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- Para confortar o coração: Programas e reality shows do SEVENTEEN para quem está com saudade do grupo
De "Going SEVENTEEN" a documentários emocionantes, confira o guia de produções para maratonar enquanto aguardamos o reencontro Por Bianca Damas Divulgação / Pledis Ent. O processo de alistamento militar do SEVENTEEN entra em uma nova fase nos próximos meses. Com Wonwoo, Hoshi, Woozi e Vernon já em serviço, e após Jeonghan concluir suas obrigações, o grupo se prepara para as próximas partidas com DK e Mingyu se apresentando em setembro, seguidos por Seungkwan e Dino em outubro. Esse movimento marca o início de uma pausa nas atividades do grupo completo até que todos se reúnam novamente. Durante esse período, as atividades continuam com os membros ativos, incluindo o líder S.Coups, isento do serviço por conta de uma lesão no joelho, e Joshua, Jun e The8, que, por não possuírem cidadania sul-coreana, não passam pelo alistamento militar obrigatório. Bateu a saudade? O acervo do grupo é imenso e conta com conteúdos perfeitos para maratonar, garantindo horas de entretenimento enquanto o reencontro não chega. O Café com Kimchi separou oito produções essenciais para você incluir na sua lista. Leia também: Para assistir e viciar: K-dramas (e outras coisas) que mais bombaram no VIKI em julho de 2026 Programas com o SEVENTEEN para matar a saudade 1. GOING SEVENTEEN No ar desde junho de 2017, a websérie de variedades acompanha os membros do grupo em diferentes dinâmicas a cada episódio. Embora tenha estreado com formato de vlog centrado nos bastidores das promoções, o programa evoluiu para edições temáticas que variam entre jogos de lógica, desafios físicos, acampamentos e dramatizações, com episódios disponíveis no YouTube e no Weverse. 2. NANA TOUR with SEVENTEEN Comandado pelo produtor Na Yeong-seok (Na PD), o reality show acompanha os integrantes em uma viagem de sete noites pela Itália, iniciada logo após a conclusão de um show no Tokyo Dome. A produção combina roteiros por pontos turísticos durante o dia com sequências de jogos clássicos à noite, disponível para assistir no Viki. 3. IN THE SOOP SEVENTEEN (Temporada 1 e 2) Para quem busca momentos de calmaria e conforto, a série acompanha o grupo em um período de descanso distante da rotina urbana, em áreas isoladas cercadas pela natureza na Coreia do Sul. Ao longo de duas temporadas, a produção registra a convivência diária dos integrantes enquanto praticam novos e antigos hobbies, cozinham e realizam atividades ao ar livre, como canoagem e pesca. As duas temporadas podem ser assistidas no Weverse, com a segunda temporada também disponível no Viki. Leia também: Chefs à Paisana: o variety show de culinária do VIKI com chefs renomados 4. One Fine Day (13 Castaway Boys) Para quem deseja relembrar os primeiros anos da carreira, as duas temporadas de One Fine Day (13 Castaway Boys) são um clássico. A produção usou uma pegadinha ao fingir uma viagem de luxo para a Ilha de Jeju, abandonando os integrantes em Yeosu, uma ilha isolada da Coreia. Sem itens pessoais ou equipe de apoio, os treze membros precisaram cozinhar, pescar, gerenciar recursos e cumprir tarefas diárias para sobreviver por conta própria. Em 2017, o grupo estrelou a segunda temporada, gravada em Akita, no Japão, focada em batalhas e jogos em equipe na neve. O programa, exibido originalmente pela MBC Music, está disponível no YouTube. 5. Game Caterers x SEVENTEEN Comandado pelo produtor Na Yeong-seok (Na PD), o especial solo de variedades reúne os treze membros em uma sequência de gincanas, jogos de adivinhação e missões valendo prêmios. A edição, que destaca a dinâmica de grupo e o ritmo acelerado dos integrantes, está disponível no YouTube. 6. SEVENTEEN ‘Ode to You’ in SEOUL Se a saudade for da presença de palco e dos vocais ao vivo, o registro do show da turnê mundial em Seul é a escolha ideal. A produção foca nas performances do grupo no palco, trazendo coreografias sincronizadas, vocais marcantes e momentos de interação com os fãs. O show está disponível no Viki. 7. SEVENTEEN POWER OF LOVE : THE MOVIE O filme-documentário registra as apresentações do show online "POWER OF LOVE" realizado pelo grupo em 2021, combinando as performances no palco com entrevistas íntimas com os treze integrantes. A produção traz conversas sinceras sobre a trajetória do SEVENTEEN, os bastidores de suas conquistas e reflexões do grupo com os fãs. O filme está disponível no Viki. 8. SEVENTEEN: Hit The Road Primeiro documentário oficial do grupo, a produção acompanha os bastidores da turnê mundial "Ode to You", revelando a rotina intensa na estrada e o lado pessoal dos integrantes longe dos holofotes. A série documental mostra de forma sincera as dificuldades físicas, as emoções e os bastidores das apresentações, estando disponível no Weverse. Qual dessas produções vai ser a sua primeira escolha da maratona? Conta pra gente nos comentários!
- Neocimento: Relembre os 10 anos de carreira do NCT
Ao longo de 10 anos, o NCT construiu um universo expansivo através de quatro units e diversas combinações, em projetos ambiciosos de sonoridades experimentais e conceitos distintos Nota do autor: este texto contém menções a assuntos pesados. Se você possui algum tipo de gatilho, indico não seguir com a leitura. (Reprodução / SM Entertainment) Abra os seus olhos lentamente. Aqui é onde os sonhos se conectam. Um lugar onde a mente de 29 jovens trainees se interliga para dar vida a um grupo multi-facetado distribuído através das mais diversas combinações, envelopado em verde neon e apresentado por uma sonoridade experimental identitária à sua marca. Este é o NCT, para o mundo. NCT: Onde todos se tornam um O acrônimo para Neo Culture Technology, algo como "Nova Cultura Tecnológica", foi introduzido pela primeira vez em 2016 através da unit NCT U, composta por Taeyong, Ten, Doyoung, Winwin, Jaehyun e Mark. The 7th Sense estreou em 8 de abril de 2016, sob a proposta de conectar o sonho dos garotos através da música, em uma faixa de future bass carregada em hip hop, batidas fortes com profundos graves e a combinação entre vocais e rap, algo que viria a ser uma união constante entre as mais diversas produções sonoras do boygroup. [LEIA MAIS] Performances nostálgicas, novas músicas e NCT Tokyo: Os melhores momentos do NCT Nation A primeira de diversas formações deu o pontapé para o conceito de "grupo infinito", permitindo ao NCT não apenas units fixas mas também a experimentação, através do NCT U, de inúmeras combinações de membros, capazes de expandir ainda mais a alçada do ambicioso grupo da SM Entertainment. Ao longo dos meses e anos seguintes, o NCT introduziu o NCT 127, o NCT DREAM, o WayV e o NCT WISH como grupos fixos, enquanto testou não apenas a maleabilidade do conceito U, mas também a empreitada de unir todos os mais de 20 membros em um único projeto a cada dois ou três anos, resultando no Empathy (2018), Resonance (2020), Universe (2021), Golden Age (2023) e a aguardada reunião para celebrar os 10 anos do grupo, até então intitulada NCT 2026. Mas engana-se quem pensa que, por serem parte do mesmo grupo-mãe, o NCT caia na mesmice. Cada unit possui um proposta diferente, voltada a públicos e mercados diferentes. Enquanto o 127 e o DREAM tem foco nas fronteiras coreanas, o WayV expande a marca para a China e o WISH explora melhor o Japão. E com a ruptura global causada pela Onda Coreana, não é de se espantar que os quatro grupos sejam influenciados pela musicalidade estrangeira enquanto também introduzem ao mundo suas respectivas culturas e sonoridades. NCT 127: Deixe-me introduzi-los a algo novo A primeira unit oficial estreou em 7 de julho de 2016 com o mini-album (quase) titular NCT#127, encabeçado pela title Fire Truck, produzida por LDN Noise, e um sonoridade mesclando hip hop e EDM que rendeu à eles o título de Best New Artist/Rookie of the Year no Mnet Asian Music Awards (MAMA), Golden Disc Awards e Seoul Music Awards. Na época, o grupo que carrega as coordenadas geográficas longitudinais de Seul em seu nome era formado por Taeil, Taeyong, Yuta, Winwin, Jaehyun, Mark e Haechan, formação que logo iria sofrer mudanças com o lançamento seguinte. (Divulgação / SM Entertainment) Limitless introduzia, no dia 6 de janeiro de 2017, a formação de nove membros para o 127, com as adições de Doyoung e Johnny à lineup, dando continuidade ao reinado do grupo no topo das paradas de vendas na hoje conhecida como Circle Album Chart. Dessa vez apostando em uma sonoridade mais ligada ao hip hop e R&B, a faixa-título, produzida por Kenzie, entrou para uma das 20 melhores músicas de K-pop de 2017 pela versão digital da revista DAZED. Com Cherry Bomb, o grupo alcançou seu primeiro grande sucesso comercial, além de ser a primeira vez que o 127 colaboraria com o produtor que logo mais viria ser um dos maiores contribuintes para a sonoridade do grupo. Com composição de Dem Jointz, a faixa de hardcore hip hop garantiu ao grupo o primeiro grande viral, apesar do banimento da música em canais de televisão como a KBS, devido seu conteúdo. [LEIA MAIS] REVIEW | NCT 127 recupera o ritmo e prova sua versatilidade sonora com "WALK" A chegada de Regular-Irregular, o primeiro full album da unit, faz o 127 passar por mais uma formação, agora com 10 integrantes, mas prestes a ter sua primeira baixa em prol de uma nova unidade. A entrada de Jungwoo e o retorno de LDN Noise na produção fazem o NCT 127 explorar o mundo real e o dos sonhos através do pop, R&B, hip hop e influências latinas, ainda trazendo o primeiro repackaged do grupo, Regular. We Are Superman marca a primeira vez em que o grupo trabalharia sob a formação em que viria a ser reconhecido, até então com nove integrantes. Sem Winwin, a fusão de gêneros do grupo começa a se expandir mais, introduzindo elementos de funk, electro e dance, adicionando também pop, soul e até elementos da música tradicional coreana em lançamentos futuros, sempre mantendo como base de sua sonoridade o R&B e hip hop e cravando à eles um dos principais representantes do noise music no Kpop. Sempre mantendo-se no topo ou em seus arredores, o NCT 127 acumula mais de 14 milhões de álbuns vendidos, em uma discografia que conta com hits como Kick It, 2 Baddies, Ay-Yo e a recente Walk e uma sonoridade experimental que garantiu-lhes 13 Wins em programas musicais, um Bonsang em 2018, 2020, 2021 e 2022 no Golden Disc Awards, além de ambos Bonsang em 2018, 2020 e 2021 e Daesang em 2022 no Seoul Music Awards. (Divulgação / SM Entertainment) Após a saída de Mark em 2026, com o encerramento de seu contrato exclusivo com a SM e o NCT, e a polêmica expulsão de Taeil em 2024, decorrência a um caso de estupo coletivo no qual foi condenado a três anos e meio de prisão em regime fechado, o grupo hoje atua com sete integrantes. E sob a nova formação fixa, tendo todos os integrantes renovado seus respectivos contratos, o NCT 127 segue empenhado em se posicionar como uma influência visual e sonora do hip hop dentro do Kpop, mantendo a musicalidade viva através de sua experimentação. [LEIA MAIS] Show do NCT Dream no Brasil transportou fãs para um verdadeiro sonho NCT DREAM: A música que apenas nós fazemos Se o NCT 127 aposta na fusão madura do neo com o hip hop e R&B, o NCT DREAM é o encontro do neo com a refrescância e juventude do teen pop. A alta energia do grupo é a parte mais constante da segunda unit a debutar no sistema NCT, estreando no dia 25 de agosto de 2016 com Chewing Gum, que viria ser a title do single-album The First, lançado apenas em janeiro de 2017. Com sete membros, o NCT DREAM viria a introduzir o sistema de graduação tão famoso no Jpop, gênero musical que serviu de base e inspiração para o Kpop contemporâneo que conhecemos hoje. A ideia original era que Mark, Renjun, Jeno, Haechan, Jaemin, Chenle e Jisung viriam eventualmente a se "formar" e deixar a formação, permitindo que novos membros fossem introduzidos a cada geração, expandindo ainda mais a ideia de "grupo infinito" do NCT. Assim, o DREAM realizou três lançamentos, garantindo que a imagem inocente do grupo ficaria conhecida através de Chewing Gum, My First and Last e We Young. We Go Up, faixa-título do terceiro mini-album da unit, daria início a um amadurecimento audiovisual do septeto com a primeira graduação da formação original, a ser feita pelo líder Mark, que atingia a maioridade coreana. Nessa altura, o NCT DREAM se estabelecia no mercado internacional e começava sua jornada para seu primeiro grande sucesso comercial em solo coreano. O terceiro mini, We Boom, apresentou ao público a title Boom, garantindo ao sexteto seu primeiro grande viral através de um som carregado pelo urban hip hop e uma imagem mais amadurecida daquelas jovens crianças dançando em cima de uma hooverboard. Identidade esta que seguiu com o urban trap de Reload, última aparição do grupo como um sexteto. (Divulgação / SM Entertainment) Apesar do sucesso comercial como um grupo de seis integrantes, a graduação de Mark permaneceu como um gosto agridoce entre os fãs, levando pressão à SM, que reintroduziu o líder ao grupo com o fim das promoções do Reload e o lançamento de Hot Sauce, primeiro full album do DREAM. Com influências latinas e de afrobeat, a title Hot Sauce tornou-se um grande divisor de águas para a marca NCT DREAM, sendo o primeiro #1 na Gaon Digital Chart, garantindo também o primeiro álbum #1 do grupo. O lançamento estabeleceu o septeto à marca-mãe e no cenário do pop coreano, levando-os a ficar cada vez mais presente no Top10 das paradas musicais e a vendagem de seus álbuns ingressarem a lista de recordes quebrados com mais frequência. [LEIA MAIS] Em "Glitch Mode", NCT Dream entrega comeback maduro, mas parecido com contemporâneos Com a saída definitiva de Mark da SM e do grupo, com a não-renovação do seu contrato exclusivo, o DREAM segue com seis integrantes ativos em uma trajetória de cinco Bonsang no Golden Disc Awards (2019, 2021, 2022, 2023 e 2024) e quatro no Seoul Music Awards (2019, 2022, 2023 e 2025), além de dois Daesang consecutivos em 2022 e 2023 no Seoul Music Awards. (Divulgação / SM Entertainment) Os 14 Wins graças a hits como Hello Future, Glitch Mode, Beatbox, Candy, ISTJ e When I'm With You são apenas um indicativo do grande sucesso comercial do NCT DREAM, que acumula mais de 22 milhões de álbuns vendidos sob um conceito que amadurece a cada novo lançamento. WayV: Desvende novamente o segredo do tempo A saída de Winwin da formação original do NCT 127 em 2018 abre espaço para o idol dar o pontapé à terceira unit oficial. Apostando no mercado chinês e sob o acronismo de "Nós somos sua Visão" (tradução direta), o WayV debuta no dia 17 de janeiro de 2019 com o single album The Vision, encabeçado pela versão em mandarim de Regular, do 127. Embora hoje seja amplamente considerado como parte do NCT, o grupo até então formado por Kun, Ten, Xiaojun, Lucas, Winwin, Hendery e Yangyang manteve certa distância da marca-mãe até 2020, com jornalistas teorizando como principal motivo as relações tensas entre Coreia e China, que já vivia o banimento de mídias sul-coreanas (conhecida como Hallyu Ban) desde 2016. (Divulgação / SM Entertainment) Nesse meio período, o WayV lançou seu primeiro full album, Awaken the World, assim como dois minis: Take Off e Take Over the Moon, que ainda gerou o repackage Sequel. Os quatro lançamentos foram acompanhados de hits da discografia do grupo como Take Off, Bad Alive e Love Talk. Inicialmente influenciados por uma sonoridade mais carregada de trap, electropop e hip hop misturada ao mandopop, a musicalidade do grupo começa a se transformar com o lançamento de Kick Back, em 2021, que garantiu-lhes o primeiro #1 na Coreia. Este também torna-se o último lançamento com a presença de Lucas, que em 2023 deixaria a formação devido diversas alegações que o idol namorava e traía diversas fãs ao mesmo tempo, demandando dinheiro, bebidas alcóolicas e presentes caros, além de alegações de persuasão forçada por sexo. [LEIA MAIS] O que esperar do debut solo do Ten, um dos integrantes do NCT? Agora como um sexteto, a terceira unit do NCT fez apenas mais dois lançamentos antes de perder mais um integrante: o quarto mini Phantom, em 2022, e o segundo full album On My Youth, em 2023. Além de adicionar à discografia as faixas-títulos, o último trouxe uma das faixas favoritas entre os fãs: Poppin' Love. Com Give Me That (2024), o quinto mini e segundo #1 do grupo, o WayV passa a promover constantemente apenas como um quinteto devido a agenda lotada de Winwin como um ator em ascensão na China. Os anos seguintes trariam os minis Frequency (2024), Big Bands (2025), Eternal White (2025) e o recente Vision Wings (2026), além da primeira turnê do grupo desde o seu debut em 2024, com a On the Way Concert Tour, percorrendo o Japão, a China, Indonésia, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul. Apenas após dois longos anos, com a primeira leva de renovações de contratos do NCT em 2026, a unit chinesa tem a sua segunda baixa, confirmando a saída de Winwin do grupo e da SM, afim de focar integralmente em sua carreira de ator. O temido evento também coloca Ten na berlinda, uma vez que o idol deixa a SM mas segue como membro do grupo, participando do lançamento do recente Vision Wings, mas ficando de fora da vindoura turnê BORN THIS Way, que seguirá apenas com o quarteto Kun, Xiaojun, Hendery e Yangyang. (Divulgação / SM Entertainment) Caminhando para seu oitavo ano, o WayV acumula mais de 2,7 milhões de álbuns vendidos e os prêmios de Favorite Asian Artist (2020) na premiação asiática Mnet Asian Music Awards e Best Dance Performance (2021), People's Choice Awards (2021 e 2023) e Best Group (2024) na premiação chinesa Asian Pop Music Awards. A unit ainda detém três wins em programas musicais coreanos, sendo o primeiro deles em Junho de 2024 com a versão coreana de Give Me That. [LEIA MAIS] Quem é o NCT WISH? Conheça os membros e tudo sobre a ÚLTIMA unit do NCT NCT WISH: Siga em frente, o desejo está completo Desde 2019, as idas e vindas para a formação de nova unit do NCT seguiram constante, mas sem sucesso. A promessa de uma expansão pra Hollywood, Tokyo e até mesmo Indonesia não chegaram a ser concretizadas, e o ambicioso super grupo da SM seguiu sem novidades por cinco anos antes de ganhar sua quarta e última sub-unit oficial. Em 2023, a SM lançou seu primeiro e único programa survival, apresentando ao público os bastidores de sua seleção para formar o novo time do NCT. O reality NCT Universe: LASTART terminou selecionando sete integrantes, que se apresentaram uma única vez sob o nome NCT NEW TEAM antes de debutar oficialmente como o NCT WISH, em 2024, como um sexteto. Sion, Riku, Yushi, Jaehee, Ryo e Sakuya inicialmente focariam sua atividade majoritariamente no Japão, com lançamentos pontuais na Coreia. Mas a surpreendente recepção positiva do grupo em solo coreano colocou os planos da SM de ponta cabeça, levando o grupo a voltar-se para o mercado coreano ao mesmo tempo em que promoviam no Japão. Sob a tutela e direção-criativa da lenda veterana BoA e agregados a um conceito mais jovial, colorido e fantasioso focado em cupidos atrapalhados e o constante apelo da fofura agressiva, o NCT WISH renovou o interesse do público na marca NCT. Reintroduzindo diversos fãs de volta ao grupo enquanto convidava outros que nunca tiveram contato com o verde neon, o sexteto rapidamente cresceu e se popularizou tanto dentro do Kpop quanto Jpop, com suas vendas ultrapassando mais de sete milhões de álbuns vendidos em apenas dois anos e meio. (Divulgação / SM Entertainment) Com duas turnês asiáticas de sucesso, passando por importantes avenidas como a KSPO Dome, a unit já lançou quatro minis (um deles japonês) e dois single albums coreanos e três japoneses, além de um full album coreano e outro japonês. Desde 2024, eles também garantiram grandes prêmios como Best New Artist no Asian Star Entertainment Awards de 2024, o Bonsang de Artists of the Year no Hanteo Music Awards de 2025 e o Bonsang e Best Group no Seoul Music Awards de 2025, e sete Wins em programas musicais espalhados em todas as seis eras do grupo até o momento. [LEIA MAIS] NCT: Entenda como funcionam as sub-units do grupo de uma vez por todas Um neo-universo de muitos NCT Com a continuidade infinita do conceito NCT, não é de se espantar que a marca Neo pararia (ou seria contida) em "apenas" quatro units. Desde o seu lançamento, em 2016, o super grupo apresentou ao público uma expressiva quantidade de formações e unidades (inicialmente) temporárias, além do debut solo de vários de seus integrantes. Na ambiciosa expansão U, o NCT foi capaz de testar as mais diversas combinações através de lançamentos soltos e grandes projetos como o encontro bienal ou trienal dos mais de vinte membros, marcado pelo lançamento de full albums. Em 2018, o Empathy colocou Taeyong, Doyoung, Jaehyun, Winwin, Jungwoo, Lucas e Mark na title Boss, enquanto a primeira parte do Resonance (2020) trouxe Make a Wish (Birthday Song) com a presença de Taeyong, Doyoung, Jaehyun, Lucas, Xiaojun, Jaemin e Shotaro*, e a segunda foi responsável por 90's Love com Ten, Winwin, Mark, Jeno, Haechan, Yangyang e Sungchan*. O marcante lançamento de 2020 ainda apresentou o megamix Resonance, reunindo todas as bsides oficiais do álbum com os 23 membros participantes. [LEIA MAIS] 'Universe': Uma visão do experimentalismo tecnológico e diferencial do NCT Em 2021, com 21 dos 23 membros, o Universe estreou com Universe (Let's Play Ball), testando a combinação entre Doyoung, Jungwoo, Mark, Xiaojun, Jeno, Haechan, Jaemin, Yangyang e Shotaro*. O projeto foi seguido por Golden Age (2023), contando com 20 membros e apresentado pela viral title Baggy Jeans, que marcava o retorno da unit original de The 7th Sense, com cinco dos seis integrantes originais: Taeyong, Doyoung, Jaehyun, Ten e Mark. Além das mais de 50 faixas que compõe os quatro grandes lançamentos testando diversas formações (uma contagem superficial mostra mais de 40 combinações distintas), o NCT U fez outros lançamentos menores composto por lançamentos digitais, como coNEXTion, com vocais de Doyoung, Mark e Haechan e um performance video estrelado por Shotaro*. *Os membros Shotaro e Sungchan, que em 2023 debutariam no RIIZE, foram apresentados ao NCT apenas através dos dois mega projetos. A promessa inicial era que eles viriam a se tornar membros oficial da família através do suposto NCT Tokyo, ao lado de outros integrantes, como seus vindouros companheiros de grupo Seunghan (até a sua sua saída do RIIZE, em 2024) e Eunseok, e o trainee Shohei, cuja única atividade foi como membro do projeto do primeiro grupo de trot MYTRO. O grupo também lançou diversos de seus integrantes em projetos solos. O primeiro deles foi Mark (com dois singles e um full), sendo seguido por quase todos os seus colegas do 127: Taeyong (dois singles, dois mini e um full), Doyoung (dois full e um single), Yuta (dois minis e um full, todos japoneses), Jaehyun (três singles e um full), Jungwoo (um single) e Haechan (um full). Ainda, o trio Doyoung, Jaehyun e Jungwoo debutaram sob a primeira sub-unit do NCT 127, conhecida como NCT DOJAEJUNG, lançando o mini-album Perfume. Embora não tenha feito um debut musical solo, Johnny deu início a uma carreira paralela como DJ, sob o nome JOHNNY BE. [LEIA MAIS] TY Track: Conheça a trajetória solo de Taeyong, o multiartista e líder do NCT No DREAM, além de Mark e Haechan, Renjun e Chenle lançaram projetos solos focados no mercado chinês, ambos com single albums em mandarim. O grupo também deu vida à sub-unit NCT JNJM, composta por Jeno e Jaemin, debutando em 2026 com o mini Both Sides. Enquanto isso, o WayV gerou as sub-units WayV-KUN&XIOAJUN, com o single album chinês Back To You, e WayV-TEN&YANGYANG, com o single em inglês Low Low, ambos em 2021. O projeto em duplas seria completado com o WayV-LUCAS&HENDERY, mas o lançamento do single Jalapeño foi engavetado e futuramente cancelado devido as controvérsias e saída de Lucas. No ramo solo, Ten foi o único com um debut solo oficial, gerando três singles entre 2018 e 2022 antes dos seus dois mini sob a SM, lançados em 2024 e 2025, respectivamente. NCT 2026: TUDO, AO MESMO TEMPO, NEO O aniversário de 10 anos do grupo, iniciado em abril e estendido por julho e agosto, não poderia ficar sem uma grande comemoração. Assim, a SM deu o pontapé às celebrações com o NCT 2026: EVERYTHING, ALL AT ONCE, NEO, um compilado de diversos eventos online e offline que marcariam a década neo. [LEIA MAIS] Review | Jaehyun entrega álbum sofisticado com “J” e mostra contrastes nunca explorados no NCT (Reprodução / 2026nct.com) Entre os anúncios presentes no site especial 2026nct.com, o cronograma offline contou com a loja pop up NEO GROUND, em maio, e uma vindoura exposição imersiva nomeada NEO DIMENSION. Embora não haja mais informações no site, acredita-se que esta última trata-se da parceria com o Seoul Fashion Week. A exposição, a acontecer entre os dias 4 e 6 de setembro, promete revisitar diversos momentos do NCT expondo os figurinos usados pelos membros, além de um desfile especial e o bazar beneficente NCT FLEA MARKET. Para a discografia, o calendário incluiu como parte da celebração os primeiro full album Ode to Love e o single album japonês YO-I-DON! / BOY MEETS GIRL do NCT WISH, o oitavo mini, Vision Wings, do WayV e o sétimo full, BLINGY, do NCT 127. Ainda é esperado para o último trimestre do ano o primeiro full album do NCT DREAM após a saída definitiva de Mark e quarto mini-album coreano do NCT WISH, além do segundo full de Jaehyun e o debut de Xiaojun com um mini. As turnês do NCT WISH (Into the WISH: Our WISH e o fanmeeting Help! All Six Princes Are Trying to Propose to Me), do NCT DREAM (com o fanmeeting de aniversário THE SWEET DREAM HOTEL), do WayV (com a BORN THIS Way Concert Tour) e do NCT 127 (com a quinta turnê NEO CITY: THE REDLINE) entram na celebração, que se estende para 2027 com a promessa do quinto mega projeto envolvendo o grupo completo e rumores de uma nova NCT Nation: To The World, turnê de 2023 que percorreu três cidades (Seul, Osaka e Tókio) e reuniu todos os membros do NCT promovendo o lançamento de Golden Age e apresentações nunca antes vistas focadas nos quatro lançamentos conjuntos. NCT: Ao futuro Com acontecimentos, lançamentos e legados suficiente para preencher um livro ou as muitas horas de uma série documental com vários capítulos, é impossível cobrir toda a história do NCT de forma completa no decorrer de um simples artigo — por mais longo que ele seja, como este. Mas acompanhar toda a jornada, seja desde o primeiro dia ou apenas com lançamentos recentes, ainda é um acontecimento repleto de surpresas. A existência de quatro unidades fixas, a possibilidade infinita do NCT U e a presença de 23 membros ativos garantem a qualquer fã conteúdo suficiente para preencher muitos meses de reconhecimento, em um universo que não deixa de se ampliar mesmo com o ciclo de expansão oficialmente fechado. [LEIA MAIS] NCTzen de primeira viagem? Confira 5 programas para conhecer melhor o NCT (Reprodução / SM Entertainment) Mesmo que seu potencial não tenha sido explorado como muitos gostariam ou certas abordagens ainda não tenham sido testadas, é inegável que o ambicioso neo-grupo da SM é bem sucedido em muitas áreas, abrindo o caminho não só para outros artistas que buscam sonoridades semelhantes, mas também testar conceitos tão grandiosos quanto. Os 10 anos de existência mostram que o NCT ainda tem muito gás pela frente, principalmente como uma unit ainda em seu período rookie crescendo consistentemente a cada lançamento. E a promessa de um quinto full NCT, com ou sem uma Nation 2.0, enquanto três das quatro units se reorganizam mais uma vez para novas eras, é também a promessa que o verde neon ainda brilhará por muito mais tempo. Resta a nós, meros mortais, decidir se essa é uma nova jornada digna de acompanhar.
- Conheça "American Hagwon", novo livro de Min Jin Lee sobre a Crise dos Tigres Asiáticos e a educação coreana
Romance da autora do best-seller "Pachinko" será lançado pela Editora Intrínseca no Brasil; saiba mais da história (Britannica/Hachette Book Group/Reprodução) De tempos em tempos, a escritora Min Jin Lee retorna ao mercado literário para impactar os leitores com suas famílias envolventes e tramas que atravessam fronteiras. E dessa vez, a autora volta em 2026 com American Hagwon, ou Hagwon Americana em português, romance que continuará sua tetralogia a respeito da diáspora coreana; e que sairá no Brasil! Se você já leu Pachinko, história que inclusive foi adaptada pela Apple TV+, então já sabe mais ou menos o que nos aguarda em American Hagwon: uma trama geracional que se entrelaça com a historicidade da Coreia do Sul e sua emigração. Agora, Min Jin Lee usará de contexto um capítulo que marcou não só a Coreia, como também a Ásia e o mundo. Leia também: 6 K-dramas com tragédias e acontecimentos da história da Coreia do Sul em seus enredos Qual é a história do livro American Hagwon? De acordo com a sinopse de American Hagwon, os leitores conhecerão a história da família Koh, formada por John e Helen e seus três filhos, Mido, DH e Bo. O quinteto vive confortavelmente após John e Helen trabalharem duro por muitos anos, e essa realidade engloba também a educação de elite recebida pelos herdeiros. Contudo, a vida dos Koh muda drasticamente por duas razões: John é traído por um amigo de longa data, e a Crise dos Tigres Asiáticos de 1997 atinge a população sul-coreana. Nesse contexto turbulento, os Koh precisarão encontrar formas de se reerguer ao se mudarem para Sydney, na Austrália, e eventualmente para a Califórnia. Com American Hagwon, Min Jin Lee propõe um novo panorama de disparidades entre a cultura coreana e a ocidental, com enfoque nos norte-americanos. Mesmo que os três filhos de Helen e John encontrem novas oportunidades para suas vidas que acabaram de começar, o casal enfrenta desafios para se ajustar a uma nova realidade em que, conforme a sinopse, "a velha sabedoria e as regras para conquistar não se aplicam mais". (Hachette Book Group/Reprodução) O romance se passará ao longo de 16 anos, de 1992 a 2008. Assim, é provável que acompanharemos toda a concepção da família Koh até o momento em que suas vidas são drasticamente mudadas pela crise econômica. A Crise dos Tigres Asiáticos abalou o continente econômica e estruturalmente Por consequência de políticas que influenciaram negativamente o câmbio da moeda tailandesa, ocasionando sua desvalorização, a crise financeira de 1997 causou um efeito dominó no Leste Asiático. O won, moeda utilizada na Coreia do Sul, foi amplamente desvalorizado e o país precisou recorrer ao FMI para conseguir empréstimos, no intuito de não quebrar de vez. Empresários e suas companhias fecharam as portas, e seus empregados foram demitidos em massa. O desemprego cresceu em paralelo à desigualdade social, e a garantia de um "emprego vitalício" deixou de existir para os sul-coreanos. Vale ressaltar que a crise já foi abordada no audiovisual coreano algumas vezes, como no drama de sucesso Vinte e Cinco, Vinte e Um. É nesse contexto turbulento que os personagens de American Hagwon iniciarão suas jornadas. Apesar da educação de ponta recebida pelos filhos, John e Helen precisarão se adaptar a novos horizontes em que um diploma, talvez, não seja o bastante. "Min Jin Lee criou um inesquecível e influente romance em que os menores dos gestos terão enormes repercussões, em que os laços entre a família e a memória torcem e se desgastam, mas raramente acabam, e onde o sacrifício (pelo benefício de entes queridos ou estranhos, até) é um tipo de prece", diz o release oficial da editora norte-americana de Min Jin Lee, aCardinal. Confira também: [Resenha] Entre amor e perda, "Um Amor de Despedida" encontra cura e conforto após o luto Eu queria entender por que a educação é tão importante para os coreanos em todo lugar. Depois que escrevi (o livro), vi que queria saber como viver uma vida mais sábia em um mundo que muda tão rápido. American Hagwon é o livro que mais quis compartilhar com meus leitores, porque como leitora, eu precisava descobrir como viver, lutar melhor e florescer quando as coisas estão contra nós. Min Jin Lee. Romance sairá no Brasil pela Editora Intrínseca Assim como Pachinko, American Hagwon também sairá no Brasil pela Editora Intrínseca com o nome de Hagwon Americana. Até então, Pachinko havia sido o único livro publicado por Min Jin Lee no nosso país, pois seu romance anterior, Free Food for Millionaires, ainda não foi traduzido para o português brasileiro. American Hagwon vai chegar às prateleiras internacionais no dia 29 de setembro de 2026, enquanto a edição brasileira pela Intrínseca chamada Hagwon Americana será lançada no dia 6 de outubro. Se interessou pelo livro? Aqui no Café com Kimchi, publicamos resenhas e outras notícias sobre a literatura e a cultura pop coreana!
- 5 motivos para ler “Olho Por Olho”, trilogia de Jenny Han e Siobhan Vivian
Série de livros mistura drama adolescente, suspense e sobrenatural (Divulgação / Intrínseca) Romance, suspense e drama adolescente tomam as páginas de Olho Por Olho, trilogia de Jenny Han e Siobhan Vivian. A envolvente série, chega às prateleiras das livrarias 13 anos depois de seu lançamento com uma nova revisão, diagramação e capa feitos pela Intrínseca, mas mantém toda sua essência cativante do início ao fim. Para quem não conhece as obras, Olho Por Olho é composta por três livros, sendo o primeiro homônimo, seguido de Dente Por Dente e Fogo Contra Fogo. A história se passa em Jar Island, uma pequena ilha fictícia nos Estados Unidos e tem como ponto central três adolescentes com realidades diferentes, mas conectadas pelo mesmo colégio e amizades. Kat Debrassio, Lillia Cho e Mary Zane se unem para vingarem situações que as machucaram. E é claro que toda vingança tem sua consequência. Confira os principais motivos para ler a série. 5 motivos para ler Olho Por Olho Trio cativante A história é contada sob o ponto de vista de Kat, Lillia e Mary, que são encantadoras e carismáticas, cada uma em sua própria essência e personalidade. Cada uma delas tem temperamentos completamente diferentes e guardam seus próprios segredos que as moldam. Kat é destemida e irreverente, e por mais que tente esconder, é muito sensível e movida por acontecimentos que a marcaram no passado, como a morte de sua mãe e a desilusão com uma amizade que significava muito. Ela vive uma vida comum com o pai e o irmão e se mostra muito empenhada em sair de Jar Island e deixar todas as marcas do passado para trás. Lillia é uma das garotas mais populares da escola, conhecida por fazer parte da equipe de animadoras de torcida. Ela é da família Cho, os ricaços de Jar Island, e está no grupo mais popular do colégio, composto por jogadores de futebol americano e animadoras, como os padrões de filmes americanos. Ela é doce, encantadora e muito leal ao seu grupo de amigos. Mary viveu na ilha quando criança, mas se mudou para o continente. Ela retorna para viver com uma tia em um antigo casarão, unicamente para se vingar de algo horrível que ocorreu no passado envolvendo um dos caras mais populares da escola. Embora guarde traumas de infância, ela se mostra uma garota doce e muito reservada. Durante todo o processo de vingança, vive algumas experiências que nunca teve oportunidade. Autoras de talento Uma série incrível como Olho Por Olho só poderia ser escrita por ótimas autoras. Jenny Han sabe como escrever bons dramas adolescentes, sendo responsável por obras icônicas como O Verão que Mudou Minha Vida e Para Todos os Garotos que Já Amei. E claro que Siobhan também se prova excelente no gênero, criadora de outras histórias infanto juvenis como Nós Somos Os Wildcats, e também envolvida no roteiro de séries de Jenny Han, como Com Carinho, Kitty, O Verão Que Mudou Minha Vida e revisora dos livros Quatro Amigas e um Jeans Viajante, que se tornaram filmes, onde Siobhan trabalhou como assistente de produção. Uma pegada sobrenatural Drama adolescente, romance, suspense, e quando você menos espera, o sobrenatural também começa a aparecer na história de forma bem sútil e vai ganhando espaço até se tornar um aspecto crucial para que a história aconteça. Sem causar medo, os acontecimentos místicos acrescentam ainda mais suspense para a história de forma super intrigante e fazem parte de um dos maiores plot twists da trilogia. Temas sensíveis bem abordados Como um bom drama adolescente, toda a trilogia Olho Por Olho coloca em evidência questões cotidianas que podem fazer parte da vida de qualquer pessoa e tornam a trama mais palpável para quem lê, como dramas familiares, brigas entre amigos e amadurecimento. Mas os livros também abordam temas sensíveis como relacionamentos tóxicos, gordofobia, manipulação, vingança, bullying, abusos e outros traumas e conflitos que cercam a vida das personagens. Apesar do peso que esses temas têm, Jenny e Siobhan retratam com bastante cautela e respeito para que nada seja romantizado ou mal interpretado. Personagens secundários Para além de Lillia, Kat e Mary que são o ponto principal e narram a história, as pessoas que as cercam também dão sustentação para a trama e preenchem bem seus espaços como peças importantes para que tudo aconteça. Mesmo que o trio tenha maior peso e dita o caminho que a história segue, é fácil se apegar aos demais — sendo tanto para amá-los ou para odiá-los. Alex Lind, o garoto bondoso e melhor amiga de Lillia, Rennie Holtz, a melhor amiga e líder de torcida chata e egocêntrica, Reeve Tabatsky, astro do futebol americano de Jar Island são algumas das personalidades que complementam a trilogia Olho Por Olho. Se interessou pela trilogia? Confira mais obras literárias no nosso site e redes sociais.
- "Uma Loja Para Assassinos": O que saber da 1ª temporada antes de ver a 2ª?
Relembre a história de Ji-an e Jin-man, conheça os personagens e descubra o que ficou em aberto para a continuação (Divulgação / Disney+) A primeira temporada de Uma Loja Para Assassinos (A Shop for Killers, em inglês) começa com uma premissa aparentemente simples: Jeong Ji-an, uma jovem órfã criada pelo tio, recebe a notícia de que Jeong Jin-man morreu. O que ela não sabe é que a morte do homem que a criou está longe de ser o único segredo que ele guardava. Ao voltar para casa, Ji-an descobre que o negócio de materiais de construção comandado pelo tio era apenas uma fachada para a Murthehelp, uma operação clandestina que fornece armas, equipamentos e outros recursos para assassinos profissionais. A partir daí, o drama sul-coreano combina ação, suspense, mistério e flashbacks para contar duas histórias simultaneamente. No presente, Ji-an precisa sobreviver aos mercenários que invadem sua casa em busca dos recursos de Jin-man. No passado, a série mostra como o tio se tornou um mercenário da Babilônia, por que rompeu com a organização e como preparou, sem que ela percebesse completamente, a sobrinha para o mundo violento que um dia bateria à sua porta. A primeira temporada teve oito episódios e foi lançada originalmente no Disney+ em 2024. Você pode gostar de saber - Entre ficção e realidade: a romantização de homens coreanos a partir da Hallyu Agora, a história ganhou uma segunda temporada. Portanto, para quem pretende fazer uma maratona, este é o momento ideal para entender como a primeira temporada colocou Ji-an no centro de uma guerra muito maior do que ela imaginava. Quem é Jeong Ji-an e como tudo começou? Interpretada por Kim Hye-jun, Jeong Ji-an é o coração de Uma Loja Para Assassinos. Órfã ainda criança, ela passa a ser criada pelo tio depois de perder os pais em um ataque ligado ao passado dele. Jin-man, entretanto, não é exatamente o responsável convencional que ela poderia esperar. Reservado, rígido e pouco habilidoso para demonstrar afeto, ele cria a sobrinha em meio a treinamentos de sobrevivência, combate e defesa pessoal. O que parece excentricidade durante a infância acaba se tornando fundamental quando a jovem é colocada diante de assassinos de verdade. Kim Hye-jun já tinha experiência em personagens de forte carga dramática antes de assumir Ji-an. A atriz ganhou destaque em produções como Kingdom (2019) e o thriller Inspector Koo (2021). Em Uma Loja Para Assassinos, seu trabalho exige uma mudança gradual: Ji-an começa como uma jovem aparentemente vulnerável e termina a temporada como alguém capaz de tomar decisões estratégicas, lutar contra mercenários e assumir a responsabilidade pelo negócio secreto do tio. A transformação acontece depois da suposta morte de Jin-man. Ao retornar para casa, Ji-an é imediatamente cercada por criminosos. Ela descobre que a Murthehelp funciona como uma espécie de mercado clandestino na dark web, abastecendo clientes envolvidos com atividades criminosas. Quanto mais tenta descobrir quem era realmente seu tio, mais percebe que sua própria infância fazia parte de uma preparação para aquele momento. A grande questão deixa de ser apenas "quem matou Jin-man?" e passa a ser "por que Jin-man preparou Ji-an para sobreviver?". Jeong Jin-man: o tio que escondia uma vida inteira Jeong Jin-man é interpretado por Lee Dong-wook, um dos rostos mais conhecidos do elenco. O ator construiu uma carreira extensa na televisão sul-coreana e ficou especialmente conhecido por trabalhos como Strangers from Hell (2019) e Tale of the Nine-Tailed (2020). (Divulgação / Disney+ / imdb) Em Uma Loja Para Assassinos, Lee Dong-wook interpreta um homem aparentemente comum, mas cuja personalidade ganha novas camadas conforme os flashbacks avançam. Antes de se tornar o responsável pela Murthehelp, Jin-man era integrante da Babilônia, uma organização de segurança militar formada por mercenários altamente treinados. Durante uma missão no Laos, ele entra em choque com Bale, um subordinado que utilizava as operações para matar civis. A rivalidade com Bale muda completamente sua vida. Depois de abandonar a Babilônia, Jin-man tenta proteger a família e especialmente Ji-an, mas o passado volta para cobrá-lo. A vingança organizada pelos antigos companheiros resulta na morte de vários membros de sua família. Para manter a sobrinha segura, ele negocia com a liderança da Babilônia e constrói uma nova vida, transformando sua casa em uma verdadeira fortaleza e criando a Murthehelp como um negócio clandestino. Assim, o tio que Ji-an conhecia como um homem estranho e superprotetor passa a ser compreendido como alguém que estava, o tempo todo, preparando-a para uma guerra que inevitavelmente chegaria. O que era a Murthehelp em Uma Loja Para Assassinos? A grande revelação da temporada é justamente a verdadeira natureza da Murthehelp. Para Ji-an, a propriedade do tio estava relacionada a um comércio convencional. Na realidade, a operação funcionava como um mercado clandestino para assassinos e organizações criminosas, com armas, munições, equipamentos e outros recursos disponíveis para clientes autorizados. A loja também explica por que a morte de Jin-man desencadeia uma caçada. Sem o responsável pela operação, diferentes grupos enxergam uma oportunidade de assumir o controle dos recursos. Ji-an, por ser a herdeira do negócio, transforma-se automaticamente em um alvo. Ela precisa aprender rapidamente a navegar por um sistema que desconhece enquanto tenta descobrir quais das pessoas ao seu redor realmente estavam do lado de seu tio. (Divulgação / Disney+) É nesse ponto que personagens como Min-hye, Pasin e Brother ganham importância. Min-hye, interpretada por Geum Hae-na de Run On (2020), é uma assassina extremamente habilidosa que possui uma ligação anterior com Jin-man. Pasin, vivido por Kim Min de Study Group (2025), é o responsável por ensinar Ji-an a lutar muay thai. Já Brother, interpretado por Lee Tae-young de Rainha das Lágrimas (2024), conhece profundamente o funcionamento da Murthehelp e ajuda a protagonista durante o ataque. Juntos, eles formam parte da rede de proteção deixada por Jin-man. Bale e a origem da guerra Um dos principais antagonistas é Bale, vivido por Jo Han-sun que é conhecido pelo seu trabalho em Possessed (2019). No k-drama do Disney+, ele assume o papel de um mercenário brutal cuja obsessão por Jin-man atravessa décadas. (Divulgação / Disney+) Bale era subordinado de Jin-man na Babilônia, mas os dois tinham visões completamente diferentes sobre os limites de uma missão. Enquanto Jin-man se recusava a aceitar assassinatos indiscriminados, Bale não demonstrava o mesmo escrúpulo. O conflito entre eles chega ao limite durante uma operação no Laos, quando Jin-man protege Min-hye e enfrenta Bale. O confronto termina com Bale gravemente ferido e aparentemente morto. Você pode gostar de saber - Solteiros Nunca Mais: Como estão os casais da 1ª temporada atualmente? Mas Bale sobrevive. Ao voltar para a Babilônia, ele apresenta sua versão dos acontecimentos e consegue transformar Jin-man em um inimigo dentro da própria organização. A partir daí, começa uma vingança que destrói boa parte da família do protagonista e força Jin-man a desaparecer para proteger Ji-an. A falsa morte de Jin-man e a traição de Jeong-min A notícia da morte de Jin-man é o gatilho para toda a temporada. Inicialmente, Ji-an acredita que o tio tirou a própria vida. Porém, conforme as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar, fica claro que alguém manipulou os acontecimentos para fazê-lo acreditar que a sobrinha estava em perigo. Bae Jeong-min, interpretado por Park Ji-bin de Boys Over Flowers (2009), aparece inicialmente como um amigo de infância disposto a ajudar Ji-an mas, Jeong-min não era apenas um aliado inocente: ele estava ligado ao plano que colocou Jin-man contra a parede. (Divulgação / Disney+) A grande revelação é que Jeong-min utiliza suas habilidades de hacker para acessar a Murthehelp e acaba chamando a atenção da Babilônia. Com a ajuda de tecnologia de deepfake, ele consegue reproduzir a voz de Ji-an e fazer Jin-man acreditar que a sobrinha havia sido capturada. Convencido de que sua morte era a única maneira de protegê-la, o ex-mercenário aparentemente tira a própria vida. A reta final da primeira temporada transforma a residência de Jin-man em um campo de batalha. Drones, mercenários, armas pesadas e até um cão-robô são utilizados para invadir a fortaleza. Ji-an, que durante boa parte da vida não compreendia por que o tio insistia tanto em ensiná-la a lutar, finalmente entende a razão de todo aquele treinamento. A protagonista conta com a ajuda de Min-hye, Pasin e Brother para resistir ao ataque. No confronto decisivo, Ji-an assume uma postura de liderança e negocia com os mercenários restantes, oferecendo a possibilidade de manter os negócios da Murthehelp caso eles abandonem a propriedade. É o momento em que Ji-an deixa definitivamente de ser apenas a sobrinha de Jin-man e começa a agir como a nova responsável pela operação. A maior reviravolta: Jin-man está vivo Quando tudo parece encerrado, Uma Loja Para Assassinos apresenta sua maior surpresa. Ji-an está limpando a casa depois do ataque quando um veículo chega à propriedade. Dentro dele está Jeong Jin-man, vivo, embora bastante ferido. A morte que colocou toda a trama em movimento era, afinal, uma farsa. O retorno de Jin-man muda completamente a perspectiva sobre os acontecimentos. Se ele conseguiu sobreviver, surge uma série de perguntas: como conseguiu escapar? Por que decidiu deixar Ji-an enfrentar sozinha uma situação tão perigosa? O que ele pretendia descobrir? E, principalmente, quanto do ataque à Murthehelp fazia parte de um plano maior? Você pode gostar de saber - Solteiros Nunca Mais: Como estão os casais da 1ª temporada atualmente? A resposta para essas questões é um dos principais motivos para assistir à segunda temporada. O reencontro entre tio e sobrinha não representa simplesmente um final feliz, mas o início de uma nova fase. Ji-an agora conhece a verdade sobre a Murthehelp, sabe que foi treinada para sobreviver e, acima de tudo, descobriu que Jin-man ainda está envolvido em uma guerra contra antigos inimigos. A Babilônia continua sendo uma ameaça, enquanto novos personagens ampliam o universo de assassinos e mercenários apresentado no primeiro ano. Entre as novidades estão Q, interpretada por Hyunri de Pachinko (2022), e J, vivido por Masaki Okada de Drive My Car (2021). Os dois chegam para aumentar a pressão sobre Ji-an e Jin-man. A expectativa também era de que a continuação aprofundasse o passado de Jin-man, a relação dele com a Babilônia e os mistérios que ficaram sem resposta na primeira temporada. A produção manteve Lee Dong-wook e Kim Hye-jun nos papéis centrais e trouxe de volta boa parte do elenco original. A segunda temporada foi estruturada em oito episódios e já está disponível na Disney+.
- Para assistir e viciar: K-dramas (e outras coisas) que mais bombaram no VIKI em julho de 2026
"Renascendo como Novato", "Dream to You" e especial de 10 anos de "Goblin" fizeram sucesso no streaming; confira a lista (ENA/Reprodução) Se você curte assistir aos K-dramas disponíveis no VIKI, a plataforma disponibilizou os títulos que mais fizeram sucesso em julho de 2026. E para a nossa surpresa, não só os dramas foram hit no streaming; houve reality shows também! Para ajudar você a escolher a próxima maratona, o Café com Kimchi reuniu as produções que mais bombaram no último mês. Caso esteja buscando um dorama novo para ver, ou um reality para acompanhar, a gente te passa a dica. Confira logo abaixo: Veja também: Confira TODOS os reality shows coreanos que estreiam na Netflix em 2026 Os K-dramas do VIKI de julho de 2026 que valem a pena (re)ver: Um Sonho Até Você Total de episódios: 11 A dupla Hwang In-youp e Hyeri foi protagonista da produção Dream to You, ou como chegou até o VIKI do Brasil, Um sonho até você. No enredo, um diretor de filmes considerado como prodígio reencontra uma repórter que deixou os próprios sonhos para trás. Na atualidade, o rapaz já conquistou o que queria; até tudo mudar quando ele revê a antiga colega, mais de uma década depois de terminarem a escola. O K-drama começou a ser transmitido em julho deste ano, e agora pode ser conferido de maneira completa no catálogo do streaming, com um total de 11 capítulos. Renascendo como Novato Total de episódios: 12 Este não sai do Top 5: Renascendo como Novato, protagonizado por Son Hyun-joo e Lee Jun-young, segue como um dos títulos mais vistos no VIKI. Na trama, acompanhamos a história de Kang Yong-ho (Hyun-joo), presidente de um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul, que desperta no corpo do jovem Hwang Jun-hyeon (Jun-young) após um acidente. Yong-ho inicia uma nova jornada ao esconder sua verdadeira identidade para investigar uma conspiração envolvendo sua família, recuperar o controle do império que construiu e descobrir quem está por trás de tudo o que aconteceu. Goblin: Aniversário de 10 Anos Total de episódios: 4 Essa é para quem curte uma boa nostalgia: o K-drama Goblin completou 10 anos de estreia em 2026! E para celebrar, a emissora tvN lançou um especial em formato de variety show com a presença do elenco principal, disponível hoje no catálogo do VIKI. Kim Go-eun, Gong Yoo, Lee Dong-wook e Yoon In-na realizaram uma viagem para Gangneung, cidade que foi cenário de momentos marcantes da trama de Goblin. E no especial, é possível conferir as visitas deles a locações específicas, relembrando histórias da época de gravação desse enorme sucesso da dramaland. Tá imperdível para quem é fã! Mais sobre o assunto - Lee Dong-wook no Brasil: tímido mas carismático, astro dos K-dramas diverte público com todo o seu charme Family Register Total de episódios: 26 Você gosta de K-dramas longos, com muitos episódios para acompanhar? Então talvez já tenha visto o nome Family Register por aí, com seus 26 episódios no catálogo do VIKI. Na trama, a protagonista Na Ji-ni (Park Se-young) é vista como a responsável pela queda de sua própria família desde que nasceu. Apesar de todo julgamento, Ji-ni ainda possui o sonho de se tornar escritora, mesmo que sua mãe, Se-ri (Han Go-eun), não a apoie de forma alguma. Enquanto isso, as duas conhecem Yeong-ju (Im Ji-eun), que também busca a própria felicidade, e as vidas das três mulheres vão se entrelaçar na hora de encararem seus próprios erros do passado. Heart Signal 5 (reality show) Total de episódios: 15 (VIKI/Reprodução) Você anda viciado em reality shows depois de Solteiros Nunca Mais? Se a resposta for sim, então a quinta temporada de Heart Signal te espera no VIKI. Aqui, os participantes solteiros procuram o amor enquanto vivem juntos na mesma casa, e os jurados famosos deduzem quais casais vão se formar ao longo do programa. Nos episódios atuais, a Tsuki do grupo Billlie e Roy Kim integram o grupo de apresentadores que fazem as previsões de matchs. Qual dos títulos acima você já começou a ver ou terminou? Continue navegando pelo Café com Kimchi para mais listas de dicas!
- [ENTREVISTA] KINO revela como turnê FREE KINO representa sua busca por liberdade: “Ainda estou aprendendo”
Pela terceira vez no Brasil, cantor abordou liberdade, amadurecimento artístico e a conexão com os fãs brasileiros em encontro com imprensa (Arquivo pessoal/Amanda Lira) De volta ao Brasil para uma nova fase de sua carreira, KINO chegou ao país no começo da semana com a turnê FREE KINO, projeto que traduz sua busca por liberdade, autenticidade e novas formas de se expressar artisticamente. O cantor está pela terceira vez no país, dessa vez com uma presença ampliada, com shows marcados em São Paulo, Brasília e Teresina. Com uma proposta que mistura rock, elementos eletrônicos e diferentes referências musicais, a FREE KINO também marca um momento mais pessoal de sua trajetória: depois de refletir sobre liberdade, descanso e autenticidade em seus trabalhos recentes, KINO promete levar ao palco um show que reúne diferentes fases de sua carreira e, principalmente, a conexão construída com o público brasileiro — que já sentiu o gosto com a apresentação em São Paulo ontem (14) e em Teresina, hoje (15). Em coletiva de imprensa realizada antes das apresentações, o cantor e integrante do PENTAGON respondeu ao Café com Kimchi sobre o momento mais memorável que teve com os fãs brasileiros após tantas passagens pelo país. "Foi na primeira vez que vim ao Brasil, como membro do PENTAGON. Estávamos esperando nos bastidores, quando ouvi os fãs realmente cantando a nossa música. Ela era toda em coreano. Quando ouvi os fãs cantando do início ao fim foi um grande choque, fiquei em choque. Outro momento foi no ano passado, quando vim como solista. Me senti em um estádio de futebol, com uma torcida quando um time está prestes a ganhar. Eles estavam gritando muito. Então, isso foi realmente 'uau'. [...] Eles estavam até cantando uma música parecida com a de uma torcida de futebol, em coro, e isso me impactou." Ao longo da conversa com a imprensa, o cantor também falou sobre o amadurecimento ao longo de mais de uma década na música, o processo criativo do novo trabalho, a relação entre sua carreira solo e o grupo e as novidades que preparou para os fãs brasileiros. (Arquivo pessoal/Amanda Lira) O nome da sua turnê é FREE KINO. O que significa, para você, ser livre hoje, tanto como artista quanto como pessoa? Kino: Acho que não consigo separar quem eu sou, na minha vida pessoal, da música e do meu trabalho. Para mim, tudo isso é uma forma de expressão. FREE KINO representa justamente a minha busca por recuperar a liberdade que perdi e, ao mesmo tempo, conseguir preservá-la. É isso que a liberdade significa para mim hoje. Existe alguma coisa da qual você ainda não conseguiu se libertar completamente? Kino: É uma pergunta que me faz pensar bastante. FREE KINO representa justamente a busca pela liberdade, o sonho de conseguir ser completamente livre. Mas eu ainda não alcancei uma liberdade 100% completa. Então, também estou aprendendo a lidar com isso. Acho que o show representa alguns anos da minha experiência: a busca pela liberdade, o esforço e o sonho de finalmente alcançá-la. Na sua última turnê no Brasil, I Think I Think Too Much, você falou sobre ser um artista que pensa demais. Às vezes, pensar tanto pode dificultar o processo criativo. O que mudou daquele momento para FREE KINO? O que mais te surpreendeu sobre você mesmo nesse processo? Kino: No show anterior, eu era uma pessoa que não sabia descansar e não sabia parar. Durante o processo desse novo álbum e desse novo conceito, aprendi justamente o contrário: aprendi a descansar, a parar e a entender quando preciso fazer isso. Acho que vocês vão perceber essa mudança durante a turnê. Aprendi a entender onde descansar, como descansar e como aproveitar os momentos de pausa. Tudo isso também faz parte da minha busca pela liberdade. No seu álbum Lost and Found, você fala bastante sobre autenticidade e liberdade. Você sente que esse é o KINO que realmente quer mostrar para o mundo? KINO: Eu fiz esse álbum justamente em busca da liberdade que havia perdido. Tenho uma expressão que gosto muito, que é a ideia de que continuo aprendendo. Ainda estou nesse processo. Então, não posso dizer que estou 100% livre. Mas, comparando com o ano passado, definitivamente me sinto mais livre. Ainda estou aprendendo e descobrindo coisas sobre mim mesmo, e acho que essa busca também faz parte do álbum. Quando você olha para suas primeiras músicas e compara com os seus lançamentos mais recentes, como percebe seu amadurecimento como artista? O que mais mudou? KINO: Acho que uma das principais mudanças aconteceu por causa da experiência com os shows ao vivo. Hoje tenho muito mais experiência para lidar com situações diferentes. No começo da minha carreira, eu estava muito acostumado a fazer tudo exatamente como havia ensaiado. Mas, ao longo desses anos, passei por vários países e fiz muitos shows. Aprendi a lidar com situações inesperadas, porque cada país tem uma estrutura diferente e cada equipamento também pode ser diferente. Hoje consigo me adaptar muito mais rapidamente aos imprevistos e encontrar uma maneira de entregar o show com a melhor qualidade possível. Sabemos que o novo show terá uma presença maior do rock. De onde veio essa inspiração? Existem artistas que influenciaram você nesse caminho? Kino: Não consigo apontar apenas um artista específico, porque são várias referências que me inspiraram ao longo do processo. Mas se for para citar um exemplo, eu diria o Post Malone. Alguns desses artistas trabalham exclusivamente com rock, enquanto, no meu caso, existe uma mistura de estilos. Além da banda, também temos elementos eletrônicos, que fazem parte do meu trabalho. Acho que justamente essa combinação é um dos diferenciais do show. Você está vivendo um momento especial na carreira, conciliando sua trajetória solo com o retorno das atividades do PENTAGON. Como sente que esses dois lados representam você neste momento? KINO: Nunca tinha pensado exatamente dessa forma, mas, agora que estou pensando, acho que são lados bastante diferentes. E não é apenas a música ou o palco que mudam. Percebi isso principalmente no dia a dia. Eu conheci os membros do PENTAGON ainda na época do colégio. Então, quando estou com eles, parece que volto para aquela fase da minha vida, para aquela idade e até para algumas das atitudes que eu tinha naquela época. É uma sensação muito diferente de quando estou trabalhando como artista solo. Qual é a sua expectativa para essa turnê? KINO: Muita qualidade. Já tive a oportunidade de dar uma entrevista em uma rádio no Brasil e também fiz um treino, então estou bastante envolvido com a preparação. Nas outras vezes em que estive no Brasil, acabei ficando um pouco doente e não consegui aproveitar tanto o país ou conhecer a cultura brasileira. Desta vez, como tenho um pouco mais de tempo livre, quero aproveitar para conhecer melhor a cultura e os pontos turísticos. Ontem, inclusive, experimentei polenta. Na sua primeira passagem pelo Brasil, você fez shows apenas em São Paulo. Agora, nesta nova turnê, vai conhecer outras cidades. Qual é a sua expectativa em relação a esses lugares e ao público? KINO: Esta é a minha terceira vez no Brasil. Sempre fiz shows em São Paulo e, todas as vezes que dei entrevistas, falei sobre como os fãs brasileiros são incríveis e como tenho uma impressão muito boa do país. Então, agora estou curioso para descobrir se o público das outras cidades é tão caloroso quanto o de São Paulo, que eu já tive a oportunidade de conhecer. Os fãs brasileiros são muito apaixonados. Existe algum momento com eles que você considera especialmente memorável? KINO: Com o passar dos anos, comecei a entender ainda mais o valor dos fãs. Eles investem dinheiro e tempo para estar naquele momento, assistindo ao meu show, então passei a valorizar muito mais cada apresentação e a querer entregar sempre o meu melhor. Acredito que isso também se reflete na qualidade dos meus shows. Se vocês compararem a minha primeira apresentação aqui com o que faço hoje, provavelmente vão perceber uma diferença. A troca de sentimentos com o público também ficou ainda mais forte. Se você pudesse transformar sua experiência com o Brasil em uma música, qual seria o título e qual sentimento gostaria que ela transmitisse? KINO: Essa é uma pergunta muito difícil. Talvez Flake Remix. O remix dessa música representa muito bem a energia da turnê, mas também acho que ela combina bastante com a energia brasileira. Você está há mais de 13 anos trabalhando com música e também comemora 10 anos de Pentagon. De tudo o que viveu e conheceu até hoje, se pudesse levar apenas uma coisa com você, o que seria? KINO: Açaí! Eu já tinha experimentado açaí na Coreia e nos Estados Unidos, mas descobri recentemente que o original é daqui do Brasil. Hoje fui comer açaí aqui e cheguei a uma conclusão: o original é realmente diferente. Então, definitivamente, levaria o açaí comigo. Olhando para suas primeiras músicas e seus últimos lançamentos. O que mais mudou como artista e quais das suas músicas recentes melhor refletem esse momento? KINO: Acho que a principal mudança está em fazer shows ao vivo. Hoje tenho mais experiência em lidar com diferentes situações. No começo, eu era muito treinado para fazer tudo exatamente como havia ensaiado. Mas, ao longo desses 10 anos, passei por vários países e fiz muitos shows. Fui aprendendo a lidar com situações inesperadas, porque cada país é diferente, cada equipamento é diferente. Hoje sei como lidar melhor com os imprevistos e consigo me adaptar mais rapidamente para entregar o show com a melhor qualidade possível. O que o KINO de hoje diria para o KINO de antes? KINO: Quando pensei no que diria ao KINO de antes, imediatamente me veio à cabeça um período mais sombrio e difícil da minha vida. Para aquele KINO, eu diria: “Se você não desistir, o tempo vai resolver.” Eu não sou uma pessoa de personalidade fraca, mas, nos últimos dois anos, passei por um período difícil. Então, gostaria de dizer para mim mesmo, para o KINO de antes, que continuasse acreditando e não desistisse. O tempo vai resolver. Após a apresentação em São Paulo, KINO segue com a turnê para Teresina e Brasília. Saiba tudo sobre FREE KINO aqui.
- Solteiros Nunca Mais: Como estão os casais da 1ª temporada atualmente?
Reality da Netflix reuniu jovens sem experiência amorosa para encarar os desafios do primeiro namoro, veja quem continuou junto fora das telas Por Bianca Damas (Divulgação / Netflix) O reality show sul-coreano Solteiros Nunca Mais conquistou o público ao apresentar uma proposta diferente dos programas tradicionais de relacionamento. Em vez de participantes experientes, a atração reuniu um grupo de jovens motae-solos, termo em coreano usado para pessoas que nunca namoraram na vida. Antes de entrarem na casa, os participantes passaram por uma preparação com especialistas de diferentes áreas, como psicólogos, consultores de imagem e fonoaudiólogos, para tentar superar a timidez e encarar o primeiro amor. Ao longo da temporada, o público acompanhou momentos marcantes, desde encontros tímidos até dinâmicas intensas como a "noite da verdade" e as decisões finais sob o olhar atento do quarteto de apresentadores. Apesar das conexões criadas na casa, apenas dois casais ficaram oficialmente juntos na decisão final. Com as gravações tendo ocorrido cerca de 10 meses antes do lançamento na Netflix, a reabertura das redes sociais do elenco revelou como está a vida de cada um no mundo real. O Café com Kimchi reuniu o status dos casais e do elenco abaixo. Leia também: Quem é quem no elenco da segunda temporada de "Solteiros Nunca Mais"? Como estão os casais de "Solteiros Nunca Mais" após o final da 1ª temporada? Ha Jeong-mok e Park Ji-yeon (Divulgação / Netflix) Os dois protagonizaram a maior reviravolta do programa. Jeong-mok vinha demonstrando interesse por Yi-do, mas mudou de rumo na reta final ao se aproximar de Ji-yeon. Durante o encontro a sós fora da casa, o casal surpreendeu o público com momentos de bastante afeto e carinho. Apesar da sintonia em cena, a promessa de continuarem juntos não resistiu ao retorno à rotina e o relacionamento chegou ao fim. Pouco tempo após a exibição do programa, Jeong-mok publicou uma carta aberta aos fãs pedindo desculpas pela forma como lidou com as expectativas de Yi-do e Min-hong na atração, revelando ter sofrido fortes críticas na internet. Na mensagem, ele confirmou o término com Ji-yeon e pediu que o público não guarde mágoas do elenco. Kim Seung-li e Kang Ji-su (Divulgação / Netflix) Os dois construíram uma trajetória marcada pela calma e pelo apoio mútuo ao longo da temporada. Apesar de Ji-su ter demonstrado certas dúvidas na reta final, motivadas pela falta de iniciativa e por esquecimentos de Seung-li, ela decidiu dar uma chance e escolheu sair acompanhada dele na decisão final. As incertezas demonstradas durante o programa, no entanto, acabaram se confirmando fora das telas e o namoro não continuou. Em uma publicação nas redes sociais, Seung-li escreveu um texto de agradecimento aos fãs, admitindo que "não teve sucesso no namoro", mas ressaltando que a experiência serviu como um grande aprendizado para a sua vida. Como está o restante do elenco? Após o fim da exibição, os participantes tiveram suas contas do Instagram liberadas, revelando amizades fortalecidas e curiosidades dos bastidores. A convivência no programa rendeu laços que continuam vivos fora das telas. Ji-su, Yi-do, Yeo-myung e Min-hong mantiveram uma forte amizade e costumam compartilhar encontros frequentes nas redes sociais. Ji-su, inclusive, desabafou em seu perfil que hesitou em reabrir a conta por trauma de episódios passados de stalking, mas decidiu manter o espaço para interagir com o público. Quem também chamou a atenção dos fãs foi Jae-yun, que apresentou uma das maiores evoluções visuais e comportamentais pós-programa. Segundo o produtor do reality, ele é atualmente o único integrante do elenco que engatou um namoro, relacionamento que começou pouco tempo após o fim das gravações. Já Seung-li, lembrado carinhosamente por ter morado no Brasil na infância, segue acumulando o carinho dos fãs brasileiros enquanto compartilha viagens pelo exterior, como uma temporada recente na Austrália. A reabertura das redes também trouxe luz a bastidores que a edição da Netflix não mostrou. Participantes como o médico Seung-chan e a Mi-ji, que entraram no meio da temporada para balançar a casa, quase não apareceram nos episódios finais. O público acabou descobrindo pelas redes que eles chegaram a ter encontros e dinâmicas que foram cortados da versão final. Em suas mensagens de despedida, os participantes revelaram outro detalhe importante, toda a gravação do reality durou apenas nove dias. Essa convivência curta e intensa ajuda a entender por que os sentimentos ficaram tão à flor da pele durante a atração e, ao mesmo tempo, explica a dificuldade de sustentar as relações no retorno à rotina real. E você, acompanhou a temporada? Torcia por qual casal no programa? Conte para a gente nos comentários!
- Red Velvet, NCT, Stray Kids, ENHYPEN e mais lançamentos de K-pop em agosto de 2026
Refrescando o verão coreano, temos comebacks muito aguardados. Confira o calendário completo! (Divulgação / SM Ent. / JYP Ent.) O verão coreano está com tudo! E nada melhor para aliviar o calor do que músicas animadissimas e coloridas. O mês está recheado de lançamentos como do Red Velvet, Stray Kids e ENHYPEN. Comemorando os 10 anos da unit o NCT 127 retorna depois de 2 anos e o WayV retorna depois de oito meses. KATSEYE também retorna com novo mini album. E temos um debut divertido do DINO do Seventeen com seu alter ego cômico Picheolin. Confira abaixo a lista com todos os lançamentos de agosto para ficar por dentro de tudo! Leia Também: "Love Class 3", "Amor Sob Investigação" e outros K-dramas que bombaram no VIKI em junho de 2026! Destaques dos comebacks de K-pop em agosto de 2026: Red Velvet (03 de agosto) Dois anos após Cosmic, as rainhas do verão Red Velvet retornam no dia 03 de agosto para dominar o verão coreano com Velvet Summer, seu terceiro mini album de verão, com Surfin' Boy como música titulo do álbum, totalizando cinco músicas recheadas de muito calor e até toques de bossa nova. Leia Também: [Opinião] O que o Red Velvet e a Sofia Coppola têm em comum? Os retratos do female rage Picheolin [Dino do SEVENTEEN] (03 de agosto) Em agosto também tivemos um debut divertido e diferenciado, Dino do SEVENTEEN fez seu debut solo com seu alter ego cômico Picheolin com o mini album Gilboard ou 吉BOARD. Party Rock Rock é a música título do álbum, Love Sick e Mi-cheo Mi-cheo foram lançadas anteriormente em 15 de julho e 22 de julho respectivamente. O álbum conta com sete músicas ao todo. Stray Kids (07 de Agosto) Stray Kids retornará com seu 10º mini album THIS & THAT, com música título de mesmo nome, o album contará com dez músicas ao todo, com Run This sendo pré lançada anteriormente em Junho. O album será lançado no dia 07 de agosto. Leia Também: O que significa "Nachimbong"? Conheça a origem e detalhes sobre o lightstick do Stray Kids Agosto está sendo um mês cheio para o Stray Kids, além do album inédito o octeto lançou SKZ-Replay 2026 Pt.1 o terceiro Best Album coreano no dia 01 de Agosto, possuindo 17 músicas, com todos os membros possuindo ao menos um música solo. A versão coreana de Battle Ground é a música título do álbum, a música foi lançada anteriormente em 2023 em Japonês. Lembrando que o grupo passará pelo Brasil com show único no Rock in Rio em setembro de 2026. WayV (10 de agosto) WayV, a unit chinesa do NCT, retorna após 8 meses desde Eternal White, lançado em dezembro de 2025. Vision Wings é o 8º mini album do grupo, com faixa título de mesmo nome, o álbum conterá sete músicas e será lançado dia 10 de agosto. O grupo finalmente seguirá o conceito chinês clássico, algo que os fãs pediam e aguardavam a muito tempo. É o primeiro lançamento do grupo após a saída oficial do WINWIN do grupo em julho e da saída do TEN da SM Ent. depois do encerramento dos dez anos de contrato deles. TEN apesar de não fazer mais parte da SM ainda fará parte dos lançamentos do grupo. KATSEYE (14 de agosto) O oficialmente sexteto da HYBE lançará seu 3º EP inglês WILD em 14 de agosto, com seis músicas a todo, o álbum possuirá Pinky Up lançada anteriormente como single em abril, e Animal, que foi pré lançada em 24 de julho. O novo álbum não contará com a participação da Manon, que está em hiatus desde fevereiro. Em 12 de agosto KATSEYE fará sua estreia nos cinemas com KATSEYE: WILD HEARTS, um documentário especial, contando desde o período de pré-debut do grupo até os dias atuais. ENHYPEN (21 de agosto) Após show marcante no Brasil em Julho, ENHYPEN retornará com THE SIN: BLISS, seu 8º mini album, Bloody Paradise sevirá como a faixa título do comeback. Com dez músicas ao todo, quatro delas estarão disponíveis apenas na versão física do CD. Esse será o primeiro lançamento do grupo como sexteto, após a saída do Heeseung em março. O último lançamento do grupo foi THE SIN: VANISH em janeiro de 2026, NCT 127 (24 de agosto) NEO GOT MY BACK! O mês de agosto está totalmente NEO, além do comeback do WayV e do aniversário de 10 anos do NCT DREAM, finalmente o NCT 127 retorna depois de 2 anos do lançamento de Walk. Comemorando os dez anos da unit e a renovação de contrato de todos os membros, o 127 retorna com BLINGY, o 7º full album do grupo, com música titulo de mesmo nome o álbum possuirá 9 canções ao todo. O lançamento será em 24 de agosto. O álbum contará com a participação de apenas cinco membros, pois Jungwoo e Doyoung estão em período de serviço militar, Mark deixou o grupo em abril e WINWIN deixou o grupo em julho, apesar de não fazer parte dos lançamentos do grupo desde o debut do WayV em 2019. Todos os álbuns e singles de K-Pop do mês: 03/08: PICHEOLIN [DINO do SEVENTEEN] - 1st Mini Album 吉BOARD(Gilboard) 03/08: Red Velvet - Velvet Summer 05/08: AEN - THE 1ST EP [A NEW ERA OF NOW] 07/08: ARTMS - Hyper-Ego 07/08: Stray Kids - THIS & THAT 14/08: KATSEYE - WILD (EP) 15/08: ALL’N - Dream Higher 18/08: Hi-Fi Un!corn - 3rd Single “Telescope” 21/08: ENHPYEN - THE SIN : BLISS 28/08: Hi-Fi Un!corn - TBA (2026 Monthly Digital Single Project ‘H!dden Color’) Ainda sem data confirmada: AIR Trainee - 1st Digital Trainee Album ‘별빛 속으로’ D.O. (Doh Kyung Soo do EXO) - TBA RESCENE - We Are All Friends (Encerramento de Pokémon) [Remake Single] Leia Também: YOUNITE retorna ao Brasil: turnê passará por oito cidades em setembro; veja datas, locais e ingressos Para qual lançamento você mais está animado? Continue acessando o Café com Kimchi para outras notícias sobre o mundo do K-pop!
- YOUNITE retorna ao Brasil: turnê passará por oito cidades em setembro; veja datas, locais e ingressos
Nova turnê marca a divulgação da era INYUN Part.1 e acontecerá em diversas capitais brasileiras (Divulgação / Brand New Music) O YOUNITE vai retornar ao Brasil! Após os shows realizados em agosto de 2025, o grupo sul-coreano tem data marcada para reencontrar os fãs brasileiros, desta vez com a turnê YOUNITE TOUR – INYUN IN BRAZIL, que passará por oito capitais. As apresentações fazem parte da divulgação do EP "INYUN Part.1", composto por cinco canções inéditas, incluindo a faixa-título POSE. Produzida pela K-Beat Entertainment, a nova leva de shows acontece entre os dias 5 e 20 de setembro em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Goiânia. Abaixo, o Café com Kimchi reuniu tudo o que você precisa saber, incluindo os locais, valores e onde comprar os ingressos. Leia também: KINO no Brasil: Integrante do PENTAGON confirma turnê “FREE KINO” em três cidades em agosto YOUNITE no Brasil: Tudo sobre a turnê brasileira Quais são os valores do ingresso, setores e formas de pagamento? O YOUNITE estará no Brasil a partir de 5 de setembro de 2026, com abertura da série de shows em Curitiba. Os preços do concertos variam de R$ 140 a R$ 1150, além da taxa de serviço da plataforma (Meaple, Uhuu ou Sympla). As formas de pagamento online incluem Pix, carteira digital e cartão de crédito, este último em até seis vezes sem juros. Os ingressos estão disponível para venda. Cada evento tem sua plataforma de vendas, acesse a página da Meaple destinada a turnê do YOUNITE para selecionar o local desejado e ser direcionado para a bilheteria. Quais são os dias e locais dos shows do NTX? 5 de setembro – Igloo Super Hall (Curitiba) Horário: 10h00 às 22h00 (Hallyu K Music Fest 2026) Classificação indicativa: Classificação livre podendo variar de acordo com o setor Local: Igloo super hall, R. Dino Bertoldi, 740 - Tarumã, Curitiba - PR, 82800-010, Brasil Setores: Arena Igloo, VIP Arena Igloo, VIP Group Pass O show ocorre durante o Hallyu K Music Fest 2026. 7 de setembro – Studio Stage (São Paulo) Horário: 19h30 (abertura dos portões às 18h30) Classificação indicativa: 14 anos Local: Av. José Maria de Faria, 94 - Lapa de Baixo, São Paulo - SP, 05038-190, Brasil Setores: Pista, VVIP, VIP 1 e VIP2 9 de setembro – Teatro Claro Mais RJ (Rio de Janeiro) Horário: 19h30 Classificação indicativa: 14 anos Local: Av. José Maria de Faria, 94 - Lapa de Baixo, São Paulo - SP, 05038-190, Brasil Setores: Plateia Inferior, VVIP, VIP 1, VIP 2 e Plateia Superior 10 de setembro – Bar Opinião (Porto Alegre) Horário: 19h30 Classificação indicativa: 14 anos Local: Opinião - R. José do Patrocínio, 834 - Cidade Baixa, Porto Alegre - RS, 90050-002 Setores: Pista, VVIP, VIP 1 e VIP 2 13 de setembro – Mister Rock (Belo Horizonte) Horário: 19h30 Classificação indicativa: 18 anos Local: Av. Teresa Cristina, 295 - Prado, Belo Horizonte - MG, 30410-620, Brasil Setores: Pista, VVIP, VIP 1 e VIP 2 Leia também: Review | Jennie, em "Less than a Lover", recalcula a rota da discografia de maneira leve 16 de setembro – Teatro Claro Mais (Fortaleza) Horário: 19h30 Classificação indicativa: 14 anos Local: Via Sul Shopping - Av. Washington Soares, 4335 - 3º Piso - Sapiranga-Coité, Fortaleza - CE, 60833-005 Setores: Plateia Inferior, VVIP, VIP 1, VIP 2 e Plateia Superior 18 de setembro – Teatro Luiz Mendonça (Recife) Horário: 19h30 Classificação indicativa: 14 anos Local: Avenida Boa Viagem, S/N, Boa Viagem, Recife, PE Setores: Plateia, VVIP, VIP 1 e VIP 2 20 de setembro – Teatro Madre Esperança Garrido (Goiânia) Horário: 19h30 Classificação indicativa: 14 anos Local: Av. Contorno, 241 - St. Central, Goiânia - GO, 74055-140, Brasil Setores: Plateia Inferior, VVIP, VIP 1, VIP 2 e Plateia Superior O texto será atualizado conforme novas informações sobre o show do YOUNITE no Brasil saírem!
- O que você diria ao BTS? Campanha da OREO convida fãs a participarem da maior carta coletiva dedicada ao grupo
Ação global "Love Letter" celebra parceria inédita entre BTS e OREO para novo sabor do biscoito (Divulgação/Oreo) Após surpreender o ARMY (fandom do BTS) com o novo sabor em colaboração com o boygroup sul-coreano, a OREO tem outra novidade para movimentar a comunidade. A marca convida os fãs brasileiros a participarem da "Love Letter", a maior carta de amor coletiva dedicada ao BTS. Como participar da campanha Love Letter da OREO com BTS? A ação global celebra a chegada do biscoito, inspirado na panqueca doce coreana, ao Brasil. Para participar, os consumidores precisam escanear o QR Code presente nas embalagens da edição limitada OREO BTS ou acessar diretamente o site oficial da campanha. Na plataforma, os participantes são direcionados a um ambiente inspirado nos vibrantes mercados de rua da Coreia do Sul, onde podem criar e personalizar sua carta, escolhendo entre dezenas de mensagens e adesivos inspirados no universo do BTS. (Divulgação/Oreo) Depois de enviadas, as mensagens se juntam a outras demonstrações de carinho enviadas por diferentes países e em diferentes idiomas. Além disso, também é possível acompanhar o crescimento da carta: a cada nova mensagem enviada, uma galeria global ganha vida na plataforma. Fora do meio digital, a mobilização se expande para uma ativação especial de mídia out of home (OOH) na cidade de São Paulo, além de outras grandes cidades ao redor do mundo. No começo de julho, a OREO trouxe ao mercado brasileiro a edição limitada do novo biscoito da marca em parceria com o BTS. Com sabor inspirado em hotteok, a famosa panqueca doce popular na Coreia do Sul, e 13 relevos exclusivos criados pelos próprios integrantes, a edição limitada chega às lojas brasileiras hoje, 3 de agosto, e estará disponível enquanto durarem os estoques. Leia também: BTS, Stray Kids e todos os shows de K-pop confirmados no Brasil em 2026 Os integrantes RM, Jin, SUGA, J-hope, Jimin, V e Jungkook têm tido um ano movimentado desde a dispensa de todos os membros do alistamento militar obrigatório sul-coreano e a aguardada reunião do grupo. Além da parceria com a OREO, o boygroup lançou ARIRANG, álbum completo composto por 14 músicas, realizou apresentações inéditas, como a performance de Dynamite no intervalo do intervalo da final da Copa do Mundo, e está atualmente em turnê mundial, que deve passar por 23 países, incluindo o Brasil, nos dias 28, 30 e 31 de outubro.
- [Resenha] "Limbo" mostra a delicada jornada de Deb JJ Lee pela identidade e pertencimento
Graphic novel autobiográfica, publicada pela editora nVersos, é uma das estreias mais marcantes dos quadrinhos contemporâneos (Divulgação / Amazon / Geeks Out) Limbo (In Limbo), estreia do artista coreano-americano Deb JJ Lee, é uma graphic novel que combina sensibilidade narrativa, ilustrações de impressionante riqueza visual e uma honestidade rara ao abordar temas como imigração, identidade, saúde mental e pertencimento. Lançada no Brasil pela editora nVersos em 2026, a obra chamou atenção não apenas pela qualidade técnica de seus desenhos, mas principalmente pela maneira como Lee transforma experiências extremamente dolorosas em uma narrativa humana, capaz de dialogar com qualquer pessoa que já tenha sentido não pertencer a lugar algum. Em vez de recorrer a grandes acontecimentos ou momentos heroicos, a HQ constrói sua força a partir do cotidiano. Pequenos gestos, silêncios, olhares, conversas interrompidas e lembranças fragmentadas revelam a complexidade de crescer entre culturas diferentes, enfrentar expectativas familiares e tentar compreender a própria identidade durante a adolescência. Leia também: [Resenha] Apesar de afobada, Mina Finch traz um AURA mais potente e maduro nos livros 3 e 4 de “K-pop Academy” A narrativa acompanha uma jovem que parece existir constantemente em um espaço intermediário; ou seja, em um "limbo" emocional onde nenhuma resposta parece definitiva e onde cada passo em direção ao autoconhecimento exige enorme coragem. E, com isso, Deb JJ Lee constrói uma reflexão madura sobre amadurecimento, trauma, arte e esperança, com o objetivo de mostra que a reconstrução pessoal raramente acontece de maneira linear. Entre dois mundos: a história contada em Limbo A história de Limpo começa antes mesmo das grandes crises da adolescência. Ainda criança, Deb deixa a Coreia do Sul para viver nos Estados Unidos ao lado da família. Como ainda era muito jovem, a personagem não tem tantas lembranças consistentes do país natal ou da língua coreana. Cresce, portanto, de maneira distante das próprias raízes culturais, mas também incapaz de ter um autoconhecimento pleno como americana. Essa condição de permanente deslocamento torna-se uma das bases emocionais da obra, e ajuda a explicar o sentimento constante de inadequação que acompanha a protagonista. (Divulgação / Hyperallergic) Ao ingressar no Ensino Médio, essa sensação se intensifica, pois é quando a personagem entra na adolescência, que é um dos momentos mais instáveis emocionalmente na vida. As amizades tornam-se complicadas, as dificuldades escolares aumentam e a relação com a mãe entra em um ciclo de conflitos cada vez mais frequentes. Ao mesmo tempo, seus gostos pessoais são questionados. O violino, por exemplo, que era uma atividade que durante anos representou um espaço de conforto, deixa de oferecer qualquer sensação de pertencimento. Deb passa a viver cercada por expectativas familiares, cobranças por excelência acadêmica, inseguranças com sua aparência (principalmente devido a comparações com a estética ocidental das crianças que estudam com ela, e com a de uma outra criança asiática) e dúvidas sobre si mesma, sem conseguir encontrar um lugar onde realmente possa existir sem julgamento. (Divulgação / Hyperallergic) A graphic novel acompanha aproximadamente quatro anos da vida do autor, mostrando sua luta contra ansiedade, depressão e uma autoestima profundamente fragilizada. A narrativa também aborda episódios de isolamento social, microagressões sofridas por ser filho de imigrantes coreanos, dificuldades em compreender sua identidade cultural e conflitos constantes dentro de casa. Dessa forma, Deb retrata em Limbo episódios extremamente delicados, incluindo crises emocionais severas. Porém, em vez de explorar o choque dessas experiências, o livro concentra sua atenção nas emoções que as cercam e nos longos processos de reconstrução que vieram depois. Ao longo da obra, pouco a pouco, a arte passa a ocupar um espaço central na vida da protagonista: o desenho surge como uma forma de escapar da dor cotidiana e de expor os seus pensamentos. Ao descobrir nas ilustrações uma maneira de organizar sentimentos antes impossíveis de verbalizar, Deb inicia uma jornada de autoconhecimento que muda completamente sua relação com o mundo. Além disso, um aspecto marcante da narrativa de Limbo é a maneira como JJ Lee evita dividir seus personagens entre heróis e vilões. Na relação com a mãe, por exemplo, há momentos de violência física e emocional mas, também, demonstrações genuínas de carinho e incentivo à carreira artística da filha. Embora Limbo seja uma obra profundamente autobiográfica, seu maior mérito talvez esteja justamente em transcender a experiência individual. Deb JJ Lee escreve sobre acontecimentos muito específicos de sua própria vida (a imigração, a adolescência em Nova Jersey, as dificuldades familiares e os conflitos internos), mas constrói uma narrativa capaz de dialogar com qualquer leitor que já tenha experimentado solidão, insegurança ou a sensação de estar deslocado. Ao final da leitura, torna-se evidente que a graphic novel não oferece soluções fáceis para os problemas apresentados. A terapia, o fortalecimento da autoestima e o desenvolvimento artístico aparecem como caminhos possíveis, mas nunca como respostas milagrosas. A reconstrução da protagonista acontece lentamente, marcada por recaídas, dúvidas e novos aprendizados. Quando o desenho também conta a história Se o texto de Limbo emociona pela sinceridade, os desenhos de Deb JJ Lee ampliam ainda mais o impacto da narrativa. Cada página demonstra um domínio impressionante da linguagem dos quadrinhos, seja na composição, iluminação, perspectiva e ritmo visual para transmitir sentimentos que muitas vezes dispensam qualquer diálogo. Em diversos momentos, bastam algumas sequências silenciosas para que o leitor compreenda completamente o estado emocional da protagonista. (Divulgação / Hyperallergic) Ainda, um dos elementos mais característicos da obra é sua opção por uma paleta monocromática em tons azulados e acinzentados. Os tons frios evocam solidão, introspecção e vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que conferem unidade visual às mais de trezentas páginas da história. A ausência de cores vibrantes direciona o olhar do leitor para a expressividade dos personagens e para a riqueza dos cenários, e transforma a iluminação e as texturas em elementos narrativos fundamentais. A água, a luz do fim da tarde e as sombras dos ambientes tornam-se componentes essenciais da narrativa, e funcionam como extensões do estado emocional de Deb. Além disso, a narrativa visual também se destaca pelo uso do silêncio. Diversas sequências dispensam completamente os diálogos e permitem que apenas a sucessão de imagens conduza o leitor pelas emoções da protagonista. Em muitos momentos, o cenário parece refletir aquilo que Deb não consegue verbalizar. Da Coreia do Sul aos Estados Unidos: a formação de um artista Deb JJ Lee nasceu em Seul, na Coreia do Sul, mas passou a maior parte da infância e da adolescência nos Estados Unidos, para onde se mudou ainda na infância com a família. A mudança precoce fez com que perdesse grande parte das referências culturais de seu país de origem, incluindo a fluência na língua coreana. Ao mesmo tempo, sua condição de filho de imigrantes impedia que fosse plenamente aceita como americana. Essa experiência de viver entre duas culturas tornou-se um dos temas centrais de sua produção artística e, posteriormente, da graphic novel Limbo. (Divulgação / Instagram - nVersos) Durante a adolescência, Deb viveu em Summit, no estado de Nova Jersey, experiência que marcaria profundamente sua visão de mundo. Frequentando uma cidade majoritariamente branca e, aos sábados, uma escola coreana, a futura artista sentia-se deslocada em ambos os ambientes, assim como a sua personagem em Limbo. Nesse cenário, a arte começou a ocupar um espaço importante em sua vida. Com o tempo, o desenho deixou de ser apenas um passatempo para tornar-se um instrumento para compreender melhor suas próprias experiências e imaginar futuros possíveis para si mesmo. Essa vocação artística levou Deb à Carnegie Mellon University, uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos nas áreas de design, arte e tecnologia. Em 2018, formou-se em Design, adquirindo uma sólida formação em comunicação visual, narrativa e processos criativos. Após concluir a graduação, Deb JJ Lee iniciou a carreira profissional trabalhando como UX Designer no Vale do Silício. A experiência no desenvolvimento de produtos digitais ampliou sua compreensão sobre organização visual, composição e comunicação por imagens, competências que mais tarde seriam incorporadas ao seu trabalho como ilustrador e quadrinista. Atualmente, Deb vive em Brooklyn, Nova York, e, em paralelo ao trabalho comercial, continua desenvolvendo projetos pessoais voltados para histórias em quadrinhos e ilustrações autorais. Identidade, representatividade e novos caminhos narrativos Deb JJ Lee se identifica como uma pessoa trans não binária e utiliza pronomes neutros em inglês (they/them). Embora essa identidade seja hoje assumida de forma pública, a própria artista afirma que esse processo de compreensão aconteceu gradualmente. Durante o período retratado em Limbo, ainda utilizava pronomes femininos e vivia conflitos internos que só seriam plenamente compreendidos anos depois. Curiosamente, a questão de gênero nunca é apresentada como tema central da graphic novel. Em vez disso, aparece de forma sutil, quase sempre implícita, nas reflexões da protagonista sobre pertencimento, identidade e desconforto com determinados papéis sociais. Essa escolha narrativa permite que o leitor acompanhe uma fase da vida em que muitas perguntas ainda não possuíam respostas claras. Confira outras obras de Deb JJ Lee: The Other Side of Tomorrow (Divulgação / Amazon) Depois da excelente recepção de Limbo, Deb JJ Lee voltou às livrarias em 2024 com The Other Side of Tomorrow, graphic novel escrita por Tina Cho e ilustrada por Deb. Diferentemente de sua estreia autobiográfica, o livro é uma obra de ficção inspirada em histórias reais de refugiados norte-coreanos, acompanhando personagens que arriscam a própria vida em busca de liberdade. Ilustrações para grandes marcas e projetos editoriais (Divulgação / debleeart) Embora o reconhecimento atual seja pela sua produção nos quadrinhos, Deb JJ Lee construiu uma carreira sólida também na ilustração editorial e comercial. Ao longo de sua trajetória, colaborou com marcas como Apple, Google, LEGO e BMW, desenvolvendo ilustrações para campanhas, projetos institucionais e materiais de comunicação. Também teve trabalhos publicados em veículos como The New Yorker, The New York Times, NPR, Radiolab e diversas outras plataformas dedicadas à arte, cultura e jornalismo. Leia também: [Resenha] “De Volta aos Anos 90” é um retrato das dificuldades dos imigrantes e de uma família coreana Limbo é uma estreia que impressiona pela maturidade narrativa, pela qualidade artística e pela honestidade emocional. Ao revisitar sua adolescência, Deb JJ Lee constrói uma história sensível, sem recorrer a respostas fáceis, e explora com profundidade as ambiguidades da memória, das relações familiares e dos processos de amadurecimento. A graphic novel transforma experiências pessoais em temas universais. Texto e imagem se complementam de forma exemplar, com ilustrações que ampliam o impacto emocional da narrativa e revelam o domínio do autor sobre a linguagem dos quadrinhos.









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