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'Attacca': Seventeen mostra mais uma vez porque é um dos maiores grupos de kpop da atualidade

Atualizado: 5 de fev. de 2023

Misturando estilos e tendências de forma coerente, o álbum inova com assertividade e reafirma o talento dos integrantes no projeto


(Divulgação / HYBE LABELS)

Attaca é o 9º mini álbum do SEVENTEEN e, sem dúvidas, um dos melhores trabalhos do grupo. Lançado na madrugada desta sexta-feira (22), o EP possui sete faixas, das quais seis são regulares e uma extra. O álbum apresenta uma variedade de ritmos aliados ao pop, como rock, trap e hip-hop, e o resultado final é uma obra harmoniosa, digna de receber a nota máxima na crítica do Café com Kimchi.


O nome Attaca sugere um conceito maduro, que acompanha a maturidade dos artistas que debutaram em 2015 e representam o kpop há mais de seis anos. A estética sóbria está presente em toda a estética do EP, nos ensaios fotográficos e no MV. Mas, apesar do nome sugerir uma certa agressividade, o que ouvimos no álbum é o contrário: uma coletânea de faixas suaves e que encantam até os ouvintes mais exigentes.



Seguindo a ordem das faixas, temos To You como a primeira. É uma canção que transborda synth pop de forma dançante e envolvente. Como uma introdução, faz um ótimo trabalho para apresentar o álbum. Serve como uma prévia do que está por vir: um conjunto bem balanceado e com melodias suaves, complementadas pela performance vocal impecável — sempre um destaque do SEVENTEEN.


Partindo para a segunda faixa, conhecemos a title. Rock With You leva o rock ao pop tão característico do grupo. Com ela, o SEVENTEEN entregou exatamente o que o kpop precisava no momento: uma música que o ouvinte pode assimilar e gostar facilmente. Não é preciso ouvir duas ou três vezes para entender a proposta da title. E não seria extremo dizer que a música, majoritariamente composta pelo integrante Woozi, é uma das melhores escolhas de faixa titular do grupo.



Crush, a terceira faixa, retoma um estilo familiar ao SEVENTEEN. Com batidas de hip-hop e R&B, provoca a lembrança de titles antigas, como Very Nice e Clap. Para quem é fã, é fácil identificar as cores únicas dos treze integrantes nessa música. Dançante e alegre, há um quê de anos 80 na faixa — como há em praticamente todos os lançamentos deste ano —, mas a referência é gostosa e não soa forçada, para se encaixar em um padrão.


A partir da quarta música, temos os trabalhos exclusivos de cada unit (team) do SEVENTEEN. PANG! abre este repertório, e é interpretada pela unit de performance, composta por Dino, THE8, Hoshi e Jun. É a mais singular das músicas; um híbrido de trap e hip-hop. É a faixa “diferentona”, mas não chega a ser um skip. Quem pular, estará perdendo a chance de ver como o kpop pode inovar sem ferir a audição do público.



Entre tantos lançamentos experimentais e, por vezes, apenas barulhentos, PANG! consegue se destacar entregando algo diferente mas que, em nenhum momento, agride o ouvinte. Assusta um pouco, nos vinte segundos iniciais, mas a leveza e a criatividade do refrão e pré-refrão fazem a experiência valer a pena.


(Divulgação / HYBE LABELS)

Imperfect Love é a quinta música do álbum, e é performada por Woozi, Jeonghan, DK, Joshua e Seungkwan — a unit de vocalistas do SEVENTEEN. É uma canção delicada e sentimental, que faz jus à potência vocal dos principais cantores do grupo. O fato de ser uma música lenta, de ritmo medium tempo, e vir logo após PANG! traz uma desaceleração para o álbum, que é também explorada na faixa seguinte. Cria-se uma impressão de despedida, o que faz sentido, já que estamos quase no fim da apreciação da coletânea.


A última faixa regular é I can’t run away, da unit composta por Vernon, Wonwoo, S.COUPS e Mingyu. É uma música que surpreende, porque não é que o ouvinte espera ouvir dos representantes do hip-hop do grupo. Traz ao álbum a sensibilidade que faltava, uma dose de melancolia e anseio, que combina perfeitamente com as vozes dos intérpretes. Divide, com a title, o posto de melhor faixa do álbum.


(Divulgação / HYBE LABELS)

Enfim, a faixa extra 2 MINUS 1 é interpretada por Joshua e Vernon. Toda cantada em inglês, a música reproduz elementos de pop-punk semelhantes aos presentes na title. Mesmo com os features que a tornam especial, 2 MINUS 1 não é dissonante das demais canções. Ela encerra o álbum com maestria, reafirmando a sincronia musical e ainda deixando o ouvinte com um gostinho de quero mais.


Com o novo mini álbum, O SEVENTEEN prova que realmente merece o destaque que recebe como um dos maiores grupos de kpop da atualidade. Com a participação dos treze membros na composição das faixas, Attaca é genial em misturar diferentes ritmos sem transformar o EP em uma colcha de retalhos. As músicas se complementam juntas, tornando a experiência de ouvir um álbum, no pleno sentido da expressão, extremamente prazerosa.




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