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  • K-dramas de setembro: estreias imperdíveis para ver nos streamings

    De reencontros emocionantes a tramas políticas, o mês chega com uma agenda recheada de novidades no mundo dos dramas (Divulgação / Viki) Setembro está especialmente movimentado para os fãs de K-dramas: são mais de cinco estreias confirmadas nas principais plataformas de streaming brasileiras, incluindo Netflix , Prime Video , Disney+ e Viki . A programação do mês contempla uma ampla variedade de gêneros — romance, mistério, comédia, drama, fantasia e até thrillers políticos —, mostrando mais uma vez a versatilidade da dramaturgia sul-coreana e seu apelo global. Os destaques incluem retornos de grandes nomes e parcerias de peso. My Youth  marca o retorno de Song Joong-ki ao gênero romântico, agora em uma história madura e nostálgica, e Queen Mantis  aposta no suspense psicológico com a presença magnética de Go Hyun-jung . Além disso, produções como Polaris , A Rainha dos Golpes  e A Hundred Memories  mostram a força da narrativa coreana ao explorar temas como espionagem internacional, justiça social e amizade feminina em diferentes épocas. Leia também: Como a dublagem impulsionou o sucesso dos K-dramas no Brasil? Se você é fã de histórias envolventes com elencos estrelados e roteiros instigantes, prepare-se para um mês recheado de emoções — e com opções para todos os gostos. Confira abaixo o calendário completo das estreias e escolha seus favoritos para acompanhar: Os lançamentos de setembro que prometem encantar os fãs de K-dramas são: Netflix Eu, Você e Toda Uma Vida  (You, Me and a Lifetime) Data de estreia : 12 de setembro Gêneros : Amizade, Drama Eu, Você e Toda Uma Vida  segue Eun‑jung (Kim Go‑eun, de Goblin (2016) ) e Sang‑yeon (Park Ji‑hyun, de As Células de Yumi (2021)), amigas de infância cujos caminhos se distanciaram ao longo dos anos. Quando Eun‑jung recebe um diagnóstico de câncer terminal, elas se reencontram num momento de urgência emocional — forçadas a confrontar não só as memórias compartilhadas, mas também o que deixaram de dizer, as mágoas, os silêncios, e a profundidade de laços construídos desde menina. Kim Go‑eun, famosa por sua habilidade de combinar leveza e dor em papéis dramáticos, traz autenticidade ao papel de Eun‑jung. Park Ji‑hyun, por sua vez, sustenta Sang‑yeon com sensibilidade, mostrando como amizades femininas podem ser simultaneamente fonte de conforto, conflito e renovação. A série promete emocionar bastante, com reviravoltas pessoais, diálogos sinceros e foco naquilo que é humano e vulnerável. Todos os Crimes da Louva‑a‑Deus  (Queen Mantis / All the Crimes of the Mantis) Data de estreia : 5 de setembro Gêneros : Thriller, Crime, Mistério Todos os Crimes da Louva‑a‑Deus  apresenta Go Hyun‑jung como Yi‑shin, uma mulher outrora conhecida como “Lova‑a‑Deus” por uma série de assassinatos que chocaram a Coreia. Após décadas presa, seus atos ganham novo eco quando alguém começa a emular os crimes pelos quais ela foi julgada. O filho de Yi‑shin, Soo‑yeol (interpretado por Jang Dong‑yoon, de Uma dose diária de Sol (2023)), agora detetive, é convocado para investigar essa nova onda de assassinatos — uma investigação que o obriga a confrontar o legado da mãe, a sociedade e sua própria ética como policial. Go Hyun‑jung já é veterana em dramas históricos e de suspense — seu papel em Mask Girl  (2023) é um indício de sua habilidade de interpretar personagens complexas e simbólicas. Jang Dong‑yoon e Lee El trazem ao enredo uma dimensão humana e conflitante — entre dever, vergonha e desejo de justiça. A narrativa caminha entre o sombrio thriller psicológico e o estudo de personagens, prometendo tensão constante, reviravoltas e uma reflexão sobre perdão, culpa e identidade. Viki Minha Juventude  (My Youth) Data de estreia : 5 de setembro Gêneros : Romance, Melodrama Em Minha Juventude , Song Joong‑ki (de Descendentes do Sol (2016)) assume o papel de Woo‑hae, um homem que carrega cicatrizes de uma infância difícil passada na indústria do entretenimento. Ele se reinventou como novelista e florista, buscando uma vida estável e tranquila, até que um reencontro inesperado com Je‑yeon (Chun Woo‑hee, de The 8 Show (2024)), seu primeiro amor, o força a revisitar memórias esquecidas e reconciliar passado e presente. A trama explora temas como identidade, amor, fama e o impacto humano do sucesso nas sombras, sobrepondo o cenário urbano moderno com reminiscências de dor pessoal. Chun Woo‑hee, conhecida por sua versatilidade dramática, traz profundidade à personagem Je‑yeon, que embora seja o amor antigo, carregará as suas próprias feridas. Lee Ju‑myoung e Seo Ji‑hoon completam o elenco com personagens que oferecem contrapontos — amigos, críticos, familiares — mostrando o quanto o sucesso e o fracasso pessoal moldam quem somos. Para quem gosta de dramas de romance que não evitam o peso emocional, Minha Juventude  promete ser uma das estreias mais sensíveis do mês. Shin’s project Data de estreia : 15 de setembro Gêneros : Comédia ácida Depois de anos como um dos principais negociadores da polícia, Shin Ha-kyun (Han Suk-kyu, de Dr. Romântico (2016)) decide se afastar da pressão do mundo criminal e abrir um restaurante de frango em um bairro modesto. Mas seus dias tranquilos são constantemente interrompidos por clientes com problemas complexos — de chantagens a sequestros — que ele resolve com sua incomparável habilidade de persuasão e leitura humana. A série equilibra humor ácido e dramas cotidianos, explorando os limites éticos de um homem que ainda não consegue abandonar o instinto de "salvar" os outros. Han Suk-kyu brilha mais uma vez, desta vez ao lado de Bae Hyun-sung ( Hospital Playlist (2020)) e da jovem revelação Lee Re ( Hellbound (2021)), que completam o elenco com química e energia. Uma comédia inteligente com um toque de redenção e frango frito. Prime Video A Rainha dos Golpes  (Confidence Queen) Data de estreia : 6 de setembro Gêneros : Crime, Comédia Neste remake sul‑coreano de Confidence Man JP , A Rainha dos Golpes  traz Park Min‑young como Yi‑rang, líder de um trio de vigaristas que decide usar sua astúcia para enganar os piores da sociedade — pessoas poderosas do setor imobiliário ou financeiro que abusam de sua posição. É um jogo de inteligência, falsidade e performance, onde Yi‑rang orquestra golpes elaborados com o objetivo moralista de retribuição social e justiça poética. Park Min‑young já é experiente em papéis que combinam charme e astúcia, como vimos em A Esposa do Meu Marido (2024). Com Park Hee‑soon (de A Herdeira (2024)) e Joo Jong‑hyuk (de Uma advogada extraordinária (2022)) ao seu lado, o trio promete uma dinâmica interessante: cada um tem seus talentos e seus dilemas, entre manipulação, engano e consequências. A direção de Nam Ki‑hoon adiciona toques visuais sofisticados e momentos de tensão, enquanto A Rainha dos Golpes  também se diverte com as falhas humanas – porque nem todo golpe sai perfeito, e as fraquezas quase sempre se revelam. Disney+ Polaris: Conspiração Política  (Polaris: Political Conspiracy) Data de estreia : 10 de setembro Gêneros : Drama, Espionagem, Suspense Em Polaris: Conspiração Política , a diplomata Mun‑ju (interpretada por Jun Ji‑hyun) enfrenta uma crise que ameaça sua reputação e todo o equilíbrio político da Coreia do Sul. Após um incidente violento na ONU que pode desencadear instabilidade, ela precisa se aliar ao ex‑agente secreto San‑ho (Gang Dong‑won, de The Plot (2024)), cujo passado misterioso guarda segredos que podem ser a chave para desvendar uma conspiração muito maior. A trama caminha entre thriller político e espionagem, ressaltando o preço do poder, da lealdade e do segredo. Jun Ji‑hyun, conhecida por papéis icônicos em séries como Kingdom (2019), tem presença magnética e estilo que eleva qualquer produção. Gang Dong‑won, com sua versatilidade e histórico em filmes de ação, adiciona tensão e imprevisibilidade ao personagem San‑ho. Com John Cho e Park Hae‑joon no elenco de apoio, Polaris  tem potencial para mesclar sequências de ação, dilemas globais e intrigas diplomáticas, além de explorar como as grandes instituições lidam com corrupção, imagem pública e crise interna. K-dramas de setembro: títulos para ver fora do streaming A Hundred Memories Data de estreia : 13 de setembro Gêneros : Juventude, Romance Ambientado nos anos 1980, A Hundred Memories  acompanha Young‑rye (Kim Da‑mi) e Jong‑hee (Shin Ye‑un, de A Lição (2022)), jovens guias turísticas que trabalham juntas em uma época de transição cultural e social na Coreia. O forte vínculo entre elas — marcado por amizade, rivalidade e crescimento pessoal — sofre um teste quando ambas se apaixonam por Jae‑pil (Heo Nam‑jun, de Quando o telefone toca (2024)), herdeiro de comerciante rico. A ambientação nos anos 80 adiciona à trama um tom nostálgico: estilo de vida, música, valores e as tensões entre tradição e modernidade brotam em cada cenário. Kim Da‑mi, conhecida por seu papel em Itaewon Class (2020), traz carisma e presença, especialmente em personagens que não se contentam com papéis secundários em suas próprias histórias. Shin Ye‑un, com sua atuação emotiva, equilibra perfeitamente a personalidade de Jong‑hee, mostrando inseguranças, sonhos e o peso dos conflitos pessoais. Heo Nam‑jun e Kim Jung‑hyun complementam o triângulo com tensões de status social e expectativa familiar, tornando A Hundred Memories  uma viagem nostálgica, mas também relevante. First Lady Data de estreia : 24 de setembro Gêneros : Política, Thriller First Lady  retrata o drama por trás do poder político. Min‑cheol (Ji Hyun‑woo, de A Bela e o Sr. Romântico (2021)), eleito presidente da Coreia do Sul após uma trajetória humilde, surpreende a todos — inclusive sua esposa Soo‑yeon (Eugene) — quando pede divórcio poucos meses antes da cerimônia de posse. A partir desse ponto, Soo‑yeon atravessa uma jornada complexa: chocada pela traição institucional, ela decide investigar as motivações do marido, desvelando segredos pessoais, manipulações políticas e ambições que ultrapassam o público e o privado. Eugene, que tantos fãs conheceram em A Cobertura  (2021), traz elegância e força ao papel de esposa traída mas determinada, enquanto Ji Hyun‑woo constrói Min‑cheol entre o ideal público e as sombras pessoais. A tensão entre imagem, responsabilidade e vida pessoal permeia cada episódio, tornando First Lady  uma obra que promete não só intriga política, mas uma reflexão sobre poder, sacrifício e identidade. Prepare o coração e a pipoca Setembro de 2025 entrega um verdadeiro festival de emoções e histórias envolventes para os fãs de K-dramas. Seja você fã de romance, suspense ou drama político, há uma série esperando por você neste mês. Com roteiros afiados, elencos estrelados e temáticas que vão do absurdo cotidiano à intensidade do submundo do crime, as produções deste mês mostram por que a Coreia do Sul continua sendo referência mundial em entretenimento televisivo. Cada lançamento traz um universo único, pronto para ser explorado — e você só precisa dar o play. Leia também: Por que a Coreia gosta tanto de K-dramas de viagem no tempo? Fique de olho nos lançamentos, compartilhe com os amigos, e não esqueça de adicionar seus favoritos à lista. Porque se tem algo melhor do que maratonar um bom drama... é ter vários para escolher!

  • [Opinião] Entre os palcos e as pistas: Entenda como o K-pop influenciou a nova era da F1

    Com a renovação do esporte e a expansão para novos públicos, a indústria do K-pop tornou-se uma das mais novas referências para a nova era da Formula 1 Divulgação/Oracle Red Bull Racing A Formula 1 passou por mudanças significativas que tornaram a marca algo ainda mais popular entre os grupos mais jovens, em especial, graças a abertura da categoria ao uso das redes sociais como forma de buscar novos públicos. Não somente na internet, mas para encher novamente as arquibancadas que, por muito tempo, estavam vazias devido à baixa audiência em diversos países dentro e fora da Europa. Com as rápidas mudanças não somente no consumo de conteúdo nas mídias digitais, mas também nos próprios aplicativos e sites de redes sociais, as empresas e marcas precisaram se adaptar rapidamente às novas tendências, em especial, quando se trata de jovens e adultos. Deste modo, é inegável destacar a forma na qual a indústria do entretenimento sul-coreana — ou seja, o K-pop, os K-dramas e o K-beauty — tem dominado tendências e redes de um jeito próprio e significativamente lucrativo. Esse método de disseminação de conteúdo em massa para representar grupos, marcas e equipes foi fundamental para que a Formula 1 conquistasse os mais jovens, em especial, as mulheres e meninas, resultando em uma nova era para o esporte. Para além da utilização de músicas em vídeos curtos, ou até mesmo da participação de idols em eventos do paddock — área restrita onde se encontram as garagens, escritórios, áreas de descanso para pilotos e mecânicos, e que abriga eventos para VIPs e patrocinadores — o K-pop influenciou a reformulação do que é ser fã, tornando os pilotos figuras que vão muito além de lendas de um passado não tão distante. Leia também: ISAC: Relembre os melhores momentos do evento de esportes dos K-idols O momento da virada A relação inicial da F1 em relação às redes sociais assumia uma postura conservadora, impedindo a criação de conteúdo não somente pela própria marca, mas por todas as equipes envolvidas no esporte. Sem sombra de dúvidas, essa postura era um fator característico da gestão de Bernie Ecclestone — ex- CEO da F1 —, que chegou a declarar não considerar necessário que a categoria engajasse o público mais jovem. Entretanto, o cenário enfrentou uma mudança significativa após o chefe do grupo Liberty Media tornar-se acionista majoritário da F1, que resultou na saída de Ecclestone do cargo e deu início a era das redes sociais na mais alta categoria do automobilismo. A abertura da categoria ao uso de redes sociais para promoção de corridas, eventos, equipes e pilotos se deu gradativamente a partir de 2017, superando a restrição anterior que impedia de pilotos até canais de televisão de realizarem quaisquer tipos de filmagem no paddock . Neste sentido, as equipes foram autorizadas a criar conteúdo para as redes sociais, tornando-se um atrativo para os fãs mais novos da categoria. Leia também: Participações especiais: Conheça feats e parcerias de K-Idols com artistas ocidentais O papel das redes na criação de novos ídolos No K-pop, a criação de ídolos tem como base a lapidação de talentos artísticos como canto, dança, performance e atuação, mas somente estes requisitos não são o suficiente para criar um ídolo. A popularidade dos idols não se restringe somente ao talento, mas na construção de uma personalidade pública chamativa, carismática e capaz de entreter para além dos palcos. Deste modo, empresas do ramo investem em programas de variedade, reality shows e conteúdo para as redes sociais. O mesmo passou a acontecer com a F1 nos últimos anos, afinal, apesar do talento e do desempenho nas pistas, é preciso carisma e um toque de simplicidade para aproximar os pilotos do público geral. A criação de conteúdo para YouTube facilitou o acesso ao dia-a-dia no paddock e ao perfil de cada piloto, vídeos simples baseados em jogos dinâmicos e interações entre equipes e duplas são algumas das táticas midiáticas capazes de aprofundar a relação dos fãs com seus ídolos. Diferentemente de outras categorias esportivas, a Formula 1 conseguiu elevar o conceito de fidelidade aos ídolos, que não é restrita somente a fatores como nacionalidade ou a equipe para qual o piloto corre. Hoje em dia, ter um piloto favorito se assemelha cada vez mais com a ideia de ter um integrante favorito em um grupo de K-pop. Como forma de aproximar o público dos pilotos, suas personalidades e interesses, a F1 investiu em um pequeno programa de variedades denominado Grill the Grid , cujos episódios são publicados no YouTube e contam com diversos jogos e dinâmicas sobre a Formula 1, envolvendo os pilotos do grid — linha de largada que estabelece a ordem do posicionamento dos carros conforme a classificação —, seja em duplas ou até individualmente. Além da pequena série, o canal oficial da F1 também disponibiliza vídeos que envolvem jogos de apresentação pessoal, nos quais o público conhece um pouco da personalidade dos pilotos, seus gostos e interesses. Seja mediante apresentações pessoais, ou até mesmo de um jogo sobre red flags de personalidade. Para além do conteúdo para YouTube, o TikTok passou a ganhar cada vez mais força no que tange a criação e disseminação de conteúdo do paddock para o público externo. As equipes passaram a adotar seus próprios formatos de vídeos curtos, que incluem desde jogos e momentos de descontração entre os pilotos e a equipe, quanto a pequenos highlights da semana, que incluem os melhores momentos e as cenas mais impactantes de cada fim de semana de Grand Prix . Equipes como a Ferrari , McLaren , Williams e Red Bull Racing são alguns exemplos de gerenciamento midiático que mistura a experiência nas pistas e a paixão por carros velozes com o carisma dos pilotos, além de algumas participações especiais que incluem celebridades diversas e pilotos de outras categorias. Por sua vez, esse novo modelo de distribuição de conteúdo contribui não somente para atingir cada vez mais públicos, como também, para gerar engajamento para os pilotos e equipes, tornando a Formula 1 um fenômeno que supera as barreiras impostas pelo tradicionalismo das torcidas esportivas. Isso se dá pela necessidade das gerações mais jovens no consumo em massa de mídias relacionadas a interesses em comum. Como, por exemplo, o caso das fãs de K-pop, que são adeptas a utilização das chamadas “ fanbases ” — bases de fã em redes sociais —, cujo conteúdo é voltado para informações e conteúdos de engajamento e divulgação relacionados a grupos e idols da música pop sul-coreana. O mesmo ocorre com fãs de F1, que se tornaram cada vez mais adeptos à criação de fanbases dedicadas a pilotos e equipes. Divulgação/X As semelhanças estéticas e na forma de passar informações e compartilhar conteúdo são características fundamentais das bases de fãs de artistas musicais ao redor do mundo, um fator que acaba surpreendendo quando adaptado a conteúdos sobre atletas e não necessariamente cantores. Por sua vez, a produção de conteúdo destas contas se expande para a tradução de notícias e entrevistas de forma completamente voluntária e sem fins lucrativos, com o único objetivo de informar e aproximar fãs de informações sobre seus ídolos, sejam eles cantores ou pilotos de Formula 1. Entre photocards e driver cards Se até então, você tem se perguntado o que o Ayrton Senna pensaria de ter um card de si próprio em toploaders decorados ou, até mesmo, em holders fofinhos pendurados na bolsa de alguma fã, saiba que este hábito tem se tornado cada vez mais comum. Afinal, os photocards de pilotos de Formula 1 são mais antigos do que os próprios photocards do K-pop que conhecemos hoje. As anteriormente denominadas “cartas colecionáveis” e atualmente conhecidas como driver cards são itens comercializados desde 1990, tendo seus primeiros sets lançados por empresas como as antigas ProTrac e Grid . Em 1995, a editora Multi lançou no Brasil a primeira coleção de cards que acompanhavam momentos marcantes da carreira de Ayrton Senna, compostas por fotos do piloto acompanhadas de histórias no verso, correspondentes ao ano e momento em que a fotografia havia sido tirada. Leia também: [Crítica] "KPOPPED - Sem Fronteiras", mas só se você fechar um olho... E depois o outro Divulgação/ProTac No entanto, foi somente em 2020 que a empresa Topps assumiu a produção oficial de cards colecionáveis da F1, que adquiriram um design completamente diferente do material que costumava ser distribuído por outras editoras em décadas anteriores. O novo formato é vinculado ao nicho do “ trading card game ”, cujas cartas possuem uma dinâmica semelhante à proposta das franquias Pokémon TCG e Yu-Gi-Oh TCG , que além de colecionáveis, também podem ser utilizadas para disputar batalhas entre jogadores. Divulgação/Topps Para além dos cards comercializados oficialmente, as próprias equipes de Formula 1 distribuem seus próprios photocards oficiais gratuitamente em eventos voltados para fãs, ou via correio para aqueles que solicitarem mediante envio de uma carta endereçada para as respectivas sedes das escuderias. Os chamados “ driver cards ” possuem tamanhos variados e tem seus designs alterados anualmente conforme o início de uma nova temporada, dos quais são produzidos cards individuais para cada piloto da equipe, em alguns casos, disponibilizados em formato físico e digital. Estes itens colecionáveis não necessariamente se restringem a categoria da Formula 1 e podem incluir pilotos de outras categorias como F1 Academy , F2 e etc. Divulgação/Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team E nada disso seria possível sem as mulheres Em um estudo realizado pela The Champs apontou o aumento significativo do público feminino da Formula 1, a pesquisa aponta que aproximadamente 25% do público total é composto por mulheres e mais de 75% dos novos fãs da categoria são do gênero feminino. A revolução digital da F1 e a criação de reality shows documentais como Drive to Survive (2018-) da Netflix são fatores que contribuíram significativamente para este fenômeno. Além das mídias, o surgimento da categoria de base exclusivamente feminina denominada F1 Academy têm sido um incentivo ainda maior para o público feminino, em especial, por levantar tópicos vinculados a representação feminina no automobilismo, cujas categorias sempre foram mistas, apesar da dominância histórica dos homens. Para além das fãs, a categoria tem se mostrado cada vez mais aberta a inserção de mulheres no meio corporativo em diversos setores, em especial, nas equipes de gerenciamento de mídias digitais, criação de conteúdo e Relações Públicas. Antes mesmo da reformulação em 2017, a F1 já contava com um histórico de mulheres que marcaram a categoria, seja na engenharia, como chefes de equipe e, até mesmo, pilotos. Com esta crescente, tornou-se cada vez mais comum ter mulheres tomando a frente na criação de conteúdo sobre o automobilismo, desde a criação de fanbases até o fomento de podcasts comandados por mulheres que unem paixão e profissionalismo para que as categorias sejam ainda mais inclusivas, nos mais diversos aspectos. Por sua vez, é inegável que as mudanças no "ser fã" dentro da Formula 1 acabem aderindo a estéticas e dinâmicas muito semelhantes aos fandoms de grupos e artistas de K-pop. Afinal, o mercado da música pop sul-coreana é predominantemente impulsionado pelo público feminino, o que acaba estabelecendo padrões e dinâmicas de consumo muito particulares. O K-pop e a F1 estão mais próximos do que nunca! Além das influências diretas ou indiretas, o K-pop e a F1 tem andado cada vez mais de mãos dadas, rendendo uma série de interações que vão desde a presença de idols no paddock até menções diretas a pilotos em canções. Como na mixtape DominATE , na qual o Stray Kids cita o piloto monegasco Charles Leclerc (Ferrari) na faixa Truman dos integrantes HAN e Felix no trecho "I know that we taking our time like Charles Leclerc" . Ainda em 2025, Lisa e Rosé marcaram presença no paddock durante o Grande Prêmio de Miami , que ocorreu no primeiro domingo de maio. As integrantes do BLACKPINK foram convidadas especiais da Scuderia Ferrari e visitaram a garagem da equipe no Autódromo Internacional de Miami nos Estados Unidos. Rosé foi a responsável por dar a bandeirada final, que consagrou Oscar Piastri (McLaren) como vencedor, seguido por seu companheiro de equipe Lando Norris e George Russel (Mercedes) . No mesmo ano, Rosé foi anunciada como parte da trilha sonora oficial do filme F1: The Movie , estrelado por Brad Pitt e Damson Idris . A faixa Messy faz parte do disco F1: The Album , que conta com canções originais e exclusivas do blockbuster que trouxe um pouco da experiência das pistas para as telas de cinema em um drama de ação eletrizante. Leia também: O ídolo nacional do LoL e das celebridades: Momentos em que o Faker foi tietado por idols de K-pop Diversos idols já demonstraram ser verdadeiros fãs da categoria, ainda que o Grande Prêmio da Coreia do Sul já não faça parte do calendário oficial da F1 desde 2013. Um dos grandes exemplos é o caso do Jeno (NCT/NCT Dream) que já demonstrou ser um Tifosi — nome oficial de torcida da Scuderia Ferrari — de carteirinha, mesmo que seu piloto favorito seja o pentacampeão holandês Max Verstappen (Red Bull Racing) . Outro grande fã assumido da Formula 1 é Jay (ENHYPEN) que recentemente passou a utilizar o Weverse para se conectar com engenes que também acompanham o esporte. O integrante do ENHYPEN chegou a conhecer pessoalmente o piloto George Russel (Mercedes) durante o Torneio de Tênis de Wimbledon , além de possuir um set oficial de lego do Mercedes-AMG W14 , o modelo pilotado por George Russel e Lewis Hamilton durante a temporada de 2023. Jay é um grande fã da Red Bull Racing e chegou a usar uma camiseta oficial durante durante um show do ENHYPEN, além de ter cantado o clássico trecho " DuDuDuDu Max Verstappen " da canção 33 Max Verstappen de Carte Blanq e Maxx Power . Atualmente, Jay utiliza Smooth Operatorrrr como username na plataforma Weverse, uma clara referência ao piloto espanhol Carlos Sainz (Williams) , cujo apelido é Smooth Operator devido a canção de mesmo nome da cantora britânica-nigeriana Sade , que costumava ser cantada pelo piloto no rádio durante suas corridas desde 2019. O exemplo de Jeno (NCT/NCT Dream) e Jay (ENHYPEN) nos levam a compreender outra dinâmica para além das estratégias midiáticas de disseminação da F1 enquanto categoria esportiva atrativa. Estes idols, por sua vez, acabam exercendo o papel de influenciadores, mesmo que de forma não oficial. Afinal, ao compartilharem o interesse na F1 com os fãs em plataformas digitais e eventos, estes acabam despertando o interesse de seus públicos pelo esporte. Há uma forte tendência entre fãs de artistas musicais, em especial, do K-pop, de tentarem se aproximar o máximo possível do ídolo através do consumo de produtos em comum e até gostos pessoais. Deste modo, fãs acabam buscando interagir cada vez mais com os interesses de seus ídolos, na intenção de se sentirem próximas e compartilharem de gostos em comum. Divulgação/X Este fenômeno levanta novas possibilidades quanto ao nível de proximidade que o K-pop tem tido com a F1, algo que pode ultrapassar campanhas com patrocinadores e convites para o paddock . Com a crescente de fãs jovens, em especial, as mulheres e meninas, é inevitável que haja uma aproximação cada vez mais intensa entre estes dois universos distintos, em especial, quando consideramos o quanto o "ser fã" na Formula 1 tem sido um fenômeno em fase de reestruturação, se aproximando cada vez mais das dinâmicas dos fãs de artistas pop sul-coreanos.

  • [Crítica] "KPOPPED - Sem Fronteiras", mas só se você tapar um ouvido... E depois o outro

    Programa de batalhas da Apple TV+ estreia buscando reinventar grandes hits globais em versões K-pop, mas falha em entender o próprio conceito (Apple TV+/Divulgação) O que torna o K-pop , K-pop? A sonoridade? Coreografia elaboradas e sincronismo? Os conceitos? Talvez apenas o fato de ser música pop cantada por sul-coreanos? Ou seria uma combinação de tudo? Tais perguntas permeiam o gênero musical desde o seu primórdio enquanto ele avança no gosto do público global, e aterrissa na Apple TV+ através do KPOPPED - Sem Fronteiras , um programa musical de batalhas que busca unir "o melhor de dois mundos". Saiba mais a respeito do reality show apresentado por PSY e Megan Thee Stallion, e o que o Café achou dele: Entendendo o KPOPPED O conceito por trás do KPOPPED é simples: oito episódios de meia hora cada trabalham a ideia de dar uma nova cara para hits globais de artistas ocidentais, através de um remix K-pop , convidando grupos sul-coreanos para dar vida à essa nova roupagem ao lado de seus intérpretes originais. Assim, " KPOPPED " torna-se um verbo, que em uma tradução totalmente livre significa que uma determinada música foi " K-popzada ". Por fim, com os grupos de K-pop separados em dois times (no que chama de " split ") dividindo o palco com lendas da música pop , hip-hop , soul ou R&B , uma plateia ao vivo é a responsável por decidir com lightsticks quais das duas equipes (Dourado ou Roxo) fez sua apresentação "K-popzada" favorita. E quem ganha a batalha recebe... O prazer de ter ganhado o duelo. Ao todo, 14 artistas globais e oito grupos de K-pop são reunidos em oito duelos. O Billie fica por conta de Savage e Lady Mermalade , de Megan Thee Stallion e Patti LaBelle, respectivamente, enquanto o ITZY se enfrenta para repaginar Wannabe e Say You'll Be There , das Spice Girls (representadas por Mel B e Emma). Já o Kep1er é responsável por Ice Ice Baby , do Vanilla Ice, e Tell It to My Heart , de Taylor Dayne. O mix segue com a inclusão do grupo de j-pop JO1, com Let Me Blow Ya Mind , da EVE, e Joyride , da Kesha ; do ATEEZ, com reimaginações para Can't Get You Out of My Head (Kylie Minogue) e Mi Gente (J Balvin); e das meninas do STAYC, que colaboram com Boy George e TLC para apresentar seus respectivos hits Karma Chameleon e Waterfalls . (Apple TV+/Divulgação) O programa fica completo com o KISS OF LIFE e suas versões para Kings & Queens , de Ava Max, e Hold My Hand , de Jess Glynne, e os duetos entre o BLACKSWAN e o Boyz II Men, com Motownphilly  e End of the Road . Com uma ideia tão simples assim, é de se imaginar que KPOPPED tenha tudo para ser um grande pedaço de entretenimento, correto? Correto. Mas a execução é terrivelmente errada. Acionem o PROCON para este programa Desde que foi anunciado, KPOPPED foi vendido sob a impressão de que Megan Thee Stallion e PSY seriam as figuras centrais, dividindo o palco para liderar um programa que não só apresentaria mais do K-pop para o mundo, mas traria ao público a oportunidade de ver hits atemporais reimaginados para o pop coreano. Mas logo torna-se evidente que nem Stallion nem PSY estarão presente para além da superficialidade. A "cavalona" hitmaker do Texas e responsável pelo sucesso Savage participa do reality apenas no primeiro episódio como uma das artistas convidadas, aparecendo nos outros episódios em VTs aleatórios e breves narrações. Já PSY é um caso pior: o veterano, responsável pelo maior viral do K-pop que o mundo já presenciou, é apenas um totem em participações pré-gravadas. (Apple TV+/Divulgação) O intérprete de Gangnam Style aparece em dois momentos. O primeiro é no palco, ao lado de Megan, trocando elogios e fazendo uma breve introdução dos artistas sul-coreanos, e o segundo é um shot aéreo noturno no topo de um prédio, explicando para a audiência como funciona a votação. Fim. Se você esperava por algo além disso, como ver a química que essas duas grandes personalidades dotadas de um magnético carisma poderiam ter juntas, lamento dizer que tal interação jamais chegará. Em seu lugar, temos a presença surpresa da atriz Soojeong Son , responsável por ser a apresentadora do KPOPPED em uma mediação que segue um roteiro insípido e hermético que não dá nenhum espaço para interações naturais. Para piorar, é desconfortavelmente evidente que, na verdade, toda a competição é um espécie de "cavalo de Troia": um daqueles presentes que damos a alguém esperando que ele seja devolvido. Estamos todos reunidos aqui, neste não tão glorioso dia, para exaltar mais ainda as lendas ocidentais, enquanto os artistas sul-coreanos são usados mais como um meio de atingir isso. Se KPOPPED fosse um produto ou serviço lançado em solo brasileiro, seria impossível não acionar o PROCON por tamanho propaganda enganosa. O KPOPPED e seu K-pop para estadunidense ver Se em algum momento KPOPPED tinha a intenção de explorar mais do K-pop , introduzindo para uma audiência global mais da música coreana, jamais saberemos. O programa tem um formato evidentemente "americanizado" com a música ocidental como protagonista. Aqui, o gênero coreano é apenas essa ideia meio distante e abstrata, o "objeto reluzente do momento" reservada para os jovens, como pontua Patti LaBelle ao comentar que seus netos amam a música sul-coreana. Todo o formato é feito para vangloriar os hits globais e fazer o público relembrar essas músicas inesquecíveis enquanto tira um bom proveito do K-pop, que parece resumir-se ao perfeccionismo por trás de danças elaboradamente coreografadas e sincronizadas. Até mesmo o tal "remix K-pop" é duvidoso. Se você conseguir identificar o que tem de K-pop na maioria dessas novas versões, terei que parabenizá-lo. Muitas das vezes as músicas apresentadas soam próximas demais das originais, quase como um cover acrescido por um eventual dance break ou um BPM mais ágil. Talvez seja por isso que nós, como público, tenhamos sido privados de uma espiada por trás do processo criativo que "K-popficou" essas faixas. (Divulgação) Leia também | Participações especiais: Conheça feats e parcerias de K-Idols com artistas ocidentais "Depois a gente junta" Mas não só o entendimento do conceito deixa a desejar. KPOPPED falha por não conseguir balancear tudo que quer mostrar em uma duração tão curta. Meia hora é insuficiente para explorar todo o processo por trás de uma ideia tão interessante e ambiciosa, acabando por resultar em episódios bagunçados, superficiais e descompassados. A exemplo, todo o processo para fazer as apresentações aconteceram são resumidos em uma edição que raramente ultrapassa os cinco minutos. Tudo é pincelado nessa nem meia dúzia de minutos, criando uma sensação de que a produção tem pouco interesse no processo e só quer chegar logo no resultado final. Até mesmo o tenebroso feedback que sucede as colaborações tem mais tempo de tela do que os bastidores. E esse, por sua vez, é um pesadelo surrealista que merece seu próprio parágrafo, por tornar dolorosamente evidente o tanto que o programa é carregado por um roteiro que precisa ser seguido a risca. O resultado é um momento de interação completamente pasteurizado para extrair apenas uma bajulação superficial, em perguntas propositalmente direcionadas para tal. Por exemplo, ao invés de Soojeong Son questionar " fulano, o que você achou da apresentação? ", proporcionando a possibilidade de interações mais naturais e genuínas, a apresentadora pergunta algo como " o quão INCRÍVEL foi essa apresentação maravilhosa que seus olhos acabaram de ser agraciados? ". Se a ideia por trás disso era passar a mesma ideia de perfeccionismo pelo quão grupos de K-pop são conhecidos por ter, talvez as pessoas envolvidas com este reality precisam assistir um ou dois episódios de um BOYS PLANET da vida. Há tantos pontos (negativos) para pontuar que é fácil ficar perdido. Colaborações duvidosas ao longo do reality show Em meio a toda essa jornada de trinta minutos, chegamos na questão das parcerias que não são "tão parceria" assim. Enquanto é evidente que os grupos coreanos tenham tido um tempo prévio e hábil para se familiarizar com as novas versões e ensaiarem suas coreografias, os intérpretes originais são jogados nesse meio com apenas 48h para se ajustarem. E o que poderia dar errado, não é mesmo? Uma das curiosidades mais chocantes de KPOPPED é que parece que só ali, na sala de prática em Seul, os estrangeiros tem a oportunidade de ouvir pela primeira vez a versão final do remix . E com tão pouco tempo para ensaiar, e sendo eles quem são, é muito mais cômodo jogar fora uma boa parte do esforço dos idols até ali para acomodar aquilo que é melhor ou mais fácil para eles. (Divulgação) É claro que nem todos os artistas convidados se portam assim, mas para alguns é um tanto evidente o desinteresse ou até mesmo o desgosto pela participação. Mas em uma edição tão pouco trabalhada, de uma forma mágica, tudo dá certo no final e a apresentação ocorre sem nenhum problema, resultando em um chuva de elogios. Talvez seja por isso que eles são considerados artistas tão reverenciados. Mas nem tudo é ruim, claro. Até porque KPOPPED convida pessoas como Kylie Minogue , que genuinamente parece não só animada com toda a parceria, como também disposta a se adaptar ao grupo ao invés de forçá-los a se adaptarem a ela. Ainda, a cantora australiana mostra-se imersa o suficiente na experiência para pedir um nome para a sua unit e até mesmo arriscar um ou dois annyeonghaseyo e gamsahamnida . Leia também | [Crítica] Após sucesso de "Poppy", STAYC retorna com "Teddy Bear" e dose extra de fofura Quem sabe, faz K-pop Aproveitando o gancho, é inegável que mesmo em meio a uma jornada tão convulsionada, KPOPPED tenha os seus momentos de glória. E um deles é justamente o episódio da nossa Deusa do Pop, Kylie. (Divulgação) O quinto episódio do programa é, disparado, o melhor e o ponto mais alto das batalhas. E não (só) por conta de Minogue, mas pela identidade que o ATEEZ traz para o palco. Ao lado de dois outros grupos, o time por trás da recente Lemon Drop entende perfeitamente o conceito que move o programa, imprimindo nas faixas não só suas respectivas identidades, mas também o que vem a ser uma sonoridade mais puxada para o K-pop. Para completar, eles fazem o que quase nenhum outro grupo fez: introduzir na letra versos em coreanos, "K-popficando" ainda mais seus duelos, resultando em duas apresentações eletrizantes e sensuais de suas próprias maneiras. O boygroup cumpre o que promete e tem tudo para dar uma novo sopro de vida para Can't Get You Out of My Head e Mi Gente , já inesquecíveis. No episódio quatro, o JO1 é uma interessante adição ao quadro de artistas "conterrâneos". Primeiro por serem um grupo de J-pop em um programa que busca surfar na Onda Coreana , o famoso Hallyu. E segundo também por serem do J-pop, que traz uma sonoridade completamente diferente do seu primo distante. Talvez por serem por si só uma incongruência tão grande no meio de artistas coreanos, que o time de 11 membros formado através do PRODUCE 101 JAPAN se destaque em suas repaginadas, trazendo para a audiência versões que realmente se aproximam à sonoridade pop japonesa. (Divulgação) Já no sexto episódio, o STAYC também é responsável por um dos pontos altos do KPOPPED , com apresentações vocais que fazem jus aos seus talentos e soam um pouco mais próximas do pop coreano do que a maior parte das outras faixas. E enquanto o ATEEZ introduz o coreano através de seus integrantes, as cantoras responsáveis por RUN2U e Teddy Bear desafiam Boy George a arriscar algumas palavras em hangul . Outro detalhe legal, e possivelmente o único que realmente soa como uma homenagem ao K-pop, é a presença dos icônicos lightsticks , que aqui ainda são incorporados como o sistema de votação para determinar os vencedores. KPOPPED, mas nem tanto... Ao fim de KPOPPED, é difícil saber qual exatamente era a ideia que a produção tinha ao elaborar o programa, e qual resultado esperavam atingir. Ao fim do último episódio, que termina sem pompas, a impressão mais duradoura é a de um reality sem direcionamento e sem alma. Por mais que todo o conceito seja interessante e projeto seja ambicioso (o pesadelo que deve ter sido gerir todas essas agendas...), KPOPPED falha em torna-se relevante ou memorável, sendo vítima da própria construção e montagem. Me espantaria muito descobrir que uma segunda temporada está a caminho. (Divulgação) O lado bom de tudo vai ser poder ouvir oficialmente as versões "K-popzadas" desses hits em qualquer plataforma digital, a serem liberadas logo mais. E não sei vocês, mas mal vejo a hora de poder garantir um PAK, um RAK e um CAK para Can't Get You Out of My Head (KPOPPED ver.) aqui em casa. Você já viu o programa? Confira mais notícias do mundo do K-pop aqui no Café com Kimchi!

  • Saiba tudo sobre "Twelve", o K-drama com Ma Dong Seok numa batalha de anjos e demônios

    Produção do Disney Plus conta com a participação de Park Hyung Sik e Seo In Guk no elenco (Divulgação / Disney+) Novidade no Disney Plus! Twelve, K-drama lançado em agosto deste ano, é a aposta do streaming para os fãs de ação e fantasia. Inspirado nos anjos do zodíaco, a série coreana marca o retorno do ator Ma Dong Seok — também conhecido como Don Lee — ao universo dos dramas após mais de cinco anos. E, além disso, a produção é estrelada por Park Hyung Sik e Seo In Guk , outros dois grandes nomes do cenário audiovisual sul-coreano. Twelve tem oito episódios a todo e estreou no Disney Plus internacional (e na emissora KBS2 na Coreia) em 23 de agosto, e não há uma data para o título chegar ao catálogo brasileiro por enquanto. Contudo, o público já ficar por dentro do lançamento do K-drama, e o Café com Kimchi reuniu tudo o que você precisa saber sobre ele! Leia abaixo: Qual é a sinopse de Twelve, o K-drama sobrenatural do Disney Plus? Inspirado no zodíaco coreano, Twelve conta a história de 12 anjos que lutaram bravamente contra seres malignos para proteger a vida humana. Com seus sacrifícios, eles selaram as trevas e a paz reinou por longos anos, até que o mal desperta novamente, trazendo caos para a Terra e fazendo com que os anjos retornem à batalha. Na trama, Taesan (Ma Dong Seok), que simboliza o tigre, é um dos 12 anjos e precisa juntar forças para enfrentar O-Gwi (Park Hyung Sik), uma entidade malévola que planeja transformar o mundo em seu inferno particular. O plano de O-Gwi consiste em acordar Mir (Lee Joo-bin), uma criatura de poder infinito, cujas habilidades podem ser usadas para o bem ou para o mal. Conheça os rostos do elenco de Twelve! (Divulgação / Yonhap News) O protagonista de Twelve , Ma Dong Seok, é um ator veterano com uma carreira recheada de filmes e dramas populares. Também conhecido como Don Lee, seus filmes são majoritariamente de ação, como Invasão Zumb i (2016), Força Bruta (2022) e o recente Em Ruínas (2024). Sua trajetória se estendeu para o exterior, ganhando reconhecimento internacional ao participar do elenco de Eternos como o primeiro super-herói coreano da Marvel. Já Park Hyung Sik é outro rosto famoso na dramaland, que esteve em sucessos como Strong Woman Do Bong Soon (2017) em Médicos em Colapso (2024), este disponível no catálogo da Netflix. Ao lado dos dois está Seo In Guk, de doramas como O Jogo da Morte (2023) e Desgraça ao Seu Dispor (2021), deixa o cast ainda mais estrelado. Outros nomes de Twelve que você também pode reconhecer são Kang Mi-na (de De Volta às Raízes ), Sung Dong Il (de O Conto da Senhora Ok ) e Lee Joo Bin (de La Casa de Papel Coreia ). O retorno de Ma Dong Seok aos K-dramas e o primeiro vilão de Park Hyung Sik Desde sua dispensa militar em 2021, Park Hyung Sik participou de projetos de gêneros ecléticos, indo do drama de vingança Buried Hearts ao romance em Médicos em Colapso. Porém, mesmo com tantos anos de carreira, Twelve foi a primeira vez em que Hyung Sik interpretou um vilão declarado. (Divulgação / KBS2) Em entrevista ao Soompi, o ator contou que alguns dos motivos que despertaram seu interesse pelo papel foram o fato de seu personagem ser, essencialmente, um corvo, além do mistério sobre o que se passa na mente do vilão. "Abordei o papel com a ideia de dar a O-Gwi qualidades obscuras e desconhecidas, e tentei incorporar os movimentos elegantes, porém precisos, das asas do corvo à ação", disse. Leia também no site - Bon Appétit, Vossa Majestade: tudo sobre o K-drama que combina romance de época e culinária E aí, você já viu Twelve? Confira outras notícias sobre o mundo dos K-dramas aqui no Café com Kimchi!

  • "My Youth" marca o retorno emocional de Song Joong-ki aos K-dramas

    Após três anos longe dos K-dramas, Song Joong-ki vive personagem introspectivo em novo drama romântico chamado "My Youth" (Divulgação/JTBC) Após três anos longe das telinhas, Song Joong-ki  está oficialmente de volta ao universo dos k-dramas com My Youth , nova produção da JTBC  que estreia em 5 de setembro de 2025, e será lançada simultaneamente para o público brasileiro pela Rakuten Viki . Conhecido por papéis icônicos como Vincenzo  (2021) e Reborn Rich  (2022), o ator agora assume um personagem mais introspectivo e sensível, em um romance dramático que mistura nostalgia, crescimento pessoal e o poder dos reencontros. O pôster oficial do drama foi divulgado no fim de agosto e traz uma atmosfera melancólica e poética, com a frase “O que nos tornamos à medida que o tempo passa?”  estampada sobre uma imagem delicada dos casais — uma metáfora direta para o amadurecimento e a transformação. Ao seu lado no elenco está Chun Woo-hee , estrela de The 8 Show (2024) e Uma família inusitada (2024) , interpretando o primeiro amor de seu personagem. (Divulgação/JTBC) A trama, segundo o diretor Lee Sang-yeop , é “uma história de risos calorosos, mágoas profundas e reconexões com partes esquecidas de si mesmo”. Leia também: Como a dublagem impulsionou o sucesso dos K-dramas no Brasil? Com estreia confirmada para 5 de setembro, My Youth  é uma das produções coreanas mais aguardadas do ano. Para quem procura um K-drama maduro, emocionante e repleto de reencontros que tocam a alma, essa é uma aposta certeira! Qual é o enredo da produção? A história de My Youth  gira em torno de Sun Woo-hae ( Song Joong-ki ), um ex-ator mirim que abandonou a fama após vivenciar episódios traumáticos no meio artístico. Refugiado em uma rotina tranquila como florista e autor de romances (sob pseudônimo), ele leva uma vida reservada até reencontrar sua amiga de infância, Sung Je-yeon ( Chun Woo-hee ), uma mulher determinada que hoje comanda uma equipe em uma poderosa agência de talentos. Je-yeon procura Woo-hae para convencê-lo a participar de um documentário sobre ex-celebridades, mas o reencontro desperta sentimentos há muito enterrados. Aos poucos, ambos são forçados a revisitar feridas do passado e confrontar as versões de si mesmos que criaram ao longo dos anos. Com diálogos intimistas, o drama promete não apenas explorar um romance renascente, mas também abordar temas como trauma, autoconhecimento, perdão e propósito . “Assim que li o roteiro, senti que era uma história de cura”, afirmou Song Joong-ki em entrevista à Elle Korea . “Sun Woo-hae é um personagem com muitas camadas, e me senti profundamente conectado à sua dor e ao seu silêncio.” Chun Woo-hee, por sua vez, destacou a complexidade emocional de sua personagem: “Je-yeon é alguém que tenta ser perfeita o tempo todo. Ela acredita que pode superar qualquer obstáculo, mesmo quando o mundo à sua volta desaba.” Song Joong-ki: uma carreira marcada por versatilidade e sucesso Nascido em Daejeon em 1985, Song Joong-Ki  é hoje considerado um dos maiores nomes da atuação na Coreia do Sul. Com uma carreira que mescla popularidade massiva e reconhecimento da crítica, ele acumula prêmios como dois Baeksang Arts Awards   e dois Blue Dragon Film Awards , além de figurar em diversas listas da Forbes Korea como uma das celebridades mais influentes do país. Song ganhou notoriedade nacional com o drama Sungkyunkwan Scandal  (2010) e ampliou sua fama como membro do programa de variedades Running Man  (2010–2011), tornando-se rapidamente uma figura querida do público. (Divulgação/JTBC) Ao longo dos anos, ele construiu uma carreira sólida e versátil, protagonizando alguns dos dramas mais icônicos da televisão sul-coreana, como The Innocent Man  (2012), Descendants of the Sun  (2016), Vincenzo  (2021) e Reborn Rich  (2022). Nos cinemas, também brilhou com grandes sucessos de bilheteria como A Werewolf Boy  (2012) e The Battleship Island  (2017), filmes que o consagraram como um verdadeiro fenômeno de bilheteria. Seu talento, carisma e presença de tela o consolidaram como um dos atores mais completos de sua geração. Agora, com seu retorno à televisão em My Youth , Song Joong-Ki volta ao centro das atenções em um papel que promete emocionar e surpreender. Interpretando Sun Woo-Hae , um ex-astro mirim que busca recomeçar a vida longe dos holofotes, o ator revisita temas como amadurecimento, memórias e reconciliações. A escolha de Song para o papel principal eleva a expectativa do público, que o aguarda ansiosamente desde os primeiros anúncios da produção. Seu envolvimento na série é visto como uma garantia de qualidade — e um dos grandes atrativos deste que já é considerado um dos K-dramas mais aguardados de 2025. Elenco de My Youth promete emoção e profundidade no novo K-Drama (Divulgação/ELLE Korea) O elenco de My Youth  é um dos grandes destaques do novo K-drama, reunindo nomes consolidados e promissores da televisão coreana. Entre eles, Chun Woo-Hee vive a determinada empresária Sung Je-Yeon . Conhecida por seus papéis intensos em filmes como Han Gong-Ju  (2013) e The 8 Show (2024), Woo-Hee traz profundidade emocional à personagem, tornando a química entre os protagonistas um dos pontos mais esperados do drama. As primeiras fotos de bastidores, divulgadas com exclusividade pela Elle Korea, revelaram não só a preparação intensa dos atores, mas também a química natural entre os protagonistas. Em um ensaio fotográfico com o conceito “entre amigos e amantes” , Joong-ki e Woo-hee surpreenderam a equipe com poses e expressões cheias de sintonia, antecipando o que pode ser um dos casais mais carismáticos dos K-dramas recentes. Leia também: Por que a Coreia gosta tanto de K-dramas de viagem no tempo? A atriz elogiou a parceria com o colega de cena, afirmando: “Ele é alguém que enxerga o todo, não apenas a atuação, mas o ambiente em volta. Foi maravilhoso dividir o set com alguém tão atento e generoso.” Já Song comentou: “Ela tem opiniões fortes e honestas, pesquisa muito e nunca hesita em se entregar completamente ao papel.” (Divulgação/JTBC) Complementando o elenco principal está Lee Joo-Myoung , de Vinte e Cinco, Vinte e Um (2022), no papel de Mo Tae-rin , uma ex-estrela mirim com personalidade direta e cativante, e Seo Ji-hoon , de Meu Adorável Mentiroso (2023), como Kim Seok-joo , primeiro amor de Tae-rin e irmão adotivo de Sun Woo-hae. A variedade de personagens promete enriquecer a narrativa com diferentes perspectivas sobre amadurecimento e escolhas. O roteiro de My Youth , assinado por Park Si-Hyun , de Na Direção do Amor  (2020), e a direção de Lee Sang-Yeop , de Yumi’s Cells (2021), encontram no elenco um terreno fértil para explorar temas como amadurecimento, reconexões e segundas chances. A escolha cuidadosa dos atores não só reforça o potencial dramático da série, como também aumenta as expectativas do público. Lançamento global e expectativa internacional O impacto de My Youth  não se restringe ao público sul-coreano. A Rakuten Viki , uma das maiores plataformas globais de conteúdo asiático, adquiriu os direitos de exibição do K-drama para os Estados Unidos, América Latina e Europa, consolidando-o como uma das estreias mais esperadas internacionalmente no segundo semestre de 2025. Segundo Jaehee Hong , vice-presidente sênior da plataforma: “ My Youth  possui uma narrativa poderosa e atuações impecáveis. É uma adição valiosa ao nosso catálogo, pensada não apenas para fãs de k-drama, mas para todos que buscam uma trama envolvente e emocional.” Leia também: Desmascarado | K-drama que é a nova aposta do Disney+ chega com mistério e tensão Com mensagens universais sobre recomeços, cura e o poder do tempo, My Youth  chega como uma promessa de emoção e identificação. Para os fãs de longas jornadas emocionais e para aqueles que buscam novos dramas para amar, a série parece ter tudo para se tornar um dos grandes destaques do ano.

  • K-pop no cinema! Quais shows e documentários estão em cartaz no Brasil?

    Perdeu a turnê do seu artista favorito nas telonas? Outras opções estão disponíveis (Divulgação / Starship Entertainment) NCT Dream , BTS e aespa não só passaram por palcos brasileiros, mas também marcaram presença em telas de cinema locais. A transmissão de shows e documentários de K-pop em cinemas tem se mostrado uma prática recorrente e de enorme popularidade entre os fãs, em uma oportunidade de se reunirem e desfrutarem de um momento único e em alta qualidade. Desde 2021, diversas produções relacionadas a K-pop foram distribuídas em redes do Brasil. Desde grupos que trouxeram suas turnês para o país ou os que foram um sonho distante para os fãs, por exemplo o BLACKPINK: The Movie e o Hybe Cine Fest Latam , um festival de filmes de concertos completos de ENHYPEN , TXT , SEVENTEEN e mais agenciados da Hybe Labels . Este ano alguns nomes importantes já marcaram presença nas telonas, como iDOL do G-(I)DLE na última semana e RM: Right People, Wrong Place , documentário do centrado no líder do BTS que esteve disponível durante os meses de dezembro e janeiro em diversas cidades brasileiras. Leia também: Todas as colaborações de “RUBY”, novo álbum da Jennie do BLACKPINK A lista abaixo reúne todos os lançamentos relacionados a K-pop disponíveis em redes de cinema brasileiras. A matéria passará por atualizações conforme novas produções sejam anunciadas. Quais shows e documentários de K-pop estão em cartaz no Brasil? Maratona BTS Movie Weeks (Divulgação / HYBE) BTS 2016 Live The Most Beautiful Moment in Life On Stage: Epilogue Remastered Estreia: 24 de setembro Cidades: Confira todas as cidades no site Ingressos.com Os ARMYs poderão relembrar e se emocionar com o show de encerramento da série “ The Most Beautiful Moment in Life ” em 2016, que marcou uma fase decisiva na trajetória do BTS . O repertório mistura baladas como Autumn Leaves e Butterfly , e hits animados, entre eles FIRE , Save Me e Young Forever . BTS 2017 Live Trilogy EPISODE III THE WINGS TOUR THE FINAL Remastered Estreia: 25 e 28 de setembro Cidades: Confira todas as cidades no site Ingressos.com O espetáculo acompanha o momento em que o BTS consolidava seu sucesso mundial após conquistar o primeiro prêmio no Billboard Music Awards. A produção conta com performances de sucessos como Blood Sweat & Tears , DNA e MIC Drop . BTS 2019 WORLD TOUR ‘LOVE YOURSELF: SPEAK YOURSELF’ LONDON Remastered Estreia: 1 e 5 de outubro Cidades: Confira todas as cidades no site Ingressos.com Gravado no estádio de Wembley, em Londres, o show entrou para a história por tornar o BTS o primeiro grupo coreano a se apresentar como atração principal no local. Com cenários de grande escala, projeções em LED e a participação do público em um dos maiores estádios do mundo, o filme mostra uma das apresentações mais emblemáticas da carreira do boygroup. BTS 2021 MUSTER SOWOOZOO Remastered Estreia: 2 e 5 de outubro Cidades: Confira todas as cidades no site Ingressos.com O fanmeeting gravado em Seul marcou o oitavo aniversário do grupo, em 2021. Na ocasião, o evento foi realizado em formato virtual por conta da pandemia, reunindo cerca de 1,3 milhão de espectadores ao vivo em todo o mundo. A setlist inclui Dynamite , Life Goes On e Butter . Por se tratar de um fanmeeting, o evento também contou com momentos de interação: fãs tiveram suas imagens projetadas em um telão no palco e puderam cantar junto com os artistas. Venda antecipada dos quatro filmes já está disponível . Leia também: Conheça o KICKFLIP e os membros do novo boygroup "5th gen" da JYP Pretende assistir alguma produção nos cinemas? Não deixe de conferir atualizações sobre a programação no site e redes sociais do Café com Kimchi.

  • ZB1, aespa e todos os lançamentos de K-pop em setembro de 2025

    Primeiro dia do mês contará com quatro grandes lançamentos de boygroups; confira o calendário completo (Divulgação / WAKE ONE / SM) Depois de uma temporada marcada por lançamentos com a cara do verão , a Coreia do Sul e o K-pop se despedem da estação. Setembro abre as portas para o outono e, com ele, chega também uma nova leva de debuts e comebacks , trazendo sonoridades diferentes do trimestre anterior e muito aguardadas pelo público. O mês promete trazer muitas novidades animadoras para os fãs de K-pop. No início de setembro, o ZB1 fará seu retorno com o primeiro álbum completo, no mesmo dia em que NCT Wish , MONSTA X e TREASURE também lançarão novos trabalhos. Nas semanas seguintes, o público poderá acompanhar os aguardados comebacks de CIX , ALL(H)OURS e da banda sul-coreana DAY6 . Não são apenas os grupos que vão movimentar o mês. Entre os solistas , o público pode aguardar o retorno de Wendy , do Red Velvet , e de Jun.K e Wooyoung , do 2PM . Já Haechan , do NCT , e Chaeyoung , do TWICE , farão suas tão esperadas estreias com álbuns solo. Leia também: 15 Músicas de K-pop que completam 10 anos em 2025 ZEROBASEONE (1 de setembro) Após pouco mais de dois anos desde o debut, o ZEROBASEONE se prepara para lançar seu primeiro álbum completo. Intitulado de NEVER SAY NEVER , o primeiro álbum completo do boygroup terá ICONIK como single de divulgação e abre os lançamentos de setembro. aespa (5 de setembro) A primeira semana de comebacks do mês segue movimentada com o retorno do aespa . Após o lançamento do single Dirty Work no final de junho, o quarteto se prepara a divulgação do seu quarto EP Rich Man . Com o início da turnê aeXIS LINE amanhã (29), os fãs poderão ouvir antecipadamente a faixa principal. CIX (8 de setembro) O boygroup CIX também está entre os retornos mais aguardados de setembro. Os teasers revelam que o grupo apostará em uma atmosfera de fantasia, com os integrantes exibindo um visual celestial e um forte investimento estético no MV. Leia também: Conheça o ALLDAY PROJECT, o novo grupo misto da THEBLACKLABEL CORTIS (8 de setembro) Entre tantos comebacks também há novos artistas que farão suas estreias em setembro, entre eles, CORTIS. O novo boygroup da BIGHIT MUSIC é a primeira estreia da gravadora desde TXT há seis anos. Ao longo de agosto , a empresa tem apresentado o quinteto com pré-singles para esquentar a aguardada estreia que acontece em 8 de setembro com o EP COLOR OUTSIDE THE LINES . Todos os comebacks e debuts de K-pop confirmados para setembro de 2025 01/09: ZEROBASEONE - "NEVER SAY NEVER", Full Album 01/09: TREASURE - "LOVE PULSE", EP 01/09: MONSTA X - 'THE X", EP 01/09: NCT WISH - "Color", EP 01/09: Jun.K - "Dear My Muse", EP 01/09: ILLIT - "Toki Yo Tomare", single japonês 05/09: aespa - "Rich Man", EP 05/09: DAY6 - "The DECADE", Full Album 08/09: CORTIS - "COLOR OUTSIDE THE LINES", EP 08/09: CIX - "Go Chapter 1: Go Together", EP 08/09: Haechan - "TASTE", Full Album 09/09: ALL(H)OURS - "VCF', EP 10/09: Wendy - "Cerulean Verge", EP 12/09: Chaeyoung - "LIL FANTASY", Full Album 15/09: Jang Wooyoung - "I'm Into", EP 17/09: FTISLAND - "Instinct", Full Album japonês 17/09: ATEEZ - "Ashes to Light", Full Album japonês 26/09: P1Harmony - "Game Lovers Club", Full Album

  • Review | Em "KARMA", Stray Kids celebra a glória e encara o peso da jornada em novo álbum

    KARMA reforça a identidade criativa do boygroup e celebra a conexão com os fãs em 11 faixas poderosas (JYP Entertainment/Divulgação) O Stray Kids voltou com novo álbum! KARMA, lançado no dia 22 de agosto, tem produção e composição assinadas majoritariamente pela 3RACHA — a subunidade criativa formada por Bang Chan , Changbin e Han —, e o projeto reafirma o domínio artístico do grupo no cenário global do K-pop . Gravado entre turnês e quartos de hotéis, e lançado após o aclamado ATE  e a mixtape Hop , KARMA  surge como um testemunho de maturidade musical, inovação e fidelidade à própria narrativa dos meninos. Com um pano de fundo ambientado no ano de 2081, o comeback se desenrola como uma competição de elite dos "Karma Sports", em que os membros encarnam campeões lendários em visuais esportivos de alta moda e disputam não só uma taça simbólica, mas o legado da própria trajetória. Nisso, é feita uma metáfora visual para o que o Stray Kids vem construindo desde 2017: uma corrida onde a persistência e o talento garantem vitórias autênticas, mesmo sob pressão. Leia também este post: TXT encerra série com novo álbum "The Star Chapter: TOGETHER" A estética futurista não é por acaso; ela permeia o som de KARMA . Há o uso agressivo e refinado de sintetizadores, batidas de EDM e arranjos que flertam com pop alternativo, trap e até elementos de música clássica moderna. A faixa de abertura, BLEEP, já deixa claro o tom rebelde e introspectivo do trabalho, com letras que desafiam a censura e confrontam verdades desconfortáveis. Ainda assim, o grupo não se rende ao caos: os Stray Kids o moldam. CEREMONY, o equilíbrio entre a celebração e a crítica A faixa-título, CEREMONY, é o coração pulsante do comeback . Escolhida entre fortes concorrentes como CREED e PHOENIX , a música carrega uma aura triunfante. O refrão é direto, com um drop pesado e sintetizadores que simulam fogos de artifício, como uma explosão de orgulho e gratidão. Em entrevista ao programa Nightline , Changbin explicou que a música é uma celebração da trajetória compartilhada com os fãs (os STAYs ) e uma forma de dizer que todos são campeões. A intenção é clara: transformar a narrativa do sucesso em festa coletiva. O MV de CEREMONY , lançado simultaneamente com KARMA , reforça essa grandiosidade. Em um estádio futurista, os Stray Kids competem por um misterioso “Karma Coin” enquanto ostentam trajes esportivos de animal print e recebem orientação de... Faker , o lendário jogador de e-sports e League of Legends. É um aceno inteligente à cultura gamer e à juventude que compõe a base de fãs do grupo. Ainda dentro da title track , há também uma camada de crítica velada. Em CEREMONY, o Stray Kids comenta sutilmente sobre a competição constante na indústria e os efeitos disso sobre os artistas. Além disso, a edição “Festival Version” e a versão em inglês não apenas expandem o alcance da faixa, mas também mostram a versatilidade do boygroup : enquanto a primeira adiciona ainda mais brilho e celebração, a segunda oferece uma porta de entrada global com um inglês fluido e emocionalmente acessível. Ainda em conversa ao Nightline , os cantores revelaram a complexidade emocional por trás da criação do álbum. Na ocasião, Felix falou abertamente sobre o peso do reconhecimento global: “claro, senti pressão, mas isso realmente vem da atenção e do cuidado que recebemos de fãs do mundo todo. Por isso, somos profundamente gratos”. Tal vulnerabilidade se traduz nas letras do comeback , especialmente em faixas como MESS e 0801. Bang Chan também compartilhou o simbolismo por trás do título KARMA : “significa causa e efeito. Acredito que nossas escolhas e ações moldaram quem somos hoje”. Ele ainda destacou que o objetivo maior do grupo é continuar unido por muito tempo, uma meta simples, mas poderosa em uma indústria conhecida por sua efemeridade. Do íntimo ao intenso: a diversidade sonora nas faixas secundárias em KARMA (JYP Entertainment/Divulgação) Entre os destaques do lado B do álbum está MESS, uma canção melancólica com instrumentais lo-fi e letras que exploram a vulnerabilidade e o caos interno. Escrita por Han, a faixa representa um dos momentos mais crus e autênticos do disco, um contraponto necessário à grandiosidade de CEREMONY . Outra joia da tracklist é IN MY HEAD , que se destaca pela produção mais minimalista, vocais suaves e um refrão que cresce com sutileza até se transformar em um grito emocional. HALF TIME , por sua vez, é um dos pontos mais ousados do disco. Com mudanças rítmicas bruscas e samples que lembram uma pausa estratégica em um jogo, a música brinca com a expectativa do ouvinte, entregando algo imprevisível, mas instigante. Já PHOENIX traz a energia de renascimento, com uma produção assinada por DallasK e um refrão que soa como um renascimento literal. É como se o boygroup , mais uma vez, estivesse se reinventando no meio das chamas. (JYP Entertainment/Divulgação) Por fim, 0801 funciona quase como uma carta pessoal de Bang Chan. Com um instrumental etéreo e arranjo que lembra uma balada eletrônica suave, a canção carrega o peso emocional da jornada do grupo e reforça o compromisso de se manterem unidos, como revelado pelo próprio líder em entrevistas recentes. Leia também este post no site:  Super Junior celebra 20 anos com comeback histórico Em outro momento das entrevistas de promoção, Bang Chan lembrou com carinho da turnê mundial “dominATE” , que serviu de cenário para a composição de várias faixas. “Parecia um festival, com fãs de todas as idades vindo se divertir. Aqueles momentos nos deram muita força no palco.” Esta conexão com o público se manifesta musicalmente em 0801, que o membro assina letra e produção. VEREDITO FINAL: KARMA é um equilíbrio entre glória e introspecção do Stray Kids Stray Kids  entrega com KARMA  um dos trabalhos mais consistentes de sua discografia. É um álbum que sabe quando celebrar e quando respirar fundo; quando subir o tom e quando se recolher. A produção do 3RACHA atinge novos patamares, mostrando que o grupo não apenas sobrevive ao sucesso, mas continua desafiando seus próprios limites criativos. Musicalmente, KARMA  não reinventa a roda do K-pop, mas refina, consolida e amplifica tudo o que o Stray Kids representa: autenticidade, ousadia e um laço inquebrável com seus fãs. E, com isso, a mensagem é clara: o karma pode ser duro, mas com talento e trabalho coletivo, ele também pode ser gentil. Melhor faixa: “Ceremony” (versão original) Faixa mais surpreendente: “Mess” Faixa mais emocional: “0801” Ouça KARMA do Stray Kids logo abaixo:

  • Bon Appétit, Vossa Majestade: tudo sobre o K-drama que combina romance de época e culinária

    Comédia romântica com atriz de Sorriso Real chegou ao catálogo da Netflix em 23 de agosto (Divulgação / Netflix) Agosto está quase no fim, mas ainda tem lançamento chegando na Netflix. O novo K-drama, Bon Appétit, Vossa Majestade chegou ao catálogo do streaming neste sábado (23) com os dois primeiros episódios. Estrelado por YoonA , conhecida por seu papel em Sorriso Real , e Lee Chae Min de títulos como Intensivão de Amor e Hierarchy , o drama mistura romance de época com culinária. A trama de Bon Appétit, Vossa Majestade também tem outro aspecto que dá um toque de fantasia para a história: a viagem no tempo , fazendo com que o mundo moderno e a dinastia Joseon colidam. Com o total de 12 episódios, que serão liberados aos fins de semana, o drama tem previsão de estar completo no fim de setembro. Confira a sinopse do k-drama e conheça o elenco da produção! Qual é a sinopse de Bon Appétit, Vossa Majestade? Baseado em webtoon de mesmo nome, Bon Appétit, Vossa Majestade , acompanha Yeon Jiyoung, (YoonA), uma chef perfeccionista formada na França que está no auge de sua carreira culinária. Porém, sua vida é completamente transformada quando ela viaja no tempo e vai parar na Dinastia Joseon em um palácio real. Para sobreviver, ela se torna a cozinheira real e precisa agradar o paladar do jovem Rei Yeonhui (Lee Chae-min) que além de ser muito exigente com sua comida também tem um temperamento nada convidativo. Com o tempo ela começa a ganhar a confiança das pessoas ao seu redor com suas técnicas e pratos modernos, apresentando comidas que nenhum deles havia sonhado em provar. Ela se entrega a sua nova tarefa ao mesmo tempo, em que tenta descobrir o que aconteceu e encontrar um jeito de voltar para casa. Mas, nesse meio tempo, agradar à realeza vai ser o menor de seus problemas, pois ela enfrentará muitos desafios, além de ter que lidar com um romance que começa a florescer sem que perceba. Conheça o elenco de Bon Appétit, Vossa Majestade (Divulgação / Segye) No elenco principal, YoonA, ex-integrante do Girls' Generation , é uma verdadeira veterana da indústria que tem mostrado o seu talento frente às câmeras há um bom tempo. Ela participou do grande sucesso da Netflix como Sorriso Real, ao lado de Lee Junho (2PM) e anteriormente esteve em obras como The K2 (2016), Big Mouth: De Vigarista a Vingador (2022) e Rei Apaixonado (2017).  Leia também: Quando o amor é servido à mesa: K-dramas com restaurantes no enredo Já Lee Chae Min é uma estrela em ascensão que começou como coadjuvante em dramas como Alquimia das Almas (2022) e Vejo Você na Próxima Vida (2023), mas conquistou participações de destaque em Hierarchy (2024) , Introdução à Crushologia (2025) e agora em Bon Appétit, Vossa Majestade .  O elenco também conta com Choi Gwi Hwa ( Força Bruta ) como o príncipe Jeseon,  Kang Han Na ( Um Homem Sem Filtros ), Oh Eui Shik ( Big Mouth ) e Seo Yi Sook ( Queenmaker ).  O protagonista de Bon Appétit, Vossa Majestade era outro (Divulgação / Viki / Reprodução / Instagram) Uma curiosidade sobre essa produção é a mudança repentina do protagonista. Inicialmente o rei Yeonhui seria interpretado por Park Sung Hoon , que recentemente conquistou o público com seu papel na 3° temporada de Round 6 . Porém, Park precisou abandonar o papel devido a questões pessoais, fazendo com que Lee Chae Min assumisse como protagonismo na produção. Em entrevista para a imprensa, o diretor de Bon Appétit, Vossa Majestade contou que a saída de Park aconteceu antes do início das filmagens principais e que essas coisas são muito comuns de acontecer durante o período de preparação. O diretor confessou que não tinha pensado em Lee no começo, mas que se surpreendeu: “ele não era o ator que imaginávamos no início, mas estou 120% satisfeito com ele. Todos os atores dão o seu melhor, mas isso nem sempre garante resultados. No caso do Lee, sua preparação transpareceu na atuação, e estou muito satisfeito", conta o diretor. Lee teve que se esforçar por conta da escalação apressada e que por ter pouco tempo para se preparar para o papel, o peso da responsabilidade foi grande. "Mas o diretor me convidava com frequência antes das filmagens, para que eu pudesse participar de leituras em grupo e moldar o tom e a atmosfera do personagem. Os atores mais experientes me deram feedback e apoio, e a orientação detalhada do diretor ajudou muito”, explicou o ator.  Leia também: Gosta de cozinhar? Confira 7 programas gastronômicos coreanos na Netflix para ver e se inspirar

  • Vida Imoral: Novo K-drama da Disney+ revela o lado sombrio da Coreia dos anos 70

    Nova série coreana estreia em julho com suspense, ganância e personagens moralmente ambíguos (Divulgação / Disney+) A Disney+ anunciou oficialmente a chegada de mais um drama coreano ao seu catálogo global. Intitulada Vida Imoral  ( Low Life , no título original), a produção sul-coreana estreou mundialmente em 16 de julho, com três episódios liberados de uma só vez, e novos episódios sendo lançados semanalmente até 13 de agosto. Com direção de Kang Yun-seong (de The Outlaws (2021)) e roteiro de Yoon Tae-ho , criador do webtoon The Holligans  que inspira a série, Vida Imoral  se destaca por seu tom sombrio e atmosfera retrô. A série é uma aposta da Disney para expandir sua linha de produções originais na Ásia-Pacífico, e acompanha a trajetória de dois trapaceiros — tio e sobrinho — que se veem no centro de uma corrida desenfreada por um antigo tesouro. Ambientada nos anos 1970, em meio ao caos político e social da Coreia do Sul da época, a história se desenvolve em torno da descoberta de um navio naufragado na costa de Sinan, que supostamente guarda riquezas perdidas. Com forte apelo visual e narrativo, o drama levanta questões sobre ganância, moralidade e a busca por redenção. Leia também: Como a dublagem impulsionou o sucesso dos K-dramas no Brasil? Disponível exclusivamente no Disney+, o drama é uma das estreias coreanas mais aguardadas de 2025. Para quem busca uma história intensa, cheia de conflitos morais e reviravoltas, Vida Imoral  é imperdível! Qual é o enredo da produção? Vida Imoral  narra a história de Oh Gwanseok  ( Ryu Seung-ryong ), um vigarista experiente que sonha com um último grande golpe, e seu sobrinho Oh Heedong  ( Yang Se-jong ), um jovem idealista em busca de um futuro melhor. Juntos, eles descobrem pistas sobre um navio afundado décadas antes, que teria levado consigo artefatos e tesouros de valor inestimável. Movidos por esperança e desespero, eles mergulham numa perigosa empreitada para localizar e roubar os itens submersos — sem imaginar as consequências dessa escolha. O que começa como uma aventura quase ingênua rapidamente se transforma em uma trama carregada de tensão. Criminosos , empresários corruptos e moradores locais entram na disputa, transformando a caçada ao tesouro em uma guerra marcada por traições, alianças e dilemas morais. Ambientada em uma Coreia ainda marcada pela desigualdade e por crises sociais, a série revela o lado mais sombrio da ambição humana, onde até os vilões buscam redenção. A produção também explora a linha tênue entre sobrevivência e corrupção, deixando o espectador refletindo sobre as escolhas dos personagens. Elenco de peso e atuações promissoras Antes da estreia oficial, o elenco e o diretor de Vida Imoral  participaram de uma coletiva de imprensa repleta de expectativa e entusiasmo. Durante o evento, os atores compartilharam suas experiências nos bastidores, revelaram curiosidades sobre seus personagens e comentaram os desafios enfrentados nas gravações — incluindo cenas subaquáticas e a reconstrução minuciosa da Coreia dos anos 1970. O clima entre o elenco foi de parceria e admiração mútua, evidenciando o forte espírito de colaboração por trás da produção. (Divulgação / Disney+) O elenco de Vida Imoral  reúne grandes nomes da dramaturgia sul-coreana, começando por Ryu Seung-ryong , um dos atores mais respeitados do cinema asiático. Ele já protagonizou sucessos como Milagre na Cela Nº 7 (2019), Extreme Job  (2019) e a série da Disney+ Em Movimento  (2023), a produção asiática mais assistida da plataforma. Seu papel como Oh Gwanseok promete mais uma atuação intensa, marcada por camadas psicológicas complexas e uma mistura de ironia e dor. Durante a coletiva de imprensa realizada no lançamento, Ryu Seung-ryong  contou que sempre quis trabalhar com o diretor Kang Yoon-sung e ficou empolgado quando a oportunidade surgiu. “Se Vida Imoral  fizer sucesso e tivermos uma segunda temporada com esse elenco, eu ficarei ainda mais grato”, afirmou o ator, que foi apelidado de “Tio da Disney” após estrelar dois grandes projetos da plataforma. Já o diretor Kang revelou que é fã de Ryu desde Kingdom  (2019) e que trabalhar com ele foi “um sonho realizado”. (Divulgação / Disney+) Ao seu lado está Yang Se-jong , que ganhou destaque em dramas como Temperature of Love  (2017), Doona!   (2023) e Dr. Romântico  (2016). Em Vida Imoral , ele dá vida ao idealista Oh Heedong , cuja relação com o tio revela tanto laços familiares fortes quanto profundas diferenças éticas. Em entrevista, o ator destacou que viver esse personagem foi uma experiência nova e divertida. “Foi um papel muito diferente dos meus anteriores, e cada momento no set com os atores mais experientes foi significativo. Foi uma filmagem realmente feliz”, declarou. Ele também compartilhou que, apesar de ter medo de cenas subaquáticas no início, acabou gostando da tranquilidade de estar debaixo d’água após o treinamento com os equipamentos de mergulho. (Divulgação / Disney+) Completando o trio principal está a premiada atriz Lim Soo-jung , conhecida por filmes como I'm a Cyborg, But That's OK  (2006) e séries como Melancholia  (2021). Na série, ela interpreta Yang Jungsook , uma empresária determinada que se envolve diretamente na disputa pelo tesouro e carrega segredos que podem virar o jogo. A atriz comentou que estava ansiosa para trabalhar novamente com Ryu Seung-ryong após 13 anos. “Eu secretamente esperava reencontrá-lo em algum projeto. Fiquei muito feliz por isso ter acontecido aqui em Vida Imoral ”, disse. Sobre o visual marcante de sua personagem, ela fez questão de agradecer a equipe de figurino e maquiagem: “Não precisei me preocupar, porque eles fizeram um trabalho extraordinário”. (Divulgação / Disney+) O elenco ainda conta com Kim Eui-sung , Kim Sung-oh , Woo Hyun , Lee Dong-hwi , Kim Jong-soo , Jang Kwang , Yunho ( TVXQ )  e muitos outros rostos conhecidos. A reunião de talentos de diferentes gerações e estilos promete trazer profundidade ao enredo, com interpretações que vão além do clichê “mocinhos versus vilões”, apostando em personagens ambíguos e cheios de conflitos internos. Kim Eui-sung , conhecido por papéis de vilões , interpreta um homem perigoso de Busan. Ele contou que muitas de suas cenas foram gravadas em um navio real, e que a convivência com o elenco acabou criando laços genuínos entre eles. “Foi um projeto que, com certeza, levarei comigo por muito tempo”, declarou. Ele também elogiou a ambientação feita em Mokpo, onde as ruas reais foram transformadas para recriar os anos 70 com autenticidade: “Estar naquele lugar fez a atuação fluir naturalmente”. Leia também: Por que a Coreia gosta tanto de K-dramas de viagem no tempo? O cantor e ator Yunho (TVXQ)  vive um gângster explosivo e primo do personagem de Dong-hwi. Apesar de ser nativo da região, Yunho teve que reaprender o dialeto dos anos 70 com a ajuda de motoristas de táxi locais: “A forma de falar mudou muito. Foi um processo intenso, mas enriquecedor”, disse. Lee Sang-jin , que interpreta um ex-boxeador, destacou a riqueza linguística da série: “É fascinante ver os diferentes dialetos da Coreia em cena”. Para ele, trabalhar com atores veteranos trouxe crescimento emocional e artístico: “Eles me fizeram acessar sentimentos que eu nunca tinha explorado antes como ator”. Produção e estilo: Um mergulho no noir coreano Sob o comando de Kang Yun-seong , Vida Imoral  aposta em uma estética noir retrô que resgata o visual e o clima dos anos 70 com riqueza de detalhes. O diretor, que já se destacou por sua visão cinematográfica em The Outlaws  (2021), usa a ambientação da época para explorar temas universais como corrupção, desigualdade, sobrevivência e ganância. A série não é apenas visualmente impressionante — com figurinos e cenários que remetem ao período —, mas também conta com uma trilha sonora e fotografia que intensificam a tensão e o drama psicológico . (Divulgação / Disney+) A produção também se inspira em fatos reais . A trama do navio naufragado é baseada em histórias verídicas de contrabando e acidentes marítimos que aconteceram na costa sul-coreana nas décadas passadas. Com essa base histórica, o roteirista Yoon Tae-ho   desenvolve uma história que mistura realidade e ficção, oferecendo ao público uma narrativa envolvente, cheia de nuances e reviravoltas. O diretor Kang destacou que acompanhou de perto a construção dos personagens, muitas vezes ajustando os diálogos para se adequar ao estilo de cada ator. “Observar como cada um moldava seu personagem foi uma das partes mais empolgantes do projeto”, contou. A preocupação com autenticidade e a liberdade criativa dos intérpretes foram pilares da produção. A nova onda coreana no Disney+ Com o sucesso crescente dos K-dramas no cenário internacional, a Disney+ tem apostado fortemente em produções sul-coreanas originais. Vida Imoral  é apenas uma das estreias planejadas para 2025. Essa estratégia de investimento contínuo faz parte da expansão do catálogo da Disney+ na região Ásia-Pacífico, mirando tanto o público local quanto os milhões de fãs internacionais que acompanham o fenômeno da Hallyu . Na coletiva, Ryu Seung-ryong finalizou com um desejo: “Espero que Vida Imoral  seja uma jornada de cura e renovação para vocês neste verão.” Yang Se-jong completou: “Todo mundo — do elenco à equipe técnica — deu o melhor de si. Espero que aproveitem.” E Lim Soo-jung encerrou: “Está quente lá fora, mas espero que essa série traga alegria ao público.” Vida Imoral  já está disponível na plataforma da Disney+ desde 16 de julho, com três episódios lançados simultaneamente. Os capítulos seguintes serão disponibilizados semanalmente, culminando em um final duplo no dia 13 de agosto. A série promete ser uma das produções mais impactantes do ano, tanto pela sua trama envolvente quanto pelo seu retrato provocativo da natureza humana em tempos de crise. Leia também: Desmascarado | K-drama que é a nova aposta do Disney+ chega com mistério e tensão Se você é fã de histórias sobre crimes, segredos, redenção e jogos de poder, prepare-se para mergulhar em Vida Imoral . O submundo dos anos 70 nunca foi tão atual!

  • Review | "Interlunar": Yugyeom lança seu último álbum antes do alistamento militar

    Antes de cumprir o serviço militar, o membro do GOT7 entrega seu projeto mais íntimo e versátil (Divulgação/ X - @yugyeom) O cantor sul-coreano Yugyeom , integrante do grupo GOT7 , lançou nesta última terça-feira (17) o tão aguardado Interlunar , seu segundo álbum completo de estúdio e o último antes de iniciar o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. Com 10 faixas e dois títulos principais – Interlunar  e Shall We Dance  – o álbum mergulha nas emoções de quem se prepara para um período de ausência, mas sem tristeza ou medo. O próprio nome do projeto, inspirado no termo astronômico “interlunar” (a fase em que a lua fica invisível no céu), carrega esse simbolismo de pausa temporária, com a certeza de um reencontro futuro. “Quis mostrar que, assim como a lua que continua existindo mesmo quando não a vemos, também estarei por perto. Eu quis passar esse sentimento para os fãs. Mesmo que eu esteja longe, continuo existindo e pensando neles", disse Yugyeom em entrevista à revista Arena Homme+. Leia também: GOT7 sob nova direção: Entenda a situação dos membros após saída da JYP e o que esperar do novo EP Um presente antes da pausa A decisão de transformar o projeto em um álbum completo veio justamente por conta da iminente partida. “Eu queria lançar algo significativo antes de ir para o exército. Fazer músicas que os fãs pudessem ouvir enquanto eu estiver fora. Esse era o mais importante para mim,” contou. Além disso, Yugyeom explicou que inicialmente o projeto seria apenas um EP, mas o desejo de deixar um presente maior para os fãs fez com que o trabalho crescesse. “Depois de trabalhar constantemente nas músicas, pensei: ‘Vamos lançar algo de verdade antes de ir para o serviço militar’", disse o artista. Os dois MVs lançados por Yugyeom até agora para a era Interlunar refletem bem a dualidade de conceitos que o artista quis trabalhar neste segundo álbum completo. Enquanto Shall We Dance  traz uma atmosfera leve, ensolarada e vibrante, Interlunar mergulha em tons mais introspectivos, escuros e emocionais. Juntos, os dois clipes representam visualmente o contraste entre o desejo de aproveitar o presente e a aceitação de um período de ausência. No MV de Shall We Dance , lançado junto com o álbum no dia 17 de junho, Yugyeom explora uma estética solar, com cenas gravadas em paisagens abertas na Tailândia. O vídeo é repleto de movimentos fluidos, dança ao ar livre e momentos espontâneos, incluindo a já comentada aparição inesperada de uma borboleta que virou assunto entre os fãs por ter ficado rondando o cantor durante as filmagens. “Ela parecia um efeito de CGI, mas era real! Todo mundo riu muito no set”, relembrou. A fotografia quente e os figurinos casuais reforçam a sensação de liberdade e leveza que a música propõe, criando um contraste com a carga emocional que viria a seguir com o segundo clipe. Já o MV de Interlunar aposta em uma estética mais etérea e carregada de simbolismos. A direção de arte trabalha com jogos de luz e sombra, cenários vazios e movimentos coreográficos lentos e expressivos. Yugyeom aparece em espaços amplos, mas solitários, reforçando a sensação de ausência e distância. A narrativa visual acompanha a proposta lírica da faixa, traduzindo em imagens o conceito de um período de invisibilidade, mas com a esperança de um reencontro no futuro. Crescimento musical e emocional Desde o lançamento de Trust Me  em 2024 e o sucesso da turnê mundial Trusty , Yugyeom tem mostrado evolução constante como cantor, compositor e produtor. Em Interlunar , ele explora gêneros como EDM , R&B old school  e trap , além de trazer mais variedade nas melodias e trabalhar o aspecto emocional das músicas. Além disso, uma das novidades desta era foi a colaboração com outros artistas da cena coreana, incluindo Vernon (integrante do boy group SEVENTEEN ), que está creditado como co-compositor em duas faixas do álbum: Glue stick  e Sweet Like - Interlunar Version . “Dessa vez, acrescentei mais variações nas melodias. Antes, eu costumava seguir apenas batidas regulares. Minha técnica vocal também melhorou. Hoje percebo que a emoção é o mais importante,” revelou Yugyeom durante a entrevista de lançamento. (Divulgação/ X - @yugyeom) O álbum abre com It's Okay , uma balada R&B com arranjo minimalista e emocionalmente carregado. A música é quase uma conversa direta com os fãs, uma forma de Yugyeom dizer que tudo vai ficar bem durante sua ausência. Na sequência, Glue Stick (feat. Hoody ) traz uma batida mais leve, com sonoridade R&B pop e elementos que remetem ao verão, sendo uma das faixas mais “fáceis de ouvir” do álbum. A primeira faixa-título, Shall We Dance , traz uma atmosfera nostálgica, com um instrumental dançante, leve e cheio de groove. Gravado na Tailândia, o clipe da música é solar, mostrando Yugyeom e dançarinos em cenários abertos, com direito a uma borboleta que virou personagem inesperada nas filmagens. Já a segunda title, Interlunar , mergulha no EDM com camadas de sintetizadores, criando um som etéreo e hipnótico, que reflete bem o conceito de ausência e invisibilidade. "É como se fosse a trilha sonora de uma viagem solitária à noite", descreveu o próprio artista. (Divulgação/ X - @yugyeom) Outros destaques são Scenario , com um refrão emocional, e You Call My Name , produzida por Code Kunst , que traz uma sonoridade mais experimental, com beats quebrados e vocais sussurrados. Em Mine (feat. KIRIN ), Yugyeom se aventura no New Jack Swing, com uma vibe retrô e divertida. Já Set Me Free , com participação de Gaeko (Dynamic Duo) , aposta no trap com beats pesados e uma letra que fala de liberdade e autoafirmação. Leia também: 'NANANA': Fora da JYP, GOT7 exibe sua melhor fase em novo álbum Unconditional , uma das mais elogiadas por críticos e fãs, é um mergulho no R&B old school , com produção de um dos colaboradores de Chris Brown , deixando claro o crescimento vocal e emocional de Yugyeom. O álbum se encerra com Sweet Like , uma faixa de sonoridade doce e ensolarada, finalizando a narrativa com uma mensagem de leveza. Letras com histórias de vida e um novo olhar artístico Durante o processo de composição, Yugyeom se inspirou tanto em experiências pessoais quanto em momentos de imaginação. “Eu tenho muitas ideias quando estou viajando ou deitado sem conseguir dormir. Por exemplo, revisei a letra de Shall We Dance enquanto estava em um avião, e escrevi partes de Mine num hotel durante a turnê”, contou. A passagem de Yugyeom do trabalho em grupo para a carreira solo trouxe amadurecimento artístico e pessoal. “Antes eu fazia música meio que por conta própria e ficava um pouco arrogante. Hoje sou mais humilde e honesto. Vejo que tem muita gente melhor que eu, e isso me motiva a melhorar sempre,” disse. Durante a entrevista, ele também falou sobre a importância de sua conexão com os fãs. “Se eu não continuar mostrando crescimento, quem escuta minhas músicas pode se entediar. Por isso trabalho duro para fazer boa música,” completou. Um fechamento de ciclo — mas não um fim Interlunar  funciona como um elo de ligação entre o artista que Yugyeom foi até agora e o que ele promete ser ao retornar do serviço militar. Musicalmente, é seu trabalho mais completo, mais maduro e, ao mesmo tempo, o mais emocionalmente vulnerável. Com esse álbum, Yugyeom não só dá adeus por enquanto, como reafirma sua identidade musical e o compromisso com a própria evolução. Sobre a temática do álbum, ele resume: “O fim de um menino, o começo de um homem. É a imagem que quero mostrar com esse trabalho.” Leia também: Review | P1Harmony faz comeback com o mini álbum "DUH!", e abraça sua essência com atitude Mesmo antes do lançamento, o álbum já gerava expectativas entre os fãs, que acompanharam teasers com imagens da lua em diferentes fases, trocas de foto de perfil nas redes sociais e mensagens emocionadas do artista. Para quem quiser conferir, Interlunar  já está disponível nas principais plataformas de streaming desde as 18h desta terça-feira (17).

  • HUNTER: Novo álbum do KEY revela o seu lado mais autêntico

    O cantor do SHINee se firma como um dos nomes mais criativos da cena pop coreana com o novo álbum (Divulgação / SM Entertainment) O multifacetado KEY , membro do lendário grupo SHINee , está de volta com HUNTER , seu terceiro álbum solo — e possivelmente o mais intenso e honesto da carreira até agora. Lançado em 11 de agosto, o projeto apresenta dez faixas inéditas e mergulha profundamente nas complexidades do “eu” interior, transitando entre gêneros, emoções e versões de si mesmo. Conhecido por sua ousadia estética e sonoridade híbrida, KEY expande ainda mais seu universo artístico. Se antes ele nos entregava teatralidade, retro-futurismo e brilho conceitual, agora ele expõe sua essência em um disco que fala de prazer, dor, autoconhecimento e vulnerabilidade. HUNTER  é mais do que um álbum — é um convite para encarar os próprios monstros. Leia também:  TXT encerra série com novo álbum "The Star Chapter: TOGETHER" O disco marca o retorno de KEY após um ano desde seu último EP Pleasure Shop  (2024) e três anos desde o lançamento do cultuado Gasoline  (2022). A expectativa era alta — e ele não decepcionou. “Você é o caçador ou a presa?” A faixa-título, “Hunter”, abre o álbum como uma provocação direta ao ouvinte. Com batidas densas, riffs de guitarra, bumbo pesado e sintetizadores imersivos, a música constrói um clima cinematográfico que remete a um confronto interno. A letra, carregada de simbolismo, mergulha no paradoxo entre dor e prazer em um relacionamento obsessivo. “Acredito que dor e prazer não podem existir um sem o outro. Eles coexistem. Em ‘Hunter’, há um verso que diz: ‘Nós nos tornamos um’, e essa linha guarda a chave para entender essa dualidade”,  explica KEY em entrevista exclusiva à Billboard Brasil. Além disso, KEY revelou que o “caçador” do título é uma metáfora para um lado desconhecido de si mesmo, um “eu” que só pôde ser revelado através da criação artística. “Essa sensação estranha de se encontrar com um lado desconhecido pode, na verdade, ser um sinal de crescimento. Eu queria transmitir a mensagem de que não devemos fugir disso, mas enfrentá-lo com coragem” , explicou. Esse conceito se desdobra ao longo das faixas em narrativas fragmentadas, como se fossem vislumbres de diferentes espelhos que refletem o artista em múltiplas versões. O álbum não segue uma história linear, mas constrói uma espécie de mapa emocional, onde cada canção representa um ponto de tensão ou revelação. Narrativas não lineares e coragem emocional Capa do álbum HUNTER (Divulgação / SM Entertainment) HUNTER  é uma jornada cuidadosamente construída. Ao invés de apenas empilhar faixas com potencial comercial, KEY desenvolveu o álbum como se estivesse montando um espetáculo ao vivo. Ele pensou na ordem das músicas como um roteiro emocional: da abertura impactante às baladas introspectivas, passando por momentos intensos, dançantes e até sarcásticos. É, nas palavras do próprio artista, “como montar um show ao vivo com começo, meio e fim orgânicos” . Essa abordagem permite que o ouvinte experiencie o disco como uma performance — não apenas auditiva, mas sensorial. Em músicas como Strange e Trap , o artista desafia padrões e questiona os comportamentos humanos modernos, incluindo o vazio das interações e a superficialidade que muitas vezes acompanha o sucesso. “Mesmo que eu perdesse tudo amanhã, quero continuar fiel a quem eu sou” , diz KEY, refletindo sobre seu compromisso com a autenticidade. (Divulgação / SM Entertainment) Ele também discute sua relação com a autoconfiança em faixas como No Way! e GLAM . Ambas celebram o ato de se manter firme diante das expectativas dos outros. KEY acredita que, apesar das pressões da indústria, é essencial proteger sua integridade artística. “No fim das contas, sou eu quem precisa me proteger. Tento manter os pés no chão e meu centro firme”,  afirma. Parcerias que elevam a proposta Além da ousadia conceitual, HUNTER  se destaca pelas colaborações cuidadosamente escolhidas. Em Perfect Error , a voz suave de Seulgi ( Red Velvet ) se encaixa perfeitamente com o timbre expressivo de KEY. A música tem uma atmosfera inspiradora e positiva, com uma leveza que contrasta com a intensidade do restante do disco. Já Infatuation , com participação de Eunho ( PLAVE ), é um mergulho nostálgico no universo do new jack swing dos anos 1990. A faixa apresenta um groove marcante, com uma pegada romântica e dançante. KEY destaca a química vocal nas parcerias, apontando que são mais do que colaborações comerciais — são encontros artísticos que adicionam novas dimensões ao álbum. Leia também:  Super Junior celebra 20 anos com comeback histórico Mesmo nas faixas solo, o artista explora camadas vocais complexas, alternando entre tons ásperos e suaves, agressivos e melódicos. “Escondi detalhes ao longo do álbum que podem ser interpretados de maneiras diferentes, dependendo da perspectiva do ouvinte” , revela, incentivando uma escuta atenta. Entre o pop disruptivo e o experimentalismo sonoro Musicalmente, HUNTER  representa o auge da experimentação de KEY. O álbum transita com fluidez entre o eletrônico industrial, o pop punk, o house onírico e até referências ao hyperpop — especialmente perceptível em faixas como Want Another , que remete à estética sonora da artista SOPHIE. (Divulgação / SM Entertainment) A crítica especializada já começou a reagir: a NME  afirmou que este é “o melhor álbum da carreira solo de KEY até agora” , elogiando a mistura de “produção brilhante com caos controlado”. A revista também destacou o risco criativo do cantor ao adotar estruturas não convencionais e texturas sonoras que rompem com os padrões do K-pop tradicional. Apesar do tempo relativamente curto de cada faixa — nenhuma ultrapassa muito os três minutos —, o disco entrega uma experiência densa e coerente. Cada segundo é aproveitado ao máximo para reforçar a identidade visual e sonora do projeto, consolidando KEY como uma das vozes mais ousadas do pop coreano atual. KEYLAND, evolução e Brasil no coração A era HUNTER  também se estende aos palcos. KEY já anunciou o show solo 2025 KEYLAND: Uncanny Valley , que estreia em Seoul de 26 a 28 de setembro, seguido de apresentações em Taipei, Tóquio e outras cidades asiáticas. A promessa é de um espetáculo conceitual, visualmente impactante, como já se tornou marca registrada do artista. (Divulgação / SM Entertainment) Em entrevista, KEY também expressou seu carinho pelos fãs brasileiros, relembrando as apresentações com o SHINee em 2014, durante o Music Bank no Rio de Janeiro . “A energia dos fãs no Brasil era incrível. Aquilo nos deu ainda mais força no palco. Eu adoraria voltar, tanto solo quanto com o grupo” , disse com entusiasmo. Questionado sobre música brasileira, ele confessou ainda não ter explorado muito, mas está curioso. “Se houver algum artista cujo estilo combine com o meu, adoraria receber recomendações. Podem me mandar sugestões!”  O convite está feito — e os fãs brasileiros certamente irão responder. O cantor ainda acrescentou que “já faz um bom tempo que não posso visitá-los pessoalmente, mas sou realmente grato pelo apoio constante e pelo amor inabalável que vocês têm me enviado de tão longe. Prometo que voltarei para vê-los novamente. Por favor, demonstrem muito amor por este novo álbum também.” Um manifesto pessoal disfarçado de álbum pop Mais do que uma sequência de hits, HUNTER  é um manifesto artístico. É KEY se despindo de filtros, encarnando o próprio “caçador” que busca versões mais profundas de si, enquanto convida o público a fazer o mesmo. O álbum reafirma seu lugar como uma das figuras mais inovadoras e corajosas do K-pop contemporâneo — alguém que não tem medo de correr riscos, emocionar e, acima de tudo, ser honesto. (Divulgação / SM Entertainment) A crítica internacional tem elogiado a ousadia sonora de HUNTER . A revista NME  destacou que o álbum “junta a produção refinada à experimentação eletrônica com um toque de caos controlado” , apontando que esta é a obra mais inovadora de KEY até o momento. Músicas como Want Another e Trap flertam com a estética do hyperpop e sons metálicos distorcidos, enquanto Picture Frame adota uma atmosfera etérea e onírica. Apesar da variedade de gêneros, o álbum mantém coesão graças à direção artística afiada e à performance vocal multifacetada de KEY. Leia também:  Review | "Interlunar": Yugyeom lança seu último álbum antes do alistamento militar A julgar pela recepção inicial de HUNTER  — tanto do público quanto da crítica —, a nova era de KEY não é apenas uma continuação de sua jornada, mas um marco de autoconhecimento, coragem criativa e conexão emocional com os fãs ao redor do mundo.

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