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[Entrevista] O futuro ao nosso alcance: O SUPERKIND fala sobre perspectivas, sonhos e possibilidades

O boygroup que mistura tecnologia e talento lançou seu primeiro disco “Profiles of the Future (Λ): 70%” em Outubro de 2023, marcando o início de uma nova era.


(Divulgação/Deep Studio Entertainment)

O SUPERKIND é um grupo de sete integrantes composto por Daemon, Eugene, Geon, SiO, JDV, SAEJiN e Seung estreou em 2022 com a inovadora proposta de reunir talento puro com inteligência artificial, algo nunca visto antes na indústria. Deste modo, SAEJiN e Seung são nada mais nada menos do que idols criados a partir do uso da tecnologia, sendo a imagem e a voz elaboradas a partir de softwares de inteligência artificial que tornam possível a existência dos dois membros algo mais palpável. 


O septeto fez sua estreia com o single “Watch Out” no mesmo ano e conquistaram o público com a proposta inusitada não somente no YouTube, como também no TikTok devido aos diversos conteúdos produzidos em conjunto com os integrantes IA, que acabaram chocando telespectadores com os detalhes no design de cada um e na sincronia dos integrantes humanos que sempre precisam performar como se estivessem fisicamente próximos de Seung e SAEJiN.



Em 2023, um ano após o debut, o boygroup lançou seu primeiro disco, denominado “Profiles of the Future (Λ): 70%” em outubro, contando com “Beam Me Up (2Dx3D)” no posto de faixa-título. O mini-álbum conta com 4 canções — incluindo a principal — na qual a title mistura coreano, inglês e japonês na letra, promovendo a diversidade que o grupo se propõe a disseminar desde a estreia.



O Café com Kimchi teve a oportunidade de participar de uma roundtable com os integrantes do SUPERKIND para um bate-papo incrível acerca do primeiro disco, as perspectivas e possibilidades acerca do crescimento do grupo e dos integrantes na indústria. Confira a seguir!




Perspectivas: O SUPERKIND e seu potencial de crescimento


A diversidade de gêneros musicais que compõem a ainda juvenil discografia do boygroup são uma expressão da capacidade de inovar. Tudo isso sem abrir mão do conceito principal que envolve futurismo e tecnologia como pilares centrais. O disco de estreia propõe conexões internacionais através da música, uma tentativa interessante de dar passos em direção a expansão da carreira para além das fronteiras sul-coreanas.


Que tipo de música o SUPERKIND quer seguir e ser conhecido?

DAEMON: Como SUPERKIND, estamos experimentando muitos gêneros musicais diferentes. Escolhemos gêneros que se adequam ao nosso conceito e às visões de mundo que queremos mostrar, e acho que o tema principal e o lema da música do SUPERKIND é a diversidade. Então espero que o SUPERKIND seja conhecido pela diversidade e criatividade em nossos estilos musicais.

Com um disco que conta com canções eletrizantes e uma proposta que chama a atenção não somente pelos visuais que fazem referência a filmes de ação, animes e ficção científica, o SUPERKIND retorna com a intenção de transmitir uma mensagem sobre presente e futuro através das canções que compõem o EP. A ideia de apresentar os membros de forma especial, única e empolgante, mesmo que com poucas faixas, para que o público fique curioso e anseie por mais.


Com o novo álbum lançado recentemente, o que vocês desejam alcançar desta vez?


EUGENE: Considerando que este álbum marca a primeira vez que todos os sete membros participam, vejo isso como um novo começo para nós. Com este comeback, o nosso principal objetivo é apresentar-nos a um público mais vasto, permitindo que mais fãs nos conheçam. Estaremos altamente ativos e esperamos seu amor e interesse pelo SUPERKIND.

Utilizar da internet e dos recursos tecnológicos que favorecem a globalização foi uma estratégia interessante para alcançar os fãs mesmo durante a pandemia da COVID-19 — período no qual o SUPERKIND fez sua estreia —, mas o melhor de tudo é utilizar outros idiomas na comunicação com os fãs. Tal ponto foi posto em prova através da faixa-título “Beam Me Up (2Dx3D)” que utiliza inglês, coreano e japonês na letra.


“Beam me up (2Dx3D)" é uma música fuSiOn muito legal com letras em coreano, inglês e japonês. Os membros podem compartilhar como foi o processo de gravação e se vocês enfrentaram algum desafio com três idiomas?


SiO: Como este é o nosso primeiro mini-álbum com um número maior de faixas, o processo de gravação naturalmente demorou mais que o normal. Além disso, como incorporamos vários idiomas, pensamos muito em como infundir as características e vibrações únicas dessa linguagem em nossa música, nos esforçando para dar vida a essas características em nossas músicas.

Seu novo mini-álbum "Profiles of the Future (Λ): 70%" tem o conceito de misturar o 2D (língua japonesa) com o 3D (língua coreana). Há algum outro idioma que você gostaria de adicionar a esta dimensão?


DAEMON: Para nossas músicas, selecionamos o idioma que melhor se adapta a cada faixa e usamos esse idioma de acordo. Atualmente existe um projeto em andamento chamado “SUPERKIND GO”, que é como uma Olimpíada social onde os jogadores podem participar através do TikTok. Mais tarde visitaremos o país do vencedor e planejamos criar música lá. Nesses casos, provavelmente tentaremos incorporar a língua do país que visitamos na nossa música.

(Divulgação/Deep Studio Entertainment)


Sonhos: Estar em contato constante com o público é o foco do SUPERKIND


Por se tratar de um grupo que fez sua estreia em uma fase de transição da pandemia para o retorno à normalidade, a possibilidade dos integrantes promoverem turnês internacionais, concertos e eventos com os fãs acabaram tornando-se escassas. O primeiro ano do debut acabou sendo voltado exclusivamente para lançamentos de singles e uma promoção ativa nas redes sociais com a inclusão dos membros IA.


Mesmo que houvesse a possibilidade de realizar alguns concertos presenciais ou online com o passar do ano, o boygroup ainda não tinha realizado lançamentos de discos completos ou EPs, e uma ainda jovem discografia composta por singles não era o suficiente. Desta vez, com o foco na construção da identidade musical e visual, o SUPERKIND demonstra ansiedade e empolgação quando se trata de encontrar os “Players” — nome do fandom — pessoalmente.


Quais são as coisas que fazem você pensar: “Estou tão orgulhoso de mim mesmo por fazer isso!” para esse comeback?

SiO: A partir deste comeback, tivemos mais oportunidades de nos conectarmos com nossos fãs, Players. Durante meu encontro inicial com nossos fãs, eu estava incrivelmente nervoso e um tanto tímido, o que tornou um desafio para mim ter conversas significativas com eles. No entanto, durante as atividades promocionais deste retorno, incluindo encontros de fãs e eventos de autógrafos, fiz um progresso significativo na interação com nossos fãs e sinto que me tornei mais próximo deles. Nesse sentido, estou orgulhoso das melhorias que fiz na comunicação com os Players durante este retorno.

Com um conceito único, como vocês imaginam seus shows ao redor do mundo para encontrar seus fãs?

SiO: Valorizamos muito as interações presenciais com os nossos fãs e é por isso que nos esforçamos para organizar concertos e eventos no maior número possível de países e cidades. Estamos empenhados em criar música que incorpore diferentes linguagens para tornar a nossa música acessível a pessoas de várias nações, permitindo-lhes desfrutar das nossas músicas e encontrar conforto e inspiração na nossa música.

A participação ativa dos fãs na construção da identidade do SUPERKIND se dá desde a pré-estreia através de um canal do Discord — aplicativo utilizado para chats e entre outras funções — no qual os Players em contato direto com a empresa decidem como o grupo se desenvolverá, qual conceito eles querem ver em seu próximo lançamento e como a backstory que remete ao conceito do boygroup se desenrola.


Vocês têm um conceito único no qual seus fãs podem contribuir com relação ao seu conceito e à sua história. Já houve um momento em que vocês ficaram surpresos com algo que eles decidiram, talvez esperando uma escolha em detrimento de outra?

SiO: Temos muitas interações com nossos fãs e estamos abertos a suas opiniões e sugestões. Durante a promoção da faixa “MOODY”, nós até jogamos com nossos fãs no X (Twitter) e interagimos com eles em tempo real. Cada vez que fazíamos isso, parecia que nossas perspectivas estavam alinhadas com as deles. Compartilharíamos nossos pensamentos e então ouviríamos ansiosamente os deles. Eu não diria que uma parte toma decisões sozinha, mas sim que colaboramos e esta troca mútua leva a resultados satisfatórios.



Possibilidades: Entre a realidade e o metaverso


A imersão do grupo no mundo digital é um fator crucial não somente na construção de um storytelling, como também quando se diz respeito a ser o primeiro grupo de k-pop composto por integrantes humanos e integrantes que são inteligências artificiais, cujas vozes estão presentes nas canções e as figuras elaboradas digitalmente aparecem ao lado dos “PRID” — como são chamados os membros humanos — nas fotos e MVs.


Os chamados “NUKE” — denominação para os membros IA —  são uma peça-chave para a popularidade nas redes sociais, também como uma demonstração da união entre tecnologia e talento, além de conceder um ar de mistério para o público sobre como funcionam as gravações de MVs e as vozes não pertencentes aos membros humanos.


Seu grupo é uma mistura de IA e pessoas reais e é novo no cenário — como é trabalhar e se divertir uns com os outros?


JDV: Acho que colaborar com os membros do NUKE é extremamente divertido e fascinante porque abre oportunidades para explorar várias ideias novas e cativantes. Os membros do NUKE têm a capacidade de executar performances que podem estar fora das nossas capacidades. Por exemplo, em um vídeo recente de performance com SAEJIN, ele tentou o icônico movimento do Homem-Aranha, onde cai do teto. Todos esses elementos visualmente cativantes tornam esse retorno ainda mais agradável para mim.


A estética musical e visual do “Profiles of the Future (Λ): 70%” dialoga muito bem com a proposta do grupo ao ponto de relacionar as faixas de forma direta com o conceito e as particularidades que o SUPERKIND pretende apresentar ao mundo. Uma forma perfeitamente adequada de se apresentar ao mundo enquanto artistas sem perder a essência particular em prol das constantes mudanças de tendência na indústria musical.


Você poderia explicar mais sobre o enredo entre os membros IA e os membros humanos e como isso se conecta às músicas do álbum?


DAEMON: O videoclipe deste álbum tem uma temática bastante futurista. Trabalhando com os membros do NUKE, a palavra “futurista” é uma boa palavra-chave para descrever enquanto desafiamos o gênero de ficção científica no videoclipe. No videoclipe, os membros do NUKE são a polícia espacial e os membros do PRID são criminosos espaciais, então há uma perseguição entre essas duas partes. Os membros do NUKE tentam nos tornar parte de sua equipe. Saltamos do espaço, acidentalmente chegamos à Terra e depois tentamos escapar dos membros do NUKE que nos perseguem. Esse é o tema principal do videoclipe e estamos tentando mostrar mais gêneros de ficção científica a partir de agora. Então, por favor, fique atento.

Parabéns pelo lançamento do seu primeiro álbum "Profiles of the Future". Como o nome diz, é um sentido futurista e energético da juventude, por isso queremos saber como foi o processo de produção. Vocês estiveram diretamente envolvidos?


DAEMON: Contribuímos ativamente para a seleção da faixa b-side, “MUGSHOT”, promovendo-a no Tiktok e gravando-a. Todos nós assumimos papéis como criminosos espaciais e policiais espaciais no conceito do álbum, então pesquisamos expressões faciais futurísticas e travessas de várias fontes, como online e revistas, para ter certeza de retratarmos bem os personagens, e esse esforço foi bem refletido nas fotos do álbum. Foi um processo gratificante.

Um futuro brilhante está a espera do SUPERKIND, não somente como pioneiros do gênero A-Idol — idols feitos com base em inteligência artificial — mas também por contribuírem de forma positiva com a renovação do cenário do k-pop para algo além de conceitos puramente estéticos através da nostalgia como tem sido feito nos últimos anos. Pode-se dizer que o boygroup quebrou certas barreiras ao arriscar um conceito tão complexo e com tantas nuances que sem sombra de dúvida envolvem um bom investimento em tecnologia de imagem e som.


Você já conhecia o SUPERKIND? Não se esqueça de conferir os projetos do grupo, e também acompanhar os demais conteúdos do Café com Kimchi!


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