecha o ciclo como uma despedida consciente, reafirmando o tom intimista do projeto. Não é apenas uma tradução – é uma releitura que reforça o impacto emocional da canção principal para um público mais amplo. Com Who Are You , SUHO entrega um EP que não tem faixas descartáveis e reafirma sua capacidade de transitar por diferentes vertentes do rock, sempre com um toque pessoal. O disco é maduro, coeso e corajoso, destacando sua evolução artística dentro e fora do EXO. Se você é fã de alt-rock, rock retrô ou baladas com pegada indie, esse lançamento merece estar na sua playlist! Um recomeço à vista para o EXO (Divulgação / SM Entertainment) Com o lançamento de Who Are You , Suho encerra um ciclo pessoal importante antes de dar início a um novo capítulo coletivo com o EXO . Seu quarto mini-álbum mostra a maturidade artística que desenvolveu ao longo dos últimos anos e, ao mesmo tempo, oferece uma amostra do tipo de entrega emocional que os fãs podem esperar nas futuras atividades do grupo. Entre riffs melancólicos, letras sobre separação e nuances do rock alternativo, o comeback solo de Suho reforça sua identidade como artista e líder — alguém pronto para liderar o EXO em sua próxima fase. O retorno oficial do grupo está previsto para dezembro, marcando dois anos desde o álbum EXIST , e acontece após a tão aguardada conclusão do serviço militar de todos os membros. Essa será a primeira vez em muito tempo que o EXO estará completo para um comeback, e a expectativa dos fãs é altíssima. Leia também este post no site: Super Junior celebra 20 anos com comeback histórico Enquanto dezembro não chega, os projetos individuais estão mostrando o brilho e o talento de cada integrante!
- 10 anos de TWICE: As melhores b-sides para quem só conhece os hits do girlgroup
Em comemoração ao aniversário do TWICE o Café com Kimchi preparou uma lista com músicas que todos deveriam conhecer (Divulgação / JYP Entertainment) Formado pela JYP Entertainment em 2015, o TWICE , um dos maiores grupos de K-pop da indústria musical, está completando 10 anos de carreira em 2025. Apreciadas e apoiadas pelos Onces, as meninas também já conquistaram corações para além de seu fandom com hits como FANCY , TT , What is Love , Acohol-Free , I CAN'T STOP ME e muito mais. Com um estilo marcante, ritmo animado e refrões que grudam na mente de qualquer pessoa, o TWICE definitivamente sabe como fazer um bom hit e segue surpreendendo a cada comeback . No entanto, muitas canções incríveis acabam ficando “escondidas” e merecem mais atenção. Confira a lista com b-sides imperdíveis do girlgroup para adicionar na sua playlist ! 10 melhores b-sides da discografia do TWICE THREE TIMES A DAY Em 2017, o TWICE lançou seu terceiro EP intitulado Signal , projeto que leva a faixa principal de mesmo nome e que fez o maior sucesso. Uma das seis músicas do EP é THREE TIMES A DAY , uma música romântica, animada e que combina muito com a estética do grupo na época. “É tão difícil ter uma conversa no telefone? Seus dedos doem se você escrever algumas palavras?” HOT 2019 foi o ano das meninas brilharem com FANCY , uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira. No EP de mesmo nome está HOT , que começa de maneira suave, mas caminha para um refrão elétrico. Definitivamente uma prima próxima de FANCY que você pode escutar no verão. “Não me importa o que é quente, tudo é trivial. Eu sou quente quente quente. Queime bem quente, baby” Ice Cream Se engana quem acha que o TWICE é feito apenas de músicas agitadas! Aqui também tem espaço para declarar seu amor de um jeitinho mais suave e Ice Cream é perfeita para isso. A faixa que faz parte do álbum Twicecoaster: Lane 2 apresenta os vocais românticos e agudos impressionantes. “Me derrete, mais doce que sorvete. Com suas palavras, seu sorriso suavemente me derrete” LOVE FOOLISH Quem se lembra de Feel Special ? No álbum homônimo lançado em 2019 encontramos LOVE FOOLISH , uma canção muito agradável que combina o vocal das integrantes em um refrão de EDM (Electronic Dance Music). Pode colocar na sua playlist de músicas dançantes que é sucesso! “Amor louco, eu te amo, me faz sentir tão alto” Look At Me Look At Me é uma daquelas músicas incríveis que você se pergunta como não a descobriu antes. Seguindo o estilo dançante e animado, a faixa faz parte do álbum Twicetagram , trazendo uma batida retrô e elementos de pop. Para quem acompanhou o grupo desde o início pode até se sentir nostálgico e com certeza vai te conquistar se você gosta das faixas principais do grupo. “Por que você não está olhando para mim? Olhe para mim, olhe para mim. Por que eu preciso de dizer?” UP NO MORE A canção do álbum Eyes Wide Open é um pop que combina os sintetizadores do instrumental com os vocais marcantes. A letra fala sobre lutar contra sentimentos de ansiedade e o desejo de superar pensamentos negativos. Ao escutar apenas uma vez, você já vai ficar com ela na cabeça! "Eu não quero, não quero perder o meu tempo. Espero cair em uma noite mais profunda" Basics Em 2022, o grupo lançou o álbum Between 1&2 com a faixa principal Talk That Talk , mas bem no meio encontramos Basics , uma canção que é a cara do TWICE, trazendo seu estilo característico e alegre. Na letra, elas falam sobre o encanto dos primeiros passos de um relacionamento. "Eu quero quero quero levar ao básico. Você quer tudo? Não se apresse, baby” Leia também: CxM, nova unit do SEVENTEEN, estreia com mini-álbum HYPE VIBES MOONLIGHT O TWICE tem muitas músicas no estilo disco dance e MOONLIGHT é uma ótima b-side desse tipo. Presente no álbum Formula of Love: O+T=<3 , ela dá destaque para os vocais das integrantes e muito fácil de escutar. Você consegue até imaginar uma coreografia divertida para acompanhar. "Eu e você dançando a luz do luar" Like it Like it Parte do álbum STRATEGY lançado em dezembro do ano passado, Like it Like it poderia ser facilmente uma faixa principal do TWICE com potencial para ser mais um de seus hits. O instrumental brinca elementos dos anos 2000 e o refrão é muito envolvente. “Leve o meu amor. Toda vez que você me toca é emocionante e eu gosto disso” MARS Com um instrumental cheio de elementos retrôs, MARS é uma das faixas mais interessantes do álbum THIS IS FOR , lançado em julho deste ano. Se você gostou de músicas como I CANT STOP ME vai amar essa b-side . “Você já se perguntou se estamos perdidos em Marte? Alguns podem rir de nós” E você, acha que ficou faltando alguma b-side? Compartilhe com a gente aqui e nas redes sociais do Café com Kimchi!
- [Resenha] "Gênio dos Desejos", da Netflix, é o K-drama ideal para quem não deseja muito
Produção com Suzy e Kim Woobin aborda a mitologia do gênio da lâmpada com romance de premissa interessante (Netflix/Divulgação) Não dá para inventar a roda o tempo todo. Por isso, alguns K-dramas reutilizam tropes e tipos de narrativa com uma nova roupagem, no intuito de agradar o público que procura algo leve e descompromissado. E há casos em que estratégia é certeira, como ocorre em Gênio dos Desejos, produção da Netflix com Bae Suzy e Kim Woobin. Misturando a comédia com a fantasia, o streaming oferece à dramaland uma nova "romantasia" para chamar de sua. Inclusive, a canetada do roteiro promete: Gênio dos Desejos foi escrito por Kim Eun-sook, autora dos sucessos Goblin, Descendentes do Sol e A Lição. Será que o drama entrega o vício que promete? O Café com Kimchi assistiu ao título que entrou no catálogo em 3 de outubro. Confira abaixo as nossas impressões: Em Gênio dos Desejos, Kim Woobin e Suzy travam um embate de emoções e anseios Em Gênio dos Desejos, a mitologia do Jinn (comumente conhecida como a do "gênio da lâmpada") está na premissa de um encontro oportuno para >uma< das partes. Ki Ka-young (Suzy), uma jovem inteligente, mas que possui uma barreira emocional e social, viaja até Dubai para finalmente reencontrar a mãe que a abandonou há anos. Na vida adulta, Ka-young mora com a avó (feita pela atriz Kim Mi-kyung ), que deu à neta uma educação rígida e cheia de regras; mas essenciais para que a protagonista entendesse como o mundo e as pessoas funcionam. Durante a viagem no exterior, Ka-young tropeça (literalmente, ok?) numa lâmpada mágica, e é assim que o Kim Woobin nos apresenta Iblis, um gênio exageradamente emotivo e ingênuo. Mas será que é tão ingênuo assim? Leia também: Inspirado em Aladdin? Conheça "Desbloqueando o Chefe", drama de fantasia na Netflix Nesse contexto todo, o Gênio permaneceu quase mil anos aprisionado na lâmpada, e o personagem está em busca da reencarnação da moça que, agora, é Ki Ka-young. Contudo, o que poderia ser um (re)encontro saído de um conto de fadas, torna-se uma intriga de gato e rato entre os protagonistas. Logo de cara, Gênio dos Desejos estabelece as personalidades distintas de Iblis e Ka-young. Em detalhes que convencem, o K-drama não deixa implícito o quanto a personagem de Suzy é cética e niilista, enquanto Woobin interpreta um ser avesso à modernidade e que anseia, mais do que tudo, que Ka-young faça os três desejos que ela tem direito ao despertar o Jinn. (Netflix/Divulgação) E a respeito da ingenuidade do Gênio, a Netflix acerta novamente: se nos primeiros episódios ele demonstra ser alguém simpático e carismático, suas "garras" surgem no decorrer do drama para comprovar, a pedido de Ka-young, que a humanidade pode ser corrompida e enfraquecida diante dos poderes dos desejos. Kim Woobin acerta fazendo um anti-herói que, para além de um par romântica da mocinha, também possui seus objetivos atrelados à luxúria e ganância dos seres humanos — e Ki Ka-young vai questioná-lo a respeito disso. Dessa forma, Gênio dos Desejos foca nas interações cheias de comicidade e provocações da dupla principal, como também denota uma camada além de um romance clichê. Não é a primeira vez que esta premissa dá as caras nos dramas, mas o roteiro de Kim Eun-sook convence o espectador de que vale a pena dar uma olhadinha no que está rolando na tela. A vontade de Iblis impressionar Ka-young, que começa como uma competição egocêntrica, transforma-se passo a passo num sentimento maior entre os dois. E sim, talvez a gente torça um pouquinho por eles... Um elenco promissor e condizente aos protagonistas Se deixarmos os protagonistas de lado, Gênio dos Desejos fornece ao público um elenco bem-selecionado pela Netflix. Nisso, em alguns momentos, Suzy e Woobin podem até ser engolidos pelos coadjuvantes, que floreiam o enredo em arquétipos recheados de carisma. O ator Noh Sang-hyun é um dos principais destaques, é claro. O ator que tirou suspiros em Pachinko interpreta Su Hyeon, um investidor que possui diversos empreendimentos imobiliários, e que tem algo a mais para mostrar: ele foi um dos Anjos da Morte presentes na guerra celestial que culminou na renegação dos Gênios no céu. (Netflix/Divulgação) Na atualidade, o dito "vilão" deseja barrar as atividades do Gênio, e alertá-lo sobre as consequências de seu trabalho para a vida dos seres humanos. Assim, o espectador pode começar a refletir sobre Iblis ser um mocinho ou não, e se as suas atitudes são de fato benéficas para o mundo. Noh Sang-hyun tem uma interpretação magnética inserida com primor na história até nos momentos de maior comédia. Além disso, o mesmo pode ser dito de Ahn Eun-jin (que faz uma personagem inusitada em Gênio dos Desejos ) e Lee Joo-young, esta última como a melhor amiga de Ka-young, a dentista Min-ji. Go Kyu-pil, que é o braço direito do Gênio, entra na equação. Se o K-drama possui algum defeito, ele não está no casting: os coadjuvantes seguem a valsa da série coreana de forma instigante, com papéis que fazem sentido em existir. Ainda, os efeitos visuais da série conseguem impressionar. Para uma produção de fantasia, a Netflix fez um bom investimento nos cenários computadorizados; que uma vez ou outra ficam um pouco aquém , mas que no geral condizem com os elementos fantásticos esperados. Gênio dos Desejos não é perfeito, mas faz o essencial As diferenças entre os ideais de Ka-young e Iblis tornam Gênio dos Desejos algo divertidíssimo de acompanhar. A história é esperta no humor, sabe os momentos corretos para as tiradas engraçadas, e transmite uma mensagem importante às pessoas que assistirão. O rostinho bonito de Kim Woobin, que encanta em diferentes momentos, não esconde do espectador que o Jinn é uma criatura sobrenatural com vontades e objetivos concretos, e que Ka-young é a peça-chave para talvez não transformá-lo, mas dar um novo olhar a ele em relação ao mundo. (Netflix/Divulgação) Gênio dos Desejos explora até que ponto a ganância e a luxúria podem corromper uma pessoa nos momentos mais desesperadores. O artifício dos desejos, concedido por Iblis à protagonista, é só uma dentre inúmeras moedas que poderiam representar — e que já representaram diferentes vezes na ficção — o plot de um personagem em posse de um poder infinitamente poderoso e aterrador. Inclusive, um dos destaques para a trama é o núcleo de uma funcionária de supermercados que tem contato com o Gênio. Este side plot resume uma das mensagens que Kim Eun-sook quis repassar. Essa não é a melhor atuação de Suzy e Woobin na dramaland, mas os atores fazem o essencial, ou até mais do que isso, para uma narrativa leve em sua totalidade e inteligente nas linhas do roteiro. Ki Ka-young é profunda, possui uma back story emocionante, e a Suzy é uma pérola para tramas engraçadas com personagens sarcásticos. Demora um pouco para a gente se encantar pela jovem inicialmente, mas quando nos envolvemos com ela, nós conseguimos torcer por uma heroína que, afinal, apenas quer o bem e a justiça. Leia também: Conheça a carreira de Bae Suzy, cantora e atriz do K-drama "Gênio dos Desejos" Conforme dito, Gênio dos Desejos não inventa a roda dos K-dramas, mas acerta na hora de dar um novo visual aos enredos fantásticos com uma pitada de romance. É o título perfeito para quem não deseja tanto, mas que pode se surpreender com muito! E você, vai assistir ao drama na Netflix?
- 5 K-dramas para conhecer Kim Woo Bin, astro de "Gênio dos Desejos"
O ator já interpretou badboy, cavaleiro em distopia e agora interpreta um gênio da lâmpada; Conheça outros trabalhos dele (Reprodução / Netflix) Kim Woo Bin agora é o Gênio dos Desejos em Genie Make a Wish , novo K-drama de fantasia da Netflix, que lançou no dia 3 de outubro. Mas o ator já protagonizou outros papeis marcantes que merecem ser relembrados ou conhecidos. Por isso o Café compilou alguns dos personagens que o ator já interpretou. Confira a lista a seguir. Conheça a carreira de Kim Woo Bin Woo Bin iniciou sua carreira como modelo e estreou como ator no K-drama Vampire Idol em 2011, desde então ele estrelou diversos projetos dentre filmes, K-dramas além de participações em diversos programas de variedade. Um dos grandes sucessos da carreira do ator é The Heirs , o K-drama lançado em 2013 tem diversos atores muito queridos pelo público, e que alcançaram os olhos da dramaland durante essa produção. O ator seguiu estrelando diversas produções até que em 2017 ele revelou ao público que foi diagnosticado com câncer de nasofaringe, e após passar por tratamento, ele retornou para a atuação em 2022 com o filme Alienoid , voltando para os K-dramas também em 2022 com Amor e Outros Dramas . Recentemente o ator protagoniza Gênio dos desejos , ao lado da atriz e cantora Suzy . O K-drama tem 13 episódios e está disponível na Netflix . Mas para este ano, ainda terá o lançamento da nova temporada do programa de variedade GBRB: Joy Pops Laugh Pops (2025), onde os amigos Kim Woo Bin , Doh Kyungsoo e Lee Kwangsoo viajam para o México como prêmio por conseguirem completar uma missão durante a temporada anterior. O programa é dirigido pelo Na Young Seok , também conhecido como NA PD , que foi responsável também por programas como New Journey to the West , Nana Tour with Seventeen , Jinny's Kitchen e Game Caterers , além de diversos outros. Ficou curioso para saber mais alguns trabalhos do ator? O Café com Kimchi fez uma lista com alguns dos seus principais trabalhos. Confira. Leia Também: [Resenha] "Gênio dos Desejos", da Netflix, é o K-drama ideal para quem não deseja muito K-dramas com Kim Woo Bin Uncontrollaby Found (2016) Antes de Gênio dos desejos , Suzy e Kim Woo Bin já haviam atuado juntos em Uncontrollaby Found em 2016. No K-drama de 20 episódios acompanhamos Sin Jun Yeong (Woo Bin) e No Eul (Suzy) que estavam apaixonados durante a adolescência, porém circunstâncias da vida fizeram com que se separassem. Agora Jun Yeong é um ator e cantor enquanto a No Eul é uma diretora-produtora de documentários. Quando seus caminhos se reencontram anos depois, Jun Yeong descobre que No Eul agora é uma pessoa completamente diferente do que ele lembrava, alguém materialista e que faz tudo o que pode para conseguir o que quer. Existe alguma esperança para que eles retomem seu antigo relacionamento? Leia Também: Conheça a carreira de Bae Suzy, cantora e atriz do K-drama "Gênio dos Desejos" Para quem gostou dos dois juntos em Gênio dos desejos e quer ver essa dupla numa obra mais triste e reflexiva, Uncontrollaby Found é uma boa pedida, estando disponível no Viki . School 2013 A escola Seungri High School é a pior dentre as 178 instituições de ensino médio em Seoul baseado na nota dos alunos. Um dos alunos é Park Heung Soo ( Kim Woo Bin ), que é transferido após ter passado por cinco escolas diferentes e ser expulso de todas. Apesar dele ser novato, ele já conhecia um dos alunos, o Go Nam Soo ( Lee Jong Suk ), porém eles tem um passado complexo, o que leva a muitas brigas e discussões e não facilita nem um pouco a já complicada vida dos professores. O K-drama da KBS2 tem 16 episódios e está disponível no Kocowa . Leia Também: School 2021: Relembre a franquia de sucesso entre os doramas escolares The Heirs (2013) The Heirs tem um elenco recheado de estrelas, como Lee Minho , Park Shin Hye , Kang Ha Neul , Krystal Jung , Park Hyung Sik e Kim Ji Won além, é claro, do Kim Woo Bin . Na série, acompanhamos a vida de alguns alunos de uma escola frequentada pela elite coreana. Na história, Woo Bin interpreta o badboy Choi Young-do, herdeiro do Zeus Hotel Group e inimigo de Kim Tan (interpretado por Lee Minho). O K-drama da SBS com 20 episódios está disponível na Netflix . Black Knight (2023) Em 2071 a poluição do ar devastou o mundo, restando apenas 1% da população viva. Dificilmente as pessoas deixam suas casas sem máscara de gás, e entregadores, conhecidos como cavaleiros protegem e entregam pacotes. Um cavaleiro legendário, Knight 5-8 ( Kim Woo Bin ) encontra um refugiado chamado Sa Wol ( Kang You Seok ) que sonha em se tornar um também. Com a ajuda de Seol Ah ( Esom ), um membro do Comando de Inteligência da Defesa, Knight 5-8 o treina e ensina Sa Wol, o ajudando a conseguir seus sonhos num mundo complicado. Os seis episódios estão disponíveis na Netflix . Amor e Outros Dramas (2022) Amor e Outros Dramas tem um elenco de peso, e nele acompanhamos a história de diversos personagens, que de alguma forma estão interligados. Nele, Park Jung Joon ( Kim Woo Bin ) é o capitão de um navio, que se apaixona por Lee Young Ok ( Han Ji min ), uma mergulhadora que tem uma personalidade feliz e brilhante. Aos poucos vamos conhecendo todos os personagens, seus relacionamentos e vendo como as histórias deles se interligam. O K-drama da TVN possui 20 episódios que estão disponíveis dublados na Netflix . Quais trabalhos do ator você já viu? Conta para o Café Com Kimchi aqui ou nas nossas redes sociais!





![[ENTREVISTA] Entre fã e ídolo: Kevin (OMEGA X) e Kang-min abordam jornada emocional em My Bias is Showing!](https://static.wixstatic.com/media/4a8e50_c5f965fb87594352b97656596b59a0e4~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/4a8e50_c5f965fb87594352b97656596b59a0e4~mv2.jpg)

![[ENTREVISTA] Entre comeback e desafios da turnê, ALL(H)OURS encontra equilíbrio no apoio dos fãs](https://static.wixstatic.com/media/4a8e50_493074594c76411a841b8c73275fa217~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/4a8e50_493074594c76411a841b8c73275fa217~mv2.jpg)
![[ENTREVISTA] Diretora e artistas de Guerreiras do K-pop revelam como HUNTR/X e “Golden” ultrapassaram a ficção: “Foi mágico desde o começo”](https://static.wixstatic.com/media/4a8e50_9bf44a0ebb364ece93e9256e1d155da0~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/4a8e50_9bf44a0ebb364ece93e9256e1d155da0~mv2.jpg)




![[Resenha] "Gênio dos Desejos", da Netflix, é o K-drama ideal para quem não deseja muito](https://static.wixstatic.com/media/0df885_90fd560fdc084fd6b3ed24f5b788d6cf~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/0df885_90fd560fdc084fd6b3ed24f5b788d6cf~mv2.jpg)
