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  • Review | "With YOU-th" é o TWICE em sua melhor forma: o grupo segue amadurecendo artisticamente

    Girlgroup põe fim em muitas duvidas sobre sua passagem pelo K-pop em uma obra cujo brilho é incontestável (JYP Entertainment/Divulgação) Olhar para a discografia do TWICE é instintivamente passar pela história do K-pop. Parece exagero, mas o grupo contém em sua fórmula os melhores aspectos desenvolvidos no pop sul-coreano desde a sua fundação. De um lado você tem a doçura, com músicas apaixonantes como What is Love?, CHEER UP e SINAL, de outro, maturidade: que é o momento atual em que elas se encontram. Mas seria um erro dizer que, algum dia, o TWICE foi algo menos do que maduro. Pois para entregar as músicas mais divertidas e acessíveis do mundo, elas ainda estavam lá, prontas e destinadas a cumprir uma das tarefas mais difíceis de ser um idol: conquistar o público. E é inegável que, neste aspecto, elas conseguiram. With YOU-th é a resposta Hoje, porém, quando se trata de ouvintes coreanos, o TWICE parece permanecer em constante estagnação. É neste ponto que entra em jogo uma das questões mais difusas no K-pop: o dever de procurar captar o público, ou de fazer música independente dele? E parece que With YOU-th é a resposta. Mesmo imerso nos padrões e na própria esteira de consumo, pode-se dizer que o TWICE realmente decidiu manter o foco em sua música. E se antes existia a reclamação de que os discos antigos atraíam pouca atenção além das faixas-título, agora está acontecendo exatamente o contrário, pois são os álbuns completos que chamam mais atenção do que a música principal e/ou de trabalho. Leia também: [Crítica] TWICE retorna mais potente do que nunca com "Set Me Free" Excelente sequência de lançamentos Mas este não é um fato recente. Da extensa discografia do girgroup — principalmente com EPs —, a qualidade de faixas no pacote completo se mostra dentro da média desde 2019, com o mini-álbum FANCY YOU. Porém, é a sequência com Taste of Love, BETWEEN 1&2 e READY TO BE que mais representa esse lado do TWICE em lançar bons materiais. E With YOU-th é um complemento ainda maior nesse sentido. Enquanto o pré-single I GOT YOU afia os sintetizadores retrô para chegar a algum lugar, a faixa-título, ONE SPARK, é tão destemida que o liquid drum n bass que guia o refrão parece empurrar a ponte para um caminho até então desconhecido pelo girlgroup. É como correr contra o tempo. Leia também: [ENTREVISTA] 2Z fala sobre turnê no Brasil e relação com o público: “Nos apoiou desde o nosso debut” O ponto alto Na sequência, RUSH, a primeira b-side de destaque, o ritmo descolado do jersey club ganha vida. E também fica mais aparente e acompanhado de uma delicadeza fugaz. A harpa do pré-refrão, com algumas batidas rítmicas, tocadas por breakbeats, soma-se aos vocais delicados — é um excelente exemplo de produção no K-pop. Apesar disso, nada, absolutamente nada pode prepará-lo para o que vem a seguir. NEW NEW, a melhor b-side do grupo desde LOVE FOOLISH, de 2019, é um electro-pop vibrante, que tem um refrão tão cativante quanto suficientemente descuidado — é a sensação de estar no banco de trás, sendo pressionado pela força de arrancada, de um carro cujo destino são as estrelas. As duas últimas faixas, BLOOM, com um R&B alimentado por 2-step garage, e YOU GET ME, até chamam a atenção. Mas With YOU-th pode terminar e começar em NEW NEW. Se havia dúvida dos caminhos que o TWICE buscou tomar frente à sua questão com o público estagnado na Coreia, este disco prova que independentemente dos resultados, elas estão corretas.

  • Review | Em "EASY", LE SSERAFIM continua na roleta para concretizar seu conceito

    Girlgroup da SOURCE Music/HYBE fez seu comeback em fevereiro, mas se perde na tentativa de apostar em múltiplas ideias (Source Music/Divulgação) Não é possível dizer que exista uma regra no K-pop que obrigue diferentes grupos a seguir um conceito pré-definido, ou a trabalhar em uma única ideia pelo resto de sua existência como parte de uma indústria. E ainda bem; afinal, a diversidade de sons, estilos e conceitos do pop sul-coreano é de encher os olhos. No entanto, há uma diferença entre seguir um caminho ou tentar encontrá-lo sem realmente ter uma base para fazê-lo. Isto é o que tem acontecido com o LE SSERAFIM, e no seu recente comeback, EASY. Desde a estreia, o grupo não conseguiu se firmar artisticamente no K-pop; e como ocorre em seus registros, os lançamentos não são propositalmente diferentes entre si  — são objetivamente fragmentados com o intuito de preencher lacunas. Confira este post também: Red Velvet, GOT7 e mais artistas de K-pop que completam 10 anos de debut em 2024 A roleta russa da HYBE É como se a cada lançamento do girlgroup, a HYBE girasse uma roleta em busca de um som ou ideia musical para o grupo fazer apenas por fazer. Notavelmente, não existe nenhum objetivo  —não que devesse existir. Também não se pode dizer que com EASY, o LE SSERAFIM seja um grupo que procura hibridizar conceitos, porque se esta ideia for utilizada para descrever o seu trabalho, a crítica torna-se ainda mais intensa dada à forma como o fazem. EASY vem na sequência da passagem do grupo pelo funk em FEARLESS, pelo reggaeton em ANTIFRAGILE e pelo nu-disco em UNFORGIVEN. Embora esses gêneros que se destacam muitas vezes não sejam o foco desses projetos, até pela falta de objetivo citada acima, neles todos um fator fica evidente: a incongruência. O ineficaz novo de "EASY" do LE SSERAFIM Novamente: não é uma regra. Mas ao optar por trazer algo novo, neste caso uma sonoridade diferente do habitual, é necessário criar um espaço capaz de tornar o ato de escolha mais receptivo. Infelizmente, como em outros casos e outros grupos de K-pop, o LE SSERAFIM não consegue fundir o novo com o que já é comumente feito. É por isso que o afrobeat em Smart, apesar de interessante, não é muito eficaz. Você pode gostar de saber: Debuts de K-pop que devemos ficar de olho em 2024 Também é triste, porque o sorteio sonoro feito pela empresa nada mais é do que isso. Quando a cantora de Honduras Isabella Lovestory escreveu ANTIFRAGILE, havia ali uma naturalidade artística que realmente funcionou muito bem. No caso de Smart em EASY do LE SSERAFIM, essa naturalidade não existe mais. São momentos como este, numa mistura abrupta de sons e abordagens, que tornam o quinteto um ato impróprio para experimentar coisas novas. Nota-se como mesmo dentro do disco o esforço de criação de espaços acolhedores para novas sonoridades é dispensado. A abertura, Good Bones, inspirada em um poema de Maggie Smith, é revestida de um hard rock apático, impressão seguida pela faixa-título, EASY, que mistura trap e R&B. Ela prossegue sem pensar em como a sequência de Swan Song complementaria a diferença antes do então afrobeat de Smart, que precede We got so much — apenas um filler. É um nada com nada que funcionaria melhor se as faixas fossem lançadas separadamente, pois algumas são realmente interessantes. Mas como um pacote completo, EASY não consegue se sustentar, é decepcionante e acima de tudo mostra que, até que LE SSERAFIM busque fazer álbuns mais coesos e com propósito, o grupo continuará sem direção.

  • 4 personagens com deficiência auditiva em dramas coreanos

    Conheça algumas produções sul-coreanas que abordam temáticas inclusivas (Divulgação / tvN) Ao longo do tempo as emissoras sul-coreanas vêm buscando ser mais inclusivas e adicionar personagens que foram deixados de lado durante muito tempo ou que poucas vezes estiveram presentes. Este é o caso dos personagens com deficiência auditiva. Mesmo com um número consideravelmente baixo de dramas produzidos que dão o enfoque para pessoas surdas, o ano de 2023 se destacou com produções que abordavam temáticas com personagens com deficiência. Por isso, o Café com Kimchi preparou uma lista de dramas antigos e dramas novos com o tema! Leia também: Saiba quais serão os doramas da Netflix em 2024 já anunciados oficialmente Confira os personagens com deficiência auditiva em K-dramas THE HEIRS (2013) The Heirs conta a história de jovens ricos que frequentam uma escola super renomada da Coreia do Sul. Kim Tan (Lee Min Ho) é um dos herdeiros da Empire Group e é enviado para os Estados Unidos para estudar, enquanto seu irmão tenta um plano para assumir os negócios da família. Cha Eun Sang (Park Shin Hye) é uma menina de classe baixa que viaja para os Estados Unidos para buscar sua irmã mais velha. Os dois se encontram sem ao menos saber que moram na mesma casa, sendo ela filha da funcionária do lar com deficiência auditiva e, assim, eles começam a se apaixonar um pelo outro. Kim Mi Kyung, conhecida pelos seus papéis em 18 Again e Hi, Bye Mama faz o papel de uma mãe com deficiência auditiva e que trabalha para dar o melhor de si para sua filha. A série se encontra disponível na Netflix e no Viki com todos os episódios disponíveis. CAN YOU HEAR MY HEART? (2011) Bong Woo Ri (Hwang Jung Eum) é uma filha exemplar que faz o possível para ajudar com as necessidades de sua mãe surda e de seu padrasto com problemas mentais. Depois de uma situação complicada que tira a vida de sua mãe, Bong Ma Roo (Namkoong Min), o meio-irmão de Woo Ri, vai embora e não volta. Com o passar do tempo Woo Ri cresce e ainda continua a procura-lo. Nesse tempo, Woo Ri conhece Cha Dong Joo (Kim Jaewoon), um jovem de uma família rica que é torturado por ter perdido a audição em um acidente de infância. Kim Jae Won interpreta, neste drama, Cha Dong Joo o jovem que fizia o possível para esconder ser uma pessoa com deficiência para não atrapalhar os planos de sua família na sociedade, já que em épocas passadas na Coreia do Sul, as famílias não aceitavam que tivessem filhos “com problemas”. O K-drama está completo tanto no Viki quanto no Kocowa. Leia também: "O Menino e A Garça": A jornada de bravura de Mahito Maki TWINKLING WATERMELON (2023) A trama conta a história de Ha Eun Gyeol (Ryeoun), um menino cujo os pais e o irmão têm deficiência auditiva, e sua maior paixão é a música, sua rotina mistura estudos de manhã e música a noite. Porém, inesperadamente, Eun Gyeol sai de 2023 e vai para 1995, onde encontra seus pais mais novos, assim tenta colocar tudo no seu lugar, se esforçando para fazer com que o acidente de seu pai não acontecesse para evitar que ficasse surdo para o resto da vida e tentar dar uma vida melhor para sua mãe. Ao longo do processo vai se tornando amigo do casal e os ajuda como se fossem seus melhores amigos. Twinkling Watermelon foi um sucesso entre os fãs de K-drama, sendo uma das produções mais populares de 2023, tanto pelo elenco quanto pela história de Cheong Ah (Shin Eun Soo) e Yi Chan (Choi Hyun Wook) que na fase adulta possuem deficiência auditiva, o que foi um enredo “novo” para a maioria dos fãs desse gênero. Twinkling Watermelon está disponível no Viki com seus 16 episódios. OUR BLUES (2022) Our Blues conta a história de vários personagens que moram na Ilha de Jeju e tem suas tramas interligadas. Entre elas temos a trajetória de Lee Dong Suk (Lee Byung Hun), um cara nascido na ilha, e ganha a vida vendendo produtos do continente em seu caminhão. Min Seon Ah (Shin Min Ah), uma garota com um passado misterioso, que veio para Jeju para escapar de uma vida depressiva. Park Jung Joon (Kim Woo Bin), capitão de navio, apaixonado por Lee Young Ok (Han Ji Min), uma mergulhadora. Jung Eun Hee (Lee Jung Eun), dona de uma peixaria que reencontra seu antigo amor, Choi Han Soo (Cha Seung Won). A série atingiu uma pontuação de audiência muito alta, 14,6%. O K-drama apresenta bem pouco Byeol-Hi, uma menina com deficiência auditiva que trabalha em um mercado com a sua irmã vendendo café e ajudando algumas idosas mergulhadoras quando precisam. O drama está disponível na Netflix. Leia também: Tendência de K-dramas em 2024? "Marry My Husband" e outros webtoons com plots de vingança e reencarnação

  • [ENTREVISTA] 2Z fala sobre turnê no Brasil e relação com o público: “Nos apoiou desde o nosso debut”

    Conhecidos por covers de artistas como Gloria Groove e Pitty, o grupo passará por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte em segunda turnê (Divulgação / HIGHWAY STAR) Seguindo o ritmo do ano passado, 2024 começou agitado com a confirmação da vinda de artistas como IVE e Bambam, além da grande passagem do TWICE neste mês de fevereiro. Agora, os integrantes da banda de rock sul-coreana 2Z são os próximos a visitar o Brasil em sua segunda turnê. Formada por HOJIN, JISEOB, JungHyun, ZUNON e BUMJUN a banda de rock pop fez sua estreia em 2020 com a música My 1st Hero, junto com o álbum EP We Tuzi. Eles ficaram conhecidos por aqui depois de realizar cover de A Queda da Gloria Groove e Admirável Chip Novo da Pitty. A mini tour da banda passará por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte de 15 a 24 de março e inclui uma sessão de fansign. Em entrevista ao Café com Kimchi os integrantes falaram sobre suas experiências com a turnê e a relação com o público brasileiro. Leia a matéria completa para conferir! Uma fanbase fiel em ascensão Enquanto alguns artistas se preparam para realizar shows inéditos por aqui, o quinteto praticamente já está em casa pois essa será sua terceira passagem no país. A primeira vez foi em 2022, com a turnê A Crash Landing, na mesma época em que viralizaram na internet com os covers de músicas brasileiras, furando a bolha e alcançando novos ouvintes. A segunda vez foi ao participarem da line up do Asia Star Festival no ano passado e com essas visitas ao país, eles não perderam a oportunidade de turistar um pouco. “Em um dos tempos livres em São Paulo, fomos ao ‘Beco do Batman’. Tinha muita coisa legal e o que mais lembramos foram os muros cheios de grafite. Foi uma parte do Brasil que a gente imaginava: liberdade e muita diversão. Mesmo com uma carreira recente, a banda conseguiu conquistar fãs ao redor do mundo, e este, é um aspecto que ainda os impressiona, uma vez que nem mesmo o idioma consegue ser um obstáculo na relação com os chamados From A. “Somente a Coreia usa o coreano como idioma, mas é surpreendente como conseguem entender a mensagem passada por nossas músicas e gostam da gente.” Leia também: [Entrevista] O futuro ao nosso alcance: O SUPERKIND fala sobre perspectivas, sonhos e possibilidades Quando souberam que tinham fãs no Brasil eles disseram “a nossa primeira reação foi: ‘Tem gente que ouve a nossa música e nos apoia do outro lado do mundo, e ainda em um país que não fala coreano? Não acredito!". A banda também expressou sua gratidão ao fandom que segundo eles, tem mantido o seu apoio por muito tempo. A experiência no Asia Star Festival: “o maior público” (Banda 2Z na primeira edição do Asia Star Festival — Foto: HIGHWAY STAR) Liderado pela HIGHWAY STAR, que também é responsável pela futura turnê da banda, o Asia Star Festival foi o primeiro evento dedicado à música asiática no Brasil e além do 2Z trouxe artistas como BOY STORY, CLASS:y, TRI:BE, Jeff Satur e MIYAVI. Com mais de cinco horas de música, o festival lotou o Espaço Unimed, chegando próximo da capacidade máxima de 8 mil pessoas. Esse se tornou um momento marcante para a banda, que confessou sua empolgação em poder participar: “Lembro que a gente se preparou por muito tempo porque queríamos mostrar tudo que tínhamos para mostrar. Foi a apresentação com o maior público que tivemos a oportunidade de participar”. Além de ter sido uma experiência incrível para os fãs, os integrantes contaram que também foi uma ocasião onde puderam se aperfeiçoar enquanto performavam e que segundo eles criou memórias muito especiais. Ainda relembrando o evento, JISEOB fez questão de ressaltar um momento específico que aconteceu durante a música Not without U: Em uma parte em que todos podem cantar juntos. E bem nessa parte o HOJIN foi correndo para a frente do palco e toda a plateia vibrou com a gente cantando junto. Senti que algo me abraçou nesse momento. Foi uma experiência inesquecível para mim Leia também: Debuts de K-pop que devemos ficar de olho em 2024 As memórias positivas feitas aqui fizeram a banda se apaixonar ainda mais pelos fãs brasileiros, que nas palavras da banda são como uma “nuvem/neblina”. Para descrever o sentimento eles elaboraram: “a energia não é uma coisa visível, mas quando nós estamos tocando no palco e eles emitem essa energia, vibram e cantam com a gente, dá a impressão de ser um movimento da neblina. Sem falar que brasileiros são os mais calorosos e cheios de energia!.” A conexão com os fãs brasileiro e os planos para o futuro A essa altura já ficou claro que a 2Z possui de fato uma conexão especial com o público brasileiro, portanto podemos dizer que seus covers foram os primeiros sinais disso. Ao perguntarmos sobre o motivo da escolha das músicas, eles explicaram que levaram a popularidade dos artistas em consideração e que ficaram empolgados para ver uma “band version” delas. “As duas músicas apesar de um ritmo forte, tinham uma melodia que nos tocava no coração, o que fez sentirmos um charme neles e uma vibe provocante. Achamos que poderiam dar uma energia a mais e deixar ainda mais agitada quando apresentadas no palco” acrescentaram. O cover mais recente da banda foi da música Razões e Emoções da NX Zero e inclusive, muitos acreditam que eles possam performá-la no palco durante a turnê no mês que vem. O quinteto também realiza covers de artistas de outros países como Café Tacvba do México, Beatles e Enhypen, por exemplo. Além disso, os integrantes falaram o suporte que recebem dos fãs brasileiros desde o início: “o fandom que mais demonstrou interesse e nos apoiou desde o nosso debut foi o Brasil.” Eles continuaram mencionando que a turnê, feita em 2022, só foi possível pois o fandom manteve seu interesse na banda mesmo na época da pandemia. Nós somos sinceramente gratos a eles. E por isso, nos esforçamos bastante para que em todas as nossas visitas possamos presenteá-los com uma experiência incrível Na próxima visita, eles estarão promovendo Do Not Disturb, EP lançado em janeiro deste ano, com quatro faixas inéditas e descrito por eles como “uma história que contamos para nós mesmos”. Ao falar sobre seu lançamento, eles explicaram que se trata de uma motivação para passar pelos momentos difíceis onde dizem que “mesmo que esteja passando por momentos difíceis ou esteja sem fôlego, esperamos que vocês sigam em frente”. O EP conta com seu estilo de rock já conhecido - com uso de sintetizadores e baixo - incluindo as mais animadas como a faixa título HOPE e outras mais lentas como Sad Denial e Time Machine. Mas segundo JISEOB, apesar de serem conhecidos pela vibe mais rock pop alternativo, eles gostariam de tentar novos gêneros como o estilo “western” do country, como Bon Jovi ou Aerosmith, além de poder gravar MV com figurinos de cowboy. Ao mesmo tempo em que busca não perder sua característica original, o quinteto quer produzir músicas que possam aproximar o público mais facilmente. Depois da turnê na América Latina, devem continuar com shows pelo Japão e Europa, além de tentar alcançar mais países. Por último, a banda deixou uma mensagem: “acreditamos que o código chamado “esperança”, que implantamos desde o início da nossa carreira, ficará cada vez mais forte. Gostaria que vocês estivessem junto nesse processo de fortalecimento dessa mensagem. :)” A banda 2Z passará por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte de 15 a 24 de março. Os ingressos podem ser adquiridos através do site da Bilheto. Para mais informações acesse as redes sociais da HIGHWAY STAR. Gostou da entrevista, então acompanhe o site e as redes sociais do Café com Kimchi para mais conteúdos!

  • "O Menino e A Garça": A jornada de bravura de Mahito Maki

    Do jeito que só o Studio Ghibli sabe fazer, a história do garoto e a garça-real que o acompanha chega aos cinemas brasileiros (Divulgação / Studio Ghibli) Este texto contém spoilers do filme em questão, leia com cuidado. Se você nunca teve a oportunidade de assistir um filme do Studio Ghibli nos cinemas, esse é o momento! O Menino e a Garça é o mais novo sucesso que a produtora traz para os fãs e não fãs dos seus traços e histórias encantadoramente únicos. A convite da Sato Company, o Café com Kimchi teve a oportunidade de participar de uma cabine exclusiva do filme O Menino e a Garça no Rio de Janeiro! Então venha conhecer essa a história emocionante, digna de prêmio como A Melhor Animação no Globo de Ouro de 2024. Inspirado pelo livro com o mesmo nome de Genzaburo Yoshino, lançado em 1937, o filme traz questões universais que implicam com o crescimento, amadurecimento, e o verdadeiro significado da vida. A pessoa que traz esses traços a movimento é, ninguém mais que Hayao Miyazaki, fundador, desenhista e produtor conhecido por grandes sucessos do estúdio: A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro. Com sua aposentadoria já anunciada, surpreendeu a todos com a notícia do adiamento desse descanso para focar e se dedicar totalmente à obra que vem sendo produzida desde 2016. Confira o trailer: Veja também: O longa "O Menino e a Garça", a mais nova obra-prima do Studio Ghibli, chegou aos cinemas do Brasil! Baseados nas suas experiências e crenças de vida, o autor aborda mais uma vez assuntos que envolvem a espiritualidade, militarismo e a relação humana com a natureza e com os animais. Em outra palavra, Miyazaki acredita e coloca muito a filosofia do xintoísmo. Lançado oficialmente no Japão em julho de 2023, o longa já prometia sucesso quando alcançou a marca de 23 milhões de dólares arrecadados em bilheteria local durante as primeiras semanas de exibição. Agora que ultrapassou fronteiras e chegou aos países de língua inglesa, o filme já ultrapassa dos 127 milhões e esse número tende a aumentar com sua chegada ao Brasil. Apesar de possuir protagonistas femininas e donas das suas próprias histórias e batalhar, inspirando-se em sua mãe, dessa vez Miyazaki optou por relatar a jornada cheia de bravura do jovem Mahito Maki. Mostrando as dificuldades passadas no período da segunda guerra mundial, Mahito perde sua mãe em um incêndio e se muda com seu pai para a casa de campo da família, com planos de recomeçar a vida. Sua nova madrasta - irmã de sua mãe - está grávida e os recebe calorosamente, o que acaba não sendo tão recíproco da parte do garoto. Traumas e aceitação marcam a essência de "O Menino e A Garça" (Divulgação / Studio Ghibli) Matriculado em uma nova escola, ele não se adapta e se envolve em confusão. Mostrando que o mal também habita nele, se machuca propositalmente para não ter que voltar tão cedo, mas, é ficando em casa que ele começa a ser perturbado pela garça e o trauma gerado pela morte da mãe o faz ter pesadelos frequentes com fogo. Inquieto, a garça consegue convencer ele de que sua mãe está viva e o jovem garoto se enche de curiosidade. Coisas estranhas começam a acontecer e ele persegue a garça até o misterioso local onde ela se esconde. Uma torre nos fundos do vasto quintal, soterrada de histórias. A curiosidade só é suprida com o desaparecimento de sua madrasta, e, assim, o garoto dispõe a conhecer esse outro mundo e os segredos que a torre possui. A estranheza familiar de um novo mundo Esse começo meio medonho passa a trocar de rumo e toda fantasia começa a se fazer presente. É na torre que Mahito embarca em diversas aventuras de épocas passadas e conhece a versão criança de sua mãe. Ela é quem o ajuda ir em busca de sua madrasta, que está a espera do nascimento de seu bebê naquele lugar. Reconhecendo que o garoto nunca foi tão chegado à ela, a madrasta a princípio nega sua ajuda, mas depois se arrepende e tenta salvá-lo também. Com analogia ao Divino, o tio da sua mãe também marca presença e importância na história. Ele está buscando um sucessor e oferece os poderes de cuidado do universo ao jovem. Mas ele, tão sábio, recusa ao lembrar do episódio em que se machucou. Leia também: II Festival Cultural da China na Paraíba! Tudo sobre o evento que ocorrerá em João Pessoa Muitas coisas acontecem e é muito possível ver referências à filmes do mesmo estúdio e aos fatos históricos do período. O Menino e a Garça é uma das animações mais emocionantes do estúdio, e traz uma reflexão profunda sobre a esperança. Com a incerteza da real aposentadoria de Hayao Miyazaki, é possível notar um tom de despedida. Apesar de já ter falado sobre futuros planos e novas histórias, o artista mostrou mais uma vez o amor que tem pelo cinema, arte e fantasia, que mostra a necessidade de expressar sua vida, crenças e amor através de seus filmes. Uma coisa é certa: O Menino e a Garça é uma obra que vale criar expectativa e de emocionar com toda a sua complexidade. Não deixe e não perca a oportunidade de ver essa arte em forma de filme nas telonas de cinema!

  • [Opinião] A crise de 2019 da YG Entertainment: O que aconteceu com a fábrica de hits?

    O ano de 2019 foi o divisor de águas da empresa e os grupos mais novos são os mais atingidos (YG/Reprodução) A YG Entertainment um dia foi casa de diversos grupos grandiosos da indústria, apresentou ao cenário musical artista que dominavam charts e ditavam tendências. BIGBANG e 2NE1 fizeram parte dos anos de ouro do K-pop, embora o tempo não tenha sido um aliado da YG, muito por culpa da própria gestão. Desde 2019, a força que costumava ter ficou apenas para memória, com exceção daqueles que já haviam se consolidado. A frase "o último a sair apaga a luz" se encaixa bem no caso da YG, ao longo dos anos a empresa perdeu grandes nomes — alguns até duvidamos que deixariam a empresa um dia —, BIGBANG, 2NE1, PSY, iKON e Lee Hi não compõem mais a lista de contratados da agência. Da "velha guarda" apenas Winner, AKMU e BLACKPINK permanecem com seus contratos, embora lançamentos constantes não ocorram, possuem uma base sólida e alcançam bons resultados. Recentemente, o tão aguardado — talvez não tão mais quanto costumava a ser há alguns — novo girlgroup da YG deu uma prévia do que está por vir com dois pré-singles em meio ao cenário de "apagamento" da agencia entre o público local. O BABYMONSTER não movimentou tantas reações positivas fora do nicho de fãs e pode se encaixar no "momento errado", que os novos talentos da empresa precisam lidar e os experientes precisam contornar desde 2019. As gerações de ouro da YG Entertainment e a percepção coreana anos pré-2019 (YG/Reprodução) A empresa fundada por Yang Hyun Suk em 1996 nunca foi o maior símbolo de bom exemplo na percepção coreana, mas não impediu o sucesso inegável ao ponto de fazer parte da BIG 3 e ter sua influência estendida para além da indústria fonográfica. A YG atual é bem diferente da antiga, começando pela lista de artistas, que costumava ter maior quantia de agenciados, dos quais foram responsáveis por grandes feitos. BIGBANG trouxe os anos de ouro para a agência e mostrou uma longevidade surpreendente para os parâmetros de gestão da YG. A empresa batia de frente com força com a SM Entertainment, enquanto a rival dominava as vendas físicas, ninguém podia com os artistas da YG em digitais e na segunda até a terceira geração, ninguém queria encontrar com BIGBANG nos charts ou na briga pelos prêmios principais em grandes cerimônias. Leia também: Quem fez primeiro? Conheça as tendências no K-pop e os grupos que as criaram Apesar da popularidade dos artistas, por muito tempo eles carregaram uma imagem negativa. A segunda geração sofria com o estigma de estar fora dos padrões de beleza coreano, mas os artistas se tornaram conhecidos justamente por este visual autentico, conceitos que beiravam ao estranho e foco maior em rap do que em vocais. YG ficou conhecida por formar rappers — coisa que suas rivais não conseguiam com a mesma excelência — e por conceder maior liberdade criativa aos artistas. A história da empresa acompanha grandes sucessos, mas também certas polêmicas, que até 2019 eram pontuais e de certa forma "engolidas" pelo público. Por exemplo, era comum ver duras críticas em fóruns ou sites de notícias sobre as atitudes de membros do BIGBANG, mas no fim admitiam que ouviriam os lançamentos de qualquer forma. Dentro da BIG3, a SM carregava a imagem de "ídolos exemplares", enquanto a YG era composta pelos "delinquentes", mas isso nunca impediu o sucesso de seus artistas — até certo ponto. As polêmicas da YG em 2019 (Reprodução) Pode-se dizer que muita coisa mudou para a empresa a partir de 2019, ano em que esteve envolvida em uma série de polêmicas relacionadas aos seus agenciados e o próprio fundador, Yang Hyunsuk. Aquele foi um período fatídico para a sociedade sul-coreana com a exposição do caso Burning Sun, a qual um dos artistas da YG era proprietário. Seungri, até então membro do BIGBANG, foi acusado e condenado de nove acusações, entre elas, de mediar prostituição, violência sexual e participação de jogos ilegais. Além desses casos, ídolo possuía uma relação próxima com dois ídolos que tiveram seus nomes envolvidos em crimes de abuso sexual e divulgação de imagem, o cantor Jang Joon Young (JJY) e Choi Jong Hoon, ex-guitarrista do FT. Island, o que não ajudou a melhorar a sua imagem. Leia também: Cyber Hell na Netflix: Conheça o 'Caso Nth Room', crime sexual que chocou a Coreia do Sul O BIGBANG costumava ser o "carro chefe" da empresa, o nome de um dos seus artistas mais populares fez a YG estampar a mídia negativamente. No mesmo ano, emergiu a notícia de que B.I do iKON usou drogas em 2016, a situação levou a saída do líder para não prejudicar o grupo. O episódio também envolveu o nome de Lee Seung Hoon do Winner por troca mensagens com a "fornecedora" para esclarecer o acontecimento. Como se não bastassem os artistas, Yang Hyun Suk também foi investigado por coagir testemunha do caso de drogas, prática de jogos de azar, sonegação fiscal e mediar prostituição. As acusações o levaram a renunciar o cargo como CEO da YG no mesmo ano. No fim, o empresário foi inocentado apenas na acusação de mediar prostituição por falta de provas. A percepção atual do público com a YG e lançamentos da empresa pós-2019 (Reprodução/YG) O ano de 2019 não foi apenas um ano em que o público cansou das atitudes da empresa, mas também expôs as dificuldades da YG em gerir crises. Fãs temiam que em futuros problemas a empresa não fosse capaz de proteger seus artistas favoritos de forma apropriada, enquanto outros não conseguiam mais ver a forma como as celebridades sofriam descaso e passaram a não ter interesse em novos artistas. Por exemplo, a relação de fandoms da YG atualmente é bem contrária de anos atrás. Os mais antigos no K-pop vão lembrar que os fãs de diferentes artistas da empresa eram mais unidos, pelo menos na medida do possível. Muitas VIPs — fãs de BIGBANG, gostavam de 2NE1 e vice-versa, enquanto fãs de grupos da segunda geração apoiavam Winner e iKON. Levando consideração minha experiência, meus anos como fã do BIGBANG a partir de 2014, despertou minha ansiedade pela estreia do iKON no ano seguinte à medida que também acompanhei outros lançamentos da empresa. Em outras palavras, era comum que fãs de um artista específico da YG gostasse dos outros ou ficasse ansioso pelos futuros debuts. No geral, depois de tudo o que aconteceu em 2019 parece que essa admiração por grupos da empresa se esfriou. A empolgação que uma pessoa do fandom X sentia quando a YG estava prestes a estrear o artista Y não acontece mais e acredito que esses fãs cansaram. Se tornou exaustivo acompanhar a constante má gestão e muitos desistiram de futuros lançamentos da YG para não permanecerem nesse ciclo. Há também o ponto de que percepção mudou e muitos fãs não são mais tão solícitos como antigamente e preferem jogar a culpa para o descaso em outros artistas do que encarar que estão todos no mesmo barco. Em relação aos lançamentos pós-crises, nada impediu os comebacks programados. Winner, iKON, BLACKPINK, AKMU e outros artistas conhecidos da empresa fizeram seus retornos. Ao mesmo tempo em que circulava uma petição de boicote aos agenciados da YG na Coreia do Sul. O TREASURE sem dúvidas foi um grande afetado pelos episódios de 2019, já que seu debut foi completamente descartado para aquele ano, mas é difícil dizer se essa foi uma estratégia de manter o boygroup longe daquele cenário ou o descaso habitual. Felizmente, o TREASURE contou com uma fanbase forte, muitos dos membros são conhecidos desde o pré-debut. O boygroup tem força no Japão, esbanja vendas físicas e tem se direcionado a turnês — bem lucrativas, por sinal. O grupo não é um "desastre" como muitos preferem pintar por aí, mas é inegável não pensar que poderia ter um apelo maior na mídia sul-coreana. No geral, o TREASURE parece ter mais dificuldade de atingir o "grande público", como seus antecessores faziam. Além da dificuldade da YG em realmente se atualizar as mudanças das gerações e investir na imagem de seus grupos em solo nacional. Leia também: [Opinião] MAMA: Por que os fãs de K-Pop odeiam a premiação? Cinco anos se passaram, mas a imagem da empresa ainda não está totalmente limpa para o público local. Até aqueles que pareciam mais ter a simpatia do público sul-coreano em geral, passaram a sofrer certas consequências. O BLACKPINK é um grande exemplo, o girlgroup trouxe a "boa imagem", que os padrões da Coreia do Sul acreditavam que faltava na YG, mas há algum tempo multiplicaram comentários negativos e as críticas estão cada vez mais incisivas por qualquer mínimo ato do quarteto. O grupo permanece com números altos, mas parece estar na mesma situação que certos artistas da empresa já passaram: o público vai colocar defeitos, mas não pretende deixar de consumir. Em relação aos novos talentos da empresa, o destino do BABYMONSTER ainda é incerto. O grupo pode seguir os passos do BLACKPINK em seu debut e ajudar a "limpar" a imagem da empresa ao entregar o padrão que os sul-coreanos gostam. No entanto, o terreno ainda não é o dos mais amistosos para a YG e apesar dos singles pré-debut tenham mostrado números, sofreu com duras críticas. Um dos grandes problemas da empresa é a sua dificuldade em entrar no gosto do público e de fato emplacar um hit. As músicas de seus artistas costumavam estar por toda a parte, eram vistas como fortes concorrentes as principais premiações e dominavam charts. Era um nível de sucesso que explodia a bolha do fandom e alcançava qualquer pessoa comum nas ruas. Onde está a empresa que mostrava como fabricar hits? Responsável por Fantastic Baby, I am the best, Really Really, Love Scenario e Boombayah? No final, os novos talentos da YG podem mostrar números surpreendentes, mas o grande desafio é penetrar no gosto do público local e se sobressair entre seus rivais da geração. YG pode ficar de fora da BIG 3? Ao discutir sobre a situação na YG é impossível não tangenciar a pauta de sua posição entre as três grandes empresas do K-pop. Vale lembrar que a BIG 3 não é um grupo rotatório, que de tempos em tempos sai um e entra outro. Independente da situação, não tem como apagar um legado, no momento de levar o K-pop para o patamar que as novas gerações conhecem foram trabalhos de SM, JYP e YG. Outras empresas ascenderam e mostraram novos caminhos? Sim, mas uma base foi construída antes. Independente das dificuldades atuais da empresa, ela não esta a beira da falência como espalham por aí no boca a boca e vale lembrar que a sua influência não se limita a indústria musical. De fato, a situação da YG não é muito favorável e a sua imagem não é mais tão "intocável" como parecia antes. A tolerância do público sul-coreano com a empresa caiu drasticamente, mas está não é a primeira e nem a última crise que a empresa vai enfrentar. E para quem tem dúvidas, ainda assim está longe de fechar as portas.

  • “Mr. Queen”, “O Mito de Sísifo” e outros K-dramas com viagem no tempo no enredo

    O tema que é tendência em produções recentes como "Marry My Husband" está presente em outros dramas, confira a lista (Divulgação / tvn / JTBC) Assim como no K-pop, os K-dramas também carregam algumas tendências em seu enredo. Temas como vingança e reencarnação são alguns dos mais populares, porém, uma temática que tem estado muito presente em produções coreanas é a viagem no tempo, que vem aparecendo desde 2023 em tramas como A Time Called You, Melancia Cintilante e o mais recente, Marry My Husband, ou A Esposa do Meu Marido, protagonizado por Park Min Young e Na Jong Chan. Para além dos dramas coreanos mais recentes que abordam a temática de viagem no tempo, a tendência tem estado presente há mais tempo. Por isso, o Café separou alguns outros K-dramas que desafiam a física e mudam linhas temporais. Leia também: 6 K-dramas sobre vidas passadas para quem gostou de "Vejo Você na Próxima Vida" Splash Splash Love (2015) Durante um dia de chuva extrema, Dan Bi (Kim Seul Gi) está perto de prestar o vestibular, mas encontra desafios com a matemática, por isso desiste e acaba fugindo, porém é transportada para 100 anos antes. Sua viagem no tempo a leva para a Dinastia Joseon, onde ela é confundida com um eunuco e precisa trazer soluções para resolver a terrível seca que o reino enfrenta. Para isso, ela precisará usar a matemática. Clocking Out (2016) Nessa drama de ficção científica, os três agentes Park Jung Bong (Kim Sang Joon), Kim Hyo Chan (Kim Kang Woo) e Seo Ki Woong (Joo Won), de duas linhas temporais diferentes acabam se reunindo para enfrentar uma situação alarmante: alienígenas que dominaram a Coreia. O trio vai atrás das criaturas que têm feito o caos na capital do país, antes que a situação se torne ainda pior. Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo (2016) Durante um eclipse solar, Go Ha Jin (IU) é transportada para o corpo de Hae Soo, uma garota de 16 anos da Dinastia Goryeo. Ela mora no palácio, onde vive o príncipe Wang Wook (Lee Joon Gi) e sua esposa, que é prima de Hae Soo. Vivendo na realeza, ela se envolve em conflito entre os príncipes. Leia também: 6 doramas de época para maratonar na Netflix e no Viki Mr. Queen (2020) Jang Bong-Hwan é um chefe de cozinha na Casa Azul, onde reside o presidente da Coreia do Sul. Um dia, ele acorda no corpo de Kim So Young (Shin Hye Sun), que é uma rainha durante a Dinastia Joseon. No corpo de uma rainha cheia de responsabilidades, ele precisa lidar com a realidade da realeza, e assim acaba descobrindo segredos que envolvem o rei Cheol Jung (Kim Jung Hyun). O Mito de Sísifo (2021) No drama de ação O Mito de Sísifo, Han Tae Sul (Jo Seung Woo), um engenheiro brilhante e fundador de uma empresa bem sucedida, acaba presenciando algo inacreditável e embarca em uma missão perigosa. Ele acaba se juntando a Kang Seo Han (Park Shin Hye), uma mulher habilidosa que veio do futuro e tem sobrevivido a uma distopia confrontando os vilões e lidando com os desafios de uma era distópica. Leia também: Tiro, porrada e bomba: 5 doramas de ação para assistir e se exaltar My Perfect Stranger (2023) O jornalista Yoon Hae Joon (Kim Dong Wook) e a frustrada escritora Baek Yoon Young (Jin Ki Joo) possuem vidas e objetivos diferentes, porém acabam viajando para 1987. Presos na época, Hae Joon tenta investigar e solucionar uma série de assassinatos que ocorrem enquanto Yoon Young tenta impedir o casamento de seus pais. Nisso, a dupla tem a descoberta inusitada de que as duas situações estão surpreendentemente relacionadas. Tale of The Nine Tailed 1938 (2023) Na sequência de Tale of The Nine Tailed, o gumiho Lee Yeon (Lee Dong Wook) faz uma viagem no tempo para 1938. Ele reencontra algumas pessoas familiares, entre elas, Ryu Hong Joo (Kim So Yeon), que antes era um espírito guardião, agora proprietária de um restaurante em Gyeongseong, antiga cidade de Seul. Sua meta é tentar retornar para a época presente, para sua vida normal. Life On Mars (2018) Durante a investigação de um crime, o detetive Han Tae Joo (Jung Kyung Ho) acorda em 1988 após sofrer um acidente. Tae Joo é designado para uma missão na delegacia local, que é resolver um caso de assassinatos em série que ocorre em uma pequena cidadezinha, assim ele poderá retornar para seu espaço tempo de antes. Leia também: 5 k-dramas com “fake dating” para quem curtiu “Todos Menos Você (2024)”

  • 5 K-dramas com “fake dating” para quem curtiu “Todos Menos Você (2024)”

    A nova comédia romântica estrelada por Sidney Sweeney e Glen Powell conquistou corações com um clássico plot, confira k-dramas similares! Em fevereiro de 2024 estreou nos cinemas brasileiros a mais nova comédia romântica da Columbia Pictures sob direção de Will Gluck, responsável por outros sucessos do gênero como A Mentira (2010) e Amizade Colorida (2011). O longa-metragem Todos Menos Você (2024) tornou-se uma febre entre casais e apreciadores dos filmes românticos, mesmo não sendo um sucesso entre os críticos de cinema. O filme é inspirado na peça teatral Muito Barulho por Nada (1598) do dramaturgo William Shakespeare, ambientada nos dias atuais e protagonizada por Sidney Sweeney ao lado de Glen Powell. Com uma trama sobre os encontros e desencontros de um casal que passou por diversos mal entendidos, os protagonistas Beatrice e Ben vivem em uma briga de cão e gato até serem convidados para o mesmo casamento. Em uma viagem para a cerimônia que ocorrerá em Sidney, na Austrália, a dupla entra em embates ferrenhos que colocam em cheque o planejamento do casamento, mas graças a interesses particulares em comum, ambos decidem fingir um relacionamento. A dinâmica do “namoro de mentira” é uma das mais clássicas e populares na literatura e no audiovisual quando se diz respeito a comédias românticas, sendo explorada incontáveis vezes em produções de diversos países, inclusive na Coreia do Sul. Mesmo sendo uma proposta clichê, acaba agradando facilmente a depender da abordagem e das alegorias narrativas criadas para justificar o relacionamento falso que em algum momento acaba cruzando com os reais sentimentos dos personagens. Inspirados pelo sucesso de Todos Menos Você (2024), o Café com Kimchi selecionou cinco k-dramas que usam da temática do “fake dating” — ou, “namoro de mentira” — para aqueles que gostaram do filme, mas ficaram com um gostinho de quero mais! Leia também: Enemies to lovers e namoro por contrato: Conheça Love To Hate You, o novo dorama da Netflix Pretendente Surpresa (2022) Um dos dramas mais queridos de 2022 que marcou fãs após seu lançamento na Netflix para o público internacional. Baseada em um webtoon de mesmo nome, a adaptação para televisão é protagonizada por Ahn Hyo-seop e Kim Se-jeong, tendo sido lançada de fevereiro a abril de 2022 pela SBS na Coreia do Sul. A comédia romântica chegou a conquistar diversos prêmios no Korea Drama Awards e no SBS Drama Awards, além de ter vencido a categoria de Melhor OST no MAMA 2022 com a música-tema “Love, Maybe” da dupla indie MeloMance A trama de Pretendente Surpresa (2022) gira em torno de um CEO arrogante chamado Kang Tae-moo (Ahn Hyo-seop) cujo avô insiste que se case para poder herdar os negócios da família. Após incontáveis tentativas de encontros às cegas mal sucedidos, Tae-moo acaba encontrando Shin Ha-ri (Kim Se-jong), que assume o lugar de Jin Young-seo (Seol In-ah), sua melhor amiga rica, em um encontro desastroso com o CEO, pronta para dispensá-lo. Mesmo se esforçando para desagradar o pretendente, Shin Ha-ri acaba recebendo a inusitada proposta de casamento de Kang Tae-moo, que está desesperado para cumprir superficialmente os desejos do avô e permanecer como herdeiro do conglomerado. A partir disso, surge uma divertidíssima relação que nasce de um compromisso de fachada, mas que gera impasses devido à diferença de classes entre o casal. Leia também: Casal protagonista de Pretendente Surpresa está de volta? Conheça o drama Office Romance Recipe Her Private Life (2019) O seriado televisivo da tvN foi exibido na Coreia do Sul entre abril e maio de 2019, mas já se encontra disponível com legendas em português nas plataformas Netflix e Viki Rakuten. A comédia romântica é estrelada por Park Min-young, Kim Jae-wook e Ahn Bo-hyun, figuras muito respeitadas no mundo do entretenimento sul-coreano, além de ser desenvolvida pelo aclamado Studio Dragon, responsável por produções como It's Okay to Not Be Okay (2020) e Vincenzo (2021). A trama de Her Private Life (2019) é baseada no webtoon de romance “Noona Fan Dot Com”, escrito por Kim Sung-yeon e publicado no ano de 2007. Sendo assim, a adaptação gira em torno da protagonista Sung Deok-mi (Park Min-young) a curadora-chefe do Museu de Arte Cheum que administra secretamente o famoso fansite do ídolo Cha Shi-an (Jung Jae-won). Eventualmente, Deok-mi acaba se envolvendo em um boato de namoro envolvendo o ídolo e sofre ameaças de outras fãs, mas recebe a ajuda de Ryan Gold (Kim Jae-wook) o novo diretor de arte do Museu de Arte Cheum. A dupla concorda em fingir um relacionamento para que Deok-mi escape das garras das fãs de Cha Shi-an, mas as mentiras cada vez mais complicadas acabam tornando a relação dos dois ainda mais confusa. Leia também: TODOS os dramas coreanos da HBO Max, ou Max, para você assistir Amor Em Contrato (2022) O drama Amor Em Contrato (2022) trata-se de mais um grande sucesso da tvN estrelado por Park Min-young, mas desta vez, ao lado de Go Kyung-pyo e Kim Jae-young em um triângulo amoroso divertidíssimo que se encontra disponível no Viki Rakuten desde seu lançamento. Sob direção de Nam Sung-woo — responsável por 100 Days My Prince (2018) da mesma emissora — e com direito a exibição simultânea na televisão sul-coreana e no streaming para diversos países, Amor em Contrato (2022) foi lançada de setembro a novembro de 2022. O seriado foi um dos k-dramas de maior audiência tanto na Coreia do Sul quanto em outros países, sendo um dos grandes sucessos daquele ano. A trama acompanha Choi Sang-eun (Park Min-young), uma mestra do casamento por contrato que usa de seus charmes incontestáveis para ser a “esposa de mentirinha” de seus clientes ricos. Contudo, os clientes podem desfrutar livremente da vida de solteiro, sem ter que concordar com um relacionamento comprometido e duradouro. Os negócios de Sang-eun viram de cabeça para baixo quando ela passa a desenvolver sentimentos por seu cliente de longa data, o misterioso Jung Ji-ho (Go Kyung-pyo) e, posteriormente, por seu mais recente cliente Kang Hae-jin (Kim Jae-young), um ator muito popular. Leia também: Casamento "fake" e gravidez não planejada unem casal de "The Real Has Come", novo drama da KBS Porque Esta é a Minha Primeira Vida (2017) O k-drama da tvN estrelado por Lee Min-ki e Jung So-min é uma comédia romântica que permeia por temas complexos acerca das expectativas criadas em cima de adultos quanto à família e casamento, além de criticar a instituição matrimonial e seu padrão de funcionamento. Lançada entre outubro e novembro de 2017, a série se encontra disponível na Netflix e no Viki Rakuten com legendas em português. Os protagonistas Yoon Ji-ho (Jung So-min) e Nam Se-hee (Lee Min-ki) são o que se pode considerar uma dupla de “fracassados” na sociedade sul-coreana, afinal, ambos são solteiros aos 30 anos e endividados. Nam Se-hee é um homem que escolheu não se casar, mas enfrenta duros problemas financeiros e deve uma alta quantia devido ao financiamento de sua casa, enquanto Yoon Ji-ho é uma aspirante a escritora e sem-teto que desistiu de relacionamentos devido à própria condição financeira. Graças a uma reviravolta mirabolante que arranca risadas dos telespectadores, a dupla acaba optando por um casamento por contrato para que, assim, Ji-ho possa ter uma casa para morar e See-hee consiga apoio financeiro para quitar o financiamento da residência que ambos passam a dividir. Contudo, apesar de se tratar de um casamento por conveniência, os sentimentos e a relação dos dois acabam entrando em cheque com a convivência diária sob o mesmo teto. Leia também: Saiba quais serão os doramas da Netflix em 2024 já anunciados oficialmente Case comigo, Mary! (2010) A série televisiva sul-coreana Case-se comigo, Mary! (2010) — ou Mary Stayed Out All Night, em inglês — marcou a era de ouro dos dramas coreanos, tendo sido exibida originalmente pela KBS2 de novembro a dezembro de 2010. Estrelada pelo icônico Jang Keun-suk ao lado da “irmãzinha da nação” Moon Geun-young, que chegaram a vencer o prêmio de Melhor Casal do KBS Drama Awards de 2010, a telenovela chegou a conquistar audiência em 6 países além da Coreia do Sul e atualmente se encontra disponível no Viki Rakuten. A trama gira em torno de Wi Mae-ri (Moon Geun-young), uma filha obediente que acaba sendo forçada a se casar com Byung Jun In (Kim Jae-wook), o filho de um velho amigo rico de seu pai que aparece para liquidar as dívidas do negócio falido da família de Mae-ri. Entretanto, a protagonista é apaixonada Kang Moo-kyul (Jang Geun-suk), um músico rebelde que jurou abandonar seu estilo de vida e terminou com sua namorada famosa para casar-se com Mae-ri. Em um impasse que envolve seguir o próprio coração e ir contra o próprio pai por amor ou cumprir com o senso de dever à família e negar os próprios sentimentos, Mae-ri lida com escolhas complexas e um destino incerto numa trama divertida e empolgante sobre amor e independência. Assistiu “Todos Menos Você (2023)” e curtiu as indicações dessa lista? Comente com o Café com Kimchi em nossas redes sociais!

  • II Festival Cultural da China na Paraíba! Tudo sobre o evento que ocorrerá em João Pessoa

    A celebração ocorre nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro de 2024 será marcada pela celebração da cultura chinesa com oficinas, concursos e cultura pop! A segunda edição do Festival Cultural da China na Paraíba acontecerá mais uma vez em João Pessoa para celebrar o Ano Novo Chinês em três dias regados de cultura tradicional, oficinas, palestras e cultura pop. O evento é organizado pela Agência de Cooperação Internacional da Universidade Federal da Paraíba (ACI/UFPB) em conjunto com o Governo da Paraíba e o Consulado-Geral da República Popular da China em Recife, além de contar com patrocinadores da iniciativa privada local. O II Festival da China celebrará o ano do dragão, referente ao calendário e ao horóscopo chinês, nos quais cada ano tem um animal como regente e representante. A celebração inicia no dia 23 de fevereiro de 2024 às 19h no Teatro Paulo Pontes, localizado no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, e contará com a presença de autoridades locais, apresentações artísticas e musicais e o discurso oficial do Sr. Wang Ke, cônsul-geral interno da China no Recife. O Café Com Kimchi reuniu as informações do evento — desde a programação até as atividades abertas ao público. Confira, após a publicidade, tudo o que sabemos que você precisa saber para participar. Leia também: Boys Planet: Por que chineses buscam carreira como idols de K-pop na Coreia do Sul? Tudo que você precisa saber sobre o II Festival Cultural da China na Paraíba No dia (23/02) a abertura oficial do evento iniciará pontualmente às 19h com os discursos solenes das autoridades representativas da UFPB, Governo do Estado e a fala do cônsul-geral interno da China no Recife. Na sequência, a Orquestra Sinfônica da Paraíba apresentará um repertório repleto de canções chinesas tradicionais em conjunto com uma saudação à cultura nordestina para simbolizar a amizade entre Brasil e China. Na sequência, o Quinteto da UFRN fará uma série de interpretações musicais de canções tradicionais ao lado de Nan Qi, pianista e professora adjunta da Escola de Música da UFRN. A cerimônia de abertura terá fim com a apresentação de dança da Companhia Raízes, organização responsável pela disseminação das danças populares da região nordeste do Brasil. No sábado (24/02) ocorrerão as atividades e oficinas do Festival, que serão sediadas no Espaço Cultural José Lins do Rêgo com entrada franca a partir das 8h da manhã com apresentação de Tai Chi da família Yang, seguida de Tai Chi Pai Lin e a apresentação de Tai Chi da família Chen. As barracas referentes a cultura pop, mandarim e horóscopo chinês funcionarão a partir das 9h, assim como a feirinha cultural que dispõe de diversas lojas parceiras que comercializam itens de c-drama e artesanato. Simultaneamente às 9h ocorrem a palestra sobre Medicina Chinesa na Sala de Concertos e as mesas redondas “Paraíba e China: parcerias e conexões para o desenvolvimento tecnológico e econômico” e “Realizando oportunidades de cooperação em CT&I entre Brasil e China” no auditório do Espaço Cultural. No período da tarde, o Festival Cultural da China contará com performances de Tenchi Tessen (com leques) e Kung Fu a partir das 14h, enquanto no Teatro Paulo Pontes ocorrerão as performances de Mandopop no mesmo horário. As barracas e a feirinha funcionarão no mesmo período e o auditório sediará uma mesa redonda sobre “Estudo do mandarim e mercado de trabalho: oportunidades acadêmicas e profissionais na China e no mundo global”. O segundo dia de evento se encerrará às 19h com a apresentação do grupo “Huaxing” no Teatro Paulo Pontes. As oficinas iniciam pela manhã, a partir das 9h e são abertas ao público geral, com vagas limitadas e disponíveis sob ordem de chegada. No período da manhã, o público poderá escolher entre: Oficina de Nó Chinês; Oficina de Grampo de Cabelo; Oficina de Paper Cutting; Oficina das Lanternas; Oficina de Pintura em Leque e Oficina de Caligrafia Chinesa. Já no turno vespertino (14h), estarão disponíveis as oficinas de nó chinês, sachê perfumado, paper cutting, pintura chinesa e montagem de cabeça de dragão para adultos. No domingo (25/02) o evento iniciará no mesmo horário pela manhã com apresentação de Tai Chi da família Yang, Kung Fu Shaolin do Norte, Kung Fu e do grupo “Huaxing”, sendo a última no Teatro Paulo Pontes. As oficinas e apresentações ocorrerão de forma simultânea e aqueles que estiverem presentes podem optar entre participar de oficinas ou prestigiar as apresentações e barracas da feirinha cultural. O evento irá dispor de uma sala especial para atividades com as crianças que incluem pintura facial e desenho para colorir, contação de histórias e montagem de dragões nos dois dias de evento e nos turnos da manhã e da tarde. Atualizações sobre a programação, lojas e restaurantes parceiros, atividades e entre outros se encontram disponíveis no Instagram oficial do evento @festivalculturaldachina e na conta oficial da ACI/UFPB da mesma rede social @aci.ufpb. Vai para o festival ou tem interesse em ir? Comente com o Café com Kimchi em nossas redes sociais!

  • TODOS os dramas coreanos da HBO Max, ou Max, para você assistir

    Dr. Romantic, W - Dois Mundos e She Was Pretty são alguns dos títulos famosos que podem ser vistos no catálogo! (MBC/SBS/Divulgação) Há um bom tempo, discutia-se a possibilidade de um novo streaming receber dramas coreanos: HBO Max. Agora sob o nome de "MAX", a plataforma passou a adicionar algumas produções em seu catálogo. Esse é um movimento inevitável diante de tantos serviços investindo nas séries da Coreia do Sul atualmente. Por isso, a ainda conhecida popularmente como HBO Max conta com alguns seriados para os assinantes verem (o que inclui, talvez, um "drama brasileiro" também). Mas quais K-dramas fazem parte do catálogo da plataforma? O Café com Kimchi pode te ajudar a sanar a dúvida! Logo abaixo, você encontra a lista com todos os dramas coreanos da HBO Max, e a sinopse de cada um. Para quem é versado na dramaland, verá que o streaming optou por disponibilizar histórias famosas do grande público; o que é uma chance de rever algumas séries que a galera já ama. Confira: Dramas coreanos da HBO Max, ou Max, disponíveis para ver hoje: 1. I'm Not a Robot ("Eu Não Sou Um Robô") O drama I'm Not a Robot, ou Eu Não Sou um Robô, se encaixa entre as séries coreanas de ficção científica. Aqui, o público conhece a história da personagem Jo Ji-a (Chae Soo-bin), que para sanar seus problemas financeiros, aceita um pedido inesperado do ex-namorado. No caso, ela fingirá ser uma androide que tem sua exata aparência. A missão dada pelo ex tem a ver com um grande acionista chamado Min-kyu (Yoo Seung-hon), que é muito inteligente e proeminente no trabalho. Contudo, o protagonista tem uma alergia inusitada a pessoas! Dessa forma, ele é quem encomenda a androide criada pelo antigo namorado de Ji-a, mas que deu defeito e a moça irá substituir. 2. W - Dois Mundos Os atores Lee Jong-suk e Han Hyo-joo estão em um dos dramas coreanos da HBO Max, no caso em W - Dois Mundos. Do gênero fantasia, a história apresenta uma garota chamada Oh Yeon-joo, que está em busca do pai desaparecido. Porém, ela descobrirá um grande segredo dele nas suas investigações. No caso, o pai de Yeon-joo escrevia um webtoon chamado "W", que não teve o último capítulo finalizado. Um dia, vasculhando os pertences dele, a jovem acaba sendo puxada para dentro do computador e se depara com um homem em apuros. O desconhecido é, na verdade, o personagem Kang Chul, criado pelo seu pai para a trama de "W". A partir disso, uma ponte entre o mundo real e a ficção existirá. 3. Weightlifting Fairy Kim Bok Joo Com a atriz Lee Sun-kyung e o ator Nam Joo-hyuk, nós conhecemos a trama que envolve esportes de Weightlifting Fairy Kim Bok Joo. Aqui, a membro de um clube de levantamento de peso é tida como uma pessoa alegre e muito justa; e apesar do seu time não fazer sucesso no campus, ela deseja se tornar uma profissional com medalha de ouro. Em meio à rotina, Bok-joo acaba conhecendo o nadador Jung Joon-hyung, e por acaso deve retornar um objeto muito querido a ele. Numa breve confusão, os personagens descobrem que já se conheciam desde a infância, e o amor pode florescer entre os dois. Mas como conciliar um relacionamento com o mundo dos esportes? Leia também este post: Gostou do Nam Joo-hyuk em "Vinte e Cinco, Vinte e Um"? Conheça outros doramas com o ator 4. 18 Again (18 Outra Vez) Se você está com saudade dos doramas com o Lee Do-hyun, saiba que o ator está no MAX! Nesse caso, um dos dramas coreanos da HBO Max é 18 Outra Vez, protagonizado pelo Do-hyun num enredo de viagens no tempo. No tempo presente, o personagem Hong Dae-yeong (feito por Yoo Sang-hyun no começo) possui uma vida frustrada e sem grandes realizações. Numa crise com seu casamento e emprego, o homem relembra da época em que era muito popular no colégio; a crise da meia-idade bate. Assim, ele acorda misteriosamente como um rapaz de dezoito anos, e tem uma nova chance de trilhar a vida. 5. Shopaholic Louis ("Rei das Compras, Louie") Lançado em 2016, a produção Shopaholic Louis apresenta o ator Seo In-guk como um herdeiro chaebol que, em decorrência de um acidente, perde a memória. Acostumado a viver no luxo e a gastar com qualquer coisa, o protagonista acaba enfrentando esse dilema ao viajar dos Estados Unidos, onde é conhecido como "Louie", para a Coreia. Nesse cenário, ele conhece a jovem Go Bok-shil (feita por Nam Ji-hyun), que se mudou do interior para a capital em busca de um futuro melhor. Ela se depara com a situação de Louie e decide ajudá-lo, não sem descobrir que há pessoas que querem driblá-lo. 6. She Was Pretty Transmitido em 2015 pela emissora MBC, She Was Pretty é um dos K-dramas que constam na carreira de Park Seo-joon. Com a atriz Hwang Jung-eum no papel principal, a série mostra como a personagem Kim Hye-jin reencontra um amigo de infância após suas vidas mudarem totalmente. No passado, Hye-jin foi quem estendeu a mão para Sung-joon (Seo-joon) quando o rapaz não era popular, e era considerado "feio" para os padrões da sociedade coreana. E na época, a moça era muito conhecida e tida como bonita aos olhos das pessoas. Com o passar dos anos, os papéis invertem e Hye-jin passa a trabalhar na revista de moda em que Sung-joon é editor. 7. Moon Embracing The Sun Se você procura seriados de época entre os dramas coreanos da HBO Max, há Moon Embracing The Sun como opção. O plot aborda as intrigas políticas de uma família que deseja tirar a Princesa Yeon-woo (Han Ha-in) de seu posto como herdeira, e impedir seu casamento com o Príncipe Lee Hwon (Kim Soo-hyun). Ao sofrer tal golpe, Yeon-woo consegue voltar ao reino anos depois como a xamã Wol, e o reencontro com Lee Hwon fará o agora rei investigar o que aconteceu. Os problemas aumentarão quando parte da família real deseja tirar Lee Hwon do poder também. Leia esta lista: Conheça mais 10 K-dramas de comédia com enredos de época, além de "Os Casamenteiros" 8. My Love From the Star ("Meu Amor das Estrelas") Também com o ator Kim Soo-hyun num dos papéis centrais, Meu Amor das Estrelas pode ser considerado um dorama de ficção científica. Na pele do alienígena Do Min-joon, ele pousou em nosso planeta há 400 anos e viveu até hoje sem ter a identidade revelada. Em posse de habilidades aprimoradas, Min-joon descobre que se tempo na Terra está chegando ao fim. Enquanto tenta resolver tal questão para continuar aqui, o protagonista conhece a celebridade Cheon Song-yi (Jun Ji-hyun), uma das maiores estrelas do entretenimento sul-coreano. 9. A Última Missão do Anjo: O Amor Kim Myung-soo e Shin Hye-sun são as figuras principais de A Última Missão do Anjo: Amor. Lançado em 2019, o K-drama explora a vida de uma bailarina vista como arrogante, que se torna ainda mais reclusa após a morte dos pais e o fato de precisar abandonar os palcos. Entretanto, ela conhecerá alguém que é seu total oposto. O anjo Kim Dan (Myung-soo) entra em cena como um homem otimista e despreocupado, que se mete em problemas quase sempre. Dan deve retornar ao mundo dos céus, não sem antes completar uma missão: encontrar o amor verdadeiro para a bailarina aposentada. 10. Dr. Romantic Vamos falar de hit? Na lista de dramas coreanos da HBO Max, temos como destaque a série Dr. Romantic. Com três temporadas ao todo, o sucesso dos seriados médicos pode ser conferido na íntegra no streaming. Na obra, somos apresentados ao dia a dia do hospital Doldam, que conta com o médico Kim Sa-bu (Han Seok-kyu) como um dos nomes mais proeminentes da equipe. Porém, o doutor esconde uma série de polêmicas que afetaram sua carreira, o fazendo preferir o ostracismo ao invés dos holofotes na medicina. Em Dr. Romantic, atores como Ahn Hyo-seop, Yoo Yeon-seok, Lee Sung-kyung e mais já passaram pelo elenco. 11. The Heirs ("Os Herdeiros") The Heirs, ou Os Herdeiros, é aquele tipo de K-drama que todo mundo já viu ao menos uma vez. Lançado em 2013, o enredo mostra a vida da garota Cha Eun-sang (feita pela Park Shin-hye), que viaja para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Lá, ela acredita reencontrar a irmã mais velha, que aparentemente vai se casar. Apesar disso, nada é como Eun-sang esperava nos EUA, só que tudo pode mudar quando ela conhece Kim Tan (Lee Minho), herdeiro de um conglomerado familiar. Ele está comprometido com a popular Rachel Yoo (Kim Ji-won), mas se sentirá atraído pela personalidade de Eun-sang, que não é mimada e arrogante como as pessoas de seu círculo social. Você pode gostar de saber - Doramas antigos: 7 K-Dramas famosos na Coreia do Sul nos anos 2000 12. Boys Over Flowers E falando em doramas antigos, Boys Over Flowers está disponível na HBO Max. Também com o Lee Minho como um dos atores principais, o clássico K-drama colegial mostra a vida da estudante Geum Ja-di (Gu Hye-seon) ao ingressar em uma nova escola. A vida no ensino médio não será fácil, principalmente quando Ja-di é alvo dos alunos ricos e egocêntricos do colégio. A lista de estudantes populares, inclusive, é composta pelo quarteto F4, do qual o aluno Goo Joon-pyo (Minho) faz parte. Contudo, será que os dois sustentarão a rivalidade quando começam a se apaixonar um pelo outro? 13. My Sassy Girl Mais um título de época integra os dramas coreanos da HBO Max. Nesse sentido, My Sassy Girl tem a atriz Oh Yeon-so no papel de Hye Myung, uma princesa que se mete em várias confusões ao longo da narrativa. Ela se torna aluna do acadêmico Gyeon Woo (feito por Joo Won) a pedido do rei naquele período da Era Joseon, após um mal-entendido entre o estudante e Vossa Alteza; mas ele não esperava que fosse também virar o protetor da princesa, quando algumas pessoas surgem para atrapalhar sua futura posição como rainha. Qual outro K-drama a HBO Max, ou agora só Max, deveria incluir no catálogo do streaming?

  • Candy Shop: Saiba tudo sobre o novo girlgroup da Brave Entertainment

    Com estreia prevista para este semestre, quarteto é o primeiro grupo feminino da empresa desde o "Brave Girls" (Divulgação / Brave Entertainment) Mais um grupo da chamada 5° geração está a caminho. Candy Shop é a nova aposta da Brave Entertainment que mencionou sobre os preparativos do lançamento em dezembro do ano passado. Formado por Sui, Sarang, Soram e Yuina, este é o primeiro girlgroup da agência desde o debut do Brave Girls em 2011. A data oficial do debut ainda não divulgada, mas foi confirmado que as meninas farão sua estreia ainda no primeiro semestre deste ano. O grupo será liderado pelo Brave Brothers, conhecido por trazer à indústria nomes como Brown Eyed Girls, After School, Sistar, 4Minute e o T-ara, por exemplo. Depois de mostrar a logo oficial em fevereiro, também foram divulgados dois vídeos performáticos onde é possível ver um pouco das habilidades do quarteto que se prepara para pisar nos palcos. Inclusive, alguns acreditam que o instrumental possa ser um spoiler do que está por vir. Será?! Para você ficar por dentro de tudo que sabemos sobre o Candy Shop, o Café com Kimchi reuniu as informações para conhecer melhor o grupo. Veja o perfil das integrantes após o vídeo! Conheça as integrantes do Candy Shop A primeira integrante a ser anunciada foi Sui (Cho Sui), além das fotos individuais ela aparece em um dance cover da música da cantora Stefflon Don. Sul-coreana e nascida em 15 de agosto de 2007, Sui participou do reality de sobrevivência My Teenage Girl, mas foi eliminada no episódio 9 do programa que formou o grupo Class:y, que chegou a vir ao Brasil durante o Asia Star Festival no ano passado. Ainda não se sabe qual será a posição delas no grupo. Em seguida foi a vez de Sarang (Choi Sarang), que assim como Sui participou do My Teenage Girl e foi eliminada no mesmo episódio. Seu vídeo promocional mostra a integrante dançando ao som de Ain’t Your Mama da Jennifer Lopez. Nascida em 30 de novembro de 2007, Sarang é sul-coreana e foi uma trainee da P Nation antes de assinar seu contrato atual com a Brave. Soram (Jung Soram)  foi a quarta membro do Candy Shop a ser anunciada. Em seu vídeo promocional ela aparece dançando um cover de Dangerous Woman da Ariana Grande. Nascida em 2005, ainda não se sabe muito sobre a trajetória da sul-coreana antes de entrar para a Brave, mas ela pode ser vista no clipe da música All Yours do DKB, que também é um grupo da empresa. A quarta e última é Yuina e seu vídeo é um dance cover de um remix da música Bloodline também da Ariana Grande. Não se sabe a idade da integrante ou sua nacionalidade, mas sabe-se que ela foi trainee da Brave por alguns anos antes de ser escalada para o Candy Shop. O significado por trás do nome do grupo Por mais que as palavras Candy Shop já tenham um significado (loja de doces) a agência fez uma publicação para explicar que há um significado por trás da escolha do nome do girl group. Segundo o post, Candy é uma abreviação de CAtch N Draw Youth = Vamos Pegar e Desenhar Jovens, enquanto “Shop” simboliza o espaço onde as integrantes e os ouvintes podem se conectar. Leia também: Gerações do K-pop: Quais são? Onde começa e termina? Entenda a divisão A empresa ainda definiu as meninas como “os membros, que possuem uma variedade de encantos como dezenas de milhares de tipos de doces, mostram músicas que representam sua geração”. Para completar, foi dito que o Candy Shop possui tanto o apelo mainstream, ou seja características que irão agradar o grande público, quanto sua própria musicalidade. E ai, ficou ansioso para ver o debut do Candy Shop? Então fique ligado no site do Café com Kimchi para conferir mais conteúdos!

  • Conheça os filmes asiáticos indicados ao Oscar 2024

    A ascensão das produções asiáticas rendeu indicações interessantíssimas ao Oscar deste ano. Confira a lista, onde os assistir e a opinião da crítica! Neste ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas — organização responsável pelo Oscar — surpreendeu ao indicar um total de sete filmes de origem asiática e/ou dirigidos e protagonizados por atores, atrizes e diretores oriundos da diáspora asiática. Tal fato representa uma conquista para a indústria do cinema ocidental, que tem cedido gradualmente a filmes mais diversos e que representam grupos étnicos que por muitos anos foram vítimas de apagamento pela grande mídia. Como representantes da comunidade asiática no Oscar 2024, temos: Past Lives (2023), Perfect Days (2023), O Menino e a Garça (2023), Godzilla Minus One (2023), o documentário To Kill a Tiger (2022), os curta-metragens Nǎi Nai & Wài Pó (2023) e Our Uniform (2023). A presença de filmes asiáticos em grandes premiações do cinema europeu e norte-americano tem se tornado cada vez mais frequente nos últimos anos devido a diversos fenômenos midiáticos e sociais. A popularização da indústria do entretenimento do leste-asiático — em especial, o Japão e a Coreia do Sul — tornou-se algo impossível de se ignorar frente ao fortalecimento do fenômeno da globalização através das redes sociais e plataformas de streaming. Além disso, a ascensão de pautas sociais em prol da representatividade e inclusão de pessoas de cor no cenário das artes e do entretenimento tem sido cada vez mais presentes nas grandes mídias. Afinal, a história do cinema europeu e norte-americano é manchada por inúmeros episódios racistas e produções que distorcem a realidade de diversos povos e países em prol de um discurso hegemônico carregado de preconceitos. O surgimento do cinema de diáspora tem sido um ponto fora da curva para produções originalmente norte-americanas como Minari — Em Busca da Felicidade (2020), Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022) e Past Lives (2023) os quais são resultados do trabalho árduo de diretores, atores e roteiristas de origem asiática. Muitos desses filmes contam com propostas relacionadas ao imaginário de imigrantes e seus filhos frente ao constante sentimento de não-pertencimento, algo muitas vezes experienciado por muitos artistas de cinema, frequentemente invisibilizados em favor de artistas brancos. Leia também: O longa “Past Lives” e a trajetória dos filmes sul-coreanos no Oscar Past Lives (2023) Indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, o longa-metragem de Celine Song estrelado por Greta Lee e Teo Yoo conquistou o público após seu lançamento devido à complexidade de um drama que mexe com sentimentos relacionados ao amor sem necessariamente ser um romance. A trama explora os sentimentos complexos que circulam o imaginário do imigrante sul-coreano nos Estados Unidos, como uma espécie de ponte entre a origem coreana e a realidade como cidadão norte-americano. A metáfora das “vidas passadas” é expressa por meio de um amor de infância que interliga a protagonista Nora com seu amigo e antigo amor, Hae Sung. Atualmente, o filme se encontra disponível nos cinemas brasileiros desde o dia 25 de janeiro de 2024. Apesar de muito apreciado e bem quisto pelos fãs de cinema, que consta com média 4,2 de 5 estrelas no Letterboxd e 96% de aprovação no Rotten Tomatoes — sites direcionados para crítica de cinema — é pouco provável que Past Lives (2023) saia vencedor na categoria principal e na categoria de Melhor Roteiro Original. A baixa probabilidade de vitória não se dá por questões técnicas do filme, mas sim, devido à concorrência com favoritos da crítica — e da Academia — como Oppenheimer (2023) de Christopher Nolan e Poor Things (2023) de Yorgos Lanthimos que lideram em vitórias nas principais premiações do cinema norte-americano como o Globo de Ouro. Além disso, o concorrente de Past Lives (2023) como Melhor Roteiro Original é o muito bem quisto Anatomia de Uma Queda (2023) de Justin Triet, que tem sido aclamado pela crítica e vencedor do Globo de Ouro e da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Leia também: "Past Lives" da A24 e outros filmes coreanos estão no Festival do Rio; veja quais e quando assistir Perfect Days (2023) O filme de Wim Wenders foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e é o representante do Japão na edição deste ano. Apesar de ser dirigido por um cineasta alemão, Perfect Days (2023) trata-se de uma co-produção da Master Mind Limited (Japão) e Spoon Inc. (Japão) em conjunto com a Wenders Images (Alemanha) feita no Japão e roteirizada pelo próprio Wim Wenders em conjunto com o roteirista japonês Takuma Takasaki. Perfect Days (2023) narra a história do protagonista Hirayama — interpretado por Kôji Yakusho — um homem que trabalha como limpador de banhos públicos em Tóquio. O personagem aparentemente feliz tem sua rotina retratada através de seus passatempos e gostos pessoais, como música, fotografia e a natureza. A trama explora temas como a solidão, fuga e busca de sentido na vida moderna enquanto revela gradualmente o complexo passado do personagem. O filme fará sua estreia nos cinemas brasileiros dia 29 de fevereiro de 2024, e logo após, fará parte do catálogo do MUBI. Em meio a concorrentes tão impressionantes e profundos quanto, o longa japonês é destacado como uma aposta interessante para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro, principalmente após vencer o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Contudo, é inegável uma grande preferência da premiação por filmes de guerra, e o concorrente inglês Zona de Interesse (2023) de Jonathan Glazer demonstra ter mais chances de se destacar na categoria graças a trama que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. O espanhol Sociedade da Neve (2023) de Juan Antonio Bayona também parece um concorrente desafiador para Perfect Days (2023) por se tratar de um filme biográfico que trabalha efeitos práticos em conjunto com a densa trama. Leia também: Oldboy, filme de Park Chanwook, ganha remaster em 2023 nos cinemas do Brasil e do mundo O Menino e a Garça (2023) O Menino e a Garça (2023) é o tão aguardado lançamento do Studio Ghibli, marca o grande retorno de Hayao Miyazaki ao cinema, exatamente dez anos após o lançamento de Vidas ao Vento (2013), seu penúltimo filme. O célebre cineasta é nada mais nada menos do que um dos fundadores do Studio Ghibli, famoso pelas sensíveis e detalhadas animações japonesas que marcaram a infância e a juventude de muitos apreciadores do cinema. A película foi indicada ao Oscar de Melhor Filme de Animação, sendo a chance de Miyazaki receber sua segunda estatueta, tendo em vista a vitória de A Viagem de Chihiro (2001) na mesma categoria a exatos 23 anos. O longa de animação trata-se de uma aventura que explora a jornada do protagonista Mahito, um menino de 12 anos, que luta para se estabelecer em uma nova cidade após a morte de sua mãe. Após uma garça falante revelar que sua mãe continua viva, o garoto embarca em uma aventura cheia de mistérios e magia após torre abandonada que o leva para outro mundo em uma busca emocionante pela própria mãe ao lado da ave falante. O filme fará sua estreia nos cinemas brasileiros no dia 22 de fevereiro de 2024, com distribuição da Sato Company. Diferentemente dos filmes mencionados acima, O Menino e a Garça (2023) tem fortes chances de vitória dentre os concorrentes, em especial, após a memorável vitória no Globo de Ouro deste ano. Apesar de ter fortes concorrentes como Nimona (2023) e o favorito do público Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (2023), a crítica ainda considera o lançamento do Studio Ghibli como um grande vencedor em potencial. Leia também: Solo Leveling e outras adaptações de webtoons sul-coreanos para anime no Japão Godzilla Minus One (2023) O clássico longa-metragem propõe uma versão modernizada da trama do daikaijū — monstro gigante japonês — mais famoso do cinema global. Apesar de tratar-se de um personagem antigo do cinema japonês, o filme do diretor Takashi Yamazaki inova ao apresentar a figura do Godzilla para além da Tóquio extremamente moderna que conhecemos nos filmes anteriores, desta vez, o monstro gigante aterroriza a cidade japonesa já devastada após a Segunda Guerra Mundial. Sendo produzido pela Toho Studios e Robot e distribuído pela Toho Co., Ltd., foi o 37º filme da franquia Godzilla, o 33º filme da Toho e o quinto filme da era Reiwa da franquia, Godzilla Minus One (2023) se consagrou como um dos filmes mais bem avaliados pela crítica do ano passado. A surpresa partiu dos surpreendentes efeitos visuais que renderam a indicação a Melhores Efeitos Visuais no Oscar 2024, mesmo com um orçamento tão baixo. Na película, Yamazaki faz bom uso não somente dos efeitos especiais de ponta, como também sabe utilizar da alegoria do daikaijū para construir uma crítica social muito bem elaborada sobre a sociedade japonesa, utilizando da ferida ainda complexa da Segunda Guerra Mundial e os impactos da bomba atômica no país. Apesar de se destacar internacionalmente, Godzilla Minus One (2023) compete com grandes blockbusters do cinema norte-americano como: Guardiões da Galáxia Vol. 3 (2023), Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte Um (2023). Além dos bem sucedidos em bilheteria, o qual é o caso da ficção científica norte-americana Resistência (2023) e a narrativa histórica de guerra Napoleão (2023). As chances são bem divididas considerando a predileção da academia por filmes ocidentais e os Últimos ganhadores da categoria sendo produções exageradamente caras e grandiosas como Avatar: O Caminho da Água (2022) e Duna (2021). Leia também: [Opinião] Por que "Decisão de Partir" foi esnobado no Oscar 2023? Fala, cinéfilos de plantão! Assistiram a alguns desses filmes ou estão ansiosos para ver? Comente com o Café com Kimchi em nossas redes sociais!

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