ENTREVISTA | “O Brasil me fez voltar aos palcos”: El Capitxn abre novo capítulo da carreira com a turnê "Who Killed El?"
- Samara Barboza

- há 3 dias
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De volta ao Brasil, El Capitxn destaca conexão com o público brasileiro e sua nova versão artística que inspira a turnê

(Divulgação/@elcapitxn)
El Capitxn se tornou um nome que dispensa longas apresentações. Colecionador de sucessos, seu trabalho como produtor está presente na discografia de diversos nomes do K-pop, incluindo BTS, TXT e IU. No Brasil, ele vem construindo uma conexão cada vez mais forte com o público e, após experimentar o que definiu como seu “palco dos sonhos” em 2025, retorna ao país com a turnê Who Killed El?, que passará por seis estados brasileiros em julho.
Ao longo da carreira, ele vivenciou diferentes perspectivas da indústria musical, dentro e fora dos palcos, experiências que ajudaram a moldar sua visão artística. Antes de El Capitxn, houve o cantor Yi-Jeong. Um artista de muitas fases que agora renasce em um novo capítulo com Who Killed El?, prometendo mostrar ainda mais de si ao público. A nova etapa também foi marcada pelo lançamento do single Breaking Through, em parceria com Taehyun, do TXT, e Jeremy Zucker, que transmite letras mais íntimas e dá um vislumbre dessa jornada pessoal.
Com uma proposta diferente, a turnê atual apresenta um momento de transformação em sua trajetória. Há algum tempo, El Capitxn demonstra o desejo de revelar mais quem é para além dos créditos de produção, reaproximando-se cada vez mais da audiência que o acompanha e contar sua própria história. Recentemente, ele também renomeou seu fandom para Queen, explicando que não poderia chamá-las de outra forma diante de todo o apoio e carinho que recebe.
Em coletiva de imprensa a qual o Café com Kimchi esteve presente, El Capitxn refletiu sobre essa nova etapa da carreira, o significado da turnê Who Killed El? e a importância que o Brasil passou a ter em sua trajetória.

(Divulgação/Vendors)
O que a morte simbólica do El representa nessa sua fase? E como você equilibra a identidade de produtor de grandes sucessos com a liberdade desse novo alter ego?
El Capitxn: "A turnê transcende muito mais a ideia de quem matou o El do que a morte em si. Ela fala sobre a nova versão que me tornei. Antes, eu era uma pessoa que contava muito as histórias de outros artistas com quem trabalhei e transmitia as mensagens deles para o público. Hoje, quero contar a minha própria história e passar a minha própria mensagem. Essa é uma nova versão de mim, como se tivesse renascido. Por isso a turnê se chama 'Who Killed El?'. É como um renascimento. Sinto que essas duas versões não conseguem coexistir no mesmo espaço. Eu precisava mostrar essa nova fase, em que finalmente conto as minhas próprias histórias."
“Breaking Through” marcou um novo capítulo da sua trajetória. O que essa música representa para você e como ela reflete quem é o El Capitxn hoje?
El Capitxn: "Essa música é muito especial porque expressa exatamente o momento que estou vivendo. Ela fala sobre esse novo capítulo da minha vida e sobre o caminho que estou percorrendo como artista. Durante esse processo de mostrar minha própria história ao mundo, enfrento muitos desafios e obstáculos para alcançar meus objetivos. Breaking Through traduz esses sentimentos e representa a determinação necessária para seguir em frente. Por isso, ela se tornou uma canção tão importante."
Como “Breaking Through” dita o tom e a energia que o público vai encontrar nos shows da América Latina?
El Capitxn: "Breaking Through é muito especial para mim, principalmente quando penso na América Latina. Da última vez que estive aqui, vim como produtor. Naquela época, eu não tinha uma música que pudesse realmente chamar de minha. Agora, voltar com uma canção que representa a minha identidade artística torna tudo muito mais especial. Sinto que essa música marca um novo começo para mim na América Latina, um novo ponto de partida para construir uma conexão ainda maior com o público daqui."
Como você definiria a experiência ideal de um show seu e o que espera que o público sinta ao sair dele?
El Capitxn: "O que eu mais desejo é que, durante o meu show, as pessoas sintam que estão entrando na minha história. Estou compartilhando minha trajetória, minhas experiências e as mensagens que quero transmitir. Quando alguém sai de um show meu, espero que sinta que me conhece um pouco melhor, que entende mais quem eu sou como pessoa e artista."
Você já trabalhou com diversos nomes importantes da música coreana. Existe algum artista brasileiro que chame sua atenção ou algum gênero que gostaria de explorar?
El Capitxn: "Falei sobre isso antes, mas continuo muito interessado em experimentar o funk brasileiro. No entanto, neste momento da minha carreira, valorizo muito a minha identidade artística e a mensagem que quero transmitir. Se eu fizer uma música nesse estilo agora, ela precisaria refletir a minha história atual e quem sou neste momento. Por isso, acredito que o melhor momento para explorar esse gênero talvez seja um pouco mais à frente. Neste início da minha trajetória como artista solo, quero focar em contar a minha história. Aos poucos, pretendo incorporar outros estilos musicais que admiro como fã."
Muitas pessoas conhecem o seu trabalho antes mesmo de conhecer você. Houve um momento em que percebeu que o público passou a enxergar El Capitxn como artista e não apenas como produtor?
El Capitxn: "Não consigo apontar um momento exato, porque ainda não tenho certeza se sinto isso completamente hoje. Durante esta turnê, depois de me apresentar em tantas cidades e ver tantas pessoas vindo aos meus shows, tive uma sensação muito próxima disso. Mas ainda não consigo definir um instante específico em que percebi essa mudança. Às vezes penso que talvez eu mesmo ainda não queira acreditar totalmente nisso. Sinto que preciso continuar fazendo música e seguindo meu caminho até o momento em que realmente conseguir sentir que as pessoas me enxergam como artista, e não apenas como produtor."
Você atua como produtor há muitos anos. Olhando para sua trajetória, o que mais mudou desde a estreia até hoje?
El Capitxn: "Se eu comparar com o início da minha carreira, diria que naquela época meu principal objetivo era simplesmente criar uma boa música, porque minhas possibilidades ainda eram mais limitadas. Hoje, o que mais mudou foi a minha visão sobre o processo criativo. Não penso apenas em como fazer uma música soar bem, mas também em qual mensagem ela transmite, qual história o artista quer contar e quais emoções estão por trás dela. Essa visão mais ampla passou a fazer parte da forma como produzo música."
Com tantas conquistas na carreira, qual é o desafio que mais te anima atualmente?
Sem dúvida, a produção do álbum em que estou trabalhando agora e todo esse novo caminho que estou construindo como artista. Essa nova fase como El Capitxn é o que mais me desafia e me motiva neste momento.
Em 2025, você lançou o livro We're Still in Interlude, que aborda sua própria jornada. Poderia falar um pouco sobre ele e contar se houve algum momento no Brasil que mereceria estar nas páginas desse livro?
El Capitxn: "We're Still in Interlude é um livro que retrata grande parte da minha história e tudo o que vivi até hoje. Se eu pudesse adicionar um momento vivido no Brasil a essa narrativa, seria o dia do meu show em São Paulo. Foi nesse momento que percebi quantas pessoas me amavam, me apoiavam e acreditavam em mim. Também foi quando tive a confirmação de que minha decisão de voltar aos palcos como artista estava certa. Foi uma experiência tão marcante que, se eu pudesse escrever outro livro ou acrescentar um novo capítulo, certamente incluiria essa data."
O Brasil já virou parada obrigatória nas suas turnês? Qual é a importância de sempre voltar ao país?
El Capitxn: "O Brasil é um país muito especial para mim. Quando estou aqui, consigo compreender sentimentos que antes eram difíceis de entender. Tudo parece muito mais claro. Além disso, foi o Brasil que tirou de mim a dúvida sobre voltar aos palcos. Foi aqui que encontrei a certeza de que deveria retornar como artista. Por isso, espero que minha conexão com o Brasil continue crescendo e que eu possa desenvolver ainda mais trabalhos no mercado musical brasileiro. Quero me aproximar cada vez mais do público daqui, porque este se tornou um país muito importante para mim."
Sobre "Who Killed El?" no Brasil

(Divulgação/Roxy Faith Alexandria)
A turnê Who Killed El passará por seis cidades brasileiras a partir de julho: Brasília (04/07),
Rio de Janeiro (05/07), Porto Alegre (12/07), São Paulo (18/07), Manaus (25/07) e Recife (26/07). Os ingressos para a turnê Who Killed El? ainda estão disponíveis na plataforma Q2 Ingressos. Os valores variam conforme cidade e setor, este último inclui pista premium, pista comum e VIP, além de pacotes de benefícios com o artista que podem ser comprados separadamente.
Área Comum: a partir de R$ 60 a R$ 70 (meia-entrada)
Premium: a partir de R$ 110 a R$ 130 (meia-entrada)
VIP: pode chegar a cerca de R$ 460 a R$ 610 (+ taxas)
Em cidades como São Paulo, também há setor intermediário (Camarote), com valores a partir de R$ 90 (meia). Os eventos têm, em geral, abertura dos portões às 19h, com classificação etária de 16+ (variando conforme a cidade). Menores podem entrar acompanhados dos responsáveis, mediante documentação. Confira mais informações sobre os ingressos e benefícios aqui.
Após o show também terá a realização da Next Bulletproof 2.0, uma after party temática do BTS que amplia a experiência do público.






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