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Rainha do K-pop: Conheça a carreira da solista veterana BoA

Ativa na indústria há 22 anos e a inspiração de muitos idols, a cantora é uma das figuras mais bem-sucedidas do cenário do K-pop

(Reprodução / SM Entertainment)

Ela fez aniversário de mais de 10 anos de carreira, a canção Only One está presente em todo SMTown e as apresentações em premiações de fim de ano são confirmadas sempre. BoA não é somente uma solista — ela é, provavelmente, a maior solista do K-pop, inspirando idols até os dias atuais e mantendo sua imagem e legado intactos.


Tendo feito comeback recentemente com Forgive Me, a carreira da BoA continua num caminho exponencial até o estrelato, e ela já se firmou como uma das lendas da indústria. Mas quem é BoA e como ela se tornou esse fenômeno que conhecemos hoje? O Café com Kimchi trouxe uma matéria especial para você relembrar a trajetória da solista! Confira após a publicidade:



Início da carreira e além da Coreia


(Reprodução / SM Entertainment)

Kwon BoA iniciou sua carreira sem intenções de ter uma. Seu irmão, que fez audição para a SM Entertainment, uma empresa Big3, para se tornar um dançarino, a levou junto com ele. Os jurados das audições viram BoA e perceberam potencial nela, pedindo que ela se apresentasse. Apesar de nervosa, ela tentou e conseguiu um contrato na mesma noite. Os pais estavam preocupados em deixar a menina de 11 anos se afastar da escola para construir uma carreira, mas eventualmente cederam.


Assim, BoA começou seu treinamento na empresa: dois anos repletos de aulas de canto, dança, inglês e japonês. Ela debutou em 2000 aos 13 anos com ID; Peace B, uma canção hip-hop que evoca o ritmo da época. O álbum foi bem recebido pelo público, mas o grande sucesso viria um ano depois, com seu debut no Japão.



BoA se tornou a primeira artista sul-coreana a conseguir um nº 1 nas paradas musicais japonesas. Com esse sucesso comercial, a SM Entertainment resolveu focar grande parte de sua carreira, ainda no início, naquela área. A solista significou o avanço da cultura coreana no Japão, um feito especialmente extraordinário tendo em vista que bloqueios em relação à importação e exportação de produtos culturais entre os países — algo parecido com o banimento da onda Hallyu na China — estavam em voga, mapeando o cenário pós Segunda Guerra Mundial. BoA conseguiu ultrapassar esse obstáculo aos 14 anos com o álbum Valenti, que vendeu mais de 1,3 milhão de cópias.


Mudança na imagem e entrada nos Estados Unidos


(Reprodução / Divulgação)

Os álbuns My Name, de 2004, e Girls on Top, de 2005, viraram a chave de sua carreira: “Eu sou eu, ninguém pode tomar meu lugar / Não sou de deixar as coisas passarem tão fácil / Eu quero que minha imagem seja forte.” A canção-título do último álbum foi diferente das anteriores, trazendo um conceito mais agressivo, confiante e até sensual para a solista, agora aos 19 anos com já 5 anos de carreira.


A estreia nos EUA chegou em 2008 com o single Eat You Up, ainda na veia de Girls on Top, após BoA iniciar com a subsidiária estadunidense da SM Entertainment. Ela chegou a lançar um álbum e uma coletânea sob a subsidiária, mas dada a falta de sucesso e a dificuldade em fazer sua carreira americana ganhar tração, BoA retornou ao Japão em 2010 para lançar seu sétimo álbum japonês.


Meu objetivo não é ser a mais famosa. Números são importantes, mas eu realmente quero aprender mais sobre a indústria musical dos Estados Unidos, e eu quero trabalhar com produtores de alto nível e bons coreógrafos. Ainda tenho muito a estudar para encontrar inspirações [aqui].”

BoA, 2009, em entrevista ao The Japan Times



Produções próprias e impacto na indústria


(Reprodução / SM Entertainment)

Para comemorar os 15 anos de carreira em 2015, BoA lançou Kiss My Lips, o primeiro álbum inteiramente produzido e escrito por ela, trabalhando junto com os produtores Stereotypes. O concerto BoA Special Live 2015: Nowness foi realizado no Japão e na Coreia do Sul, e a solista foi a primeira cantora feminina a realizar um show solo no Sejeong Center for the Performing Arts.


Ela se tornou jurada da segunda temporada do Produce 101 masculino em 2017, parte da bancada do The Voice Korea em 2020, e jurada do reality de dança da Mnet, Street Woman Fighter. Durante todo esse tempo, ela seguiu lançando músicas e saindo em turnês, além de trabalhar internamente na SM Entertainment como diretora criativa e auxiliar novos trainees com assuntos relacionados à saúde mental.



Com uma carreira de 22 anos, BoA segue deixando sua marca no mundo do K-pop. Apesar de às vezes sair como desconhecida para ouvintes novatos e casuais, seu impacto na indústria não deve ser subestimado. Com entradas nas paradas musicais do Japão, China e Estados Unidos, além de ter sido uma completa revolução dentro da própria Coreia do Sul, é fácil dizer que BoA abriu portas para inúmeros solistas, grupos e artistas femininas traçarem suas carreiras.


Agora BoA é homenageada por idols que, no início, a tinham como inspiração. Ações da SM Entertainment, como a remasterização de MVs antigos, inserção da artista em novas produções, e o projeto Our Beloved BoA, são maneiras que a empresa encontra de seguir honrando a solista que não mostra intenções de parar por aqui, visto a participação no super-grupo GOT the Beat e seu recente comeback, Forgive Me. BoA sempre será a best of Asia, não importa quanto tempo passe, e existem inúmeras razões para tal.


Eu acho que quero ser conhecida como alguém que é simplesmente boa no que faz, seja canto, dança, ou performance. Ainda há tanta coisa que eu quero fazer, que eu quero alcançar. Eu tenho muita paixão pelo que eu faço, e espero que, no futuro da minha carreira, as pessoas continuem a me ver como alguém que elas sempre esperam coisas novas.”

BoA, 2020, em entrevista a Forbes



Idols que já citaram BoA como inspiração

  • Taeyeon, Sunny, Tiffany, Hyoyeon, Seohyun (Girls' Generation)

  • Key (SHINee)

  • Sehun (EXO)

  • Irene (Red Velvet)

  • Tsuki (Billlie)

  • Chungha (ex-I.O.I, solista)

  • Karina e Winter (aespa)


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