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Não é fake news, é hit! O NCT 127 retorna com o álbum “Fact Check”

Abusando de batidas ousadas do funk e do afrobeat, o boygroup mostra seu gingado com algumas ressalvas no novo disco


NCT 127 em foto de "Fact Check", álbum lançado em 2023.
(SM Entertainment/Divulgação)

Marcando o início do mês de outubro, o NCT 127 fez seu comeback após aproximadamente oito meses sem lançamentos da unit. No dia 06, os nove integrantes retornaram com o quinto álbum de estúdio denominado Fact Check, composto por seis canções diversas no que diz respeito a estilos musicais.


Apesar dos longos meses sem releases em conjunto, os membros do NCT 127 se mantiveram muito bem ocupados com outros trabalhos. Alguns dos projetos recentes incluem o comeback e turnê mundial do NCT DREAM — unit da qual Mark e Haechan são integrantes —, o debut solo de Taeyong com o EP SHALALA em junho, e o retorno do NCT em sua formação completa com o disco Golden Age.


Apesar da quantidade de trabalhos diversos recentemente, o NCT 127 provou ser capaz de demonstrar sua identidade musical única e diversa mesmo com uma agenda cheia em paralelo. Contudo, mesmo com a energia eletrizante da faixa principal, as b-sides deixaram a desejar e acabaram sendo ofuscadas. Confira alguns detalhes de Fact Check logo abaixo, e a resenha de cada música do álbum:




Apesar dos pesares, o NCT 127 voltou e a todo vapor


Os contratempos envolvendo, por exemplo, a saúde e segurança dos integrantes do NCT 127 foi um dos pontos discutidos pelos NCTzens em tópicos recentes sobre os integrantes na mídia sul-coreana. Em 2023, o grupo finalmente pôde realizar a tão sonhada turnê mundial pós-pandemia, mas determinados acontecimentos também fizeram parte da jornada do conjunto este ano; como o acidente de moto envolvendo o Taeil, que realizou uma cirurgia após uma fratura ter sido detectada em seus exames.


Infelizmente, o acidente impediu o integrante de participar do show NCT NATION : To The World, que ocorreu no dia 26 de agosto, e o afastou das gravações do MV de Fact Check. Por esse motivo, o membro não está presente nas cenas de dança, e não consta na agenda de promoções da canção no comeback.


Porém, Taeil gravou trechos do videoclipe e suas respectivas partes individuais de cada canção antes do lançamento, o que permitiu aos fãs ter um gostinho da impressionante voz do main vocal no retorno.


Taeil do NCT 127 em "Fact Check".
(Divulgação/SM Entertainment)

Fact Check é um retrato da globalização, que é diversa, inovadora e capaz de conectar o mundo


No disco inédito, o NCT 127 foi capaz de entregar mais uma faixa-título inovadora e cheia de identidade, que mistura dois gêneros musicais complementares e os adapta à marca particular do K-pop. Na música Fact Check, a mistura do afrobeat e do funk — dois estilos que estão em alta — foi uma ideia genial para criar uma intro dançante que dialoga muito bem com a estética musical experimental da unit.


Além disso, o MV é cheio de efeitos especiais, looks ousados e cenas icônicas gravadas no Palácio Gyeongbokgung, que nos remetem à energia de Regular, canção mais antiga do NCT 127 que utiliza elementos da cultura leste-asiática no clipe enquanto explora os ritmos latinos na sua concepção.


Um dos destaques de Fact Check foi o uso — mesmo que ainda escasso — dos vocais poderosos de Yuta em alguns dos pontos-chave do refrão. Afinal, é impossível não construir uma faixa ousada sem a participação mais ativa do integrante, cujo visual combina tranquilamente com a produção.


Yuta em "Fact Check" do NCT 127.
(Divulgação/SM Entertainment)


Após uma música tão poderosa, vem uma sequência inconstante de b-sides


Quando se tem uma title track tão empolgante, é de se esperar que as canções seguintes do disco deem sequência ao clímax proposto não somente pela primeira delas, como também pela estética visual do disco.


No caso deste álbum, isso é até levado a frente pela faixa Space, que é uma pop de ritmo médio que expressa o sentimento de se apaixonar por alguém, que significa tanto ao ponto de se tornar o universo. A música soa como um funky alegre e envolvente, e conta com uma base instrumental divertida e dançante. Trata-se de uma boa faixa, mas não dialoga em nada com a canção principal.


E nesse sentido, Parade atende ao requisito da combinação entre música, mas não faz tanto sentido quando observada a ordem de faixas proposta pelo disco. A canção é um hip-hop misturado ao pop tradicional que propõe expressar a energética imagem do NCT 127, e relembra a energia festiva de uma parada. Só que Parade não impressiona e soa como algo que poderia estar em Broken Melodies do NCT Dream, ou em algum álbum comemorativo de fim de ano.


A música escolhida para possuir um MV especial foi Angel Eyes, que é muito interessante e mais empolgante do que a antecessora. Ela é um rock de ritmo médio que expressa o sentimento de amar com muita esperança, e compara a pessoa amada a um anjo nas letras. É genuinamente boa, mas ela acaba não fazendo tanto sentido no meio do disco em questão, e poderia ter sido tranquilamente um single especial.



Na sequência temos a fofa Yatch, que também não surpreende em nada e mais uma vez soa como um descarte do NCT Dream — um bom descarte, mas que não impressiona — e não faz sentido dentro deste álbum.


E a curiosa canção de nome em francês que deixou muitos fãs curiosos quando anunciada é Je Ne Sais Quoi, mais uma no estilo hip-hop, mas desta vez com a boa e velha essência experimental do NCT 127. A canção pode ser traduzida como “Eu não sei o quê” e carrega uma mensagem positiva sobre preencher o mundo com os bons momentos dos quais sonhamos. A música é uma das que mais faz sentido no comeback, mas parece uma tentativa de replicar a ideia da aclamada Time Lapse do antecessor 2 Baddies.



A sequência perde o sentido mais uma vez com a romântica e leve canção pop Love is a beauty, que propõe quase uma balada sobre boas memórias e sentimentos cultivados entre os integrantes após tantos anos convivendo como um time. É uma boa música, tem uma mensagem bonita, só que não tem qualquer conexão com Fact Check; soaria melhor caso posicionada como a última música da setlist do disco.


As duas últimas canções são Misty e Real Life que soam completamente parecidas com a faixa anterior, sendo mais uma vez duas baladas românticas com energia pop com mensagens adoráveis sobre superação, seguir em frente e coisas do gênero. São canções bonitinhas, mas sem qualquer identidade e não dialogam em nada com a proposta inicial desse disco.



Já temos nosso veredito: Fact Check é um "half hit"


Ao ouvir o álbum na sequência e sem interrupções, as três últimas músicas soaram como uma longa canção de aproximadamente nove minutos que poderiam ser distribuídas de forma individual em outros discos. A experiência em si não acrescenta em nada, e sem dúvidas não se iguala a antecessores icônicos como Sticker e Cherry Bomb que demonstraram da melhor forma possível a versatilidade do NCT 127 do início ao fim.


Entretanto, é inegável que as canções são até boas com algumas ressalvas e, se escutadas separadamente em playlists, podem soar melhor do que na sequência da tracklist. Vale uma menção honrosa para Angel Eyes, Space e Je Ne Sais Quoi como as medalhas de prata do disco. Porém, é inegável que a grande estrela é Fact Check, que merecia uma sequência melhor de b-sides.


Sendo assim, é possível afirmar que a faixa-título do NCT 127 carregou o comeback nas costas com sua energia eletrizante e diversidade que possuem a cara de uma boa faixa de verão, mesmo tendo sido lançada fora de época em pleno outono sul-coreano.




Nota: Lembrando que o papel da nossa crítica, independente de positiva ou negativa, é apontar elementos para você construir a sua opinião sobre aquela obra; seja uma música de K-pop ou dorama. Então, tá tudo bem concordar ou discordar de tudo o que a gente disse aqui, mas não esquece de dizer o que você achou desse lançamento nos comentários, no Twitter ou no Instagram do Café!

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