[ENTREVISTA] KINO revela como turnê FREE KINO representa sua busca por liberdade: “Ainda estou aprendendo”
- Samara Barboza

- há 19 horas
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Pela terceira vez no Brasil, cantor abordou liberdade, amadurecimento artístico e a conexão com os fãs brasileiros em encontro com imprensa

(Arquivo pessoal/Amanda Lira)
De volta ao Brasil para uma nova fase de sua carreira, KINO chegou ao país no começo da semana com a turnê FREE KINO, projeto que traduz sua busca por liberdade, autenticidade e novas formas de se expressar artisticamente. O cantor está pela terceira vez no país, dessa vez com uma presença ampliada, com shows marcados em São Paulo, Brasília e Teresina.
Com uma proposta que mistura rock, elementos eletrônicos e diferentes referências musicais, a FREE KINO também marca um momento mais pessoal de sua trajetória: depois de refletir sobre liberdade, descanso e autenticidade em seus trabalhos recentes, KINO promete levar ao palco um show que reúne diferentes fases de sua carreira e, principalmente, a conexão construída com o público brasileiro — que já sentiu o gosto com a apresentação em São Paulo ontem (14) e em Teresina, hoje (15).
Em coletiva de imprensa realizada antes das apresentações, o cantor e integrante do PENTAGON respondeu ao Café com Kimchi sobre o momento mais memorável que teve com os fãs brasileiros após tantas passagens pelo país.
"Foi na primeira vez que vim ao Brasil, como membro do PENTAGON. Estávamos esperando nos bastidores, quando ouvi os fãs realmente cantando a nossa música. Ela era toda em coreano. Quando ouvi os fãs cantando do início ao fim foi um grande choque, fiquei em choque. Outro momento foi no ano passado, quando vim como solista. Me senti em um estádio de futebol, com uma torcida quando um time está prestes a ganhar. Eles estavam gritando muito. Então, isso foi realmente 'uau'. [...] Eles estavam até cantando uma música parecida com a de uma torcida de futebol, em coro, e isso me impactou."
Ao longo da conversa com a imprensa, o cantor também falou sobre o amadurecimento ao longo de mais de uma década na música, o processo criativo do novo trabalho, a relação entre sua carreira solo e o grupo e as novidades que preparou para os fãs brasileiros.

(Arquivo pessoal/Amanda Lira)
O nome da sua turnê é FREE KINO. O que significa, para você, ser livre hoje, tanto como artista quanto como pessoa?
Kino: Acho que não consigo separar quem eu sou, na minha vida pessoal, da música e do meu trabalho. Para mim, tudo isso é uma forma de expressão. FREE KINO representa justamente a minha busca por recuperar a liberdade que perdi e, ao mesmo tempo, conseguir preservá-la. É isso que a liberdade significa para mim hoje.
Existe alguma coisa da qual você ainda não conseguiu se libertar completamente?
Kino: É uma pergunta que me faz pensar bastante. FREE KINO representa justamente a busca pela liberdade, o sonho de conseguir ser completamente livre. Mas eu ainda não alcancei uma liberdade 100% completa. Então, também estou aprendendo a lidar com isso.
Acho que o show representa alguns anos da minha experiência: a busca pela liberdade, o esforço e o sonho de finalmente alcançá-la.
Na sua última turnê no Brasil, I Think I Think Too Much, você falou sobre ser um artista que pensa demais. Às vezes, pensar tanto pode dificultar o processo criativo. O que mudou daquele momento para FREE KINO? O que mais te surpreendeu sobre você mesmo nesse processo?
Kino: No show anterior, eu era uma pessoa que não sabia descansar e não sabia parar. Durante o processo desse novo álbum e desse novo conceito, aprendi justamente o contrário: aprendi a descansar, a parar e a entender quando preciso fazer isso.
Acho que vocês vão perceber essa mudança durante a turnê. Aprendi a entender onde descansar, como descansar e como aproveitar os momentos de pausa. Tudo isso também faz parte da minha busca pela liberdade.
No seu álbum Lost and Found, você fala bastante sobre autenticidade e liberdade. Você sente que esse é o KINO que realmente quer mostrar para o mundo?
KINO: Eu fiz esse álbum justamente em busca da liberdade que havia perdido. Tenho uma expressão que gosto muito, que é a ideia de que continuo aprendendo. Ainda estou nesse processo.
Então, não posso dizer que estou 100% livre. Mas, comparando com o ano passado, definitivamente me sinto mais livre. Ainda estou aprendendo e descobrindo coisas sobre mim mesmo, e acho que essa busca também faz parte do álbum.
Quando você olha para suas primeiras músicas e compara com os seus lançamentos mais recentes, como percebe seu amadurecimento como artista? O que mais mudou?
KINO: Acho que uma das principais mudanças aconteceu por causa da experiência com os shows ao vivo. Hoje tenho muito mais experiência para lidar com situações diferentes.
No começo da minha carreira, eu estava muito acostumado a fazer tudo exatamente como havia ensaiado. Mas, ao longo desses anos, passei por vários países e fiz muitos shows.
Aprendi a lidar com situações inesperadas, porque cada país tem uma estrutura diferente e cada equipamento também pode ser diferente. Hoje consigo me adaptar muito mais rapidamente aos imprevistos e encontrar uma maneira de entregar o show com a melhor qualidade possível.
Sabemos que o novo show terá uma presença maior do rock. De onde veio essa inspiração? Existem artistas que influenciaram você nesse caminho?
Kino: Não consigo apontar apenas um artista específico, porque são várias referências que me inspiraram ao longo do processo. Mas se for para citar um exemplo, eu diria o Post Malone. Alguns desses artistas trabalham exclusivamente com rock, enquanto, no meu caso, existe uma mistura de estilos. Além da banda, também temos elementos eletrônicos, que fazem parte do meu trabalho. Acho que justamente essa combinação é um dos diferenciais do show.
Você está vivendo um momento especial na carreira, conciliando sua trajetória solo com o retorno das atividades do PENTAGON. Como sente que esses dois lados representam você neste momento?
KINO: Nunca tinha pensado exatamente dessa forma, mas, agora que estou pensando, acho que são lados bastante diferentes. E não é apenas a música ou o palco que mudam. Percebi isso principalmente no dia a dia. Eu conheci os membros do PENTAGON ainda na época do colégio. Então, quando estou com eles, parece que volto para aquela fase da minha vida, para aquela idade e até para algumas das atitudes que eu tinha naquela época.
É uma sensação muito diferente de quando estou trabalhando como artista solo.
Qual é a sua expectativa para essa turnê?
KINO: Muita qualidade. Já tive a oportunidade de dar uma entrevista em uma rádio no Brasil e também fiz um treino, então estou bastante envolvido com a preparação. Nas outras vezes em que estive no Brasil, acabei ficando um pouco doente e não consegui aproveitar tanto o país ou conhecer a cultura brasileira. Desta vez, como tenho um pouco mais de tempo livre, quero aproveitar para conhecer melhor a cultura e os pontos turísticos. Ontem, inclusive, experimentei polenta.
Na sua primeira passagem pelo Brasil, você fez shows apenas em São Paulo. Agora, nesta nova turnê, vai conhecer outras cidades. Qual é a sua expectativa em relação a esses lugares e ao público?
KINO: Esta é a minha terceira vez no Brasil. Sempre fiz shows em São Paulo e, todas as vezes que dei entrevistas, falei sobre como os fãs brasileiros são incríveis e como tenho uma impressão muito boa do país. Então, agora estou curioso para descobrir se o público das outras cidades é tão caloroso quanto o de São Paulo, que eu já tive a oportunidade de conhecer.
Os fãs brasileiros são muito apaixonados. Existe algum momento com eles que você considera especialmente memorável?
KINO: Com o passar dos anos, comecei a entender ainda mais o valor dos fãs. Eles investem dinheiro e tempo para estar naquele momento, assistindo ao meu show, então passei a valorizar muito mais cada apresentação e a querer entregar sempre o meu melhor.
Acredito que isso também se reflete na qualidade dos meus shows. Se vocês compararem a minha primeira apresentação aqui com o que faço hoje, provavelmente vão perceber uma diferença. A troca de sentimentos com o público também ficou ainda mais forte.
Se você pudesse transformar sua experiência com o Brasil em uma música, qual seria o título e qual sentimento gostaria que ela transmitisse?
KINO: Essa é uma pergunta muito difícil. Talvez Flake Remix. O remix dessa música representa muito bem a energia da turnê, mas também acho que ela combina bastante com a energia brasileira.
Você está há mais de 13 anos trabalhando com música e também comemora 10 anos de Pentagon. De tudo o que viveu e conheceu até hoje, se pudesse levar apenas uma coisa com você, o que seria?
KINO: Açaí! Eu já tinha experimentado açaí na Coreia e nos Estados Unidos, mas descobri recentemente que o original é daqui do Brasil. Hoje fui comer açaí aqui e cheguei a uma conclusão: o original é realmente diferente. Então, definitivamente, levaria o açaí comigo.
Olhando para suas primeiras músicas e seus últimos lançamentos. O que mais mudou como artista e quais das suas músicas recentes melhor refletem esse momento?
KINO: Acho que a principal mudança está em fazer shows ao vivo. Hoje tenho mais experiência em lidar com diferentes situações. No começo, eu era muito treinado para fazer tudo exatamente como havia ensaiado. Mas, ao longo desses 10 anos, passei por vários países e fiz muitos shows. Fui aprendendo a lidar com situações inesperadas, porque cada país é diferente, cada equipamento é diferente. Hoje sei como lidar melhor com os imprevistos e consigo me adaptar mais rapidamente para entregar o show com a melhor qualidade possível.
O que o KINO de hoje diria para o KINO de antes?
KINO: Quando pensei no que diria ao KINO de antes, imediatamente me veio à cabeça um período mais sombrio e difícil da minha vida. Para aquele KINO, eu diria: “Se você não desistir, o tempo vai resolver.”
Eu não sou uma pessoa de personalidade fraca, mas, nos últimos dois anos, passei por um período difícil. Então, gostaria de dizer para mim mesmo, para o KINO de antes, que continuasse acreditando e não desistisse. O tempo vai resolver.
Após a apresentação em São Paulo, KINO segue com a turnê para Teresina e Brasília. Saiba tudo sobre FREE KINO aqui.






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