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Review | “THE FUTURE IS OURS: FOUND”, do AB6IX, é o fim de uma jornada com altos e baixos

O novo EP do boygroup completa o conceito que eles começaram no ano passado – mesmo sendo menos atraente que seu antecessor



AB6IX THE FUTURE IS OURS: FOUND
(Divulgação/Brand New Music)

Quando lançaram THE FUTURE IS OURS: LOST no ano passado, o AB6IX mostrou ao mundo seu incrível poder de ir além das barreiras impostas a grupos distantes das grandes empresas. Refinados, eles entregaram um dos melhores projetos de todos os tempos no K-pop.


Mas eles, conceitualmente, estavam perdidos. E musicalmente também: o disco foi a solidificação de uma ruptura com o quase tradicional pop eletrônico que o grupo explorou em todos — ou pelo menos na maioria — dos projetos lançados até TAKE A CHANCE, em 2022, responsável por definir o pop rock que eles agora se replicam em THE FUTURE IS OURS: FOUND.


O mais engraçado é que dessa vez eles estão realmente perdidos. E, ao contrário do disco lançado em 2023, cuja sonoridade continha grandes camadas e vagava por uma infinidade de possibilidades percorridas por refrãos contagiantes e distorções vocais fora de órbita, desta vez o pop rock — básico demais — ganha corpo entre canções que parecem mal mixadas.





Uma queda visível na qualidade do AB6IX


Obviamente isso não é um erro por parte do grupo, mas chama a atenção, pois a qualidade musical que entregam em tão pouco tempo sofreu visivelmente uma queda, o que é normal, mas soa estranho por não preservar, numa perspectiva de volume, a excelente produção que os registros deles sempre tiveram.


A faixa de abertura, WHISTLE, por exemplo, como revela o título, surge com assobios e uma melodia que parece destoar do que vem a seguir: um vocal quase abafado e cru que no pré-refrão tenta criar uma ponte que antecede uma refrão estilo ATEEZ, que funciona até certo ponto, mas é extremamente discordante.


Já na faixa-título GRAB ME, o pop rock ocupa espaço, com um sequenciador até divertido, mas que erra quando aliado a uma freada brusca na intensidade com que o som evolui — é anticlimático e só funcionaria se desempenhasse um papel semelhante ao antidrop que o grupo usou em suas melhores peças de deep house.





Pop rock e seus modismos que raramente combinam no K-pop


Na verdade, não se pode negar que qualquer aspecto do pop eletrônico é mais interessante do que qualquer aspecto do rock, especialmente no K-pop. É importante destacar que ambos os tipos de sons são caminhos seguros, mas os temas que geralmente se impõem em peças voltadas para a música eletrônica são mais selvagens e envelhecem bem.


O pop rock tem seus momentos, mas pela carga emocional que muitas vezes precisa ser criada, acaba ficando refém do tempo. É um conceito que funcionou muito bem em músicas como Weightless e Complicated, do já citado TAKE A CHANCE. Mas — embora nem tudo esteja perdido — pouco se destaca.


TRAVELER, a melhor música dessa nova empreitada do grupo, também é baseada no pop rock, mas consegue ser mais interessante que tudo justamente pela carga explosiva que utiliza sons opostos. É mais pop do que rock. E é narrativamente mais encantadora: nosso passado árduo faz parte da nossa jornada, aborda o AB6IX.



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