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[Entrevista] Donas da Hit!Magazine falam sobre a primeira revista física de K-Culture do Brasil

Atualizado: 6 de mai. de 2023

A publicação, que terá também edições digitais, é lançada no país com entrevista exclusiva com B.I


(Hit!Magazine/Reprodução)

Atualmente, a disseminação e produção jornalística de conteúdos envolvendo K-pop, K-dramas e mais é grande no Brasil. Veículos de entretenimento possuem redatores que escrevem sobre tais assuntos na web, mas as revistas especializadas no formato físico ficaram um pouco atrás na trend — até agora. A partir de fevereiro deste ano, a Hit!Magazine terá uma edição impressa com periodicidade, trazendo assuntos da cultura coreana para o público brasileiro.


Criada em 2018, a Hit!Magazine transportará para as bancas do Brasil o trabalho que já realiza na internet. Nesse sentido, a revista promete apresentar aos fãs nacionais da K-culture uma publicação com conteúdos exclusivos, e a primeira versão física da Hit já traz uma entrevista com o atual solista B.I.



De acordo com Carolina Steinert, CEO e fundadora da Hit!Magazine, uma das motivações para a criação da versão física foi o fato de que, no Brasil, o fã de K-pop tem grandes gastos com importações de produtos. Na hora de colecionar itens de seus artistas favoritos, o que inclui publicações com entrevistas, os brasileiros precisam recorrer a lojas que trazem tais itens para cá; o que não é algo barato. "Como fãs, nós gastávamos muito importando coisas de fora. Nós sabemos que o fã de K-pop é muito visceral; ele gosta de ter as coisas para colecionar, e nós na vida de fã sofríamos muito com os preços altos, além de esperarmos muito tempo para algo chegar aqui".


"Por isso, quisemos fazer essa ponte, para que as pessoas tivessem acesso a conteúdos exclusivos, pôsteres, adesivos e mais, dos seus K-idols favoritos, mas direto no Brasil e com um preço bem mais baixo e acessível."
- Carolina Steinert, CEO da Hit!Magazine

Beatriz Goes, vice-presidente da Hit!Magazine, também cita a barreira do idioma como motivo para o projeto ter acontecido. "A gente sabe que o público é apaixonado a ponto de aprender o idioma, seja coreano, japonês ou outros, mas ter algo criado na sua própria língua também é um diferencial que entendemos ser até emocional para as pessoas", comenta. Ambas as profissionais são fãs da cultura coreana há anos, e enquanto Carolina entrou neste universo após se interessar por conteúdos japoneses, Beatriz soube do assunto quando passou a estudar mandarim e recebeu indicações de dramas chineses para treinar a língua — as culturas díspares se interligaram no interesse das idealizadoras.


Inicialmente sozinha, Carolina Steinert organizou a equipe de realizadores da Hit (que começou como um blog) ao longo do tempo para que o portal desse passos maiores, e trazer o projeto gráfico da edição física à vida, por meio da editora da Rolling Stone Brasil, não foi uma tarefa fácil. "Como não há outras revistas fazendo isso hoje, vender a ideia para a equipe do B.I foi tão difícil quanto vender para a editora, ou até mais", conta.




Para além do K-pop, a Hit!Magazine pretende abranger outros públicos da cultura pop coreana


Como dito acima, a Hit!Magazine trará assuntos além da música pop da Coreia. Temas como seriados, viagens e culinária aparecerão no periódico, cuja versão física será trimestral, e a digital, no formato mensal.


"Temos uma parte voltada só para K-dramas, que fora o K-pop, também tem um público gigantesco no Brasil, parte dele vinda de produções como 'Round 6', 'Uma Advogada Extraordinária' e outros. Algumas pessoas começaram assistindo sem saber que eram dramas coreanos, e assim podemos pegar quem está conhecendo um pouco da cultura da Coreia e trazê-los para entender o que estão vendo", explica Carolina.


De acordo com a jornalista, a parte de turismo da publicação e a de K-beauty também aparecem como destaque. Além do mais, Beatriz Goes cita o caderno de culinária como parte da vivência de quem deseja "estar mais perto" de uma cultura diferente da nossa, experimentando receitas que, muitas vezes, são encontradas apenas no país de origem. "A intenção é, de fato, proporcionar uma experiência completa com a cultura sul-coreana", diz.


Entrevista com o B.I aconteceu também a partir do próprio cantor de K-pop


(Hit!Magazine/Reprodução)

Para dar o pontapé inicial à versão impressa da Hit!Magazine, a equipe procurou pelo contato da equipe do B.I para uma entrevista exclusiva; o que não foi simples. "Os coreanos são muito cuidadosos com a imagem, e é claro que eles não querem se meter numa fria, ainda mais quando são artistas conhecidos (como o B.I). Mostrar confiança e apresentar a eles tudo o que estávamos fazendo levou tempo", relata Carolina.



Felizmente, a pessoa que bateu o "martelo final" para a aprovação da entrevista foi o próprio B.I. Em contato com a publicitária do solista, a equipe da Hit recebeu a informação de que o cantor aceitou falar com a revista e fazer a capa, mesmo que seu time tivesse ficado receoso inicialmente. Nas palavras das idealizadoras do periódico, o "sim" vindo de B.I foi algo "surreal", e elas têm muito a agradecer.


"Ele entende que recomeços são necessários, assim como dar uma chance às pessoas. O B.I veio de um grupo e agora está como solista, e ele sabe como é importante que a gente se ajude para que todos cresçam. Nessa linha de raciocínio, sou muito grata a ele."
- Carolina Steinert

"Saber que o próprio artista confia no nosso trabalho e potencial é importante, e é muito relevante para nós. Mas realmente, não foi um período fácil de realização, e convencemos a produção dele de que era um bom negócio. Por mais que a gente saiba que o Brasil é grande no nicho, acredito que algumas empresas coreanas ainda não tem noção total da dimensão que é o nosso país, tanto em paixão quanto público", complementa Beatriz. A vice-presidente falou que o time de B.I tem acompanhado o processo, e que estão convencidos de que a Hit!Magazine veio à vida.





Para o futuro, a dupla da Hit espera que a publicação prospere cada vez mais, e que o público do Brasil abrace a iniciativa. As idealizadoras comentaram que Stray Kids, BTS e Ateez — grupos com fanbases grandes no Brasil e que poderiam ganhar conteúdos exclusivos — estão na wishlist de quem poderia aparecer na revista. Além da edição de fevereiro, a Hit!Magazine já está com a capa digital de março pronta para sair, e um grupo de K-pop com comeback recente será destaque da edição; qual você acha que é?


A edição impressa da Hit com a entrevista de B.I pode ser adquirida, inicialmente, em bancas do Rio de Janeiro e São Paulo, com o preço sugerido de R$ 29,90!

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